terça-feira, dezembro 14, 2004

Boa Tarde

Aqui estou eu em casa de uma amiga a escrever este post. Agora foi-se a electricidade.

Foi um prazer estar junto de vós este tempo todo e partilhar tão boas emoções, saberes e aprenderes.
A todos, que são muitos os Meus Agradecimentos do Meu Coração.

Bem Hajam Todos

e até uma próxima aqui, se a houver.

quem me quiser contactar, poderá fazê-lo através de 96 280 77 46, enquanto houver saldo. hihihi.

(Se algum me poder emprestar uma tenda e um saco cama, será bem vindo)

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Hoje meti o cartão na ranhura, e o saldo era o mesmo que já lá estava, nenhuma dávida, nenhuma moeda plástica ou visível. Não há almoços grátis, diz alguém, e parece mesmo afronta pedi-los, vai trabalhar malandro, vai trabalhar malandro, fala o silêncio da resposta e eu digo-lhe então, se temos cabeça e mãos é para pensar, para experimentar e se a experiência não funciona, faz-se outra e contudo eu sempre crio, talvez possa a isso chamar trabalho, quem sabe, que eu não.

Convido-te para almoçar na minha casa de campo, aquela precisa da minha imaginação. Cultivei as sementes e sirvo-te uma salada. Seu preço foi o do meu trabalho, das sementes que comprei e do prazer que tive em te servir, em comer contigo um almoço que afinal, bem feitas as contas e mesmo que a água venha do céu e que a luz seja a do sol, sempre me custou em dinheiro alguma coisa.

Agora vou pedir uma tenda emprestada e acampar num qualquer jardim da cidade, com um letreiro em cima, estou em greve geral pela vida, e a quem lá quiser passar e perguntar, lá explicarei os porquês.

Porque há guerra, porque há fome, porque há miséria, porque há ignorância, porque há desamor, porque este sistema fede. Não voto em mais nada, não quero um bilhete de identidade, não quero um número de contribuinte e não quero ser um escravo, carne de canhão de um sistema que nem existe, nem sei para que serviria se existisse mesmo, mas a vida é aqui também.

200 mil com fome, 20% das Gentes do meu país a viver com dois euros por dia e vivam os intelectuais das opiniões deles que tentam fazer alheias, e os que governam, embora não saiba o quê.

Então rapaz, era tudo mentira?
Não, é tudo verdade

E depois se Deus o ama, ele tem que ter tudo o quer, pois se se apresentar frágil e derrotado aos olhos do mundo, então Deus não estaria com ele nem ele com Ele.

Seja feita a Tua vontade, que eu não estou zangado, nem pouco mais ou menos, mais que menos abaixo da linha de qualquer zanga e a bitola de Deus é toda uma outra, a sonda dos corações no coração, espaço íntimo da Tua presença em mim, em nós e de mim em Ti.

Não sei porque, parece que andam muitos a rirem-se. Ainda bem, pois sempre é bom, rir, e para além de tudo, hoje e daqui em diante é dia de festa cósmica.

Pensam que ganharam alguma coisa, peguem lá todos os prémios a que tem direito e riam-se muito, muito, pois a vida é talhada para a felicidade.


…..





Carta ao Senhor Presidente do País Onde Moro


Senhor, eu penso que gosto de si, pois vejo-lhe a emoção nas vezes nos olhos, lágrimas de compaixão, que me provam a existência de Deus, mesmo nos olhos de um Ateu, pois a consciência do coração é uma mesma, em si, em mim e no outro ao nosso lado e como se poderia ficar inalterável ao mesmo sofrimento que se espelha no irmão ao nosso lado, só mesmo, se fossemos autistas e nos víssemos como ser único no mundo.

Os homens que se emocionam e nas vezes choram, tem um canal aberto ao coração e o coração é sempre um mesmo em corpos múltiplos, iguais, distintos e infinitos e é esse canal, o sítio onde mora a consciência.

Somos todos filhos da Vida, que nos anela e anelando em seus braços nos vamos, assim, mais ou menos se exprimiu um poeta, e eu quando nasci, trazia uma carta branca em meus olhos e meus passos e uma caneta que a Vida me deu para com Ela a escrever, nada mais, nada menos, um projecto de ser em liberdade do Ser.

Muito admirei vossa geração de homens, essa que lutou como é comum dizer-se, pela liberdade dos homens na nossa terra, alguns por essa luta outrora caíram e a memória nos faz sempre recordá-los e amá-los, pois são grandes aqueles que concretizam essa mesma liberdade.

Já por diversas vezes nossos passos se cruzaram, a primeira vez ainda o Senhor era o Presidente da minha Cidade Amada, e assim uma vez entrou numa das minhas casas. Não o fiquei esperando à porta como se fosse um momento eterno de êxtase, pois o telefone tocava e não parava e nesse dia havia como noutros outrora muito que fazer, mas não creio que tivesse ficado ofendido com esta minha falta de protocolo, pois acabamos cumprimentando-nos em alegria depois da sua gravação, assim o recordo e ambos por cá ainda andamos, a viver todos os momentos que a Vida assim nos quiser agraciar.

Creio que se recordará sempre dos meus afectos quentes e sorriso grande aberto e contagiante que sempre me surgiu quando consigo me encontrei.

A última vez que consigo estive, foi em Belém em nossa bela casa, onde habita, e recordo a estranheza que se me entranhou, pois informou-nos que voltaria ao assunto uma semana depois, coisa que não creio ter acontecido, ou pelo menos assim os homens que comigo estavam, mo disseram, não o ter feito.

Não quero julgar ninguém, mas saberá também como eu, como os homens se entregam à mentira e a facilidade com que às vezes o fazem, na mesquinhez com que assim aviltam outros e os viram uns contra os outros, nos chamados combates em favor dos seus pequenos bolsos próprios ou mesmo políticos.

E são rápidos os homens em seu julgar, pois todos vimos nos últimos tempos como aqueles que num dia defendem e dizem respeitar o poder que lhe está atribuído, quando com suas decisões concordam, e no momento seguinte o criticam, quando já não estão de acordo com os seus pressupostos, tão rápidos como o vento inconstante que lhes sopra nas vezes em seus corações.

E contudo não sou eu um homem perfeito e santo, como aquele que creio ter sido seu amigo e que no outro dia se foi de seu corpo junto de nós em provecta idade e longa vida. Um homem que era entre muitas coisas o médico que deixava seu próprio dinheiro na mesa dos seus doentes sem posses para comprar os remédios de que necessitavam, e que segundo me constou, disse publicamente no final da sua vida que nunca tinha feito intencionalmente mal a ninguém.

Em meu ver, a justiça dos homens se imperfeita, é ainda necessária e é por esta razão que também lhe escrevo esta carta do fundo do meu coração, pedindo seu conselho, que me dará ou não, mas por favor não me diga que a quadratura do circulo das leis nada lhe permite fazer, que não tem poderes executivos ou que sua acção está manietada, pois eu sei das duas mãos e pés que tem, do coração que bate dentro de si, como eu, ou aquele ao nosso lado.

Que os tempos estão difíceis, bem sei, alias pelas suas próprias palavras no acto em que recebeu o prémio pecuniário pela sua acção na compreensão entre os homens no Mundo, quando disse, que desta vez o dinheiro ia ser para si, pois a situação estava difícil e eu que o vi dizer tais palavras, vi seu rosto e pensei para mim mesmo, isto está mesmo negro pois até o Presidente o diz, e contudo concordará comigo que são muitos mais os que estão bem pior.

