domingo, dezembro 03, 2006

Amados Meus do Uno Mundo.

Neste onze de Setembro vi na televisão no telejornal uma imagem das torres.

A que se encontrava à direita ardia já e via-se portanto o que se pressuponha ser o segundo avião que entrava no enquadramento também pela direita, passava por detrás da torre que à direita já ardia e passado um breve instante a segunda torre é como que rasgada.

Estremeci porque algo não batia certo, pois pela perspectiva da rota, este segundo avião que vinha pela direita, não parece passível de ter feito curva tão apertada para entrar naquele angulo, que o rasgão mostrava em seu acontecer na torre da esquerda.

Depois foi ao youtube ver imagens da tragédia e vi uma outra imagem, onde eram visíveis as duas torres, em que um avião que vinha da direita, entrava pela torre da direita e um que vinha da esquerda entrava pela torre da esquerda.

Deitando dois T lado a lado, as perpendiculares eram as rotas e contrariavam o que a imagem transmitida agora na televisão portuguesa mostrava

Há algo aqui que não bate certo. A imagem que foi exibida na televisão portuguesa contradita outras. Como tal é possível?

Para quem como eu não conheceu as torres ao perto, a situação não é fácil de perceber, porque as imagens são tomadas de diversos ângulos com distintos enquadramentos, com campos e contra campos e por vezes a ausência de referenciais de outros edifícios nos diversos saltos de escalas, mais ajuda à confusão.

E contudo uma conclusão é de tirar face a este visto, que pelo menos uma imagem teria sido manipulada se não mais, pois será necessário por quem direito e com conhecimento técnico, analisar as que forem necessárias para tal se clarear.

Aguardo informação de quem de direito sobre esta matéria e não venham dizer, que já as apagaram ou que entretanto desapareceram, pois certamente haverá traços e cópias.

E porque razão e com que intenção foi esta imagem exibida, manipulada?

Quem pretende falsear a imagem do que se passou, se bem que esta questão seja bastante mais complexa em suas implicações.

Quem quis criar uma ilusão sobre outra ilusão?

Tanta, mas tanta a ilusão por muitos criada e assim não pode nem deve ser, assim vivem os Seres enganados em mil ilusões e se perde o norte e as direcções da verdade.

Sabes, minha Amada, dizem no éter de vender e comprar informações sobre a verdade do acontecer, mas a verdade nem se vende, nem se compra, é sempre a resposta que dou e mesmo assim, continuam quase todos os dias a insistir no mercado do que não é passível de ser mercado.

E chegam outros e dizem, troco este por aquele e eu digo não, não se troca ninguém por ninguém, nem por nada, ainda existe a Lei de Deus e dos Homens aqui na Terra .

E outros ainda dizem. Não sejas tolo, que saber é poder e se o tiveres no bolso, se valoriza a posição, mas de que posição falam?

A verdade é sempre maior do que qualquer bolso.

E chegam outros e dizem se quero vender ou comprar e a esses eu digo nada, muito menos se negoceia em carne e sangue, que ofende sempre a Deus.

E chegam outros que insistem que em política o que parece, é, mas não é assim, nem tudo o que parece é, sobretudo nestes tempos, nem tudo o que reluz e é doirado, é de Oiro.

E outros ainda dizem e assim o triunfo será dos porcos, mas eu que deles sou amigo, lhes respondo então, que não querem eles nenhum triunfo, só viver, como todos os Seres, mesmo aqueles que grunhindo acabam à mesa dos homens em seu sacrifício e sacrificar para ainda nos alimentar.

E acrescento, que mortes, mais mortes, não e não ficam nunca impunes os crimes.

Agora em dia recente, veio um senhor dizer, que tinha fabricado a bomba que levou para a morte a Snu Abecassis, o Sá Carneiro, o Adelino Amaro da Costa e ainda Outros que iam no avião, mas como alguém bem questionou, mesmo tendo prescrito o crime, falta saber ainda algumas coisas importantes, quem mandou faze-lo e parecendo-me que como alguém que também o disse a propósito da composição do engenho, mais parece ter sido uma bomba de feitiço.
Tuas mãos Senhora em minhas mãos, minhas mãos em Tuas mãos.

