quinta-feira, novembro 20, 2003

Isto é a sério, é verdadeiramente a doer e calhará mais tarde ou mais cedo a cada um. Muita Atenção que isto é a sério e não haverá nenhum sistema de segurança, nenhum exército, nenhuma polícia, nenhum sistema de informação, que possa não deixar que a matança aconteça, seja ela pela forma de uma bomba um de um vírus, como aliás tem sido inequivocamente demonstrado, pois todos os países as têm e sempre continua a acontecer e a crescer. Violência respondida com violência trás e trará sempre mais violência. Não se pode pensar que se pode contê-la dessa maneira, tal Hidra que por cada cabeça cortada, faz nascer duas novas.
A única forma de acabar este carrossel macabro, que repito mais tarde ou mais cedo se abaterá sobre todos, que é o mesmo que dizer cada um, é abandonar as armas como resposta e ir à fala. É preciso ter a coragem de o Fazer, uma Coragem que é muito maior que a coragem da resposta à bomba ou ao tiro. Que se juntem as vontades dos homens necessárias, que é como quem diz suficientes, para ir falar com aqueles que vemos e que nos vê como inimigo. Falar e Acordar, resolver todas as pedras do sapato e então fundar o Tempo de PAZ.
Já me entrou a morte dos corpos pelos olhos e pelas mãos dentro diversas vezes, que é como quem diz demasiadas. As suaves e as violentas, as por Amor e as Cobardes e a carne viva ao céu de uma perna decepada pelo joelho ou por onde for, é sempre a mesma, um cheiro a queimar, e ela, a carne vermelha, aos borbotões, como que a querer saltar por todos os lados de dentro do Corpo, um silêncio que revela a partida súbita do espírito e a imensa dor, um incrédulo ver. O radical desperdício, Nada o justifica, é só dor, é só dor.
O sangue a correr, a correr, afluentes de um mesmo imenso rio, como as veias do meu corpo, a correr pela mesma casa, um rio Imenso, Triste, Vermelho a tudo e todos manchar .

Esta casa é a mesma casa, não existem quartos pendurados, contínuos ao redondo da Terra, assim o disseram os Argonautas, aqueles que do Céu viram o Templo e se assim é, aqui será o local e o tempo de todos. Temos que caber Todos cá dentro, sem exclusão, sem ninguém a empurrar um outro para fora.
E sempre a mesma pergunta a ressoar, Aquela que sempre me visita, Se o Amor é o Motor, porque não é ele a Lei? Que é como quem diz, porque não é o Amor Eterno e Imutável a guiar Constante como Eterno, os meus passos e os passos de meus Irmãos. Abro a TV, como janela para o Mundo, e vejo o sangue a correr, noutras partes do Mundo, que é o mesmo mundo, a mesma minha Casa, que é só outra tradução do mesmo Templo comum, o mesmo sangue no mesmo corpo que é o meu também. Que importa se falas chinês, se tem olhos amendoais, a dor é a mesma, uma só, e vejo o Irmão do Amor, O medo a ser, estampado com brutal estampido em todas as caras do mesmo rosto. O medo que se funda no mesmo desespero, daqueles irmãos a quem nós fazemos sentir, perdido por cem, perdido por mil e a actuar em conformidade com tal estado de espírito, porque o eixo do mal, não é coisa externa, atributo alheio, dos outros, que afinal não são Outro mas sim o Mesmo.
Oh meu Deus, como tudo está ligado, como tudo remete para tudo, mesmo as coisas mais aparentemente banais, um Eterno diálogo a entrar-me por todos os poros, todo os buracos do meu corpo, um mesmo corpo de todos os corpos, o mesmo único corpo. Penso, sinto, e todo isto simetricamente se repercute nos outros, que eu penso não saber quem são, que sentam na mesa do lado, as sua conversas, são de repente a minha conversa interior, os meus mais secretos pensamentos, ali a desfilaram nas bocas aparentemente alheias, e eu sempre a espantar-me, Um Enorme Espanto, Um Belo espanto que me ocorre a todas as vezes como se fosse a primeira. Um Eterno diálogo, sempre em Aberto, a correr, simetria da mesma Alma do Mundo.
Curvo-me perante a Tua consciência, Entrego-me a Ti, Quero a Tua Vontade como Minha e peço-te para quu Me guies os meus Passos, me faças de Ti o Teu sapato.
Estou farto, estou farto, de um país do tamanho do Mundo, igual ao mundo, onde os filhos da pauta, nem coragem têm para sê-lo. Pela sombra enterram os punhais pelas costas. Estou farto de perdoar-lhes e se eu não sou Deus vou mesmo deixar este assunto do perdão definitivamente nas suas mãos.

Estou farto de ser Bom, vou soltar todo o meu Ódio.

Quem são os filhos da pauta, que numa noite de 1988, bêbedos que nem cacho, como eu alias nessa noite, mas não tão bêbedo assim para não saber que era verdadeiro o que diziam, me disseram a passar, tu estás fodido enquanto nós existirmos. Quem são Vós, oh cobardes de m…. Pois eu hei-de morrer depois de vós, e antes hão de pagá-las todas, a todos os que fizeram o mesmo.