E me recordo de um outro homem do nosso País, que também desempenhou as mesmas funções e quem depois de exercer seu cargo, todos nós, por decisão dos nossos representantes, lhe foi atribuído se não me erra a memória, 800 mil contos para digitalizar os arquivos de sua fundação.

Mas é da justiça humana, o assunto que hoje me leva a escrever esta carta e aqui hesito, pois se me sinto injustiçado, entre e por alguns do homens meus irmãos, sei de todos os outros bem piores do que eu. Assim como poderei pedir justiça, como poderei pedir justiça para mim mesmo sem a pedir para todos os outros, não dá, não dá na minha consciência, e depois são tantas as injustiças que seria preciso escrever um livro muito maior que esta carta. Não sei se começo por mim, ou pelos outros, mas começo desta vez por mim, que sou homem como um outro.

O Senhor é um homem como eu, também, com a diferença de encarnar a mais alta figura do estado do meu País e como não acredito mais na funcionalidade da justiça dos homens em tempo útil e real e porque não tenho com que pagar a nenhum advogado, nem tenho tempo para esperar por duas vezes dez anos e as prescrições dos processos, porque não sei de nenhum advogado que salte a terreiro para processar o estado português, pois parece num primeiro olhar, que a coragem se afastou do coração dos homens aqui na nossa terra e contudo não é assim pois é no coração que ela sempre reside.

O que vejo são os secretos compromissos, as secretas benesses inconfessáveis que na coisa pública e privada uns outorgam a outros, dentro dos seus clubes mais ou menos secretos, um dar por debaixo da mesa de todas as regras aparentemente acordadas entre os homens e digo que se tornam aparentes, pois esses actos que vejo nas vezes praticar, acabam por tornar uma espécie de regras do real, que esvazia o próprio real na hipocrisia que contém e que assim o espalham como doença contagiosa, o descrédito no Mundo e o que fazer quando as regras aparentemente acordadas deixam de funcionar, como posso então pautar a minha conduta, sabendo sempre a resposta, em Amor e Pelo Amor.

Sacos azuis, corrupção em todos os níveis das coisas pública, compadrios em todos as direcções, benesses de todo o género para aqueles que aparentemente são poderosos, pelas ligações que têm e pelos cargos que ocupam, e uma sensação baseada na percepção real, que a esses, que assim agem, nada lhes acontece a não ser a impunidade e a permanência de seus actos e um sistema judiciário que não dá resposta que pelas leis deveria ser dada, porque não tem meios, porque não lhes dão os meios, para isso, pelo contrário os sonegam, os que sabem que assim é mais fácil a permanência de este estado das coisas.

E no País da Republica Portuguesa, aqueles que não pactuam, que não fazem as vénias nem aceitam este constante estrupo das regras, são marginalizados, postos nas prateleiras, cozidos em vida em banho-maria, estrangulados ao nível do seu trabalho e da contribuição que querem dar, e aqui entre estes, muitos, me incluo eu, também.

Sobe-me à memória algumas questões lapidares, infeliz palavra que em relação a algumas delas é mesmo verdade profunda, pois é de lápides que se põem sobre os corpos das Gentes, que se trata.

Recordo que depois do 25 de Abril, eram 24% os analfabetos em Portugal. Assim fizeram num verão, os estudantes, campanhas de alfabetização, recorrendo a um inovador método inventado por Paulo Freire e como muitos outros, fui ensinar pelas terras do interior do País. Em dois meses foi-me possível como a muitos outros, ensinar a ler e escrever a cerca de 17 pessoas e levar e passar a exame da 4ª classe uns outros sete, que passaram. Estava em Amêndoa, uma vila onde as pessoas nessa altura, por não terem estradas, tinham que levar os doentes em padiola, montanha e vales acima e abaixo, em pleno Inverno, para chegar ao médico mais próximo. Recordo ainda que Amêndoa, embora se encontra-se a cerca de 70 km da cidade do distrito mais próximo em linha recta, demorava-se nessa altura um dia inteiro a lá chegar, de comboio, camioneta e a pé, pois esta era a solução do movimento.

25 escudos, era, se não me falha a memória, o valor que cada um tinha para viver durante a semana. Ficamos numa casa paroquial, que nos foi gentilmente cedida para o efeito e assim vivíamos, ajudando as pessoas nos campos, que nos trataram nas palmas de seus corações, que nos convidavam sempre para comer, nos ofereciam queijos, legumes, couves e que estavam muito felizes, por nos terem lá. Na casa paroquial, que se encontrava fechada há alguns anos, encontrei um projector de 35 mm e uma impressora de setêncil manual, que tentei compor sem sucesso durante as noites.

Recordo também uma noite, onde comecei a ouvir gatinhos a miar, incessantemente e assim sai para a rua e encontrei-os fechados no saco de serapilheira, e os soltei levando-os para casa, onde uma das raparigas acabou por adoptá-los e traze-los para viver consigo em Lisboa. Perguntei no dia seguinte às Gentes, o porquê de tal acto e disseram-me que não os podiam alimentar e que assim os abandonaram e depois falamos, de que se fosse para abandonar, então que lhes dessem hipótese de se mexerem, quem sabe se tornariam selvagens, o quanto bastasse para sobreviverem nos campos.

Nem uma centena de quilómetros mais ao norte, um grupo de alfabetizadores, tinha sido corrido à pedrada, pelas gentes que pensavam ou tinham sido levadas a pensar, que eram comunistas, daqueles que comiam criancinhas ao pequeno-almoço e assim chegaram um dia a nossa casa, escorraçados. Era um tempo no meu País, onde coisas dos géneros se passaram.

Mas o que foi revelar para mim, de que os caminhos da democracia, não iam bem, foi o facto de que, se a campanha teve sucesso, como pude comprovar directamente, com a mão na massa, como não se fizeram depois nos anos seguintes e porque dessa forma não se erradicou o analfabetismo em Portugal.

As estatísticas e os números em Portugal, variam estranhamente, como todos já nos apercebemos, mas é um facto que ainda hoje existem creio que 14% de analfabetos, último número de que ouvi falar, e a conclusão que tirei, é que o novo regime, a democracia, preferiu por um véu sobre este problema à frente dos olhos, como quem diz, o problema resolve-se, a número diminui, porque com o tempo as gentes se vão embora de seus corpos. Estranhas opções, e feitios, como muitos outros que sempre se viram em democracia. Bem sei da herança do regime anterior nesta matéria, pois os 24% já existiam antes do 25 de Abril, mas no fundo, bem no fundo, nesta matéria, terá havido assim por escrever, uma tão grande diferença entre os dois regimes?


Entre-os-rios. Veio a justiça dizer que a queda da ponte não dependeu directamente da extracção das areias e que sim, que poderá ter mesmo sido assim, mas também é verdade que muitos avisaram em seu tempo e repetidamente que ela se encontrava em condições muito degradadas, e que o Estado e consequentemente o governo, não actuou como deveria ter actuado, na primeira vertente que é a da prevenção pela normal manutenção das estruturas, que na altura como muitos disseram, foram desmembradas e esvaziadas das suas funções, por quem na altura governava.

