segunda-feira, outubro 25, 2004

Naquela terra distante coberta pelo Mar, vivia um Menino que era Aprendiz de Jardineiro, Seu Coração Era um Coração Leve Do Cuidar, e Seu Desejo e Vontade de Cuidar O Levava ao Cuidar. Assim Andava Feliz, Pois Cuidar Fazia-O Feliz

Um dia olhou ao longe por uma fractura na abobada do ver, e observou algo que o fez ficar muito triste e com muito ardor de acção, pois vira lá fora ao longe, em sítios que assim lhe apareciam pela primeira vez a seu olhar, jardins muito mal tratados, alguns inclusive com plantas, flores e arvores a morrer, de doenças e tristezas várias.

Quis o menino que era jardineiro sair pelo mundo fora a compor quando seu pai lhe perguntou

Já sabes jardinar

E o menino lhe respondeu, alguma coisa sei, muita mais irei aprender.
Já cuidaste do teu próprio Jardim
Meu Pai, Eu sou o Jardim, como Tu És o Jardim, cuido-me de mim como sei e não sei e cuidas-me Tu e assim fazem os outros que são pais e as mães que os criam.

Sentes-te preparado para ir cuidar de Jardins Alheios

Não Sei Meu Pai, mas os jardins a que chamas alheios, não são em meu ver, alheios, existem aqui ao lado, neste mesmo mundo, existem no tempo do meu tempo de existir, estão em marcha, em seu crescimento, como eu ou tu.

Cuidado meu filho, olha que planta que não quer água, não aceita que lha dêem
Sim meu Pai, embora seja transitória essa sua vontade, como todas as coisas aqui, há-de a querer e se eu a poder dar, lha darei.


…..



As Trovas
Do Vento
Trazem
O
Contraditório
Da
Impossibilidade
Do
Desarme


Impossível
Em
Vosso
Coração
A
Mais
Terna
Utopia
A
Do
Amor
Mesmo
Que
Não
Seja
Hoje
Não
Seja
Amanhã

E
Se
Não
É
Hoje
Onde
Vives
Em
Que
Tempo
Vives?




Será?

De
Impossibilidade
Em
Impossibilidade
Limitemos
Então
Os
Futuros
Possíveis
Acabar
Com
As
Guerras
Acabar
Com
A
Miséria
Acabar
Com
A
Fome
Acabar
Com
A
Ignorância

E

Agora

Acabar
Com
A
Terra


Tornemos
Então
Os
Possíveis
Impossíveis


Pois
Desarme
Tem
Diversos
Níveis
Como
Tudo
Aliás


O
Primeiro
O
Mais
Importante
Reside
Dentro
De
Ti
De
Cada
Um


Escolha
Interna
Do
Que
Vês
Do
Que
Crês
Do
Que
Queres
E
Da
Forma
De
Teu
Andar

Tudo
Isto
Antes
Mesmo
De
Olhar
O
Jardim
O
Redor
Em
Redor





Pum, pum, pum, atira aos pratos se queres provar a tua pontaria, atira aos alvos, dizes-me que é monótono, pois inventa para eles mais movimento, fá-los em profundidade no meio do campo a imitar o voar dos pássaros ou o correr das lebres a que chamas caça.

Pum, pum, não pum, que se eu pudesse desenhar-te, faria até florescer uma família de droides, um novo negócio, que tu poderias destruir numa coutada, se quiseres, até te fazia uns dinossauros, para elevar a tua adrenalina, oh sensação de omnipotência, eu decido, eu mato e fico aqui vivo, um rex, para a coisa ficar mais mano a mano, com um botão secreto para que o possas desligar, no caso de parecer que ele vá te ganhar, que de caçador te tornes a coisa caçada.


Pum, pum, pum, caças porque precisas da caça para comer, para dar de comer a teus filhos, tudo bem, mas tu caças para provar o quê? Que podes matar. Porque precisas desse conhecimento, dessa afirmação perante ti próprio, confirmada pela acção do tiro no roubo da vida, sentes-te maior, mais poderoso por matar um animal? Já agora porque não destróis uma vida ao teu tamanho, com mais hipóteses de mano a mano, talvez se apresente a voar com uma arma na mão, ou uma bomba a largar, a cair. Já não te agrada, tanto, já não te sentes maior do que não és?

Ou põem a questão mais ainda mais, mano a mano, nem precisas da arma para matar ao longe a coisa indefesa, mata-a com as tuas próprias mãos, vá lá, mostra-me a tua força, aquela que chamas coragem. Não sabes que é preciso mais coragem para criar do que para destruir?

