sábado, junho 03, 2006

Ah Amada Mais Amada, Deixa-me Cantar Aqui no Mundo que Nosso Amor É Infinito como Sempre Ele É e que Ele É Mesmo.

Ah Amada Mais Amada Trago-te Dentro de Mim em Constância nas Horas, Te penso, Te falo, Te sinto, Te acarinho, Te quero, Te desejo ao longe perto de Ti, pois como poderia existir um longe se Te trago em mim.

Ah Amada Mais Amada que Deus Existe e É, deixa-me contar que ainda agora vinha subindo em meus passos a calçada a falar contigo e dizia-te baixinho em meu coração que não recordava a minha memória ram se as tuas cartas chegavam no dia 21 ou 22 e de repente me cruzo com uma Senhora que trás estampado em sua camisa o número 21, Ah Amada, que depois do seu passar me fiquei a rir e tudo perante a Infinita e Bela Beleza Sapiente do Amor do Deus do Amor e chegarás no dia em chegares, que Teu coração no Coração Ditar.

Tinha ido eu e o cão António dar um passeio no jardim das Necessidades quando entrei naquele pequeno café ao lado do Palácio cuidado por duas Belas e Gentis Jovens Senhoras.

Ah Amada Mais Amada que Sua Beleza se vê na Gentileza e através dos olhos que pousam nas comidas que são sempre uma Alegria e um desejo ao ver, pois salta ao olhar que são boas, feitas e cuidadas em Amor, como toda a comida e comer devem sempre ser, um regalo à vista, mesmo antes dos outros sentires e trazendo acordado que mesmo antes dos olhos verem, já o espírito no invisível o Lê.

Encontrei a Filipa, amiga do liceu D.Dinis. Trazia um vestido branco com uns bonitos arabescos que se enrolavam e desenrolavam como flores. Disse-me que tinha encontrado naquele café onde estávamos, um sósia meu. Espantei-me ao seu dizer e ela que sim, que tinha visto algumas vezes por lá um sósia meu, que não era eu porque não a tinha reconhecido e eu, mas não seria eu se calhar distraído, que não, e fiquei-me a perguntar dentro de meu coração afinal quantos é que existem? Um ou dois e de repente parece-me que podem mesmo ser dois, seremos então três que andam por aí em face semelhante, ou mesmo mais. Quantos sósias teremos cada um de nós no Mundo inteiro, certamente mais que dois em semelhança física, quantos teremos na terra onde vivemos?

Eu Amada conheço dois em suas parecenças e assim sendo é de juntar um terceiro nas palavras da Filipa. Seremos então pelo menos quatro parecidos os que por aí vão.

Passou o mês de Abril com tristezas de águas mil que do céu choveram e a Alma de Portugal Engrossou Seu Caudal.

Maio a mais que meio, Ah verde doce Maio das brisas suaves que prenunciam o calor de verão.

E Minha Alma se leve e liberta vai, em nós se deita volumoso caudal que a primavera em sua velocidade não deixa condensar em palavras escritas. E todos os textos sempre se estão escrevendo mesmo quando não habitam e se fazem nas escritas que Tu agora lês.

E Minha Alma se leve e liberta continua ainda em parte atada. São dois os textos que se vêem vindo a escrever e um deles sobre a situação do meu filho tem sido particularmente penoso de se escrever e assim me arrasto, se arrasta ele em mim e a primavera trás em si o renascimento que nos faz esquecer nas vezes o Eterno Que Somos e nos faz então nas certas vezes correr.

Correr para quê? Só se for para nossos Abraços.

E da minha janela vejo o mundo correr, os homens a correr, a correr muito nas vezes correndo cegos às cegas, quando só a quietude da Paz o Faz Em Verdade Verdadinha Verdadeira Mover. Tudo o resto é uma ilusão do viver refractada por infinitos espelhos onde se olhando, o homem não se vendo, de si mesmo se afasta.

E Tu Minha Amada És Meu Espelho Ideal, Reflectes O Amor.


Correm homens presos e devorados pela formas que lhe servem que formam e deformam seu ver e em ver alheio nos perdemos de nós, nos perdemos do Divino que Habita em Nós, Que Nos Leva e Desvela O Viver.

Correm homens presos devorados carregados por angústias por outros fabricadas e a vida é o que vemos e fazemos dela, muda o ponto de vista, muda a percepção de vista, olha para outro lado e continua a olhar para o outro e outro ainda, mas não deixes que um se torne determinante em relação a outro e depois junta-lhe complexidade como camadinhas de massa fresca, adiciona-lhe o múltiplo ver e depois de tudo bem, como na sopa misturado, escolhe a Tua Vida, o Teu Viver, com os Teus próprios Olhos e Teu Próprio Ver.

Até onde vês? Até onde vais deitar o teu olhar.

Lá ao fundo perto as crianças continuam a morrer todos os dias em tenebrosa cadência e o sangue a dor e a miséria se alastra pela mão de todos e o tempo, os homens o vão escoando em questões de medos e climas de tensões, de guerras e eventuais futuras sempre presentes novas guerras.

