domingo, setembro 21, 2003

aquilo que eu escrevo, não é o que eu sou. pois é belo Berlinde, as imagens ambivalentes, vibram, abrem os múltiplos significados que ressoam no infinito de nós, aquilo que ainda não está acabado, mas sim a espera de ser acabado, que adquira o seu único sentido, que enfim se torne finita e tudo de repente pare e pule.
adorei ver na tv a jam session das nações unidas. É com este espírito de Alegria que se deve partir para As Nobres Tarefas que tem neste momento pela frente, num tempo inaugurado, onde ela própria é atacada. É Grande a Tarefa de Acabar com as guerras, a fome a miséria do Mundo e Estamos Todos Cansados de Ver o Sangue daqueles que são Iguais a nós no Corpo, a escorrer um pouco por todo lado.
Ontem Foi Ver o Concerto do rodrigo leão no Ti Vo LI e fiquei com os pêlos em pé por variadas vezes. Para quem quiser hoje, o Rodrigo Leão dá um concerto extra que acaba a sua primeira tourne ibérica.
Conversa entre um pai e um filho (1)

Sabes eu nunca me preocupei muito com o aproximar da Morte, Sempre tive um sistema de crença para lidar com a questão, Sim, embora sabendo que é tão grande a Crença em Acreditá-lo como em não Acreditá-lo, ambas são indemonstraveis. Mas agora que se aproxima parece-me estúpido que acabe, gostava de viver pelo menos duzentos anos. Eu tambem, mas num corpo que se mantivesse sempre nos trinta.

Sabes é que eu acho isto cada vez mais Belo e é uma Pena, é como uma Tristeza a Assolar-me Pensar que irei perder isto tudo, parece-me um desperdício.

Sabes, eu últimamente ouço muito que seria uma chatice tal facto, ter a possibilidade de viver duzentos anos, mas sabes, o que eu vejo debaixo do tapete da afirmação, são as pessoas a dizerem que que não andam felizes, porque se estivessem, certamente não hesitariam em querer viver duzentos anos. E o problema é quando se anda Triste não se acha as coisas Belas, por isso Se Calhar é melhor não andar Triste, porque senão deixamos de Ver o Belo. Sabes, eu sinto essa Expressão do Belo como uma Emoção Sagrada, de algo que me transcende e simultaneamente não, tipo uma coisa que está dentro e fora de mim no mesmo tempo, que não é senão uma outra forma de o Nomear.

Sim percebo o que dizes, mas não pensas que é nesta idade que eu vou mudar o meu sistema de crenças. Eu não penso nado, estou só a conversar contigo, disseste-me uma coisa e eu dei-te a ver o meu lado. Lembra-te de mim em pequenino, não tinha qualquer formulação religiosa em que me enquadrar e agora considero-me um homem Religioso, o que me prova que as nossas convicções podem ser alteradas, mais, que se alteram pela própria acção das Coisas que connosco convivem, a que se chama, Eventos ou o Tempo da sua Expressão.

E se assim é, se tudo é movimento, não será mais lógico aceitar a mudança, querer mesmo a mudança, sem mais se preocupar com o fardo velho da crença que se deixou para trás, fazendo-lhe como que um enterro rápido e partir Firme para Estar de Braços Abertos ao Novo Que Investe.

É o que Sentes que é importante, não o nome que lhe chamas porque o inventaste assim ou porque alguem to sugeriu e pareceu bem no momento. Tambem já ouvi dizer que a Consciencialização do Religioso, Aquilo que Re-liga, que Nós Dá do Mundo uma Visãoo integrada, Não fragmentada, Sem rachas e o Doce e Belo viver, é só um grito, como um pedido de socorro, de quem se aproxima do fim da vida, como quem aponta, afinal ele não era assim tão corajoso nas suas crenças, está agora aflito e Deus Lhe Acuda.

Mas o que eu vejo no tapete da pergunta, é alguém que se encontra fragmentado, que não consegue estabeler as necessárias conexões para encontrar antes de mais a sua própria paz, pois a prova disso é a sua necesidade dos outros julgar e depois, a vida não é decidamente um jogo de algumas crianças a ver quem a tem maior.

Há mais Coisas para Fazer, do que perder tempo e energia a criticar ou a acusar o parceiro. Bem sei que Existem Razões de Sobra de Queixas ou por outras palavras para levantar-mos um bocadinho a questão e sairmos dos nossos ordenados e desemprego, há Crianças a morrer com ventre dilacerado pelas explosões, há Crianças a Morrer nesta Casa Comum onde Todos Temos O Mesmo Corpo por Falta de Comida, Há Crianças, muitas, A Quem Não Deixamos Serem Nem adolescentes, pelas Condições Que Lhes Damos Para Habitar.

E tudo isto está ligado, os ordenados, a produtividade e as Jovens Belas Flores CeiFadas Antes Do Tempo, As Promessas do Amanhã. E Uma Imensa Tristeza dos Pais de Todo o Mundo A Crescer e a Todos Contagiar. Um Enorme Urro a Elevar-se pela Atmosfera da Mãe Terra, que trás como companheiro o medo abismal, a Noção que Todos Sabemos Que Agora é a Doer, Que Aquilo que vemos lá ao Longe, Pode Aconteçer Aqui Dentro da Nossa Própria Porta, a de Cada Um.