Pois ajudar a criar, é como uma lotaria, ajudas, mas nunca és um outro, quem sabe se teu ajudar, sai de repente pela borda fora, se mostra de todo não profícuo, sim, então desiste de ajudar, melhor é destruir, retirar a vida, pois aí o resultado é certo, nem arrisca a decepção nem a surpresa, não fica meio-termo nenhum, fica sem termo, terminado e depois se for um homem como tu, imagina como dormirás daí em diante. Imagina o que morre dentro de ti, pois se somos basicamente iguais, algo em nós morrerá no matar, assim rezam muitas histórias narradas por homens que atravessaram ou se viram a atravessar esta fronteira.


Desarme é antes de mais e sempre coisa interna, forma de definir-te face aos caminhos da violência e do Amor.

E depois existem, as políticas de defesa e as guerras imensas e desde sempre no mundo e o interesse ou não de intervir ao nível global sobre estas questões e de que forma, com que objectivos, com que plano, com que desidério. Onde estão as verdadeiras causas que provocam, trazem e alimentam as violências e se acertar nelas, talvez então acerte mas soluções, nas propostas, nos actos.

E antes existe o crédulo na liberdade do homem, que é muito vasto, tão vasto como ele tenderá a ser, onde se pode colocar tudo, todo o género de desejos, de vontades, de andares e agires.

E existe ainda a história que relata imensos casos onde o desarme levou à chacina de milhões concluindo que quando se desarma, são geralmente os mais fracos que o fazem e assim se tornam mais fáceis vítimas e que os que jogam fora das regras, aqueles que recorrem às armas, que assim se tornam mais fortes, mais recorrem então a elas, existindo mesmos leituras que afirmam, que países que levaram para a frente, programas desta natureza, viram suas taxas de incidência de crime com uso de armas aumentar.

E existe ainda o que eu penso e aqui te digo, que se tem sido assim, e eu sei que nas vezes assim tem sido, terá que se pensar num desarme físico das armas, de outras formas, para que tal não se possa continuar a repetir, pois para mim é claro que não quero tornar os mais fracos, os mais potencialmente vitimados, mais fracos ainda ou vitimas. Não quero enviar ninguém para a boca de um leão, que isto seja claro.


Mas achas mesmo, estás mesmo disso convencido, e já agora, me convence a mim, se te crês na idade que hoje tens, igual, a outras em que já estiveste também. Pergunta delicada, pois se a natureza profunda, individual e autêntica de um ser, é sempre uma mesma ao longo do tempo, o seu reconhecimento e a concordância com essa mesma natureza é sempre distinto, em função de cada tempo onde vais existindo.

E tudo isto só para te dizer, que se te aceitas como mutante, salvo seja, no sentido de perceberes as diferenças dentro de ti à medida em que vives, então poderás talvez por alargamento, poder deduzir que as questões, que não só residem nos espaços internos de cada um, mas também no fora e no entre, não serão elas mesmas, sempre as mesmas, postas de uma sempre mesma maneira.

Por uma coisa assim ter sido, terá que continuar sempre a ser assim?

Mergulha na tua impotência, grita-me que sempre foi esta a natureza humana, declara que sempre assim será, não imagines, não acredites dentro de ti, que é possível o novo, que o próprio Amor é garante de tal, pois são sempre novos seus caminhos, tal como o dos homens que nele vão. Fecha os olhos e o pensar, desiste, aceita.

E já agora nega que os tempos e os sistemas que temos estão neste momento preciso do tempo a chegar ao fim, que as velhas perguntas, já não tem respostas muito satisfatórias, que obrigará certamente ao aparecimento de outras, tanto umas como as outras, pois uma habita sempre na outra, e assim caiarão por terra, as velhas perguntas, as velhas respostas, as velhas equações, mas não, grita-me outra vez que terá de ser assim porque sempre o foi.

E nega, mas nega muito o conhecimento que a capacidade para matar, globalmente tem aumentado, e que proporcional a esse aumento, aumenta o peso da sua acção, o peso do sangue e das vítimas.

Estes serão porventura lados da mesma velha equação, que me insistes em dizer, que sempre será, mas como se estes seus lados estão mudando, tem vindo a mudar, pois se assim o vires a acordares, terás que concordar que quando um, ou mais do que um, dos lados de uma equação se mexe, se move, se altera, os outros lados também se ajustam nesse novo bailar, nessa nova forma necessária para continuar a fazer o baile.

