sexta-feira, julho 09, 2004

O Filho de Deus, chegara ao Templo, perguntou ao cambista se tinha um bom lucro, ao que ele respondeu, sim um lucro justo, justo de quem tinha o corpo bem sentado, bem tratado, uma balança para pesar a prata, um local a que pertencer. Pumba, Faz o Filho de Deus, que trás em si gravada a quente em seu Coração a memória dos pobres, daqueles que não tem de comer, e vai entornando todo aquele negócio.

O Filho de Deus, é um homem que se apresenta como eu ou tu, acabou de ter um ataque de fúria, rodeado por outros homens, alguns que se movem em grupo com interesses entre si afinados e que, o olham, o rodeiam, o tentam controlar e influenciar em função das suas próprias rotas.

Judas que a si chegou com ordens para matá-lo, pois Cristo tornara-se perigoso àqueles que pretendiam fazer uma revolução de sangue ao Império, pois o que ele dizia e fazia não se enquadrava nos planos da revolução, que era como geralmente as revoluções são, metem sangue.

Judas foi-se tornando Amigo do Filho de Deus, foi ficando maravilhado por aquele homem, os seus milagres e acções, mas tendo dentro de si um dilema, tal espada sobre o pescoço do Filho de Deus, pronta a cair, se ele se afastasse um milímetro sequer do que ele consideraria o caminho certo, que já não era o da revolução que inicialmente o trouxera.

Judas trás em si a via da violência, da luta violenta sem quartel como única forma de se opor e derrubar o império, judas está contente com a primeira cena no mercado, Judas ficou contente quando o Filho do Homem anunciou que vinha com uma espada e também por isso se tornaram os maiores íntimos, é a ele que o Filho de Deus pede contra a vontade dele, que o entregue nas mãos dos que o prendem, julgam e condenam e matando executam a sentença.

Judas trás em si a via da violência, é a única que acredita, e como acredita muito, muito fundo é seu desejo de violência, e assim é atraído proporcionalmente por igual força à via do amor que é paz, como borboleta para a luz, dentro de si em seu mais intimo ressoa a dúvida, será possível sem ser pela espada.

Da segunda vez que chega ao templo já não vem montado no burro da humildade, vem apressado, bramindo a Espada da Revolta, que espera Vitoriar, acompanhado por muitos, que o fazem ainda maior do que já é, ou assim pode primeiro parecer, pois se me chegar ao meio dessa multidão e com ela caminhar ouvirei uma conversa entre Pedro e um outro.

Pedro, o que abandonara os seus rebanhos de ovelhas, para caminhar ao lado do Filho de Deus, pois algo lhe tocara seu coração humano, As palavras do Filho de Deus tinham feito sentido dentro de si quando pela primeira vez o encontrou como se uma mesma ideia, renascera dentro de si, onde ela tinha sempre estado sem ele saber.

O que o Filho de Deus dizia era semelhante àquilo que sentia dentro de si e contudo se o vêem seguindo quão diferente ele e muitos outros, lhe são. Sua conversa, sabes, quando isto estiver resolvido, vou querer muitas ovelhas, mesmo bom seria ter muitos pastores em quem mandar, isso, um chefe de pastores, era o que eu quero vir a ser.

A ele, dizia-lhe o Filho de Deus com toda a ternura do mundo, aquele que é pastor sem nunca o ser, sem nunca possuir as ovelhas, pois aquele seu discurso, que eu agora ouço a seu lado, tem um outro lado, é também uma forma de afugentar o medo e de ganhar coragem à medida que se aproximam do templo e o Filho de Deus sabe da natureza íntima e profunda dos homens e as múltiplas formas da basófia, do que a cada momento lhes acompanha os passos, pois para isso, seu Pai o enviou entre eles.

Quem canta, seus medos e males espanta, seria outra forma de o dizer, mas mesmo um provérbio não deixa de ter todo o mundo de toda a substância possível, ou seja, a sua raiz, que é o seu coração, a sua ideia mestre, a chave da porta de onde vem é, uma, especifica, poderia ser outras mil infinitas, mas é aquela, que é o tema recorrente de Pedro, a sua preocupação por aquilo que não tem, neste caso os cordeiros.

Este tema é também o lema de quem acompanha as revoluções em grupo, na esperança que elas tragam e cumpram o que se deseja, não só por ela e para ela, mas para si, no plano mais individual, onde o homem mais se afasta do outro homem e por essa forma se torna mais pequeno ou maior.