Depois esses políticos, afastaram-se das luzes públicas durante um tempo e agora de novo alguns se apresentarão a votos de novo e a pergunta, meu Presidente, ou melhor, Presidente do meu país, é, como é que eu poderia de novo neles votar, como posso de novo confiar num sistema e estruturas politicas que assim agem e que não são responsabilizadas e sendo que não estou a pretender julgar ninguém, pois são as consciências de cada um que se julga a si mesmo, antes de mais e que o que é importante é que tais situações não aconteçam, porque as formas de fazer e governar, as previnem de acontecer e sabendo que mesmo assim, por vezes elas acontecem.

Recordo como muitos vem dizendo à muito tempo de se esvaziar, de não dar meios ao combate à corrupção e aos crimes de favorecimento e de evasão fiscal.

Recordo e tenho presente em mim, que à data no meu País e constatado já há alguns meses que existem 200 mil pessoas com fome e que 20% da população, pelo menos dois milhões vivem naquilo que se convenciona chamar de limite de pobreza, ou seja com menos de 2 euros por dia, que como alguém me dizia, não podia acreditar como é que as pessoas podiam viver com esse rendimento diário.

Recordo e trago presente em mim, as queixas ao longo do tempo sobre a situação da saúde, da educação, dos rendimentos, dos flagelos e doenças epidémicas no meu País, e pergunto-me todos os dias como é que este sistema as deixa assim arrastar a piorar de dia para dia, com a agravante de na mais das vezes se gastar cada vez mais dinheiro para as suas respostas sem que os resultados se melhorem.

Recordo e trago presente em mim, o caso das crianças abusadas de que já muitos ouviam falar há mais de vinte anos e que foi também o tempo necessário, para que tal viesse à luz pública, tempo exagerado, para um assunto de tal natureza e que ainda não se encontra averiguado.

Recordo e trago presente em mim, uma conversa com um Juiz do organismo encarregue da verificação e auditorias das actividades económicas dos organismos do estado que me disse um dia, há muito tempo atrás, da falta de meios que tinham para cumprir a sua missão e não deixo de frisar mais uma vez a necessidade para que a justiça se torne real, de ela poder ser feita em tempo aproximado ao real, e de sentir mais uma vez, pois só posso ainda sentir e não verdadeiramente saber, como é estranha a coincidência no tempo, de nesta última crise politica se ter afirmado publicamente, que o Senhor que figurava o primeiro-ministro, terá contas a prestar relativas a outro dos seus cargos públicos desempenhado há alguns anos atrás, pois se assim é, primeiro revela que esse tempo de averiguação não é o certo, pois deveria ter acontecido antes e depois não deixa de se insinuar em mim, a dúvida de que tal eventual facto, visto ainda não ter sido definitivamente averiguado, ter vindo agora à luz pública, não seja mais uma vez, argumento da tal batalha politica que os partidos entre si fazem com regularidade e constância, desde que a democracia foi fundada e que reforça um sentir que todos sentem, que é isso que mais conta, não verdadeiramente o apuramento da verdade do que se passou ou se vai passando.

Por mim Senhor Presidente do Meu País, o que me tem acontecido é ser estrangulado em vida por nem sei quem, nem sei que grupos organizados, que me torpedeiam com alguma constância o meu caminhar, nomeadamente ao nível do meu percurso profissional. Muitos são as ideias, os projectos, desaparecidos, que depois aparecem feitos por outros, com a habilidade necessária do roubo juridicamente inatacável. Mistérios cobardes daqueles que assim preferem agir, sem mesmo dar a cara, quando enterram os punhais.

E o que é isto, se atender a outros que forma mortos nessa altura conturbada e que ainda hoje não se sabe, nem se concorda, se foram mesmo mortos e quem os matou.

E depois Senhor Presidente do Meu País, a relação entre o cidadão e o estado tem que ter algum equilíbrio e quando assim não acontece, como não acontece, o cidadão tem o direito moral de não cumprir o acordado, pois a relação é de mando e subserviência, que não são as traves, no qual o estado deve assentar. E equidade de tratamento ou na relação não existe.

Assim Senhor Presidente, gostaria de lhe perguntar, se com o poder que tem, nomeadamente o de averiguar, se me pode ajudar a compreender, porque tais coisas me tem acontecido e quem são os responsáveis. Perguntar-me-á para quê e eu lhe respondo, para os perdoar, e para os perdoar, preciso de saber quem são, só isso. Perdoar e obter um pedido de desculpas do estado, extensível a todos os quantos tem sido perseguidos e injustiçados por este regime, a que se chama de democrático.

Depois gostaria que o estado criasse um fundo de indemnização para todos aqueles que têm sido perseguidos, torpedeados, diminuídos em vida por este regime. Eu aceitaria de bom grado, quatro cheques do estado, um para mim, cujo valor deveria ser o cálculo médio dos rendimentos dos que operam na minha área, vezes os anos que a minha empresa não teve acesso regular e normal ao trabalho e que são para efeitos de cálculo, 12 anos de penosa sobrevivência empresarial, mais o dobro mais um, repartido nos três restantes cheques endossados, um a Unicef, outro a Ami e o último às Organizações que em Portugal combatem a fome. Explico-lhe o porquê deste mecanismo, é simples, é que eu de acordo com a minha consciência, decidi dar desde há algum tempo atrás metade mais um dos meus rendimentos aos outros, a quem dele necessite.

Eu por mim, vou brevemente acampar ao lado daquela árvore de natal, que está montada em Belém, no primeiro dia que lá estiver irei depositar no Palácio, nas mãos de quem o receber, o meu Bilhete de identidade e o meu cartão de contribuinte, e uma cópia desta carta, entrando desta forma em greve geral pela democracia. Não greve da fome, pois para mim a vida é sagrada, e portanto não me parece lógico actos que contra ela atentem, seja a minha ou a de outros, fome só passarei aquela que tiver de passar por não ter rendimentos, não por opção.

Lá ficarei, aberto a quem passar, explicar as minhas razões e se me quiser enviar algumas sobras das refeições do palácio, as aceitarei de bom grado. Vou verificar se o mandamento de Jesus, funciona ou não nos dias de hoje, preocupa-te só com o pão de cada dia, ou seja, sem interesse em acumulação para o amanhã, pois para alem de tudo a validade dos alimentos é curta como sabemos. O tempo o demonstrará.

Estarei também à disposição de todo os que me solicitarem ajuda para resolver os problemas da vida. Gostaria mesmo de começar por ajudar a resolver os problemas da fome no meu País, reunindo se quiserem, passar por lá, as entidades que a combatem e ver de que forma se poderiam criar as necessárias sinergias, inovações e integrações que permitissem uma solução definitiva para este flagelo.

Também possuo conhecimentos em outras áreas nas quais poderei ajudar

Na expectativa da sua resposta ou comentário, subscrevo-me com consideração


Paulo Forte



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Carta Aberta ao Presidente da Câmara da Minha Amada Cidade de Lisboa e aos Comandantes das diversas Forças da Ordem.


È Natal e uma árvore de natal foi montada em espaço público, na zona de Belém. Entendendo espaços públicos, como espaços de todos, eu, como ser, como qualquer outro ser, tenho direito a ter tanto respeito como uma arvore, que mesmo sendo de metal, não deixa de ser minha irmã, pois a celebração do natal é também humana e feita pelos humanos.

Venho assim pela presente pedir todas as autorizações que entendem para lá acampar, montando uma pequena tenda, que certamente ocupará menos área do que a dita arvore e sendo certa que não custará ao contrário desta, nenhum dinheiro à comunidade.

As razões do meu acampar encontram-se explicadas em carta aberta ao Presidente do meu País, publicada em espaço público no meu blog ourosobreazul.blogspot.com

Com os meus cumprimentos, aguardo se assim o quiserem, vossos comentários.