Homem habita no mundo, de certa forma homem e mundo é uma mesma coisa, uma contínua relação no tempo de seus existires, e entendendo mundo como aquilo que está fora de si, se aí as coisas se mudam, também em si, o homem se mudará. Não chega esta consciência para provar que as equações se mudam com o tempo, ou se preferir, que o tempo as muda.

E nega a ignorância, as misérias e as prepotências como razão da violência e escolhe então gastar mais e mais dinheiro em guerras em vez de saúde, comida, educação, trabalho.

E nega que a forma como nos relacionamos com as armas, e sua correlação com os modelos de vida e dos conteúdos que entre nós comunicamos, tem provado ser um cada vez mais perigoso cocktail.

E nega que se fazem guerras à revelia do acordo com os homens em seus locais e regras de acordo e depois se grita nas vezes a Santa Barbara, Me Acuda.

E a sobrevivência, o ladrão que entra em casa armado, e tu tens uma para te defender, mas não tens tempo para chamar a polícia, ela resulta na tua única salvação, a dos teus, se for esse o resultado.

Talvez aqui se coloque o limite, naquilo que se convenciona chamar a auto defesa ou em defesa própria, ou em defesa dos seus, da sua família, do país, do mundo.

E contudo este nível da realidade não é contraditório nem obsta a que se melhorem as regras e acções mundiais sobre as armas e as guerras, que sobretudo se oriente a acção nas ópticas preventivas, que se combatam de formas mais eficazes as causas estruturais que as criam, que se alterem modelos produtivos e financeiros nas suas implicações nestas matérias, em adaptação e em consonância com os sinais do tempo.

Não me coloco ao lado de quem quer retirar o direito à defesa, seja a que nível for que se o entenda, do individual ou colectivo, países ou regiões de países, mas tal não modifica nem um milímetro, a acção pela Paz, porque nela se crê como Via, assim a trazemos acordada dentro de nós em nossos corações e em nossos Agires.


E não esqueças de mudar a democracia também, pois a vontade da maioria não tem funcionado e este é seu princípio básico, pois foram maioria os que não quiseram entrar na guerra e mesmo assim seus governos democráticos, eleitos, representantes e garantes do sistema democrático, a fizeram.

O tempo, as condições e os homens mudam, são projectos em continua evolução.



…..


O homem é como uma casa, pois observando-o vertical, vejo seus órgãos habitar dentro do corpo, como que em andares, em locais distintos e precisos. Todos eles comunicam entre si, todos eles se dão as mãos para um mesmo funcionar e cada um deles funciona em sua divisão.

O homem manda em sua casa, pois não existe um outro homem que nela possa habitar, pois é casa única de cada um, igual a outra e diferente.

Igual e diferente ou diferente e igual, não é a mesma coisa, pois a primeira formulação põem o acento, a tónica, no saber da igualdade, que é a base da atitude do respeito e do respeitar, e a segunda põem a tónica na acentuação da diferença, e aqui estende-se todo um imenso campo, pois se a diferença é intrínseca, sabendo cada um dela sem margem para dúvida, afirmá-lo primeiro é ser de certa forma pleonástico, redundante, e para quê?

Pois diferença mais diferença é maior diferença, diferença impossível também, pois já entre dois, é sempre potencialmente a diferença estender-se até ao infinito, e quando a alargamos muito num só sentido, então podemos deixar mesmo de ter noção do outro, ao lado, que ficou ao muito longe. Acentuar a Igualdade, é, e revela uma atitude, uma vontade, um agir, no encontrar, porque se as reconhece, das semelhanças e a partir daí tentar o encontro, pois só por elas, ele pode ser, e se fazer.


Diferente porque não existem dois homens iguais, milagre da vida, riqueza da diversidade e regra interna da própria vida, pois a sua multiplicidade é diversa, contem a diversidade, é também a diversidade.

A Consciência Habita no Mundo e Alma É um dos Seus Nomes.

Mas mesmo que assim não o creias, Ela Reside também na tua própria casa, onde ela é seu único inquilino, pois ninguém outro lá pode entrar, e se bem que não o possa fazer, pode outrem, muitas vezes alterar ou condicionar os comportamentos de uma consciência alheia, impondo-lhe deste modo, as respectivas cisões entre o que se sabe e se quer e o que nessas vezes se faz. Acções que intranquilizam as consciências, que as tornam nas vezes pesadas, tristes, que as fazem entristecer.

E basicamente um homem escolhe ou não escolhe assim com os outros agir, pois poder, ou melhor escrevendo, poderes, todos o tem, a questão é na forma e intenção que se o usa e sendo um homem um todo, ideologia, factor de produtor, se o quiser fazer, usará os meios que tiver à mão para obter os fins que ele assim ache justificar.

