terça-feira, abril 11, 2006

Ah Amada Muito Amada, a Lua cresce no Céu e Tua Face se Arredonda Cheia de Promessas de Amor.

As nuvens baixas nocturnas em contraluz desenham na noite quietas almofadas onde me deito em Ti.

Por cima de Ti, a um palmo será a distância, acordam as pálpebras em seu secreto namorar olhos abertos sobre o Infinito Amor no Lago da Beleza de Tua Face e os Corpos
Quentes Se Tornam Iridescentes
Amenas Vagas da Etérea Luz
Se Espalham no Lugar


Oh sonho negro e surdo em tenebrosa surdina que emprenha pelo mau ouvido o ouvido do ser. A justiça vai cega por um lenço branco que lhe vela o olhar, assim não distingue o externo dos homens.

Cega no olhar ousa o ouvido interior do coração, pois a voz trás a verdade e a mentira e pinta a completa paisagem.

Cega no olhar ousa o pesar das palavras, averigua a lógica dos factos, as palavras que nas vezes os contraditam e o valor e sentido dos silêncios.

Cega no olhar ao mais belo adorno e ao que vai roto.
Sua espada em riste não pende para nenhum dos lados enquanto o julgar se faz

Cega na balança, o agir, noutro a lei e Cega Ela É o Fiel e as leis são boas e más como alguns homens vão indo, feitas pelas suas mãos e quando não são boas devem ser mudadas até a manhã em que ninguém precise delas.

E todos são iguais perante a lei, não existem nem se fazem excepções entre os homens e alguns agora, parece que o pretendem tentar.

E podem até ter a má força e o engenho para o levar a mau porto, mas recordem antes por um instante que cada vez que se quebra a garantia de iguais direitos e iguais deveres para uns, se quebra por consequência e natural extensão para todos e cada um pode então em igualdade reservar para si mesmo a sua aceitação ou não aceitando estar sob a alçada de uma lei diferenciada.

Quem tiver a ousadia de franquear esta porta, saiba que o corredor que conduz ao poço sem fundo se chama de caos, é um convite em forma de desrespeito à lei e consequentemente o custo do sangue que assim sempre tende a correr por onde não deve, passará a habitar a vossa consciência e se por acaso vos senteis imortais e credes no infinito, na consciência dos vossos filhos e bisnetos, mas vos, cada um, sois livres de agir de acordo com a vontade de cada um, lei antes das leis.

Todos estão sujeito a julgar, pois o julgar habita no coração de cada ser e sendo que o tem, sempre julga, e por julgar entenda-se o perceber das coisas na multiplicidade do que se apresenta, preceder a avaliação do peso de cada uma das partes, suas correlações e interacções e resultantes e olhar as tábuas escritas e ver de que forma se enquadra e corrige quando é de corrigir o melhorar.

O quê? O que já se apresenta como extremo, situação que foi extremada e que passou o risco do normal entendimento, situação que evolui para circunstâncias onde o dano ocorreu, onde alguém ou algo foi vitimado, assim se chega aos tribunais e os casos de regulação de poder parental também por essa porta tem de entrar na busca de um entendimento.

Quando a família ao quebrar-se entra em litigio vai directa ao tribunal e é chamada a lei dos homens para entrar no domínio intimo do amor dos seres e só por ser assim, mesmo que se aplicassem leis na regulação dos assuntos, nem tribunal, em primeira e ultima instancia se deveria chamar.

Já sempre me pareceu peregrina, a ideia de os tribunais de família poderem cumprir uma das suas funções, a primeira em ordem e importância, a tentativa do conciliar, porque quando se chega a tribunal, pressupõem já se encontrarem esgotadas as possibilidades de conciliação e acordo directo entre os pais.

E a conciliação de nada conciliou, só pavimentou o caminho com as pedras vinculativas da decisão em vigor até ao julgar em data de mais ou menos seis meses.

Talvez então por razões destas e de outros que certamente muitas infelizmente haverão, seja ontem a hora, de mudarmos a forma de lidar com estas situações, com outras ideias, outras competências, outras formas de fazer, onde a ideia de um terceiro que age como efectivo conciliador possa efectivamente se corporizar. Pode-se chamar mais hospital familiar, hospital do coração familiar.

Não curou a conciliação, chumbou mais meu coração, com peso da lei passada e autenticada, daquilo que eu considero um rapto, por mais seis meses desta vez com letra de lei.

E bem vi a estranha reverberação que tal palavra despertou, pois o éter agitou as invisíveis linhas,….francamente, que falta de senso, ora, ora, somos todos pessoas civilizadas, porventura não estará o senhor, assim um bocadinho para o doente como outros sugerem, com uma …insolação…

Parecia a surrealista conversa na polícia judiciária, pois rapto, só podiam actuar se a criança saísse levada por mão adulta do país. Se raptar em Portugal e ai ficar, não é rapto, mesmo que o seja pela sua configuração, não permite actuar em conformidade.
E se rapto poderá ser uma palavra discutida relativa à propriedade do seu justo e correcto uso, rapto infantil é coisa muito séria e preocupante e é bem conhecida de todas a infeliz realidade no país.

E entre o ultimo texto e este, mudou o director da polícia judiciária e o incrível do incrível habitual deste país que não se acredita porque não se pode acreditar e as mesmas realidades de sempre, o agente que para investigar, tem que pagar do seu bolso as refeições ou estadas até ao dia em que não pode adiantar mais. Quantas vezes são os que trabalham, as empresas fornecedoras, a suportar o estado e os seus eternos deficits e descontrolos de planeamento de tesouraria, que o dinheiro é para o mês x e depois soma-se mais um ano em cima, bem vista as coisas, o mal fazer, o prometido não cumprido, e as Gentes a suportar a maquina do grande monstro devorador e cego em seu comer.
E esta realidade portuguesa aplicada a polícia judiciária, por ser o que é, pela natureza do seu desempenho e das suas funções é muito arriscada.
Mudou-se o director e espera-se que de imediato terão os homens que são encarregues do governo, de no entretanto e de imediato terem remediado a insustentável situação financeira.

Ontem pensava no passo que darei a seguir. Pensei ir pedir uma audiência à Senhora Juíza, levar uma faca, cortar meu dedo mindinho em cima de sua secretária à laia de pagamento do abono e ir cortando um por mês de execução da sentença saída da conciliação.

Hoje acordei e disse-me, estavas doido ontem, então vais lá amputar-te de cada vez, tu que tens uns dedos que Deus te fez perfeitinhos, só para mostrar à Senhora o tamanho da dor que trazes no peito?!

E disse-me um homem, era melhor não teres ido vestido de negro, assim de cabelo rapado, pareces um maluquinho, acrescentou outro ao passar, não abona em teu favor

E devias ser Tu Senhora Amada em pássaro no ramo poisado que então me sussurrou.

Nós somos seres do ser, que sendo se parecem, e sendo o ser múltiplo e mutante e eterno e imutável, o que aparentamos ser ao sendo se modifica no sendo. Múltiplas as faces do Ser Uno, como eu ou Tu na nossa linha infinita do encontrar.
Nós somos seres do ser que não tem que parecer o que não vai sendo, sendo.
Nós somos seres do ser que ama e se contenta no múltiplo e não o que formata e reduz.

Cheguei na hora do fim da entrega das alegações, foi pouco o tempo que tive para as escrever, fiz uma directa no final da sua escrita e nem mesmo tive o tempo de lhe fazer uma revisão e assim foi. Por outro lado à medida que reflicto em tudo isto, se estende a argumentação. Não o consegui estruturar como pretendia.

Comecei a escrever, pondo-me a questão prévia de a quem estava a escrever e isso abriu por assim dizer, um bocadinho seu âmbito.
Mas isso poderás Tu averiguar, por teu julgar

Eu por mim, Clamo Por Justiça, que a injustiça seja rápido desfeita e ao Pai como Sempre me Entrego

Ao fundo vejo alguns a agigantarem-se, para precipitadamente insuflarem o vento dizendo dele que afinal foge e não paga os impostos e coisas bem piores por ai fora. A vós vos digo, cuidado, que estas matérias são complexas e eu as desvelarei a medido do que achar necessário e mais vos digo de mais importante em meu ver.

Para um homem vir falar comigo num eventual plano superior em que se coloque do ponto de vista moral, deverá por começar por vir com prova de que dá metade dos seus rendimentos, assim podemos falar caso se apresente frente a frente, pois em trovas do vento, só quando eu assim o entender. Direito de poder expressar, de me poder expressar quando o entenda por conveniente ou necessário, mesmo quando alguns vão me tentando contrariar.

Sabes Amada esta questão do tempo é curiosa, pois uma das coisas que não me conseguiram informar na altura que foi entregar as alegações, era se o prazo de quinze dias para as apresentar era contado relativo a dias úteis ou não, pois geralmente assim o é nestas situações, parte-se do bom senso que uns podem descansar aos fins-de-semana, outro não, parece que vivem mesmo sem a noção deles. Vem-se a passear com prazer nas ruas das cidades ais desertas e mais calmas que então se lhes abrem ao olhar.

Depois penso qual é a justeza de um prazo de quinze contra uma espera que se anuncia ser de seis meses?

Ah Amada, segue meu olhar a ti pela casa, como cantava o Poeta, moves-te como um T feito abstracções e tudo te participa porque em tudo participas. Na ombreira da porta observo-te em camisa de linho, descalça, vais leve abrindo a janela à primavera que descobres afinal amar, como poderias não fazê-lo se Tu és o Amor e o Amor tudo Ama e até os umbigos se deliciam em apanhar seu ar.

Já viste Amada as Andorinhas a Voar, já viste como é belo seu voar?
À Senhora Juíza do Segundo Juízo da Primeira Secção do Tribunal de Família e Menores de Lisboa

A Quem de Direito incluindo em Direito, Todos Aqueles que Detêm Cargos no Poder Judicial Com Natureza Funções e Competências de Acompanhamento e Avaliação do Próprio Acto do Julgar e de Quem Desempenha Tais Funções e Respectivos Organismos Que os Substanciam, incluindo Tribunais.

Ao Procurador-geral da Republica no âmbito das suas competências de velar e investigar e propor correcção de Tudo Aquilo Que Por Mão Humana Contrariar as Leis Que Trazem Acordadas entre Si os Homens e Como Garante da Realidade dos Dias Decorrerem para Cada Homem e Cada Menino na normalidade dos Direitos Colectivos e Individuais Garantidos Pela Mãe Constituição e as Leis na Sua Égide.

A Todos Os Seres Do Mundo.

Aos Anjos

Ao Arcanjo Miguel

A Deus, Minha Mãe, Meu Pai

Em espírito Santo, Assim Me guie Tua Mão neste meu julgar, pois é disso que hoje aqui se trata, que não tenha pretensão a julgar os corações mas os actos e que me separe o quanto possível meu ver do facto.

Os Meninos, os Filhos, São Flores do Amor e Nascem Pelos Pais e quando Tudo vai bem entre Filhos e Pais, Todo o Jardim Que É a Vida e o Viver, Floresce e Tudo Tende a Ser mais Pacifico em Seu Expressar, pois assenta a vida e o amor em simples regra, quanto mais e melhor amor, menos conflitos a dirimir.

Estranho é, que os casos que um tribunal na sua vertente família julga, acorda e regula entre as partes, sejam sempre levados pelos pais.

Ou seja por outro dizer, parece não terem os mecanismos da justiça relação directa com os meninos, nem as leis, nem as estruturas, nem as praticas permitem que sejam eles a tomar a iniciativa de pedir um julgar.

Tem contudo linhas de apoio, para além de todo o acompanhamento por diversos adultos em diversas situações ao longo dos seus dias em seu viver, onde se pode detectar um pedido de ajuda mesmo quando está escondido e se expressa num grito de revolta e que pode levar a um julgar, pois julgar é também dar ajuda, ajudar, regular uma situação que se encontra torta e pô-la dessa forma direita, melhor e quando assim acontece, o que se fez, foi ajudar.






Ou seja;

Aqueles, que pela sua natureza se encontram menos apetrechados para se defenderem por si mesmos.

Aqueles que por sua natureza tem dificuldades acrescidas, a compreender e lidar com o mundo dos adultos em suas formas de viver e regras feitas pelas adultos e pelas suas mãos a eles oferecidas e sendo que a maioria dos que lhes provocam danos, seus agressores, são adultos, com maior poder de mal fazer vários, do que um menino, e que na maior parte das vezes, são, os que deles estão mais próximos.

Aqueles que necessitam de mais e maiores protecções, são aqueles que a maneira como os homens levam a sua justiça e seus mecanismos, não contempla, não lhes tem as portas abertas como a um adulto, donde pai, se entendermos que para ser pai se é primeiro adulto.

De certa forma pode-se dizer que os pais cuidam mal dos filhos, no sentido em que não lhes dão as mesmas oportunidades de defesa que se outorgam a si e que assim na prática se pratica uma justiça familiar diferenciada e de certas maneiras resguardada, do que se poderia chamar de justiça mais universal para adultos.

Pois as leis consagram certo estatuto de imputabilidade em função da idade e da natureza dos crimes.

E querem alguns agora baixar ainda as fasquias da idade da responsabilidade parecendo querem que seus filhos, em menor tamanho, se tornem mais rapidamente passíveis de julgamento adulto e de frequência das instituições para menores onde muitos são os problemas detectados.

