sexta-feira, janeiro 19, 2007

Amada, minha Amada, falas de comprar bilhete e partir e fico-me eu a pensar se vens ou partes e meu coração todo Te anseia e fiquei eu pela tarde sentado num muro a ver os carros passar, a ver se te via, naqueles que vinham em minha direcção, ou se ias naqueles que de mim se afastavam, e ainda não sei qual foi a tua direção, mas Tu és livre e podes tomar a que quiser, mas minha Amada, se em Amor me Trazes e me Levas, como eu a Ti, porque não chegas mesmo?


Bom dia bestas, o fim de semana foi optimo?, só se foram cerca de vinte e dois mil crianças aqui no mesmo Uno Mundo por falta de todas as condições que nós bem ou não, vamos tendo, e ao que parece aqui em Portugal, se ele existe ainda, ninguém responde a nada, fazem de um homem uma pedra como cantava a Amada Poeta, ou poetisa que ambos os termos são válidos porque a Poesia e o Poema não tem Género, Tem-nos a Todos. Aquele menino ali é uma pedra.


Acordou meu peito antiga memória de um outro acidente com barco antes de se terem introduzido o sistema que permite a sua localização por gps e espantaram-se meus olhos do coração justo e precavido, ao dar conta de uma informação que veio a publico agora quando as Luzes do Sameiro encalhou e os pescadores se foram, salvo um.

Recordo-me de dar conta disso mesmo na altura, noventa e oito, noventa nove, de diversas conversas à luz do que tinha acontecido e de como tais sistemas poderiam ajudar o socorro e agora apercebi-me que só fora feito metade, que só a parte dos navios fora implementada mas a da terra não e mais uma vez a sempre conhecida tristeza me subiu gelando o peito, quantos se foram neste entretanto, por tal não ter sido feito na devida e necessária extensão? Quantos se poderiam ter evitado ir, se fosse bem feito?

E de quem é e quais são os limites da responsabilidade do estado e de todos nós que o somos neste deixar andar, amanhã logo se vê, se, se vê.

Sempre, sempre, o mesmo negro diagnóstico e as mortes evitáveis assim acontecem, alguém é acusado de homicídio continuado? Por quantos e quantos organismos passou esta questão e sobretudo mais importante, porque os que se foram ninguém lhes dará mais a vida, será desta, que pensam um sistema integrado de salvamento na costa portuguesa? E se assim não acontecer, na próxima quem se prende?

Cansado, cansado deste país, cansado de um bando que me prende em vida, me tenta todo destruir e que só rouba e assim se alimenta, que melhor estratégia do que se alimentar de um condenado, um que é visto aos olhos de muito como um infame, que cometeu as piores e mais imagináveis infâmias.

Cansado deste roubo que para além de roubo é sempre incompleto e pervertido, se faz até ao ponto em que retorno em interesse é bastante, pois ai se esgota a motivação dos que roubam, um mais de reconhecimento, um mais de mais dinheiro, mais um degrau na escada nos escadotes da promoção.

Noite recente à porta da Igreja do Corpo Santo, dava-me conta de quanto do que aqui hoje existe e há, tinha saído de mim, das ideias que sempre vos ofereci de mão beijada, e onde mesmo assim alguns chegam e preferem roubar e ainda condenam o aguadeiro, o mentem preso em vida e agora até lhe roubaram o filho.

Epifania, epifania das terrenas, elementares, aconteceu-me quando dei conta do estudo que dizia que quatro em cinco dos que trabalham, arranjam trabalho por indicação, indicação de alguém, imagem perfeita e clara de como somos todos irmãos e pequena família, de como algumas famílias se estendem e estendem suas teias por todas as empresas, de repente voltei ao tempo em que tinha uma, e como peças de um puzzle a encaixar, comecei a ver as ligações, as ligações e suas extensões ao exterior, daquele que relatava a fulano, o outro a sicrano e percebendo que muitos tinham sempre um protector, o que protege e protegeu ao indicar o emprego, assim se cria uma realidade de influência, protecções escondidas que furam e se sobrepõem a qualquer critério de avaliação por natureza, mérito ou competência.

E desvela a enorme importância que as organizações se tornem transparentes e que aquelas que são secretas ou menos visíveis aos olhares de muitos, se comprometam a não operar assim, que façam declaração e cumprimento de não actuarem como poderes escondidos, pois se assim não for cada vez será mais questionada sua existência, para além da pergunta que muitos já põem, porque tem essa necessidade de serem secretas, não vivemos todos nós em liberdade?

Difícil tarefa em Portugal, o combate ao tráfico de influências e corrupções e abusos vários que daí sempre derivam.

E a guerra estalou, primeiro meu Irmão Paulo Portas dizer de minha Irmã Maria José, que ao que parece ele participou num debate sobre questões de consciência e cidadania, promovido pelo partido socialista e se certo é que se assim o foi, não deveria ter sido, ou seja para ficar claro e não restarem dúvidas, não deveria ter participado como procuradora da republica.

Sobre a segunda questão, cabe relembrar o óbvio, que ao que parece anda esquecido, que independentemente, quando se pode assim escrever, do cargo e das obrigações está sempre a pessoa que o preenche, que por natureza e liberdade tem direito às suas próprias convicções e certamente a inteligência e o rigor do coração da Irmã como qualquer outro coração, não deitará fora o que nunca o pode deitar, parte de si mesmo, e assim respeitará a lei e o ponto de vista equidistante a que um seu oficial é por inerência obrigado, e nunca perderá de visa seu sentir e seu pensar e a liberade que a democracia, lhe dá de expremir as suas convições e de ser o que é e ó óbivo que a segunda questão que levantaste, é ela mesmo falaciosa, no sentido em que tem resposta natural, ou seja, como poderia ser diferente, que um ser, ao analisar o que fosse, o pudesse alguma vez fazê-lo fora do seu sistema de crenças?