Dentro de cada Homem vivem e habitam as partes que o fazem, que o corporizam, como andares ou divisões numa mesma única casa, maior que a resultante das partes.

Cada Homem é uma Casa, Ao lado de Outra Casa que é Outro Homem, Uma Flor ou um Animal.

Todos vivem na mesma casa e são como casas que habitam lado a lado.

Cada casa tem seu próprio e único território e suas fronteiras e por acordo, acordamos que ninguém outro, as possa sem permissão passar.

E depois existem as regras de conduta acordadas pelos homens, e as meta ideias que as orientam, donde as pedras que regulam, emergem.

Mas se este é o acordo, também é real que muitas vezes o ultrapassamos, diria mesmo que a vida porá sempre este acordo, continuo em análise, em avaliação, tentando sempre encontrar o equilíbrio através do respeito das partes.

Situações por vezes com limites muito finos, fronteiras quase invisíveis, pois a ignorância do homem é já uma espécie de censura, neste caso feita por si mesmo, da mesma forma que certas regras comportamentais que se acordam limitam a natureza do ser em social, no espaço e agir públicos.

Sempre a eterna dança entre Liberdade e Segurança, seja em si, seja na relação com os outros.

…..

O Homem observava-se como uma casa, colocou momentaneamente a voz da sua consciência no fígado, e um dia, ouvira esta conversa entre o cérebro e a mão.

Dizia o primeiro, já reparaste que ali em baixo naquela divisão habita o intestino, sabes, eu fui lá vê-lo e apercebi-me que lá se passavam coisas que cheiravam muito mal a meu nariz de fígado, mão, faz-me um favor, vai lá tirá-lo, assim a mão fez. Depois, contou-lhe de um outro habitante de seu corpo, o coração, sabes, está sempre a fazer barulho e não me deixa dormir, vai lá e cala-lo, e a mão lá foi, assim fez, calando todos, a si mesma e à consciência que estava de férias no fígado.

Ninguém, espero eu, se sentirá inclinado a fazer isto com sua casa, mas com casa alheia, é nas vezes mais fácil de fazer e assim, por vezes acontecer.


…..

Sempre subi pelas paredes com a palavra, culpa, sempre que a ouço, as minhas orelhas franzem-se, pois à noção de culpa vem muitas vezes associado o castigo, e o castigo sempre me pareceu pior emenda que soneto.

Eu me recordo, de ouvir contar, duas para três gerações atrás, dos meninos que recebiam reguadas nas mãos se não sabiam a tabuada, dos chapéus de papel com orelhas de burro e humilhação pública face à classe no canto do sala a olhar a parede.

Aprende-se por tentativa, acerto ou erro. Construindo e testando a hipótese se acerta ou se erra, sendo que as hipóteses, os acertos e os erros são sempre circunscritos ao tempo do seu acontecer, tem validades provisórias, como muitas outras coisas na vida.

Se ao errar, se é castigado, menos vontade há de aprender a fazer bem, pois castigo associa restrição ao erro e aprender é abertura, experimentar e experimento.

E isto é, como tentar compor o certo com o errado, pois restrição é geralmente a causa do erro, restrição de conhecimento, por assim escrever, e se a restrição, acrescentar restrição, maior a restrição fica.

O que não castiga, ajuda, dá a mão, estende a vela do navegar, no inquirir e sopra o vento da confiança, não age em destruição do Amor Próprio de Ninguém, não rebaixa, não abusa, não exerce a prepotência derivada de possuir uma qualquer maior força ou capacidade.

Punição associada ao erro, provoca o medo, que bloqueia a nova experiência, o novo aprender ou o corrigir, o próprio mecanismo do aprender, que se baseia mais, na confiança, na auto-confiança de se crer capaz de aprender, de lá chegar, na abertura, e no desenvolvimento da capacidade de análise e compreensão.

Medo é Fecho e Fechar, Amor É Abertura e Abrir

Vê o erro como pedaço do aprender, função do aprender, tantas vezes menosprezada, mas tão importante e rica como o acerto, se assim a transformares. Pois o erro revela, transporta dentro de si sempre uma verdade, o porquê do erro e do errar, e permite deste modo sua correcção. Não será que ao limite se pode aprender tanto, com um ou com o outro, só sua direcção será distinta, como a paisagem onde se chega, com a paisagem interior que se diferencia entre o saber do erro, ou de que se errou, ou do mais feliz acerto.

