segunda-feira, dezembro 04, 2006

As boas noticias de hoje de manhã, foi o anúncio do acordo entre três partidos para levar à Justiça a morte de Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa e os Outros Que Faleceram em Camarate.

Só com um dúvida fiquei, porque razão os outros partidos não acordaram no mesmo?
porque não foram consultados ou porque não quiseram?

Espero mesmo que seja pela primeira razão de fácil correcção, pois a segunda levantaria questões muito duvidosas, de dúvida profunda, pois ninguém em democracia, nenhum partido, poderá ãpresentar válidas razões para que a morte, seja de quem for, passe impune, pois tal poem sempre em causa a própria democracia e os valores da justiça que ela deve garantir e nunca é o passar do tempo, que os apagam.

Recordo de estarmos nos Olivais quando ouvimos o estrondo e metemo-nos a caminho de motas para ver o que se tinha passado mesmo antes de sabermos o que tinha acontecido e o estranho, mesmo estranho e que as duas motas em que iamos chocaram e caimos nós ao chão e nos magoamos, felizmente sem ser muito sério. antes de ontem foi ver o nome da rua onde o Luís chocou contra mim e caimos os quatro ao chão. É na rua que sobe para a rotunda de saida dos olivais, a primeira quem sobe do aeroporto, aí se encontra a relação com os territórios de Africa, como a confimar as relações que hoje se sabem existir entre o assasinato e o tráfico das armas, o consequente desvio de dinheiro, e a guerra do Irão e do Iraque, informações que ao que parece Adelino Amaro da Costa se preparava para desvelar.

As motas, uma era de origem italiana, a outra de um dos paises de leste
E nova e profunda e grave asneira no mundo se montou.

Ainda há remédio. A ver se existe a Inteligência e a Vontade de o Tomar.

Um conjunto de países invadiu um outro e derrubou o Presidente e um tribunal do novo regime ainda sob ocupação, acabou de o condenar à morte por seus crimes, assim acordou o ver do visto quem o julgou, que outros houve, como um ex procurador do pais que fez de principal invasor, acabou de dizer por palavra própria, que o julgar tinha sido uma fantochada.

De que o Presidente é culpado, não resta dúvida a larga maioria no mundo, outros dizem dele, ser um herói e muitos verão quando o herói for transformado em mártir, uma fonte de inspiração.

E também a maioria dos Seres do Mundo Não Concorda Nem Aceita a Pena de Morte que traduz pagar o mal com o mal, quebrando a Lei da Vida, do Viver, do Amor, e sabem todos os que vão de olhos abertos da simples errada conta e contar. Mal com mais mal, sempre maior e continuado mal.

E Já São Muitos os Homens Videntes que Alertaram para o facto que tal assassínio poderá incendiar diversos Gentes em Diversos Países no Mesmo Uno Mundo Onde a Guerra se Passa.

E não seria contudo esta, razão, para que a lei não se cumprisse. Ela, deve é ser mudada pois é má Lei que aumenta o Dano em Vez de o Diminuir ou Curar, da mesma forma que Sabem Todos Os Seres de Coração Afinado, Que Matar Quem Matou, Faz Semelhante Aos Dois.

E as Leis que trazem os países nestas matérias são ainda distintas entre si e por principio cada uma é soberana em seu país, o que não é inteira verdade de se dizer, pois se ela o é, neste caso, sua aplicação se deve a uma guerra e a consequente ocupação.

Já diversos países colidiram com um país e consequentemente com suas leis e realidades decorrentes, em maior ou menor grau, com as próprias.

Por extensão poder-se-á dizer que uma situação de ocupação altera em termos práticos, não necessariamente legislativos, as leis que aí existiam e também a realidade da sua execução. Talvez seja então correcto por coerência pensar que um ocupante pode assumir funções legislativas numa situação assim e abolir a pena de morte.

Mais complicado o assunto se torna, quando um dos países ocupantes em muitos dos seus Estados é praticante da pena de morte, uma forma de assassínio em distintos e diversos modos.