Dir-me-ão como quem me relembra que cada homem tem direito ao que é seu desejar dentro dos limites naturais das coisas, que sim como é óbvio, mas a primeira não determina a não existência da segunda, põem sempre o e em vez do ou, lembra-te sempre de o fazeres, eu isto e tu aquilo, não eu isto por oposição a ti, pois tem que dar para os dois e todos os outros, nem eu nem tu somos mais importantes ou valemos mais de que um outro e depois cada um define-se por aquilo que é, a sua singularidade única, irrepetível, não por oposição a outro, pois é pobre em saber aquele que para se conhecer, o faz em oposição a outro, tão pouco se conhece a fundo, tão pouco ainda conviveu consigo mesmo, tão pouco ainda explorou o seu imenso jardim que desde sempre o acompanha, à espera da mão do jardineiro e do regador, a sua, o seu.

Mas dir-vos-ei também, como quem relembra, que as revoluções em grupo tendem a viabilizar os interesses materiais daqueles que a fazem, que geralmente em grupo, são muitos e por isso difíceis de compatibilizar no plano das posses das coisas terrenas.

As revoluções em grupo tendem ao ter, não ao ser, que é coisa íntima de cada um, individual e individualizada que quando assim acontece, todo o mundo inteiro ao redor, como que dá um pinote.

Mas isto sou eu, agora a dizer, que o Filho de Deus tem outras questões noutros níveis de consciência distintos deste.

Dentro do templo, o Filho de Deus tem consigo a multidão, de cima dos degraus onde se encontra vê também os guardas armados que defendem o império a tomar posição, para conter aquela revolta que se lhes apresenta ameaçadora e de mãos nuas.

Este é o momento chave da revolução e do seu abraçar sem retorno do destino que com Seu Pai Criara.

Num tempo por um instante suspenso, vê a pólvora e o rastilho que Ele próprio se Tornara, um gesto seu, um só gesto, uma só forma de falar à multidão e todo o sangue correria pelos canos a ar aberto, hábito num templo onde por dia se sacrificavam milhares de animais, só que desta vez seria humano, como Ele era também.

A via da Espada ou a via do Amor, não anunciara Ele a viva voz que aqui vim ao mundo com a Espada, que ele empunhava invisível na mão.
Não dissera a sua mãe a caminho do templo que Ele não lhe era nada, não afastara assim de seu caminho Àquela que lhe dera a vida.

Violência, morte e sangue a correr por fora dos corpos para impor o Amor?
Não é esta a sua antítese?
O Amor está acima da justiça, o Amor não se impõem por decreto, o Amor Está Dentro de Cada Um, num dentro que é mais, dentro e fora, e fora dentro.

Não cura ele a orelha que Pedro cortou na vã tentativa de resistência a sua prisão, que ele próprio procurara

O Filho de Deus naquela refeição, em que se despedia dos seus, dos que o acompanhavam, fazia-o de coração pesado pois só Ele e seu Amigo Judas, sabiam que seria a última, já um secreto adeus e uma cumplicidade se tinha instalado dentro de si.

Assim terá partido um mesmo pão que distribui entre eles dizendo-lhes este é o meu corpo, pois o Amor Que vedes em mim, reside em meu corpo igual ao vosso, um corpo que se Alimenta de Amor, esta foi a lembrança que lhes deixou, do Amor como imagem de Corpo Partilhado e Alimentado pelo Acto de Partilhar.

E que o Amor é também alimento restrito como o pão, e onde há fome de pão é mais difícil o Amor, pois aí encontra-se uma casa vazia, inabitada pelo Belo.

O Filho de Deus ofereceu aos Seus seu sangue como vinho, como sangue que corre no próprio corpo e dessa forma se reparte por todos, porque é idêntico em todos e que todos têm que ter o seu próprio sangue, pois só assim, um mesmo corpo, o do Amor, pode funcionar

O Pão
Partiu
Como
Se
Seu
Corpo
Se
Tratasse

Um
Pedaço
Deu
A Cada
Um
Assim
O Inteiro
Dividiu

Meu Corpo
É O Corpo
Do Amor
Assim
Me
Divido
Convosco
Exemplo
Do Que

De
Vir



Meu Pão
Alimenta
Meu Corpo
Alimento
Do Mesmo
Único
Múltiplo
Amor


Meu Sangue
Vida Corpo
Vida Amor
Sangue
Do
Único
E
Múltiplo
Corpo
Que
Por
Todos
Se
Reparte

Meu Pão
Meu Sangue
Meu Corpo

Assim
Estou
Em
Vós
E
Vós
Em
Mim

...

O homem sabe que cada coisa tem múltiplas faces, que se estendem até onde se estende o olhar de quem olha. Cada coisa é uma coisa e ainda outra coisa, desmultiplicada, ampliada até ao infinito, assim as coisas participam umas nas outras, extravasando os aparentes estreitos limites de seus corpos.


O homem pesa um dizer de william blake, que define a visão dupla como a capacidade de ver pelo menos duas coisas numa só. Repara que aquilo é um método, é uma proposta de ver, ou melhor, de como se vê, por analogias e metáforas sucessivas da coisa assim se amplifica o visto e o ver. Duas coisas numa só, quatro coisas em duas, oito coisas em quatro.