Existem acções e existem consequências e existe a consciência de nós mesmos, à nossa medida do ver e do saber, e com um outro ao lado, o mesmo se passa.

A vivência eventual sentida como culpa, permite o domínio pelo outro, pois culpa é assacada e feita para ser sentida como inferioridade, para que o ser se sinta inferior, como se, afirmando assim seu maior poder, sua pseudo autoridade, como se o que julga fosse mais puro ou mais moralmente avançado, pois de homens e entre homens se trata.

Como quando se distinguia entre culturas, chamando a umas primitivas e inferiores, por comparação à nossa, usando e estando como sempre limitados, pelos limites do nosso próprio ver e seu sistema de valores, nas mais das vezes, sem mesmo fazer um esforço para compreender a outra, a partir dela.

Culpa é uma palavra velha, usada à muito tempo e quando assim andam as palavras, seus sentidos são profundos e densos, basta aflorá-las, num qualquer lado da sua superfície externa, para fazer vibrar as suas mais profundas cordas, as das memórias profundas, de toda a manipulação feita através deste conceito em seu múltiplos planos de expressão na vida entre os homens e dos homens.

…..


One of the candidates speaks about school. He said, children go to school to learn how to speak, write and subtract.

With so many possibly arithmetical operations, he choose that one. I wonder why.


…..



Da proximidade e da distância das casas, ou entre as casas, e dos limites do andar de cada um.

No andar do lado ouvem-se gritos habituais, um homem bate regularmente em sua mulher e filhos. Que fazes, quando associas os gritos a suas causas? Intervéns

Na rua vês uma mãe que bate num filho, usando a fivela de sua mala como chicote, como se vê por vezes fazer a um animal. Que fazes? Intervéns

No outro lado do mundo, de acordo com as suas regras, da sua cultura e das suas leis, as mulheres são vítimas de excisão, corta-se o corpo da Deusa na mulher, mas neste lado do mundo, são muitos os homens e as mulheres que nem este significado apreendem.

Nem há duas gerações atrás, eram muitos os que se casavam e não viam o corpo do outro em sua nudez, ao longo do tempo de seus namoros, arrisco a pensar, por todas as suas vidas. O Amor dos Corpos era feito vestido. Ainda à menos tempo do que isso, um ilustre deputado declarava na Assembleia da Republica, que o Amor dos corpos só tinha em seu ver, como objectivo, a reprodução e que para isso deveria ser feito. Respondeu-lhe na altura uma mulher, Natália Correia, através do um singelo, curto e certeiro poema.

Em nosso ver ocidental, qualquer tipo de excisão em corpo alheio, sem consentimento do próprio, não é coisa boa, nem aconselhável, de fazer ou deixar fazer e chega em muitas tipificações a ser considerada como crime.

E se assim é, laminarmente, não poderemos concordar com nenhum tipo de excisão mesmo que saibamos, que os na altura famosos inquéritos de Masters & Jonhsons, revelaram ao conhecimento, que o prazer não está somente associado ao clítoris, que tal é variável de ser para ser, que existem mulheres mais sensíveis nas zonas vaginais do que o clítoris.

Já há muitos muitos anos, noutros lado do mundo se escreviam livros sobre o prazer sexual, sua natureza e das concordâncias, melhores e mais perfeitos encaixes em função da natureza anatómica dos Seres, sábio e vasto conhecimento do prazer, que se obtém na partilha e encontro dos corpos, hino à Vida, ao Prazer, A Alegria, A Boa Disposição.

Eu nem sei, se se poderá afirmar isto, ou se não seria melhor dizer, que face ao conhecimento, que cada um tem de seu corpo, no contexto da relação que ele próprio ou com outro ou outros, tem, a consciência estabelece o reconhecimento de zonas mais erogenas que outras, e contudo em meu ver, todo o corpo, toda a sua superfície é erogena por natureza, desde que assim despertada.

Pois se bem que umas tenham mais feixes nervosos que outras, o que a carne e a pele sentem, não é a ideia de prazer, a vivência de prazer, ancorada nos estímulos, é certo, nas agradáveis vezes em que acontece, mas muito para além deles, vividos e suportados em emoções que derivam de complexos sentires, não só daqueles que residem na pele ou na carne.

O Desejo não mora só no corpo, embora se saiba, que há dias em conjugação com os ritmos mais amplos, em que parece que ele se autonomiza da nossa consciência, se tal se pudesse escrever, pois a consciência habita no corpo, espalha-se por ele e sente de variadas formas, como que envolvido e enleado por uma própria urgência sua, desejo seu, assim nos mostra e nos conduz ele pela regra do cosmo, quando assim nos deixamos ir, menos na regra do pensamento naquela precisa área da consciência, onde eles se formam.