E se cada vez, que um mata outro, se autoriza a retribuição pela morte matada, o mesmo será dizer, que cada vez que gentes de um país matam gentes de um outro, autorizam os sobreviventes na retaliação em igual modo.

Assim se fecha o circulo da violência e da morte matada que urge de vez no chão da terra de uma vez por todas as vezes, quebrar.

E não irão os países que já aboliram a pena de morte fazer guerra ao que ainda a tem para que esses deixem de a ter.

Mas podem os países que não a tem, pensar muito bem pensado, o que se poderá e deverá por esta razão, alterar na relação com aqueles que ainda a tem, pois algum poderá duvidar ou apresentar válida argumentação de que esta questão não é uma questão chave da humanidade e do relacionamento entre os homens e que é exactamente neste domínio e no mal feito que vimos deixando acontecer, que se criam e se fundam a maior parte dos problemas, das tensões e das guerras?

E se o que mata e o que mata para matar o que mata, os torna semelhantes, será de cuidado avisado pensar um pouco mais o que quer dizer semelhança e de que forma ela se manifesta e acontece.

As semelhanças, permitem reconhecer o igual no distinto, são como fios que ligam o igual no desigual, e cada parte é formada por diversas pequenas partes que se encontram por sua vez juntas e ligadas entre si e assim sendo, uma ligação que se estabelece por uma parte permite a ligação entre outras partes que não se encontram directamente ligadas.

Nos últimos tempo são já três os sinais de ameaça a um Presidente de um dos países invasores. Se a execução for adiante, será o quarto, unidade estável da quadratura estável de uma situação e se ao quarto se chegar provável é que mais tarde ou mais cedo tal assim venha a acontecer, isto foi o pensado no visto na Palavra que Vivida se Vai Escrevendo e que Assim Foi Escrita Antes de Este Novo Passo Acontecer. Terrível novidade, queira Deus Iluminar os Homens para que Assim Não Aconteça e esta execução não se concretize

Não poderemos vir a contar por falta de audiência, uma historia assim, era uma vez em que o desejo de concretização, justificação e vingança, se fez o fósforo que começou o grande incêndio de todos os impérios materiais. Começou no Iraque, do patamar diário da guerra civil mais ou menos contida e protelada, passou-se a geral descontrolada e depois veio um outro país e um outro até ao fim de todos eles...

Ver-se-ão muita imagens do completo desperdício e impotência,, dos soldados a distancia do seu não ver, caírem com tiros, como se fossem bonecos numa barraquinha de tiro ao alvo parado nas feiras, televisionados por todos no mundo, de jeito parecido com aqueles que como aranhas distantes fazem o mesmo nas sociedades que os cegos chamam de democráticas, mais uma semelhança e estranha conta a se avolumar, são mais os mortos matados na guerra, que na tragédia que justificou em grande parte, seu despoletar e o mundo terá ficado um local mais seguro?

Alguém terá ainda duvidas sobre esta matéria?

Algumas democracias disseram pelos seus representantes que concordavam com a decisão, outros ainda disseram que era uma decisão do pais do ex presidente e que portanto deveria ser respeitada, mas foram esses aqueles que o invadiram.

Qualquer democracia neste ponto deverá pensar e dizer muito claramente onde se coloca face a esta decisão, pois a guerra tornou-se total e não local e este assunto diz por sua inerente natureza respeito a todos.

A pena deverá ser comutada, primeiro porque a pena de morte é inaceitável, depois por simples bom senso.

Que se aproveite a ocasião para ver de que forma se pode acabar com ela em mais países, pois me recordo no ano passado de se terem feito progressos nestes assuntos e alguns foram os novos países que a aboliram. Tornam-se verdadeiros novos países quando assim o fazem

E todos os Seres deveriam se for essa a vontade de cada um expressar de forma clara e por todos audível, seu posicionamento

Que razão moral tem uma democracia que com uma guerra ocupa um outro pais considerado como regime autoritário e depois de prender e derrubar um ditador, o mata, para dizer a um outro ou o mesmo, que é invadido, para pararem a guerra que lhe fazem

Se o pais invadido se tornar invasor poderá fazer um mesmo?

