quarta-feira, agosto 20, 2003

qualquer coisa é sempre mais do que nos parece
os sentidos que lhe atribuimos dependem do limite da nossa visão
qualquer coisa é sempre qualquer coisa
tem sempre uma razão de ser
há sempre coisas que acontecem
e simultâneamente coisas que aparentemente não acontecem
avizinham-se, sendo avizinham-se, irmão/ sinónimo de visibilidade
existem com as outras
são ambas igualmente reais
só se manifestam em planos distintos

estou de olhos fechados a comer um bife
não vejo a vaca
não vejo a faca que a matou
sinto-me santo

hoje de manhã ao chegar à cozinha
percebi na planta que comigo vive
que estava triste dentro de mim
pois assim a vi sentir

hoje tornei-me vegetariano
e tornei-me a sentir santo

o problema é que comi a minha amiga planta
e o seu meu, próprio sentir

A vida é crime.
só me resta fazer os crimes necessários
e não mais que esses
O amor não tem limite
O amor nunca é demais
Amar é gostar do outro como ele é
É gostar de gostar dessa dádiva da sua diferença
que me alegra
Não se ama demais
Não se ama de menos
Ama-se
ponto


( retirei um poema que aqui estava de nome " os quatro obstáculos, pois não é meu e não me lembro da fonte. assim o fiz em 1 de Abril de 2004)

somos mais inteiros quando sentimos a falta de qualquer coisa