domingo, setembro 12, 2004

Aqui a Todos e em Nome de Todos, eu Te Peço Perdão, Mãe de Todos Muito Ofendida, pois Tua Dor é Grande a Crescer, Mãe Em Fé Te Peço, Em Coração do Mais Profundo Amor, Eu TE Peço, Desce teu Manto Protector Sobre Todos, Recorda-lhe as Aguas Uterinas, em Formas Cristalinas, Radiantes, Quente Embalar, Abençoar, Pois Tu ÉS Fonte de Vida, do Amor. De Ti Com o Pai Vem Toda a Vida, Os Filhos Também.

Para a Tua Dor, põem a Alegria nos corações das Mulheres e dos Homens em Seus Andares, Ilumina de Beleza seus olhos, seus corações tranquilos em Doces Enleios de Paz em Paz como as Andorinhas e a Primavera, em qualquer tempo, em qualquer lugar, para todo o Sempre, Meu, dos Pais, de Todas as Mães do Mundo, de Todos os Filhos, nosso mais profundo desejo, de todos os que Trazem a Paz em Seus Corações. Ambos Irmãos, livres e Amantes.

Eu Venho de Ti
Pois Tu És
Minha Mãe
Tu Me Criaste
Dentro de Ti
Mistério do Sangue
Que Cria o Ovo
Mistério
Da
Transubstanciação
Da
Substanciação
Que
Pela
Tua
Primeira
Vontade
De
Minha
Própria
Semente

Tu
Me
Deste
O
Coração
Antes
Do
Meu
Eu
Próprio
Ter

Pelo
Fio
Que
Dentro
DE
TI
Se
Tece

Por
Isto
Sei
E
Recordo
Que
O
Coração
É
Uno

Por
Isso
Peço
Teu
Perdão
Por
Um
Mesmo
Sangue
Um
Mesmo
Bater
Da
Vida
Quando
Vejo
A
Vida
Ofender
A
Vida


Tempo
Assim
Houve
Que
Teu
Coração
Era
O
Meu
O
Corpo
Onde
Habitas
Minha
Própria
Casa
Tempo
Assim
Houve

E
Assim
Haverá

E

Mesmo
Fora
Dela
A Ela
Muitas
Vezes
Retornei

Retorno
Sempre

Retornei
Nas
Vezes
Em
Que
Para
Mim
Abres
A
Porta.

Pois
Não
Posso
Mais
De
Outra
Forma
Ser

Pois
Não
Se
Entra
Em
Casa
Com
Porta
Fechada
E
A
Porta
Habita
A
Casa
Não
É
De
Quem
Quer
Por
Seu
Único
Desejo
Sua
Única
Vontade
Entrar


Tu
És
Rosa
E
Sendo
Rosa
ÉS

Rosa
Que
Com
Seu
Desejo
Sua
Vontade
Se
Abre
Quando
Quer
Cheirar
E
Ser
Cheirada
Pois
O
Desejo
O
Amor
A
Vontade
É
Sempre
Teu

Muy
Aventurados
Somos
Quando
Tu
Assim
O
Ordenas

Oh
Minha
Senhora
Sempre
Por
Mim
Amada

Sabes
Da
Arte
De
Meus
Beijos
Que
Alegrias
Te
Faz
Deleitar

Sabes
De
Meus
Gracejos
De
Espírito
De
Meu
Amável
Ver
Do
Meu
Doce
Tocar
Do
Meu
Doce
Te
Querer

Todas
As
Dores
Derreter
Toda
Te
Oferecer
O
Prazer
Infinito
Doce
Eterno
Em
Ti
E
Em
Mim
A
Desaguar
A
Florir

A
Ternura
Imensa
O
Sorriso
O
Bem
Estar
No
Bem
Ficar

O
Descanso
Merecido
Almejado
Que
Então
Me
Deixas
Oferecer-Te
E Partilhar
De
Ti
Contigo
O
Belo
Amante
Amável
Ser

Oh
Campeã
Do
Amor
Tu
Outrora
Me
Disseste
Do
Mando
De
Teu
Coração


Meu
Estandar-Te
Minha
Lança

É
O
Teu

Pois
Nenhum
Homem
O Tem
Nenhum
Homem
Assim
Como
Tal
Existe
Sem
Por
Ti
Ser
Dado

Oh
Amor
Mais
Amado

Oh
Minha
Amada
Mais
Amada

Quando
Decides
Teu
Delta
Abrir
Por
Deleite
Prazer
E
Vontade

As
Aguas
Apresadas
Que
Moram
Dentro
De
Ti
Escorrem
Vida
Que
Jorra
De
Vida
Da
Tua
Vida
DáVida
Que
Então
Me
Dás

Oferta
Ofertada
Oferenda
De

Ti

Oh
Minha
Amada
Quando
Doce
Assim
Para
Mim
Te
Pões

Quando
Assim
Decides
No
Momento
Em
Que
Me
Convidas

Em
Mim

Teu
A
Ti
Me
Dou

Bem
Sei
Da
Vida
Anelando
Nos
Corpos
Nas
Imagens
De
Corpos
Pedaços
Desnudados
Imagens
De
Pleno
Claro
Convite
Da
Dança
Da
Vida
Anelando
Em
Si
Mesma

Baile
De
Estrelas
Sobre
As
Estrelas
Alegre
Casamento
E
Casar
Que
To
Ordenas
Porque
Tu
Dás
A
Vida
E
Quem

A
Vida
È
A
Fonte
E
O
Fim

A
Vida
Nasce
E
Se
Vai
Em
Ti
Em
Teu
Seio
Nutridor

Quando
Lanças
Tuas
Aguas
Teus
Mistérios
Todos
Os
Campos
Se
Fecundam

Todo
O
Amor
Acontece
Todas
As
Flores
Nascem
Todos
Os
Frutos
Frutificam

E

O
Pão
Com
Que
Nos
Alimentas
Assim
Nasce
Também

Por
Isso
O
Poder
Da
Vida
É
Teu
Como
Até
Agora
Foi
E
Será


Vi
Homens
Puxarem
Tuas
Tranças

Vi
Outros
Trazer-te
Em
Trelas
Mais
Longas
Ou
Mais
Curtas
Outros
Ainda
Te
Magoaram
Outros
Te
Violaram
Outros
Te
Estropiaram
Outros
Ainda
Te
Queimaram