Um complemento de Janus, o bifronte, cada uma das faces da mesma cabeça, olhando sua direcção oposta, também direcção de tempo, vendo os opostos, aquilo se opõe, aquilo que se opondo, ou dançando, que me parece fraseado mais amável, que está no que se vê, naquilo que a coisa é, no visto e no ver. Pois só vendo os diversos, múltiplos lados de uma coisa é que poderemos conhecer verdadeiramente a sua natureza.


O homem sentado na praia, olhava o que sabia da morte humana, sabia que ele se lhe apresentara muito cedo, várias vezes tinha vindo e parecia-lhe agora, ao olhar para trás que ela trouxera sempre uma espécie de companhia.

O homem está cansado das suas visitas e quer pôr-se de acordo com ela, o homem quer dela fazer sua Amiga.

O homem recorda sua primeira introdução na morte do seu Amigo gato bebé, e apercebe-se que a resposta que o homem lhe deu, não foi ele que a deu, pois não é resposta humana, que tem que existir ali uma força, que tem a força suficiente para forçar um homem a dizer aquele género de barbaridades, que a Mãe Gata o teria comido por ciúmes ao Amor, que eu lhe dera.

Nenhum homem assim o poderia ter dito a uma criança, pois tal ensinamento é contrário à Vida, ao Amor e contudo dissera-o, ou seria que algo o dissera através dele?

O homem, agora homem, outrora infante, já nem se lembra desse homem nem se lhe afigura de alguma importância, pois não trás em si nenhuma intenção de julgamento, só mesmo averiguar para si o que acontece, o que lhe aconteceu em sua vida e experiência nesta matéria.

Relembra o homem uma história de um outro homem, que se encontrara em aparente semelhante situação, bailava à sua volta uma pergunta, entrego-me ao Amor, será que tenho forças para o que me dizes que irá me acontecer, sim eu sei que estou em teus braços, que a força vem de ti, bem como o querer, esse preciso querer que me deste a mim transportar, e eu sigo o Acordo, eu agradeço-te o que vi, o que me mostras-te das coisas e dos homens.

O homem no mercado pela segunda vez, em cima de um púlpito, com a multidão a seus pés, pronta para a imediata revolta, observa por cima a chegado dos soldados que rodeiam as hostes e antevê, que se a faísca se soltasse, seria um banho de sangue, que os soldados carregariam a matar, uma carnificina aconteceria.


O homem tem o bastão invisível na mão, um só gesto seu mais brusco e tudo aquilo aconteceria assim como ele estava a ter consciência de que se poderia passar. Nesse momento, baixa os braços, pois consciencializa dentro de si que esta não é Via do Amor, que a Via do Amor, não é conduzir outros homens à morte, mesmo que pretendendo ser em nome do Próprio Amor, que a Via do Amor não é o jorrar e o correr do sangue por fora dos corações, que o Amor não se impõe, embora esteja sempre presente.

É então das suas mãos que correm os fios de sangue, uma tremura o acomete, as forças falham-lhe no momento em que vê assim confirmado seu destino, e assim se entrega a ele.


Mas a questão continuava a bailar em sua cabeça. Se o Amor poderia trazer a Morte, se Amar era coisa perigosa para si e para os outros, esta foi aquilo que ele mais tarde convencionou chamar para si mesmo, a primeira ilusão, que a ilusão da morte lhe apresentara.

Homem pensa, que quem comeu o gato, não foi sua mãe num acto de ciúme, mas provavelmente um grande rato esfomeado. Não fora o Amor o causador daquilo que não pode ele causar, pois é contrário à sua própria natureza.

O infante fora obrigado nessa altura a ter consciência que se o Amor, era o que via da Vida, a forma como vivia a vida, parecia contudo existir ali um outro lado, como que um lado escuro da vida, onde se passavam as dores, maldade em acção, e outras coisas estranhas como a morte, se é que não seriam dois lados distintos. A vida versus a morte, como coisas distintas, separadas.

E contudo já vira as formigas comendo e carregando um besouro pelos carreiros, já vira por diversas vezes a morte de animais, pássaros mortos nos caminhos dos campos. O que fora diferente ali, foi que ele amava aquele Gato. Aquilo configurava uma outra realidade, já não era mais a Vida e a Morte mas o Amor e a Morte, se bem que o Amor e a Vida sejam em seu ver sinónimos

Recorda as primeiras metáforas da una palavra vidamorte, vida é morte, as unhas que depois de cortadas, tornam a crescer, as células da pele que mortas se desprendem sob o chuveiro no banho e podia ir de imagem em imagem até, a imagem da respiração, do respirar e do não respirar.

Reparara também, que algumas formas de morte, não doíam e ao que parecia havia outras que doíam.

O que morria, era o que se ia, para dar lugar ao novo, pois se não se fosse, não se renovaria a pele, até ao momento em que não mais não precisasse de se renovar.