A questão justa não é esta nem está bem colocada, a questão é se a pessoa ao fazê-lo sempre a partir do seu ponto de vista, não o deixará prevalecer face ao enquadramento, requesito e obrigação, que a lei o obriga ao analisar uma questão desta natureza, ou outro, no âmbito das suas funções.

Parece ser portanto, mais um caso de uma insinuação que é feita sem o ser, de que eventualmente na tua opinião, a Irmã, não se te apresenta ao teu olhar como justa ou capaz de ser justa, no sentido em que duvidas que ele possa previligiar seu posicionamento pessoal em detrimento da quadratura da lei, o que não é novo no dizer de alguns, que assim tem insinuado, e a questão mesmo importante, é porque assim se insinua?

Não me recordo Irmão de te ter ouvido comentar em forma e espaço público, quando o governo teve a peregrina e má ideia de propor que os juizes não pudessem participar em cargos desportivos, pois isto é de certa forma dizer, que eles não são honestos e se bem que uns assim serão, outros não, e colocar todos num mesmo saco, nunca é boa ideia nem dá bom resultado, e é inaceitável que assim seja feito, pois é de cera forma dizer sem dizer, que a justiça e seus actores, não existe mais, ao se confundir e fazer pagar todos pelos pecadores.

Espantoso país, onde parece que anda tudo louco e a minha esperança é que tu não assim vás tambem engrossando a loucura.

logo de seguida, um despacho que não deveria ter aparentemente publicado no espaço público, o foi.

Sabes Irmão, anda o país louco, e um perigoso vírus do terror à solta tomou conta da vista e do coração de muitos e um dos sintomas é a mentira e o mentir, quecomo todos sabem, em certa medida torna-se nas vezes fatal.

E hoje, sou eu que te interpela, pois li de ti, o comentário de que nada sabias sobre os alegados voos da cia quando foste ministro da defesa, li um breve e taxativo comentário teu, que dizia só, não sei de nada e depois ouvi na rádio, palavras da Ana Gomes, que dizia ter provas de investigação em suas mãos relativas à presença de um senhor estrangeiro no porto, num hotel, com a informação acrescida, que um dos seus objectivos declarados da pernoita, era falar com o ministro da defesa, que de memória creio ter sido na altura o cargo que desempenhaste, e asim sendo parece-me que deverás dar uma explicação mais detalhado sobre esta matéria.

Por outro lado ainda é público que na altura e aparentemente no âmbito das funções que desempenhaste, que recebeste uma medalha da América, mai especificamente de um ramo dos diveros que compoem seu exercito e eu gostava mesmo era de saber em detelhe, as razões especificas porque a recebeste.

Aguardaria assim que fizesses o favor de explicar às Gentes de Portugal, um pouco mais esta envolvimento, pois das quatro uma, ou mentiu o senhor que esteve no porto, ou mentiu Ana Gomes ou foi levada a fazê-lo pelo primeiro ou segundo que forneceram a pista, ou mentes tu.

Como Ribeiro e Castro bem o disse, as investigações em curso do futebolês, naturalmente se cruzaram e cruzarão com a actividade politica e partidária, não fosse este terreno fértil dos compadrios e das corrupções, e assim é de ir com muita calma nesta análise e no fazer e dizer à sua volta e claro que para compor o que está torto à dezenas de anos, é necessário que os investigadores e os juizes, sejam correctos em seu fazer, com perigo de fazer perigar todas as investigações, o que seria um resultado para todos inaceitável, pois é agora o tempo de o vai ou racha, ou seja, não dá mais para viver Portugal assim.

Sabes Irmão, anda para aqui um sincronismo atravessado desde há algum tempo em minha garganta que é o facto de um dia, eu ter aqui no meu blog, proposto ao mundo e a quem me lê, um pedido de donativos que me permitissem continuarna latura a escrever e estranhamente ou não, mesmo tendo publicado para tal fazer, o meu número de conta, não me foi depositado nenhum centimo, poderei pensar que ninguém considera que as minhas letras deverão ser objecto de pagamento, ou que todos pensem que sou rico, ou que não tenho que comer nem casa para pagar, nem tenho um filho para cuidar, mas o estranho mesmo estranho, foi cerca de um ano depois dar-me conta pela conta por outras letra na imprensa, que passado um mês de eu o ter feito, mais de uma centena de pequenas quantias, que no seu total ultrapassou um milhão de euros, terem entrado nos cofres do CDSaparentemente sem justificação da sua proveniência.

E fiquei a pensar se por acaso algum malandro ou conjunto de malandros não se teria lembrado de fazer um clone do meu blog e da minha proposta de autofinancimento, alterando o número de conta e assim indevidamente ter recebido em máfé de quem o deu, o dinheiro.

Saberás tu, meu Irmão alguma coisa sobre esta matéria? ou saberá alguém?

Esta história que não é este episódio, esta aparente coincidência, é em meu ver uma história que vem de muito atrás, vem mesmo em meu entender da geração anterior, e existem relações históricas entre elementos que hoje fazem ou fizeram parte do teu partido com o regime nazi da alemanha na altura da segunda guerra e é minha convição que esta guerra que comigo tambem se cruza, já vem daí, disto darei conta em mais pormenor.