Abriu-se-me o peito
Rasgo fundo
Violento
Em
Seu
Rasgar

Vos
Quis
Como
Sempre


Beijar

Acalentar

Espelho Senhora, me fiz por um longo momento de dias Seu
E depois de a cumprimentar, a tristeza pousou em meus braços
Pois Quente Fora minha Intenção e Vontade e as trovas me falam do Frio em Que Ficou.

Ah Amada, rasga-se o coração um pedacinho em pedacinho quando sente o sofrer em Sua Amada, mesmo ao longe Amada e a Beleza e o Belo Expressam a Mesma Linguagem do Amor e eu procuro-te sem te procurar, na esperança de te encontrar e não será ainda o nosso tempo, digo-me racionalmente tentando convencer o pedaço frio e ausente da Flor que mora ainda em meu coração.

E me falou o vento de luto e eu Senhora, me disse, cego que sou, cegueira que por vezes magoa na verdade do acertar no que não se sabe, no que se trás sabido sem se saber e a verdade é em parte cega e o amor é sempre maior que a verdade e é Ela parte Dele.

Mas não deve a parte pôr-se ou ser maior que o todo

E me falou o vento de violência e de brados ao céu
E me falou de me ir embora
E me falou de ir bugiar ou pentear macacos

E me falou de solidão, de repente, quando se olha o nosso coração fora do peito a bater por breve instante nas palmas das nossas mãos e assim o vemos claro e de frente e percebemos que estava só, que o coração nos diz exacto naquele momento que estava só, sozinho e nos diz, vês agora o que eu te tentava dizer e tu não ouvias, era só isso o buraco que sentias dentro de teu coração, todos os corações e o os corpos onde habitam necessitam de amor, de amarem e de serem amados

Ah Senhora Rainha que vi a sua tristeza sem me dar conta de nela habitar a dor e esqueci o que sempre sabemos, que não nasce a primeira em campo diferente da segunda.

Ah Senhora Rainha
Duas São
E a Luz do Amor
Me Trás Cego a Teu Ver

Me
Dizes
Ser
Eu
Teu
Demónio

Mas
Não
O
Sou
Eu


A Senhora Rainha, que a corte nem existe e funciona como tal, e muitos interesses de toda a ordem se agitam e mexem e tentam levar o vento a suas próprias velas e as flechas flecham meu coração,

Ah Senhora Amada, só vos posso servir a Vós de escudo, interponho meu corpo a estas flechas dos negros ou cinzentos espíritos.

Cada vez que nos aproximamos rainha do meu coração e quando assim em parte é visível ao olhar alheio, logo vem uma flecha, um, ou muitos, ou poucos logo de permeio tentam invisíveis muros de espirito entre nós erguer.

Ah Senhora que o Amor Nos Liga a Todos Os Amantes Seres Que Vão Amando e eu me perco dentro das Imagens de Todo o Amor, sem saber Qual o Seu, Ah Senhora, que as vezes duvido para mim mesmo porque assim me tortureis , pois tendes Senhora a chave do chegar e então por que não chegas?

Ah Senhora, mais uma flecha, meu coração e triste e chateado a chatear-se pela chatice montada, que clama resposta e tudo se põem mais triste a meu olhar, pois assim são os olhos do amor, mudam de cor com a cor da mesma paisagem onde habitam e voam, quando encontro os seus.

Ah Senhora que Amor trás sempre para perto o Amor e todas as partes que cantam o Amor se trazem e fazem juntinhas na mesma pauta e assim compõem as mais belas melodias e fazem harmonias diversas entre si, de todos os feitios e cores do espaço.

Escrevem as palavras do coração de beijinhos cornucópias e a bela jovem rainha que sendo diferente é uma mesma, como sempre é face múltipla da Senhora do amor, desvela a meu olhar seus pavilhões cornucópias, espanto, espantado, observo a sempre mágica luz que tudo liga, que no eterno remete para o sempre semelhante.

E contudo amada se és múltipla tens uma face, uma face que não me desvelas e que me faz esta ânsia de te procurar, como se eu te pudesse sozinho procurar, pois o amor é encontro que se encontra e mutuamente se dá.

