sexta-feira, maio 04, 2007

Senhor Juiz Noronha do Nascimento

creio que me está a nascer amor por si, pois todos os dias me dá uma vontade subita de conversar consigo e lhe pôr perguntas, como um amante que se enamora e pergunta até ao infinito de si e do amor, isto para quem Nele Creia, que outros é mais do usar, abusar nas vezes, e deitar fora de seguida.

pois calha ter ficado a pensar num titulo recente de jornal que assim versava sem bem versar, que se teria perdido a capacidade de recuperar duzentos e quarenta e três milhões em imposto, por entupimento nos tribunais e assim sendo na sua qualidade de juiz do supremo, por gentileza lhe pergunto a quem eu, como cidadão devo pedir responsabilidade civica e criminal sobre a matéria

ou seja se um cidadão dever ao estado, tem ele, as leis montadas, algumas delas que legalizam o roubo, como a tal invenção dos pagamentos por conta do que ainda não se recebeu, nem se sabe se se receberá, pois a ciencia da produção, da venda e do serviço, não é assim tão exacta como o legislador a pensou, o que demonstra das duas, uma, ou que o legislador não sabe do real destas matérias, ou encontrou um argumento que na sua aparência todos caucionaram, para dizer ao cidadão contribuinte, passa para cá a massa, mesmo antes de a ter, o que parece mais roubo à mão armada tipo far west e que assim sendo e parecendo ser, deveriam então ser presos quem o faz e se propoem assim fazer e quem por cima, no plano juridico, entenda-se e ressalve-se, lhe deu e lhe dá cobertura, e assim sendo e não bem sendo, é facto em suma, que se um que deve dinheiro tem que pagar, quem e de que forma se deverá responsabilizar, aqueles que não conseguem produzir o que deveriam, porque a empreitada e a empresa e o modo de fazer estão mal feitos, e que se traduz assim em tão elevada perca de receita, o que em meu ver é crime de monta a a atender ao quanto o país dela está precisado.

seria então de criar um plano mateus, onde os juizes e os funcionários dos tribunais e restantes intervenientes directos na justiça, como advogados , governo, e legisladores, assumam e paguem esta divida a todos criada, sugeria portanto, caso comigo concorde neste ver, e no sentido de normalizar a balança e os pesos, entre as partes no tocante a matérias de impostos, que se fizesse rápida conta, se somassem, os responsaveis e se dividisse por todos de direito em suaves prestações.

e fica em todos ainda uma dúvida dupla neste caso no ar a pairar, por um lado se o julgar não se deu, não é licito nem seguro dizer que a causa se ganhasse e depois , se o processo assim prescreveu, se sua prescrição, não terá sido a jeito, de quem prevaricou, pois nesse pinto, a dúvida que chegava á barra a a tender ao lido, era de pouca monta, caso mesmo existisse de forma sustentada e sustentante?

e requereio ao supremo a declaração de inconstitucionalidade do mecanismo dos pagamentos por conta e sua imediata extinção, bem o como o pagamento dos juros compensatórios a quem ele, o estado assim obrigou e o fez

e requereio a abertura de uma investigação sobre este caso

e aos homens se ainda aqui algum houver, pergunto, gostais de ser assim roubados e ainda mais abris as pernas?

como dormis sabendo que o dinheiro na melhor das hipotese não entra por inépcias várias e vinte e por cento da população vive, se tal se pudesse dizer, com menos de dois euros dia?
hoje á hora do almoço na tv, o senhor major valentim, era por detrás a parede contraplacado, daquele que estava estendido na estrada ao pé dos espinhos, seus veios faziam o desenho, entrava uma cobra pelo seu ouvido direito e depois de passar por dentro de sua cabeça, saia um tubarão de boca aberta, dizia o senhor, que era escandalo exibicionista, aparecerem seis inspectores ao mesmo tempo na camara, e que ele tinha acima de todo que cuidar da bom nome dela, que lhes tinha sugerido, que aparecesse um de cada vez e que era assim ou assim parecia que iam os tais processos, que por lá apareciam, na camara.

E sendo o senhor tão directo em seu dizer, com sua cara de pau, a ameaçar tudo e todos, por gentileza responda lá ao que aqui o interpelei, foi o senhor contratado para me matar? recebeu ou pagou a algum jagunço para o fazer?

repare senhor major dos soldadinhos do negro chumbo dos caixões de pregos pretos, que um blog é de certa forma como uma televisão e que assim seu desidério de ser julgado em praça pública, com honras de televisão em prime time tanto na terra como no céu, que o senhor em outro dia teve, é um mesmo.

a cobra no céu nesse dia era grande, imensa como as suas sombras e estava o senhor no meio da cobra e do tubarão e me recordei no instante da segunda imagem de al gore da segunda vez que cá veio nos visitar, a falar do aquecimento da terra, que antes de mais habita nos homens, e onde em parte habitam eles nos próximos depois, estava ele figurando a seguir ao tiro à sua direita , a cobra, no centro, como quem dizia sem dizer, a cobra ao centro está, faz lá bem a pontaria, tal e qual como o senhor hoje se apresentou.

se eu lhe der aqui um tiro, bang, será que lhe dói seu coração?!
a serpente enrola a bifida lingua
e o tubarão fecha a boca
para mais não a abrir!?

poc, poc, poc, fecham os pregos o caixão, pum
Senhor Juiz Noronha do Nascimento

abri hoje um livro do paulo coelho ao calhas, dizia assim, até Deus tem um inimigo, os homens

irá muito demorar sua apreciação dos factos e do nexo causal?