País de brincar, meninos de brincar aos segredos de meia tigela, como se soubessem alguma coisa à séria. 43 Anos de existência para perceber isto, vão todos bugiar, pentear macacos e assumam-se, venham cá que eu vos recebo de braços abertos.

Querem que eu fale mal, pois eu também o sei fazer, até gosto da veia vernácula de tradição portuguesa, tão emocional como eu estou agora. Que m… é esta das listas negras. Então isto é uma democracia ou não, porque se o não for, digam-no para as coisas ficarem mais claras no domínio da luta pela liberdade de expressão.

Socialistas da xuxa amarela, como o picapau a xuxar nos bolsos de todos.

Sabem como os Senhores falavam e geriam o dinheiro?

Não, pois eu digo-vos. Exemplo em primeiríssima mão, a TDT (televisão digital terrestre) custa quanto, perguntava eu, como se vai pagar o investimento? Qualquer coisa entre 100 a 120 milhões de contos na altura. Como? Dizia eu, 100 ou 120, a alucinar como se mais ou menos 20 milhões fossem não escudos mas amendoins. E então com certeza que os senhores fizeram um estudo económico, sim, sim, e eu a pedir, e seis meses depois, tive que chegar à conclusão que não havia, o estudo.

Agora multipliquem isto por todos os sectores e projectos e é fácil perceber o estado das finanças em que deixaram o país.

Arrogantes, como um dos ministros do reino de brincar, a dizer no final de uma reunião onde ouvirá a verdade, que era coisa muito simples que se tratava, já quase seis anos e as coisas na mesma, e que como um pai zangado, a dizer-me com cara de quem parece que me quer comer, ah, não pode falar assim, não pode… Esquizofrénicos. Ainda não perceberam que a transparência é um processo em curso, que as revoluções da tecnologia, os medias, os vão curar definitivamente da esquizofrenia, não vão poder deixar dizer em casa uma coisa e outra na rua, ou ao telefone, ou dizer uma e fazer a outra, que é a mesma coisa esquizofrénica. Se eu fosse a vocês, e felizmente não sou, ia para o sanatório, a banhos a ver se descobria quem sou, ou então afogava-me à espera que uma ponte me caísse em cima

Explica para mim ex-ministro de cultura, como é que no mesmo concurso ao ICAM a mesma empresa em dois projectos distintos num critério de avaliação imutável, no contexto, o seu curriculum, pode ter duas classificações distintas? Dá mais jeito nas contas finais.

Sempre para os amigos, os amiguinhos e os priminhos dos amiguinhos, o pega lá que és dos nossos. Valores de esquerda?

Querem que eu fale mal, pois eu também o sei fazer, até gosto da veia vernácula de tradição portuguesa, tão emocional como eu estou agora. Que merda é esta das listas negras. Então isto é uma democracia ou não, porque se o não for, digam-no para as coisas ficarem mais claras no domínio da luta pela liberdade de expressão

A tal chamada esquerda, eles que nem sabem qual é a sua mão esquerda, e de virilidade tem aquela de quem se mete connosco leva.

Pois leva, e o pior é que me lixam a mim e a tantos outros profissionalmente há anos, suas b…pela cor dos meus olhos, não gostam, pois fiquem cegos neste momento.

Só compadrios. Manigâncias? Cada um fala do que sabe nos termos que sabe e que lhe são familiares como linguagem, pela boca morre o peixe, que não sou eu, são vocês.

Olhe Senhor Doutor, contrito como sempre ao falar, até se vê a raiva a ferver, uma sempre enorme pedra na mão, quase a saltar, pelo menos aprenda alguma coisa quando lida com a imagem, sabe, cada segundo de vídeo tem 25 frames, 25 frames que são como 25 fotografias, da sua cara e da sua alma, se é que acredita que a tem.

Se eu fosse filho de Almada rematava a minha cena de ódio dizendo, coragem, já têm todos os defeitos, só vos faz falta as qualidades, mas entretanto vão viver para as Berlengas.

Agora passem-me para o primeiro lugar da vossa lista negra ou contratem um mafioso de leste que aqui na rua onde vivo, diz-se que por meia dúzia de euros matam qualquer um desde que seja pequenino, ou então sejam homems e peçam desculpa e emendem-se.

Andaram os vossos antepassados a lutar contra o fascismo para que. Até devem dar voltas nas campas.

Se alguém souber quem são, por favor que me diga e será bem vindos à lista dos Brancos, porque nós também temos uma.

E agora vou plantar couves, porque trabalho não tenho e cada vez que abro a boca fica ainda pior.

Eu sei que no futuro, ninguém se recordará mais de vocês, como sei que Portugal reconhece os seus valores postumamente, mortos, quando já não incomodam, pensam vocês.