Ah Amada , que vejo as cornucópias desenhadas em tua orelha que se junta á face ligada, ligado o dom


E meu coração doce estremece na semelhança a reconhecer, reconhecer quem, Amada, pergunta o pensar ao pensamento, e Tu és precisa como eu, Tens uma Face para eu te beijar e eu não a alcanço, porque me fazes assim sofrer?

Ah amada sonha-me em teu seio, sonha-me como um sonho em teu ventre fêmea, sonha-me e conduz a minha mão por esse sonho e a leva a teu peito e lá a poisa e eu poisarei e te ouvirei teus lábios dizer, é aqui, é aqui a tua casa , é aqui que moras, eu que te sonhei e fadei o amor, sou eu que te amo.

Ah Amada, falo-Te eu hoje aqui do meus medos, o medo de não ser amor o sentir e o querer em que me trazes, falo-Te amada do medo da minha própria solidão, homem que vai sem um pedaço de si à força arrancada, seu próprio filho e do medo de já não saber amar ao perto uma mulher e tudo eu o anseio.

Ah Amada, que tu me conheces e eu estou certo que sabes da minha vontade por ti, pois pelo invisível amor, tanto a ti a expresso e sei que a sabes, tu que me lês como uma folha na arvore na brisa do luar.

Ah Amada que se o amor em que te trago é infinito e uno no mesmo verso, dias vão e vem que não sei da substância ao perto do nosso amor, não te vejo, não sei de ti, não te ouço e não te toco.
Minha
Amada
Amada
Minha

Segundos
Não
Existem

Mas
Eu
Espero
Que
Os
Inventes

Para
Depois
Os
Esquecer


Poderá
o
Amante
Contrariar
A
Sua
Amada

Não
Te
Preenche
Inteiro
O
Amor
Por
Dentro


Não
Trazes
Teu
Peito
Cheio
A
Desaguar

Ansia
Quente
Secreto
Fogo
Do
Amor
A
Arder

No
Meio
Adornar
Sem
Perecer


Fogo
Que
Arde
Sem
Queimar
E
Tudo
Queima


Fogo
Que
Arde
Sem
Se
Ver


Tem
Privilégio
No
Amor
O
Humor

De
Tudo
Falar
Dizer
E
Brincar


Sem
Ofensa
Nem
Ofender

E
Ofensa
Habita
Em
Duas
Casas
E
Sempre
De
Duas
Necessita
Em
Seu
Viver

A
Casa
Dos
Lábios
Do
Sopro
Do
Soprar


A
Casa
Dos
Ouvidos
Do
Ouvido
E
Do
Ouvir


Vão
Puros
Teus
Lábios
A
Me
Beijar


Vão
Puros
Meus
Ouvidos
A
Te
Escutar


Pois
O
Amor

Nosso
Amor

Tudo
Abarca
Em
Sua
Barca

E
Eu
Que
Não
Sou
O
Que
Me
Chamas


Todos
Os
Nomes
Me
Poderás
Chamar

Sem
Pingo
Nem
Perigo
De
Ofensa
A
Ofender

O
Amor
Infinito
Tudo
Abarca

Nomeias
Estação
Profunda
Mas
Repara
O
Que
Sabes
Em
Teu
Peito
Amada

Não
É
Mais
Essa
A
Nossa
Amada

Pois
O
Amor
No
Céu
Nos
Casou
E
Na
Terra
Nos
Fez
E
Fará
Encontrar






Ah Amada que vão estranhos os tempos, parlamento e aparente nação decidiram em dia recente de dividir por lei o que a natureza trás sempre junto, dividiram o pensamento da sua expressão, por lei de letras de homens põem-se uma vez mais maiores que Deus que lhes assegurou por nascimento que as duas andam como todas as outras coisas, sempre juntas, porque se não não os teria feito com Coração e Cabeça, lábios, braços e mãos, tiraria em Sua concepção as duas primeiras ou as três seguinte neste exemplo muito pouco estendido no ver do pensar, pois até um anel de Amor com que me tragas em Tua Mão fala.

E se tudo Expressa o Expressado e Expressando Expresa, Não Existe interruptor nem invenção nem lei que possa separar o pensamento da sua expressão, porque não existe um sem outro, mesmo quando silenciamos por medo palavras que dão corpo a ideias que nascem nos modos de ver, sentir e pensar.