Alguém ou um pais se sente invencível?

Alguém ainda pensará que as guerras de hoje se fazem como as de ontem em que o clássico poderio militar era garante de alguma vitória?

Alguém ainda não percebeu que sem se alterarem as relações internacionais e se entender e tratar claramente as questões nas suas substancia e implicação moral, se caminhará a passos largos para o fatal e final abismo ou haverá alguém ainda com duvidas que a essa lotaria estamos por mão e bilhete próprio, todos habilitados?

Não existem guerras justas e este culminar em cima da mesa trás uma agravante consigo que será pela lei do Uno Coração partilhada por quem a criou a partilha, o de ter sido uma guerra feita a revelia do direito internacional, montada por uma grande ilusão e o sangue que a mentira e mal feito, sempre fazem e trazem, nos faz a todos trazer as mãos manchadas de sangue, com excepção das crianças e dos inocentes.

Deveria a América ter em tempo útil discutido a questão da pena de morte e mais do que discutido, deveria a ter acabado em sua casa, agora parece tarde, pois se a sentença for cumprida na sua forma actual, assinará em forma semelhante no mesmo contracto.

Como se inverte então a situação?

O mais correcto seria mudar a lei no Iraque no respeitante à pena de morte
O menos correcto, pois irá sempre demonstrar da encenação que estes julgamentos muitas vezes se tornam, será pelo recurso garantir um comutar.

Mais honesto seria, se for impossível no tempo que existe, mudar a lei, impor então que assim o seja e dizer aos tribunais autónomos e soberanos do Iraque qualquer coisa no género.

Desculpai-nos, nós que estamos doentes e cegos, que em nosso pais assassinamos os assassinos e sabemos que fazemos mal e que assim continuamos um pais medieval, mesmo quando enviamos uma sonda a marte e nós quando vos invadimos impusemos a nossa lei pela via da força e agora, ela vos queremos devolver, mas não podemos permitir que o homem seja executado porque sabemos que mal pago com mais mal faz maior mal e nos próprios iremos este assunto em nossa casa mudar.

Tiramo-vos do jugo de um déspota, razão suficiente para vos pedir que não seja assassinado, pois mal já não pode fazer.

Por extensão deste caso, teremos que vos pedir de modo igual para abolir a pena de morte.

Homem mesmo disse em tempo recente, que a melhor solução para criar as condições de paz no Iraque seria aproveitar e acordar o apoio e acção do presidente deposto, sem ser obviamente como presidente na pacificação entre facções.

Difícil de engolir o orgulho porque é grande e está encravado na garganta, mais difícil ser inteligente que orgulhoso, mais difícil ainda dar de certo forma a mão a palmatória, mais fácil perpetuar o sangue e morte de muito de soldados, mais fácil no curto muito mais arriscado no menos curto a atender ao estado de violência latente no mundo

Pois é verdade dizer, que o Presidente déspota e ao que parece responsável pela morte de muitos, mantinha o país em paz interna e agora o que se assiste como resultado é uma guerra civil de duas etnias contra uma terceira, a minoritária, que era a mais forte politicamente e que antes se equilibrava nas três, e se a guerra civil se estender e alargar, teremos todo na mão como resultado, e na esperança que assim não seja, um genocídio ou algo próximo.


