segunda-feira, setembro 29, 2003

mudar é como surfar
vai-se na onda
com a onda
aponta-se à
um ponto em terra
e depois é ziguezaguiar
Na onda
Não contra a Onda
Quando a Onda
me deposita na Terra
é sempre um bocadinho
novo ao lado donde tinha apontado
só depende ( o bocadinho) da escala com que o observar
ou da lente que usar
realidades da mecânica terrestre


No tempo recuado do liceu
uma vez ao entrar
Aquela Menina
Comigo veio Ter
Tem cuidado, tem cuidado
que hà facas para te apanhar
e a realidade assim era

Aquela Menina
que a Meus Olhos
era bela como o Sol
Com um belo sorriso
com sardas
que eram como estrelas
Onde o meu coração
Se perdia
a com ela
me cruzar

não vás por essse lado
disse-me ela naquele dia

O problema que desde
esse momento me deixou
de parecer problema
era mais ou menos assim


30 anos apenas, os dois
tempos quentes de meninices
em fantasmagóricas histórias
essencialmente inventadas por adultos
e nós todos Meninos a brincar
compenetrados nos seus guiões.

Aquela Bela Menina estava no grupo
do outro lado,
Aqueles que ainda hoje
se divide entre esquerda e direita

Terá sido das primeiras
ilustrações da não funcionalidade desta dictomia
que é como quem diz, que a realidade
não é esta dictomia
e que ver assim
pensar assim
é como utilizar
um instrumento incorrecto
que portanto não funciona bem.

e não deixa de ser, atrocidade às outras direcções do espaço e tempo, ou se se quiser, da

consciência.
houvera um dia em que tivera morrido
Tal Paz imensa, nunca sentira na vida
Conduzida pela mão da Senhora de Preto
fora de este espaço e tempo
tipo salto espaciotemporal
apontado ao Sol
como um buraco do céu
Estar além
da redoma
do último céu
um espaço infinito
sem qualquer pressa
sem qualquer tempo
Infinitamente Amoroso
Infinitamente Docê
Verdadeira Alma Gêmea
Depois a questão
e a resposta que o trouxe
de novo aqui