Medida reactiva às falências várias nos modelos de famílias que por sua vez habitam o mundo dos homens na falência de tantas outras simultâneas áreas do viver.

Medida que opta mais pelo castigo do que pelo acompanhamento, medida que nos fala e diz da perca do valor do amor na relação com o outro, ou outros, da perca de um sentido de solidariedade entre os seres, assente numa cegueira que não os permite reconhecer como irmãos e consequentemente semelhantes, com os mesmos anseios e as mesmas comuns necessidades.

Medida que traduz o pouco quanto os homens crêem em si mesmos, da sua capacidade de mudar a paisagem geral da vida, criando novas formas de viver, onde possam como pais, viver de modo mais pleno, leve e profundo esse Amor Aos Filhos.









Discurso escondido que diz, eu não sou capaz, eu não sei como, não tenho nem vontade nem poder de alterar as coisas no sentido e de acordo com o coração e assim fazendo como a avestruz perante a sombra do susto e do medo, admito pôr lá ao fundo do olhar do meu coração, numa prisão lá ao fundo ou uma instituição obscura, onde só ouvirei falar deles quando as desgraças previsíveis do desamor, dos abandonos sistemáticos, das prepotências, tiverem operado a desgraça.

E preciso alargar e explicar quão alargado é o conceito de coo responsabilidade face aos meninos, no seu escutar, ver e observar o que só acontece quando se os respeita, quando a eles se dá a atenção necessária a perceber seus comportamentos, não em relações com tónicas de arrogância, prepotências ou domínio, ou apressadas e episódicas.

Educação tem sempre a extensão do tamanho inteiro da vida de cada um e cada relação é um processo contínuo de mutua aprendizagem.

O estatuto do pai como responsável pelo filho, acordado pelos adultos, traduz a aceitação do princípio da vontade justificada e mais forte dos pais face à vontade dos filhos até eles atingirem uma determinada idade.

A questão das vontades de pais e filhos em seu relacionar é pedra angular no desenvolvimento dos Seres, da sua maior ou menor confiança que levam, transportam e são nesse viver, do amor-próprio, da sua maior ou menor apetrechamento para olhar e ver, para mais facilmente ou não, passar do conhecer ao saber, porque está apetrechado para o vivenciar.

E sempre o fito, o tapete, o vento condutor do Amor, se Os Melhor abrimos o Amor ou as masmorras, o descuido, o abandono, se Lhes ajudamos a fortalecer os músculos das asas para melhor voar e de que forma se doseia com o outro lado da mesma questão, lhe ensinamos a aterrar em segurança, lhe damos a mão que segura nas vezes que assim precisa de ser feito.

O Amor é um baloiço entre segurança e liberdade, pois se não é certo dizer-se que a vontade de um menino é menor ou de alguma forma inferior a um outro que consideramos adulto, é verdade que o adulto vela pelo menino nas vezes em que vê iminente a queda e lhe estende a mão para o amparar e esse velar é a pedra onde se assenta o justa força da força da sua vontade.

As Asas dos pais servem para proteger as Asas dos Filhos em Forma Protegida e Aberta de Forma que As Asas dos Filhos Cresçam Ágeis e Fortes que Lhes Permitam o Belo e Largo Voar na Exacta Medida que Cada Um Aqui Vem Ser.

Respeitar a vontade com aparente menor capacidade de expressão e consecução dessa expressão, é ângulo recto do coração que vai afinado, pois respeitar a vontade do filho é não amputa-lo no que ele é no mesmo tempo em que se o trás num atapetado que vela pela sua segurança, é a forma de apontar ao importante, a felicidade, a alegria da vida e do viver que são facetas do nome do coração que vai amante e bem disposto na vida.



Respeitar a vontade do filho é também nas vezes quando é necessário pela cegueira perigosa em que vai, ser o travão, da mesma forma que a liberdade quando bem ensinada, ou seja, levando sempre a seu lado de mão dada a irmã responsabilidade, se traduz em seres mais livres e mais responsáveis nessa maior liberdade e que necessitam assim de menos travões por parte dos pais.

E como nos disse e escreveu outrora o Poeta, antes, no meio e depois, por baixo, por cima e entre a vontade dos pais e dos filhos, quanto são dois, está a Vontade da Vida e se os filhos em carne e sangue são filhos do pais que os geraram, do espírito e pelo espírito foram criados e não é preciso mergulhar ou voar muito longe em plano metafísico ou teológico para isto entender, pois nunca se puseram ou põem os corpos a reproduzir, sem a prévia intervenção do espírito que os faz unir, seja um pestanejar, ou soma de muitos conheceres, ou o preciso momento que os fez se cruzaram.

E como nos disse e escreveu outrora o Poeta, sendo antes do pais, os filhos e os pais filhos da própria Vida, que a inclinação da mão dos pais como arqueiros seja sempre apontada para a felicidade.

E os meninos que crescem em felicidade, rodeados de amor, desabrocham em si mesmos a semente de Amor que todos trazem em Seu Nascer e quando são felizes, melhor preparados estão para o bem viver, para serem o que são na infinita liberdade que todos os corações dos pais lhes almejam e fadam em seu nascer.

E se é certo dizer que feliz, ir feliz nos braços da felicidade sempre alarga o tamanho do Jardim, aumenta quando em seu crescer, o Amor o rodeou, a maior responsabilidade no uso de maior liberdade, pois ao ser mais livre é-se mais responsável no uso fruto da liberdade pois os campos se tornam mais vastos, aumenta dessa forma a extensão dos passos do ser, mais tem o ser que cuidar em seu andar, pois cuidar, para se cuidar, é preciso ser e ir responsável.

E que quando os Seres andam felizes e aumenta a felicidade feliz e o uso e usufruto da felicidade ao se estender se tornou maior e consequentemente a sua vivência directamente proporcional ao aumento da responsabilidade em seu exercício, menos abusos tendem a acontecer, mais aptos estão os Seres para defender a sua própria liberdade, seus deveres, seus direitos e amanhã de manhã, quando assim para cada um for, deixaram mesmo de existir todos os abusos e os danos que deles nascem.

Para quem vive no Quinto Império, o do Espírito Santo coloca a Rosa no Lugar da Rosa e sempre a Tradição Afirma e Coloca o Menino Como Imperador do Mundo e inteligentes são os Pais que assim Vão e assim se põem face aos Filhos, e a inteligência trás sempre os Belos Frutos, Belas dávidas, suaves carícias e recompensas.

O Menino que é Eterno em Todas as Idades do Ser É Nomeado Pelo Coração Imperador do Mundo pela Sua Qualidade do Imaginar e para poder Sê-lo, para que o Menino a possa Exercer, Sendo a Sua Natureza Profunda, deve a Sua Liberdade no Crescer, donde o exercício da Sua Vontade, apoiada e garantida pelos adultos, pelos pais.



Eu me recordo na escolinha pequena, seis, sete anos teríamos, conduzidos pela mão da Mestra Lucinda numa conversa sobre a diferença de vida entre os adultos e os meninos vendo os meninos por seus olhos de meninos os adultos. Dizia uma menina, que com os adultos as coisas eram diferentes porque eles eram diferentes e se é verdade que o são, acrescentara um menino, que o que era mais diferente, é que eles podiam fazer mais o que queriam, que tinham mais liberdade que as crianças.

Numa família de três, existem três vontades, a de cada um dos pais e a do filho.

Geralmente são os pais, os dois ou um que quer partir. O Francisco foi claro quanto à sua vontade quando se deu conta de que a família se estava a separar e disse-o por palavras suas, que ele queria ficar com os dois pais e esta sua vontade é para mim pedra angular da minha acção, no sentido de respeitar, velar e garantir por minha acção que tal aconteça e foi assim que agi e consegui durante algum tempo concretizar.

E é esta, Creio em meu coração no Coração, a vontade da maior parte dos Filhos aquando a separação das suas famílias. Outros haverão, que pelo desamor em que seus pais os trazem, se tivessem essa oportunidade, se lhes déssemos a possibilidade de isso exprimir e se lhe déssemos então a mão da ajuda, prefeririam nas vezes viver sem eles, mas não é este nem nunca será este o Fito do Amor e do Coração donde Ele Vem.

Filhos são também pedaços dos pais e da mesma forma pais são pedaços de filhos, pois uns vêem dos outros, uns acompanham os outros em Amor, se participam, comungam seus passos no ir junto e assim quando se separam ficam incompletos e se o Amor por natureza é o que Junta, o Juntar e o Junto, não deverão as leis dos homens abrir a porta a caminho que o Contrarie e que faça maior dano as partes que sofrem dano quando o Coração de uma Família Se Quebra.

Quando uma família se quebra se rompe múltiplo, o múltiplo coração, que é o Órgão que liga e trás ligado todos os Seres por fios da tessitura invisível do amor e do Espírito que o conduz.

O pequeno grande coração dos três, que é a família, que participa e é participado pelo Grande Coração do Mundo, Deus, a Luz, O espírito Santo, Amor, Alegria, Paz, Compaixão, Carinho, Ternura e Cuidar.

O pequeno coração cuja parte habita em cada uma das partes, em cada um dos Seres, e assim em três se partem, se separam e se afastam três pedaços de coração, um em cada um que se afasta ou que é afastado do outro. Três ficam e vão assim nos dias incompletos, mesmo quando um dos adultos, aquele que ao partir, parte a família, esteja convencido, que era mais o desamor que o Amor, pois o que termina são as relações quando quem nelas participa as termina e não o Amor que é, Eterno.










E todos os Seres são livres de terem as relações que quiserem, de as começar, de lá estar ou de partir e ninguém deverá isso impedir de acontecer, se bem que muitas relações terminam por inépcia dos amantes no cuidar do belo jardim, pela forma como crescem com desejos e vontades que se vão diferenciando no tempo, pelas enormes interacções do que lhes é mais externo, por assim dizer, quanto lhes pode ser externo, as formas e moldes com que levamos o viver total, tudo incluído, nada de fora, como sempre se apresenta a própria vida.

E mesmo afastados, sangrando cada parte sem pedaço incompleta, nunca em verdade se afastam pois os laços de Sangue e de Espírito São Eternos Como o Eterno e Uma vez cruzados, semente e flor, para sempre assim vão. O Sangue é uma linha no Eterno e se substancia cada vez que ocorre o milagre da criação de um novo Ser. De certa forma em certa maneira o Sangue é uma porta e casa do Eterno, quanto se pode dizer que o Eterno tenha portas, melhor será dizer, uma entrada, um átrio.

E todos os adultos amantes, donde completos e auto-suficientes são pais mesmo quando não tem ainda ou não venham a ter, filhos de seu próprio sangue, pois todos são múltiplos do Uno e Dele Filhos e Assim Sendo são Também Pais de Todos os Filhos, pois Unos à Imagem e Semelhança do Uno múltiplo, são múltiplos, cada um de nós o é.

E deveriam as leis humanas reflectir este ver de que todos os adultos livres são pais e deverá cada um o pesar em seu coração, descobrindo e sabendo até onde vê o tamanho do pai, do que é ser pai, em seu coração e em função desse visto pautar seu agir nos dias, e sermos todos pais de todos que de todos cuidam quando há a cuidar.

E sendo esta em parte a natureza do dano que está presente no que urge regular nas instâncias em que se manifesta, seja no entendimento das partes adultos no partir, ou em tribunal.

E a natureza dos danos estende-se por extensa negra praia dos danos onde se expressam em suas múltiplas variantes, trazendo os homens acordados em seu ver, que se dividem entre os dirigidos ao corpo físico e ao espírito, ou a ambos, que são um, pois um não existe sem o outro na forma em que aqui assim desta maneira estamos.

Será de entender que o fito principal dos acordos de vida e do tempo de viver entre os pais e os filhos sejam por princípio e alvo almejado, equitativos entre as partes, sem entender equitativo de forma restritiva em excesso de exactidão, limitada ou limitante ou maniqueísta em seu entender ou pior, cega e cegante, como se desvela e vela na solução proposta pela parte que colocou a acção com o esclarecedor titulo, contra.

Sendo Sempre o Amor Com, Aquele Que Vai.

Seria assim de entender, visto que todos os que se separaram almejam a reunião, e o amor que é e cura e ri acontece em parte no estar nos dias, na presença, no tempo da presença e pais e filhos se amam em corpo e espírito até ao fim do corpo do pai e do filho.




Precisam os filhos em função das suas idade mais de um pai de que outro?

Deu a lei dos homens num ontem recente, tímido passo no sentido de igualizar os direitos dos pais a seguir ao nascimento, ao permitir ao pai ter aquilo que se convenciona chamar de licença de parto.

E deverão ter todas as mães cujos seios tem o leite natural, poder ter todo o tempo para amamentarem os bebés como todo o seu vagar e mutuo deleite. E deverão ter todos os pais e mães todo o tempo para com os bebes se deleitar, de os ter ao colo, de os passear ao ar livre e de lhes ir mostrando o mundo, de os fazer e ter adormecidos muito juntinho em quentes abraços ao colinho e assim superiormente se deleitarem, de os trazerem anichados ao peito de face virada para onde se caminha ao caminhar, de lhes fazerem glu, glus, dás dás, em justo medida das crias que criam sorrisinhos e belas covinhas e de terem todo o tempo do mundo para descobrirem o amor ilimitado sem limite que radia naquelas pequeninas faces e corpos com braços estendidos para o colo do amor a saltar.