Da chegada da Tempestade

Todas as Tempestades Chegam
Em Forma Igual

Assim
No
Céu
Como
Na
Terra


Assim
Na
Terra
Como
No
Céu

Que
Se
É
O
Lugar
Donde
Vem
No
Primeiro
Nascem


O
Vaso
Das
Dores

O
Vaso
Das
Misérias

O
Vaso
Das
Violências
Enche

O
Único
Vaso
Na
Terra
Por
Mão
Humana
Enche
Enche
E
Vai
Enchendo

Na
Terra
Por
Mão
Humana
Enche


E
Depois
Transborda
Na
Exacta
Medida
Proporção
Consequência

Os
Homens
Olham
Então
O
Céu

Bradam
Lhe
Suas
Dúvidas
Suas
Incógnitas
Suas
Resignações

Vê-se
O
Medo
Desabrido
Em
Seus
Olhos
O
Céu
A
Olhar

E
Não
Olham
Seus
Corações

O
Exacto
Pequeno
Grande
Lugar
Onde
Tudo
Acontece



Da caça às Bestas

Uns
Vão
Achando
Que
Seu
Corpo
Acaba
Na
Lonjura
De
Suas
Mãos


Outros
Achando
Que
Seu
Corpo
Acaba
Onde
Acaba
A
Lonjura
Alcançada
Pelas
Pernas
Ao
Caminhar

Outros
Ainda
Achando
Que
As
Mãos
E
Os
Pés
São
Coisas
Soltas
Sem
Irmãos
E
Que
O
Horizonte
Acaba
Onde
Os
Olhos
Mais
Não Vêem


Se
Tudo
É
Eterno
E
Presente
Tanto
O

Caminha
Quando
Parado
A
Mão
Se Estende
Quando
Quieta

Tudo
Habita
O
Mesmo
Lugar

Tudo
Se
Estende
Faz
E
Atravessa
O
Uno
Lugar


Tocaia
As
Bestas
Vão
Elas
Assustadas
Na
Transparência
Das
Aguas
Sempre
Transparentes
Assustadas
Entretém-se
Em
Apuro
Medroso
A
Ler
O
Futuro

E
Assim
Vão
Fazendo
Dele
O
Susto
E
O
Medo

E
O
Tempo
É
Eterno

Esquecem
Se


As
Bestas
Trazem
O
Coração
Negro
Assim
Ditam
Seus
Passos
Suas
Mãos
No
Ir
No
Fazer
E
No
Feito

As
Bestas
Pesadas
Vão
Carregando
Pesadas
Negras
E
Densas
Tempestades

As
Bestas
Pensam
Que
Lêem
O
Futuro
E
Antecipam
Negras
Defesas

Porque
As
Bestas
Mesmo
Bestas
Vivem
E
Querem
Viver

E
Mal
Fazer

Nas
Vezes
Mesmo
Matam

E
Mesmo
As
Bestas
Mesmo
Bestas
São
Antes
E
Sempre
Seres
Da
Mesma
Una
Luz

Esquecidos
Assustados
Medrosos
Violentos

O
Anjo

Caça
Às
Bestas

Por Deus
O
Anjo
Da
Luz

Aquele
Que
As
Bestas
Aos
Desatentos
Fazem
Crer
Que
Demónio
É
Seu
Ser

E
Deus
Em
Tudo
A
Ilusão
Desfaz


Sempre Fazem
A Má Conta
As Bestas

Sempre Fazem
O Negro Contar

Sabem Bem
Do Sangue
Que Trazem
Em Suas Mãos

Sangue
Que
Pretendem
Sempre
Escamotear


Cada Vez
Que O Anjo
Da Luz
Às Negras
Bestas
Se Achega

É Vê-las
Espernear
Puxam
As
Setas
Perante
A
Iminente
Caça

E
Flecham
Mais
Uma
Vez
O
Anjo

Basta
Pensar
Então
À
Luz
Que
Se
Faz

Se
A
Suspeita
Pelo
Anjo
Partilhada
Se
Faz
E
Se
Fez

Seguindo
O
Trajecto
Inverso
Da
Seta

Se
Chega
À
Mão
Da
Besta
Cega

Proporcional
Semelhante
Simétrica
Ao
Medo
Da
Besta
Que
A
Flecha
Soltou


As
Bestas
Se
Trazem
Coligadas
Como
Dedos
De
Uma

Mão

No
Mar
Parecem
Gigante
Polvo
Seus
Tentáculos
A
Tudo E
A
Todos
Tentar
Agarrar

No Fundo
Sabem
Todas
As
Bestas
O
Sabido
Da
Verdadeira
Extensão
Infinita
Das
Mesmas
Mãos


