quarta-feira, outubro 17, 2012

À beleza criminosa no domingo último de manha de sol


À beleza criminosa à dois domingos de manha de sol

Será que as criminosas não farão par com os criminosos
Mesmo que escondidos aos olhos e ao olhar
Subia a rua, ali estava ela parada como uma figura imóvel
Trazia um Milu pela trela tensa estacado como ela ao lado da roda da árvore
Sua saia alva com flores dentadas desenhavam
Talvez belas raparigas resgatadas de tumbas
De heras que as aprisionavam num misto de dor e de prazer
Sapatos brancos em cunha como cabra talvez suíça
A medida que me aproximava, centelhas saiam das plantas
E se estendiam inclusive pela trela do Milu
Eu espantado perante o chique céu de lantejoulas purpurinas naquele quadro estático
Com um leve estremeção a meu passar
Sempre Olhos escondidos por detrás de negros sois como abelhas
Sem O mel de alma visível
Depois pela tarde à casa voltar, uma pequena lantejoula como um anel de oiro sem volume
Em meu sofá vermelho deitado se encontrava
A ressoar em recentes encenações nos jornais
O anel doirado fendido de Cândida almeida e de Ana Paula Teixeira

(isto é um crime, pois alguém, entrou mais uma vez ilegalmente em minha casa à dois domingos)

Sem comentários: