domingo, outubro 31, 2010



um perfume de tentação



como não 
se a beleza sois vos
se
bela estais
como
pousada 
a
sonhar

se
belo
alegre
e
justo
é vosso
sonho

o vitral da casa por cima da esquina da tentadora, onde uma rosa nas vezes na janela semi aberta poisa, me remete a londres, de onde são estes belos vitrais



haverá contudo nesta historia
uma tentadora
que
tenta
com
outros
os
eternamente
tentados
porque
vivem
no
amor
se
amando
mesmo
que
distantes





os leões o guardam 
e o cavaleiro sonha o amor




penso-te

as mães são muito curiosas, fazem de agasalho ao longo de toda a nossa vida, vão nos perguntando ao longo dos dias, se queres um cachecol, para não apanhar chuva nem frio, se tens comido,  lhe disse eu saindo, que cachecol não uso, na verdade nem verdadeiro o é, ou é já há algumas luas grandes

na perpendicular rápida, vinham três graças, foi assim que acho que a vi pela segunda vez num breve instante, me pareceu ser o anjo que outrora poisara a meu lado na pampulha, ah que bela face e bela voz tendes, uma voz que vos desvela única,

vinha com umas belíssimas pernas envoltas em collant cinza suave e denso, pernas altas que de repente pareciam mesmo serem como cachecóis,

ah bela menina, se sois vos minha amada, eu uso o seu cachecol todos os dias da minha vida

descia as escadas e me dizia, tira só uma sorte, no movimento a mão apontou-me um pequeno livro de herberto hélder, abri o cego e de novo me saiu o elogio a priapo, onde se pede sempre pela verga dura com nossa amada e das três graças do poeta baco,

uma outra bela em muito grande cobria a fachada de sm, também com um divertido cachecol

no zapping pré jantar, aparecera uma imagem da latina europa no canal da sic, entrara em meus olhos a corte, uma rapariga na praia da costa da caparica, numa musica dos peste e sida, riscos e pontinhos dançam na imagem, e uma bolinha se faz as paginas tantas no bico dos seios, me recordo ao momento, do ze a fazer los no evs, do galo que também ia nessa viagem de carocha descapotável em estrada azul a caminho da praia com aqueles belos rapazes com musicas bem dispostas

a imagem durara curtos segundos, depois aparecia ruella, com uns olhinhos muito brilhantes a despedir-se no fecho do telejornal, e eu a me perguntar, porque estas tão excitada assim, que malandrice fizeste desta vez, aquela que me disse o espírito ser da produção das sósias a meu passar, estranha esta bela rapariga, que um dia levou com uma setinha nas perinhas, mas de um estranho amor, daquelas de chumbo redondinhas e pequeninas na guerra, o que terá sido uma sorte, pois podia não estar ali a sorrir

a imagem do clip evoca ainda um cartaz que anda nos metros com o anuncio de um filme que sabem que eu vi, a piranha, onde uma bela em cima de um colchão, trás mergulhado o braço dentro de uma agua de onde vem um exercito de piranhas, lembrara-me ao vê-la , a imagem dos mistérios de luz últimos, pois a boca e forma não deixava de ser parecida também com a forma de um piranha, embora na visão fosse mais um peixe de profundidade com a luz por cima como alguns tem

nas voltinhas a ver se te via subindo de novo a rua do carmo, uma rapariga bela abre a porta do carro alemão preto a meu passar, não me magoou por um triz, olhei-a , em vez de me pedir desculpa olhou o rapaz ao lado dela, como se ela tivesse ficado assustada, com o facto de me ter podido magoar, que estranho, não me olhou mesmo depois







olha eu a olhar-te



como vês espanto me à tua presença ausente



olha o meu desejo de ti
porque hoje é domingo, as gentes funcionam mais regularmente, não trazem afazeres nem obrigações, só dever, o dever de ser feliz, dormem mais tempo nos braços uns dos outros os amantes que vivem pertinhos e felizes, aos domingos, nas vezes as crianças se levantam mais cedo e correm chilreando para os quartos e as camas dos pais, e nelas se enfiam com sorrisos e pedidos, e quando o sono ainda é grosso e vela sobre todos eles, adormecem nas vezes nos braços uns dos outros, por mais um tempinho,

hoje as crianças e os bebes andavam todos felizes pela cidade, foi um regalo, todos os com que me cruzei, no que nos demos , no que olharam, no que me olharam, no que me disseram em breves e na mais da vezes em surdas palavras audíveis

uma bebe ao colo de seu pai, quando a olhei, ia de dedo indicador muito espetada e quieta, tão quieta estava em seu gesto, que assim me prendeu ao momento a atenção, pois assim me dizia, olha, e eu olhei, me apontava o prédio da esquina da tentadora, como a  confirmar a ultima imagem

fofinha comi um bacalhau com  com duas cantata, bwv 140 e a  oitenta que são das mais belas que ele nos deixou escritas, ah a receita não te dou, pois aqui existiu outrora um ditado que assim rezava, que a mulher prende o homem pela boca, mas eu acho que é mais ao contrario, o esposo seduz a esposa pela boca, assim ficas com agua na boca, e talvez te decidas a chegar e ficar