Destruir
Teu
Corpo
Tua
Casa
Nossa
Casa
Por
Vezes
Teus
Filhos
A
Barbárie
Chegou
A
Enterrar-Te
Viva
Ao
Meu
Lado
Morto


A
Seiva
O
Sangue
De
Teu
Corpo
Alimenta
A
Terra
O
Filho
O
Esposo

Sem
Teu
Existir
Seria
Diferente
O
Ser
E
Não
É
Diferente
O
Que
Aqui
Hoje
Existe

Oh
Senhora
Tu
Sabes
Que
Eu
Sei
Pois
Foste
Tu
Que
Outrora
Me
O
Cantaste

Que
Tua
Beleza
É
Infinita
Raio
De
Luz

Luz
Que
Aquece
Meu
Coração

Que
Às
Vezes
Me
Cega
Perante
Tanto
Brilho
Que
Me
Faz
Baixar
Os
Olhos
Enrubescer
Ficar
De
Jeito
Tímido
Que
Sabes
Ser
Prova
De
Respeito

Oh senhores que vos alegrais em ver o outro mal passar, ser enxovalhado pelo que se ouviu dizer dele sem nunca directamente o questionar, por processos traiçoeiros e adulterados, das provas forjadas, e assuntos da urze urdida da negritude da sombra, que tapa a luz dos corações vermelhos da paixão pela vida, em defesa da vida, dos Altos Seres do Amor, Todos aqueles que defendem o Amor, Fonte de Vida e seus Irmãos, Flores e Animais.

Oh senhores, sou só homem e rei como cada um homem o é, em seu próprio território, seu corpo, e se somos iguais e semelhantes, não há dois iguais.

Oh Senhores, que por disto, consequência, cada um vai em seus próprios passos e em nenhuns outros alheios e depois passeamos eu e tu e todos os outros, no tempo em que cá andamos.

E se assim vos aprouver ver o mundo, a realidade e o real, talvez concordais comigo, que não havendo dois iguais é possível é necessário fazê-lo comum, porque se cada homem é uma estrela completa e inteira, também não vive numa ilha deserta só, consigo mesmo.

O único caminho que conheço para tornar uma coisa comum, e a partir de dois, é aproximá-los. Esta é via do conhecimento do outro, da abertura, da tolerância, do conhecer e do aprender, e esta via não se faz por pessoa interposta, faz-se por contacto directo, pois aqui, é preciso ser um pouco como St. Tomé, ver para querer e no contacto e em versão dos nossos tempos, pôr também a mão na massa, mesmo quando isso é só questão de troca de palavras.

Muitos andam entretidos de cima da sua arrogância, dos seus pequenos e rápidos, tão rápidos, como ventos, furacões a furar o furão, nuvens cinzentas e negras em vossas cabeças, parecendo que transportam tempestades, condenações expressas, julgamento à revelia daquele que vós, quando assim andais, nem ouvido, nem achado o foi primeiro, semblantes carregados de expressão de desdém e reprovação, mais rápidas emoções, que se dos olhos, porventura saíssem raios, já me teriam chegados.

Sois assim tão perfeitos naquilo que definem como a vossa normalidade.

Eu a normalidade nunca a encontrei em meus passos, toda a vida se me afigura excepção, excepções para serem preservadas, excepção com excepção, com iguais direitos à vida iguais a outra excepção, com os mesmos direitos e nem sempre com os mesmos deveres, pois não se pede a um homem coxo, que faça as mesmas coisas que outro que não o seja, e contudo é coxo que assim se torna o homem, que o faz, da mesma forma que o homem que com dois pés caminha, deverá ter mais deveres para aquele que é coxo, ou não? Pensa Bem, Pensa Amor, Pensa Ajuda e Ajudar, Age em Ajuda.

Sabem qual é a fronteira entre a loucura e a espírito saudável, só um verdadeiramente louco é que nunca se questionou se seria louco, porque há muitas coisas loucas na vida, dos homens e dos animais, pois é considerado louco, aquele que vê as coisas ao contrário de uma média acordada, sobreposta ao ser único, individuo, unidade total, Estrela.

Não haverá porventura, exemplo tão mais elucidativo da nossa loucura colectiva, o facto de vivermos num mesmo é único mundo e de se andar a deitar a baixo a casa onde se habita e o rol é infindável e as violações à lei da vida infindáveis, tirania, opressões sem fim de uns por outros, de umas ideias por outras, como se pudesse pensar, que cada Ser não pensa por si e se há mais de que um ser, certamente haverá mais do que uma ideia, ideias diferentes, mas dá-nos isso o direito de achar-mos as nossas mais inteligentes, ou melhores que a de um outro e assim dar-mos o passo para a sua anulação, confinamento, redução ou morte do projecto de Ser que ele é como expressão da própria vida.

Assim se reduz a Vida, pois tudo na vida é criado, desenvolvido e depois transforma-se.

Oh Senhores, fala-se muito de doenças mentais, sobretudo daquelas que oscilam entre os pólos, alegria, depressão, mas Senhores, não é assim o mundo na forma como cada vez mais o vivemos? Dir-me-ão que não, que as mortes são só, ali ao longe, mas nem isso podem dizer, pois mesmo ao longe elas enterram-se diariamente nos nossos corações aqui.

Bastava ter ido à praia este ano, e ver as expressões das pessoas, quase nem parece mais férias, o nível de alegria baixara, baixara tão drasticamente que se tornava visível na sua ausência.

Psicociclica é e torna-se a realidade mais que as pessoas. Depressão no desemprego, coisa nunca vista? Depressão nas vidas cinzentas, no tempo a passar sem grandes arroubos, sem grandes audácias das belas recompensas e as alegrias, a voarem baixinho rente à terra medrosa.