São Tempos de Contágio Universal, As imagens como que estabelecem uma realidade instantâna e não local, entendido na perspectiva quântica. Mas mesmos as Imagens, sendo uma realidade ilusória, não deixam de activar Estados Emocionais em quem as Recebe, um quase, mesmo, numa terra que pela forma como se está a interconectar, permite a Criação de Estados Emocionais de tonalidade Idêntica e Simultãnea a Muitos.

Mas sabes, eu acho que estas questões podem ser resolvidas por Nós Mesmos, não me parece que o Homem não possua a Imaginação e Vontade para o Activar, mas sabes, quando falo com outros ao passar, vejo um enorme espanto nas suas caras como quem diz, este é Maluquinho, ou Criança, haverá sempre guerras e miséria no mundo, é o que lhes oiço dizer e as vezes até me fico a perguntar a mim mesmo se serei realmente eu, o Louco.

E sabes quando nos encontamos fragmentados, abre-se o tempo dos medos, da reação agressiva como forma de defesa, energia mal gasta por falta de Apontar à  integração, que é só Outra Forma de Dizer a Paz Interior que é Simultaneamente Exterior, porque quando andamos tristes, com medo e zangados é esse o Sentir que reside em nós e Se Assim Somos, que não é de coisa esóterica que se trata, é de Sermos Paz, Caminhar nos Seus Passos e Assim Alumiar, que é como quem diz, Promove-la, Fazer Um Tempo de Paz.

Sabes, uma tristeza é como uma pena, uma Asa Ferida, que lá está a moer e assim fico triste e Todo Este Belo como que se me tolda, por isso talvez seja sempre melhor não ter penas, porque elas tendem a não deixar que o Vôo Aconteça.

Deixa- Te ir no Doce Embalo se assim o Sentes, Se Dessa Maneira Se Te apresenta.
Pareces um catequista a falar
Estás a Brincar, Eu...
Olha e, se a morte faz parte da própria vida, que é coisa que aprendemos de desde pequeninos, as células mortas da pele a descascar para dar lugar à  nova e outras ilustrações de que Uma não Existe Sem a Outra e que Uma é a Outra.
Depois je juntar um Fio, que é, o pensar que se a Vida não é Eterna, a Morte também o Não Será.
Talvez Isto Acalme os Nossos Passos e nos permita andar Focados no que Verdadeiramente Importa
Ora, isso é um Silogismo formal do século 14
século 14?
Será?
depois Desceu o Silêncio
Pai Meu
Que estás no Céu e na Terra
Que eu sei que Tu estás também
Na Terra
Quando o meu coração é Plácido
Tudo o que desenrola
Os meus passos
É Sinal de Ti
Oh Pai, que Quando Assim Acontece
O Mundo Se Torna Todo Doce
Num Instante
Reina a Gentileza
e a Boa Disposição
Entre as Gentes

Porque sempre soube de Ti
mesmo quando O Esqueci
Peço-Te Pai,
Deixa-me Ser Guiado
Por Teu Passo

E Pai
Deixa-me dizer-te
Quão Feliz
O Amor
Que me Dás

E Pai
Deixa-me pedir-te
Que Me Retires As Nuvens
e Que Me deixes Ver-te
Aqui no Instante
quase glossa
Oh querido, desculpa, desculpa não te amar mais, vou partir, oh querida, desculpa-me de não te amar mais, desculpa-me do meu trabalho, da cidade em que vivo, desculpa-me de o céu não veres entre os tectos dos prédios altos, oh querido desculpa-me de não ir ao cinema, de não ir jantar a casa dos sogros, que eu te amo a ti, não a eles, que sim querido, que posso vir a amá-los, não te preocupes, desculpa-me de ter-me esquecido do teu corpo, das festas atrás da orelha, não faz mal querida, não faz mal, hoje assim, amanhã diferente, tudo começa e acaba e volta a começar, constante só a mudança. Oh querido perdoas-me? de quê Querida, que a culpa não existe, só fizeste aquilo que tinhas a fazer, o que a tua vontade ditava, se me dói, sim até sim, que sim dói, mas depois, culpa de me fazeres doer, e a dor que tu já sentias, a dor que teria de ser grande para sustentar o teu partir, se pensares no que seria ficar, e amanhã a dor, de que tamanho estaria? Oh querida esta dor no coração é mais dor do corpo do coração do que do coração mesmo, porque doi-me a ausência do teu corpo, do teu cheiro, do teu sorriso, do teu timbre de voz, a cor dos teus cabelos, a foma de a dormir enlaçar, porque a Tua Alma, está sempre dentro de mim, já estava antes de te encontrar e vai continuar até Todo o Sempre, não há nenhuma Separação que a separe. Por isso ninguém parte, ninguém parte de ninguém, é só como se, se afastasse para um longe que é perto, continua perto, tão perto, que se Uma das Vontades O Querer, tornam-se a encontrar, nem que seja para um café. Oh querida obrigado por teres partilhado os teus passos comigo por um instante, o Caminho Floriu. Agora vou-me pôr como um pássaro, a apanhar banhos de sol ao Sol, como que com toalha estendida sobre a relva do jardim e quietinho ficar à espera da nova flor que me vier beijar