Oh Divino Deus Que nos Ofereces Tão Belas Imagens do Amor, Louvo a Tua Inteligência e Teu Inteligir, Assim nos Mostras o Infinito Amor Radiante Que Radia, nas Faces dos Pequeninos.

E é certo que nos dias de hoje, não tem mais as mães, que os pais, tempo em suas vidas para os pequeninos e que os pequeninos vivem desde pequeninos em horários de adultos, alguns seis, sete horas nas manhãs saltam para os banquinhos dos carros que levam os pais a seus empregos e eles a suas creches. A meia dúzia de quilómetros de Lisboa táxis transportam todos os dias os filhos quando seus pais se deslocam em direcções contrárias, a vinte euros dia, ida e volta.

E certo é, e cada vez mais certo será, que se esbaterão as diferenças no ganho e no ganhar entre as mulheres e os homens, amanhã quando a oportunidade de acesso for de forma idêntica a todos proporcionada, e a avaliação do desempenho seja feita por motivos outros que não os da diferenciação do sexo, ou das práticas sexuais, ou do tipo de união.

E é certo que independente de ser mãe ou pai, qualquer um deles está apto para desempenhar todas as funções e tarefas de que um bebé necessita em seu cuidar, salvo o amamentar, como muitos outros na família o estão e são, como os tios e os avos.

Deverão as leis entender essa igualdade por natureza sustentada na diferenciação e sabendo que o menino quer e precisa dos dois pais, que cada um dos pais quer poder acompanhar seu filho e que os meninos, são felizes, crescem felizes e se tornam felizes adultos quando tem os dois, pois dos dois necessitam de igual modo em seu crescer e formar e que na infeliz circunstância de não os poderem usufruir ao mesmo tempo, que se lhes garante que o possam em separado e à vez.





E não desdita nem afirma o contrário de que um menino possa crescer feliz só com um pai, quando só tem um, seja de sangue ou não porque é o amor que transporta e dá, a argamassa dos meninos e adultos felizes.

Deverão as leis entender que a diferença, estabelece-se na vontade e no acto da vontade e tanto o amor e a razão que o conduz, ou a falta dela em desamor, se bem que exercidas tanto por filhos como pelos pais, é em seu crescer da responsabilidade dos pais.

São os que pela forma como vemos e levamos estes assuntos, menos possibilidades práticas de ter acesso e requerer justiça quando caso dela achem necessitar.

Ou ainda pensarão alguns que o julgar da criança, embora diferente, não é válido, não é tão válido como um de um adulto, e se não deverá ser sempre merecedor do mesmo respeito e dignidade no tratamento e no tratar.

E pais não são só pais naturais em sangue, como o são, aqueles que convivem diária ou regularmente, ou mesmo irregularmente, na medida em que ser pai se entende e estende por intima natureza e propósito, a todos os meninos com quem diariamente convivemos.

E não deixa nunca um pai de ser pai perante um filho, seja seu de sangue ou não, estando dele perto ou ao longe e o mesmo é válido em seu inverso.

E pensando cada um muito bem pensado se não é verdade que quando um pai age afastando o filho do outro, está ferindo o próprio filho e isto é um agir de desamor, que fere, e não do amor, que cuida, compõem e almeja a felicidade, pois retira em vez de dar, o espaço necessário para que as duas outras partes por encontro e viver se sarem e possam em plenitude viver seu amor.

E não esquecendo que antes disto está sempre e sempre estará, a família na configuração que ela se apresente, pois família numa das suas faces de ser, quer dizer, aqueles que partilham os dias, que se acompanham, que partilham a mesma comida e um mesmo tecto, um comum caminhar.

E que a justiça dos homens não deve entrar na esfera privada das famílias como se as casas não tivessem portas e almejando chegar amanhã, ao dia que não, mas enquanto não amanhece ajustemos as dioptrias correctas ao ver que enquanto necessário, se bem faz, preservando as partes sobretudo aqueles que mais facilmente sofrem danos, os meninos, de maior sofrer nesse fazer.

E que a Justiça e seus mecanismos e o acesso a ela sejam garantido a todos inclusive os meninos e que deverão os homens por pensamento e acção descobrir e prover a este caminho sem tomar a estrada, de um estado que viva nas famílias, pois é mais o contrário que se passa, dos Seres e das famílias emerge a ideia do estado, parte insubstante, parte substante.








E não será difícil imaginar no projecto educacional que faça jus a seu nome, uma educação para a cidadania, para os direitos, deveres, liberdade, responsabilidade, educação no trato, respeito em amor e que os meninos enquanto meninos apreendam estas ideias do mundo dos adultos.

E que se calhar será avisado pensar incluir um capitulo sobre as leis básicas e mais do que isso, das bases do pensamento jurídico, do ver e do avaliar e do julgar, pois assim pelo menos pomos nas mãos de todos o acesso ao mecanismo do pensar das leis e assim garantimos a boa fé na exigência que fazemos aos cidadãos de respeitar integralmente a lei e de que o seu não conhecimento, não é razão para que se a desrespeite e que portanto o não ilibaria de um mal agir.

Pois se o princípio é justo em seu conceito e aplicação geral geral, muito o deixa de ser se obrigar o cidadão ao conhecimento específico dos articulados específicos da lei e a alínea primeira do artigo 1911 do código civil foi invocada na argumentação e aceite pela Senhora Juíza.

Pois se eu invoquei e declarei e foi aceite pela Senhora Juíza que reservava de acordo com a capacidade que a lei dá, a me defender por mim mesmo.

E se não tendo conhecimento da especificidade do número um do art. 1911 e tendo isso questionado, chamando para o facto atenção e não tendo obtido resposta nem explicação, foi sobre esta matéria de decisão impedido de sobre a sua justeza e justeza da sua aplicação à presente situação.

Ou seja, parece a lei dar aos cidadãos a opção de se defenderem por si mesmos mas esqueceu-se neste caso o seu representante e executor de lhe dar a mão e o tempo necessário de pedagogia que lhe permitisse a ele percebe-lo e contra argumentar caso achasse necessário.

Em termos práticos, foi nas circunstâncias descritas, o cidadão impedido de se defender sobre uma matéria que foi usada como pedra decisória na escada da conclusão.

Para além do desrespeito que em meu ver consiste em se fazer uma pergunta e não obter resposta e sempre a tratei a si, Senhora Juíza, em todo o respeito e normal tom de voz.

E se o cidadão a quem a lei confere o direito a se defender por si mesmo, não se pode na prática defender, não será esta razão ferida suficiente para anular o que estabeleceu?

Continuo sem conhecer a especificidade da redacção do número primeiro do artigo 1911, nem o quero fazer, pois parece-me de bom senso serem os tribunais e quem de direito a explicá-lo face aos direitos do cidadão garantidos pela constituição da republicas e restantes leis.







Mas recordo os passos e contactos com o estado desde que o Francisco nasceu, das informações dadas e coligidas, primeiro no hospital onde nasceu e depois na conservatória do registo civil e em nenhum dos locais me foi alguma vez informado da necessidade de proceder a uma declaração que declarasse que a guarda era conjunta.

E sendo a realidade como se deduz da argumentação da parte do contra, por relacionamento entre o artigo 1º, onde é dito que a mãe e o pai viveram em união de facto desde 1997 até 2005 e o artigo 2º, que diz ter nascido dessa união um filho a 18 de Fevereiro de 2000, sendo assim provada que sendo união de facto, uma face da família que vive junta e de alguma forma a leva partilhada, a guarda por razão de natureza da guarda, pertence e foi praticada pelos dois, pois conjunta é quando está feito e presente o conjunto.

E não consigo descortinar que outra razão ou pressuposto possa ancorar uma conclusão contrária, de que é presumido e foi aceite que a guarda vinha atribuída só à mãe. põe dedução assente no conhecer geral do pensar dos homens ponho-me a imaginar que este artigo, qualquer que seja sua redacção e contexto é um daqueles que servem para ter uma pedra de assentar sobre uma questão antes de a verdadeiramente e em correctos termos a apreciar, com prova a ser produzida, ou seja uma espécie de tala e então se assim for porque razão a tala não funciona para os dois lados, porque se presume e em que base se sustenta a presunção de que ela é por defeito atribuída à mãe, pois se o raciocínio legal assim assentar, estaremos perante uma discriminação a priori entre os direitos dos pais.


Da sentença que saiu da conciliação.


Se eu bem percebi da sua sentença que se torna letra da lei que obriga os pais até ao julgamento que poderá ocorrer daqui a seis meses.

A guarda do poder parental cabe a mãe

Os dois pais deverão acordar entre si quando o filho está com o pai sendo sempre o poder de decisão da mãe e que a criança não pode pernoitar em casa do pai.

O pai pagará à mãe com efeito a partir do início do mês de Abril a pensão fixada em cento e cinquenta euros mensais

Este processo decisório foi elaborado nas seguintes questões e respostas









O que é que eu pretendia e pretendo.

A guarda do filho sujeita a reavaliação daqui a cinco anos, pois a creio e a almejo por natureza, conjunta.

Um acordo com a divisão equitativa do tempo entre os três, à imagem do que foi prática depois da separação dos pais e que a mãe interrompeu.

Que, com a excepção de despesas de saúde e ensino, cada parte suportasse as suas sem se proceder a trocas pecuniárias entre as partes.

Do interrogado e pelas partes conversado.

O que é que os pais faziam na vida.

Da minha parte, respondi ou tentei responder, porque a Senhora Juíza conduziu o diálogo sem me ter dado a possibilidade de lhe dar às minhas resposta na intenção e cumprimento que eu lhe desejava dar, pois sinto-o como necessário para que seu julgar não se ancore na camada superficial dos factos e creio que entenderá depois da minha exposição que muita dessa complexidade nem decorreu de mim, mas da relação com o estado e portanto não deixa de ser também um assunto de juízo.

Disse-lhe que tinha uma empresa e que se encontrava desactivada, pois me encontrava com a actividade profissional parada. Quanto é que eu tinha de rendimento mensal ao que eu respondi que não tinha actualmente rendimento mas que estava a viver de rendimentos passados. Perguntou-me quanto era a renda e eu não lhe soube responder e sobre esta matéria sua inquirição por aqui ficou.

Disse-lhe também e o escutou que tenho eu uma casa para viver, com um quarto para o Francisco onde ele em parte durante 2005 viveu, que tenho dinheiro para cuidar dele, que ele não passa fome ou privações vivendo comigo e acrescento para que fique claro que lavo a roupa, a loiça e limpo a casa.

Porque não lhe soube dar a resposta de quanto dinheiro disponho por mês? Porque assim não tenho feito contas, nem planifico meus gastos de forma mensal, para além das normais despesas fixas.

Senhora Juíza, fiz eu uma promessa a Deus de gastar meu dinheiro acumulado até ao fim dele, em Seu Servir e assim venho fazendo e nesse tempo tenho essencialmente escrito e publicado sem dessa actividade usufruir até ao momento qualquer tipo de rendimento.

E Senhora Juíza, nessa promessa coloquei e coloco meu coração inteiro, nú em sua verdade em Suas Mãos, assim me obriga o coração e nesta intenção vão meus passos.






E não sou eu indigente, nem me falta capacidades para trabalhar e desde muito cedo na minha vida que trabalho e asseguro a minha própria independência, foi mesmo uma necessidade que senti em muito novo, pois o primeiro trabalho remunerado que tive, tinha eu quinze anos e acabei de fazer 46 anos.

E durante este tempo todo, muitas coisas fiz e provei que conseguia viver por meus próprios rendimentos, criados pelas minhas ideias e suas concretizações. Sou um homem com conhecimentos e capacidades em diversas áreas de trabalho e com experiência prática em muitos domínios

Fundei a mais antiga produtora independente de televisão em Portugal, que fez das mais aclamadas séries, que marcaram o aparecimento de novas linguagens, novos conteúdos e novas Gentes nesse media. Por diversas vezes foi premiado tanto em Portugal como no estrangeiro por obras que realizei ou produzi. Desempenhei funções de gerente até varredor e já foi jardineiro, babysitter e mecânico de automóveis e sei em parte construir casas.

E tenho dois braços inteirinhos, um coração que bate e uma cabeça para pensar e não creio que nenhuma lei dos homens possa me obrigar a ter que ter rendimentos para demonstrar a minha solvência em termos financeiros ou matérias da mesma maneira que a lei não distingue os pais pelas suas condições económicas, garantido que seja o patamar de prover àqueles que tem a seu cargo.

A não sendo a vida para muitos homens nos aspectos do rendimentos linear e cada vez menos a atender às tendências presentes do mundo, como avaliará então o tribunal este questão, qual o período de tempo que tomará em linha de conta? Todo o tempo de seu trabalho e render ou as declarações de rendimentos dos últimos anos, onde eu praticamente não tenho rendimentos? E será em função desta diferença a conclusão diferente, será mais justo olhar os últimos anos ou o homem em seu todo?

E a situação é esta:

A empresa da qual sou sócio fundador e gerente, encontra-se sem actividade, consequentemente sem produzir e obter rendimento.

Não entreguei a minha última declaração de rendimentos pessoal porque não admito que o estado português me obrigue a mentir e isso lhe disse na altura por ofício escrito deixado no local da ocorrência em que a questão se pôs e não obtive até à data nenhuma resposta.

