terça-feira, setembro 07, 2004

Eu vos agradeço as cartas de Amor deste Verão, trovas do vento que passa, que os trovadores trocam entre si em amáveis e bem vindos mutuos cumprimentos. Também eu assim estou e me coloco por vós. Quis dizer a Minha Alma, como gosto de a ler e como seus poemas e textos me fazem sentidos e agradecer-lhe que assim os tenha escrito. Enviei-lhe um mail, mas voltou para trás e assim, aqui te deixo este meu alegre sentir. Bem Hajas.

….

Antes de nascer uma Senhora fiara num burrinho de lã, todas as rezas de amor e protecção, todas as caixinhas e objectos mágicos de infância, os segredos cloretos, tens cá dito, oh Evaristo, três para cá, um para lá, assim canta o gato, pia a pata, põem a pança, chisto cheio, chisto comido, aguardela, mareleja, réu, réu, breu, beú, caem no meio do céu, pardal ao ninho.

Fiz meu, o conselho que dava, e muda-se o que há a mudar. Emendar no caso deste burro, não chamar imbecil a ninguém, que não serve para nada, bem pelo seu contrário e não por o desenvolvimento de Portugal no futuro, mas sim aqui no hoje, creio ser isto o básico.

Alterei um dos primeiros textos, pois como um Menino D’ Oiro me contava, tinha muitos ais e não é tempo de mais.
Da infância emerge o belo lema dos três mosqueteiros, um por todos, todos por um, que é a enunciação de um paradoxo de relação entre o eu e o tu, que é o que diz, um por todos, que cada um é um pedaço de todos, na medida em que sozinho os pode representar e todos por um na medida em que um comporta todos, é um todo. Por outras palavras, nesta data acrescentadas, que aquilo que nos aproxima é sempre maior do que aquilo que nos afasta.



Deslizar no Sonho, A Pedra e a Espada voltaram também ao nosso convívio blogsférico. O Segundo, apresenta um curto e sintético texto, como é seu jeito ser em sua escrita, que remete e enuncia se a escravidão é uma opção

Se bem eu o li, sua interrogação aberta mora em seu título

Escravidão é uma opção

Escravidão é uma opção manifestada na terra e por isso o coração chora, faz chorar as Mães, os Pais, os filhos, os Animais, e todas as Flores do Uno Mundo.

Escravidão é a vida do terror, do medo, do autoritarismo crescente que à sua sombra se deita e se alimenta em crescendo, quando os tempos e os céus desse sentir, se encontram carregados.

Escravidão, é a vida da opressão, da destruição, do ciclo infernal da morte que se repete e vai repetindo.

Todas as flores sofrem de espanto mudo e seus corações como que secam
Mas não existe dor que vença a vida, pois os corações não secam, enquanto batem, mesmo quando se sentem pequeninos ou assim os fazem sentir.

Corações, pulsam, pulsam o sangue do Amor, da Compaixão, da Cura e do Curar, Do Alegre Cuidar.

Espantas-te que fale em Alegria em circunstâncias destas?
Pois recorda-te que o Cuidar, o Melhor Cuidar, O Mais Efectivo Cuidar, reside na Alegria no Coração, como os gritos que se exprimem no pátio ao meu lado, onde as crianças livres e contentes, se enleiam, em suas entretecidas e alegres brincadeiras, que contagiam o redor e a mim, que nesse me encontro.

Assim os gritos do Bombear Alegre e da Alegria, despreocupados corações das Crianças, espantam o outro género de gritos, que muitos e cada vez mais querem ver de uma vez acabar.

Escravidão é a vida da opressão, do abuso, da prepotência da força, do mais saber em proveito menos próprio, de todos os negreiros que uma vez muito ao longe fomos, levados no excesso da vela da prepotência, da ganante exploração, da avidez das riquezas das coisas materiais, de uma mesma força, a da própria Vida, quando pomos o céu, que dizemos existir, em lugar distante e para depois.

Perdão é Acto da Consciência Interna que Se FAZ quando o Coração, que é Igual, batendo em cada um, entre si, ressoa a harmonia, quando percebemos os contrários que desordenadamente batem dentro de nós, ou fora de vós, se assim preferires de vos ver, e assim, nesse momento, os pomos a bailar em equilíbrio em Nós, entre Nós.

Perdão vem assim de trás, habita e reside no ontem, que de alguma forma sempre se repete até a criação de um Novo Ciclo. Pedir Perdão é só meio servir, mas é também princípio que se torna meio resolver e fronteira meia do próximo Devir, pois se devido a ele, não se fizer o Agir, fica só meio perdão no acto eterno das vagas lamentações.

O perdão nasce de uma comprensão do que já se foi, de algo que não estava bem, que mal funcionava, que perturbava e é essa consciência que nos permite fazer melhor para a frente, a partir do ponto donde estamos, e assim se Acalmam os Corações.

No novo, que é presente, está a acção
Acção de Perdão em movimento a compor, pois para perdoar foi preciso sofrer e o sofrer é aprender o que faz sofrer e compô-lo, pois o Amor não é feito para sofrer, mas para deleitar.
Dizem os antigos que a via do Amor é também a do sofrer.




No carro, na rádio, um posto de uma qualquer igreja que se reclama igreja, anuncia a chegada do fim do mundo, o julgamento divino em dia próximo. Mudo de posto e fico a pensar, a quem é que estas ideias, sua circulação faz proveito.

Medo, abala a segurança, a vida, o bem-estar, a paz, a vida, medo, muitas das vezes requer e justifica protecção que então se exagera e que nestes pretextos tantas vezes se encavalitam e se formam, as tiranias.

Já o mundo se apresenta com o medo que se vê, o combate do coração é dissolver o medo, pois só assim caem os muros do coração Amante, aquele que Ama.

Corações confiantes, atentos, Alegres, Feita a Alegria pelas Tripas Coração
Jogo da macaca das nossas infâncias, dos saquinhos de areia, dos nobres desejos e nossas vontades, Capitães das Areias em Alegre e Ardente Capitanear. Rosas Rubras na Lapela, Capela e Igreja do Coração, no Mesmo Coração do Amor. Memórias doces de infância, como acima as primeiras.

E Deus a Julgar em Casa de sua Mãe, julga deleitado em seu Colo, como Menino Curioso a Brincar, no Acolhedor e Amante Regaço, Seus Olhos Grandes São Todos Compaixão, Perdão, e Criação, Alento e Alentar. Assim Vê todos os Homens e os Trata, quando a Ele, os Homens
Se decidem a chegar e então ele desce nos Corações Humanos.

Escravidão

Se
Fosse
Ao
Amor
Pelo
Amor
Pois
Ele
É
Livre
Torna
Livre
É
A
Liberdade

Seu
Nome
Não
É
Escravidão
E
Assim
Nem
Escravo
Nem
Escravizado
Nem
Escravizador
Ele
É
Se
Pode
Em
Seu
Nome
Ser



Seu
Nome
Vida
Seu
Nome
Verdade

Mil
Homens
Mil
Nomes
Lhe
Dão
Pois
Sua
Natureza
Seu
Romance
È
De
Todos
E
De
Cada
Um


Para
Todos
Alberga
Quem
Se
Queira
Abrigar
Cuida
E
Não
Fenece



Liberdade
E
Segurança
É
O
Amor
O
Amor
Que
Protege
É
A
Própria
Protecção

Amor
Todos
Protege
Eu
Assim
To
Peço