Pois pensamento habita o dentro e fora de cada um e pensamento ancora-se no expressado que para se expressar, expressa, fala, diz, conta, canta e um mesmo semelhante se passa com o expressar, pois sabemos ouvir palavras no silêncio do pensar e ver, do ver e pensar, pois entre dois existe sempre algo que os relaciona e uma relação tem no mínimo dois termos, duas unidades participantes, dois lados de um mesmo lado onde habita.

O objecto da lei é não permitir que ninguém negue um genocídio.

De acordo todos estamos, que genocídios São Crimes de Monta e Morte de Muitos e Assunto de Todos, a Humanidade Inteira, e que Todos, a Humanidade Inteira Deve Velar Para Que Não Possam Mais Acontecer.

No pensar de cada homem existe sempre uma estação onde o pensamento sempre para por seu momento que se chama, dúvida, e a expressão da duvida pode vir a ser então interpretada como uma negação

Não pode o homem, retirar ao homem, o trajecto de seu pensar ou alterar sua natureza, na parte em que ele pensa e participa no pensado que o pensa, pois o pensado faz pensar.

E se a expressão é indissociável do pensar, ao tentar coibir a natureza do próprio homem, ao silenciar uma silencia a outra e como tal não se coaduna com a liberdade que decorre da sua natureza, não irá nunca bem funcionar.

vejamos então mais ao perto e em mais fino, a questão.

Pode ser uma tremenda ofensa para um, um outro que chega e que nega um genocídio, sobretudo se nesse genocídio se tiverem ido próximos amados e uma tremenda ofensa nunca augura um relacionamento saudável e em Paz entre os Homens e os tempos estão agitados e aconselha-se assim uma certa precaução.

E da mesma forma pode haver um dia em que uns decidem falsear um genocídio, como pretexto para começar uma guerra e um, seria ao questioná-lo, impedido de o expressar?

E qualquer dizer de um homem pode ser utilizado contra si, transporto e amplificado e
navegar por todos os locais do mesmo lugar e mais fácil é assim de acontecer em relação aqueles que vão revestidos perante muitos com vestes de autoridade ou a quem ela é reconhecida.

qual será então limite avisado da expressão de uma dúvida?

Uma opinião, um expressado alcança em função do homem e do seu dizer, do que um segundo e um terceiro e por aí adiante fazem com esse ouvido.

Parece pois existir uma ténue fronteira entre o que expressa e os que amplificam e não se pode aí ancorar o regular pois expressão é sempre amplificada, seja só até ao ouvido de minha amada ou de milhões.

Mas as fronteiras, nem as ténues existem, são puras abstracções do pensamento que nas
infelizes vezes se corporizam em muros que trazem os homens afastados e os homens chegam e vão e os muros sempre caiem.

Muros que são espelho da alma dos homens e de seus medos, das erradas escolhas em que levem seus corações.

Quererá um nação poder vir a ser enganada e com base numa ilusão que alguns podem montar, entrar numa guerra e ver morrer seus filhos, porque trás uma lei que não lhe permite expressar um dúvida que levaria à Verdade e a todos permitira assim a Paz?

Poderá um pais ou um povo à distância saber se um genocídio foi um genocídio, sim, sobretudo, se investigar, se alguns por outros reconhecidos como justos no ver e observar o fizerem e depois os outros tomem disso conhecimento e confiem e assim ser, o que implica sempre a dúvida incluir, pois investigar, saber e conhecer, é sempre em parte duvidar, talvez melhor fazer, seja passar leis nos parlamentos a cada vez que se conclua que houve um, e assim reconhecendo e reconhecido talvez então não haja mais razões para alguém vir em contrário expressá-lo, mesmo que seja em forma de dúvida.

Ah Amada comi um yogurte e o verso da sua tampa fez-me sorrir, rezava assim, o meu alvo são as tuas bochechas. peguei no dicionário da cozinha que vive entre finos azeites e foi ver bochecha. dizia assim, pedaço de carne e pele do corpo humano molinho que permite ser esticado e empurrado com beijos, fiquei a desejar o enorme alvo que de Ti faria se estivesses ao pé pertinho.

foi ver também, arroubos, dizia pequeno movimento a cada vez com pequena paragem no permeio, bom para as noites que dizes serem escuras sem mim, mas para assim ser, teria que te ter ao pertinho.