Se me quiserem levar preso, que me levem, mas autuar é que lhes pedia para não fazerem, pois não tenho dinheiro, para pagar multas e depois se não as pago vou para a cadeia e sendo assim é melhor que me levem logo para lá.

Paulo Forte


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Carta Aberta aos Agentes da Justiça do Meu País e ao Senhor Ex bastonário da Ordem dos Advogados.

Diversos tem sido os processos que a minha empresa tem sido alvo e todos eles foram a julgamento num espaço médio de dois anos. O único que a empresa pôs, acabou de prescrever sem ter chegado ao tribunal.

Sem alongar tudo isto, pois passou no entretanto dez anos, gostaria de lhes pedir um comentário ao que passo a expor.

Nos primeiros três, quatro anos, o processo encontrava-se na secretaria do tribunal. Comecei a perguntar ao advogado, o que se passava e ele me foi respondendo, que era assim, até que um dia ele me explicou, off the record, como muito está em voga fazer-se, que sabe, os processos estão em pilhas, e basta alguém dar qualquer coisa, para que a posição relativa na pilha seja alterada. Atónito, perguntei, está a propor-me que pague algo mais para além das taxas dos preparos e de justiça, para que a coisa ande mais depressa? Que não, mas que era assim que se passava. Mais um ano ou dois e lá o convenci a ir-mos os dois ao tribunal para ver a pilha e perguntar o que se passava e lá vi a pilha, e lá perguntei ao funcionário e depois a um juiz, se se passava algo estrambólico, por assim dizer, como o processo, ao que me disseram que não.

Nos entretantos do passar dos anos, e mais ou memos de ano a ano, um telefonema do meu advogado, sabe não se consegue citar o Senhor, as moradas que temos dele, não correspondem, por acaso não pode saber onde é que ele está, e eu que não o sei, mas o que o Senhor diz, é que eu me devo transformar em meirinho, ou agente de justiça, já agora aconselha-me a fazer o julgamento por minha conta, que não, e eu, olhe, é não é possível pela segurança social, pelas finanças saber onde ele mora, que não, que a lei não permite tais cruzamentos de informação, e eu, era bom que sim, pois assim saberia o tribunal como o citar. Adeus, até para a o ano.

Depois para aí, no nono ano, lá se fez o julgamento sem a presença do acusado, tendo o tribunal procedido a condenação e mais uma vez não se encontrava o Senhor. Depois apareceu um advogado da outra parte para chegar a um acordo com o meu advogado, afirmando a outra parte que não tinha recebido as notificações e que por essa razão iam impugnar a decisão.

Depois, depois e depois, o tempo lá foi passando, as horas, os dias, e os meses até que mais uma vez, um mesmo telefonema, não sabe onde ele está, e eu, que não, mas olhe lá, não houve uma reunião entre os dois advogados, se assim foi certamente que o advogado dele terá uma morada, ah, boa ideia, mas há o sigilo profissional a que estou obrigado e assim só o poderei fazer se a ordem me der autorização, para isso e eu, então e vai pedir, e ele que sim, e depois passado uns tempos, mais um telefonema, que o Ordem, o conselho e o próprio presidente, não lhe tinha dado a autorização e entretanto, no entretanto, dez anos passaram e o processo prescreveu, quer pôr outro, e eu, deve estar a brincar, mais dez anos, para quê.

Estão bem montados os processos!

Quem protege tal Senhor, se é que houve alguma protecção especial, ou se é assim mesmo, só por consequência de como as coisas estão montadas e porque é que a Ordem não deixou a meu advogado levantar o sigilo sobre esta matéria final, e já agora que solução têm os especialistas nestas áreas para resolver estas realidade e já agora também, porque ainda não o foi feito?

Com os meus cumprimentos e na expectativa de um esclarecimento de tais transcendentes mistérios

Paulo Forte

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Carta Aberta As Finanças, à Segurança Social, A Burocracia e aos Burocratas.


Porquê?

À Segurança Social.

Mais ou menos em Junho, que foi o ultimo trabalho remunerado que a minha empresa teve, disse-me a RTP na altura que em virtude de a empresa não ter declarações de ausências de dívidas à previdência, procederiam à retenção dos 25% através de um cheque que me davam para ir entregar directamente a SS. Bem sei que é assim, se bem que antes acontecera o seguinte.

Como sócio gerente da minha empresa tinha tomado a alguns largos meses atrás a decisão de suspender os meus salários, à espera de um novo mundo melhor, para ser mais prosaico, à espera de tempos mais desafogados e perguntando a técnica de contas, ela me disse, que deveria fazer uma acta. Depois mais tarde, tempo ido à segurança social, me informaram, que tinha uma divida, pois não pagara os descontos, e eu , pagar descontos de quê, visto que eu não recebo? Mas a lei diz, que tem que ter pelo menos o salário mínimo, e eu, mas eu não recebi nenhum salário, quanto mais o mínimo e de repente lá tinha mais uma divida.

Quando recebi o cheque lá foi a SS e disse-lhes, mesmo partindo do principio que eu devo algo, este cheque é de montante superior, vão-me devolver o restante, visto que eu não tenho dinheiro, a empresa também não e portanto faz falta, ah, não fica em conta corrente, e eu, que conta corrente, mas olhe se o valor é superior como é que o banco o aceita, ah aceita não se preocupe, e eu desconfiado, mas o banco aceita geralmente um cheque no valor exacto das folhas de pagamento. O Senhor preenche as 12 folhas em falta e depois vá ao banco.

Trouxe as 12 folhas para casa e fiquei a olhar para elas durante três dias sem a mínima vontade de as preencher, pois saberão que elas demoram muito tempo a serem preenchidas, pois a inteligência de quem as pensou seria certamente extraordinária. Só para dar um exemplo, o campo do nome, para quem tem nomes compridos obriga a usar uma lupa e fazer uma letra microscópica, sendo que aquilo me demorou mais ou menos umas três horas a ser preenchido e lá foi ao banco para entregar que não as aceitou nem ao cheque porque o valor não batia com o montante das folhas.

De novo foi a SS e me disseram então, entrega aqui as folhas e depois vai levar o cheque ao IGFSS (banco da segurança). Chego à caixa da SS e o Senhor que recebe as folhas, diz-me, não precisava de ter preenchido as 12 folhas, bastava só uma, e eu, obrigado pelo esclarecimento, foi pena não o terem dito logo e lá parti para o IGFS.

Chego ao IGFSS e ninguém percebe o assunto, ninguém quer aceitar o cheque, até que lá vem um quadro técnico superior, que me diz, a RTP deveria ter-lhe dado uma declaração, tem que lá a ir buscar, para eu poder aceitar o cheque e eu lá foi buscá-la a RTP, que mo deu, se bem que me disseram não saber de tal procedimento.

Deixei também lá uma carta a pedir que fizessem as contas e me devolvessem o excesso e até agora, não obtive nenhuma resposta. O dinheiro está lá a render juros e a tapar deficits.

E já nem vou agora contar o relativo às finanças, pois só o escrever isto, me retirou a o resto da paciência, pois já não tenho paciência para estas coisas, esta forma de não fazer bem as coisas a que me obrigam e obrigam os Portugueses e já estou fartinho. Façam o que entenderem e adeus.


