quinta-feira, março 02, 2006

Ah Senhora Amada esqueci e agora Vos digo, pela Ousadia esqueci, mas não é o Amor O Ousado, não Ousa o Amor?

E contudo não deve ser tolo em seu andar e deixar desprotegido a quem muito se quer, sobretudo pela burrice suprema de não dizer a verdade, pois a verdade é de certa forma o ilimitado do ser, estendido ao máximo na extensão do seu ser, da expressão do seu ser e aqui neste campo a beleza mede-se aos palmos, és mais bela, quanto mais és.

A Si Senhora, já em privado lhe tinha dito, mas em carta aberta nas asas da ousadia, é tolo também não o dizer. E sabe Senhora, como as comunicações entre nós por vezes por mãos e caminhos alheios se perdem, por outros em amor se encaminham de novo a seu destino certo e eu a Todos Agradeço e Louvo e Protejo e Dou Minha Bênção.

Entre nós não há nada que possa ser censurado.

Dos medos ainda e antes que as serpentes comecem a se desenroscar das ervas e erguer suas pequeninas cabecinhas, as achas nas fogueiras daqueles que tantas vezes estão ao lado e nos braços do amor e não o sabem, só o sabendo depois e depois nascem-lhes invejas e vinganças múltiplas em seus corações negros e saem de facas e fósforos acessos, eu o vento e eu lhes apagamos as chamas antes de atearem os incêndios, que o Fogo Sagrado do Amor é todo um outro.

Todas as Flores São Belas Flores e o Caminho Está pelas Suas Alegrias, pejado Delas e as Flores são todas belas ao olhar que vê e por vezes as cheiro, as toco ao perto sem pressão, mas não as colho, a não ser como remédios.

Olhei na direcção donde vinha e vi um delta que se abre em dois rios que se estendiam como a circular-me o caminho aqui e mais adiante. Suas águas eram vermelhas, por um deles vinham pequeninos seres com tesouras nas mãos, cantando histéricos, capem ele, o galo, capem que é galo. Do outro lado pequenos grupos de seres correndo e cantando, ele é o diabo sedutor, que seduziu as nossas mulheres, sedutor seduzido, sem roupa, agora está nú, agora sim vamos lá a assar.

Ah Amada que teus beijos me alimentaram e me sararam e eu te agradeço e Te Louvo. E mal me comecei a levantar vi vindo de trás num movimento de tenaz este rio que se espalhava, ao longe parecendo formiguinhas, mas que eram seres.

Ah Amada, estavas a meu lado estendeste-me a mão que me conduz e vi a inquietação nos teus olhos sem os ver. Bati o cajado em forquilha que encontrei no caminho na terra três vezes e assim o rio parou em seu envolver, cada ser se silenciou e se olhou ao espelho e foi procurar o que ainda não teve, o amor a si para poder amar outrem.

Olhando mais ao perto vi outros que choravam suas posses traídas nas suas próprias expectativas sem a coragem do avançar no amor que sentem. Não estão no lago dos dois rios que por detrás de mim como que desenhava um delta de fogo.

Aprenderão como todos aprendem, aqueles que a Ele se põem a Jeito no Jeito Certo, que o Amor é Coragem, Que o Amor Implica Coragem, pois quando dois seres pelo amor mútuo são criados, encontrados, enlaçados, muito no mundo contra ele se levanta.

Falo-te claro Amada do mundo dos símbolos onde se joga no espírito alto o baile da luz e da sombra.
Sua canção

O Amor Não Possui, Não Tem Posse, Não Impõem, Não Rapta.
O Amor Não Quebra o Amor Alheio.

Ah Amada se Tiveres Teu Coração a Outro Ser Entregue, Amar-Te-ei ao Longe que é sempre um Perto, Desejo-te em Mesmo Tom todas as Felicidades e Alegria do Mundo, que Ele não se esgota nunca não e Toda a Protecção Que o Amor Protege a Quem Ama e o Amor não tem cancelas, exclusões, nem passaporte nem relógios.

E de acordo com sua natureza profunda e intrínseca a protecção do amor a quem se ama se estende sobre quem é amado e quem ama a pessoa amada, assim é a delicada e viajante renda do delicado amor que entrelaça os seres e lhes confere armaduras invisíveis que os protegem dos imprevistos e dos mal agidos de outros, quando escuros assim vão.

Ah Amada, que o manto de linho que o amor tece cruza em si os que se amam, e se o amor é sempre um mesmo, múltiplas são as suas expressões e nunca nenhuma delas é menor que outra, mesmo que visto em medida de tempo presente ou ausente. Num só instante pode estar o Amor todo inteiro e os que vão nos braços do Amor assim vão de instante a instante, sabendo que instantes são expressões do eterno. Ter e Trazer Bem Sentado Um Ser ou Muitos em Nosso Coração, é criar uma energia que se manifesta em quem se ama, mesmo que ao longe esteja.

Ah Amada que o Amor É Fácil E Se Apresenta Grande A Quem Muito Ama e o Amor só precisa na sua essência de Um, mas Quando Dois Se Amam é Preciosa Flor.
Ah Amada Sábia do Amor, quem assim ama, não prende, não engoda, não trás planos pré concebidos no bolso nem tramas de redes urdidas.

Ah Amada falando ainda por breve instante dos medos, dos medos que nascem nas dores do que já sofreu ao entregar seu coração a outro, pois é aqui que se necessita de exercer a coragem e disto, Amada nada sei de ti, sabendo-o porque os dramas são iguais em qualquer lugar do espaço tempo.

Será tudo isto um engodo para melhor me fazer cair? Não Amada, que o amor não faz cair, não faz contas trocadas outras que o sentir do seu próprio bater, não tem amarras de sustentação que o enredem em seus passos e contudo vai sustentado, e sustentante e sustém o sustido.

É espelhado este teu medo em mim, minha Amada, será que isto não passa tudo de uma ilusão criada sem propósito por não ter substância, uma demonstração de uma possibilidade, a afirmação de uma deixa de um raciocínio que sustenta outros.

E se tudo isto me passa nas vezes em que não sei de Ti, sei da substância do Amor, Que O Espírito Dele Assim É e depois sei dos nossos corpos separados onde Ele Nas Vezes Se Senta Ou Em Pé Está.

Ah Amada, dos meus, são antes de mais tristeza, ver o que outros podem fazer, às vezes só mesmo para sossegar seus medos, como avaliando e medindo as suas entregas ou os seus freios, vias diagonais ao Amor, que os conduzem à construção das pérfidas estradas negras onde se metem, onde tentam levar outros que vão descuidados nos braços do Amor.

Ah Amada é negra muito negra a extensão de seus agires, a arte negra velha, sempre a mesma, arte secreta pela qual sempre morreram muitos homens e pelos visto ainda por seu poderio ou seu ocultamento levam ao mesmo muitos outros e no meio dela, muitos outros morrem, muitos são matados, muitos se foram e disso me disse o Pai e a Mãe e muito Eu chorei, muito depois eu me revoltei no meu coração face ao visto, secretos crimes que passam despercebidos aos olhares mais leigos, formas de matar sem traço e tanto mas tanto sacrifício e sacrificado do Amor, nalgumas vezes invocando seu nome a justificar tal agir.