Como serão as crianças da nova geração, pois se os mais sensíveis, os com maior capacidade e consciência da esfera do coração, mais capazes de in teligir, de reunir, o que aparentemente se encontra fragmentado, de colar os fragmentos múltiplos em que as imagens estilhaçaram, estão na vossa opinião a enlouquecer, tratamento químico, para os manter numa média do ser, nem demasiado alto, nem demasiado voar para alem das estrelas, nem muito abaixo, nem muito triste, como se da tristeza não nascesse a Alegria, que não existiria como tal definida se não tivesse parceira, triste visão da amputação da diversidade, do diferente e mais novo sentir que o homem universo cria, triste visão redutora, castradora. E nada disto escrito nega que um certo equilíbrio é necessário, que demasiada dor pode ter consequências funestas de suicídio e que sim, lá venha ele, o químico, a normalização, pois a ciência não aceita a alma, não demonstra Deus como também não demonstra seu contrário, é tanto de fé para um lado, como para o outro e como aqui, nesta terra, só há uma palavra para Fé, que é Fé, deve ser então da mesma que se trata.

Mas meditai, de onde vem as dores, se elas vêm mais do que chamamos interno ou externo, é evidente que se a situação assim se manter, atenção as epidemias psíquicas

Ah arrogância do homem pequenino, fazer-se por ela mais pequenino do que ainda é



Não há fim visível à vista enquanto o homem assim não o determinar, e nunca assim o poderá fazer, nem tal ser, porque isso seria pôr-se maior do que é, cada um é um pontinho no meio de infinitos pontinhos, galáxias no mesmo Universo a que o homem não conhece o fim, pois cada vez que torna a olhar o mesmo único céu, encontra lá sempre algo que nunca tinha antes visto.

Seremos assim tão diferentes, não é o que diz o conhecimento mais recente da fé do que convencionamos chamar de conhecimento científico, bem como sempre disseram os homens que transportam o facho da tradição.

Pois uma ideia é sempre um acto de fé, eu acho que vejo ou entendo assim e depois até te posso comprová-lo se seguir esta metodologia, sabendo que o outro se tivesse outra, se calhar o desenho e o resultado seria diferente e depois ainda entre fazê-la e concretiza-la está a vontade e a oportunidade e o saber e o acaso amoroso organizador.

Serão mais precisos os instrumentos que os homens possuem, para perceber a natureza da matéria, se um observador interage com o que observa, pois para observar, está a partir de uma sua ideia de observação, de como vai observar, o observado, que pode estar dentro ou fora de si.

Talvez não sejam assim tão melhores, só permitam novas visões, que servem para abrir o campo das ideias dos homens. Assim que cada qual procure o que quiser da forma que quiser, no harmonioso convívio com todos os que partilham a mesma vida, pois todos são expressões da mesma Vida

Que cada um tenha a sua fé, as suas ideias, os seus costumes, os seus modos, os seus usos, e respeite a que está a seu lado e que desta forma, só confirma e reconfirma a natureza da vida, que se exprime em infinita diversidade, pois antes das ideias dos homens, está a própria vida e quando não tem vida, um homem, uma criança, uma mulher, não pode pensar, pois não vive.

E que não se veja nestas palavras nenhum descrédito à ciência, ao conhecer e sobretudo ao Saber, nem a Arte nem aos artistas, pois tudo isto fez o homem e fará, tudo isto pode servir o homem melhor, sua saúde, sua qualidade de vida, seu tempo de viver, suas formas de viver, mas com atenção necessária e muito pensamento e conversa prévia entre os pares, sobre o porque fazer e o para que fazer, pois o ultimo século, foi pensado com aquele que traria a felicidade, e creio não serem precisas mais palavras neste assunto.

Caiu a sonda que trazia as poeiras invisíveis das nossas Irmãs Estrelas. Não chegou ao laboratório que vê as coisas invisíveis, mas invisíveis chegou e está entre nós o que nunca antes tinha chegado, oh eu já sinto uma alegre comichão, espero eu de que.

E o mesmo se aplica em relação aos animais, ou por uma vaca pensar diferente de um homem, será que ela não pensa em seu jeito, pois não tem a vaca olhos como nós, ouvidos como nós. Estais tão seguros disso, e contudo nós comemo-las.

Brinca com uma vaca, aproxima-te dela no campo, varia a tua forma de aproximação, o que varia a reacção da plácida irmã vaca, vê como ela te olha, vê como ela te sente e Vê então se não há ali um certo e diferente pensar um certo e semelhante sentir. É o meu superior ao da vaca, sim se me sentir maior do que sou, arrogância de que por fazer coisas outras além de viver como a vaca o faz, como os homens vem fazendo no mundo, com os bons e muitos maus resultados é superior à da vaca que durante a sua vida muito menos mal fará, pois a vaca não mata as moscas, enxota-as.
E somos nós que as comemos, não elas a nós.

Pensamento estrutura-se em linguagem e qualquer sistema, qualquer unidade, é um contínuo processo de comunicação, como as orelhas parecidas da vaca com as nossas, parecidas na função e como não há unidades isoladas elas são então e também processos de intercomunicação.

Existem dois processos elementares de comunicação, unívoca e bi unívoca, uma linha que se estabelece entre dois, que momentaneamente os liga quando falam em que um pode falar sozinho, consigo mesmo, ou com o outro, ou então podem falar os dois, aqui chama-se à primeira, fiquei a falar sozinho, ou comuniquei? Dei e recebi.

Pensa um homem em cima do outro, salvo seja, acima de outro com a linha vertical a sair-lhe da sua boca e a descer para o outro que está cá em baixo. Um fala e outro só ouve. Ou então coisa mais agradável, como todos recordamos e sabemos, falam os dois ao mesmo nível, sendo que o nível de cada um é sempre diferente do outro e portanto necessário encontrar uma linguagem comum, que permita descodificar o discurso. Neste caso a linha que os une é mais horizontal

E depois recorda-te que quando dois falam entre si, estão pelo menos quatro.
O que eu penso que digo, o que eu digo, o que tu ouves e o que tu pensas que ouves, ou se quiseres ir um bocado mais longe, junta-lhe a emoção e a sensação, para cada um dos lados. Comunicar, mesmo quando se pensa que se está fazendo pela palavras e som é muito mais complexo do que pode a primeira vista parecer.