Depois lembra-se do grande mistério das borboletas e dos bichinhos de conta, aquelas belos seres listrados de branco e negro, que comem como todos sabemos folhas de Amoreiras.

Em menino observara por diversas vezes aquele mistério profundo da vida, tão diferente do que conhecia ser a vida dos homens, seria assim tão diferente, ficara fascinado a pensar.

Havia um dia que o bichinho começava a fazer um casulo, concluído, enfiava-se nele, morria e passado um tempo, que ele passava de nariz enfiado na caixa de sapatos, nascia uma borboleta. Um Ser morria e desaparecia, para continuar transformado noutro diferente Ser. E com uma grande diferença na sua maneira de se deslocar, num estádio só caminhava e no outro voava. No casulo eram observáveis restos do corpo da minhoca de outrora.

Depois investigara o que acontecia a borboleta, se ela se transformaria de novo em alguma outra coisa, mas não, breve é a vida dessa espécie, depois cai no chão e não voltava a transformar-se de novo em minhoca, não.

Mas deixava ovos, que recomeçavam todo o mesmo processo circular, iam-se perdendo sucessivos corpos, alcançando-se diferentes formas, mas uma coisa era constante, a Vida. Vida era como cobra que de vez em quando muda de pele.

Haveria breves momentos, que correspondiam aos períodos de transformação, em que a mudança era tão radical, quanto ao corpo, que provavelmente nem se os veria, pelos menos da forma como a minhoca o vê enquanto é minhoca e com olhos de minhoca, e antes de se deitar a sonhar borboleta, hibernar, perder seu corpo, e renovar-se, renascendo.

Parecido com nós, humanos que não vemos a morte, não a conhecemos, olha-mos para lá e aparentemente nada vemos.

Era um verdadeiro mistério ali aos olhos revelados de transmutação, mudança contínua de estados de Ser, do Ser.

Bastava-lhe saber falar e fazê-lo, para se dar conta da existência de coisas invisíveis, como o som, e se assim era com ele, provavelmente não seria o único. Ele era muito mais que seu corpo de minhoca, pois pensava, falava, pulava e fazia coisas extraordinárias que tais, que o faziam ultrapassar o que via de seu corpo.


Não Vida e Morte, mesmo que pudessem parecer duas coisas distintas ou dois lados de uma mesma coisa, mas a equação reduzira-se. Amor e Morte.

Sim senti-a evidente, dentro de si, que a vida era contínua, sujeita a continuas alterações, que se vivia e morria num mesmo respirar, que vida e morte eram faces de uma mesma coisa, a vida.

Que existia uma mudança maior a que chamávamos de morte e que a morte era o momento da transição. Esta mudança trazia muitos de nós assustados, havia diversos e contraditórios pontos de vista, como sempre alias, e reparara algumas tendências.

As pessoas procuravam segurança e liberdade, pois essa é a uma das pedras de toque da humanidade, contudo parecia que às vezes as pessoas se tornavam ansiosas face à necessidade dessa segurança, que projectavam então no material esse mesmo desejo de protecção, como se ter muitas coisas pudesse alterar o desfecho, se bem que o ter ou não ter condicionava também em grande parte o caminho e sobretudo a qualidade do caminhar.

Mas porquê, como tal poderia acontecer, o que estava quebrado. Como é que os seres que amávamos podiam desaparecer, porque se sofria, porque havia sofrimento, o que fazia sofrer o Amor, assim tinha desenhado a Vida.

Todos ansiando o Amor, e depois ele, aparentemente, desaparecia

O homem revê seus apontamentos antigos e procura um determinado trecho.

A Morte, essa minha já de longa data conhecida a quem hoje eu torno amiga, já me tinha feito a cortesia do seu aparecimento aí, por volta dos cinco anos no norte de um dos dois meus países na história do gato, fora o Primeiro de muitos encontros que com ela se seguiram.

Morte que lhe aparecia sempre de forma indirecta e acompanhada, com outros seus amigos pela mão, violência, era um deles, injustiça entre os homens um outro, entre muitos dos seus outros nomes.


Assim ela chegou outra vez, estendendo a armadilha, pelo tapete da violência. Vem a mim, entrega-te em meus braços, deixa levar-te da vida e mostrar-te que o Amor é fátuo é falível, fenece e não passa de uma ilusão. Vem a meus Braços, não nos braços do Amor.

E contudo o resultado fora outro, o Amor vencera, a vida defendera a vida e aquele que se apresentava nas vestes da morte se retirara de cena, até próximo encontro

O desafio fora lançado por vontade de apropriação do alheio, a escaramuça aconteceu, o sangue por um instante ferveu, a ameaça foi proferida ficando no ar de um qualquer amanhã. A inveja do que o outro tem, numa ilusão de um mesmo querer, um grito de quem também quer.