Sinopticamente a situação passou-se da seguinte forma:

Quando a empresa ficou mais uma vez sem trabalho no plano de redução de custos que como gerente implementei, foi a suspensão do meu próprio salário.







Segundo me foi informado e de acordo com as leis, basicamente a situação reduzia-se a esta afirmação axiomática. Se não tinha outro tipo de rendimentos, teria que ter sempre um e a lei obriga a que seja considerado para efeitos de cálculo de contribuições para a segurança social e consequente no rendimento, como base de cálculo, um salário mínimo nacional.

E o no período acima descrito é o primeiro inaceitável, pois fere as liberdades e as garantias individuais, traduz uma injustiça e urge ser corrigido, pois afirma o seguinte.

Que o estado obriga o cidadão a ter que ter sempre um rendimento

Que o estado se sobrepõem às competências reguladas pelas leis no referente às capacidades de gestão que são atribuídas a quem nelas desempenha as funções de gerência.

Que o estado obriga o cidadão a assumir que teve rendimentos quando na realidade não os teve, a mentir na sua declaração de rendimentos e sendo ainda desta forma, os cálculos das contribuições falseados perante a realidade.

E taxar, quando é caso disso, que não o meu nesta circunstância, sobre um rendimento que não existiu configura um roubo, pois as taxas são para aplicar nos rendimentos verdadeiros.

Demonstra que o estado em sua pretensa omnipotência de acção conferida ao abrigo das leis, obriga o cidadão contribuinte a eventuais pagamentos não devidos.

E tudo isto é no mínimo má-fé, ao que se acresce que recentes declarações proferidas por ministros de estado e muita outra Gente conhecedora destas matérias, ninguém pode garantir que quando chegar o tempo de usufruir das regalias do contrato, dinheiro haja para tal, e as leis regulam contratos e os contratos regulam obrigações de ambas as partes e quando é um representante da parte estado a proferi-lo, duas coisas são de fazer, primeiro louvar a verdade que é sempre melhor do que a ignorância e a mentira e em segundo lugar obtêm o cidadão o direito avisado de perguntar-se da validade de pelo seu lado respeitar tal contrato e se não é mesmo de impugná-lo, terminá-lo.

Ensina e convida o estado ao perjúrio pois a situação assim se pôs. Ao nível da declaração da empresa, visto que ele obriga a duas assinaturas, o do sócio e do responsável pelas contas e por essa razão, pelo facto de serem duas, não podia eu impor a verdade dos factos e quem ganhou foi o estado.

Mas quando chega à minha declaração pessoal, o caso muda de figura, pois sou eu o único responsável pelo seu assinar e não vou declarar o que não recebi e não impossibilitou esta minha posição, nenhuma colecta nem por isso me tornei devedor de alguma quantia na medida em que só tive um rendimento de natureza independente em muito inferior aos valores mínimos cobráveis.





Por outro lado aquando da ocorrência na segurança social, descobriu e deixei relatado pedindo explicações até à data não respondida sobre a natureza de alguns acontecimentos no sistema informáticos relativos com a empresa que represento que pela sua configuração apontam que alguém agiu de má-fé, tipo pauzinho na engrenagem que se põem de propósito para as coisas andarem mais devagar ou mesmo não andar para uns, ou o processo que na secretaria se mexe na vertical da pilha por presentes vários.

E assim sendo porque calha a este tribunal a averiguação da situação do meu rendimento só me será feita justiça se tais assuntos que tem condicionado tudo o seu evoluir ao longa da minha carreira foram também averiguados nas direcções que agora forma mais uma vez relatadas e que se assim for feito, me garante na realidade a justiça, que me posso defender e que quem se dedica a atacar-me seja travado em tal agir, ver por menos será sempre ferir meus direitos à priori.

E todas estas realidades são tónicas dominantes do que pude observar em constância ao longo do largo tempo da minha relação com o estado e que tudo isto condiciona em muito as matérias do rendimento, a vontade de criar rendimento, o acreditar que é possível e sabendo que só o será se muitos axiomas, leis e práticas se mudarem, pois assim nestas formas, como vão dizendo tantos vozes em crescendo clamor, com uma corrupção a crescer e por todo o lado instalada nestes trinta anos de democracia, se faz mal a uns, se faz mal a todos, a todas as Gentes, duzentas mil com fome no dia de hoje em Portugal, porque não os alimentamos.

E vejo neste momento da minha argumentação a sua face e leio nela, a perplexidade perante esta teia imensa que lhe trago, aos nossos passos se cruzarem. E sei como a Senhora Juíza, que muitas destas matérias não tem cabimento de averiguação neste tribunal de família, mas não deixam de ser da família dos homens e seus assuntos e que bom será ter um sistema onde a justiça e seus assuntos na vez e no momento que ocorrem, pudessem ser analisados e regulados em toda a sua extensão por vezes de campos diversos.

E vejo também tender para o lado que maior estabilidade financeira poderá garantir ao menino, sendo que nesse ver, vê a mãe que é directora de comunicação de um organismo público com todas as regalias decorrentes do cargo, todos os meses os ordenados mais dois meses para além dos meses que o ano tem, descontos em ordem, tão mais fácil ao patrão e ao que se emprega por conta de outro, reforma garantida?

Eu sou um homem que acredita poder viver do seu próprio trabalho e que vê o trabalho como uma vocação e assim sendo sou daqueles que face os rendimento assumem mais riscos e que por vezes se encontram em situações mais delicadas, mas não faz nem deve fazer a lei distinção em face dos rendimentos dos pais.







No ano passado foi convidado a fazer três trabalhos de vídeo e ainda só recebi um e ao que parece não há forma de um receber, porque quem o ficou de pagar diz não o ter e não vou eu pegar numa pistola para isso nem pôr uma acção em tribunal que demorará quantos anos para se resolver? Quanto tempo e energia da vida nisso gasto?

E nestas áreas da chamada criação, quantas vezes ao longo de décadas, são os próprios em suas múltiplas facetas também como empresários a financiar o próprio estado, avançando sistematicamente investimentos e se encontrando durante largos períodos que sempre ultrapassam os estipulados prazos, com as cordas na garganta, sem margem para viver e aí são estrangulados em vida.

Tenho a felicidade de poder contar com apoios de meus pais durante a minha vida e neste momento também e se essas ajudas são dirigidas a meu filho, não deverei eu contar com elas? Existirá alguma lei que as impeça de receber.

E veio isto a propósito da sua pergunta sobre se o Francisco estava num colégio particular, que é o caso ao momento, e quem o pagava, sendo que metade paga a mãe e metade a minha mãe.

E foi-me sempre oferecido e está em oferta aberta o acolhimento a mim e a meu filho, caso disso o necessite ou necessitemos, por parte dos meus pais.

Foram ainda introduzidos os seguintes factos por declarações, por perguntas e respostas.

Declarou o advogado da mãe que a situação era grave, pois o pai tem uma perturbação bipolar não tendo mais nada sobre essa matéria, a Senhora Juíza indagado.

E que se note que da argumentação da acção entregue pela representante legal da mãe, não consta tal afirmação ou outra directa ao estado mental do pai, se bem que descrições como a contida no considerando décimo terceiro que se reproduz na integra, subtilmente tentam assim caracterizar o pai, de um individuo com.

13-(Mesmo assim o Pai, com a sua maneira de ser profundamente perturbada não deixou de fazer, perante o filho, e na casa da requerente no dia 28 de Dezembro passado, uma cena altamente agressiva e perniciosa para aquele) e lá irei a seu tempo as infames mentiras, que sempre rodearam a acção da mãe neste processo.

Declarou ainda o advogado da requerente que a criança tinha sido sujeita a uma avaliação psiquiatra que dizia que era melhor para a criança a guarda ser da mãe.

Sendo que, estes dois argumentos são matéria que a mandataria da autora da acção contra o pai, invoca em seus argumentos e que portanto deveriam ser e serão apreciados já em julgamento, não em sede de conciliação.

E foi ainda regulado por decisão da Senhora Juíza o pagamento da pensão de acordo com a pretensão da requerente.






Analisando o pedido, os únicos aspectos da pretensão da requerente que não foram atendidos favoravelmente nesta sessão de conciliação foi a regulamentação pormenorizada do regime de visitas.

Sendo que a mãe contra o pai e requerente pretende na sua acção a regulação a seu favor dos seguintes pontos:

Outorga do poder parental à mãe, a quem, em consequência, o Francisco ficará entregue e com quem residirá, nas exactas palavras do pedido no formulado no considerando 24.

E pensão de alimentos.

E desta forma se demonstra cabalmente que dois terços do que se iria julgar em julgamento a marcar no futuro, já foi julgado, ao abrigo de uma chamada conferência dos pais, onde se deveria averiguar da possibilidade de reconciliação por acordo entre as partes ou na sua impossibilidade, o trânsito para julgamento.

E uma primeira pergunta deixo à justiça, não será razão suficiente para impugnação imediata da decisão?

Se já foi feito um julgamento de natureza sumária onde em cerca de vinte minutos, se decidiu pelos argumentos apresentados pela requerente, sem ter sido produzida nenhuma prova dos factos apresentados, foram eles tomados como pedras que sustentaram a decisão da Juíza

E porque então foram tido em conta a veracidade desses factos e não os contra apresentados pelo pai, que tão pouco e de forma tão rápida em meu ver, decidiu averiguar?

Que Deus me guie a pena no coração para que não resvale para o julgar dos corações dos homens, que não é de humana competência e na mais das vezes vai desconhecido, e só para os factos e a verdade na forma como os vi, sabendo que os factos, são pessoas e suas interacções e que os comportamentos das partes mutuamente se influenciam e se alteram nesse interagir e que graças a física quântica hoje sabemos que não existem fenómenos puros, distantes de um olhar e que mesmo olhar a com eles interagir já os modifica e é modificado.

E Senhora Juíza, o que eu comecei por lhe tentar explicar, foi que considerava que meu filho fora afastado compulsivamente de mim e eu dele, e que andava em meu entender muito perto da ideia de rapto e vi também na sua face, como desvalorizou rapidamente esta ideia, que contudo é uma infeliz imagem que se aplica à realidade em muitos dos seus aspectos, pois um rapto é coisa sempre pensada ao pormenor, exige concertação e existência de meios e de esforços e implica tempo em seu planear e executar.





O que o Advogado ali disse sem qualquer tipo de demonstração ou prova, foi pura difamação, pois é difamação dizer de alguém, sem mesmo o conhecer, que tem é perigoso e que o caso é grave porque o senhor tem uma perturbação bipolar.

E mais grave se torna a afirmação se for feita no local e nas circunstâncias onde foi.

E ainda em meu ver mais grave foi não ter visto a Senhora Juíza, por claro travão perante tal declarar.

O caso é o seguinte:

Em um de Janeiro na casa onde habitávamos os três, à hora de almoço, com a família, avós incluídos para o primeiro almoço do novo ano, dei-me conta que a mulher que amo tem uma outra relação em curso. Sai de casa no preciso momento e caminhei durante todo o dia. Já noite recebo dois telefonemas de dois amigos comuns que me dizem mais ou menos o mesmo, telefonou-nos a Teresa dizendo que tinhas saído de casa e que querias fugir com o Francisco e eu que tal nunca me tinha passado pela cabeça, percebi nesse momento que se apresentava e abria ali uma história muito mais complexa e que implicava alguma planificação prévia.

Em meu ver, tudo somado e subtraído, a conta é muito simples. A Teresa, a mãe, a requerente quis acabar a relação que tinha comigo e quer levar de qualquer forma e qualquer jeito e qualquer custo o filho com ela. O que expressou naquela noite é certo, mas o perpetuador está trocado.

O agir da mãe em todo este processo causa profundo dano ao filho e o filho deve ser protegido e curado desse dano, pois foi ferida a inocência do menino e a confiança em seu pai.

O agir da mãe também causa danos ao pai.

O que emerge das consequências desse agir, aproxima-se em meu ver, muitíssimo, do padrão das tendências neuróticas dominantes existentes em seu ramo familiar, que vem da geração passada e por não se encontrarem ainda resolvidas, pela mãe, poderão se estender ao filho, se este quadro não tiver as suas naturais compensações, que permitam ao filho o equilíbrio.

E o resultado infelizmente comprovado não é o melhor. O irmão da Teresa é diagnosticado como esquizofrénico, é um adulto formado, reformado por incapacidade, vive em casa da mãe e tem sua psique regulada em constância por químicos.

Eu, o pai do Francisco ajo em sua protecção e no bom cuidar e quero que o tribunal lhe garante a ele o direito de ser filho, a ter direito de ter pai e de com ele estar e que o tribunal garanta o direito do pai a ser pai.







Eu, o pai do Francisco creio que os meninos devem viver com as mães e os pais, os dois, mesmo quando só pode ser à vez, e que nenhum pai que age em amor, pretenderá afastar seu filho do outro pai e que quem o tenta fazer, exprime assim seu desamor e o desamor não é bom para ninguém, muito menos para os filhos.

Em termos práticos depois da separação e ao contrário do argumentado nos considerandos da parte requerente, a família organizou-se no dia a dia em duas casas com um acordo que era semanas alternadas com primeiro uma noite de troca e depois duas.