E depois uma palavra representa um pedaço de uma ideia, ou uma ideia e é algo entre o que sabemos da ideia e a imagem de onde nasce a ideia. Palavras são voz, é som humano, que atravessa o espaço, que canta as lentas, tristes, mais belas, vigorosas, alegres, ternas, doces, melodias que encantam os corações. Palavras são símbolos e significados e significantes incompletos, como um pedaço de linguagem sempre o é em relação ao total do seu universo, pois não só falamos, temos mais sentidos a disposição para a expressão e para a leitura.


Civilizações inteiras comem vacas e outras, muitos mais que os primeiros em seu todo, passam e morrem de fome.

Uma cultura come o que come pelas suas tradições, pela forma como se relaciona com o comer e o que é comido, pois sabemos de diferentes valorizações e interdições

Num lado, deitamos comida fora, outros não tem que comer.
Este e o paradoxo do momento agravado, a rasgar, a quebrar-se pela realidade de entretanto e pela primeira vez ter condições técnicas para criar produção excedentária que poderia dar de comer a quem tem fome e nunca o fosso foi maior.

Oh Senhores, será tão difícil imaginar que um dia o homens que habitam o mesmo mundo de seus irmão animais, pelo seu pensar, pelos seu saber, pelo seu agir, já não matem as vacas para as comer, nem fabriquem pintos cegos a nascença em condições mais degradantes, que para os humanos, alguns cenários de morticínio.

Ou, Pensais porventura que seus gritos, não são reais, ou mesmo que os animais não sentem dor como nós.

Oh Senhores, porque então vos assustais, quando se diz que isto é um projecto de transformação dos seres em outros seres, pois o homem é homem e a vaca vaca e sempre creio, desejo e ordeno no que possa ordenar que assim seja, no sentido de que ambos continuem a co-existir.

Não é por acaso a vida um potencial eterno projecto, temos evoluído muito, mas somos muito jovens em comparação com o universo que nos serve de casa e que nos abriga, que é vida, pelo menos assim pensamos o tempo a partir das ideias e das possibilidades que temos, porque as construímos, de avaliar as distâncias, pois parece que de certa maneira tempo e distância são como mulheres e homens em Amor, coisas próximas.

Pois Se a Senhora Mãe, que Com o Senhor Pai Cria o Príncipe Filho, Alguma Identidade que é sempre uma ideia de Entidade, Os Criou, e chamai-lhes os nomes que quiseres, para o nomear, na diferença da paleta com que o vives, vês ou imaginas, pois A força Unitiva é Uma Mesma, É o Amor, que Une, pois se o Amor fez e faz os seres como somos, pensantes e capazes do saber, do imaginar e do criar, será certamente para saber o que viermos a achar necessário saber, essa é potencia do infinito ao alcance e mais ao longe do que agora o possamos conceber, pois os olhos vivem no tempo e por isso vem o que o tempos vêem.

Dávida da Luz, Dávida da Vida, Dávida do Amor.

Oh Senhores, porque me chamais profeta, louco, bruxo ou Zandinga, pois eu isso nada sou, sou só homem a quem A Vontade do Mestre entendeu versar na arte do ver e de algum fazer, que me tem sido dado a fazer, e eu aqui inteiro me confesso, sou cego e assim me sinto em muitas das vezes. Deverei ser duro de ouvido também por não perceber claramente sua Vontade, mas este é assunto íntimo entre Ele e Mim e É Ele Que Ensina e É O Próprio Ensinar. Mas Sua Vontade Eu Respeito, Dou Meu Melhor e Creio, A Mais Não Ele Me Obriga, porque quando o sei, mesmo tropeçando vou indo.

E depois, ver, linguagem que a estrutura e pensar, é das operações mais complexas que o homem faz, pois o homem se tem visão esférica, à medida esférica das coisas que são inteiras, seu ângulo de visão só vê metade.

Assim, grande é o véu grande, cobre e está estendido sobre grandes superfícies, oculta e tapa muito a entrada da Luz, que mais uma Vez Aqui Escrevo, É A Verdade do que se Vê, que É Dado Pelos Nossos Passos, no Ser, em Ser, no Agir, no Cruzar Com os Outros no Mundo e porque como tal Existe e como tal é visto. Sombra é uma Ignorância ainda não conhecida, ainda não desvelada, em sua Verdade.

Oh Senhores, da norma que se põem nas normas, esquecendo que norma é vareta para sondar o Ser, o que somos, o que é a Vida, que cada uma delas, as normas, são equações provisórias na forma do ver, no que vemos, no que não vemos, no que não entendemos e que são as coisas que ainda não se encontram bem resolvidas, seja dentro ou fora de nós, pois o mecanismo da vida é um mesmo para mim, para ti, para a vaca e para a flor.

E se a vida dá vida, cria vida, alimenta a vida, faz crescer a própria vida que quando cresce, como a criança, aumenta o tamanho de seu corpo, em seu crescer, do que vê, que sabe face ao que não via nem sabia, as normas que delas fazem parte, pois somos nós que as fazemos, não poderão escapar à regra do crescimento, por outras palavras de evolução até ao infinito e mais além.

Então talvez seja Bom andar em nossos Passos Recordados,

Ver é sempre imaginar e toda a unidade é um gerador de símbolos, somos todos entidades simbolizantes e a vaca simboliza basicamente o medo da mesma forma que um homem, embora possa em inocência ser conduzida por mão humana e morta por sua faca, sem disso se aperceber.

Tolerância, Abraço, Compreensão, Conhecimento do Outro, perguntar quais são os problemas, como se pode ajudar e ir saindo por ai a ajudar e que cada qual Ajude como Sabe, como Pode e Como Sabe e a Mais Não é Obrigado, Sempre o Disse Este Povo.

