quinta-feira, novembro 20, 2003

E sempre a mesma pergunta a ressoar, Aquela que sempre me visita, Se o Amor é o Motor, porque não é ele a Lei? Que é como quem diz, porque não é o Amor Eterno e Imutável a guiar Constante como Eterno, os meus passos e os passos de meus Irmãos. Abro a TV, como janela para o Mundo, e vejo o sangue a correr, noutras partes do Mundo, que é o mesmo mundo, a mesma minha Casa, que é só outra tradução do mesmo Templo comum, o mesmo sangue no mesmo corpo que é o meu também. Que importa se falas chinês, se tem olhos amendoais, a dor é a mesma, uma só, e vejo o Irmão do Amor, O medo a ser, estampado com brutal estampido em todas as caras do mesmo rosto. O medo que se funda no mesmo desespero, daqueles irmãos a quem nós fazemos sentir, perdido por cem, perdido por mil e a actuar em conformidade com tal estado de espírito, porque o eixo do mal, não é coisa externa, atributo alheio, dos outros, que afinal não são Outro mas sim o Mesmo.

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