Aqui fica o resto da profecia que já fiz mas que na altura só revelei metade, 12 anos ficará Durão Barroso a governar.
tu só estiveste a julgar os outros, e eu incrédulo, sem querer acreditar no que me dizias e a pensar para mim mesmo se efectivamente estivera a julgar os outros. Olha que não sei, pelo menos não é essa a minha intenção, é mesmo das coisas que eu acho de evitar pela sua enorme complexidade e incógnitas associadas, aliada à percepção de um sentir, que é, quem sou eu para julgar outro igual. Bem sei que isto depende da percepção que cada um tem da vida, se se vê ou não vê, as ligações entre todas as coisas, se se sente ou não, a presença de Algo que nos transcende, porque se não o vê, a sua inclinação será para a justiça humana, mas se o vê, que é outra forma de dizer, o vive, então rapidamente se dá conta que são múltiplos e infinitos os sistemas regulatórios a operarem em níveis distintos, sempre a Agir, se vemos por detrás da persona, qual máscara tranquila de uma falsa tranquilidade, mas que sei eu, dos seus pesadelos quando à noite se deita, ou do mal estar no seu levantar? e assim fiquei a pensar naquilo que vos disse.

Contara-vos os factos que presenciei directamente com aqueles que até há pouco nos governaram e das questões pragmáticas das coisas terrenas, como a gestão do dinheiro comum, e das consequências que a meu ver tal teria tido nos dias de hoje. Tudo entroncara mais uma vez na velha questão do investimento imprescíndivel para o desenvolvimento e que desenvolvimento poderá haver, quando as casas ou a Casa gastam mais do que tem? Desenvolvimento implica dinheiro para investir e se ele não existe, não é possivel o desenvolvimento.

Pois estas questões caminham sempre para a consciência do julgamento e das responsabilidades. De qualquer forma em termos da mecânica terrestre e da justiça entre os homens, não temos nenhum código que enquadre responsabilidades individuais ou de um partido em questões cuja complexidade e relações causa efeito, serão sempre os argumentos para o seu não apuramento, ou por outras palavras, não se condena numa qualquer moldura, tipo se o partido for responsável pela má condução dos dinheiros públicos, não fica por exemplo impedido de concorrer nas próximas eleições, pois não. O sistema não julga, não prova que uma determinada herança deficitária possa ser atribuido a fulano ou beltrano, não esqueçendo contudo que estas realidades determinam o dinheiro ou a falta dele em todos os bolsos por períodos longos no tempo. Estranha esquizofrenia da realidade, pois se um de nós individualmente ficar a dever dinheiro, pode nalguns casos ser preso.

Prova tem a ver com julgamento, e que julgamento posso eu fazer que é outra forma de dizer que julgamento posso eu fazer por mim próprio e para mim próprio, por aquilo que sei em primeira visão ou mão? Só que aqueles não servem para a função e actuar em função desta contestação. Mais nada mesmo, ou se quiser perspectivar no tempo de forma mais correcta, direi, eles, naquele momento das suas vidas, embebidos na sua cultura ideológica, não se encontravam preparados e quem sabe se a vida os ensinar e eles aprenderem.

Não se trata de provas e julgamento dos homens, que como eu eu são projectos em construção, em permanente construção, mesmo quando nos sentimos petrificados. Assim talvez o julgamento interior deva ser orientado para impossibilitar a repetição dos mesmos erros, ou seja, como prevenir que tal situação se repita independentemente de ser personificada por beltrano ou cicrano. E proceder de acordo com esta consciência torna-me assim como que dizer, co-responsável e se assim o é, deveria assumir a minha quota no melhorar das coisas.

Desde os vinte e cinco tostões da primeira semanada, mesmo antes da introdução da mesada e até hoje, a minha relação com o dinheiro foi variando ao longo do tempo. Comportamentos de excesso, erros de confiança, falta de rigor, ou falta de visão também já me aconteceram nestes domínios, por isso a minha compaixão, que quer só dizer, capacidade de sentir o outro, de percebê-lo, de saber quem é a cada momento e por isso aceitá-lo, é grande.

Não me parece que a minha intenção seja julgar beltrano ou cicrano, mas isto não invalida os factos que presenciei, é só uma questão de memória e rigor histórico, de partilhar contigo algo que se passou à minha frente e que é só uma outra face da mesma moeda comportamental que se expressava naquele infeliz e significativo modo de ser, de quem dizia, que quem se meter com o partido,leva.

O que eu penso necessário, é quase como separar os homens dos seus gestos, porque os homens mudam, mas os gestos tem uma tendência a manterem-se iguais no passado do tempo, aquele onde se funda o presente e o futuro. Pelo fruto conheço a árvore, que me parece ser outra forma de dizer que o fruto é distinto da árvore e que por isto, se pode avaliar por si próprio e ambos, a árvore como o fruto, estão e estarão sempre em mudança.

E depois é sempre tão fácil julgar outrém, basta para tal apontar o dedo e classificá-lo como qualquer coisa bizarra, como quem diz diferente.

Lembras-te dos homens que estavam à frente dos campos de concentração e das atrocidades que fizeram?
sim
e como pensas que eles seriam em família?
pais e maridos exemplares
pois, então como era isso possivel?