sexta-feira, novembro 05, 2010

para te ser franco amada, não percebo isto das ruivinhas na terra, pois hoje ao final da tarde, na verdade a hora era outra, ou seja a senhora a quem ontem perguntei na paragem do vinte oito teria também a hora antiga, ve lá tu amada, os cálculos, destes que se dizem humanos, o sol é constante mas os relógios tem que ser acertados de vez em quando, e o mesmo se passa com as réguas e as vezes pelas conversões ate já caíram outrora vaivéns, quer dizer fazem umas cebolas muito belas algumas ate mesmo com diamantes, mas tem sempre que andar a acerta- las, não deixa de ser isto uma bela imagem do desacerto global do mundo dos humanos, se nem os ponteiros acertam, por isso te digo deves chegar,  bates a campainha, eu abro a porta, te digo assim, prometo te, ah amada que grande viagem fizeste, vens com ar cansada, quem sabe com febre, como eu estou a tua longa ausência, como podes ver na cor do por do sol e do calor anormal destes dias, e te levo logo para o leito, e te curo com beijinhos e de te dou chá e leitinhos a beber, no dia seguinte ao dia seguinte do seguinte, que a fome e grande e a febre alta, te pergunto o nome

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