quarta-feira, setembro 17, 2003

A Menina Dança?


Sabes Querida Wendy

Escrever um manual de como um Homem deve tratar uma Mulher. Voto. Que cada um, escreva as suas regras, sem entender Regra como limite ou barreira, mas como sentido de direcção porque a Regra é isto, da forma de me conduzir e é só do equlíbrio que se trata. Que cada Menino e Menina conte de si a cada um de nós e depois que cada um julgue para si mesmo o que acha aceitar.

giro, giro era mesmo escrever não o manual de como um homem deve conduzir uma mulher, mas algo talvez como acontecem os encontros e os desencontros entre os Homens e as Mulheres ou mesmo como bailam uns com os outros, a dois ou no salão ou então, que baile é esse, que então fazendo Aparece.

Porque se o Professor do Baile tem razão ao dizer que o homem que agrada a uma mulher é aquele que se interessa por essa mulher. O contrário também me parece válido, o que só me diz uma coisa que é , tanto pode ser assim como assado, que é como quem diz, se o Interesse é o Condutor, tambem será válido para a Mulher Quando Nessa Vontade, ser Ela a Conduzir.

A mim a Bailar agrada-me mais que conduzir e ser conduzido, que me agrada também, a inventar contigo um outro baile, sem nenhuma pretensão de poder sobre o outro, ou como tu tão bem escreveste

... (Interessante é aquele que se interessa por nós, que nos olha, que sente prazer em saber o que o outro sente, sinceramente, sem medo de ser submetido ao desejo do outro, porque tem tranqüilidade suficiente em sentir a si mesmo. Que demonstra esse interesse quando ele é genuíno, não como uma forma de sedução, mas porque lhe dá satisfação acompanhar o outro.
Agora começo a entender porque dançar é tão lindo de se ver e de se fazer. Precisamos manter sempre nosso próprio ponto de equilíbrio, nunca o delegando ao outro, mas encontrando sempre o prazer de olhar, acompanhar, formar um par, para que os dois acertem seu passo em passos sempre distintos mas complementares...

Um Bailar Sem resistência
no Espaço Estelar
no Encontro das Vontades

Então para quê a estratégia, de que a Mulher deve oferecer uma suave resistência, porque dessa subtil forma desperta no Homem o desejo de a guiar?

Ou não será verdade que o desejo não se inventa, como quase todas as coisas, se não mesmo todas as coisas. Ele está lá ou não está, depois o que conta mesmo, sempre, é a vontade para o encontrar, que é como quem diz , levantar-se da mesa e ir ao seu encontro, ou Talvez ficar disponivel para Ele nos Encontrar, ou ficar na Orla da Praia a vê-lo passar ao fundo em Grandes Navios.

E é bom não esqueçer que o meu desejo é só o Meu Desejo, nada sei do Teu para imaginá-lo igual, e para que me o possas mostrar, te Convido ao Enlace

Ou esse obtruso conceito no tratar com Firmeza mas sem brusquidão, que só revela como o Desencontro entre os Homens e as Mulheres e os Outros todos , vem de longe, de muito longe, uma ferida aberta, dor a espichar.

Eu só quero da firmeza usar, quando a realidade dos dias me faz cruzar os passos de alguém que me tenta invadir, sem pedir licença, ou sem limpar os sapatos na soleira da porta, ou sei lá de que forma, porque ela é multipla na sua expressão, fála-nos de um Tempo onde ainda é preciso ser Firme para se poder ser e a mim faz-me pena.
porque o que eu gosto mesmo ao Bailar
É derreter numa vontade que é Minha, do Outro e de mais Quem a Agarrar, no Baile que se faz a Bailar. porque Bailar é não saber o que se vai encontrar mas ter a coragem de o encontrar

Não seria tudo isto mais simples se cada um fosse o que é, sem para isso ter necessidade de Firmeza usar?

A Menina Dança?


Uff, ainda bem que existes, para me levar a interessantes sítios e doces memórias. Obrigado Manel que Estás na Esquina do Rio
desde ontem que o meu pc, que é igual a mim, não me deixa abrir documentos em word. Diz-me ele, não sei o caminho para lá chegar ou faltam componentes. Fico a pensar, o caminho está lá, quais os componentes que faltarão?

Esta alegoria que o pc me oferece ao olhar. refere-se a mim ou ao Mundo, se é que existe alguma diferença entre os dois?
pode parecer-vos baboseira, mas deixem-me partilhar , aqui e agora que me sinto Feliz, Oh tão bom que é.
Ai, ai, diz o pam ao pim
O pum pisou-me

O que se passa com ele
Pergunta o pim ao pam
Diz lá, O pum.

Estou irritado
E ele aborreceu-me
Ai extravasou
E o pé entornou

Diz o pam
Lá por isso não
Era razão
Podias tê-lo dito

Tem razão o pam
Acrescentou o pim
E olha lá
Por que chateado estás

Há pedaços em mim
Que não sabem dos
Outros pedaços de Mim

Há coisas
Em mim
Que não sabem
As suas respostas

Pois diz o pam
É também assim
Que me irrito
Quando não
Percebo
A razão
Por que estou contente
Ou não.

Pois diz o pim
O problema
É quando essa coisa me irrita
Sem a sua razão
Eu saber

Pois se não sabes
Como te podes
Tornar feliz
Diz o pum
A intervir

Desculpa
Diz o pum ao pam

Desculpas aceites
reponde a mão do pam
a enlaçar a mão do pum
Amigo teu
Continuo
Pediste-me desculpa
Como quem
Verdadeiramente
Assume o que Fez
Mas magoaste-me o pé

Olha
Posso pedir-vos
Um Favor?

Se assim me virem
Avisem-me
Por favor

Tá bem
Respondeu
O pim
E o Pam

E o pim a acrescentar
A gente avisa
A gente até foge
Mas para a coisa
Resolver
Tens que ser tu a fazê-lo


De mãos dadas entraram de novo na floresta da brincadeira, ia o pim a dizer, isso do por favor na amizade, o que é?
Basicamente existem duas formas de bailar. Dirijo-me a ti, diriges-te a mim, ou um ao outro, que importa, encontramo-nos num qualquer meio, que nem meio tem de ser, que importa, e depois, depois, vem mesmo o importante, Se quando te enlaço te piso ou não.

Se te pisar, o mais provável e não dançar-mos. Como que nos nascem penas de ferro, farpas avermelhadas ou pés de chumbo que nos teimam manter no lugar da distância, sendo o inverso igualmente igual.

Se suavemente te enlaço e cinéticamente me enleio, começamos a desenhar o círculo, aí, sim, o ferro transforma-se em penas e as asas em pés, sem nenhuma distância de permeio. MAS, o universo expande-se no nosso espaço comum, revela-se o Infinito das múltiplas possibilidades combinatórias, a alegria do baile.

Entre, basicamente existem duas formas de dançar contigo, é o lugar do infinito, das múltiplas possibilidades, todas elas únicas e distintas entre si. Contudo, todas elas tendem basicamente para um lado ou para o outro. A vontade de Dançar ou a Vontade de Pisar.

Sejamos gentis uns com os outros. Um sorriso compensa 4 cigarros.