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Meu Pai, Ajuda-me a ter paciência, inspira-me a paciência do coração, pois no outro dia, sem moedas no bolso, quando um irmão me veio pedir uma, eu respondi-lhe meia oitava acima do meu normal eu, género, não lhe possa dar, pois não tenho nem para mim e reparei dentro de mim quão mais difícil é dar quando não se tem mesmo nada para dar.


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Ontem um Amigo, disse-me que tem uma tenda e um saco cama e que se calhar me vai emprestar. Fiquei contente. Um outro me deu 20 euros, foi comer uma sopa e um pão com chouriço e agora tenho de acordo com o que acordei com a minha consciência de dar os outros 11 a quem eu achar que precise.


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Todos somos iguais e diferentes e portanto o caminho de cada qual é o de cada qual. Não me passa pela cabeça impô-lo a ninguém à minha volta, mas convido quem quiser a vir acampar comigo em Belém.

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Alguém averigua porque razão a AXA, segundo me informaram, retirou recentemente das apólices, a cobertura sísmica. Será que sabem mais alguma coisa sobre terramotos, sua previsão, do que eu ou tu?


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Carta Aberta à Portugal Telecom



Antes de mais, os meus agradecimentos por me ter recebido.


Como combinado, através de si, à Pt.Com me dirijo, numa última tentativa de chegar a uma conclusão dinâmica sobre o relacionamento entre a primeira e o Canal Zero, pois com substância posso dizer que sem a Portugal Telecom existir, não existiria o Canal Zero, na forma que se veio a conhecer.

São ambivalentes os sentimentos que transporto neste momento do tempo, mais de dois anos passados do lançamento do Canal Zero, televisão on-line, e ao olhar a relação com a Portugal Telecom, pois este pouco profícuo trajecto de parceria negocial, tem acompanhado as vicissitudes da reorganização da empresa e dos seus negócios, pois recordo-lhe, que começou em parceria com a Netcabo.

Por um lado,

Só posso agradecer o apoio que a PT foi dando ao longo deste tempo, através dos protocolos que permitiram o aparecimento do Canal Zero sustentado tecnicamente em parte pela própria PT.

Por outro lado, quando me fez a demonstração da nova versão SapoXl, não deixei de sorrir, ao verificar que muitas das ideias que o Canal Zero desde seu início, concebeu, implementou ou visualizou, acabaram agora por aí, ser concretizadas.

Sorrio por ver mais uma vez, agora o que já sabia ontem, entristeço ao perceber a pobreza da relação que temos, a falta de visão pragmática que permite melhores desenvolvimentos para as partes mutuamente envolvidas.

Há mais de dois anos que tento em nome do Canal Zero, estabelecer os parâmetros de uma relação que permitisse a solidificação do já feito e seu desenvolvimento, que fosse benéfica para ambas as partes. Escrevi diversos documentos estratégicos, apresentei diversos powerpoints, estudos, projecções financeiras e mecanismos de negócios, memos, pensei e formulei diversas propostas, cheguei mesmo a apresentar uma proposta de clausulado de contracto.

E sei também que esta informação que foi sendo produzida, bem como o aparecimento do Canal Zero, por si mesmo, foram factores que contribuíram para o desenvolvimento da vossa praxis nestes domínios.

Triste fico, quando um projecto pioneiro e inovador em termos mundiais no tempo do seu aparecer, com destaque mundial em sites do outro lado do mundo, como aconteceu no Japão, ao lado das grandes cadeias mundiais como a CNN, algumas das suas ideias norteadoras, são depois por outros concretizadas nem dois anos depois, como por exemplo o projecto da Telefónica, parceira da Portugal Telecom, que já lançou serviço semelhante na zona de Catalunha a titulo experimental.

E mais triste fico quando vejo desperdiçar receitas, no meu País que tanta falta tem delas, onde empresas de grande porte, como a Portugal Telecom, são actores fundamentais pelo seu peso relativo na nossa economia, tanto para o bem como para o menos bem.

Atendendo ao que lhe disse no encontro,

Que a Latina Europa é co-proprietária conjuntamente com a Empresa Senso Comum, da Aplicação e da Gestão dos Conteúdos que lhe estão associados, não continuará a existir como empresa, visto que ser esta a minha vontade, na qualidade de sócio gerente da primeira.

Que o Canal Zero, possui uma concepção, filosofia e intenção diferenciada do SapoXL, mais aberta, vocacionada para conteúdos outros, que os vossos, que aposta na área da divulgação mundial da cultura e criação nacional e que tal, poderá ser equacionado e sustentado também, como sempre o afirmamos, numa perspectiva de criação de receitas e lucro, se bem que esta exploração comercial, só tenha sentido se integrada na existente pelo vosso lado.

Pois convêm recordar o Canal Zero, pugna por automatismos e não visa a criação de estruturas pesadas para a sua execução, pois este é um dos aspectos e eventual vantagem, caso disso se saiba extrair vantagem, da natureza destes novos negócios.

O Canal Zero, viu reconhecido a sua qualidade e inovação pois foi premiado com um financiamento via candidatura ao POSI, numa perspectiva complementar, a 50% do respectivo financiamento das empresas proponentes, que se encontram uma em fecho, e ambas sem possibilidade financeira de acompanhar a parada, pois suas capacidades de investimento se esgotaram na prossecução do Canal Zero até ao momento.

O que eu proponho a Portugal Telecom é basicamente o seguinte. Se tem sido tão frutífera a relação indirecta, poderia assumir a Portugal Telecom a administração e continuidade executiva do Canal Zero, entendendo-o na sua natureza mais vasta, como instrumento outro, complementar, não concorrente, e não contraditório, aos que já tem.

Eu por mim, como já o afirmei repetidamente, continuo interessado em pensar e criar as condições para a concretização do pensado, minhas ideias não se esgotam no domínio exclusivo do Canal Zero, como diversas vezes já o especifiquei, e esta poderia ser a linha da continuidade da minha colaboração.

Especificamente nas áreas de criação, direcção de concepção e desenho do projecto, planificação, agenciamento e produção e controlo de conteúdos.

Eu estou plenamente convencido que muito poderiam continuar a ganhar com semelhante modelo, pois estou por perfil, experiência profissional e saber, num local único para poder fazer as necessárias sínteses entre conteúdos, formas de os comunicar e TI.

Devolviam a capacidade financeira as empresas que suportaram os custos do projecto comparticipando em metade do investido. 75.000 euros.

Seria também uma demonstração cabal, do que a meu ver, é a correcta atitude das grandes e motoras empresas, positivamente valorizada por todos, pela sociedade, porque potencia, ajuda a concretização de ideias inovadoras que as pequenas e inovadores pequenas empresas lhe apresentam, ou o outro caminho da asfixia, do de diferente escala, da diferente ideia, pelo desejo único do elefante em maior elefante se tornar, sem deixar espaço ou possibilidade ao alheio.

Pois é um facto, que um dos problemas estruturais no desenvolvimento destes novos negócios é ainda uma definição pouco clara sobre a cadeia de valor, nomeadamente aquela que advêm da relação do tempo da duração do tráfego, nas redes internas, versus as externas. Velha questão que a parceria, com seus diversos interlocutores, veio falando e ao longo do tempo. Por outras palavras e em termos deste caso, boi que tem ido à frente puxando carroça, não viu de alguma forma, em pasto, seu esforço reconhecido.

É certo que agora, que o futuro anunciado e de alguma forma protagonizado pelo Canal Zero se tornou presente, as condições ambientais também se alteraram, progrediram e estamos no momento, em que algumas das ideias de negócio de inovação, como a inserção de spots publicitários (televisivos), são ou serão a curto prazo sustentáveis e a Portugal Telecom certamente encontrará os caminhos para tal, o fazer.

