sábado, dezembro 13, 2003

há alguma outra coisa para falar, a falar de importante do que não ser da imagem, afinal tudo aparenta ser uma imagem, num caos de múltiplas outras imagens, umas fugidias na sua rapidez como um carro a passar ao olhar mas cujo motor violentamente se me emprenhou em meu corpo e todo o meu sentir, às orelhas estridente. Outras lentas, quase que provavelmente paradas e quietas, feitas eterno momento, quando contigo me deito na almofada, a tua cara a não mais de um palmo do meu nariz, e doce surpresa, vejo em teus olhos todos o amor espelhado feito ternura toda inteira do mundo, a derreter o mundo, a espelhar no mundo o nosso céu quando assim me vejo reflectido em teu olhar, e tu em mim, no meu olhar, uma súbita calma, uma súbito acalmar somos súbito lago parado, onde as outras imagens não dançam mais, se aquietaram, desvaneceram-se e todas as imagens de cores feias se deslavam
no tempo eterno do eterno retorno

Ah perdão Bela Princesa
Por seu maço roubar
Se ao menos Seu coração fosse
Coisa que Eu não Sei Roubar
Coisa mesmo
a meu ver
impossível

Como eu estremeceria no Instante
Perante
Tal mútuo desejar
Assim Guardaríamos os Dois
Essa Bela
Única
Imagem
Doce
Do Instante
Puro
Puríssimo
Branco Jorrante
Todo Feito Deleite
No Instante
Desse Mesmo Olhar