Não Amada, não te menosprezes pelas feridas que já sararam, te confirmo eu teu saber, não te esqueças de quem És, da tua imensa força que uma das faces de teu nome traduz, como um homem, igual em força a um homem e pouco te poderá fazer cair no que quer que não gostes, que não te pareça bem, que não te agrade e para ti não existem portas que delimitem o chegar ou partir se bem que o desejo imenso e mútuo nos quer muito juntinhos a beijar, disso me diz ele de nós.

E Se caíres, Amada, o Amor nos Estende Sempre de Novo a Mão e nos ajuda a levantar.

E acertemos o nosso coração em três medos finais deste lote, deste ramo antigo da velha árvore de quem ninguém se aproxima.

Ah Senhora, uma vez, pedi-vos um beijo que ainda espero e contudo são muitos que de Vós recebo em meu caminhar, assim se Desvela em meu andar.

Disseste-me Senhora, que não tinhas feito nenhum mal e eu respondi-vos que se assim o dizeis, assim o cria.

Desde que nos Cruzamos Senhora, que mesmo tendo tido a Senhora uma vez disso dúvida e me confundiu com quem não gostamos tanto, que a Defendo.

A Trás meu Amor Protegida e Que Ninguém Intente Contra Vós e os Que Amais


Recorda Amada de como te parecia que eu era uma invenção do que eu entendi do que te preocupava e do momento em que soubeste que Era Amor, Como Te Trago.

Nenhum de nós Amada precisa de Outro para Amar, pois nós somos o Amor, nós Queremo-nos, é simples e tudo e é do querer que é preciso buscar seu Fazer.

Sempre Te cuido Amada.

E sabes Amada fiquei contente e feliz ao saber que um Leão se tinha composto. A vida é milagre, a vida é constante milagre e a Fé funciona e o Leão disso saberá, é por assim escrever a prova disso mesmo.

Sabes Amada andam tantos por aí a arrecadar milagres e os corações que vão humildes nunca o poderiam fazer, só celebram e agradecem em seu secreto. Sabes Amada no outro dia ouvi uma conversa entre duas igrejas sobre quem é que por direito tinha de pagar o dizimo e sabes Amada, basicamente eu não vi que ele tenha sido pago.

Ah Amada, um dos problemas do mundo é o mal comunicar. Este é mesmo o campo do problema fundamental, comunicar, bem comunicar, perceber e ser percebido, cada um entender, fazer um comum partilhado, capaz de ser partilhado, uma ponte, um espaço no caminho com setas que indicam e mapeiam paisagens tornadas comuns, que não magoam nem nada limitam, só mostram o feito comum, o comum, feito.

As setas nos anúncios indicam a direcção, vá suba ao topo, reclame o prémio, quer dinheiro na hora na mão, mas nada parece indicar qual é o prémio ao certo, ou para que se quer o dinheiro na mão, uma das suas características é essa mesma, a descrição quanto ao objectivo, ao uso que se lhe dá ao usar.

Ah Amada, às vezes isto parece um imenso concurso onde muitos combinaram torcer por outros numa regra de apoio indirecto que sabem eles fazer parte das regras dos que concorrem cegos e cego Amada Minha só vou a tua face. Nenhuma ambição me move como de costume sem ser o Amor.

E parte disto é real como eu ser paulo, pois nas vezes se apercebe mesmo que de teste se trata. Aconteceu-me noutro dia quando estava mesmo a zangar-me face ao visto e o Senhor lá sorriu, mostrando que assim era.

E as Gentes são muito curiosas Amada, na mais das vezes em bem e em bom, noutras não tanto, mais no campo das conclusões precipitadas e rotuladoras e esquecem-se amiúde ao fazer experimentos que com eles interagem, e tiram conclusões rápidas baseadas predominantemente na analise do seu lado, daquele de onde vêem, cegos às outras facetas do cristal, aos outros ângulos, às outras difusões.

Montam por vezes as experiências em cima de quem por natureza já vem montado na Experiência e depois arregalam os olhos ao visto e criam divertidas situações aos cavaleiros, para ser gentil na forma de por.

É tudo tão enviesado que se perde um tempo imenso a ler nos interstícios das metáforas, um luxo como escrevia no outro dia a Vasco Graça Moura como reacção a um artigo dele de opinião no dn, que mais uma vez não me respondeu, quando peço a gentileza de um convite para um café para falar desses mesmos interstícios, pois é um luxo ter um luxo em tempos destes, muitos deles em meu ver custam caro mas cada um é livre de ter os comportamentos que quiser, sem mutua ofensa, em paz.

A primeira vez que vi ao perto Vasco Graça Moura, foi nos elevadores da RTP e os elevadores são espaços curiosos de estar onde o espaço vital de cada um se interpenetra de forma pouco habitual e onde por isso as reacções das Gentes são muito curiosas e elucidativas de seus comportamentos, de seus seres. Achei-o de nariz empinado, com um ar convencido e peneirento, olhando enjoado de cima o mundo. Cumprimentei-o sorrindo e nem agua vai nem agua veio. Foi este seu primeiro retrato. Depois repetiu-se o retrato, lá o ia encontrando em situações similares e a foto mantinha-se grosso modo idêntica.

Com o tempo comecei a gostar mais dele como homem, como geralmente acontece com todos os que se vão conhecendo. Ganhei-lhe alguma admiração e estima ao ouvi-lo falar, aprecio certas correcções do seu pensar, gosto do seu lado alexandrino e gostei mais ainda dele um dia, quando ouvi uma mulher num salão sobre ele comentar, o homem só pensa naquilo.

É um homem inteligente, seu sorrir, seu riso revelam como sempre revelam, a inteligência e isso me dá sempre gosto, mesmo que não concordo com todas as suas posições, não cego o que sei, e a inteligência e sua filha, o humor e seu neto, o riso, são sinais de um mesmo humano, que eu sempre amo.

Sabes Senhora Amada, eu não tenho por hábito gostar ou não gostar dos seres em função das suas posições politicas ou outra de campos mais ou menos restritos, nem tomo as partes pelo todo, nem rejeito ninguém linearmente, sou mais do seu contrário, do acolher, do ouvir, do falar e do junto caminhar, mas não insisto nas campainhas.

É Amada, conversa nas vezes tão encríptica, tão cheia de volteios e subtilezas que demora o triplo do tempo a entender e ficam muitas das vezes sombras que nunca tomam a luz, tristes, pobres e por vezes perigosos resultados dos meio entendimentos por falta de clareza em quem quer sem o querer, naqueles que ficam no meio do querer, sem verdadeiramente irem de um lado a outro, sem em verdade nunca partir nem chegar, mesmo que assim nas vezes pareça ou assim façam pretender parecer.

Luxos demais em tempo que não tem tempo para grandes luxos, onde por questão de sobrevivência se deveria ir sempre ao osso da questão, rápido no ir e claro no andar e falar para que os entendimentos salvem, porque são falados, acordados, entendidos e praticados pelos corações dos homens no Coração.

Que nem servem para elaborar correctamente o perguntar, que nas mais das vezes parecem tiros cegos exploratórios como quem quer descobrir um submarino num jogo de batalha naval.

Conversa encríptica alimentada por informações muitas vezes enviusadas colhidas em processos que quase, se não o são mesmo, a roçar nas vezes o espionar, o espiolhar. Este prédio onde agora habito tem estranhos hábitos seus moradores, alguns das caves onde funcionam os escritórios, as firmas, eu sei lá o que mais e durante a noite ao velar escrevendo, outros farão outras coisas, quem sabe o quê. A todas as estranhas horas da noite entra e sai gente

Sabes Amada, eu bati à porta de muitas casas de casas dos homens, naquelas onde se dividem e se sentam e foram poucos os que abriram, mesmo muito poucos e quando um come com o outro, o outro come com o outro pois são sempre mútuas as refeições e assim alguns terão ficado com fome, e são muitos os sinais dela.