Os recentes desenvolvimentos de certificação e de confiança publicitária, por assim escrever, a isso tem ajudado.

Tem a Portugal Telecom, de certa forma a espada de Damocles na mão, sendo o pescoço, aqui, salvo o seja, o do Canal Zero, pois cabe também à Portugal Telecom, o reconhecimento ou não, daquilo que o Canal fez, da validade da sua contribuição, e da sua justa ou injusta retribuição e do interesse na continuação das sinergias.

Muito de acordo com os sinais do tempo e as conversas sobre concentração e suas repercussões no real, na iniciativa dos outros agentes produtivos, da sua capacidade ou não de singrar, do papel dos grandes face aos pequenos, se há uma pratica de entreajuda nacional ou não.

Uma proposta.

Exploração comercial do Canal Zero, feita por vós de acordo com a natureza do Canal Zero e seus planos e objectivos comerciais.

Dotariam o Canal Zero dos restantes 50% do investimento complementar ao fundo aprovado (50.000 euros) e passando a ser vossa a responsabilidade administrativa, para um ano de actividade nas condições genéricas anteriormente propostas, ou outras que se venham a acordar.

Por motivo de encerramento da empresa, e de forma a salvaguardar um património único no domínio do audiovisual, proponho a aquisição do arquivo, suportes e direitos a ser disponibilizado via o Canal Zero.

Esse arquivo é constituído por obras completas, algumas nunca exibidas em televisão, uma biblioteca de clips nacionais e estrangeiros, material em bruto nunca visto, nas áreas da criação cultural. Este arquivo deveria ser integrado no Canal Zero, também numa perspectiva que contemplasse e garantisse futuros negócios vod e pay perview.

Bem sei que aqui haverá por assim dizer um pequeno cisma entre nós pelo que me foi dado a ver, pois não entendeis que estes conteúdos correspondam aos que consideram nucleares e estruturantes e onde consequentemente apostam, mas por isso mesmo, não serão concorrentes, não se farão mutuamente dano, serão mais complementares e permitirão ampliar e diversificar a oferta, pois sabemos que a reprodução de conteúdos equivalentes em multiplataforma é solução que puxa a carroça por pouco tempo.

E de qualquer forma, tudo o que se fizer nas TI, estará cada vez mais dependente do que se fizer e da forma que se fizer ao nível dos conteúdos.

E de qualquer forma uma parceria com alguém criativo e visionário como eu, se bem definida e com sabedoria orientada poderá ser muito profícua em termos de novos produtos e negócios, pois as ideias vão geralmente à frente e são elas que desenham e criam as possibilidades dos novos negócios.

O Canal Zero é um projecto de comunicação horizontal entre Portugal, através e explorando o potencial de banda larga, e deste para o Mundo e sendo que comunicação engloba tudo, cultura, informação e negócios.

Uma ferramenta da língua, da criação e do conhecimento português, uma ferramenta de comunicação e um conjunto de produtos e serviços em cascata a derivar, se tal for a vontade e a habilidade.

Um parceiro inteligente verá no Canal Zero, um laboratório do qual se alimenta, e um Protagonismo de serviço público a Portugal através da Difusão Mundial da Sua Identidade, da sua criação, da cultura e do conhecimento e com este poderá contribuir para a criação de redes cujos níveis de cruzamento e efeitos transcendem em muito o seu sentido inicial, pois é um facto que a Portugal Telecom se encontra em 22 países.

Um parceiro inteligente verá também no Canal Zero, um negócio.

Uma PT inteligente sabe da equação cada vez mais pertinente, que regula a aferição da oferta, e dos compromissos e agires que empresas desta natureza e dimensão tem e serão cada vez mais chamadas a protagonizar e que seu sucesso dependerá da forma como o desempenharem.

Vai longa a missiva, e não quero abusar mais da sua paciência e assim sendo, a termino, pedindo então que se aconselhe com quem de direito para me puder comunicar a aceitação desta, ou uma outra que queiram entender formular, ou ainda um adeus, passe bem.

Esteja e sinta-se perfeitamente à vontade em qualquer das hipóteses, que escolham a melhor, aqui fica meu desejo, e terminava pedindo-lhe o favor de ser breve na sua resposta, pois como sabe tenho ainda um conjunto de outras questões e parceiros que aguardam respostas em função desta nossa definição.

Mais uma vez agradeço à Portugal Telecom e a todos aqueles com quem contactei directamente até ao momento, todo o apoio dado ao Canal Zero, Agradeço em nome de Todos a oportunidade que ajudaram a criar para divulgar a música nacional nestas novas tecnologias, aqui e além-mar.

Na expectativa da V. resposta
Com os meus cumprimentos


Paulo Forte
Autor e em Nome do Canal Zero


sábado, dezembro 11, 2004

Disse hoje a UNICEF que morre uma criança a cada três segundos e nós aqui emaranhados nas nossas crisinhas politicas, reles impermanências de soluções adiadas, que não compõem os dias, muda-se mais uma vez sem nada mudar. Sim que Portugal tudo possa resolver, pois seu espírito tudo resolve, mas podia-se começar por resolver o problema aqui na nossa terra, nas nossas margens e fronteiras daquilo que não as têm, e depois quem sabe se espalhasse em todo o redor. Mas é a fasquia alta de mais para a nossa politica de vistas curtas, pois, que não assenta no campo sem fim do coração, e assim nos resignamos, lá vamos nós andando como escravos na vida, cabeça no chão, deixando de olhar e sentir os horizontes abertos do amor, assim me dizes tu e o repetes na boca dos que encontro e disso me falam, chegam e dizem-me, vendi-me, sou como uma puta, de luxo, bem sei, mas assim me sinto, e eu que não, não o és e se o fosses que seja por opção de desejo, não curvatura de uma qualquer impotência, pois cada um pode ser o que é, menos talvez aqueles que não o podem, pois não tem o tempo para tal, não tem que comer, ou não tem medicamentos para combater a sida, ou não tem condições mínimas para viver e assim se vão, e todo este povo dá e torna a dar como sempre, corações grandes, que mais dão, mesmo quando os bolsos se esmifram e as moedas são poucas. Damos, dás, dou, mas não chega ao que parece para resolver o irresolvido e assim me absolvo, numa falsa paz de meu próprio espírito e amanhã e outro dia igual e daqui a um tempo qualquer, serão quatro que se vão antes de seu tempo em cada segundo, tempo inferior a uma batida de meu coração, tempo menor do que eu a respirar, se as coisas no entretanto, não mudar.E enquanto escrevi estas palavras, a atender à média da constatação da Unicef, se foram lá ao longe, num aparente longe de meu coração, fora da distância de meu olhos mais umas setenta crianças. Conto o tempo da minha escrita assim, na medida dos homens, à medida mal medida de nós, um mesmo, a vida, e tu vens vindo ao fundo, dizer-me mais uma vez, pela ultima vez, sempre foi assim, sempre será, devias pensar em ti e não nos outros e eu, eu, e eu, que te escuto faço orelhas moucas às tuas palavras que conheço e sempre me chegaram desde que me lembro dos meus passos aqui na terra, e penso em momentos negros da hesitação, será que tens razão, será que sempre terá que ser assim e de repente, uma palavra imensa rola e se agita dentro de mim, como uma onda grande a crescer que grita por fim, NÃO, um grito de um pássaro selvagem imenso que se estende na abobada do Mundo e grito e choro por todas as Flores ceifadas por todos nós antes do seu próprio tempo, ou acharás porventura, que por não lá estares naquele ao fundo perto, nada tens a ver com isto.

