quinta-feira, setembro 04, 2003

Gargalhar, sorrir, contentado, contentar, ajudar, ser maravilhado, maravilhar, estar feliz, fazer feliz os outros, estar em paz, criar a paz, ler nas entrelinhas do mundo e da vida, tirar os véus dos nossos olhos e dos olhos alheios, partilhar o que se sabe e não sabe, apreender, religar, unar, viver no mistério, habitar na casa da Mãe e do Pai, inventar, ser inventado, Ver Belo e ser a própria Beleza, tudo isto são sinónimos do Amor.

Por isso perdoem-me aqueles, que acham que o excesso do Amor, ou nomear o Amor, como que mata o Amor, ou a Arte ou seja o que for, que eu o Quero Sempre Mais, que eu quero estar no jardim, ser o jardim, e a flor, porque um jardim cuidado pelas mãos do Jardineiro, será sempre um Jardim, que não descambará necessariamente em Selva desorganizada, por falta da minha própria capacidade em criar e imaginar as flores extraordinárias de encantar ou a mais Bela flor.

Não é de excesso que se trata, mas da ausência das Flores neste mundo, com isto certamente todos concordarão, ou não?

E depois eu, tu, ele, nós, vós, eles, de novo de mãos dadas a brincar, no dorso do alado unicórnio.

Não é o Amor Amável com a coisa Amada?
Se assim é como lhe poderá fazer mal?
Eu versus o não eu
Perene?
Dualismo ocidental
Sujeito versus objecto
Homem e mundo
Espírito e matéria

Imaginação fantástica
Serva da percepção
Símile, alusão
Simples memória
Imagem que vem a mente
Espontânea
Da impressão dos sentidos

Ou

Imaginação criativa
Imaginação primeva
Fora da ordem
Do tempo e do espaço
Poder vivo
Fonte da criação
Dissolve
Torna Difusa
Recria
Para de novo
Unificar

Uma forma de ver
O particular
Embebido no universal
Profundeza
Ou Próspero a dizer
O escuro avesso
E abismo do tempo

Ou Eu Próspero de mim
a dizer

Claro Carmesim
Aconchegado vale
Na Alegria de Viver
Sem tempo
A prender
ou a perder

( poema-resumo, inspirado no livro de Robert Avens- Imaginação é realidade. nota de 1 de Abril de 2004)