sábado, junho 12, 2004

Oh Minha Amada
Teus Olhos
Reflexos
Meus

No Regaço
De Stª Catarina
Vemos a Cidade
Imagem do Mundo
Que Aquela
Colina
Tão Bem
Encena

Casas
Casinhas
Todos
Os Tamanhos
Todos
Os
Diferentes
Feitios
Em
Todas
As
Direcções
Todos
Os Planos
Até
Chegar
Ao
Mesmo

Rio

Rimos
Pois
Estão
Todas
Juntinhas
Como
Eu
E
Tu
Nos
Braços
Do
Amor


Ao Fundo
Um Mocho
Olha-Nos

Depois
Descemos
As Escadas
Sob
Luzinhas
Balões
De Cor
Fitinhas

Pois
Eu
E
Tu
Somos
Meninos
Nos
Braços
Do Amor
Amantes
Amados
Querentes

Não Descemos
As Escadas
Não
Pois
Não
São
Escadas
Não
No
Alisar
Dos
Braços
Ao
Amor
Do
Amor
Amantes
Amados
Querentes

Levitamos
Em Raios
De Luz
Poalha
De Estrelas
Que
Flutuam
No Ar
Ao Passar
Nos Braços
Do Amor
O Amor
Amada
O Amor
Amado

Rosas
E Outras
Flores
Florindo
Vão
À Nossa
Eterna
Passagem

Eterno Amor
Muito
Desejado
Eterna Ternura
Eterno Ser

Nem Eu
Sou Eu
Nem Teu
Nem Tu
És Tu
Nem Tu
És
Minha
Somos
O Amor

Segredo
Revelado
Muito
Desejado
Muito
Amado

Todos
Os Que
Se Cruzam
Naquele
Doce
Descer
Que É
Subir
Trazem
Em Si
A Alegria
São
A
Alegria
Contágio
De
Amor

Piruetas
Rosas
Rosáceas
Lança
Perfumes
Bebei
Sangria
Bem
Medida
Corpos
Enrolados
Quentes
Calores
Muito
Alegre
Ensandecer
Sem
Mais
Parar
Sem
Outro
Querer
Desejo
Em
Cima
De
Desejo
Mil
Folhas
De
Amor
A
Fazer

Oh Minha
Amada
Olho-te
Através
Do
Tempo
E
Vejo
Teu
Rosto

Escuta
Minha
Prece

Chega-Te
A
Mim
A
Subir
Ao
Céu
Dos
Teus
Olhos
Nos
Meus

Oh
Minha
Amada
Teus
Olhos
Reflexos
Meus

Aconchegados
No Meio
Da Folia
Multidão
De
Amor


Meu Santo António
Meu Santo
Antonino
Um cêntimo
No Pratinho
Para
O Santo
Tratar
Todas
As
Crianças

Meu Santo António
Que Centavo
Se Acabou
Não Faz
Mal
Não
Meu Santo
Que de Dez
A Cem
É
Voltar
Ao
Um

Mel
Amor
De
Mel
Escorre
Em
Minha
Amada
Meu
Próprio
Mel


...à barriga me encosto, ternas, ternas, poses leves de amor, desejo, desejo, muito desejo, fogo impossível de apagar, e de repente, Meu Amor, é a fusão da estrela radiante que então Acontece, um mesmo desejo de Amor, que desce em rio de riso, em risco de Amor, depois adormeceremos exaustos em sonhos estelares, passearemos, por aqui por acolá, ao sabor da doce suave brisa do céu, levitamos em nuvens de algodão, carícias de mel do mesmo único pote, não existe mágoa ou dor que resista, lavamos os pés, sentados na borda do rio, cócegas que os peixes nos fazem