sábado, julho 26, 2003

Eu sem ti, sou nada
tudo é relação
Há um momento de apreender as ideias já consteladas e depois há o momento de
começar a esquecê-las. Esse é o belo momento do começo do vôo, onde as asas aparentemente alheias, superam o medo de ser eu mesmo, (mesmo não sabendo o que isso significará), me sustentam a aparente liberdade. É como aquele detective, que ao chegar a casa acende a sua lareira com um livro da sua enorme biblioteca.Não te assustes, é só uma metáfora literária...

Há quem diga que tem memória de elefante
dos factos factuais, acrescento eu, pois são esses os exemplos convocados.
lembro-me de saber isto..., lembro-me de conhecer este..., e tudo isto é um aparente facilitador das coisa mundanas.
Eu que tenho mémoria de passáro, parece-me mais ser uma história de elefante em loja de porcelana, partindo alegremente a loiça, pensando os seus pés como de bailarino se tratassem. Enfim cada qual é agarrado pelo que escolhe, se é que algo se escolhe, mas esta é, toda uma outra história.
Oh meus Deuses, ...e quando as palavras que a Alma pensa, ou o meu corpo e a sua pele,ou os arquétipos constelados me curto-circutam, aquilo que penso ser a minha fala.
As palavras são transientes
As ideias também. Por isso não posso levar-me à séria.
De preferência a brincar, mesmo que hoje não me pareça ser o que sempre sou?
Quando falo contigo, somos pelo menos quatro.
Por isso entendermo-nos pela aparente literalidade das palavras é algo díficil.
Uma casa é um sítio onde habitamos? ou um cubo com fendas?
Sou aquele que pensa que pensa e organiza as palavras, são as palavras ditas, sempre diferentes do sentido pensado.
E és tu a ouvir as palavras
E tu a pensar as palavras que ouviste.
Pensar que quando falo contigo são quatro é ainda pôr a fasquia por baixo.
Por isso antes de falar contigo, agarro-te as mãos e faço-te sentir o meu coração.
falo com tudo o que sei e simultâneamente com tudo o que não sei.
Sou como um cego pequeno num caminho cheio de buracos que não espero.
relembro-me, criança a sopesar as palavras que ia descobrindo, sendo que algumas delas não faziam sentido algum...