E
Quem
Dispara
A
Seta
Nem
Sempre
É
A
Besta
Por
Detrás


Pois
A
Besta
Mais
Besta
Se
Esconde
Nas
Trevas

Cobarde
É



O Anjo Escrevendo pela Pena dos Olhos da Luz
O Anjo Anunciando a Escrita em Seu Fazer

E de novo no momento certo de seu fazer de Novo Flechado
A Seta desta Vez Sobre O Seu Filho

Veio da Juíza
Mas não foi Ela a Principal
Ela, a mão que a soltou
Outros se escondem por detrás



Ah Amada, por detrás da minha janela aos Olivais, uma escolinha da gente pequena. Hoje faz um dia lindo de Sol.

Dias há que seus alegres chilrear me aquece a Alma

Outros dias, em seus alegre chilrear, nasce a imensa tristeza de meu filho de mim à força afastado.

Cada vez que o vejo, todos me fazem sentir que é como de uma pérola se tratasse, uma benesse que gentilmente me concedem, uma hora aqui, uma hora ali, de todas as decisões sobre ele, me mantém afastado.

Nada sei do seu viver, como passa seus dias, seus fim de semana, onde, com quem, a fazer o quê. Não se pode ser pai a conta gotas ainda por cima, de perversa pipeta pequenina.

Oh prova maior da Infinita Paciência, que assim me remetem a maldade de alguns para um não pai, Sendo eu Pai.

Oh Coração rasgado a rasgar-se. Até quando Meu Pai?

Tristeza que funda a tristeza, a zanga e a revolta em meu coração.


Simetria do ataque, como sempre, a demonstrar a imensa escala em que tudo isto se trás cruzado, como é simétrico no tempo do acontecer, o que escrevo sobre o Mundo e os Homens, de como é simétrico em seu tempo de acontecer, que quando anuncio o que vou fazer, o que em meu ver há ainda a esclarecer e alguns logo da dissimulação a que se remeteram, passam ao aberto ataque.

Espantoso, espanto-me e nem sei mais porquê, pois tem sido sempre assim desde há imensas luas. Talvez me espante da minha própria incredulidade e do meu Eterno Amor Optimista, mas assim Sou e Sempre Serei.

Teço delicado e redondo colar de pérolas a minha amada e o vou cantando na praia no tempo de seu acontecer e logo as bestas encurraladas recomeçam a espernear.

Meu Deus, que assim na Nudez da Verdade ao Amor Me Entreguei e uma Vez Entregue
Sempre Entregue, não existe diferente caminho nem distinto caminhar.


E sei eu dentro de mim, que só quando algumas delas contra a parede estiverem, isto parará e não me resta nenhum outro caminho e se sobe à memória antiga dizer que por interposta pessoa, Oscar Wilde me disse, que a via da verdade, é via de perdedor e como na altura lhe respondi, agora o faço, não creio, a verdade é salvação, a verdade salva, a verdade É O Salvo, Todos os Verdadeiros, Salvos. Enganaram-se os dois meus amigos, e ambos sofreram, cada um a seu jeito, o bastante num diferente semelhante.

Meu Deus, eu Te Agradeço Pelo Manto Protector de S. Jorge, Com que me trazes Coberto e muitos conhecem minha face.

Espantoso o imenso poder profano que faz o negro combate e contudo são como tudo apenas Pó, pó andante, que ainda anda e já caiu ao se darem conta da extensão do mau feito.

Pela minha cidade, passam muitos Amados muito Amados, muito Amor Vejo Acontecer e eu de coração rasgado, pela mágoa pesado e triste vou.