E assim se passou o ano escolar, tendo cada pai o levado e o trazido da escola quando assim o foi e que tal forma de viver tinha sido benéfica para o Francisco, que depois da separação teve alguns episódios de agressividade que depois foram normalizados.

Que no dia 25 de Dezembro a mãe que sempre tentou e continua a tentar, dar o dito pelo dito e levar avante a sua intenção de ficar com o filho só para si, não o deixou mais voltar ao pai e desencadeou a acção contra o pai, alegando falsamente como sempre alegou que o pai não se dispõem ao dialogo, fruto alias do seu mau feitio ou das suas perturbações mentais.

Não pode o pai nem mesmo conversar com a mãe enquanto ela se comportar sistematicamente no seu quero, posso e mando só a vontade dela contando, inverter sistematicamente o acordado, deturpar a realidade dos factos e ainda outros suaves mimos, para suave o pôr.

E se embora como acima demonstrado, os considerandos da acção não formalizam de forma inequívoca a pretensa perturbação bipolar do pai, insinuam-na e não deixou de ser dito, tal.

E Senhora Juíza, o que lhe conto sobre esta forma de depoimento poderá mais uma vez parecer-lhe extenso em sua extensão, mas mais uma vez assim a vida se apresenta, peço-lhe portanto uma das virtudes da justiça, que é a paciência e a atenção de tudo ser bem explicado e por sua vez bem entendido


Extractos de um texto publicado na Internet e que se constituem parte integrante desta argumentação.

Pois tudo em sua aparência se conjuga no sentido de demonstrar aos olhos de terceiros que eu estou no mínimo desequilibrado, e assim me retirar credibilidade, também como pai.E em Dezembro vi o que nunca pensei ver e percebi que a partir daí o assunto subira de nível e de tom.





Uma expressão sua ao olhar-me, revelou-me que parte da sua inocência fora quebrada e quebrada fora a confiança e a imagem positiva do pai, em si, e isto meus senhores, é em meu entender do mais grave que se pode fazer contra uma criança. A sua inocência deve ser a sua, ninguém tem o direito de a quebrar nem ninguém tem o direito de quebrar por indução a confiança entre um filho e um pai.Por outro lado as consequências destes agires em relação às crianças marcam-nas muitas vezes, por longos períodos das suas vidas. Não chegou meu filho a abrir as prendas de natal e desde esse dia que ainda não vi. Falei com ele ao telefone há poucos dias. Vi-o mais recentemente em breve momento.Quando me apercebi do que expressava sua face, sem nada se ter passado do última vez que estivéramos juntos, percebi, que o jogo estava a afectar profundamente o filho e assim decidi que o afastar era o correcto para o salvaguardar e decidi pôr-me a resolver o assunto por outras vias.Expliquei isto ao filho e disse-lhe sempre que se quisesse falar comigo, que ninguém o podia impedir e que ele se o quisesse pedisse para marcarem meu número.Depois do Natal recebi da sua mãe um e-mail dizendo ter levado o filho a uma psicóloga e que tinha ficado muito surpreendida como leiga, do ponto até onde ia seu desequilíbrio na opinião da especialista e acompanhava uma carta de uma advogada com uma proposta para que a guarda fosse atribuída à mãe e propondo reduzir a relação entre o filho e o pai a inaceitável de fins-de-semana alternados e mais umas migalhas.Acabei agora de conhecer a terceira psicóloga que aparece neste processo, que começou por uma tentativa de me rotularem com uma perturbação bipolar e que agora chegou a avaliações sobre o meu filho sem meu conhecimento e assentimento prévio.E esta consideração é em meu ver razão mais que suficiente para caçar a licença de actividade, pois não pode um médico como tal reconhecido, ao fazer uma avaliação desta natureza assim proceder sem previamente saber da vontade dos dois pais, pois um só não pode exercer esse direito.Sabem porquê?Quando contava o que se tinha passado alguém de pronto me disse, não faz mal, agora requeres tu uma outra avaliação que contrapõem a primeira e iluminou-se o filme clássico da forma como alguns pais fazem guerras entre si quando querem limitar os direitos dos filhos e deles próprios.Parece absurdo, mas é assim em muitas das vezes e as crianças lá andam em ping pong a que as sujeitam levadas pelas mãos das mães e dos pais, assim lhes fazem nas vezes os pais guerra a elas.



Não se trata de uma intervenção de carácter urgente que por esta circunstância condicione a que não se obtenha consentimento prévio dos pais.Pois é um facto que há data desta avaliação decorria e estava implementado um acordo de partilha pratica de guarda e de tempo entre os membros da família.Foi o que comecei por perguntar à Senhora psicóloga. Como o fizera sem primeiro saber do pai e da sua vontade, que poder se outorga e em que se baseia de forma a sobrepor-se à vontade e responsabilidade de análise e decisão de um pai?Que lei dos homens poderá existir que permita que um médico se sobreponha em vontade e acção a um pai, como se protege desta forma aqueles que por se encontrarem menos preparados e cujas vozes não são geralmente tidas em conta nestas situações e que são os que mais importa proteger, as crianças, os filhos.Olhe minha senhora, isto para mim é motivo e razão para apresentar uma queixa na sua ordem. Para lhe caçar a licença,Está a faltar-me ao respeito…Não estou, não minha senhora, não confunda faltar ao respeito com a liberdade de lhe dizer com clareza o que penso e na forma normal em que agora o faço. Não me pinte de novo esse traço em meu carácter.Sempre a mesma pincelada, são tantos os que a tentam em mim pintar. Muito interesse parecem ter em me fazer passar por um ser maldoso e irascívelE a mentira a aparecer mais uma vez. Quando perguntei à Teresa como e por quem tinha obtido o contacto com aquela médica, ela a dizer que tinha sido recomendada por uma amiga. A senhora psicóloga a dizer que tinha sido a advogada que a tinha sugerido.Ah e trás lhe muitos, a sua amiga advogadaque não, uma vez trabalhei com ela e…O que eu também queria para além de lhe dizer estas palavras era pedir-lhe que me enviasse de preferência por email, cópia do relatório da avaliação do meu filho.Não posso, tenho que fazer uma cópiaÀ mão?Não mas tenho que fazer uma cópia e depois só os entrego, que já são dois em mão, passe pelo meu consultório, é que sabe, quero explicá-los, descodificar a linguagem para um leigo.



E lá foi buscá-los para ouvir mais uma vez com uma cara de sorrisinho de escárnio de quem pensa que tudo pode fazer e dizer e que parece ter um rei na barriga que eu era um pai ausente. O costume, alguém que acaba de me conhecer e que já trás julgamento no bolso.Depois trago os relatórios para lê-los e uma parte de mim nem os quer ver. Começo a ler um e fico mal disposto pois confirma o que um menino e uma mãe de quem eu muito gosto me disse, um dia na escola à saída, quando seu filho que é amigo do meu teria comentado, que o meu faltara e eu sem nenhuma indicação sobre tal facto que ocorrera num dia da mãe, a ficar intrigado, com a intuição aos pulos a dizer-me, o que se passa aqui, sinal amarelo e cornetas de alarme.Dias que não eram os meus do ir levar e buscar na semana. Quando finalmente falo com uma pessoa da escola que me o pudesse esclarecer e confirmar, disseram-me que não, num tom demasiado despachado que na altura não convenceu a minha intuição.O primeiro relatório menciona quatro datas de avaliação, quatro consultas que se fizeram sem o meu conhecimento e consentimento, à minha revelia.E assim aparentemente se confirma que o próprio colégio de alguma forma encobriu estas saídas do conhecimento do pai, pois é óbvio visto ter sido a mãe a tomar a iniciativa de levar o filho a consultas que tal teve que acontecer nos dias em que ele estava com ela.E me recordo de ter dado depois do seu ocorrer, de uma reunião de pais, da Teresa com a educadora, sobre a qual não foi informado e em consequência de ter pedido e depois tornar a pedir para que me enviassem também para a minha morada as comunicações referentes a ele e aos eventos da escola. Até hoje nunca recebi nenhuma no correio, nem por telefone a avisar.Os relatórios são em minha analise um encadeado de descrições, de conclusões que não são demonstradas e que torcem as coisas num sentido de à mãe ser atribuída a guarda e na prática o pai e o filho serem mais afastados. Os relatórios em meu ver, claramente forjam eles mesmos sua iniquidade.Depois penso que a acção desta Senhora, não me afecta só a mim nem só a meu filho. Que outros existiram e outros poderão vir a existir que serão sujeitos a sua análise.E desta forma um dos lados forja uma arma de mão contra os outros dois que fazem a família, pois quando um assim se põe, necessariamente faz guerra a dois outros, um dos pais e o filho.Penso então que sua acção deverá ser travada. De que forma e qual é a justa medida?




Posso por uma queixa na ordem da Senhora, pedindo que tomem previdências.Posso questionar a ordem e seus códigos deontológicos para que os alterem na forma necessária e suficiente para obstar a que estas situações não se repitam, que seus membros cumpram as regras mínimas e básicas que asseguram uma sã convivência entre todos os que se relacionam num processo terapêutico, e que se fechem mais as portas a estes comportamentos.Posso pedir à ordem que proponha a alteração das leis se necessário, para que estes princípios naturais de relacionamento sejam nelas vertidas, caso se dê a situação contrária, ou ainda posso pedi-lo ao governo, ou ao parlamento, ou juntar as creio sete mil e quinhentas assinaturas para poder existir uma iniciativa legislativa directa e dirigida pelos cidadãos, sendo que dirigida é sempre relativo visto, que o seu agendamento não é prioritário, como deveria nestas situações ser, e que são só os parlamentares que no fim as votam.O que é a justa medida para um dano desta natureza que muito provavelmente se estendeu a mais?Quantas vezes um pequenino pauzinho pode ser a gota de agua numa guerra entre pais que por vezes acaba em morte de toda a família, filhos incluídos, como aconteceu recentemente.Alguém terá a competência para o avaliar e sobretudo a coragem para corrigir, acompanhando quem errou, não numa mesa de secretária numa seca comunicação ou por uma circular informativa ou deverá a Senhora caso tenha errado, por isso passar fome, porque deixa de poder exercer?E se continuar a exercer, que durante algum tempo não possa exercer com as crianças, assim as protegeremos.Fico a pensar todo este vai e vem com psiquiatras, de como a história parece ter fechado o círculo, da tentativa de me rotular com uma perturbação bipolar até alegar que meu filho se torna mais estável ficando menos tempo com o pai.E sobe-me à memória um ponto de vista repetido por algumas mulheres quando com elas destes assuntos falamos, de como muitas me dizem que ter duas casas não é bom para a criança, quando lhe digo que o filho deve ter equivalente tempo com cada pai, visto não os poder mais ter a tempo inteiro e que cada pai tem iguais deveres e direitos e deleites, e que a casa e a precisa formulação de ter duas casas, desvela por detrás da afirmação, que nessa aparência se escondem outras desejos e outras vontades.Porque é que fará mal ao menino que ele tenha duas casas se ambas tiveram as mínimas condições para que ele viva em conforto, se ambos os pais lhes derem amor, carinho, conforto, apoio, comida, bem tratar?



A casa de que se fala não é tanto a casa física e não deixa de ser curioso esta formulação ser comum de escutar, mas sim uma afirmação mais escondida e mais profunda da mãe a reclamar que o filho deve estar em primeiro lugar sobre a sua asa.Os meninos não tem noção de casas fechadas, tem das suas casas, mas as casas são para eles todas iguais, assim quando passam na rua onde habita seu amigo, mesmo sem saber o número da porta ou andar, dizem aos pais, vamos a casa do meu amiguinho, assim pululam seus afectos, suas companhias, seu brincarOs filhos não são só das mães nem só dos pais, são de ambos, quanto lhes calha ser, pois antes e sempre são filhos da própria vida, da vida que cria os próprios pais e filhos.Não existe razão que sustente que podendo prover ambos os pais os filhos, eles possam ser afastados de um ou de outro, de um em detrimento sempre de dois.E na mais das vezes os filhos preferem viver com os dois, assim disse meu filho a seu pai e sua mãe ao perceber que nos íamos separar como família.Em dia recente tive pela primeira vez um curto tempo com o Francisco.E o pouco que vi, foi seu coração perturbado, que já não lhe era claro sua relação, sua vontade seu desejo, seu saber, pois o menino oculta, assim foi levado por quem geralmente leva os meninos a isso, os adultos.Meu Deus que não vêem nas suas faces o esforço para ocultar, como isso os põem em tensão interna, como assim se lhes fractura o coração com a falsa razão que quem assim faz, lhes dá, lhe ensina, lhes põem em suas pequeninas mãos este método de viver, este estranho sentido que se vê contorcer em dor em suas faces?Parecem cegos e contudo não o são pois trazem olhos na face.O que faz um pai, quando depara que há zonas de conversas em que o filho não se sente à vontade e se torce todo. Não insiste, não pressiona, continua o que sempre faz, dá-lhe confiança, amando-o faz com que ele isso sinta em relação a seu pai e assim vão bem as coisas, quando vivem juntos algum tempo e aprender e educar é um projecto para a vida enquanto ela dura.Três psiquiatras, duas ligadas entre si por relação profissional, creio de orientador e orientado, a terceira que vem pela advogada. Olho para elas, tantas de repente na vida de um homem, como satélites a orbitar. Nada me recordo de ter com elas nem me parecem perigosas aranhas daquelas que tem venenos mortais, parecem mais peças de um nível com outro nível acima.





