sexta-feira, outubro 10, 2003

Entrei no Monte da Virgem, os meus passos dirigiram-se automaticamente para a direita onde se encontrava o Senhor mais Crescido da Sala e a seu lado a TV que ele observava, dava imagens de um corredor da AR, onde um grupo de socialistas abraçavam o conterrâneo recem-libertado. Antes mesmo de chegar ao Senhor e dizer-lhe boa tarde estendendo-lhe a mão, senti-me profundamente bem por esta notícia da libertação de alguém que se encontra preso, graças a Deus, ou serão outros. Boa tarde, apresentámo-nos e o Senhor a dizer, agora é que vai ser o diabo, a indeminização que todos lhe vamos pagar e eu como que a alucinar a tentar saltar para o seu plano de raciocínio, como quem apanha um trém em alta velocidade e a perguntar-me que indeminização, até que plop, Haa, a indeminização do estado a um cidadão que foi mantido preso injustamente, o Senhor, já estava a escrever o final de uma história, cuja procissão ainda vai no adro e eu a tentar recordar da última informação que tinha sobre essa matéria que se reportava aos anos 80 e que se não me falha a memória seria de 37$00 por dia ou algo assim e a deduzir, 4 meses e meio, com actualização e mudança de moeda não nos sairá assim tão caro. Haa, não que ele é deputado, portanto só em salários justificados será uma fortuna, pois se calhar tem razão e avançei para outra cena.
Oh como é bom fazer amor de olhos bem abertos, os dois, como janelas, passagem para um outro ceú que estão nos teus olhos e para além deles, quando as asas se tornam uma só Asa, que flutua para além de todas as nuvens, em voô gracioso, infinitamente infinito, uma só emoção, a reverbar por todo o Universo, radiante de Calor como Vaga de Paz a Alastrar. Temos os dois o universo inteiro nas palmas de cada uma das nossas mãos, só depende de Onde Apontar.