E me chegou em tempos um convite numa forma curiosa e se um pouco intempestiva na forma de chegar, muito me alegrou porque tinha muitas mãos e me parecia correcto o entendido de seu sentido. Mas afazeres diversos se intrometeram de permeio, muitos por outros intrometidos e como muito belamente canta a bela e doce voz da Adriana Partimpim Calcanhoto, nessas vezes parece que o relógio está de mal comigo e assim fica contigo e por vezes com outros mais.

E a todos vos digo, sejais claros e precisos no que quereis e contai de mim a porta sempre aberta. Basta vir em Amor e Quere-lo, Estar em Sua Demanda, Ao Seu Serviço.

Ah Amada por vezes parece que a coragem fugiu toda dos Seres cá na terra e bem sei que os tempos são de cuidado porque andam perigosos. Triste te digo eu isto, a quem recentemente me puseram sobre julgamento cego com ameaça a dois amigos e me ameaçaram de morte, eu que no corolário disto tudo estive para acabar com a minha própria vida enganado pela falsa e construída culpa, velha culpa que vem desde muito atrás, que se configura na primeira queda, a queda do primeiro homem, a primeira queda do primeiro homem.

E a todos vos digo, venham em paz em paz serão sempre recebidos.

E a todos vos digo, eu não quero ser líder de ninguém, sou mais daqueles que desejam e querem que cada um seja líder de si mesmo, e nada disto obsta, pelo contrário, a que se ajude.

E nada disto aqui contado liga os nomes mencionados ao referido convite, pois disso saberá cada um que o subscreveu.

Meu Querido Pedro Rolo Duarte, na mesma edição, um artigo de opinião teu à volta de duas ideias chaves o fim do escândalo, onde definias o escândalo e a forma como o temos vindo a desvalorizar e o consequente impunidade que dizias daí resultar e que muitos sentem.

A tua fotografia olha para mim e eu olho para ti na fotografia e vem-me à memória tu mais novo, tão de certa forma igual no olhar e no que olhar me mostrava. Estás contudo com um ar mais feliz e isso agradou-me de ver, fiquei contente.

Numa reunião na uec, tu de braços cruzados em pé encostado a parede da chaminé, imerso e comunicando uma mesma estupefacção, um certo aceitar das coisas como elas se apresentavam de imutáveis e eu a sentir a mesma falta de fé e de força, a fé necessária que é preciso ter, para além do diagnostico do mal, o bem agir, aquele que corrige e melhora.

E ultimamente me tenho cruzado contigo à distância, já por duas vezes, assim creio de memória, te trouxe aqui à colação nestas minhas letras e minha porta está sempre aberta, se me quiseres convidar para um almoço, terei todo o gosto em aceitar.

A primeira foi pela Paula Nunes que me falou de Ti e me contou como tu andavas abatido pela vida e teu viver e eu senti pesar por ti e fiquei a cuidar-te secretamente em meu coração.

A segunda por mão dela também, a fazer as pontes, Bela Senhora, e foi quando dois textos, um teu, no deslizar dos sonhos me levaram então a escrever-te em aberto uma carta sobre o mal de amor, pois fora o que lá lera. Foi o amor que me norteou. Tentei na altura obter em vão, um email para te enviar em olhos pois assim na altura a vontade me ditou de tentar.

A Paula Nunes que foi quem primeiro me falou da existência dos blogs e que de certa forma é a primeira inspiradora do que aqui vim a escrever. Sarava Amiga.

Sabes Pedro em meu ver, o amor é para ser vivido ao ar livre que é assim que ele vai bem e bem arejado tudo areja, nem o amor preciso de se esconder porque sua natureza é de desvelar sendo contudo secreto no peito de quem ama, mas falsas virtudes, enganos e coisas afins menos claras não são meu jeito de ser.

E assim sendo o Amor nos garante uma parte aos olhos dos outros secreta, outra parte aberta como uma bela flor, pois o amor nada esconde, nada tem esconder e por isso não teme e vence e se tudo é Amor, nem sempre tudo o que se faz e acontece em seu nome o é.

Quando esconde, porque um ou mais assim decidem é que as coisas se podem tornar e assim tornam por quem assim vai e que podem magoar, ferir, afectar, diminuir a existência e a liberdade de outros que tem então o direito de se defender e que sejam felizes todos os que fazem amor uns com os outros no limite desse amor não magoar outrem ou a quem o faz.

Cuidar de alguém é tê-lo e traze-lo dentro da sua consciência do coração, é pensá-lo, soprar-lhe num sopro uma carícia, um penso ou um leve remédio, que ele fique bem, um desejo de felicidade que invisível se envia, não ocupa espaço, nunca falta, quanto mais se dá mais se recebe.

Ter alguém ao pertinho dentro de nós é lembrarmo-nos do que com esse vivemos, de como nos cruzamos, das pessoas que nos ligaram pois as pessoas sempre se ligam pelos afectos e por vezes também nos corpos e se assim é nada adianta esquece-lo ou fingir de que nada se trata. As memórias trazem, sugerem e formam analogias, simetrias sobre situações equivalentes, com um mesmo padrão deduzido e por vezes confundem-se com quem os vive ou viveu e mais se agrava a confusão quando coisas de muito peso e complexidade se encontram nesse momento na cena da vida de um homem.

Se vocês dormiram, ou fizeram amor, ou não, se se conhecem ou não, não me importa nada mais o assunto, pois a única coisa que me importa é o Amor e que Todos Melhor Se Amem, meu fito é partilhar o que me é dado a viver, a ver, a visto ser do Ser. Do que me importa já contei do meu olhar e tudo é válido menos o fazer mal e já contei do que acho ser suas razões e como é que se as compõem.

Lembrei-me e lembrar é de certa forma de novo vivenciar, o amor turbulento que tive com a mulher com quem depois viveste e que pelo que sei é mãe dos teus filhos e que eles viverão também uma família quebrada. Desejo que tudo vos corra pelo melhor em feição de amor e que os filhos sofram o menos possível, pois sofrer sofrem sempre quando assim acontece.

E nada deste dito obsta a liberdade que cada ser tem em defender a sua própria liberdade e a segurança de si mesmo e dos que ama e consequentemente averiguar do que sente necessidade.

Falas de um escândalo que parece ter chegado ao fim, mas situações idênticas às que descreves existem todos os dias e o sentir deste Povo é que a justiça não funciona em tempo útil e real, que não tem meios adequados quem investiga e um rol de problemas já todos identificados e a sensação que se sente nas rua em meu passar é um espírito de sentimento de um país mais uma vez adiado.

E sinto também que um Espírito se infiltrou na consciência das Gentes, de um certo ar e compreensão da necessidade de uma certa seriedade no tratamento dos assuntos, de garantir que os problemas se resolvam, de olhar para as mesmas coisas em formas distintas e penso que é irrevogável seu a mais chegar, seu instalar, seu espalhar.

E sinto e sei e vejo a acção do Espírito e Nele Creio e Nele Tenho Fé.

