segunda-feira, julho 12, 2004

Estabilidade
Ou Mudança
Falso
Paradoxo
Estabilidade
Para
A Mudança
Estabilidade
Em
Contínua
Mudança
Outro
Outro
Melhor
Paradoxo


Pensa
As Regras
Da Democracia
Como
Peças
De
Lego
Tudo
É
Feito
Por
Pecinhas
Que
Se
Juntam
Se
Encaixam

Agora
Estás
Na
Tua
Democracia
Na
Democracia
Interior
Acalmas
A
Tua
Respiração
E Podes
Brincar
Como Te
Apeteça
Com
Elas

As
Peças

Ninguém
Te
Vem
Dizer
Proibido
Ver
Ou
Pensar
Ou
Experimentar

Estás
Na
Casa
Ínfima
Do
Com
O
Outro
Relacionar


Estás
Na
Casa
Íntima
Do
Coração
Em
Paz
Contigo
E
Com
O
Outro



A estabilidade justifica-se por

Não quebrar os ciclos, pois isso possui custos elevadíssimos para todos e todo

A estabilidade justifica-se quando o desempenho é bom.

A instabilidade justifica-se por

Um sentimento verdadeiro que a maioria dos que votaram não está contente com o rumo das coisas da forma como, o leva, a maioria.

Mas este sentimento tem seu próprio tempo para se expressar, de acordo com as regras acordadas.

Depois houvera mais dois sentimentos, impossíveis de enquadrar nas regras, pois habitavam outro espaço, o espaço do julgamento feito por cada um dos homens, ou seria melhor dizer, um julgamento, onde uns pendiam para um lado e outros para outro, que era a avaliação do futuro, face à cara da continuidade.

Pensando para o futuro talvez fosse de interesse tentar encontrar formas mais criativas, mais consentâneas com o que os erros da experiência no real nos indicam. Podia-se tentar outras equações na forma de montar estas duas, irmãs e nobres aspirações.

Coisas simples que nem fossem muito complicadas de fazer, pois como sabemos a Beleza apresenta-se na mais das vezes em simplicidade, a beleza trás dentro de si a simplicidade.

Bem, era preciso alterar a constituição, lembrando que cada vez que se mexera nestes trinta anos naquele texto fundador e elevado à categoria de Sagrado, quase sempre soaram as cornetas, as partes antagonizaram-se, nalgumas com alguma virulência.

E se, se alterasse a constituição, então que se alterassem muitas coisas de cada vez, pois se é importante ter uma lei fundadora, é bom não esquecer que esta corresponde a um tempo de 30 anos na história de Portugal, muitas outras houvera, que duraram muito mais tempo, mas isto seria toda uma outra grande conversa.

Muito importantes se sentem alguns ao aqui andar, como se tudo isto desaparecesse depois de deixarem de cá estar, pois só assim, se podiam imaginar maiores do que são.
Ou então olhar para uma Lei e por vê-la , pensar que o real se comporta de acordo com ela.

Não sendo momento de tal avaliar em profundidade,

Podia-se aumentar o tempo de governação, para por exemplo, 7, 10, ou 12 anos
E sujeitá-lo a avaliação de dois em dois anos por referendo de maioria simples com carácter vinculativo, ou continua ou sai, e ajustando desta forma, os ciclos eleitorais, ao ciclos da vontade dos homens, permitindo assim a possibilidade de uma mais rápida mudança nas situações onde a maioria crê insustentável a manutenção de um certo rumo.

Pois se pensarmos bem, os ciclos eleitorais são só fruto de um pensamento do homem, que é independente dos tempos em que sente dentro de si as necessidades de mudança.

É um caso de aplicação do pensamento abstracto que se faz prevalecente no real e sobre ele, e que por isso choca necessariamente com a natureza das coisas.

Bem sei que esta pequenina alteração, aumentar o horizonte do ver, e do fazer e simultaneamente um controlo temporal em ciclo mais pequeno, levaria em cascata a todo um outro milhar de alterações, na percepção das coisas e consequentemente no agir dos Homens.

Também poderemos pensar que as tecnologias que hoje dispomos poderão permitir a curto prazo um sistema de voto electrónico generalizado, rápido e sem os custos tradicionais que tem as eleições e as campanhas na forma como hoje as conhecemos.

Assim virá a ser possível ao limite votar-mos cada uma das leis, um parlamento de muitos mais, em continuo plebiscito, pois espero eu que concordaremos todos que mais é melhor que menos.

Depois recorda-te da evolução do contrato não assinado, entre os partidos e as pessoas ao longo deste 30 anos

Nas primeiras eram seus próprios programas ideológicos

Depois foram os rostos e as medidas específicas

Agora é o tempo do Ser, do Saber, do Bem-querer e do Bem-fazer, dos Homens Que Agem Pelo Belo, das acções transparentes e diáfanas, das medidas específicas calendarizadas, das metas propostas claras e passíveis de serem avaliadas objectivamente, dos mecanismos de permanente participação e avaliação. E não esquecer que a maior parte disto ainda se encontra por inventar.

Sendo que tudo isto implica uma outra linguagem de falar sobre as coisas politicas, uma linguagem que por ser transdisciplinar consegue ser sincrética, o quanto o baste para que todos a possam entender, tem que ser uma linguagem que vire a forma de olhar as coisas, numa procura mais consonante com as suas naturezas íntimas, que visualize e concretize as necessárias novas visões no real.