Posso pensar que o que define a Identidade de um Ser, é tudo o que ele é e simultaneamente não é, sendo assim, assunto muitíssimo mais vasto, de que o sexo que cada um transporta em seu corpo.

E se em toda a natureza se encontram dois lados eternos, o feminino e o masculino, qualquer que seja o modelo de análise e a escala de observação, poderemos sempre entender as coisas neste ver, nesta linguagem.

Cada ser é uma unidade que existe num conjunto de outras identidades, infinitas, mas que o homem na sua faceta de animal predador, tem vindo a tornar finitas, tendo extintas muitas e continuando todos os dias a fazê-lo e contudo os seres distribuem-se e complementam-se e reproduzem-se por meio daquilo que convencionamos chamar, actividade reprodutora, feita por um certo encaixe através da diferenciação, que assumimos como dominantes, feminino e masculino, como mulher e homem no caso da nossa espécie. Também tal percepção é reforçada pela visão directa e conhecimento dos corpos de cada um, por cada um e pelo outro.

Há contudo na vida uma outra forma, que creio, que Deus Menino quando criou o Mundo usou para nos relembrar eternamente a quem se já esqueceu de o ver, ou nunca o viu, as unidades que tem dentro de si os dois elementos que permitem a reprodução, os dois sexos, tal é o caso de singelas flores que ele deleitado e entretido certamente criou
Porque há meninos na terra, que nunca as viram nem delas ouviram falar, como em Portugal, País Voltado ao Mar da Vida, rosto fitando o mundo, olhando o mundo, um esperando, outro desesperando.

Creio-os infinitas porque quem criou a vida, criou com uma paleta de fino artista, a vida de todas e múltiplas cores, em plumagens distintas em belíssimos seres, pois até o malvado para os humanos, crocodilo, um dia quando um outro animal lhe dava a nova de que segundo ouvira dizer, deus, faria desaparecer os bichos com boca grande, respondeu, com sua boca muito fechadinha falando quase entre dentes, murmurando baixinho, e com cuidado para não morder a sua própria língua, coitadinho do hipopótamo.

Da proximidade das coisas. Falava a Senhora de como se vestiam os jovens adolescentes de hoje e de como essa forma de vestir, poderia ser apetecível e despertador de actos menos próprios ou mesmo de violência por parte de outros, por brutal paixão, por desejo represado não mais contido.

Recorda o adolescente já vivendo a experiência do Amor com os Corpos, da noite, véspera de sua primeira ida à praia naturista, Meco, seu nome.

Tinham combinado um grupo de rapazes e raparigas, aí, irem, quando à noite, lhe surgiu a dúvida. Seria que iria ter uma erecção, no meio de tantas meninas e senhoras nuas? E ficou a pensar como reagiria se tal acontecesse. Estava preocupado com sua eventual vergonha e embaraço alheio. Bem teria sempre uma toalha à mão de semear, para se tapar.

Mas não, o que lhe dera para obter a clara percepção de que a erecção, que viabiliza o acto sexual, não se faz pela visão dos corpos nus, parecera-lhe, ao contrário que os corpos por se encontrarem nus, eram, como se tivessem sido desexuados.

Era diferente do apelo erótico de um corpo de mulher, com umas calças coladas que realçam suas curvas, uns centímetros de pele visíveis por altura das promissoras barrigas, visualização secreta, do apelo e centro da vida, umbigo visível, que remete a todos nós para o principio do nascer, para antes do principio do nascer e assim leva o homem à memória da mulher, mulher por dentro, na qual ele habitou em memórias aquáticas e misteriosas. Esta é uma das sugestões e apelo, da visão do centro.

Compostos andam em modelos os cabelos, toucados regulares, que mudam no sabor de quem imagina as modas das estações. No supermercado, a caixeira, diz-me boa tarde e é já noite lá fora, perdeu a noção do tempo da luz, ritmos e características do trabalho diferentes do que a geração que decide e executa viveu em seu crescimento próprio e antes acompanhando o ver de seus pais.

O mundo hoje como outrora é um mundo de tribos e tribos são pequenos grupos com modelos comportamentais específicos. Oh reino da vida, oh reino da diversidade, oh pujança da própria vida por si mesma anelando, riqueza de ser, ser em patamar depois de subir mais um degrau, com degrau ao fundo já a ver-se ao perto. Tribos famílias, famílias tribos, outras formas de partilhar os espaços mais comuns, muito menos instituída no que vem de trás, a família parental, uma mãe um pai e um filho ou dois, que mais do que isso, são poucos os que condições de vida, tempo e financeiras para tal.
Existirão cada vez maior diversidades de famílias, onde os modelos relacionais de afectividade serão muito mais diversificados dos que hoje conhecemos e vivemos.
Relações triangulares, quadrangulares, ou o que seja a vontade e a paixão humana.
As sociedades e as leis, quanto mais depressa se adaptam aos tempos, menos o forçam, menos peso lhe põem em cima quando ele se move e assim facilitam-no e acolhem-no, sabendo que a Vida é continua e eterna Mudança, Evolução, palavra que remete a gestação e Ovo.


Uma vida que não para 24 sobre 24 horas, num mundo cada vez mais ligado, que se torna mais pequeno sem contudo perder seu tamanho. Tudo comunica, nada para, tudo gira no gritar da própria terra, no girar do espaço dos planetas, no girar do universo conhecido no universo ainda desconhecido. Uma industria automatizada ou quase, quase desaparecimento dos trabalhos manuais, menos o teclar. Ah, como deverá tocar bem guitarra de cordas se as houver, as novas gerações. Uma alimentação de síntese que
retira o prazer que o Ser obtinha com o acto de comer, num mundo que já retira tantos outros e onde assim se reduzindo o prazer dos Seres se reduz também a Vida, pois Ela é Acto e Feita também por ele e para ele.


Em outro lado do mundo as jovens e as mulheres andam de corpos e cara tapada, algumas delas habitam esta Europa do Sul, do calor, dos umbigos à mostra, das alças aladas, dos seios quase visíveis, das calças coladas que desenham com rigor, ou menos rigor, o desenho das ancas enunciação e promessa de abertura e doces enlaces, maior ou menor harmonioso encaixe, do realce do corpo da mulher, de suas curvas e ângulos, Templo e Igreja da Vida, da beleza dos corpos jovens, espelho da vida, jorrante, transbordante da própria vida, e o que nasce?

