quarta-feira, dezembro 10, 2003

Um coração debaixo das estrelas e eu sou como o caracol ao Beijar

E como beija o Caracol ?

Não te recordas?



Leento e prazenteeeeiro



Quatro imagens Que me falaram

A primeira era janela límpida entre o dentro e o fora
A Mesma Imagem via-se de um Lado ou de Outro
E quando Isso Acontece Está-se Num Mesmo Lado


A segunda foi quebrada pela Morte do Lá de Fora
Cristalizou o Olhar
De Dentro
No Fora
Só se Viam
Como Sombras
Ao Passar


Só se pode ver para dentro
É preciso ver para dentro
Para Re-Encontrar de Novo
No Dentro
O Fora



A terceira foi a Fenda a Aparecer
Perfeita Vesica Piscis central
A Olhar
Sexo Perfeito do Parto
Novo
Seio Anunciante do Novo
Quente Tempo

A quarta Foi a Alegria
A Estilhaçar
O grande Cristal Baço
Porque fragmentado
Numa infinita miríade
De pequenos cristais
Todos Imóveis
Por isso
Capazes de Reflectir



Tal foi a sua forma de rachar

Imóvel
Ao Fora
Numa Miríade
De pequenos cristais
Hoje espelhando
Reflexos do Amor
Do Riso Com que
Aconteceu
Em diversos Afortunados Bolsos
De quem Neles Viu
As Pombas a Passar
Vão Correr U Ni verso
O Uno Verso
Num Acto
De Amor

Pequenos Cristais
No Espaço
Lembranças de Amor
Poalhas de Luz
A Voar
E Tudo
Iluminar
E Que o Céu
Desça de Novo
À Terra
Donde Nunca
Saiu

Trús Trús Trús
A Luz
A Brilhar
A todos
Alu
Mi
Ar
Vê a Palavra Voar
E Ela
Voa
Vê Qual Dizes
Vê Sobretudo
Como a Dizes
O limite do corpo

O limite do Corpo
São Arredondados
Redondos Vocábulos

O limite do Corpo
Não são frias
Arestas
Nem são Esquinas
Para nos esquinar