Desejo é reconhecimento da beleza e a beleza é múltipla e infinita como as conexões que com ela estabelecemos, pois Ela se Revela em variados e múltiplos ângulos ao nosso Olhar, Qualquer serve a sua expressão.

Desejo é parte do Amor, o Amor Deseja e É Desejado


Perguntava no outro dia um repórter Inglês de viajem, em viagem, a uma Senhora de um desses Países onde a excisão se pratica, perguntava-lhe ele, revelando na pergunta a sua posição, achando aquilo mal feito e a Senhora sorria-lhe e com calma lhe explicava, que aquilo vinha muito de trás que estava enraizado, que demorava tempo a mudar, que sim que se devia mudar, e acrescentava com olhar já mais deleitado, que contudo o prazer, a capacidade de sentir prazer, nela como mulher, se estendia muito além do clítoris. Em seus olhos vi que era verdade o que falava, como quem podia dizer ao repórter, então Senhor, não me reduzas ao dito, por não concordares com a sua retirada, pois eu também não, da mesma forma que em tua terra existem outras que eu não concordo e contudo não te vou lá julgar, tudo isto dito na maior ternura do mundo.


Dizia minha amiga, mas como é que se resolvem estas coisas no mundo, é preciso por ordem, estas violações aos direitos fundamentais das mulheres e dos homens tem que ser paradas, não podemos fechar os olhos

Que sim minha amiga, mas vai mais devagar, pois nem sempre aquilo que tu consideras violações de direitos que achas fundamentais, correspondem aos de um outro grupo, outros, por vezes existem, que vem as coisas de outras formas distintas, e isso remete para a questão seguinte, que é a de eventualmente te considerares superior, porque mais avançado moralmente, ou por uma outra qualquer razão.

Nada disto te retira ou invalida a capacidade de julgamento, de tu destrinçares o que achas certo e menos certo ou mesmo errado, mas achas mesmo sustentável, que o facto de te considerares com mais razão, permite entrar à força em casa alheia para lhe mudar os móveis e os hábitos. Quererás afinal, impor pela força, o teu ponto de vista? Terás porventura tantas dúvidas assim, que ele é o mais certo?

Se fosse o certo, daquele certo, tão acertado que transforma, porque o é, também em certo para o outro, então não existia mais problema, ambos o viam igual, ambos agiriam em sua conformidade, ninguém pensaria entrar em casa alheia, não sendo convidado.

Melhor será acordar uma melhor carta de direitos humanos, melhor no sentido estrito de fazer sentido a muitos, ou todos, ou será por a fasquia muito alta, pois vê lá bem onde a pões, se não ficam de fora alguns.


Creio que no Estado de Idaho, ainda hoje à face da lei, qualquer sexo antes do casamento é considerado ilegal. Até há bem poucos anos atrás possuíam leis que determinavam o que era legal de ser feito e o que era ilegal de se fazer, na intimidade dos corpos em seus quartos em total privacidade.


…..


Dizes Minha Amiga
Sábio conselho

Para a Ti Chegar
Pelo Meu Coração
Que muitas palavras
São palavras demais
Que aquiete o pensamento
E o pensar, que te escute a ti
Dentro de mim.

Sim Minha Amiga
Sábio Conselho
De Sábio Conselheiro
Se Assim Visto
Assim É Seguido
Para Isso Servem
Sábios Conselhos
Pérolas Que a Vida Nos Dá

Saiba Minha Amiga
Que Em Verdade
Trazemos Em Nosso Peito
O Desejo


Pois Sabeis
Amiga
Que Entre Nós
Nos Apresentamos
Sempre Nus
Na Única Medida
Em que Conhecemos
A Nossa Própria Nudez
Nus, Pois Nus
Assim Nos
Desejamos


Abdicamos dos Nossos Véus
Por Natureza, Razão e Vontade de Amor
Não nos procuramos
Um pelo Um outro, encenar
Procuramos Ser
E Ser mais
Em Nosso encontro

Sim Amiga
Dentro de Ti a Mesma Coragem
Que Eu Trago em Mim
A Coragem de querer estar Nú
Nenhum Calculo
Nenhum Castelo a Defender
Sempre a Certeza de Tentar
O que Sabemos Ser a Verdade
De Cada Um
A Tua
A Minha
No Momento
Do Encontro
Entretecer
O
Acontecer