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Naquele ponto ao fundo
Onde o Arco-Íris se deita na terra
Um pote de moedas doiradas
Eram teus olhos arco-íris
Íris em Arco dos teus Olhos
Teus Olhos o Arco
Íris Arco a Olhar
Um desejo imenso
Um Enorme Barco a passar
Do tempo e do tamanho do nosso universo
Que se apresentava sem fim

Refractava-te entre todas as cores
Era límpida a manhã de silêncios puros cantantes
Não tinham ainda nascido as sombras nem as ervas
Era tudo caule em Flor
Tudo à volta era um imenso Jardim
E nós dentro deles como pássaros
Chilreando seus brincares e volteios
Nada era cego ao olhar
Nada cegava nada
Tudo via como sempre vê

Oh, encontro dos quatro olhos
Que se olharam e se viram
Em toda a eternidade
Como mesmo eterno par
Par eterno na liberdade do amor
Companhia eterna do complemento
Da união quente aconchegada
Como dedos unidos de uma mesma mão
Num mesmo coração que habitava
Dois pedaços de corpos
Num mesmo corpo
Dois pedaços de espírito
Num mesmo espírito
Dois pedaços de alma
Numa mesma alma

Cada um esperara o outro pela eternidade
E a recompensa da flor à mão
Fé nunca perdida
Amor Achado
Beijos Selados
Agua
Sol
Terra
Sal
Lua
Mar





As moedas velhas decidiram substituir as velhas e contudo ainda não tinham acordado dentro de si o reconhecimento que as fazia afirmarem-se como novas, pois se novas se consideravam, teriam que ser distintas daquelas a que chamavam velhas e contudo ambas, eram moedas no tempo de seus existires, aquele preciso tempo que ninguém por um outro decide ou deve decidir, pois o tempo das moedas, é o do mealheiro.

E se umas se consideravam novas e outras se calhar velhas, não por que as primeiras assim as tivessem chamado, mas por elas mesmas, em seus verdetes próprios exalados, assim se tornaram.

As moedas todas
São azuis
E reflectem os sóis.

…..


Teoria económica

Eu sou a moeda boa
Tu és a moeda má
Ou mesmo
Seu contrário
Eu soua moeda mau
Tu és a moeda boa
As boas
Substituem
As más
Tão simples
A ilusão da realidade
Seria assim tão simples
Meu Amor,
Minha Metade Moeda
Esta dicotomia
Como uma fractura
Impossível de nós mesmos

…..


Ergue-te antigo timoneiro
Que a barca assim o urge
De novo ao leme
Os arrais

Recorda-te Timoneiro
Que Vontade não é exagero
Nem firmeza Autismo
Ao não ver o que se passa

Não te descaia o Pé
Pela mesma agua de outrora


Vento Novo
Novas Velas
Velhas Rotas
Novo Destino

…..


Imaginação ao governo
Novas cartas do marear
Claras e concisas em
Seu saber e ser
Prioridades das acções
E dias de fazer

Chegando a onde
Como chegando
Com quem ir
Como ir
Qual a hora
Do chegar


…..

O tom profético dos últimos dias tornara-se demasiado elevado. Era como se tudo aquilo de repente, se desligasse do real rente das coisas, algo que se tentava soltar, algo que se pretendia elevar, mas sem suporte para tal, sem mola interna e assim ficara, como meio pulo no ar, num ponto onde nem é terra nem é céu. Uma construção imagética que se descolava das unhas como verniz.


…..

Mas meus Irmãos, observai ao longe para ver bem ao perto, pois quando se vê muito ao perto não se vê, tal é a proximidade do nariz, que pelo seu cheiro, ou mesmo paladar, se esquece nas vezes do ver o que se apresenta, como tal se apresenta, a coisa em si, não fruto do meu olhar ou mesmo da minha cegueira, aquela que às vezes me faz virar os olhos ao ver, como a tentar fazer de conta, que aquilo que se manifesta no cruzar dos passos, não existisse. Cego a ver, cego como um cavaleiro cego que serpenteia entre todos e todas as ideias do que ele próprio serpenteia.

Que imagem temos e valorizamos do outro. Um politico, não se pode divertir, não pode ter na cabeça, um belo chapéu de capitão do mar em sua cabeça, não pode ir a discotecas e beber uns copos, apaixonar-se por uma mulher, sendo casado, ou ter duas ou mais mulheres, uma a oficial que se veste de pijama anódino sem consequências mínimas eróticas, que lhe entretêm a vida, e a outra em cinto de ligas de desejos ardentes, que lhe agradará sempre porque não o tem, ou mesmo se calhar, ainda fazer outras coisas, que nos parecem mais feias, mais ilegais, de consequências mais estranhas.

Relações de posse, daquilo que não tem posse, daquilo que não tem posse, pois nenhum Ser é dono de Outro, e todos se recordarão do quanto já é difícil ser-mos donos de nós mesmos. Relações de posse que geram nas mais das vezes a hipocrisia, a mentira, a velação do véu sobre as coisas, a verdade do viver, a vida que é verdade, embora as vezes se pareça vivê-la como permanente mentira, onde tudo escurece, ou tende a escurecer, e assim se queixam de perder o sentido do rumo da vida, a alegria do viver.

Para quê tudo isto, para quê estas enorme confusão tornando a vida simples e feliz em coisa complicada e infeliz, nas vezes.

Pois tudo isto é estranho, e estranho, é só o que não percebo, e se um homem é homem, ele que faça o que quiser e daí extrairá as suas consequências, pois as consequências como os homens, são sempre distintas. Sim não esquecer ao exaltar a liberdade do ser, de exaltar também os seus limites, na sã convivência com os outros seres, todos os seres, não como aqueles dois irmãos que enforcaram um cão numa árvore, porque seria um cão, mas se tivessem a oportunidade de ser um homem, e de tal acto, poder passar secreto aos olhos dos outros homens, ou impune, no sentido de para eles não ter consequências por acção de outros homens, se calhar ao homem faziam o mesmo. Mas não terá tal acto consequência na consciência daqueles homens que o praticaram, para além daquelas que teve para o cão?

E somos levados a exaltar a liberdade com o seu limite, pois da liberdade temos conceito errado, pois dois homens são sempre dois homens, iguais e diferentes, o que afirma por sua natureza intrínseca, que cada um tem a sua própria rota, e que as rotas, por natureza não chocam, pois são inteligentes para o fazer e o espaço sideral do ser é imenso e infinito, o que prova no limite que eu próprio ponho no ilimitado, coisa impossível de fazer, que os caminhos são infinitos, e o espaço também o é, e que portanto a liberdade de um Homem por Sua Natureza, Têm e Terá Sempre, Todo o Espaço que Quiser e Alcançar.

Coisa simples, aparentemente tão difícil de perceber, de encaixar?

Que cada um seja e vá onde quiser e na companhia de quem quiser, que as companhias lhe sejam de Amor, e nos Braços do Amor Vá.


Moedas não são homens e homens não são moedas, e uma teoria sobre uma parte do homem não o pode representar devidamente inteiro.

Mais do mesmo, ou mais uma oportunidade, que está sempre em cima da mesa a cada momento do existir, que é encontrar e concretizar uma outra forma de fazer as coisas.
Hoje, creio um Avó que em Avó se tornou, faz anos, e aqui lhe deixo os meus parabéns e meus votos de vida feliz e longa de acordo com sua vontade.

