quarta-feira, novembro 12, 2003

Na festa encontrastes-me e engraçaste comigo, pensava eu. Não queres vir lá casa no meio de sorrisos e mais sorrisos, via eu, e eu, que sim, vamos lá. Acordamos no dia seguinte como amigos que dormem na mesma cama sem se tocarem mais para além da inconsciência dos corpos que dormem. A campainha tocou e ele subiu. Recebeste-lo com um sorriso que me demonstrou a minha miopia anterior, o rapaz, jovem como eu, meio surpreendido e desejoso daquela mulher. Era um rapaz que eu tinha visto na festa e que agora percebia ter com ela algum envolvimento em curso. Disse-lhes adeus e sai para a rua a pensar naquela manobra de ciúme certeiro que ela lhe tinha feito expressamente e que terá tido a sua eficácia, será? Nunca tal me tinha acontecido, ser utilizado desta forma por uma menina e pensando para os meus botões que estranhas são por vezes as estratégias das pessoas e a imaginar o que lhe terás contado da nossa história de amor carnal ausente

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