O desejo que é antes de mais o desejo da vida, pois o umbigo visível, ou qualquer outro pedaço pequenino de uma mulher, que se vê, revela não só a vida mas a mulher como fonte da própria vida.

Umbigos sem percings ou com percings, com ou sem, como cara sem véu, cara com véu.

Ah que me sobe à memória um verso de outro grande Poeta.

Uma mulher tão bela, como a própria lua, tão cheia de pudor que vive nua.
Vinicius de Moraes

Umbigo, centro, corda de ligação à fonte da vida, estrada e rede às nossas mães, no mistério profundo aquático que vivemos e que urge recordar, suave aconchego, doces e agitados balançares, o som abafado e filtrado, numa ausência de olhar, um imenso sentir de participação, de algo que cuida de nós, que vamos percebendo em suas mutações de humores, do riso ao chorar, que também se traduz em diferentes encaixes das células ou não encaixes, em diferentes reacções químicas e eléctricas, umas que sentimos como mais benéficas, outras menos, algumas ameaçadoras. Dois corações que batem num mesmo corpo, num corpo que transporta e nutre um outro, dois corações que tendem a influenciar-se no ritmo em que a cada momento, a cada sentir, batem, sons cavos, baixos, como quando agora o ouves, adulto mergulhado numa banheira.

Quando começa a pensar o feto, em que linguagem estas memórias se exprimem quando são presente, que capacidade temos nós adultos de a reconhecer, e quando não nos damos conta da existência de uma coisa, ou porque a deixamos esquecer, ou porque andamos a ver outras coisas, dentro dos óculos que pusemos e que o crescer nos põem, a dizer que não existe, é o passo, pequenino.

E depois em que dia começa a vida, em que momento a vida se faz, é assunto único do homem e da mulher como das flores e do vento e das abelhas.

Nem sempre que dois sexos se encaixam, nasce uma vida e contudo podem nascer outras formas de vida, que fazem parte dela, que a alimentam, o prazer, a alegria, a paz, o espreguiçar, a ternura, o carinho, a energia, todos nutrientes necessários à vida e ao viver, um viver prazenteiro, que perfuma a vida de cuidado de cuidar, dos dias e das coisas em redor.

O homem e a mulher podem fazer pontaria, mas não conheço nenhum homem que tenha feito uma conferência de estratégia em palavras e diagramas humanos, de forma a criar um espermatozóide vencedor, ou mulher que tenha o equivalente dito, ao ovo, que gera dentro de si.

Qual é participação activa da vontade da consciência? E será que a vontade dos dois ou de um é garante de tal? Duas flores distantes, um metro que seja, dependem do vento para se casar, ou ainda, da mais errática abelha, em seu ziguezague, para e arranca, voar, que se calhar passa ao lado de uma, mas pousará, noutra, como a fecundação, que se faz ou não se faz. Mas sem o encontro, a vida não se faz, a nova vida começa no momento em que o encontro se faz, e da mesma forma que flores com vento e flores, fazem flores, o espermatozóide e o ovo humano, fazem humanos, que não nascem iguais ao momento da sua evolução, que lhes permite ler este texto.

As flores tem a inteligência de se moverem reverenciando o sol, mas não sei, e só isto posso afirmar, se pensam de uma forma equivalente ou reconhecível por nós. Ao utilizar o vento na sua reprodução, talvez sejam mais subtis que os humanos, talvez falem, vento, através do vento, e eu, o vento nunca o ouvi como eu, falar. Talvez sua linguagem seja essa, e a dos gestos dos seus movimentos, a frequência das suas cores, a relação com a gravidade das órbitas, e talvez nem eu imagine que ela possa existir, mas o processo de vida, esse, é o mesmo.

O vento sopra em torno da casa que o origina, da casa grande mãe, a terra, pois sem ela, se existir, seríamos diferentes do que somos e por isso, nem certo seria esta escrita assim acontecer. Escreve a mãe, o pai, o mundo em redor, no feto, dentro de seu aquático universo? Que sim, como se sabe, o falar tranquilo do pai e da mãe acalma o feto, seu contrário perturba, que a qualidade da comida que a mãe come, condiciona o crescimento do filho e que a forma como seu pai e sua mãe entre si se dão nos dias, também.

A terra redonda existe no céu junta com os planetas e as estrelas num jogo de empurra e aproxima e dançam rodando em torno de um centro, um umbigo maior que o nosso humano, o sol e os planetas e as estrelas repetem o mesmo ciclo do nascer, do viver e do desaparecer.

A vida deseja, viver é desejar, viver é concretizar esse desejo.

A vida atrai a vida, a vida reconhece o perfume da vida, atrai-se entre si

Ah, a beleza de um viçoso cabelo entrançado que cai em cachos de promessas de doces uvas, ah a beleza de uma curva de um ombro desnudado, âncora, escorrega de brincar e cais, redondo, como todas as promessas do Amor e do encaixe são,

Ah a beleza de um tremelicar do caule pescoço, promessa de movimentos anelares e das doces ascensões, à casa do espírito, ao encontro dos corpos, riso e ternura, cumplicidade do espírito e da almas no regaço dos corpos cruzados, encaixados, que se abraçam, que se tocam, se fazem num mesmo instante, mesmo corpo. Dois princípios complementares que se reúnem em harmonia, maior ou menor.

Corpo, instrumento de preservação, veículo de reprodução da vida, oferenda da vida que os criou em toda a sua infinita beleza e contudo a beleza não são só os corpos, e contudo como não se pode ficar extasiado perante tal beleza.

O Belo, a Beleza, harmonia de todas os conteúdosformas ou formasconteúdos, pois não há conteúdo sem forma, nem forma sem conteúdo, mesmo quando não consigo ver um, e seu intimo outro lado ou mesmo os dois que são sempre um.