As excepções também se fazem, pois é assim que muitos as vão percepcionando, então mudou tudo para nada mudar, ouve-se a alguns dizer, mas o que excepção, é em verdade verdadinha verdadeira, o Ajudar, o Bem-fazer que é Bem, porque Feito, Resolve.

E contudo cabe a cada um a decisão de ser a excepção constante que assim o deixa de ser e de novo se torna Real.

Ah Amada dizias em dia recente que trazias em Ti a certeza de que o Mundo Estava Salvo por uma Geração e Assim É Também Em Meu Crer, Mais de que Uma, Bastante mais de que uma a atender no visto.

Mas Trago Também em Meu Crer Que Tempos e Metas Urgem e Tolo Seria Se Fechasse os Olhos a algumas datas futuras pela frequência e contextos em que vêem a ser por bastantes, para a elas fazer atenção, nomeadas. O Tempo urge.
Ah Amada, que Fazê-lo é Também Crê-lo, que Crê-lo É Fazê-Lo. Que Crendo Se faz o Feito.

Ah Amada, estive eu em dia recente no cimo de uma montanha que tinha um fundo poço onde olhado se via o sangue que corria à mão dos homens e entre eles, e em diversas estreitas passagens, eram muitos, os grupos de homens que estavam possuídos de vontades de pegarem em armas e fazerem revoluções.

Eram homens que se sentiam impotentes e encurralados, que deixavam de acreditar, que não se queriam resignar pois sabem que não o podem fazer, não podem simplesmente cruzar os braços perante a queda no abismo.

Mas a via da violência é a via do sangue, do mais contínuo sangue que urge estancar.

A Lei É o Amor.

E a Vitória Vem Pela Demonstração da Razão Assente no Amor. Só Assim Se Vence, Só Assim Vence o Amor.

A Alma corre nas vezes turbulenta e então para Ti, decidi Gravá-la e torná-la assim água que desata os nós e os nós são por vezes a medida da violência do que vai atado.

Nas portas do meu bairro, uma das Tuas Faces. Nossa Senhora Sairá à Rua em próximo dia. É uma bela imagem, loira com o menino loiro de braços abertos, um sol duplo como Tu.

Que os Braços Abertos do Menino no Colo da Senhora A Todos Inspire.


Cá por casa mais uma vez desapareceu a ligação da netcabo com ficha de cliente incluída, apagada. Sempre o mesmo modo de operação, que aqui já em tempo ido dei conta e os dias passaram e nada se fez. Antes disso uma rajada de vírus, deitou o computador abaixo e só agora tudo isto se começou a resolver.



Espero dar notícias em breve

Beijo-Te Muito Muito

Acabei de pintar o meu dedo de vermelho com um marcador e assim amanhã pela rua andarei. Quando me perguntarem porquê, direi que é para trazer ao alcance de meu ver a presença do sangue dos meninos que morrem todos os dias no mundo às mãos das misérias humanas que nós os pais, deixamos assim acontecer. Se me quiseres seguir serás bem vinda nesse fazer. Para o mês pinto mais um bocadinho, se infelizmente ainda for necessário.


Ao longe vejo agitados alguns. Medos diversos escorrem dos olhares e uma expectativa crescente se instala. Cuidado, não sejam incendiários de coisa nenhuma. Fogo, só mesmo de Amor.

Béu, Béu, fez o António.

Béu, Béu, cada um é livre de colocar processos por difamação a quem quer que seja e para alguns os processos que correm arrastam-se durante mais de uma década, para outros vai mais rápido, pois coxa vai a lei dos homens para alguns submetida a vis poderes profanos, que são vis porque agem vilmente.

A Liberdade de expressão permite inquirir e cada um é livre de chegar ao pé de um outro e perguntar, e tudo se pode perguntar com o certo jeito na forma de perguntar, sem ofensa nem ofender.

O outro está aqui, no momento em que o lê.

E nas águas claras melhor se vêem os peixes e melhor se sabe seus nomes. Dos bois e dos outros animais também.

Terão sempre a inteligência de me reduzirem à insignificância que me quiserem atribuir, mesmo que faze-lo seja sempre uma forma de importância atribuída.

E uma coisa vos digo, atentai bem nestas palavras. Vossos crimes não ficarão impunes, nem Deus É Cego em Seu Olhar!!! O Amor É Verdade, O Amor É O Justo, A Justiça e O Julgar.


Ah Amada Mais Amada, vi ontem uma foto de um Belo Paulo que com outro Paulo se juntou e ambos estão rodando um filme ao que parece em Sintra.

Há meses li num jornal a história desta Primavera.

Dois Seres que Se Amam, procuram-se. Um dia quando ele acorda, sua Amada está a seu lado em seu leito. Tal qual nós, diz o Amor Sempre Esperançoso.

E também Canta o Amor que se assim não for, de outro modo será. A mobília quase no fim, acho que são menos de cem os euros na conta, não estou nada preocupado, se me disseres a tua direcção irei a pé, e se for de outro lado do mundo, vou de barco, apanho um barco daqueles que levam contentores, ofereço-me para qualquer trabalho em troca da passagem.