quinta-feira, setembro 11, 2003

O Amor Está, O Amor é, O Amor parte, e volta, apanha comboios, vai- a- nado, seja o que Deus quiser. O Amor Está Sempre presente até nos Rostos outrora amados, vai e volta e vem a voltar. O amor vem pela frente e por detrás, o amor vem galopante ou de mansinho, trás todas as cores dentro de Si, pinta qualquer Céu e Cura.
O Amor Deixa Bilhetinhos Aos Enamorados. Assim com Eles viajam de Borla de Estação em Estação. Próxima Paragem, próximo Partir, para todas as Paragens, para onde se Quiser e Tudo isto num só bater do Coração.


Chegaste a mim dizendo, foste tu que dormiste com a mulher do teu amigo e eu a responder-te que não, que tinha sido o outro amigo do amigo, e que tinha uma tendência para não dormir com a mulher do meu Amigo. Essa ideia de que no Amor e na Guerra, vale tudo, sempre me pareceu um pouco bizarra. Vale tudo o quê no Amor, até raptar o outro, por Amor. Como se as pessoas fossem raptáveis, isto como se fosse possível o impossível, que é obrigar um coração e se os corações não são obrigados, vale tudo o quê? A invenção do Amor, O Simulacro em vez da imagem Radiante. O limite do Outro é o meu próprio Limite, vale ficar à espera, ir ali e voltar, mas pouco mais vale.

E Contudo onde mora o Paraíso? No Ceú ou na Terra, que o Céu é Céu da terra como a terra é noiva do céu, Um espelha o Outro e depois, ficamos juntos ou separados?
Tambem escritos entre 4 e 11
Eu quero,
Eu só quero
Eu só quero mesmo
É Amar
E Ser Amado
Que é como Quem Diz
Feliz

Querida Neyza
Querida
De querer a quem
Se quer bem

Do Grande Prazer
Que Tens Dentro de Ti
A Mãe
São Tuas
Qualidades
O Quente Aconchego
E A Amável Ajuda
Tua Impressão
Correcta
Que só
A Vontade de Ser
Abole
O Horror de
Não se Expor
Porque Ser é
Estar Exposto
E Se Aqui Estamos
Para Que?
Se Não para Ser.
Que Horror
Seria Não Ser!

Por isso Quando
Sentires Frio
Lembra-Te que o
Dilema, Habita em
Todo O Nós
É ele a Semente
Da Tua Vontade
E
Que O Passo do
Amigo Que Contigo
Caminha
Seja Leve e Feliz


Nesta Rede
Que é a Rede
Onde Tecemos
Cada um o Seu Fio
Na Única Tapeçaria

Conheço-te o Corpo?
Eu Não!
Estás Perto de Mim

Ou Não?

Prova, Provada, Provadinha
No tempo Distante
A Ilustrar Que o Perto
E o Que Está ao Longe
É Ilusão
A Ilustrar Quão Perto Se Está
Mesmo Quando
Se Estás Ao Longe
E
Meus Olhos
Não Estão Pra
Te Ver

10, 20, 30
Todos
Como Seria Melhor?
Que a Teia Tenha
O Tamanho do que Se Tece
Com Quem
Se Tece
Eu Próprio
A Tecer
Juntos Num
Mesmo Sentir
E quando Assim Acontece
Com que tamanho
Fica o Resto?
No andar de meus Passos, o Olhar que não é meu repousa numa jovem Mulher que está sentada na ombreira rente à Rua que é como um MAR. Acabo de Vê-La sem a ter visto primeiro a perguntar-me como tal é possível? Ela estava a Oeste de mim, que é como com quem diz na esquerda baixa da Cena. O meu Olhar a ela tinha sido conduzido pelo corpo de um homem sobre ela ligeiramente curvado, com uma estranha forma parada de estar na sua própria curva. Falava sem falar, num tom baixo sem expressão, não sabendo eu se era de conforto ou ameaça as palavras que a Ela dirigia. Ameaça, sim poderia ser, porque ao seguir o Olhar do Homem, à cara da Mulher cheguei, nela vi a sua dor. Repousei nela o tempo necessário dos meus passos, a Criar-lhe o Espaço de um Seu Pedido. Olhou-me um breve instante e fugiu com os Olhos, não me pediram qualquer apoio. O monólogo do Homem curvado de bigode era o seu momento. Assim os atravessei sem saber se a conversa dele com ela era

Menina, precisa de ajuda, posso ajudá-la?

Ou

Isto assim não pode ser, tu és uma Galdéria, eu não admito que te portes assim!