No segundo encontro, a batalha da destreza à distância, as pedras e as fisgas, pois era assim que os meninos nessa altura guerreavam e o outro que ficara magoado, e ele preocupado porque o magoara, aí ficara a conhecer, que magoar alguém cria a mágoa em nós mesmos e que as batalhas são sempre violentas, ás vezes mesmo como sangue, que não foi felizmente, aquele, o caso.

Sua avó lhe pegara pela mão e assim o levara a pedir desculpas à mãe daquele menino que ele magoara, e o homem perante tal memória, só podia agradecer em seu coração à sua Avó. Ele lá fora, chegara ao pé daquela casa de zinco estranhamente entortada de encontro a uma árvore, como se a ela estivesse ancorada, e apresentara desculpas à mãe do menino, do que tinha feito. Assim se entenderam as mulheres, que já se entendiam pois minha Avó geralmente ajudava com comida essa família.


A terceira batalha ocorrera ao lado da linha dos caminhos-de-ferro. Vinha com outro menino seu companheiro de brincadeiras pela linha quando reparara nos outros dois correndo ao fundo em sua direcção, vê que é o menino com que andou à fisgada, que vem acompanhado e já mais de perto, lê-lhe a imensa raiva que na cara trazia afivelada. Tratava-se da vingança do primeiro acto, a batalha da destreza, da pontaria e das fisgas.

As desculpas não tinham sido aceites, e ele ali vinha na sua sede de vingança.

O menino alcançou-o já em cima da ravina de gravilha que em v se estendia pelos lados das linhas. Foi quando lhe aplicou um pontapé com a necessária força para parar a agressão cega em que vinha.

O menino com o impacto, começara a rolar pela gravilha em direcção à linha do comboio. Recorda-se de ver a iminência de ele bater com a cabeça numa das pedras já maiores, quando algo interveio ou se manifestou, que tal não permitiu.

O comboio que entretanto se aproximara, fora parado pelo alarme. O menino observa o outro menino, vendo que embora combalido, ele está bem, quando a voz de uma Senhora que apareceu numa das janelas, a gritar para ele.

Em três tempos agitara e unira a multidão que entretanto saira do comboio. Uns ajudaram o menino combalido a levantar-se enquanto a Senhora, procedia a um julgamento, que era o que ela vira, o menino a pontapear um outro pela ravina abaixo.

O outro menino bem tentava explicar que fizera aquilo em auto defesa, pois sabia a zanga e a vontade que o outro trazia quando o quis apanhar, mas não conseguia, nem isso explicar, porque sabia que ninguém o entenderia, pois só ele o tinha visto e o outro não o iria dizer, pois já lhe tinha visto uma certa maldade.

Aquilo começava-se a tornar inquietante, dirigida pela energia emocional daquela Senhora, que ele não conhecia, a multidão começava a ter ânsias de castigar por suas próprias mãos. Salvou-o o Amigo Barbeiro de seu Avô que passava na rua de cima, e apercebendo-se do que estava a passar, o resgatou, com promessas de chamar a guarda e assim o menino de guarda pelos populares na barbearia ficou até que outra guarda chegasse.

O homem percebia agora, que em menino não tivera a força nem o saber para se opor, contrapor àquela que da senhora emanava. Deu-se conta que julgamentos havia feitos entre Irmãos, que eram muito rápidos na sua inquirição e condenação, que não davam a mínima hipótese de defesa.

Mais uma vez, saltava de dentro de si, a questão da justiça entre os Homens, ele que desde sempre sentira dentro de Si e Mundo a Presença do Divino, a Luz, o Principio Inteligente da Vida e do Amor, da compaixão, que em seu ver era a capacidade de perceber a verdadeira natureza das coisas.

Uma Certa Tendência Humana para a rápida acusação e julgamento Alheio, a Partir de um Só Ponto de Vista, que de forma por vezes estonteante se alastrava, se é que se poderia chamar a estas situações, meros pontos de vista, pois parecem ser mais da natureza dos linchamentos.

Contudo, havia algo naquela memória que intrigava o homem, que não batia certo. Assim se colocara visualmente no mesmo local e revia em imagens o que tinha acontecido.

Aquela violência emocional que aquela Senhora adquirira e expressara não era normal, tudo aquilo era demais violento, do que deveria ter sido, não fazia sentido, aquela potência que se expressara.

Revia então o homem a sequência dos acontecimentos, como um filme que passava ao retardador.

O homem tentava perceber a força que actuara, pois o menino que fora tinha observado e antecipado a trajectória do outro menino, por isso realizara, sendo que só ele possivelmente o realizara, o perigo eminente. Enquanto o outro deslizava, ele ia dizendo para si mesmo, não assim não, olhando seu corpo e imaginando por desejo, as diversas posições de seus membros naquele rolar, como que lhe propondo à distância, uma rota alternativa, e facto era, que o pior, não tinha acontecido.