Respeito
Liberdade, a Tua e a Minha
Pois Encontro Só É Encontro
Quando Mutuamente Consentido
E Antes do Encontro
Estás Tu e Eu
Dois Seres Livres Pelo Amor

Porque Amam

Não se Escondem
De Cada Um e do Outro
Porque Aceitam o Que se Manifesta
Pois Sabem Dentro de Si em Certeza
Que a Verdade É Sempre Melhor Forma
De Lidar Com o Menos Bom
E a Incerteza das Coisas que Vem


Sim Amiga,
Nós Não Nos Possuímos
Mesmo Nas Horas
Do Vigoroso
Agitar do Mar
Nós Entregamo-Nos
Nós Abrimo-Nos
Como Flores
Para Seu Amado Sol
Um Para o Outro
Assim Ampliamos
O Encontro
Em Vez de O Reduzir

Teu Corpo
É Teu Corpo
Meu Corpo
É Meu Corpo
Ambos São Fronteiras
Invioláveis
Por Uma

Vontade

Teu Espírito
É Teu Espírito
Meu Espírito
É Meu Espírito
Ambos São
Como O Corpo
Que o Sustêm
Sagrados
A Cada Corpo
O Cada Seu
Casa Inviolável
Por Uma

Vontade

E Depois A Alma
Onde O Amor
Nos Encontra
Nus Faz
Encontrar


Sim Amiga, Entre Nós Um Pacto
Uma Jura de Amor, Uma Jura de Liberdade e Respeito Mútuo
Não Tentaremos Um Ao Outro Mudar
Pois Já Conhecemos Seu Triste Resultado
E É o Amor que Muda
Que Nos Faz Mudar
A Pele do Coração
Adocicar


Uma Jura de Amor

Porque Amor e Amar É Gostar
E Gosta-se Daquilo Que Um Outro É
Não Do Que Queríamos Que Ele Fosse
Pois Perguntei-Me
Se o Quero Mudar, Será Que Gosto Dele

Uma Jura de Amor Pelo Jardim
Pelo Jardineiro
Pelo Regador
Pela Agua Que É Fonte de Vida
Um Jura Pelo Cuidar
Uma Jura Pelo Proteger
Uma Jura Por Fazer Crescer
Uma Jura de Paz
Uma Jura da Jura Do Amor
No Amor, Em Amor
Por Amor

Uma Jura Pela Liberdade
Uma Jura Pela Tua Liberdade
Uma Jura Pela Minha Liberdade
Uma Jura Que Não Te Vou Nunca Prender
Uma Jura Que Não Me Vais Nunca Prender
Pois o Amor Não É Prisão
Não Prende
Liberta
Amor
É Liberdade

Perdoa-Me Amiga Tudo o Resto
Que Já Estava Inventado Assim
Quando Cá Cheguei
Perdoa-Me Amiga De Não Teres
Tempo Para Ti Própria
De Assim Te Ser Nas Vezes
Mais Difícil Saberes de TI
Perdoa-Me Amiga Os Mecanismos
As Formas Acordadas do Viver
Perdoa-Me Amiga Todas As Prisões
Que Construímos, Algumas Especificas Para TI
Perdoa-Me Amiga Não Teres Tempo Para Ser Mãe
Da Forma Que Te Vejo Ansiar
Perdoa-me Amiga de Fazer Nas Vezes De TI
Burro de Carga, Escrava, Mutilada.


Perdoa-me Amiga de Assim Fazer
Fenecer Teu Desejo,
Perdoa-me Amiga de Não Embelezar
O Baile da Vida
Perdoa-me Amiga de Assim Te Ir Roubando a Vida em Vida

Ensina-me Amiga, a compor, a cuidar, a colar, pois Tu És o Saber e o Ensino


Uma Jura da Respeito Mútuo

Eu e Tu Temos
O Mesmo Tamanho
Somos Iguais E Diferentes
De Certa Forma
Na Forma Certa
Eu Sou Tu
Tu És Eu
Sendo
Eu
Eu
E
Tu
Tu
E
Ainda
Nas
Vezes
EuTu

Eu Não Sou Maior que Tu
Tu Não És Maior do que Eu
Eu Não Uso A Força Física
Tu Não Usas A Força Física
Ambos Sabemos
Que Por Vezes
Um Dito
Dito
De Uma Certa Forma
Pode Magoar Mais que a Estalada

Uma Jura de Respeito Mútuo
Mesmo Nas Vezes Em Que Contigo Não Concordo
Mesmo Nas Vezes Em Que Comigo Não Concordas
Uma Jura de Não Encher, de Não Se Enervar, de Não se Irritar, de Não Se Zangar, de Ir Apanhar Ar, Quando Caso Disso.