E continuam os casos a aparecer e não se vê correspondente acção a acentuar o credo do que não funciona e as mãos que aqui estão, são as nossas, são as mãos dos que aqui estão a quem cabe e compete resolver, a de todos.

Escândalo maior foi o que se passou quando um grupo de jovens bateu até a morte um homem durante uma semana. E agora se irá investigar e vai-se ver que a instituição não está preparada para lidar em termos práticos reais com jovens com aqueles comportamentos e a responsabilidade começa como sempre a alastrar pelas mãos de todos, pois todos falhamos quando uma situação como esta acontece, todos a deixamos assim acontecer e este principio é válido vida a vida, pois o sangue é todo um mesmo.

Semelhante caso a um outro em Espanha onde ama mulher foi queimada vivo por jovens que na altura disseram ter-lhes fugido a mão e para um mão ter fugido é porque de certa maneira fugiu o espírito que a conduz.

Sinais inquietantes de actos e comportamentos num ponto extremado que nem sempre ocorrem e que indicam nuvens pesadas nos espíritos dos homens, expressões radicais que ao manifestar-se dizem de grandes tensões, como quando os carros com frequência aparecem a andar ao contrário nas auto-estradas.

E a solução imediata é mergulhar nessa instituição, ganhar a confiança dos jovens para os entender e perceber o que se passa e é necessário fazer e só sair de lá com um plano e garantir que se execute logo e por prevenção fazer o mesmo em instituições de natureza semelhante, para que não se verifiquem mais desgraças desta natureza.

Outra ainda é seguir ao contrário o fio que leva os jovens a viver sem o necessário enquadramento quando dele necessitam, pois eles não vem de Marte, aqui nasceram e se desenvolveram e isso diz da responsabilidade ser de todos. Se subirá então pelo sistema judicial, pela noção de pena e de castigo mas os jovens que assim crescem estão sobretudo doentes do coração e nesse domínio menos se faz a favor do mais que se faz nas áreas que mais se enfoca para tentar resolver o problema, o que pelos vistos, mais uma vez se prova que não compõem, que é método deficiente.

A terceira contínua até ser realizada é acabar com as misérias e promover uma melhor educação, uma melhor integração de todos no respeito integral pela diversidade de cada um.

Sinais inquietantes, escândalos do tempo, passíveis de serem semelhantes a outros que falam do fim das épocas.

Um ano atrás seria, o cálculo de uma eventual pandemia era de cinquenta milhões de seres que daqui se iam em corpo, agora rectificou-se o cálculo para duzentos e sessenta milhões.

E sem uma séria e rápida revisão global da forma que vivemos o cenário está montado para que a transição que não queremos fazer, se faça porque a deixamos fazer, criando por nossas mãos e reunindo as condições para que assim aconteça e a Esperança é a última coisa a partir.

Pouco a pouco os animais infectados aparecem nos países, mas ainda não se chegou aquele ponto em que o vírus por mutação adquire a possibilidade de se propagar pelos humanos e todos esperamos que tal patamar não chegue nunca.

Sem minorizar o entender do perigo e das medidas preventivas e de resposta, uma imagem volta sem cessar na minha intuição. Esta estirpe de vírus surgiu há algum tempo atrás na China, depois encadeia-se na imagem uma estranha gripe mortal no Canadá, depois uma espécie de interregno e de repente lá volta a aparecer espalhando-se por diversos países. E vejo penas com amostras recolhidas na China quando pela primeira vez apareceu a viajarem pelos países e aí postas por mãos dos homens em contacto com outros animais, como barril de pólvora a se montar e a religar tudo e todos, uma espécie de bomba global.

E se assim for, penas são como agulhas em palheiro, o que não quer dizer que nas vezes não se consiga encontrar uma desde que primeiro se procure mesmo quando lá se vai directo, só num trajecto cego, que afinal não o é.

E é uma velha estratégia conhecida, dos homens fazer certos experimentos em cenários humanos e com ele antes de por assim dizer massificar as experiências.

Ao contrário do caminho que se tem que caminhar e que urge caminhar porque não há outro que resulte, as tensões nucleares aumentaram, a cativação de mais dinheiro para a guerra foi na América feita, começou-se a falar em construir novas bombas, de Hidrogénio, fabrica-se um tinta invisível que barrada em circuitos electrónicos pode explodir por indução eléctrica ou de temperatura.

E se assim for, se uma parte, se calhar a parte maior a um acto de encenação, da tentativa de criação de uma contínua matriz que se exprime em duas tonalidades dominantes e assim põem a funcionar em igual equivalência o coração dos homens.

Medo e receio, desanimo, ânsia de segurança que por si só, o homem, cada um, parece não saber mais como alcançar, porque de si anda esquecido e que então o leva a mais delegar a sua própria liberdade em mãos alheias que dizem estar aptos a tratar das necessidades como elas se apresentam. Controlo e mais controlo, menos liberdade de ser individual, resposta que nos prende à medida do medo que sentimos porque nos fazem senti-lo e que nos tolhe o viver, o belo, o Amor.

Inquietante escândalo é termos pela primeira vez as condições para resolver de uma vez por todas os grandes problemas do mundo e não o fazermos enrolados e presos em teias secundárias montadas por aqueles poucos que por medos, interesses e incredulidades várias, não distinguindo as árvores da floresta e não vendo que o Sol já nasceu para todos como sempre nasce.

Inquietante escândalo são as crianças continuarem a morrer à fome e misérias várias e o ano já vai quase no final do segundo mês e ainda não se criou o Fundo Do Fim das Misérias e basta um ou dois para o fazer, para recolher donativos, mesmo que não se saiba ainda como ir aplicá-lo, e não me parece que o problemas esteja no domínio do não fazer, pois são muitos o que sabem.

E tudo isto Pedro, seu resolver ou não, minorar os custos do que se vê vindo está nas mãos dos que aqui estão, de ti e de mim e de todos. Este tem sido sempre o meu caminho e é de certa forma na anormalidade que são estes actos, que muitos por variadas razões, tentem travar quem vai em acerto acertado em seu coração. Não me eximo a este combate que se estende em múltiplos planos e que passa por diversos grupos que se encontram organizados.

Ah Amada que Tu És para Mim a Luz nos Tempos Mais Escuros Teu Brilho Teu Amor Sempre Me Guia.

Ah Amada que meu Coração Está Neste Momento um pouco triste, é que presente como sempre o Teu. Ouço-Te contar que falamos demais, mas como pode o Amor falar de mais, como não pode celebrar o Amor o Amor?

Sim Amada, que um Ser, Uma Mulher, Um Homem, quanto os dois são diferentes, Tem o Direito Em Cantar o Amor Em Seu Coração, do Seu Coração.

E sim Amada, que muitos alertados pelos sinos do canto do amor que cantam o amor pelos vistos se levantam para perfidamente entravar esse Amor, já em outro dia disso te dava conta.

Há uma secreta triste e negra ideia negra que corre subterraneamente em Ti e dela te dou eu conta, a entrega como fatalidade, com um travo um pouco amargo, algo que se quer não querendo, que se sente como uma porta que irremediavelmente se fecha sobre uma qualquer paisagem, nas mais das vezes nem definida e concreta perante nossos olhar e ver se apresenta, é mais como um sentido que se infiltra, mas Amada, como poderá o Amor assim fazer sentir, não é dos seus campos este ser, no máximo uma espécie de agonia que momentaneamente antes da entrega se consumar se sente, mas nada mais meu Amor, não poderá ser nunca assim, não deixes as tristezas por aí se infiltrarem na frincha do Coração, que o Teu, o Meu, Ele, É Um Mesmo.