Punha-se a pensar se aquele seu desejo de ajudar, aquela vontade e aquele actuar, de alguma forma interfira com o que se passara, se teria contribuído de alguma forma para que o mal não ocorresse.

E que mesmo que assumisse, que a sua vontade tinha sido irrelevante para o bom desfecho, algo teria decidido aquela situação, já que observara que o outro não tinha consciência activa da sua queda, pois não a conseguia travar nem orientar.

Poderia ter sido o desfecho, outro, e contudo felizmente fora aquele.

De qualquer forma algo de profundo tremeu dentro desse menino, apercebera-se de repente, que uma acção sua, daquela violenta natureza, podia por outro, em sério perigo. Apanhou um susto ao perceber que a sua força, o seu saber, a sua agilidade, a sua inteligência, podiam tornar-se armas muito perigosas.

E a Vida se expressara naquela Vez pela Vida, não lhe houvera ofensa. O Homem agradecia à Vida este ensinamento que ela lhe dera, e agradecia à Vida Toda a Protecção que ela Lhe Dava, que a ele chegava nas mais variadas formas, nos gestos dos corações das pessoas.

A Segunda visita da Morte, se bem que seus pais protegessem o que houvera a proteger, levara junto de si um menino, seu jovem tio, com poucos anos mais, com ele cruzado pelo sangue, que era para ele uma espécie de tutor, de irmão mais velho, que o guiava, o conduzia e que se gostavam muito, um do outro, ele recorda-se com ternura, como uma ternura, da muita paciência que ele tinha tido com ele.

A Morte esta vez, cuidara bem da sua entrada, vestira os seus mais ricos trajes, dor prolongada, muito sofrimento para um menino, muito mais do que um Deus Bondoso e do Amor deveria permitir, e contudo a Morte, assim o Fizera, retirando-lhe progressivamente a sua autonomia, até a comunicação passar a ser feita por escrito.


E uma das últimas coisas que o menino escrevera foi em desvario e exaurido na sua resistência, pedir então ele mesmo, a chegada da Morte. Um Menino cheio de vida como são todos os Meninos, a pedir ele próprio a chegada da sua Morte, para lhe aliviar o sofrer.

Falara a Morte, vê até onde vai o meu poder, a extensão do meu sofrer, do que faço sofrer, aos seres da vida que tu tanto amas, vê como toda a vida fenece, Não há nada que me pare, nem mesmo o Amor me vence, assim te digo e te provo que ele não existe. Para que Amar, perca de tempo como te mostro, aproveita, tira o que quiseres, pensa em ti, na satisfação da tua breve passagem pelo mundo, um dia virei te buscar

E o Menino Pensara Por Amor, o menino pensara que aquela dor não devia existir, que ninguém deveria sofrer assim, pois tudo o que via da vida lhe era belo, mesmo quando se apresentava feio, pois para ele, belo, bela, era a vida, estar vivo e viver, o que viesse à rede, que viesse, pois assim, então teria que acontecer, mas a Morte reservara-lhe outras lições.

E depois uma coisa era já certa, naquele mundo segundo tudo indicava, passavam-se coisas boas e outras menos boas, para quem tinha um sentir sobre essa matéria, um pensar, felicidade tornava-se um projecto complicado, pois cedo se deu conta que as coisas se encontravam ligadas, não podia ter felicidade numa ilha num meio do mar com dor, com dores, ou poderia?

Aquilo soara mais como desafio que axioma, pois esse, no entender do menino e no seu imaginar, no seu querer resolver, como achava que a vida era, ainda se poderia vir a provar o contrário, pelo menos era uma hipótese que por muito ínfima que fosse, não poderia deixar de se pôr a partir do momento em que a pensou.

E depois o Menino crescera e vira a Morte noutras mortes, as dores nas suas múltiplas formas e feitios, cresceu vendo seu mundo cheio de dores
Tudo Parecia Levar a Melhor, a Morte vencedora
Mas o Menino Decidiu-se pelo Amor
E então partiu a investigar sua amiga, como na escolha pequenina, se faziam as caças ao tesouro e viu que havia tipos diferentes de morte.

A morte pacifica em repouso rodeado pelos que o aqui o amaram e amam, um cansaço e um quer partir, num tempo certo, por ser ele, que o marca

A morte violenta que homens provocavam noutros homens em qualquer tempo e fora do tempo da própria morte, mas que mesmo assim matava.

A morte sem repouso, por vezes extensa agonia e extenso e grande sofrer

Muito Perguntou o menino então ao Amor, como É que Ele deixava tal acontecer e o Amor respondeu-lhe, pois viu tão aflita suplicação e disse-lhe atenta, nas diferenças que encontras-te.

Qual a diferença?