Uma Jura de Respeito Mútuo Porque És Forte Como Eu
Não Precisamos de Manipular o Outro Para Alcançar o Que Queremos
Pois Não Somos Por Oposição, Somos Mais Dos Olhos Nos Olhos Em Coração.
Uma Jura de Respeito Mútuo Porque És Forte Como Eu
Tens de Ti Precisa Imagem, que Eu Não Faço Tremer

O Amor Torna-nos Fortes, O Amor é Forte, O Amor e Força que Une, Que nos Faz Transcender nosso tamanho em Corpo, Que nos Faz Assim Mais Fortes.


Uma Jura de Liberdade No Âmago do Coração do Amor

O Amor, mesmo nas vezes em que é invisível, permeia todo o espaço onde nos encontramos, o Amor encontra-se em Todas as Coisas Vivas e por vezes até nas Mortas, pois Relata-se Ter-Se Morrido por Amor, o Amor não é restrito, não mora só num corpo, ou em dois seres que decidem andar de mãos dadas na vida, pois os Seres se vão e o Amor Permanece também Aqui.

O Amor É Universal e depois existem os chamados Amores Particulares, Aqueles que Unem os Seres Em Sua Proximidade, nas regras acordadas entre todos, umas mais avançadas e abertas à Diversidade, outras nem tanto, mas sempre primeiro na Regra Acordada entre Eles e por Eles, a Primeira Válida nos Campos do Amor, que é o Acordado, o que se Fez por Mutuo Acordo de Quem Nele Participa e Por Ele É Participado.

O Amor Universal Não É Incompatível com o Amor Particular e depois existem as promessas, o que cada um com um outro define como territórios e regras de estar e depois ainda, existem os comportamentos, dentro ou fora das regras ou ainda tentando inventar outras.

Depois ainda existem as expectativas, os modelos que nos são propostos desde que nascemos, os mecanismos das famílias onde vivemos, as necessidades reais da vida como ter casas para habitar, o maior custo de vida e um rendimento mais pequeno, depois os encargos com os filhos, com os pais que se tornam filhos, até a despesa com o enterro do próprio corpo.

Viagem, deixar os Filhos na Escola, trabalho, almoço nas vezes, ir buscar os filhos, viagem, casa, fazer o jantar, marido, lavara roupa, preparar o almoço para o filho no novo dia, que se repete, entre uma olhadela à telenovela, e o descanso do fim-de-semana, onde se passa a ferro, se arruma a casa, feriados e férias.

Quem tem tempo para si, quem tem tempo para os seus, se saem de manhã e se voltam a encontrar à noite, crianças incluídas. Família, porque Tem laços de Sangue, Habitam uma mesma Casa, Vivem Juntos o mais do tempo a dormir e a sonhar.


Sempre que o Amor Chama, Vai, tudo o resto são invenções tão válidas como aquelas que inventares, pois a Vida é Tua, não te deixes habituar a habitar nas meias sombras dos meios amores, nas zonas cinzentas, nos hábitos porque se tornaram hábitos, pois Quem Vai no Amor Sabe que Ele tudo Resolve, pois se da Mágoa Fizer Flor de Novo Me Vem Ele, de Novo Alumiar.


Oh Amiga Sê Feliz, Ousa Ser Feliz, Não deixes que ninguém decrete o contrário, eu tenho confiança em ti, que assim o conseguirás à medida do teu desejo e da tua vontade
Constrói o que Queres, Diz o Que Queres, Sai a Consegui-lo. Eu Te Apoio.


Oh Minha Amada
Tu Tens o Direito
A Ser Bem Tratada
Tu Tens o Direito
A Ternura Ao Carinho A Protecção
Tu Tens o Direito a Desejar
Tu Tens o Direito à Atenção
Tu Tens o Direito à Verdade
Tu Tens o Direito de Exigir
Teu Respeito

Oh Meu Amado
Tu Tens o Direito
A Ser Bem Tratado
Tu Tens o Direito
À Ternura À Atenção A Protecção
Tu Tens o Direito a Desejar
Tu Tens o Direito À Verdade
Tu Tens O Direito de Exigir
Teu Respeito

Não Te Prendes
Ao Que Te Faz
Mal Sentir
A Quem Te Faz
Frequente Mal
Quem Te faz Sentir
Mal

Segue Teu Sentir
Averigua-O
Segue o Sentir
Do Teu Coração
Segue o Sentir
Do Coração