Ah Amada, que o Amor é dos campos verdes floridos ao sol, sem dor nem sombras.
E o acima é a Dúvida do Amor, a Divisão no coração, que lentamente dia a dia o faz mais um bocadinho escurecer, se assim nos deixamos ir.

Ah Amada, não há nódoas nos Linhos do Amor nem em seu Bordados e Bordar.
Só por vezes o Vinho Salpicado Como Sinal de Partilha e Alegria e Que o Amor Sempre Multiplique as Bênçãos ao que Amam e Se Amam.

Mas o Amor, como Ordem e Meta, Tem muitos que lhe fazem desafio, sobre tudo Quando os Seres o Levantam Alto, como agora no mundo, sinal irreversível do Tempo que Se Afirmará. Assim acontece cada Vez Que Dois Seres Se Encontram Sabendo-Se Amor.

Ah Amada, Persegue um Homem Seu Coração, Sua Vontade de Amor a Uma Mulher e Luta por Ela, por seu Coração e Tu Sabes no Secreto de Teu Coração, Quando Serena e Sozinha na Doce Companhia o Ouves Que Eu Porto Teu Lenço em Minha Lança.

E Não Desisto Eu Minha Amada, Sem Te Expor Meu Coração Inteiro, no que sei e não sei. Escrevi-te um dia que a nosso ver se complemento e amplia e assim o Creio e Creio que o sabes.

E Te Juro Amada, a Vitória É do Amor, pois o Amor Venceu, Assim O Trago Certo em Meu Coração, Claro e muito difícil de pôr agora em palavras, mas elas sairão como sempre saem, basta escutar a linguagem do aparente caos e sei que tem vezes que o Amor Vence e os Seres Que em Verdade Se Amam.

No fim das palavras e entes dos beijos começarem para não acabar, logo veremos das flores e das configurações que pela Arte apresentarem.

Ah Amada que te vejo um breve arrepiar, uma ligeira inquietação ao ler as palavras anteriores.

E tantos eu vejo enredados na confusão do ver e das palavras e da compreensão correcta do sentir e do saber do Amor. Que o Amor é eterno enquanto dura vão dizendo confundindo o Amor com as relações, com o tempo em que os laços se ligam, se mantêm e sustentam O sustentado que sustêm.

Pois uma vez amado sempre amado, mesmo quando se quebram os laços e seu quebrar nas vezes fere o Amor e os Amados e sem isto resolver e dentro de si de novo curar, não se encontra de novo o Amor a Ele se por a jeito certo, porque está ainda no errado tom.

Não se pode Amar com feridas abertas ainda no coração e por muito que por vezes nas ânsias que nascem nas solidões mal enfrentadas ou de que se querer a sete pés fugir se queira não adianta apressar o tempo dos lutos e de novo compor.

Como pode alguém de novo amar, se pensar sobre seu sentir, que Ele não é Eterno, pois teria que admitir que não amou e assim enreda na dúvida se amou ou não, e se não amou como poderá então vir a amar se ainda não sabe o que é o amor?

Não se pode amar a pensar que afinal não se amou quem se amou, ou na dúvida complementar se o amor tem fim ou não, pois o que finda não finda pois não é da sua natureza findar, muda-se nas vezes a sua forma de expressão nos modos de o viver e de viver nas belas vezes com o Amado.

Ah Minha Amada que meus lutos me tem sempre ocupado durante largos períodos, e embalado vou por longo tempos nos braços da Senhora nesta Sua Face, na Face da Saudade onde Nasce o Futuro, um até três anos chegou, e quando entrei no último com este saber presente, pedi muito para não ser tão longo.

Estranhas-me Amada, também eu me estranho, mas sou assim e não creio em apressar o tempo, nem creio mesmo no tempo, como sabes, não me assusta a pressa nem quero correr e só corro quando ainda me fazem correr e há dias que me apetece ter uma camisa com um dizer, cuidado, não me testem, não me ladrem, a ver se menos tempo e implicação com estas faces do viver, eu vivo. Nem creio que a ausência seja afastamento.

O Amor É um Mesmo Eterno Que Se Exprime Em Cada Lugar Na Dimensão Exacta Em Que Sendo O É.

No outro dia Uma Senhora que Trago desde há muito dentro de mim, disse no outro lado do rio que era difícil ser uma criança com cinco anos e razão em parte tem ela, e bem em amor me fez ela disso na altura certa recordar, assim acertam os Seres que vão acertados em Amor quando nos deixam prendas de Amor, mesmo aquelas que nos devolvem nas vezes os lados que por vezes esquecemos também ser, que fazem parte do nosso ser e do Ser e não é o caso deste olhar, pois em mim, em Ti, em Todos Habita Sempre Uma Criança Eterna e Que Ela em Sua Curiosidade, Alegria e Belo Inventar Sempre Vos Guie, Viva dentro de Vós, Vós Vivos Nela e Que Seja Ela Sempre Menino Em Teu Crescer.

Ah Amada, quando estiveres ao perto de mim vais perceber como a minha naturalidade, a minha franqueza perturba tantos por vezes ao lado, como se espanta o espanto em suas caras se vê, o espanto por vezes a meu ser, como é possível ele ser assim, estampa-se a muda abismal pergunta em suas faces. Como poderei eu ser de outro modo, meu Amor, pois não creio ser diferente do que sou.

Ah Amada, uma destas manhãs no miradouro habitual dos quatro cantos do mundo, nas nuvens todas brancas e torneadas, anjos no céu aguardando expectantes e serenos olhavam-me como que perguntando, e agora.

Foi bom sentir assim Tua Companhia naquela presença e figura que figuravam as nuvens, a doce conversa do Amor a conversar e contudo não se apressa o Amor que não sabe do tempo.

Agora Amada, fazendo contas que não são contas do coração, reclamo o prémio do único premiado, quanto me é dado de reclamar o que não se reclama e na medida certa do meu reclamar, o do Amor, que não tem nenhuma terminação nem se traduz em vulga moeda, nem sai em concursos nem se compra nem se paga, reclamo teus braços e teus abraços se me quiseres receber. Agora Amada É o Tempo do Amor e este ano é o ano do julgar, do repor do equilíbrio das coisas por analise detalhada da sua natureza, é o ano em que a Verdade Emerge Frondosa, onde os Véus e as Mentiras caíram por terra desvelando a Verdade da natureza das coisas a quem olhar sendo que muitos mais verão. São boas notícias, Alegra-Te no Teu Coração.

Meu Anjo Guardião, Protegei Todos Os Que Amo, Todos Os Que Amam, Conduz a Mim a Mulher Que Me Ama, Agradeço-Te a Tua Protecção, Beijo-Te Muito Muito.

E sabes meu querido Pedro, as tuas questões sobre escândalos e impunidades levam a um terceiro termo que levantaste, pois impune ou não, depende da avaliação, da compreensão, do justo e bem medido julgar que é perceber o que cada parte é e como cada qual contribui para um resultado na conformidade das regras e dos meios que regulam e determinam os dias dos homens.

