segunda-feira, agosto 18, 2003

Lua cheia ( afinal parece continuar, sem saber para onde. óptimo)

Pois então se descontasse toda aquela falsa ameaça, não seria bom ser transportado por um Hulk para fora daqui? Não é isso que o mundo muitas vezes me faz sentir? Que segredos mágicos terias para fazê-lo? Que tesouros esconderás em ti, pressenti nesse momento. Eu vi na eternidade dos teus olhos que falavas Verdade, que efectivamente poderias fazer o que dizias poder fazer.Olhar os olhos da eternidade nos meus próprios olhos, atenua o ruído e gera o centro de uma harmonia, penso eu de que... pois o que se passou foi o contrário. Quando encostei a minha mão ao peito do Hulk e naquele silêncio , começei a dizer-lhe que lhe ia contar uma estória, produziu-se um estrondo que me trouxe de novo à terra, pois tinha ele próprio provocado o silêncio geral. Teria ressoado como se de um tiro se tratasse. A hesitação momentânea que fora a minha e a história que ficou por contar. Conto-te agora sem ta contar.

Num país distante, chegaram à corte notícias de que ao Sul um grande dagrão devorava em grandes quantidades campos e pessoas, sem que ninguém o conseguisse demover nos seus intentos. O príncipe forte, cheio de energia, loiro e solar, despediu-se dos Deuses seus pais, do seu outro irmão moreno e lunar, montou o seu cavalo branco e dirigiu-se ao Sul envolvendo-se numa luta terrivel, de morte com o dragão. Batalharam longos dias e no momento em que o Príncipe solar cansado, achava que não teria forças para o derrotar e portanto se encontrava na eminência de ser derrotado, apareceu-lhe o seu irmão lunar que lhe disse, lembra-te da tua natureza... e assim fazendo derrotou o dragão, não matando-o, que os dragões não se matam, embora alguns distraidos assim o pensem, mas combinado com ele, que fosse morar nas profundezas de um lago e que não andasse mais a comer os campos e as pessoas.

Todo o pensamento vibrava em uníssono com as diferentes conversas, Numa mesa em redor, um grupo discutia política, certamente de esquerda como eles próprios se designavam. Um berrava por cima dos outros, como se os seus berros lhe dessem mais razão e eu a pensar, que loucura este caminho se se conduz a tal violência. que raio de forma de pensar a vida, imaginá-la que no fundo não é outra coisa que criá-la a si mesma.
O meu caminho terá que ser o meu caminho como sempre aliás ao lado dos outros, o meu passado é grande e são poucos os que me querem como companhia. Sou considerado perigoso. não me posso adaptar aos papeis que os outros esperam que eu preeencha e eles já sabem disso há muito tempo, se calhar há mais tempo de que eu próprio sei. Em suma, pensava no que desejava verdadeiramente e como alcança-lo.
As emoções estavam à solta como sempre acontece quando alguém organiza um centro no círculo.