Beleza é coisa infinita, múltipla semfim de expressões únicas. Beleza chega como brisa suave de verão, luz crua por vezes ofuscante que quase pode cegar, e âmago da terra.

Beleza
É
Voo
Asa
Voar
E
O
Voo

O
Faz
Quem
Voa

O
Voo
É
Luz
E
Brisa
Do
Amor

E
A
Asa
É
De
Quem
A

E
De
Quem
A
Tem
De
Quem
A
Abre
Para
Voar

Quem
Voa
Quem
Assim
Se
Torna
Também
O
Voar




Beleza é
Profundidade
Profundeza
Do Próprio
Mar.
Beleza
É
Tudo
Beleza
É
Vida
Se
Assim
A
Fizer
Pois
Eu
Vou
Passar
Mas
A
Beleza
Não

A beleza de seu gesto animal, e os códigos convencionados para exprimir essa mesma realidade que é a própria vida, anelando em si mesma, por si mesma; código de oferta e retracção, por cima de uma intima realidade, a que chamaria natureza, como a lua que se deita para o sol se levantar, como um vai e vem de uma maré, como a flor que se abre e se fecha, com o mesmo intrínseco pulsar animal no mais depurado e cru desejo, pois em sua primária natureza, uns são iguais aos outros, os homens e as mulheres e as flores e todos são a vida, essa imensa realidade que tudo transcende, engloba, cria e em muito determina.

Poderia dizer-te que nem os homens nem mulheres existem, que sim, que tem corpos diferentes, cada um com suas funções, seus sentires, seus veres, seus pensamentos, mas que, em cada um vive e habita seu oposto que é seu complementar e parte nuclear, que cada homem é uma mulher, que cada mulher é um homem, acrescentando a palavra a ambos, também, para que fiques tranquilo, pois uns são homens, outros mulheres, não te confundas, continuas certamente a ser um homem, não tenhas medo, que não se trata de risco de identidade, pelo menos, a sexual, acrescento ao que te digo, pois a identidade não se baseia no sexo, mas em tudo que cada Ser é e simultaneamente não é.

E contudo uns e outros não nascem para o mesmo mundo, se entre eles não se fizer o encontro, o encontrar e o assim estar.

Podia-te dizer, que o mesmo se passa entre os gatos e quem sabe, e quem conhece que eu não, entre as flores, bem sei que há umas até andróginas, mas em termos comportamentais e seus códigos, tal não to posso afirmar, porque ainda não o vi e lembro-me que por não ver uma coisa não quer dizer que ela exista, mas enfim, também como pensamos, as flores não sentem, não pensam, que sim, mas têm um qualquer mecanismo de vontade que as faz girar ao sol durante sua correria no céu, que as faz fechar à noite e de manhã abrir, sentem de outra maneira, pensam de outra maneira certamente, ou talvez não, se pensares que o pensamento se ancora e suporta na carne e que o pensamento são reacções químicas, eléctricas, encaixes de formas, receptores e receptáculos que se encaixam, que são informação, que ao se encaixar se transforma, dá origem a algo novo, seja a estrada feita pela conexão, sejam os carros que por lá passam e não negando que a estrada, coisa aparentemente estática e asfaltada, é também ser e que até os carros, que transportam a informação, não a poderiam transportar se as estradas não existissem. Tudo ligado, tudo interdependente, até à redução máxima do próprio existir, pois um não existe sem o outro, do mesmo modo que os filhos não se fazem sem os pais, que o pólen não voa e fecunda uma outra flor, sem ser pelo vento e pelas abelhas.

Podia-te dizer, que as flores não tem alma, ou que não participam na alma do mundo, mas nem isso sei, seria a arrogância do limite do meu próprio pensamento, do meu próprio conhecer, pois é tão fácil, negar uma coisa, sobretudo se nem nos dermos ao trabalho de a tentar perceber, ou tão difícil se me deitar a imaginar, como te demonstrar de forma cabal a teus olhos e pensar cientifico, nem que seja e para começar, a construção de uma equação que permita averiguar a resposta.

E contudo tudo tem um dado em comum, qualquer que seja o corpo, tem um percurso similar, nasce, vive, reproduz-se ou não e desaparece do mundo visível. Tudo isto é base da igualdade, ciclo que se repete, seja na planta, no homem ou na mulher, da mesma forma que o sangue corre nas veias e a seiva na flor, a uma chamamos seiva, a outro sangue, mas ambas são seiva da mesma vida, e são as flores, as plantas e as arvores que nos fornecem o que respirar, algo que sem elas não poderíamos fazer. Poderíamos existir sem elas, na forma como nos conhecemos?

Pode a fecundação do óvulo acontecer ou não, mas certo é, que sem a vontade da mulher e do homem que se juntam, não há vida criada, o que sustenta a ideia de a mulher e o homem tem em si uma parte do poder e da opção de criar a vida.

Como também têm o poder e opção de destrui-la
Comemos animais, plantamos sementes para colher plantas, matamos homens, mulheres e crianças. As mulheres e os homens exercem o poder de dar a vida e a morte.
A própria vida exerce seu poder de criar e destruir, e o criar cria, da mesma forma, o destruir, destrói.

Quem é dono de seu corpo? Quem é o dono dos corpos? Quem é dono da vida?
Dono não tem aqui nenhuma intenção pejorativa, que fique claro.

A flor é dona de si até que alguém a pise, a colha num gesto de oferenda de amor, ou que a vida a faça fenecer em seu próprio tempo. Se o Vento se puser de feição ou a abelha for certeira em sua diligência, a flor cria flor, se o Vento se puser de feição a mulher e o homem criam e frutificam a vida, se o homem ou a mulher quiserem, podem a vida, própria ou alheia, ceifar.