E em outro dia, subi a uma montanha e lá me apareceu por duas vezes a mesma imagem que vinha das profundezas do passado da terra e se mostrava perante meus olhos em múltiplas facetas que me falavam de acertos de contas, de vinganças em círculos fechados, de acertos mais ou menos secretos aos olhares de muitos, antigas artes e muito sofrer, pois de seguida e antes me foi mostrado quanta dor assim uns provocaram e provocam no mundo e me foi mostrado também aquele que se sacrificaram ao longo dos tempos do homens pelo Amor, daqueles que deram a vida por Ele e percebi em mim que a conta estava ainda aberta, o rio do sangue que corre de fora de onde deve correr, se mantinha ainda aberto e que de certa forma e em certa medida, meu julgar era pedido na compreensão do ver e do visto. E depois de muitas aventuras, trabalho e suor lá foi fechado esse rio.

E existem questões que são muito complexas e aconselha então o bom senso o ter cuidado e tempo necessário em seu apreciar e sobretudo não se apressar. Momentos há em que um ser habita de tal forma e jeito um lugar dentro do lugar, que de si por períodos se encontra ausente e esses só se conhecem no que há a conhecer depois de se terem passado, até lá, tacteia-se os sentidos que o são sem parecer ser a Luz que nos guia.

Como os milagres em que a nossa percepção deles e seus múltiplos modos de ressoar e se multiplicar enquanto viajam e se exercem, exercendo, são por vezes veres muito distintos que não se devem confundir.

No cimo dessa montanha ouço de vez em quando versos de canções dos U2 que na voz de Bono vão soando.

Dizem-me que um homem que sabe que tem uma guerra pela frente, melhor faz em combate-la, ou da aparente inevitabilidade do combate e do combater
Outro me dá conta de ter vindo como falso Jesus ao que respondem os Mistérios Que se Atravessem, que são tão reais quanto nós existirmos e não tem em si pingo de mentira ou inverdade. Poderá só a pena ou falta de jeito estar em mim, só em mim, nunca Neles, mas para ser franco nem creio que isto se passa assim.
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Um terceiro que pede Amor e Luz e Acolhimento

E um livro no escaparate da Bertrand trás seu nome associado a outro homem que muito gosto, respeito, saúdo e velo, Frei Bento num livro para acabar com a miséria e que todas as associações entre Seres com vista acabar com as misérias, tenham a ventura da Luz, da Paz, do Amor, da Mãe e do Pai e do espírito Santo e assim marchem na vitória que já está mas que urge implementar.

Sabes Senhora, uma voz que eu ainda não consegui colocar nos lábios certos, ressoa desde longa data em meu coração. É um preciso tom de voz sem voz que me disse outrora, que eu era um bom homem, um tom, um tom certo que sei que quando a ouvir atribuirei a certa a seu dono e só quero mesmo é agradecer, o que sei ser um verdadeiro carinho de apreciação em amor.

Versos plurais como os sentir dos seres, alguns duvidando de outros, como nas vezes vão nossos próprios passos.

E a Bono digo que a minha casa, meu ouvido, meu falar estão sempre abertos para Ti, basta dizeres olá e chegares que eu sempre te receberei.

Ah Amigos, porque não fundais o Fundo Do Fim da Miséria já, os dois que abram uma conta num banco e que se começa a recolha para a nova distribuição. As duas Igrejas, que o dízimo, ai seja entregue, e que cada um que poder em seu nome e bolso também e depois que se faça como a logística do Dakar, aviões diários que aterram e dão de comer a quem não tem, pois a fome é diária e a morte também. Ponte aérea sem parar até que o assunto em suas fundações e novos tijolos esteja pronto e feito em seus locais. Não poderá ser de outra maneira.

E os Seres da Luz não deixaram que assim não aconteça, que o Cuidar não Cuide.


Falas-me Senhora dos sinais que estão habitualmente associados ao fim das épocas em textos antigos, mas recorda sempre que por cima dos textos está sempre Deus e o Espírito Santo e que eles sem tempo estão presentes e actuantes em todos os tempos dos homens e corrigem o que há a corrigir ou inflectir, mesmo que chamemos a alguns desses textos, profecias, que não deixam de o ser.

E que todos estes medos aqui nomeados e vertidos ao o terem sido se dissolvam sem deixar resíduo, se transmudem em pétalas a nascer ao teu andar, deles não restará traço na memória do teu e do meu coração, nenhuma represa ou dique entre as aguas do amor amado amante se manterá. Assim o Ordeno em todo o Alcance da Minha Vontade e da Minha Arte e rezando a Deus.

O dia nasceu, minha Amada mais uma vez em tons suaves e límpidos de azul, os pássaros te Saúdam e Te cantam E Eu Saúdo o Dia e o Sol e dentro de meu Peito a Vontade de Louvar a Tantos que Nos Trazem Em Amor, que eu até pareço cego, distraído e mal-educado em não agradecer todo Este Amor Que Vejo, Que Me Rodeia e Protege, mas se não o faço em público faço-o sempre em meu secreto.

Sabes Amada, o mecanismo de protecção invisível do amor assim funciona, pois cada vez que não agradeço em publico o que sei em privado, mantenho Quem me enviou o Amor em Aberto em Meu Coração e assim se mantêm a protecção do Amor no tempo.

Outras vezes sei que ainda não é de o fazer, pois assim a bênção está mais activa na minha consciência que o trás, é como sentir a necessidade de uma protecção adicional que assim é garantida e mantida, isso sabe nas vezes o Coração e assim vai e se põem, mesmo que outros o achem desatento, mal agradecido ou confuso na percepção do que lhe foi endossado, é como uma eterna lembrança para não esquecer e assim se mantêm no calor presente do Coração.

Já algumas vezes, Amada, te pedi para me dizeres quem onde estás para ir ter contigo e me deixaste até ao momento sem resposta. Este é o meu ultimo medo que ao falar dele aqui se dissolve como todos os que estão dentro e à volta destas palavras. O medo que não existas ou que não queiras que eu chegue a Ti, mas tal não obsta a que te procure, te fale, te cante, te louve, sempre em respeito pela tua vontade, mesmo a de não me veres.

O Amor não prende e a nada obriga, só quer, por vontade e todos os encontros são duplos na vontade de seu encontrar.

Oh Amada mais Amada, também Te Anseio, Também Eu Te Desejo
Também Eu Desejo o Suave Quente e Forte Abraço, Também Eu Te Quero
Saciar e Saciada na urgência do acumulado.

Não Amada, não é doença, como o poderia ser, se é de Amor Que Se Trata, é só reconhecimento da imensa vontade, que dois inteiros que se encontram e se reconhecem se tornam mais altos inteiros e fazem o Inteiro Maior, quanto nós Fazemos o Amor Que Sempre nos Faz.

Ah Amada perguntas como a felicidade pode trazer nas vezes tal travo nos lábios do sentir do coração, um aperto, algo que até parece que não merecemos. É assim na ausência dos que o sabem sem ainda não se terem encontrados, mas dói, amada, pode nas vezes chegar como chaga aberta a fazer dor, junta-lhe outro pedacinho do saber do escritor do outro lado do pequeno rio, que o sofrer é opcional e escolhe sempre Amada, mas sempre, o não sofrer, para que o Céu se ponha Claro e a Lua Bem Dance com o Sol.

Ah Amada hoje nasceu o dia com um arco-íris na íris dos teus olhos distantes de mim e eu te busco, eu te quero, eu te desejo, eu te ternuro, eu te amo e todas as aguas santas rolarão em suaves riachos no tempo das lentidões, mais rápidos noutros tempos dos corpos, sempre na mesma velocidade, a do Amor.