Sabem meus inimigos do que vai acontecer, trocam entre eles informações de horários antecipadamente e combinam estratégias, outro que nem inimigos, tentam as suas em suas conveniências secretas e escondidas e o resultado é um mesmo semelhante.

Quando o Amor circula e as Gentes Amantes Vão, Passam, Partem e de Novo Voltam, logo a guerra é lançada.

Voam flechas de todos os tamanhos e formas , a táctica sempre uma mesma, uma grande e diversas mais pequeninas lançadas como um órgão de Staline com que me tentam cravar em forma indirecta, em quem me Trás Amor e eu que da grande vou ainda virando o bico de forma a fazer o anzol de quem a lançou, fico a ver as outras resvalar no Invisível Manto Protector do Amor Que Aqui Estendo Por Toda a Eternidade Sobre Todos Os Amantes.

Fico a vê-las chegar e mesmo não se cravando fundo, dói, dói do ver do mal fazer, da pérfida intenção, do negro plano, do combate entre a luz e as trevas, de como os corações Amantes ficam tristes a entristecer.

Fico a vê-las passar, pois não me chegam as mãos para pelo Amor a Todas Derreter.
Só me resto o que sempre me restou, sabe-las e continuar em meu caminho.

Para além das já aqui desveladas anteriormente, algumas das quais corpo ganharam em sua expressão, outros se encontram na eminência, vi passar novas velhas flechas, uma história de cão, cães de gerência de prédio, onda de queixas orquestradas, até as velhas drogas a mais, mil variadas intrigas ao gosto de qualquer freguês, e mais terrível, aquelas que se extrapolam dos argumentos que são construídos para justificar a separação de meu filho e que raiam o cumulo da indignidade que sobre a minha pessoa pretendem afirmar, a de ser abusador de crianças.

Que um raio vos caia em cima da cabeça, é o que me apetece dizer a essas bestas e em pormenor em seu devido tempo esclarecei o que entender de esclarecer.

Não tenho tempo para tudo, e sou eu que defino aquilo que considero prioritário o que não quer dizer que muitas vezes seja desviado por necessidade de defender a quem Muito Amo.

Dá-me Pai, força para mudar o que posso mudar
Dá-me Pai, força para aceitar o que não posso mudar

Pela minha cidade nestes dias dos entretantos que às vezes se tornam longos entretantos passou uma Bela Princesa que veio apresentar Seu Livro da Sua Relação com Deus.

Ah Bela Senhora Princesa, como eu gostaria de ter tido a Alma de Vos ter ao Perto Visto e Ouvido, como me aprazaria conversar e ouvi-la numa tarde sobre Seu Conhecer a Deus, como Triste fiquei perante Sua Imensa Beleza que em breve vi na distância da televisão. Como nesse breve instante religado por amor profundo senti Sua Mágoa, eu Vos Trago em Amor, Senhora, Certa Sereis Ao Sabê-lo e quem sabe um dia de maior Luz ao passar em sua cidade a possa visitar.

Fez-me lembrar um poema que anda comigo e me habita desde alguns anos, ficou Seu Amor, Como Sempre, Dentro de Mim.

Ah Belo Príncipe e Rei do Canto e do Cantar e eu nem mais sei me governar, vivo de caridade e não posso estar sempre a dizer.

As trovas falam de pontes cujas margens se afastaram, mas tal é uma impossibilidade do coração, pois o fito de amor é unir todas as margens até não existirem mais margens, com excepção dos rios e das que são por natureza próprias à individualidade de cada ser que aqui habita.

Não Vos preocupais, não vos quero nenhum dano que seja, não vos amo menos, às vezes assim parece ser, outros perde-se um pouco a fé para de novo amanhã de manhã a reencontrar, tudo é possível no Amor, tudo é possível ao Amor, e o livro do destino casado com o livre arbítrio que cabe em parte na parte certa aos homens e um rio de eternas voltas e curvas e lagos e nem sempre a canoa vê o mar inteiro, o porto inteiro do Amor A Aportar e não é por não vê-lo num instante que Ele Não Está.