Sobre
O
Tempo
Actual
Das
Flores
Não
Serão

Duas
As
Coisas
Do
Fundamento

A
Primeira
Decorre
De
Que
A
Vida
É
Sagrada
E
Assim
Para
Sempre
Defender

A
Outra
Que
A
Vida
Se
Regra
Manda
A
Si

Assim
Vendo
Todo
O
Feminino
Todo
O
Masculino
Todo
O
Ser

É
Seu
O
Poder
De
Criá-la
Nutri-la
Ou
Não


Como
Quem
Decide
Quando
Chega
Quando
Fica
E
Quando
Parte
Quando
Calha
Ao
Próprio
Seu
Dilema
Sua
Opção
Sua
Própria
Escolha

E depois se como eu acreditas em Deus, sabes que o seu conhecimento, é coisa interna através de tudo, o externo também. Falas com Ele e Ele Fala contigo e assim a decisão e a acção é conjunta mas também de reflexo individual naquilo que tu és como ser, pois o Deus que creio não retira a vontade dos homens, a sua liberdade enquanto aqui estão também como corpo. Ele deu-lhes os corpos e Quem Dá, não tira o que Deu.

Recorda ter acompanhado diversas mulheres a interrupções voluntárias de gravidez, Umas em que participou na criação de novos seres, outras porque lhe pediram companhia. Uma não acompanhou. Nunca acompanhou nenhuma mulher, que o fizesse de ânimo leve, para não falar numa imensa tristeza, que viu nas vezes ir muito além no tempo. Também ele sempre chorou na tristeza da imensidão e perguntou nessas alturas ao Pai, porque não o podes por na minha barriga.

Não uso a palavra aborto, pois já vi homens chamarem aborto a muitas coisas vivinhas da silva, como por exemplo a um homem com uma bossa nas costas ou outras diferenças, aborto trás consigo na nossa língua, conotações de desprezo para aqueles com algumas diferenças. Até se diz abortar um projecto, para se referir à vontade de acabar com ele, e vontade, é basicamente aqui o que se trata, vontade e seu respeito.

Antes há a Lei de que a vida é sagrada
Depois há a vontade das mulheres e dos homens

E quando se conversa sobre esta matéria, seria igualmente de falar sobre a eutanásia, visto parecerem ser próximas na vontade que as une, o decidir humano sobre a vida e a morte, tal como quando fazemos guerras.

Depois aqui em Portugal, há a Lei dos Homens, que é para respeitar, como será para respeitar a nova que se venha acordar sobre estas matérias e nosso Povo está como sabemos muito dividido sobre esta questão. Talvez seja de conversarmos todos muito sobre o assunto, mas talvez mais importante, fosse enquanto conversamos que nenhuma Mulher sofresse, ou tivesse em perigo sua vida como às vezes acontece ao faze-lo por falta de condições médicas, pois assim se ofende a vida em duplo, e nunca o pior é melhor que o menos pior, e também não criminalizar as Mulheres por isso.

Eu não sou adepto da IVG, mas sempre me curvo à vontade da Senhora, pois sei da impossibilidade de o gerar em mim e se fosse Mulher se calhar pensava de outra maneira e contudo sou mulher também, através do meu próprio lado feminino, o que os homens têm.

Oh
Mães
D´Oiro
Dourado
A
Luz
Em
Seus
Ventres
Mistério
Da
Vida

Quem

Vida
Sofre
Ao
Dá-la
Mais
Sofre
Ao
Tirá-la
Seja
Ela
Seja
Outro

Por
Amor
À
Vida
A
Própria
Vida
Por
Si
Anelando

Por
Amor
De
Tudo
O
Que
Frutifica

Por
Amor
Ao
Perto
Do
Amado
Chegar

Por
Amor
Por
Muito
Querer
Viver
Por
Muito
Querer
Amar
Por
Muito
Ter
Prazer
Por
Muito
Poder
Ser
Feliz
Ser
Aquilo
Que
É
Cada
Mulher
Cada
Homem
Seu
Único
Ser
Diferente
EIgual
retirei frases do texto postado a 4 de Setembro, que correspondiam a ideias que não são concordantes com o meu ponto de vista que estabeleço a partir daquilo que vivo e que repito, só é válido para mim, o que não invalida que seja igualmente válido para outro, desde que não tome o meu por empréstimo, mas que por si o tenha vivido
retirei frases do texto postado a 4 de Setembro, que correspondiam a ideias que não são concordantes com o meu ponto de vista que estabeleço a partir daquilo que vivo e que repito, só é válido para mim, o que não invalida que seja igualmente válido para outro, desde que não tome o meu por empréstimo, mas que por si o tenha vivido
Oh
Beautiful
Butterfly

Oh
Beautiful
Queen

Oh
Beautiful
Fairy
Queen

Soul
Spirit
Body
Voice
Movement
And
Light
Energy
Are
Axis
Of
The
Butterfly


Oh
Bela
Rainha
Doce
Rainha

Fada
Da
Alma
Do
Espírito
E
Do
Corpo
Da
Vida

Oh
Bela
Rainha
Dávida
Da
Vida

Eu
Te
Saúdo
Tua
Chegada
A
Meu
País
Tua
Estadia
Teu
Deleitar
Meu
Deleitar

São
Os
Votos
Que
Te
Faço

Que
Tua
Doçura
Tua
Energia
Por
Todos
Brilhe
Espelhando
Espalhando
O
Amor
Seu
Desejo
De
Amor
E
A
Tua
Vontade

Oh
Bela
Rainha

De
Virgem
A
Mãe
A
Ester

Tuas
Imagens
Sempre
As
Vi
Em
Meu
Crescer

Imagens
Do
Mundo
E
Do
Viver

E
As
Imagens
São
Valores
Assim
O
Disseste
Em
Verdade
Reflectem
A
Imago
Dei
Da
Mãe
Do
Pai
Do
Filho

Inspiração
Respiração
Seus
Nomes


Salve
Rainha
Eu
Te
Agradeço
O
Existires

Aqui
Retribuo
O
Amor
Ao
Longe
Sempre
Perto
Que
Sempre
Me
Deste

Agora
Mais
Perto

Bem
Hajas




Oh Vento, Transforma-Te em suave Brisa de Amor, Assim o Peço à Mãe, ao Pai e ao Espírito.



Alguém tem a gentileza de me convidar para o concerto da Ester?