Ah Amada, cala por um instante as palavras, vem nua sobre mim, ou por debaixo ou ao lado, ou da forma que vento no momento nos sopre, encaixemos os corpos e os lábios e formemos a concha perlada que cala ao momento as palavras audíveis e substancia as inaudíveis em sorrisos mil concêntricos que se espalham. Chega só cá a mim, vamos apagar todos os fogos sem fazer danos nas secretas chamas, vamos saciar o que precisa ser saciado e depois e depois e depois de novo fome e comer sem nada comer, pois Tu sabes Amada, é uma comida que comida multiplica os Frutos, uma comida que saciada se faz novo sumarento fruto.

Não há vício, há complemento, não há necessidade, há desejo e vontade e a consciência da pérola no coração do pêssego tão grande O É, que por vezes cega e assusta, mas não é mais do que isso, sossega sossegante o Amado, o Amor Amado Amante, em meu colo Teu Sentar.

Ah Amada, sabes do que tenho saudades futuras, do riso e do sorriso no espaço intimo dos corpos, das suaves brincadeiras em cascatas coloridas de belos trinados, que sussurram e destilam por todos os poros e se estendem pelos lugares, a alegria, a vontade da vida e do viver, o alegre acordar e andar pelo Caminho.

Teu nome secreto eu o sei chamar e tu sabes que eu o sei, assim ambos nos sabemos gémeos gemelados e assim te trato como Irmã, Mulher e Filha, ou Te vejo Nova, Meio Tempo e Tempo Todo e a busca do que se busca e o que o encontro faz encontrar parece-nos por vezes longo antes da chegada, ah Amada, estende-me a mão para eu te alcançar.

E não te preocupes, Amada, que eu por Ti tudo Suporto, dormem comigo tranquilos teus medos e fantasmas, pois os deito em meu travesseiro e pela fala os amanso, assim te vejo voar em teu Sonhar em minha asa que Te vela.

Oh Amada Mais Amada, em minha concha da mão, um vaso onde podes deitar todas as tuas inseguranças, todos os teus medos, nele em secreto arde um fogo invisível que os queima sem queimar, os dissolve e os transmuta em pétalas de rosa que de novo a Ti vão.

Sabes Amada, nosso encontro é raro perfume em rara Rosa e contentes Amigos Amantes desse Tesouro sabemos e cuidamos.

Eu Te Saúdo Amada Por Existires
Eu Te Saúdo Amada Por Seres o Amor
Eu Te Saúdo Em Amor Por Amor
Eu Te Cuido e Protejo
Eu Te Seguro e Te Lanço
Eu Te Abraço e Te Vejo Livre Pião.
Eu Te Adoro e Venero Sem Prisões Nem Prender
Eu Me Dou a Ti

E só me pergunto Amada, porque ainda estás longe de mim num outro país que é um mesmo, porque te preferes oculta a meus olhos. Estou cego de Amor por Ti e o mar é grande, a luz que habita meu coração também, feliz a felicidade do Amor.

E breve como semifusa me despeço por um instante que já foi, meus dedos afagam a tua pele e pequeninos pelos se põem em pé, os lábios beijam-se em delicados encontros e escorre mel que tudo torna doce, os corpos vibram em pequeninos bocejos interiores que se expandem como gatos a desenrolar ao quente do sol, o sorriso se desenha em tua face e me fazes feliz, nos fazemos felizes e surgem vocábulos trinados em nossos lábios como pássaros livres e contentes.

Sabes Amada, aquela manhã onde a rádio cantou teu amor a mim, trago-a gravada a quente e oiro em meu peito, tantos os Amigos secretos que Existem, que por vezes não se conhecem entre si nem a si mesmos, mas que às vezes por raro e belo privilégio vemos em Amor, pelo Amor Congregados a Agir, um Concerto Invisível dos Seres do Universo com o Universo com acção e consequência tão reais e distintas como nós Sermos e Existirmos.

Ah Amada, no dia em que me dirigia a teus braços e me perdi sem me perder, tantas as vezes que Por Eles e Cada Um, fui Também Conduzido, Amor em Acção. Espantam-se meus olhos ao Belo Espanto da Vida Assim Ser e a Celebro e a Venero e a Adoro.

O Amor é a mais poderosa Força, o Amor Tudo Vence, Todos os Nós Desata, Tudo Cura e Vence a Ilusão da Morte e tudo sempre em Verdade Te Direi, Assim Sempre Andarei, assim me guie sempre Meu Pai e Mãe, o Coração.

E Quem Assim nos Braços do Amor É Transportado, Arde sempre em Suave e Continua e Eterna Paixão. Fogo em Agua, Agua em Fogo, secretos por vezes ao olhar, sentidos presentes em seu sentir

eu e Tu temos um mapa secreto que ambos conhecemos e que é como senha comum e esses passos os faremos nós em conjunto, assim pelo visto, o creio.



…..

Um dirigiu-se à porta da Amada e bateu.
Uma voz perguntou: Quem está aí?
Ele respondeu: Sou Eu
Disse a voz: Não há lugar para Mim e para Ti
Fechou-se a porta.
Após um ano de solidão e provações, ele voltou e bateu.
Uma voz vinda de dentro perguntou: Quem está aí?
O homem disse: És Tu
A porta abriu-se para ele.

Jalaluddin Rumi


…..

Sabes minha Amada, eu acredito no destino e no livre arbítrio, pois há passos que se conjugam e configuram de uma certa forma, de certas formas, que apontam outros que ainda não se deram e em cada um se reconhece por assim dizer, uma certa configuração que a impressiona, um meta sentido que a dirige e a sustém.

E nesses mesmos momentos o livre arbítrio de cada um lá está inteiro quanto inteiro cada um o trás, o lápis na mão de cada um pronto a escrever nas direcções que o Escritor apresenta e o que varia, o que faz variar as atitudes é o grau em que se percebe a configuração mais profunda do que se manifesta, da consciência da maior ou menor entrega ao que se manifesta, manifestado pelo manifestador, de a Ele nos pormos a jeito ou com o lápis de desenhar na minha mão uma curva que Dele nos afaste.

Este poema é de um livro com o título Os Sufis de Idries Shah, que eu li em férias antes da última guerra. Curioso como os livros às vezes podem ser, quando dei por mim a minha barba que só me recordo de ter crescido em curtos períodos de adolescência tinha crescido grande e quando voltei continuei a deixá-la crescer, assim se entranharam suas palavras em mim.

Quando a guerra começou, houve em Lisboa uma manifestação no Largo do Poeta Camões e eu fui ver o que se passava. Quando cheguei encontrei um colega do liceu D. Dinis do mrpp que às páginas tanta me abraça pelo pescoço em abraço que de certa forma me imobiliza sem me prender.

De repente um cameraman bem ao perto se aproxima, movendo-se rápido como quem trás decidida direcção, sem qualquer identificação na câmara a apontar, volto o olhar e por de trás e cima de nós dois como pano de fundo um cartaz cujo conteúdo já não me recordo, mas dos piores em seu dizer contra essa mesma guerra e seus protagonistas.

Recordo nítida a percepção no momento, isto é um retrato encenado para uma foto de um qualquer serviço secreto, pois para além da não identificação do cameraman, seu jeito de usar a câmara revelava que não era profissional. Passou-me pela cabeça, impedir a filmagem, mas tendo isto tudo percebido, como o cordeiro e pondo o meu mais sério olhar, como quem dizia, sei o que estão a fazer, não tenho medo de vós nem das intenções com que poderão vir a usá-la para criar uma aparência de meu perfil.

