terça-feira, agosto 19, 2003

Belos irmãos meus.
Feios irmãos meus.
vivemos em Liberdade?

Até quando as listas negras
a atenção à maldade
a estúpida energia desperdiçada.

Deixem-me em paz
viver a minha vida
que eu convosco das duas umas
O bem pago com o bem
e o mal, não preciso de pagar
porque são vós próprios
que o pagam
acreditem,
os de curtas vistas arrogantes
nas suas certezinhas de invencibilidade
porque a terra e o ceú
todo inteiro vos cairá em cima.
ai, nada vos valerá
comprem óculos para ver o infinito
reles vermes, como baratas tontas
a dar, a dar
não desembainhem a espada má
que ela vos cortará.
Paranoico, eu?
Logo verão

Para quem sentir o mesmo
aqui se cria uma lista branca

é mais fácil sorrir que grunhir
saim-me de cima palermas
pulem nos vossos pequenos cubos
compartimentos esquizofrénicos
Pensem uma coisa e digam outra
Digam branco e actuem preto
e o preto vos fará pretos
são vocês o inferno.

A mulher de César não tem que ser só séria
tem também que parecê-lo.
Palermas há muitos
Que história esquizofrénica é esta
Basta ser sério
parecer ser sério quando se é sério
é no míníno não ser sério
O sério é
não se parece com nada
o sério é
não quer ser
não quer parecer
não tem que parecer

não me roubam o tempo com as vossas coisas mesquinhas
amem mais, se a vossa estupidez ainda vos permitir
Ama e faz o que quiseres e farás sempre o bem
Que querem de mim?
Que opere um cataclismo cósmico?
que faça um partido-inteiro
que faça uma lei

vós que estão no manicómio do outro lado da porta
aquele a que chamam na vossa miopia a normalidade
pois eu troco as direcções
fecho a porta
e deito a chave fora
no abismo do tempo
Não sejam palermas
sejam grandes

deêm a cara, cobardes.
assumam-se!
ponham um t-shirt
ou um autocolante
eu sou dos maus e faço o mal

é um privilégio real
fazer o bem
e ser considerado o mau da fita.