domingo, dezembro 14, 2003

Os bichinhos de contar vieram ver-me ao jardim zoológico, Oh , antes de mais como gostei de vocês, como maravilhado me fizeram.O primeiro a chagar foi o zangão, depois o bichinho de conta by her self, a seu lado o besouro buzz e depois a libelinha de pertinho. Ah como os vossos nomes são transparentes, bem vindos à minha casa e já que são bichinhos de bons hábitos, amantes de coisas prazenteiras como chás e festas, pois convidem-me para um chá que eu irei com muito gosto e lá iremos trocar o que aprouver. Só tem uma condição, relembrar e fazer actuar aquela velha regra de meninice, que é basicamente, deixamos todos os canivetes , as fisgas e as pedrinhas na mesa ao entrar, está Bem?
Da física dos pássaros

A matriz do tempo é mesmo só a matriz de cada momento, sendo que os momentos se encadeiam uns nos outros e para a agravar a confusão ao nosso Olhar, podem e fazem-se deslocar eles próprios connosco, nas infinitas variações sobre o eixo central do tempo, aquele, onde o próprio tempo está parado, assim acedem a outros mundos, que geralmente não vemos ao nosso andar, mas tão reais como este nosso.

E depois irmãos pássaros, desculpem lá qualquer coisinha, por vos trazer até vós a realidade, que ela é verdadeiramente como só eu que a vejo, diria mesmo que a realidade é um assunto íntimo, múltiplo segredo de amores diversos, passantes e a passar. Esta complexidade com que Ela me Aparece, não foi eu que a inventei, já cá estava quando vi a este mundo no qual agora me encontro.

Se a palavra é um sistema energético como qualquer outro, então toda a mecânica do U Ni Verso terá que estar lá contida. Não precisarei portanto de nenhum outro instrumento que me faça maior do que Sou, extensível de Mim para uma qualquer absurda não-realidade, pois a realidade que vejo e tomo com garfo ou aos copos do olhar, é feita à minha medida.

Bastar-me-ão os meus próprios sentidos para sentir essa mecânica. Mas isto, sou eu só a pensar uma palavra, que ainda não sei qual é e portanto é mais correcto dizer sou só eu e uma palavra que me pensa, como num sonho ao luar, lua branca luminosa, reflexo de luar na água e aquele preciso marulhar, suave, suavíssimo de algumas noites do nosso eterno verão no eterno vai e vem.

E sentir não é pensar, sentir é, in telegir, Ver a ordem da coisa que ali está naquele preciso momento, a ordem como quem diz, a sua natureza e intenção, quantas das vezes ocultadas pelas suas vestes, múltiplas vestes, tanto tentar de tapar ao nosso olhar, aquilo que não pode ser tapado, para além da ilusão de todas as formas, a coisa Nua e não crua, como alguns dizem, mas Nua e Doce, como Qualquer Coisa Toda Nua, Foco de Luz que irradia, Luz a Faiscar e Tudo, mas, Tudo se torna Uno outra vez.

Chuuuuu, chuuu, chuuuuuu, chuuuuuuu, como baixinho sopro a embalar