Contou-me agora um pássaro que essa foto terá sido recentemente entregue, por autorização e mando de um português que está fora de Portugal a alguém do outro lado do atlântico e que assim mais uma vez me tentam quebrar alguns laços e apoios que aí tenho. Não sabia esta parte no momento do seu acontecer, mas seria previsível. Mais uma vez o que pareço ser, não o sou, pois se assim o fosse não teria com certeza escrito o que escrevi sobre esta guerra ou as guerras em geral e mais do que isso seria diferente do que sou, coisa impossível de acontecer.

E a vida é sempre muito curiosa e as coisas associam-se por vezes em cascatas, pois a memória desperta sobre este evento, levou-me a outra fotografia que copiei da net, onde um homem sem se lhe ver a face, tem sexo com uma mulher que simula um bocejo.

Copiei a foto para o meu pc, pois o homem tem uma certa semelhança comigo e isto é a parte mais estranha, pois já por diversas vezes alguns me vieram perguntar se eu não tinha um sósia e este parece verdadeiramente pelo que me é dado a ver do desenho do seu braço, da mão e da perna. Já no princípio do século tinha encontrado um homem que é muito parecido comigo no norte de meu país, um baterista de uma banda que se encontrara a concurso de jovens valores promovido pela coca-cola e que na altura gravei.

E minha Amada mais Amada, estas fotografias chamam na minha memória uma outra que não sei se existe, mas que me parece existir, pois é mesmo a única explicação plausível que encontro para a forma como recentemente um dia acordei na cama a dormir ao lado de meu filho.

Sabes minha Amada, eu que sou friorento gosto de dormir sempre nú, seja verão, primavera ou Outono ou Inverno sobretudo quando tu estás a meu lado chegada. Quando está mesmo muito frio deito-me vestido até aquecer e depois então me dispo, se entretanto o baile e dança das quatro mãos o não tiver feito.

E meu filho que fez agora anos tem sonhos agitados por vezes durante a noite. Costumo deitá-lo pelas nove, nove e meia, com excepções durante os fins-de-semana, ou dias de festas e viagens e ele dorme geralmente ferrado e bem até cerca da uma meia, duas horas, depois começa a ter um sonho entrecortado e lá vou eu deitar-me um bocadinho a seu lado, abraço-o, faço-lhe umas festinhas e passado algum tempo lá fica num sonho mais profundo e menos agitado, outras não. Depois de madrugada repete-se e algumas vezes adormeço eu vestido a seu lado até o despertador tocar para nos levantarmos e sorrir o dia e à escola ir.

Pois uma manhã quando acordei a seu lado e antes de ele acordar dei por mim com o cinto desapertado e uma das pernas despidas, a outra vestida. Estranhei, pois lembrava-me de me ter deitado vestido com minhas calças pretas e acordei meio despido. Não me aconteceu nunca a dormir, entre o deitar e acordar dar-me conta de alterar o que vestia ou nú me ter vestido, em parte ou em todo nas noites que até hoje dormi.

Depois, muito depois e visto que a imagem na memória se mantinha, o que é sinal que um certo acontecer ainda não se encontra digerido, compreendido, comecei à procura de outros sentidos, de explicações.

Já te contei, Amada, que alguns me entram em casa, que entram comigo a dormir sem por eles dar conta, também é possível, pois meu sonho é nas vezes pesado, dizem quem comigo já dormiu. Não sei se é assim, mas parece-me ser, outras não.

Então à luz da guerra que se faz para roubarem o filho ao pai e o pai ao filho, será que alguém pela socapa aqui entrou e tirou uma fotografia com o meu sexo à mostra, para depois poder fazer vis insinuações, ou terá sido mera curiosidade de outros em verem o tamanho ou feitio dele? Duas hipóteses plausíveis.

Estranhas minha Amada, estas histórias? Também eu, até à pouco tempo, não fazia conta que a maldade e a perfidez humana não têm limites e ultrapassa tudo o que eu poderia sobre ela imaginar. Como poderia ser de outra maneira para um ser do Amor, que vê e vive o Amor, nos braços do Amor? Mas Deus nos vai ensinando também a ver o lado das trevas para melhor lhe fazer o justo e certo combate e a minha vida, minha Amada se pudesse separar em duas, aquilo que muitos chamam de ficção e realidade, seria forçado a dizer-te que a segunda ultrapassa muitas vezes a primeira, que é muito mais elaborada e variada que a primeira.

Sabes Amada o que me disse num outro dia, um pássaro? Que a minha imagem tem muitos riscos, demasiados, mas esses são pintados pelos olhos alheios, eu no Coração, ou melhor, o Coração em mim, não tem riscos, brilha, brilha só e sempre reflectido nas tuas profundas pupilas do mar que és e onde feliz me banho. Nada mais, nem um risco no dentro fora da imagem de mim só olhos esbatidos e pincéis por vezes rombos a tentarem sem conseguir arrombar os castelos, como se o Ouro que És para mim, porventura pudesse ser roubado, curtas vistas das ganâncias várias.

Ah Amada Amada, assim tristes tortos feios a fazer feiuras e agruras vão tantos em seu caminhar e todos tem o direito a defender a sua privacidade, todos tem o direito e dever de poder lutar para serem o que são.

Ah Amada, entre nós não à posse, só vontade, nem eu te conquisto, nem tu me conquistas, reconhecemo-nos porque o Amor assim um ao outro nos trouxe e nos leva em seus doces embalos.

Ah Amada, eu nem sei mais quem sou, deixei de ser, por ti, mas não te preocupes respiro ainda e bem e bem te sei beijar entre o Céu a Terra e o Mar que somos, pés aqui firmados, alma alva em céu estrelado.

Ah Amada sempre livre és porque sempre livre o foste e eu para ti tenho a vocação do vente doce e suave que te sopra e acolhe. Outras te direi mais ao pertinho.

Pressinto-Te por todos os lugares que passas, todos os rabiscos das ruas me falam de ti, os cartazes em associações me conduzem perto, perto mas ainda distante demais para te poder beijar em carne. Chega então os lábios Teus aos meus.

Estou certo Amada, que me trazem Amor no Coração, nos trazem Amor no coração e os dedos cruzados num cartaz da minha cidade isso mo confirma, são gentis, Senhora, são gentis que nos oferecem gentilezas ao passar e sabes por mim Amada, que hão-de sempre florir as rosas em tuas mãos por onde passares, assim te Trago Eu em Meu Coração Dentro do Coração.

Ah amada ao sentir-Te vieram-me pela tua mão a meus olhos pequenos antigos versos meus.

Esperei o Amor e o Amor não veio
Enquanto eu o esperei
Veio sempre
Quando não estava
À espera

Ausente em mim
A memória inteira
A pertença total
Ao lugar


Ah Amada, é tempo de encontro dos nossos corpos, urgem o canto dos pássaros irmãos em que me vens visitar. Oh Amada tão contente fico quando assim sei de Ti. Quando teu seio encostar à minha boca calar-se-ão as palavras na urgência do fogo, ofereces teus lábios a meu beijar, suave e doce pressão, encosto, entrega e festa. Ah Amada vem e cala-te sobre mim por um instante sem fim.

Já reparaste que quando acordas bem disposta e feliz como és, o dia fica feliz e o sol quente prenuncia a Primavera.