Um outro por cima que lhes coordene a acção com vista ao resultado. Lembro-me dos psiquiatras com que me cruzei ao longo da vida, para ver se existe algum sinal de inimizade.O primeiro Luís Gamito pela RTP com algumas conversas na Latina Europa com a equipe do Lentes de Contacto onde nossos pontos de vista por vezes divergiam e como eu achava não ser o Senhor grande sumidade e estranhei como sua carreira sempre foi de vento em popa associado em meu ver às suas ligações politicas, ou será melhor dizer as suas subserviências, pois assim é no mais dos casos, nas trocas. Mas disto saberá ele e os que de perto com ele convivem. Não é uma acusação, é meu ver. Será que alguma por assim dizer, espinha lhe teria ficado atravessada?Nada de extraordinário no nosso país ao longo desta geração em que crescemos. Tantas as nomeações e as promoções não pelo mérito mas pelos laços políticos.Depois cruzei-me, em breve passagem pelo meu estúdio quando do lançamento de um dos seus livros Daniel Sampaio, que às vejo na escola que meu filho frequenta.Recordo-me da opinião que formei quando li seus primeiros livros, quando comparei com o que fazia em televisão e a diferença não me parecera muito, talvez a sua aproximação mais fraca nas correlações, oposições e propostas de sínteses, de como os seus livros viviam sobretudo de colagens, de como eram pouco ambiciosos no ver e no apontar dos caminhos.É aliás o que penso do Senhor cada vez que o vejo, numa sempre calma absurda, tão constante que me parece provocada, olhos semi-cerrados, sempre lento em seu andar, um homem morno, temperatura que eu não gosto num homem mas nada deste meu ver que é o meu, obsta a que ele seja como é e que ande feliz ou infeliz ou talvez nem por isso, a fazer o que quiser e de igual modo eu tenho a liberdade de exprimir como vejo quem ao meu lado vive. Mais tarde apareceu num programa de televisão, ao lado de dois jovens que começaram suas lides neste media na Latina Europa, Luís Osório e Ana Drago.Ao Norte conheço ao de leve dois, Gabriela Moita e Júlio Machado Vaz que já me receberam em sua casa uma vez no Porto. A Gabriela com quem participei em tempo ido num colóquio sobre sexualidade.Quem será o psiquiatra que comandará o acto? O que o determina? uma vingança de natureza pessoal, um favor politico. Inclino-me para a segunda hipótese, visto não detectar na memória o que possa ser motivo do primeiro campo.E é-me evidente que esta acção contra a minha pessoa tem diversas componentes e atravessa como não poderia deixar de o fazer as áreas por assim escrever onde mais predominantemente me tenho movido. Comunicação e criação artística, mais recentemente pelos meus escritos e seu universo de correlações e politica, que tudo de certa forma e em certa medida o é. Lá irei a cada uma das áreas.

Se pensar nos escritos que se tem escrito, se pensar que muitos deles põem em causa muito do aparentemente acordado como visto por uma maioria e que abrem novas portas e novas janelas, então sim, vejo motivos que levarão os que são nas vezes como os cães de guarda da sanidade mental, ou do controlo psíquico e comportamental, atrás das minhas canelas que é onde os cegos pensam que moram as ideias e consequentemente habita o Espírito.Tontos, cegos e infelizes, a pensar que param ou aprisionam o que não se pode aprisionar, o que tem o poiso que quer, quando as gentes o Sabem Ouvir CantarConsulto as minhas notas na altura em que me pretenderam declarar uma perturbação bi polar nos princípios de 2005.…Na primeira psi, dei-lhe conta do que me afligia, de porque fora perturbado pela tua acção, penso que aquilo lhe terá feito sentido, no final disse-me, acho que o Paulo está bastante equilibrado para a situação que está a viver e não creio pelo que observei que seja esquizofrénico.Depois a vida acelerou, prego a fundo. Meus pais que por lá passaram a pagar, que afinal a psi me tinha diagnosticado uma perturbação bi polar, ao que parece, curiosa doença em seu curioso rotulo, pois é clássico que quem dela padece, faz parte do seu diagnóstico, começar, frise-se bem o uso da palavra começar, como a indicar, nem que o tentes, com ele ficarás, o rotulo, é claro, começar repito, por a negar.Ou seja uma perturbação ideal que entra em todas as cabeças, mesmo que a neguem, pois negar é já tê-la. Perfeita invenção para a perfeita rotulação.E eu de telefone na mão, Senhora psi, deve existir aqui um mal entendido, vamos lá conversar sobre ele e encontrarmo-nos uns dias depois em seu gabinete, ambos sentados em confortáveis cadeiras sofás com mesa de permeio onde os dois depositamos os nossos caderninhos de apontar.Os olhos da Senhora psi arregalados, quando retiro o meu da mala, tiro a tampa à caneta e coloco-o nos joelhos à laia de quem vai tomar notas, sabe, eu desde pequenino, porque fui assim ensinado, tomo notas, é um hábito antigo e enraizado e a Senhora a ficar enervada, tão enervada, que lhe acabei dizendo, sabe eu sou escritor e por tal tenho memória, vou guardar de novo o caderninho na mala, pois já vi que a põem nervosa, a memória me chegará.Deve existir aqui um mal entendido, pois quando sai daqui da consulta não me disse nada próximo ou equivalente ao que a terceiros comunicou.Olhe que disse, disse-lhe no final, que tinha uma perturbação bi polar e que se calhar deveria tomar um regulador de humor.Olhe que não me disse tal, o que me disse foi que eu não era esquizofrénico e que até o meu humor lhe parecia muito equilibrado a atender às circunstâncias do que lhe narrei.


Não, disse-lhe o que acabei de dizer.Não terá confundido com outro dos seus clientesNão, não confundi, não faço essas confusõesNão admite que se esquece, que pode confundir características entre os seus clientes em continuas sessões, um, atrás de outroRecorda-se do que lhe falei sobre determinado assunto(não se recordava)Bom, estamos numa situação de palavra contra palavra, com o contexto de a Senhora ser reconhecida na comunidade como uma profissional autorizada, capaz, com as competências para fazer este tipo de diagnóstico e afirmação sobre o estado de saúde mental de um ser, de um cidadão.Eu não acredito que me possa fazer um diagnóstico com base numa conversa de uma hora. Foi ler os meus textos do OuroSobreAzul, que lhe tinha sugerido ir ler, se me quisesse conhecer melhor e, leu, não terá talvez sido aí, que formou tal opinião sobre o meu estado, que não.Olhe que eu não sou o que escrevo nem o que escrevo é aquilo que sou. Pelo andar da carruagem, ainda tenho que ser eu a requerer uma junta médica de psicólogos para demonstrar que não estou doente, que a minha saúde mental vai bem, obrigado.Não creio que valha a pena, respondeu.Então se fizer o favor, eu gostaria que me falasse dessa doença e dos seus traços e insisti uma outra vez no mesmo assunto, cuja ausência de resposta, me confirmou que tal não o iria fazer.E diga-me outra coisa, não está a Senhora obrigada ao sigilo profissional e assim sendo como comenta um diagnóstico com terceiros.Pois assim o fiz, eram os seus pais, mas percebo o que diz, só lhe posso prometer daqui para a frente não mais o farei.Certo, ainda que assim o faça, me explica como é que se recupera a confiança numa relação depois de um a quebrar, devemos ser ingénuos ou optar pela confiança, por que as pessoas se modificam, se regeneram, melhoram, talvez seja um bom tópico de conversa para um próximo reencontro. Como recuperar a confiança em quem a rompe.E deixe-me dizer-lhe uma coisa mais, eu sou de uma escola diferente, quando me dói o coração não tomo estabilizadores de humor, como lhes chama sem chamar, pois nem disse quais.Eu chego-me o mais pertinho da dor para a chorar toda inteira e para a compreender em todas as suas sombras, depois da sangria faço então de novo o Sol chegar, pois acho que se fugir à dor, a empurrar para um qualquer segundo plano da minha consciência, não a vou resolver, posso atenuá-la, mas não a transformo, não trabalho com ela e sobre ela.

E depois meu coração é um coração amante, um coração que está talhado pela minha vontade e natureza dos corações, para Amar, e que sabe que quem em verdade Ama, por vezes sofre, e a grande habilidade está no compor para que não se perca a capacidade de Amar, de se entregar, mesmo sabendo que de novo o abuso, a facada, pode vir de novo a acontecer, mas sempre amando, desejando o Amor.Bem ficamos numa situação de empate técnico, você diz a, nem sequer me explica porque é a, eu digo que a Senhora não disse a, e a Senhora é a medica.Olhe eu vou pensar, mas não me parece que cá venha mais, a Senhora já tirou as suas conclusões, não existe nenhuma via de dialogo sobre essa matéria, já me rotulou, e eu não vejo nenhuma razão para cá vir a não ser a tranquilidade que os mais próximos de mim podem ou pensam assim obter, o que foi aliás o que me fez cá vir antes de mais, mas sabe, cada vez que tento contentar este tipo de cuidados dos que me estão mais próximos, parece-me que saio por assim dizer, prejudicado.Passando o cheque e rindo-me internamente da profunda ironia que a vida me fazia viver, saia com um rotulo e ainda o pagava por cima, consciencializava ao assinar o cheque.Depois fiquei a pensar, se a sua consciência sobre estas matérias é esta que seu agir me revelou, até onde e com quem irão as inconfidências e depois o que se esconde por detrás deste diagnóstico na forma como foi feito.A quem é que isto interessa, a quem interessa que eu apareça com um diagnóstico desta natureza, até que ponto isto me desacredita no olhar do mundo. Terá isto a ver com meus escritos sobre o mundo e o Amor, sobre o ponto do caminho onde me encontro na vida? Quem está assim tão assustado comigo, com as ideias e os pontos de vista que expresso em minha escrita?E o mundo mudou, imensos rumores lançados nas trovas do vento que passa arribaram em meu ouvir, um imenso esforço concertado de ataque, muito dele no próprio espaço da Internet, uma progressiva consciência em mim do nível a que aqueles que fazem a guerra tinham subido, intimidações com blogs que numa hora apareciam e noutra desapareciam, imensas tentativas de manipulação através da criação de imagens indutoras de estados psicóticos.Seres que até então me tratavam com cortesia, com o respeito do cumprimento, viravam os rumos de seus passos ao antecipar os cruzares…Três psis, a que me diagnosticou de nome Teresa Maia, a segunda Ana Paula Viera ligada à primeira, a terceira que diagnosticou meu filho, Helena Sequeira, a que tem a ousadia de escrever no final de seu relatório,




… confirmo a minha convicção face à observação e reavaliação psicológicas realizadas que o Francisco deverá viver com a mãe e passar quinzenalmente os fins de semana com o pai, para poder estabilizar e enquadrar-se numa estrutura familiar que sinta sua e se possa identificar com ela…Tudo isto a revelia do Pai. Mais clareza nos processos inquinados em meu ver, não é possível. A cena montada para justificar em tribunal a quebra e o reduzir da relação entre o filho e o pai, entre o pai e ele.E mais vos digo, enquanto era eu sozinho neste mundo, tudo bem e tudo mal na porrada que me davam. Mas agora tenho um filho e por assim ser a realidade mudou radicalmente para mim, relativamente ao mal que me fazem, porque o fazem também a meu filho. Vamos lá ver se percebem isto de uma vez por todas, que eu não vos permitirei!Senhora Helena Sequeira, fico a lembrar-me de um antigo comportamento dos homens a que indevidamente perante a Lei do Coração se chamou outrora lei de tabelião.Se depois de provados os factos,Verificando se advogado (s) lhe têm enviado crianças em processos de litigio sobre tutelasVerificando de que forma um psi pode proceder a uma avaliação de uma criança sem o consentimento prévio dos dois pais, o que a meu ver é inaceitável e se tal não está definido nos códigos deontológicos ou protegidos pelas leis, deverá rapidamente estar.Ainda não tendo capacidade de produzir prova por impossibilidade de avaliação até este momento, de que se verificou e da extensão de qualquer tipo de indução ou condicionamento relativa ao meu filho, ou que lhe foi administrado qualquer tipo de substância química e ainda e em que medida contribuiu para alterar a percepção por dele relativamente a mim, pois essa alteração eu a vi e estou a vivê-la.E Senhora, este é o ponto mais negro do que irei ainda averiguar, pois é aqui, que caso assim tenha sido e estando demonstrado seu envolvimento, não sua quota na responsabilidade, que o maior dano foi feito à criança, que é meu filho.E estes danos como a Senhora por conhecimento profissional sabe, tem por vezes consequências irreversíveis pela vida fora. Queira Deus e eu que assim não o seja e Certo Estou Que Pela Minha Pessoa e Arte de Amar Assim Não Virá a Acontecer.