Senhora do Adornar, Senhora dos Azimutes, do Veleiro que parte dos Arcos do Aqueduto das Aguas Livres

Parte o barco ao Mar, ou parte o barco os Arcos do Mar?

Duas Razões em Uma Haverá

Será Amor Senhora
Que Tudo Conhece
A Quem Ama
Pois Nele Vive

Ou
Senhora
Será
Desamor

Que
Usa
O
Que
Sabe
O
Que
Espia
O
Que
Conhece
Para
Armadilhar
e
Maltratar

Poderei
Eu
Dizer
Vos
Senhora
Para
Além
Do
Todo
Dito

Que
Nunca
Conheci
Letras
Assim
E
Que
Anseio
Conhecer
Suas
Mãos
A
Pulsar
Para
Vos
Beijar


Mas
O
Amor
Faz
E
Trás
Livre
A
Quem
Ama

E
O
Amor
Protege
E
Protege
Se

Nada
De
Suas
Letras
Serão
Por
Fantasma
Escritas

E
Na
Sua
Ausência
Teimada
Feita
de
Marbeo
Silêncio


Se
Me
Inclina
A
Vela
A
Achar
Que
Brincais
Comigo
Ao
Amor


Jogo
Perigoso
Que
O
Amor
Não
É
Desavisado
Nem
Pode
Assim
Ser


Dizeis
Que
Por
Mim
Trazeis
Sangue
Em
Vossas
Mãos


Ah
Senhora
Tal
Não
É
Verdade

E
Tal
Dizer
E
Dito
Não
Pode
Ser
Inocente

Nesta
Batalha
Do
Amor
E
Das
Trevas

Pois
Não
Acusa
O
Amor
O
Amado

Adeus
Senhora
Parto
Para
Longe
Pois
Está
A
Senhora
Distante
E

Ao
Perto
Não
Chega
Nem
Sinal


Um
Triste
Muito
Sério
Brincar


Sabeis
Vós
Senhora
Que
Me
Trazem
Em
Guerra

Que
Me
Raptaram
O
Filho


Fareis
Vós
Porventura
Senhora
Parte
De
Tal
Complot


Daqueles
Que
Me
Tentam
Denegrir
E
Acusar
Para
Melhor
O
Filho
Me
Roubar


Sabe Senhora, chegou em dia recente um homem e disse que se houvesse entre os amantes, traição, o melhor seria dela não falar e eu fiquei a pensar pois não sei mesmo que traição pode existir entre quem se ama.

Sei da mentira e da ocultação, que nada oculta a quem ama, pois quem ama sempre o sabe, porque sempre o sente, e Senhora, o melhor mesmo, quando existe deslealdade no Amor é de imediato partir, mesmo amando, pois não pode o amor viver sem ser em lealdade e depois se sempre se o sente mesmo quando ainda não se o sabe, o tempo da deslealdade se arrasta e se estende, e o mal aumenta sempre desse jeito.

Peço a Deus que me esclareça o Coração
Peço a Deus a Sua Confirmação

E não a amo menos por isso, parto, só, parto para longe de si que não sei mesmo quem é em corpo.

Um dia disseram-me que seria a Senhora, a mulher com quem vivi e com quem tive o Francisco e espantaram-se meus ouvidos e meu ouvir.

Talvez não o seja, talvez seja só alguém que lhe está próximo e é dela aliado, ou ainda não será uma, ou ainda são várias ou vários avariados. Que importa, estou cansado e tudo isto se repercute no Mundo, como são sempre os nossos actos e gestos e a conta, Senhora é em meu ver alta e não tenho eu, sangue nas mãos e espero que para seu bem, não a tenha a Senhora por mim, pois nunca tal eu lhe pedi, mas verdade é que sangue alheio vai correndo no mundo, para já não falar de diversos prejuízos de outras naturezas.


Caiu chuva forte no país e muitas arvores foram arrancadas e um rasto de destruição foi
semeado e não se deve brincar ao Amor com o Amor.

Descansada Senhora esteja, que não se partiu meu coração, ficou só triste mais um tempo, mais bocadinho, mas o dia nasce, como sempre e eu Louvo a Deus Quando os Olhos e Olhar Abro.

Coisas antigas ou recentes se a comédia dos homens tende a ser sempre uma mesma.