quando peguei na antiga frigideira, cujo cabo não funciona e trás um parafuso  em seu lugar,  uma peça dele caiu ao instante ao lado direito do frigorífico, quando o olhei nele vi o túnel da love parede na alemanha que é também uma abobada de metro

a parte que te torno visível do bacalhau cantata, é assim, azeite e alho picado e cebola, frito como suado com campânula sobre a frigideira,

o hehehe, tem duas faces, a primeira te vou contar, em véspera na casa das passarinhas,  apareceu um elemento gráfico, que nas vezes por lá poisa,  é uma tira de retratos onde costumo ver, a bela grega, o tiger, o clooney, obama, a jolie entre outros, e depois tem assim um colibri, que se nele clicares, deita leitinho sobre a face dos rapazes e das raparigas que ali estão a rodar, na véspera estava a anistom, um rabo de um elefante e o tiger, eu achei estranho, pois nunca tinha visto um rabo do elefante naquela galeria de retratos, contudo te garanto que o colibri não deu esses leitinhos

os elefantes que como se sabe tem um colibri muito grande, são muito grandes,  pesam muito e  tem patinhas delicadas, e quando nas vezes caem do céu, fazem grande estrondo e nas vezes mesmo um grande splash

este trombudo deve ser então o que trabalha na baixa, e sugiro que quem foi materialmente afectado lhe apresente a respectiva conta e parte dela também ao terrorista antonio costa, que não garantiu aos cidadãos desta cidade a normal e boa manutenção dos esgotos

para alem da câmara pagar a sua quota parte, que é uma chatice pois nos saiu mais caro aos bolsos de cada um e de todos, que castigo devera em vosso entender , ter um que se diz presidente da câmara que assim agiu

seu verme ladrão de crianças e delas abusadoras e acusado de crime de conspiracia contra minha pessoa e meu filho, para alem do que tenho aqui denunciado de atentados contra a segurança de todos nesta cidade, sem que o senhor tenha tomado as respectivas previdências, sabei, meu povo, a verdadeira massa destas bestas, pois continuo passado talvez mais de três anos sem qualquer resposta ou acto face ao acidente que por causa de uma armadilha na rua frente à procuradoria, onde também apresentei mesma queixa

morra seu verme
sabes, tinha falado em véspera de o estado elefante, ou talvez melhor escrevendo do elefante do estado, e depois as linhas dos jornais diziam que viera durante o sonho uma tromba de elefante, como que caíra do céu,  hehehe

hoje dormia com os dois cobertores, por cima de mim, a menina de soquinhas com pá e balde, pintainho, e moinho de velas, e depois ainda o grosso branco das penas, sentia-me aconchegado a tua ausência, como se te tivesse em cima de mim, a sonhar , meio a dormir, ouvia o vento em rabanadas rápidas que vinham e iam, como se fossem pássaros que levavam as palavras pelo céu, começavam a rodar muito depressa para ganhar velocidade para a grande travessia

no camões, me apareceram as gaivotas no ceu em cima muito piando, ali estiveram planando como fixas durante um instante, contra  vento, me mostravam uma linha no céu que descia para o rio, ontem em casa de meus pais, me aparecera o corto malteze, dizia ele a bela rapariga ruiva de sardas que ia partir, e lhe perguntava se ela queria vir, ela, lhe respondia, sabes eu sou um banshee, e amando-o se afastava dele , ele ficava deitado nas dunas tendo por companhia as gaivotas

ontem a cidade estava cheia de italianos, era a língua que mais ouvia, na brasileira, ao balcão, uma serie de rapazes e raparigas bebiam vinhos tintos em copo, eu me sorria por dentro e perguntava, só falta aparecer a bela alheira

na rocha conde de Óbidos, um belo barco viking, deve ser um veleiro tipo fantasma, pois creio que já o tinha visto, que desaparecera e de novo aparecera, assim no espaço talvez de uma lua pequenina
que estranho, pus me agora a levar alguns tachos, e de repente se deu uma quebra de tensão, um das luzes piscou ao momento, a musica como se entupiu, por um instante, antes no miradoiro de alcantra olhava  a graça iluminada onde uma luz piscava como a me dizer de ti, depois o céu nesse momento abriu, soube me bem, sentir a chuva a ensopar-me

estou a fazer bacalhau com batatinhas feijão verde e couve, és bem vinda como sempre
fofinha, não sei que horas são embora muitos os relógios na cidade, com cores de neon, me parecem marcar hora de encontro contigo pois quando não estas em meus lábios, as horas são sempre mais de desencontro, dizia a rapariga de voz brasileira subindo a rua do chiado em seu telefone de prata que ao que parece aqui a hora é mais duas ou menos duas, que para te ser franco nem o percebi, pois o meu ponteiro funciona bem é em ti

trago fome, vou cozinhar, se quiseres é só chegares

há dias que olho as paredes da casa e nelas vejo  escorrer a agua do desejo , depois me ponho a limpar a casa de banho , como nesta tarde, pois sinto que estas para chegar