Mas tal não obsta a que aconteça a muitos, por não terem a sorte de ser amados e assim se criam adolescentes que matam homens fracos e indefesos, a quem a ausência do bem tratar e do bem ser tratado, com carinho, com atenção, com firmeza, com sobretudo presença real de quem os ama com muito mais tempo do que temos hoje, os remete, os remetemos, para o que se vive e vê à sua volta, a violência, a arrogância em suas múltiplas faces, o credo do mais forte e do eu, do eu quero, posso e mando, em suas variações.E da mesma forma que o amor protege e acolhe em liberdade sem prender, a ausência dele, no confronto entre a percepção que os meninos ao crescer tem do mundo, só se pode pintar com um tom dominante, Medo, e Medo leva sempre a violência, é só uma questão de nível. Esta e a resultante do crescimento dos meninos em desamparo de amor, na sua incapacidade própria, por sua natureza própria, por falta de meios próprios, de digerir e dar a volta às vivências que o mundo organizado e feito a medida dos adultos lhes propõem.De quem é então a responsabilidade. Quando um caso assim acontece e os adolescentes já são imputáveis face a lei dos homens, quem é que deveria ser preso, os que dizem que lhes fugiu a mão, ou todos nós adultos que não lhe damos a mão do coração.Na realidade e pensado bem, deveríamos ir todos, que se dividam estas penas por todos e que cada um cumpra a sua parte, enquanto houver cadeias.E a conclusão desta conversa na especificidade dos danos no coração do meu filho, terá Senhora que ficar para depois, quanto existe um depois em quem foi afastado de seu filho, em quem sabe que o seu filho sente em falta e necessita.E Senhora, existem danos no meu coração também. Creio que vi no seu consultório uma fotografia de seus filhos. Como psi, habituada que está aos assuntos do imaginar, e da dor, não lhe será difícil vivenciar uma separação em período equivalente à que me ocorre em parte devido a seu agir, pois substanciou a ruptura do acordo prático em que a família vinha vivendo de divisão equitativa do tempo entre os três.E Senhora, tem, as leis dos homens forma de converter os danos morais e de coração, embora assim ainda não tipifiquem os segundos, em indemnizações em dinheiro.E me recordo desde pequenino de achar estranho esta câmbio. De como uma quantia em dinheiro podia minorar uma ausência, visto que o dinheiro não trás de volta os ausentes.Este afastamento do meu filho desde 24 de Dezembro de 2005 irá demorar tempo a recuperar, a partir do momento em que se encontrem salvaguardados seus e meus direitos e que nós readquiramos o direito a estar juntos e juntos caminhar.






E as feridas demorarão também seu tempo a recuperar, restabelecendo a confiança necessária, sendo que ele foi e está condicionado a não contar estes assuntos ao pai e isso vai para ser feito na forma que tem de ser feito, em total suavidade, pois só assim se anula as resistências inculcadas e os medos em que elas sempre se baseiam, e todos estes passos demoram o seu tempo, em convivência, de presença, em afectos que anulem as desconfianças que trás em seu coração destiladas por terceiros.Se a lei de tabelião estivesse em vigor, seria a Senhora afastada de seus filhos por igual período de tempo, mas felizmente já passou este tempo, nem eu quero mal à Senhora ou aos seus, só quero que não me faça mal a mim, aos meus, a outros.Sabe Senhora, vem-me à memória uma parecença numa antiga história de um rei de nome Salomão, que perante duas senhoras que pretendiam ser a mãe de uma criança ao que o rei teria dito, que então a dividiria em dois, dando um pedaço a cada uma.Consta que o verdadeiro pai, preferiu então se afastar.Mas não tenho eu nenhuma indicação do Pai e da Mãe no sentido de sacrificar meu filho.Por isso luto e lutarei pela sua recuperação, pela sua defesa, contra tudo o que se levantar.Apresento o meu caso e a minha defesa por voz própria prescindindo de advogado, pois creio que a lei me permite defender por voz própria.Face ao acima exposto e sem prejuízo de esclarecimentos complementares que pretendem obter, venho por este meio solicitar a guarda de meu filho e a regulamentação de um acordo de divisão de tempo em equivalentes modos ao que vinha a funcionar em 2005, e que consta de semanas que se alternam entre os progenitores, com um dia de quebra de permeio.As despesas do viver, englobando habitação, alimento, saúde, ensino e lazer serão suportadas por cada parte, sem pagamento de quantias pecuniárias entre elas.São excepções, sendo suportadas em partes iguais, as despesas de ensino e saúde.Solicito o poder parental, na medida em que o historial das acções por parte da mãe demonstra em meu ver cabalmente que ela não está preparada para exercer a guarda conjunta, situação esta que me disponibilizo a apreciar daqui a cinco anos, pois por principio creio que a guarda deve ser conjunta a não ser em circunstâncias em que uma das partes prejudique o filho como em meu ver aconteceu e tem acontecido.Solicito o poder parental e a divisão equitativa do viver, pois creio que o facto de meu filho ser de mim afastado e eu dele, prejudica a sua felicidade, o seu bom e harmonioso desenvolver e desabrochar.Solicito o poder parental, porque não abandono meu filho mais a mais sendo que do lado da mãe existe um paradigma de neurose clara e comprovada com um esquizofrénico declarado, na sua história familiar.Solicito o poder parental com autoridade em matérias de educação em ensino, pois desde já pretendo mudar meu filho de escola.
…..


Não me parece que tenha fazer prova perante o tribunal da normalidade do meu estado de saúde mental, quanto uma ideia de normalidade se possa ter sobre esta matéria e é também realidade que os factos descritos no fragmento do texto agora apresentado se descrevem colóquios, donde palavra contra palavra, mas entendo que se o tribunal entender fazer prova sobre esta matéria a poderá produzir ordenando o depoimento e interrogatório das médicas envolvidas.

Em contrapartida factos narrados existem que em meu entender deveriam ser prosseguidos em matéria de investigação.

De notar ainda pela leitura dos relatórios resultantes da avaliação do Francisco que o primeiro datado de dois de Novembro de 2005 começa por dizer:

Criança simpática, sorridente, acessível, colaborante, investida nas tarefas de observação sistemática, sem dificuldades em entrar no jogo projectivo…

E muitas outras características contrariam na ilustração da sua personalidade, as conclusões, sendo de notar que à data de avaliação, a criança embora separada vivia com os dois pais.

Grave mesmo é quando eu como pai leio que segundo a avaliação, o Francisco revelou sinais de instabilidade ansiogénica, pois se os revelou, não tive conhecimento da relação e para ele ficar ansioso, como alias a qualquer um, é preciso que algo assim o faça sentir e muitas das vezes isso é feito por alguém que está ao lado.

Segundo o relatório o Francisco apresenta um desenvolvimento intelectual acima dos valore médios de seu grupo.

A linguagem é desenvolvida para a idade

Em termos instrumentais apresenta um perfil adequado para o seu grupo etário.

E que em termos afectivos revela uma estrutura imatura psiquicamente em conflito, sensível e impressionável, muito ambivalente…










Mas foi essa estrutura dos afectos, as ligações que tinha com os dois pais, que lhe proporcionou o que é avaliado como positivo e evidentemente a estrutura de afectos, na altura da avaliação, estava pela mãe a ser com precisão roída e as crianças sempre se apercebem e compreendem o mundo dos adultos e suas intenções à medida do seu olhar e é normal então que ela expresse alguma ambivalência, mais a mais tendo como pano de fundo a separação e uma nova reformulação da família em seu viver.

Curioso mesmo e o alancar sucessivo de chavões sem a menor explicação que faz do relatório, um cofre blindado, só acessível a quem conhece o significado dos termos técnicos e que consequentemente grita se afirmando, creiam-me, porque não o poderão entender e a minha mão autorizada e reconhecida o outorgou.

Curioso é referir que tendo o Francisco vivido uma separação da sua família, nada do relatório o mencione, a mais próxima semelhança estabelece-se quando diz… o Francisco é uma criança marcada pelas vivências traumáticas dos conflitos parentais …

E que toda a sua caracterização resultante da analise da sua personalidade, as características evidenciadas, nunca tenham sido relacionadas com tão importante e sempre traumático facto.

E diz o relatório que os seus conflitos mais agudos relacionam-se com o vivenciar de problemáticas de contornos arcaicos, referentes aos processos de “angústia e castração” e de “triangulação”

E depois de lhe caracterizar os traços que em seu ver derivam dessas problemáticas arcaicas, chega mesmo a afirmar que se não se apaziguarem. O Francisco poderá vir a estruturar a insegurança e ansiedade num quadro considerado como patológico.

Decorrente da vida e do viver do Francisco as relações afectivas e regulares não se confinaram aos pais nos primeiros cinco anos de vida. Felizmente tiveram sempre muito presentes ao avos de ambos os lados e o tio, irmão da mãe e durante os primeiros cinco anos de idade o Francisco com eles conviveu mais de duas vezes por semana durante as tardes até às horas de jantar. Igualmente o Francisco frequentou desde que pode a creche e portanto também teve uma socialização por assim dizer grupal e tudo isto são as relações, a realidade e a substância dos afectos do Francisco.

Não detectou o relatório ao falar dos contornos arcaicos o facto de a criança ter dormido sempre com a mãe desde que nasceu, prática que a mãe continuava depois da separação e que não sei se continua, e é pena pois talvez à luz deste saber talvez interpretasse a origem de determinadas características e conflitos na sua verdadeira origem de raiz.











O segundo relatório com a data de seis de Fevereiro de 2006 diz quase um mesmo, algumas frases são rigorosamente as mesmas, elaboradas pelas mesmas rigorosas palavras, acrescentado um, confirmo, antes e dá oval a uma mentira no seu final sem explicar a fonte da informação, que tendo o período de avaliação coincidido com o afastamento do pai por mais de um mês, por este não o ter procurado, entende que o seu comportamento está menos instável e que é mais positivo e que será melhor o filho só passar quinzenalmente os fins-de-semana com o pai.

Quase tão estranho como o significado oculto do considerando número vinte e quatro da acção contra que diz

Muito embora o silêncio do pai, o Francisco não pergunta por ele e anda visivelmente mais equilibrado, muito embora, este tenha completamente desaparecido.

Presume-se que o que desapareceu foi o pai e o sentido deste considerando é o mesmo sentido do considerando da avaliação psiquiátrica.

E o que eu acho mesmo espantoso é que se faça tal afirmação, pois o estranho deveras estranho, possivelmente mentira total que ao sê-lo desvela a perfidez nos processos e na forma de construir os argumentos, é um filho que vive com um pai durante cinco anos, quatro no dia a dia e um ultimo em parte e de repente nem mais pergunta pelo pai quando ele desaparece porque foi afastado, não porque se afastou.

Que género de pai teria que ser, só se fosse um ogre e um bruto dos piores à face da terra.

O comportamento que a mãe teve com o filho ao longo dos primeiros anos de vida criou um tipo de laço de quase osmose inconsciente em parte como sempre são as naturezas destas ligações, consciente noutra, entre filho e mãe.

O pai sempre tentou contrariar, tendo por diversas vezes com a mãe acordado o desmame e sempre a mãe furou os acordos, adiando em sucessão as datas.

Uma relação que assim se estabelece traduz características equivalentes a algumas descritas nas apreciações psiquiátricas, nomeadamente uma maior identificação com a figura maternal, porque essa dependência lhe foi criada pela própria mãe.

Uma relação com esta matriz de relacionamento tem e produz todos os ingredientes para uma formação dos diferentes lados da personalidade, o masculino e o feminino em desequilíbrio e pode conduzir a diversas tensões, tanto no plano interno da criança, como relativas a quem figura os papéis de referência sexual e afectiva que são em primeiro instante, os pais e pode ainda criar tensões nos próprios pais que se manifestam em seu campo relacional e que por consequência são reintroduzidos na própria criança.





Uma relação com este grau de dependência criada por um pai a um filho não conduz ao desenvolvimento harmonioso e completo da criança e as dependências convêm nunca esquecer, obedecem e trazem sempre em si, um projecto, uma intenção e uma pratica de controlo, quando sobre outro ser são feitas.

E tanto o que é protecção ou liberdade excessiva trás nas vezes más consequências, pode criar graves e persistentes problemas e quadros patológicos nos meninos e nos futuros adultos que são.

Sobre a argumentação apresentada pela requerente e sua argumentação direi para terminar estes considerandos que a descrição dos factos não corresponde à realidade e tem pormenores de fino recorte pitoresco.

Número cinco

…Ainda que discordando e cheia de tremores… concordou mas como era de esperar, percebeu que o modelo não funcionava.

Numero sete

…porque o requerido não tinha condições para estar tanto tempo com o filho, quer porque a vida que levava e os sítios que frequentava não eram os apropriados para o Francisco, quer porque o seu comportamento passou a ser ainda mais instável e desequilibrado…

Sem explicar o porque de assim entender, que o pai não tinha tanto tempo para estar com o filho, e que sítios são esses que não considera apropriados e porque razão assim os considera, mais um exemplo de argumentação usada em modo de insinuação e de forma judicativa assente em coisa nenhuma.

Do número oito ao décimo é alegado que o que constituía vivência diária estabelecida há já longos meses, correspondendo as necessárias novas rotinas no novo molde familiar, não era boa para o Francisco, que a mãe a tentou alterar as condições com o pai e como não o teria conseguido.

Assim no número onze afirma que a mãe alterou por sua própria iniciativa o que vinha a ser praticado, passando o Francisco a ficar, consigo durante períodos maiores, passando o regime a ser o que abaixo se propõem.

