sexta-feira, julho 18, 2003

Cofiar, remoer, entrelaçar, imaginar
São realidades ontológicas.


Parti no meu sonho
Leva-me para longe daqui, para outro mundo, outro lugar
Des lembra-te de mim, pequenino com o coelhinho no colo, juntos a comer cenouras
Um sonho rasgado desce em mim
Fractura-me do lugar donde estou
Para uma outra visibilidade
Um outro estar, um outro ser
Qual era o sonho que me sonhava?
Os sonhos sonham-se a si mesmos
Não sou eu que os sonhos
Aparecem-me a qualquer hora
A dormir ou acordado.
Serão doces, quem lá vem?
Pois que sejam
Que sejam doces como o vento
Sabe ser, quando a todos sussurra