Uma
É
Vontade
Dos
Homens
Outra
Não
Se
Os
Homens
São
Divinos
E
O
Divino
Homem
Também

Uma Parte
Está
Na Vontade
Do Homem
A
Outra
No
Destino
Divino

Se Contudo
A Natureza
Una
É Dupla
Sendo Três
A Vontade
De Uma
Afectará
A Outra

Visto
Que Ambas
Nascem
No
Mesmo
Campo

O Três
É o Espírito
Que
Então
Encarna
Se Faz
A Paz
Paz

Assim É, Assim Será
Falou o Amor

Quando
A Vontade
Humana
Parar
Sua Parte
Pare
A Outra
Porque
Se Ambas
São
UMA
Mesma
De Ambas
Será
Meia
Vontade
Meia
Causa
Meia
Consequência

E Agora
Medita
Porque
Há Mortes
Suaves
E Outras
Violentas


Se
A Morte
É Uma
Mesma
Se
Os Autores
São Dois
Em Um
E Se
Os Vasos
Entre Si
Comunicam
A Dor
Também

Assim
Te Mostrou
A Morte
A Grandeza
Da Dor
De Todos
Num Só

A Morte Esta
Imagem
Por Teu
Sangue
Familiar
Outrora
Imprimiu

E o menino prometeu ao Amor, que se Fazia Seu Secreto Cavaleiro, que Lutaria por Ele na Terra Para Parar a Dor, mas que guerra era esta que prometia travar, uma guerra contra o quê e mais importante ainda, como faze-lo.


O menino fizera o secreto pacto e assim em sua adolescência, a Morte de novo apareceu honrando seu convite ao combate lançado.

Com outra face, outro lembrete e ainda outro recado.

Com seu amigo estava sentado na paragem de autocarro, acompanhando-o enquanto esperava o autocarro. Gostava daquele amigo grande, com quem vivia aventuras no liceu, gostava dele da sua forma brincalhona de ser, punha-o bem disposto.

Assim estavam num calmo final de tarde, quando seus olhares se torceram viram na distância em que se encontravam um carro que vinha chiando lá ao fundo e quando com olhar o acompanha entrando depressa demais na curva, apercebe-se de uma senhora idosa que começara a atravessar a rua, a colisão acontece e ele se quedou estupefacto e arritmado ao que acontecera.

Seu amigo subira ao autocarro que naquele momento chegara, e ele que tinha que lá passar de retorno a casa, viu outra vez, ausência do espírito, o sangue derramado a crescer sobre o alcatrão, os gritos de sua filha, minha mãe, minha mãe que correndo se aproximava, a dor, a dor gritada e ouvida, a cara vazia do condutor, perante a consciência do que acontecera.

Lembra-se de pesadelos nas noites seguintes, lembra-se de estar sentado a 100 metros do local, e contudo não ter sido capaz de fazer nada para que tal não acontecesse, viu aquilo acontecer sem ser capaz de fazer nada, nem ele nem ninguém, tal era a declaração da Morte, vê como és impotente para me travar, abandona as veleidades.

Não só as desigualdades matam, não só as doenças, vide aqui quão fútil é a vida, como se morre por simples desperdício que eu acordo, assim, o Infante na altura a entendeu. Contudo a coisa, a explicação não ficava por aqui

Tudo aquilo se entranhara profundamente, aquele encontro tinha-o ferido com alguma gravidade, pois residira em seus sonhos nocturnos durante algum tempo, acordara nos primeiros tempos com suores nocturnos, onde a cena se desenrolava, em níveis muito distintos da sua consciência.

Pensava então o Infante como é que aquilo podia ter acontecido. Como é que o Homem vinha assim, lançado, em descontrolo iminente, e sobretudo entrara na curva naquela maneira, como o condutor não teria se apercebido da Senhora, enquanto ela estava ainda no passeio e depois pensava do lado dela, como é que ela não o ouvira, não o vira.

E depois aquela vazia expressão na cara do condutor, sem qualquer emoção, como seria possível, nunca vira até então tal ausência de expressão em cara humana. Como que uma ausência de Alma num estado de choque. Pairava sobre aquilo como se estivesse ao retardador, e não se lhe via nem sentia um pingo de emoção, parecia zombie, nem vivo nem morto. Esta foi a Imagem, que a Alma lhe deixara, o que se passa com aquele que mata.


Naquele dia não colocara o capacete na cabeça, ao contrário do que habitualmente costumava fazer, pois ia só ali até ao café, 500 metros adiante e assim lhe deu para fazer.

Quando entrou na curva em baixa velocidade, nem 40 iria, fez contacto visual com uma Senhora que se encontrava no passeio, fê-lo porque algo nela de imediato lhe terá chamada à atenção, por estar estranhamente parada mesmo na beirinha do passeio, ele, então olhou-a, ela olhou-o, ambos se reconheceram, tácito acordo que ele ia a passar quando dá com ela a atravessar.