Se ainda se propõem, então não se pode aceitar que já seja. Depois o comportamento da mãe, foi à revelia do pai quebrar de forma unilateral a vivência familiar nos moldes em que vinha ser vivida, a partir do dia 25 de Dezembro de 2005, quando não permitiu mais que o filho ficasse com o pai, portanto ao contrário do que afirma não houve nenhuma transição gradual de períodos de tempo que desembocasse numa outra solução de divisão real dos tempos do viver.






No número 13 ao número 19 dá-se conta de uma versão efabulada do que na realidade ocorreu e profere-se uma acusação de agressão física que pela sua natureza jurídica deveria dar azo a presentação de uma queixa-crime de agressão. É também uma acusação que põem em bom causa o nome e a personalidade do pai, e como tal caem na alçada desses mesmos direitos.

Não entendo à priori a necessidade de me defender ou apresentar prova da falsidade dos factos narrados nestes artigos, pois parece-me ser competência da parte que apresenta tal argumento o prover sua prova.

Se contudo o tribunal entender averiguar esta matéria na perspectiva da luz que tal averiguação possa fazer sobre a natureza do carácter e do comportamento do pai, deverá então chamar como testemunhas os agentes da polícia de segurança pública que tomaram conta da ocorrência e que poderão por depoimento, introduzir um ponto de vista externo aos apresentados pelos pais.

Apresento contudo desde já as seguintes considerações sobre esta matéria.

Quem chamou a policia foi o pai quando a mãe recusou que o filho viesse com o pai, já se passando mais do que estava previsto, porque entretanto o Francisco teve uma providencial constipação da noite de 24 de Dezembro para o dia 25 de Dezembro e dessa forma foi criado o pretexto para que o Francisco fosse ficando em casa da mãe quando devia estar já com o pai. Foi esta a forma de actuar da mãe para implementar o que a alegação no considerando onze chama de novo regime e não está muito desadequada a imagem, se pensar que foi como um golpe de estado, a força, faz-se e já está, com a garantia que o outro, o pai, por sua natureza e convicções nunca procederia de forma equivalente e assim se tem à partida a garantia da impunidade e da concretização do acto.

O pai chamou a policia para que tomasse conta da ocorrência e que ficasse registado que o pai nesse dia foi impedido de sair com o filho da casa da mãe e só com esse intuito o fez, pois sabe que mais acção na poderia ter a policia nessa situação e se o pai pretendia como pretendeu tal objectivo de registo, certamente que não iria armar nenhuma confusão que prejudicasse seu objectivo.

Não agrediu o pai a mãe, embora tenha existido contacto físico entre eles e em determinado momento caírem sem violência os dois em cima da cama. Pensa o pai por duas razões a saber,

O tempo anormal que demorou a mãe a abrir a porta da sua casa que me deu a atender a habitual preparação do cenário











E uma impressão que se reforçou a posteriori, de que algumas outras pessoas se esconderam nesse momento na casa de banho que dá para sala, que permite ver a sala e então não conhecendo o pai a estratégia nem as provas que a parte que colocou a acção irá produzir, caso aparece alguma foto ou vídeo sobre o que se passou na sala, se confirmará a existência dessas pessoas e se colocará sérias duvidas de que a queda não foi encenada e uma prova terá assim sido fabricada. Erro de percepção e de raciocínio dedutivo, ou prova de clarividência antecipativa, o futuro o dirá.

Não apresentou a mãe nenhuma marca de agressão física, porque não a teve e se o vier a fazer terá sido por maquilhagem, pois tal não aconteceu. Também não me admirará se aparecer, pois qualquer um o pode facilmente fazer.

Já não se coíbe o pai de imaginar e se precaver de todos os possíveis cenários, mesmo os que parecem mais mirabolantes, pois tem assistido e sido confrontado com um vale tudo sistemático.

Já durante o ano de 2005 uma situação de impedimento tinha acontecido, desta vez em casa da mãe da mãe e protagonizada por esta que recusou que o filho saísse com o pai e da qual o pai deu ocorrência na policia.

E esclarecendo em pormenor o que se passou dentro de casa foi o seguinte.
O pai foi ao quarto acompanhado pela mãe onde se encontrava o Francisco doente de cama e averiguou por si mesmo a febre real que o filho tinha e tendo concluído que ela a existir seria muito baixa e que ele estava em condições de ir para casa dele com o pai.

E foi aí que a mãe puxou o pai da cama e o começou a empurrar para o afastar do filho e o pai a dizer-lhe que ela não tinha o direito de assim proceder, que não podia empurrá-lo pela força, que não podia impor a sua vontade daquela maneira e que ele não deixaria que tal assim acontecesse e o que aconteceu foi, ficarem os dois encostados frente a frente a fazerem força e depois desequilibraram-se e caíram por cima da cama sem grande agitação nem grande violência nesse cair.

E não creio pelo que vi que o Francisco que ele se tenha assustado ou perturbado particularmente, pois aquilo foi mais estilo de dança, pois as emoções eram mais mudas que expressas.

E creio que existem nas vezes entre casais situações de violências de natureza psicológica que são por vezes muito mais danosas que as ofensas de carácter corporal e que por vezes quando em frequência são feitas se assemelham mesmo a tortura.

E bem oportunidade teve o pai de aprender com a mãe, como um conduz o outro no sentido da ruptura criando-lhe pressões de todo o feitio e tentando que assim dê o passo que o outro quer dar sem parecer que o quer dar. Porquê? Por uma questão de aparência e de julgamento e de aprovação moral da conduta correcta face a olhares terceiros.




E duas vezes o pai foi agredido fisicamente pela mãe durante o tempo em que viveram juntos, não tendo o pai apresentado queixa de tal facto, nem valorizou dessa maneira o acontecido.

E para finalizar os meus comentários sobre os considerandos alegados pelo representante da mãe e lendo o regime de visitas que é proposto salta à vista do raciocínio e do pensar o seguinte:

Que o mecanismo proposto, três semanas nas férias do verão divididas em três períodos, de sete dias cada, desvela uma intenção implícita que existe por parte da mãe uma clara intenção de não permitir que o filho fique por períodos grandes de tempo seguidos com o pai, num tempo em que pelas suas características se reforça e solidificam os laços afectivos, bem como não explica ao pai quem é que fica com o Francisco durante as restantes férias, visto que a soma das férias dos dois pais para além de poder ser em parte sobreposta, é sempre inferior ao tempo total das férias do Francisco.

E sobre a pensão de alimentos, este é um dos pontos que me mergulha numa profunda infeliz ironia, porque a forma como sinto o que foi a sua decisão, é mais ou menos este, retiram-me o filho e ainda pago por cima a quem o faz.

E em meu ver, a grande questão deste processo, para o qual exijo pela sua natureza, pelo facto de nela se encontrar envolvido uma criança, a máxima urgência na sua solução prende-se com esta enunciação.

Um pai que actua premeditadamente e executa toda uma complexa estratégia para levar consigo o filho em seu partir, que inventa, que dá o dito pelo não dito, que distorce, fabrica, mente e manipula muita gente inclusive a criança filha e que leva pela sua imposição sempre a agua a seu moinho perante outro pai que se comporta nas regras e age baseado em valores contrários

Sabe Senhora Juíza, eu como pai sinto-me neste processo como uma vítima de um acto terrorista, pois a acção da mãe tem sido como a de um terrorista que perpetua as acções e assim cria sempre os factos consumados.

Contra a parede me sinto em todo este processo do agir e das consequências do agir da mãe.

E isto é assunto que me trás também preocupado, pois são valores em meu ver errados que se passam pelo exemplo desta forma ao filho, o mentir, o ensinar a via da ocultação, da mentira, a falta da confiança em vez da confiança nos pais e se bem que nunca possa nem deva nem queira inibir as opiniões ou modos de ser da mãe, pretendo o direito que me assiste por ser pai de um mesmo filho, de pelo menos lhe dar a hipótese de ele perceber que o mundo não é necessariamente assim, que não tem que se agir assim para viver, e que nesses modos de ir se perde mais do que se ganha.






E se todo o processo e o alcançado tem premiado quem actua como terrorista, que restará então ao que se porta de acordo com a lei do coração e a dos homens, clamando nas vezes em que assim o entende como necessário que elas se tornem mais justas e sendo muitas vezes perseguido por procurar e agir em justiça entre e com seus irmãos.

Começo a perceber a tentação de alguns em começarem aos tiros ou se matarem e matarem os seus, face a prevalência que quem assim mal age parece obter e do mal que por esse agir cria em outros nomeadamente nos filhos.

Pois em termos práticos fui eu e meu filho confrontados com um conjunto de acções que nos trás afastados desde o natal e que assim se pretende manter até julgamento que poderá ocorrer só daqui a seis meses.

E não recebeu o pai até a data, nenhuma proposta da mãe para a divisão do tempo, como expressou a decisão da Senhora Juíza, nem a decisão lhe determinou um limite temporal para o fazer e assim continua em termos práticos o pai sem poder estar com o filho e de mãos atadas ficou, pois se o pais pretende a divisão equitativa do tempo, se a mãe quero o filho o menos tempo com o pai e se a ela foi dado o poder de tal regular, a iniciativa só poderá estar no seu lado.

Face ao argumentado, acresço ao já pedido ao tribunal relativo a substância da regulação do poder paternal, a entrada em vigor imediato de um acordo de divisão do tempo até à conclusão do julgamento, pois só dessa forma se reporá a justiça devida.

E Senhora juíza gostaria ainda de lhe dar conta de outros julgares que meu ver julgou.

Estive uma hora à espera antes da conferência começar e ninguém me apresentou uma explicação sobre o sucedido e um pedido de desculpas. O advogado que entrou na sala representando a mãe, não é o que assina a acção e não me foi nem sequer apresentado e portanto nem seu nome sei, pedindo ao tribunal a sua identificação.

Estiveram mais duas pessoas na sala sentados de permeio entre as partes que não foram apresentadas e não me parece curial que assuntos desta natureza sejam abordados com pessoas a eles estranhas sem primeiro obter o consentimento das partes directamente envolvidas, o que implica a prévia informação.


Do exposto emerge uma recomendação para que os homens pensem como é que a justiça se pode tornar mais acessível directamente aos meninos e de muito que pode fazer para melhor os proteger.

Que são insustentáveis prazos desta natureza no resolver destas matérias, pelas características e necessidades e capacidade de cura das separações sempre que acontecem e que assim se abre a porta a muitos danos, à criança e tal nos diz da necessidade de lhes conferir por prazos mais pequenos maior protecção.





Que a lei entenda como ponto de partida que se a família vivia junta, se comungava os dias, a guarda deverá sempre a partida entendida como conjunta e enquanto os tribunais não apreciam e regulam, deverá ser esta realidade pelos diversos motivos apresentados, estendida até lá.

Que no caso das instituições publicas que tem a seu cargos meninos e adolescentes deverão ter as portas sempre franqueadas a quem a sociedade incumbir de acompanhar e verificar as situações em quem vivem os meninos, dar-lhes espaços de escuta das suas visões e eventuais queixas, actuando sempre mais do lado preventivo do que reactivo depois do facto se ter consumado.

A responsabilidade da segurança e da garantia dos seus direitos e liberdades está na mão de todos, pois o estado são todos e assim sendo, todos temos que saber que parte da responsabilidade cabe a cada um e em conformidade com o exigido por essa consciência agir.

Quando num processo cuja origem dos acontecimentos é reportada há mais de vinte anos atrás,

Quando as testemunhas, à luz do que é reportado, são por diversas vezes ameaçadas,

Quando no inicio do processo se mencionaram fotografias que foram vistas por alguns onde apareciam outros implicados para além dos que estão em julgamento e que depois desapareceram

Casa pia, vinte anos de abuso um período de tempo tão dilatado, não pode ter como abusadores tão pequeno grupo de suspeitos que estão neste momento em tribunal.

Certamente que a jovem carne desprotegida cuja responsabilidade está na mão de todos alimentou muitos mais lobos.

As peças que se conhecem da pintura geral do abuso de crianças em Portugal apontam pelas componentes e soma, os contornos de uma pintura muito maior e mais abrangente pela suas ramificações e distintos cruzares.

Neste processo e em seu desfecho será avaliada simbolicamente a capacidade da democracia em garantir os direitos dos mais desprotegidos, que são aqueles a quem mais a sociedade deve proteger, e será justo pensar por extensão que a base e a forma do abuso embora com configurações sempre distintas, é uma mesma em seu mecanismo nuclear, e corresponde a uma pratica cultural e comportamental que se espalha por todo o lado e que tem a ver com o tempo de uma geração e seus usos indevidos do poder que lhes foi passando pelas mãos.

Deveriam pois os homens pensar o que se pode e deve fazer para garantir maior protecção dos direitos dos meninos e dos adolescentes.





Pois são eles o Oiro e o que mais importa defender, em sua própria liberdade.

E a mãe mais uma vez afirmo meu amor, pois uma vez amada sempre amada e a ligação que com ela trago é em meu crer, eterna, não se rompem os filhos e esses frutos são para sempre, mas não me cega o amor em que a trago, ao seu mal fazer e consequentemente a ter que o aceitar e na esperança que um dia ela possa aceitar que o filho e o pai tem direito a viverem sua parte juntos e que perceba que não pode fazer tudo o quer da forma que quer e que estes comportamentos ferem o filho.
E que o seu comportamento se torne claro e direito de forma a que com ela de novo possa conversar.