Ou

Ainda outra Coisa Qualquer?

No voltar dos meus passos do café, o Homem tinha desaparecido, mas a jovem mulher ali continuava, sentada na sua dor, os meus Olhos Olhando-a, a Vê-la com um ligeiro beri-beri, a abanar aos pequeninos, naquele estado que procede o ligeiro balancear do Corpo, que prepara o pequeno choro numa ligeira e repetida convulsão. Toda vestida de Branco, sobre o seu peito contrastava pela sua Negra cor, uma Cruz. Era a Tristeza, A Tristeza a Possuíra.

Ainda sem agora o Saber, não sei se lhe terei dado o Meu Espaço de Olhar, aquele suficiente que permitiria o Ajudar. Sei que no segundo cruzar, vimo-nos os dois a Olhar, de forma entrecortada pelas convulsões do seu Corpo. O que Eu vi Nela, já o disse, E Que Ela terá visto em mim? Isso é toda uma outra conversa, mas que viu algo? Algo viu.

E Contudo no afastar de seus Passos ia no seu Olhar pensando, Era Tristeza, era Tristeza, devias ter parado os teus passos e dar a mão que é como quem diz, primeiro ouvir as queixas e depois indicar a prescrição, de médico a fazer, de preferência sempre a sorrir, porque os verdadeiros sorrisos, o olhar quente do coração, a mão na mão, ou qualquer toque real no corpo do outro tem, esse poder de queimar as Feridas, de tirar da carne o prego encravado que entristece e faz doer. Ou aquele Olhar. Líquido, Transparente que faz o Outro, no seu Olhar Saber da Certeza das Coisas, Vês Tu sabes que é assim, a concluir a Demonstração, e Tu já és um sorriso a responder pois é verdade, Eu Sei. Sim, Tu Sabes porque o Saber Habita-te, reside sempre dentro de Ti, mora em Ti. Só é preciso recordá-lo e o problema é que esquecemo-nos tanto de o Fazer.

Neste Tempo, Já o manto da sua Tristeza me envolvera. Era como que num dos meus braços, ter ficado a Marca do Seu Sentir. Ela, já Era, a mais de vinte metros atrás, mas não pude voltar meus passos, porque para ser Médico é preciso ser Alegre.

Que Grave Problema o Meu, que me faz dormir dois dias entristecido, porque eu quero mesmo, é Andar Alegre e Alegria Exercer!

As coisas abaixo com o dia de hoje foram escritas entre 4 e hoje.
Ao lado do pais que eu habito, em todas as ruas de todos os mundos, a violência a rachar e eu ou o outro a acusar. Basta apontar o dedo para julgar. Basta dizer que tem sexo transgénico, que é louco para queimar, ou excêntrico para garantir que a violência não está no nosso lugar, mas sim no alheio. Tudo quebrado, fragmentado a estilhaçar. Mas eu sei que tudo isto é uma imagem de ilusão reflectida ad infinitum? na sua aparente multiplicidade, uma queda que todos demos, que quem nunca acusou que atire a primeira pedra, e que por a termos dado possibilita a redenção, uma queda de cima para baixo, sem a própria memória da queda, do porquê dela, só o sofrimento como resto. Uma ferida que existe, um pequeno fogo a queimar que possibilita o regresso à mesma única casa sem véus. São poucos os fios verticais. Contudo tudo é uno e é possível escapar aos fragmentos das imagens de um falso múltiplo como um duplo barato de um qualquer actor secundário.

Eu sei que o espelho dos meus olhos muitas vezes incomoda meu irmão, mas os olhos que vêm, não me moram na face e embora estejam na minha face não são meus, nem olhos são, são espelhos a reflectir quem neles se olha, por isso é mais o incómodo de quem se incomoda, que meu. Bem sei das regras dos olhares de soslaio, dos olhares diagonais a apontar o chão como quem finge não ver, mas não sou eu que vejo, nem é o outro que se dá a ver, é uma coisa no meio a imaginar e como que parado no espaço e tempo parado, de olhar fixo me quedo, e o olhar parado é como que um espelho perfeito sem névoa para o outro olhar.

Contudo a mim o Mito de Narciso, parece-me ter outro fim, Quem ele vê na Imagem É Deus, é por ele que se Apaixona, é pela Paixão que Então, Ele se Revela.

