sexta-feira, agosto 29, 2003

Ritual
Caminho das significâncias
E dos significados
Como sempre
É ele que em mim desce
E em si me abriga
Não o penso
Dou comigo a fazer o mesmo
Melhor dizendo
A fazer de uma mesma forma
E ai, sei que ele me visita.

Só no três, no quatro
Às vezes no cinco
É que por ele dou
Sei que estou dentro de ele
Que ele está dentro de mim


Agora sei, do último que me apareceu, cada vez que aqui escrevo, dispo-me literalmente, só nu o consigo fazer. E eu que pensei ser do calor que se tratava

Lembras-te disto que fizeste? Chegam-me nas vozes, na maior parte não, andei entretido a fazê-las, e depois de feitas, foram para outras lugares, outras paragens, que são minhas sem o ser. Se de todas me lembrasse, provavelmente não teria espaço para fazê-las.

Contudo é sempre bom pelos outros ser recordado, melhor dizendo, ser recordado por algo que se fez bem feito, tranquiliza-me os meus próprios passos, não para dormir, mas para continuar a fazer.
Conversa a várias vozes. ( qualquer ( pequeno hehehe)prazer me diverte , a Pedra e a Espada e todos os ausentes, presentes)
A forma como eu entendo a palavra religião é como re-ligare, tornar a ligar aquilo que só na aparência está desligado, sim não é o mundo que está a ruir, poderemos ser nós, mas eu quero mesmo é a ressurreição, disto não tenho dúvidas, há muito tempo. A questão é como operá-la. Bem sei, porque a mim os sinais também tem chegado de todo o lado, como sempre, os sinais estão por todo o lado, do fim da era, não do Mundo. É disto que falas, oh Sérgio, esta evidência da ligação entre todas as coisas, e sobretudo a noção, Maravilhada de Maravilha!!!, que nos entra pelos olhos dentro, ou pelo coração, ou sentidos, da transcendência das nossas acções, e de uma outra coisa, que às vezes tanto, nos aflige, o tempo. O Sempre Aqui, imediato, em todos os lugares, que no fundo é o mesmo único lugar mas como muito bem diz a Neyza é o lugar de viver com prazer, alegria, acrescento o desejo redundante, pois o prazer tem sempre a alegria, mesmo que seja mansinha.
A questão é a operação, como operar e a intenção que nela depositamos. Como ainda ontem eu e o António falávamos. Pode ser operado através de qualquer coisa, qualquer plano, ou se preferirem basta um qualquer grão de areia, que recordo, existe sempre acompanhado de muitos grãos de areia a seu lado, por dentro e por fora do próprio grão. E fala-me a Pedra, quieta e a Espada cortante, a quem eu já agradeci a existência, nestes diálogos não tão subterrâneos como as vezes me parecem, do ungido. Sim eu lembro-me desta definição, mas é ela aplicável a um só? Todos nós somos cristos, cruz e cordeiro, o que mais quisermos, não é? Ou acha a Espada que muda de nome cifrado, quando o vento lhe dá, a que eu posso chamar, como o António chamava a um jogo jogado a mais de que duas mãos, none of us, que corta não para dois lados só, como já lhe disse, rectificando-o agora, corta para todos os lados. Que se tratam de conversas de egos e alter egos, com intenções de alívio. Alívio?! Qual alívio. Quanto muito, responsabilidade acrescida! É como do barro fazer a coisa, sempre a moldar e a tocar, eu que sou múltiplo e infinito, como tu o és também, irmão, ou melhor será dizer, pedaço de mim mesmo. Pode-se fazer humor com tudo, as anedotas fazem-me rir e a tua fez-me, não duvides, mas miséria material, não ter que comer, ter fome de pão literal, não ter um tecto para dormir se se quiser, pois bem sei há quem prefira dormir debaixo da estrelas, não aceito!!!. Há que chegue para todos, a casa é grande, cada um que colha o que que quiser, desde que não pise as rosas, pelo menos as alheias, porque e só, porque elas são belas e minhas irmãs e porque se se colher as rosas deixa de haver pão!
Dizes-me que a operação ocorre, com a mudança do meu próprio ponto de vista. É certo, daquelas verdades Verdadinhas e Verdadeiras. É mesmo assim gramáticos carinhosamente loucos, na subtileza da atenção ao semelhante

Eu que tenho um coração do tamanho do Mundo
Capaz de tudo albergar
Eu que vejo tudo e às vezes nada
Eu que não quero esperar o que o outro creio me dever
Eu que sei que me devo a mim mesmo
Eu que não tenho medo de experimentar
Eu que não tenho medo de corrigir
E a Neyza a dizer
Ter coragem pra não temer o não.
Ter coragem pra aprender a ter
sem ter medo de perder.
Ter coragem pra mudar,
de ousar trocar de lugar.
E descobrir que a vida não é só o doer.
Mas um lugar prá se viver
com prazer.

Três vezes repito o verso final

Paixão
Epifania do tédio dos dias
No infinito das palavras
Beijo do Espírito
Trocado entre Amigos
Sagrada emoção de duas Almas
Num corpo só
Sagrada emoção
Da mesma única Alma
No mesmo único corpo

Paixão
Epifania do tédio dos dias
No infinito das palavras
Beijo do Espírito
Trocado entre Amigos
Sagrada emoção de duas Almas
Num corpo só
Sagrada emoção
Da mesma única Alma
No mesmo único corpo


Paixão
Epifania do tédio dos dias
No infinito das palavras
Beijo do Espírito
Trocado entre Amigos
Sagrada emoção de duas Almas
Num corpo só
Sagrada emoção
Da mesma única Alma
No mesmo único corpo

Até sempre como quem diz , sempre presente, até já