sexta-feira, setembro 19, 2003

De como o Mundo dá um pinote quando Junta--MOs o Corpo Num só espaço

Oh querida, lembras-te, primeiro é a noção da diferença entre dois corpos, depois deixa de haver noção de cada um de nós, os corpos tornam-se um Outro corpo, Um só Corpo, maior que os nossos dois. Olho-o sem o Olhar e é como se Olhasse uma Bolha de Energia, um centro Radiante em expansão a interagir com Tudo O Resto Inteiro, a ele ligado por finos fios de prata que bailam no enlaçe. Suaves e rápidas ondas concêntricas Emitidas de Um Só Centro. O tempo então pára e um riso Selvagem doido de Alegria se solta no inteiro Universo, Revarba todas as agudezas, Dissolve todas as farpas e inaugura o Novo Tempo Onde nada se Perde e Tudo se pode Alcançar



Oh Querida queres ser minhã Irmã, Oh querido, não,que eu quero Ser a Tua Mulher, oh Querida para seres minha Mulher Tens de Ser minha Irmã

A minha pequena Irmã da minha infância, Aquela a quem eu tudo podia dizer, Aquela que tudo me dizia. A Irmã dos Mesmos Olhos, de um mesmo Desejo de Olhar, de Entender. A Irmã com quem o Mundo de repente se tornava Amplo e Estendido ao Infinito. O Irmã e o Irmão Corajosos, prenhes de Vontade, a Aceitar do Outro Nada menos que Toda a Verdade ou o Outro Todo Inteiro, sabendo que nessa Inteireza, não calharia pedaço de fora. A Irmã e o Irmão Sábios que Vêm na pequena Contrariedade,A Porta do Grande Anverso e que Transportam em Si a Certeza do Mecanismo e por isso não são por ela Afectados. A Irmã e o Irmão Quentes, do Grande Desejo, com Um só Coração Aconchegador e Aconchegante. A Irmã e o Irmão Interpretes da Grande Epifania, pois deles se conta que por Onde os Seus Passos passavam, as Flores Floresciam e depois Minha pequena Irmã que Reside na Minha Grande Irmã, se por Tudo Isto Juntar-mos O Corpo no Mesmo Espaço, certamente que o Mundo dará um Pinote.
estou para aqui encravado numa qualquer pestana, sem ainda saber porquê, a pesar e sopesar os jactos escritos e aqueles imensos que bailam dentro de mim, com urgência em sair, a minha? contribuição para o manual do encontro e desencontro. Todos eles se me afiguram na face do desencontro e por essa razão não os compreendo. Não me apetece escrevê-los, apetece-me sim mais o Encontrar ou melhor dizendo Estar Emcontrado, por outro lado sei das reverbações no alheio e fico-me a pensar nos Mistérios do Caminho, a Urgência Impoêm-se.
He HE HE

Bate, Pica
Picapau,
Pau o Pica
Pica o Pau
HE HE HE
faz o picapau
da Árvore
a Sua Casa
He HE HE
faz o picapau
com o Bico
a bater no Véu
He He HEE
faz o picapau alegre
a batucar como o bico
a Sua Árvore

oh Pai, deixa-me agradecer-te o quente colo
Oh Pai deixa-me agradecer-te a Viva Luz
Oh Pai deixa-me agradeçer a doçura do Mundo
Oh Mãe deixa-me agradecer a plena acção
Oh Mãe deixa-me agradecer o Doce Fruto, o Pleno Perfume
Oh Mãe, deixa-me agradecer a Suave Visão
diz o Pum ao Pim
muitas asneiras tinhas escrito
é verdade
pois é
saiu de esguicho
é preciso atenção
ao que estás a fazer
e agora
estou a rever e corrigir
então até logo
onde está o Pam?
Oh querida poê-me a mão no coração, oh querida sentes o alegre e rápido bater, o querida sente-me só, sente-me sente-me sente-me