sexta-feira, setembro 05, 2003

É a Vez
De Um País
Encantado

Todo Encantado
Todo Eternizado

E no Caminho
da Cidade em que Vivo
Todos os Dias
O Sorriso Encontrar
He hE é
Por Cima de nós
O Nosso Amigo Papagaio
Do primeiro Andar
Num Alegre assobiar
he he he,
Hoje de novo
Na minha janelinha do rés-do-chão, lá estava o Gémeo de Oeste a olhar para mim, com o mesmo Sorriso de Ontem de Seu Irmãor. O Gémeo de Leste, no Suporte dos Braços da Mãe, ao fundo se encontrava com seus cabelos escuros dentro da Sombra mergulhados, enquanto o outro era o próprio Sol.
Caro P.

Por Vontade própria
Primeiro Inverto
O Caro por Querido
De Quem Se Quer
Bem ao Outro
Mesmo quando
Donzela me passeio

Para mim a Regra é simples

Até prova do contrário

Sem ao chegar
Nenhuma Pedra
Ter na Mão

Tens razão ao dizer
Que quanto mais
O mito aflora
Mais se Torna.

Sim, eu sei
Que tu sabes
Que eu sei

Não Escreves-te tu
Da diferença
Entre Original e a cópia
Entre o plágio
E a Criação
Nos Movemos

Meu Irmão
Tens Razão
Mais vale Ser
O que Se É
Do que parecer
Ser outrem
Eu Senhor
De Mim-Mesmo

Só depende
Onde Estamos

Rasgando
Como quem
Atravessa

Um ponto de vista
Velho e gasto

Recriando a
Original
Paisagem

Sim, eu sei
Que tu sabes
Que eu sei

Não foi Eu
Que na Escrita
Do meu Poema
Teu conselho
Gravei

Porque a Mim
Os Bons Conselhos
Serão Sempre
Bem Vindos
São como
Pérolas Preciosas

Amável Atenção
Conhecer que o
Outro me Quer
Que me Deseja
Que me Acompanha
O Caminho

Me mostra
A Pedra

O Caminho
Que Me Ajuda
A Caminhar

Quem
Oferece pérolas
De tal
Requinte
Amigo, Ouso
Desejar Tratar

Lembro-me mesmo
De Antigas Figurinhas
Que no Cavalo
Ao Caminhar
Andavam a Par

Pérolas
Não Te posso Oferecer
Porque essas
Sou Eu que as Pesco
Só para Mim.
Com o Amigo
Que O Abraça

Mas vai um café?