Apoiado no balcão olhava os morangos enormes na camisa da rapariga, padrão a berrar em verde e vermelho sobre fundo branco como um farol. E eu a estranhar tudo aquilo, sei lá, se a imaginar a rapariga como morangos, a ver se a rapariga era ela própria um morango, ou mesmo se eram morangos o invólucro da rapariga. No olhar que eu imaginava, ou na imaginação do meu olhar parado de encantado, chegou-se a mim o rapaz que se pensava dono dos morangos que a rapariga vestia ou seria o rapaz que pensava ser dono da rapariga dos morangos, ou ainda outra coisa qualquer? Não sei, porque não era eu o rapaz, ou melhor dizendo, era os morangos a que o meu olhar atendia. Contudo o rapaz dos morangos da rapariga pensaria que eles se comem com os olhos, pois o seu enlace tinha já promessa de bate-bate, que os morangos, a rapariga ou sei eu lá o que, se estragava ao meu olhar, ou seriam, os morangos da rapariga, ou a rapariga que se entregava ao meu olhar? Já o rapaz que era entre 4/3 e 5/3 da minha pequena aparência, batia como que chantily, numa dança de encosta e empurra e mete a mão, como que a ganhar a velocidade necessária à sua violência. Eu, dizia-lhe, olha que não, não se trata de nada disso, não quero nada com violência por cima de morangos, enquanto seus olhos eram já os olhos do urso que pensa ser maior que a bolota, no infantil e como se irá elucidar, errado gozo antecipado de quem pensa que por ter um corpo maior, se come, sempre o pequenino, pois as Aludências aparudem, que é outra forma de dizer, que as aparências Iludem, porque quando aparudem, as Ilusões são como Aparições, Aludem Outro na sua peculiar forma de se Manifestar, essa e mais nenhuma outra. E eu a pensar, não lhe quero Bater, não quero ser batido, como se batuca a Fera a pensar, a sentir o calor a chegar, como uma maré

Era daquelas situações de violência no extremo da sua questão, tipo empate técnico, eu não quero, mas ele quer, sabendo que nestas matérias basta um querer, sem possibilidade negocial. O calor e a maré, a subir desde os pés e de repente, eu todo dentro do circo romano com leão esfomeado à solta a toda a velocidade em direcção a mim. Lembro-me de pousar lenta e delicadamente o meu copo no balcão, e com um gesto de encostar da minha mão no centro do rapaz, no Instante o Afastei Ou Algo o Fez Afastar? Aquilo ressoara no profundo externo, o Mundo por um instante parou e o rapaz reapareceu-me nos olhos uns largos metros afastados, com cara de mudo e quedo espanto, a minha mão era já pau de permeio, preparado para batucar a fera, pois ela, a Mão, erguera o banco, na nítida imagem do Domador do Circo, com ele de permeio, leão a Afastar. Naquela fenda no tempo, Muitos que é quem diz, Suficientes, Apareceram para se Interpor, criando assim um Tempo de Paz.
Mind is a tricky thing
E as palavras também

No bazar que tudo pessoalizava
Pediste um isqueiro vermelho
Se fosse Bic, esclarecias
Pois os isqueiros vermelhos
Bic são lisos!

Não se lhe vê na válvula
Outra cor
São lisos de cor
De cor vermelha

Tem falha a teoria
A parede da tocha
Que envolve a chama
É prateada.
Mesmo no Bico Vermelho
È Prateada

Vê moinhos?
São moinhos!
Vê lisa a cor
Do arredondado Tubo?
É vermelho!

E o Problema
Mesmo
È Eu Saber
O que Me Falas
Se É Bic-Bico
Sé è Vermelho

Ou Ainda
Outra Cor
Qualquer.

O Problema Mesmo
É Quando Eu Te Falo
Prateado
E Azul Entendes

Não, não
Não, Tenho Nada
Contra o Azul
Porque Tudo Isto Está
Também No Azul
O Encontro Faz-se Em Cada Uma
Das Cores do Arco-Íris
No Momento
Em Que a Mesma
Como Igual
Para os Dois
Se Revela.
No tempo
Em que a Rosa
Floresce.
tinha ficado sem acesso ao ouro sobre azul desde dia 4.ufff!!!
O Amor Está, O Amor é, O Amor parte, e volta, apanha comboios, vai- a- nado, seja o que Deus quiser. O Amor Está Sempre, está ausente na presença dos rostos outrora amados, vai e volta e vem a voltar. O amor vem pela frente e por detrás, o amor vem galopante ou de mansinho, trás todas as cores dentro de Si, pinta qualquer Céu e Cura.
O Amor Deixa Bilhetinhos Aos Enamorados. Assim com Eles viajam de Borla de Estação em Estação. Próxima Paragem, próximo Partir, para todas as Paragens, para onde se Quiser e Tudo isto num só bater do Coração.