Para não lhe acertar, atira-se ao chão em trajectória que não a apanhe. E consegue, perdendo os sentidos de imediato. Quando os recupera, deitado no chão a olhar o céu, sente uma estranha sensação como se o seu pescoço, que corresponde à vertical de seu corpo, aquele ponto onde ele sente os extremos dos lados, tivesse sido deslocado horizontalmente para um dos lados e enquanto estava neste sentir, vê a cara da Senhora, por cima da sua a olhar para ele que então diz, desculpe, e ala, vai dali para fora.

Felizmente chegam entretanto os amigos e lá vão eles para um hospital público da capital, sua primeira visita recordada a tais sítios, onde percebeu o imenso tempo que as pessoas lá demoravam a ser atendidas e as condições, ou melhor a falta de condições com que as pessoas esperavam, pessoas que entravam nas urgências, que não tinham maca para se deitar, algumas deitadas no chão.

Também sabia que os Homens que não tem tecto onde dormir, mas noites mais frias das suas capitais, sabem sempre que hospitais os acolhem sem acolher, aqueles onde se podem fingir de doentes, mesmo quando estão doentes, à espera da urgência, onde as pessoas do hospital os deixam estar, onde assim podem dormir pelo menos nessa noite protegidos do imenso frio que por vezes acontecesse. Outros, comportam-se de forma mais problemática e eles deles se afastam

Oh Gentes
Do Meu País
Oh Mulheres
Do Meu País
Oh Homens
Do Meu País
Tanto
Coração
Tanto
Dar
Tão
Invisível
Dar
O Maior
Dar
Tantos
Pequenos
Gestos
Os
Maiores
Gestos
Os
Que
Bem Agem
Os
Que Protegem
Os
Que
São
Protegidos

Pensava o Homem, teria alguma lógica, que os hospitais tivessem espaços específicos para o acolhimento nocturno de quem dele necessita e que não tem meios para o ter. Talvez assim casasse mais facilmente também, a higiene e saúde.

Realizara ainda outra coisa, que o capacete que não tinha posto, e que transportava no braço abraçando o cotovelo, protegera-o na queda, pois esse foi o primeiro contacto, como o sabe qualquer motociclista, que tenha caído em curva, e se aí não estivesse, talvez tivesse ficado dai para adiante, com o braço disfuncional, mas não se livrou de um traumatismo craniano, muita sorte tivera, pois mesmo assim, batera no lancil do passeio, que lhe terminara assim, ou respondia a uma questão para a qual ele próprio não tivera ou não encontrara resposta, que era voltar de novo ao liceu e acabá-lo.

E mais uma vez ficara a pensar na expressão culpabilizada na cara da Senhora que lhe pedira desculpa e que por vergonha se afastara, em vez de lhe dar a mão. Aquilo não batia certo. Tinha havido contacto visual, tinha a certeza disso, Ela vira-o, e então, o que lhe mudara a vontade?

O que retirara a vontade, o ver, ao homem que conduzia o carro com que atropelou a Senhora? Seria uma mesma coisa?

E se é que aquilo, agora pensando em maior profundidade não teria sido intencional, mas se o fosse teria que ser feito por quem o conhecesse muito bem, pois aquilo era jogo arriscado, para quem o protagonizasse, se a mota não se desvia podia acertar-lhe.

Tinha que o conhecer muito bem, que soubesse que ele optaria por tentar não atingi-la, em seu eventual próprio sacrifício, e que acreditava na muita habilidade dele para o conseguir fazer, e para saber isto tinha que ser algo ou alguém que o conhecesse, na palma da sua mão.

Recorda-se no tempo em que as imagens ainda não eram instantâneas, de seu Pai sempre voltar com diversas das suas viagens profissionais. Contou-lhe ele na década de setenta, que uma equipe de televisão, escondida tinha posto uma Senhora em cimo de uma árvore, à hora de lusco-fusco pedindo ajuda aos transeuntes. Segundo se concluirá só a trigésima sétima pessoa, lá foi perguntar, um bocado a medo e de forma redundante se ela precisava de ajuda.

Aquilo dera-lhe muito pensar, a indiferença, o medo ao ajudar, o Ajudar e sabe que a sua conversa ainda não acabou
Uma Boa Decisão
É uma decisão
Que olha todas
As partes
De uma coisa
Uma boa decisão
Escuta atentamente
O dizer de cada
Uma das Partes
da mesma coisa
um boa decisão
Pode contentar
Todas as Partes
Se contemplar
Todas as Partes
Se contemplar
O Todo
porque
Conhece
O Todo
E Conhecendo
As Partes
que
São
o
Todo
Acorda
o Todo

Uma
Boa
Decisão
É
Uma
Decisão
Pelo
Amor
Pelo
Melhor

Uma
Boa
Decisão
É
Sustentada
Esclarecida
Luminosa
Não
Faz
Confusão


Uma
Boa
Decisão
Cai
Bem
Em
Todos
Os
Corações
Não
Provoca
Azias