quinta-feira, setembro 18, 2003

Oh querida, não me digas que é assim, porque foi assim, assim não, o que foi não volta a ser igual, oh querida esta é a impossibilidade, contudo querida, todo o futuro está para ser inventado, oh querida, não me digas que é o que os outros dizem, oh querida assim não, oh querida os outros não estão aqui, só eu e tu a bailar, oh querida, todo eu sou diferente com cada qual embora igual, oh querida, eu sou em relação, oh querida eu sózinho nada sou, por isso trata-me bem, oh querida Olha-me, Vê-me, oh querida gostas de mim, oh querida não parece, oh querida, tu és assim e devias ser assado, não, não que não sou eu e se não sou eu, como te amo?
Oh querida há um principe e um sapo dentro de mim, oh querida chega para lá, oh querida deixa essas caixinhas dos pequeninos sonhos lá fora, oh querida nada disto é o que nós queremos, oh querida quem és tu, oh querida como te chamas, oh querida ao que vens, oh querida chega para cá, vá lá, querida, vem cá. he, oh, hehehe, oh oh OOOOOOh
oh querida que ainda não és querida, oh querido que ainda não és querido, porque ficaste ao longe a olhar, oh querida porque não avançaste, oh querida, oh querida eu tambem sou mulher, oh querida eu sou homem, mas quero tambem ficar à espera, oh querida, eu quero sentir a tua vontade, oh querido, eu também, oh querida como se desempata, oh querida, oh querida Alguém tem de mover-se, oh querida, não como os Flamingos, não, como o fogo fátuo, só o Desejo e sua Vontade

Oh querida porque chegaste com o mapa todo na mão, oh querida porque no bolso trazes já todas as rotas. oh querida queres navegar sózinha, como que acompanhada, ou, querida, queres com-migo navegar, oh querida, já me perguntaste das minhas rotas, oh querida, estendeste o mapa todo sobre a mesa e estás tão embrenhada no teu compasso que nem dás de mim conta.
Oh querida porque me imaginas se me tens à  mão, oh querida olha as estrelas no Céu, deixa serem Elas a conduzirem os passos do Amor, que é Ele que nos fez encontrar, não foi eu nem tu, oh querida é uma ilusão, a nossa razão nos Jardins do Amor



oh querida que dizes ir partir, oh querida eu vou partir, como se as relações acabassem quando um parte. Era preciso o sincronismo de os dois deixarem no mesmo momento de querer, coisa, oh querida, que eu nunca vi. É sempre um que parte, o outro tem tendência a ficar, ooh querida que quem parte também nunca verdadeiramente parte, ninguém tem uma borracha para te apagar ao partir. oh queridas são impossiveis as borrachas, elas pura e simplesmente não existem, ou então nunca houve nenhuma chegada, Oh querida que quando partes ou eu parto, nada deixa de existir, seja ao Longe ou por Perto.oh querida deixar o quê, nada se deixa, só se diz ao outro, vou para longe de ti, retiro o meu corpo da tua paisagem, oh querida e espero não ter um baque no coração quando te encontrar a subir a calçada, oh querida, vou mesmo mudar de universo, viver noutro lado, por um polícia de giro a ver se me avisa dos teus passos para com eles não me cruzar, sem querer? Sem querer, sem o meu querer, mas com outro querer, O querer do Próprio Amor, que é por vezes diferente daquele que imagino o meu querer, e quando isso acontece, sou eu que lhe Volto os Passos, inutilmente para meu próprio bem porque Ele está sempre Lá. em toda a Parte
oh querida custou tanto a passar, o meu corpo de ti a lembrar, ai os corpos que mandam tanto como eu, sai do presente, do tempo presente me fiz ausente, vivi no meu passado de ti e sofri, mas foi essa travessia que me fez o futuro. A dor é sempre qualquer coisa que me falta. A Saudade Senhora me levou nos seus braços, o sol e a noite dos dias desaparecerem e diz-me baixinho repousa no meu quente colo, deixa o sono sarar, que assim chega à  futura Rosa, eu de mansinho, entrecortado me deixei nos seus braços por um pequeno instante que me pareceu longo. Depois A Sonhar, disse-me o Sonho, porque passar a vida a chorar, se podes ser alegre e eu a lembrar do tempo antigo de menino onde às páginas tantas se me afigurou, que ao limite, nunca poderia ser inteiramente feliz, eu, ou alguém outro, enquanto existisse alguém ao lado a sofrer. Era preciso ser verdadeiramente cego, como um cego nunca é, pois vê de muitas outras maneiras. Como se o sofrer alheio, ao cruzar os meus Olhos os não afectasse, não entupisse o coração e não se repercutisse nas artérias.
oh querida, o que é mesmo bom, é encaixar na plenitude,os corpos juntos inteiros a rir, o mundo no instante a Mudar, todas as sombras a afastar, tudo iluminar. Sem dúvida que o corpo é o perfume de Deus, mas o corpo só no encontro o que é? pouco, porque nele reside também a Alma e é quando o Corpo e a Alma se encontram que o encontro é então mágico, dinâmo de Alegria, pulsão de Vida, constante renovação.
Oh querida, quando isso a dois Acontece, Acontece o Amigo, Aparece o Terceiro, aquilo que já não é, só Eu e Tu.
Oh querida, o que é bom é viver o estar, não a ideia de futuro, que a ela,
se os passos assim quiserem chegaremos. E que Futuro há no Instante presente, é esse conta para fazer o futuro e depois seja o que Deus quiser ou o nosso eguinho, Oh Querida, depois partes, depois eu parto
mas ficamos sempre um dentro do outro até ao fim,se o fim existe, mesmo quando me pareces distante, não é. Oh Querida, é dificil de tansformar a dor em alegria, oh querida fomos embora jangados, oh querida isso é que não, que eu quero de Ti as doces recordações e depois seremos sempre queridos um do outro mesmo quando os corpos estão distantes. Oh Querida às vezes é bom como lobos famintos



vejo os teus joelhos no banho reflectidos nas gotas de água, como gotas de água. Antecipo a perfeita almofada e sorrio como Gato Displiciente a Lamber os Bigodes de Contentamento Contentado, sem nenhuma pressa de terminar o Prazer, que resiste ao lente lamber
AUNAR é usar o e em vez do ou
uma coisa é isto, aquilo e aqueloutro
Não, o se é isto, não pode ser aquilo.
uma coisa não é coisa por oposição a uma outra coisa.
uma coisa é sempre mais que uma coisa
é um conjunto de coisas
todas elas concorrem para a Grande Coisa
Por isso não amputemos as coisas
quando ao dizer-mos que uma coisa é isto,
lembremo-nos que é isto, aquilo e aqueloutro.
às vezes é só um problema nos oculos de sol