Os avós, são homens que antes eram pais mais novos, como nós, sabendo menos da vida do que hoje sabem. Crescem para a compreensão, para a tolerância, e até se tornam amigos da poesia e por vezes mesmo, se tornam eles próprios poetas. E os poetas são seres aparentemente frágeis, pois curvam-se com o vento que passa pelas flores e os distraídos não vem neles a firmeza vertical, com que confundem a força, pois força, molda, curva-se no baile eterno do ser e dança em suaves e belas vénias de Amor e ao curvar-se não se torna de alguma forma mais pequeno do que é. A idade confere aos homens uma abertura e percepção da enorme fragilidade que a vida também é, que transporta por natureza em si.

Os avós passam a vida inteira desde pequenos em clubes. No outro dia, perguntavam a uns avós de clubes diferentes mais reunidos pela poesia, onde estavam os maus políticos.

Já a pergunta tem uma certa bizarria, pois pressupõem que há uns bons e outros maus e pergunta bizarra geralmente obtêm resposta bizarra, um dizia, mais à direita, o outro dizia mais à esquerda e assim vai a realidade, na dictomia do mais do mesmo, se fala e se equaciona uma ideia e uma apreciação de justiça.

Oh Meus Avós Sábios, dêem todas as mãos, ou ainda não perceberam que não há inimigos, mas só homens, ponham em acção o que sentem, reúnam os homens pelo seu valor e competência, não pelas cores politicas a que pertencem, ousem o novo, pois sabem todos que o velho deixou de funcionar

Só vos peço isto Avozinhos, pois vós vivem nesse reino, não eu, não conseguirão entre todos os necessários, estabelecer um novo acordo, mas novo mesmo.

Ou irão continuar a insistir na fórmula caduca e usada, com a mesma consequência de sempre, vai funcionar pouco tempo e mal, ou ainda não perceberam um padrão distinto que se afirma e já se afirmou na discrepância real com os acordos do tempo e da gestão politica dos homens, ou será que ainda vamos todos tropeçar mais umas vinte vezes, se ainda cá estivermos, para depois começar-mos a dizer-nos, ah, estava ali uma pedra.


Do largo, saia o homem encarregue de produzir o novo plano do novo futuro governo, caso assim venha acontecer. Imagem reveladora de como se fazem as coisas, primeiro a crise e depois os planos, primeiro a tempestade e depois as velas, de um mesmo que parece sempre. Belas palavras alinhavadas à consciência dos homens, do pensar e do pensamento inteligente, convincentes palavras, que tranquilizam os corações dos homens e sossegam as consciências, será?

E depois as moedas amarelas diferentes das azuis, no mesmo único cardápio das cores, as listas a fazer, a correr fazer as listas, as estratégias de comunicação, para ganhar as eleições

E porque se foi embora o homem, a metáfora certa no local errado?
Ou a metáfora errada no local certo, pois certo são sempre os locais onde as coisas acontecem e que mal tem a metáfora?

Como alguém disse e bem, se o bebe vai para a incubadora, é porque nasceu com problemas, mas problemas de nascimento sempre existiram e não é caso que não se Ajudem a sobreviver e a viver. Viva o Génio dos Homens que a Criaram, de todos aqueles que contribuem para que a vida se torne melhor e mais fácil e se salvem as Vidas e o Viver.

Donde metade da metáfora é pelo menos certa, vejamos então a sua segunda parte.

A metáfora é dura para quem se põem no local do médico ou de inventor, ou de intérprete da incubadora, mas as metáforas por si, não são duras nem moles, pois nunca apertei a mão a uma.

E ela é dura, para quem se sentiu alvo dela, se esse, a julgar como dura.
E a metáfora diz a quem ajuda, que a queixa é maior do que o valor que atribui à ajuda.
E o que faz, o que ajuda?
Ajuda mais e melhor ou sente-se ofendido com a queixa e usa-a como pretexto para cortar a máquina.

E nada disto, é só assim, pois muito tempo, muito fazer, bom e mal fazer foi feito durante o tempo em que incubadora esteve ligada, a coisa não se resume a esta metáfora.

Agora homens façam planos, seguros, certos e certeiros, vão desenhar rotas para me convencer, diz o povo inteiro, ponham cada uma numa pequena folha de acção, sintetizem em poucas linhas, diagnóstico, rotas proposta e seus porquês, objectivos, calendarização, fina, com dias e consequências de incumprimento, e apresentem os homens para honrar e levar a bom porto tal desafio.

Podiam começar por um quarto de a4 e dizer como se propõem resolver a fome no país, digamos assim, no espaço de três meses, com uma solução sustentada, que permitisse que amanhã não nos levantássemos com esta consciência dos nossos irmãos que aqui connosco e nós com eles vivem, continuam com fome, e não esquecendo, que três mais cinco meses de interregno, mais uns para reestruturar os aparelhos outra vez, já lá irá um ano, talvez tenham então diminuído os que tem fome, pois terão ficado com mais no entretanto.

Talvez se ninguém gastar dinheiro em campanhas e o usar em vez para resolver o problema.

Alguém me explica, como é que pode acontecer no meu país, seres como eu, com fome e nada se faz para resolver esta situação definitivamente?

Alguém me explica, como é que pode acontecer no meu país, um sistema, instituições de governação, um regime, que não resolve esta básica questão e que continua por aí, na aparência dos dias, a governar como se nada se passasse?

E muito se queixam zangados os que queriam aumentos de 4%

Concerteza que este regime e governo, estas estruturas de fazer politica, existirão numa outra realidade, que não é a Real, pois se o fosse, não existiriam estas coisas, e então será bom pensar onde verdadeiramente a politica actua e se faz.

O Inferno não é para depois da vida dos corpos, o inferno está aqui entre os homens e por eles criado

Unam-se os Avós, Os Pais, Os Filhos, e Espírito Santo, pois todos, os somos


No céu entre o rio Tejo e o céu, apareceram as duas cruzes do Império
Dois XX lado a lado se desenharam no poente na direcção do mar.
Dupla Cruz do Império, A nossa Cruz, para nós connosco mesmo que nos crucificamos e a Cruz que pomos nos outros, quando os crucificamos, crucifixação que se repete e repete entre os homens, pois é uma mesma imagem da Primeira

Saltai da Cruz, crianças cordeirinhos, pois já Um o Fez por Todos e para que o Eterno Se Tornasse o Sempre, pois ao Saltar, deixa de Haver Cruz Interna ou Externa e se o Exemplo É Eterno, Ele é Só Exemplo do Eterno, Não A Face do Eterno.


Sermão de António Vieira na Igreja de São Roque Em Lisboa sobre a Paixão do Cristo.
segundo nos conta António Sá em seu livro do qual eu tomei a liberdade de transcrever este extracto.

Hoje, não vos chamo a um sermão, convoco-os a um capítulo. E, no capítulo a que aqui vos convoco, se há-de tirara conselho, ou concluir juízo, sobre se a morte de Cristo não é a mesma ainda que se tem sabido neste desgraçado reino, onde por falta de virtude quem porventura a tenha a mais, ou decerto a não tem a menos, do que os juizes da santidade alheia que tão mal cuidam da sua.

Não temam esses nem o pregador nem Deus em nome de Quem fala. Quem háo-de, pois, temer se fora de Deus não há justiça, que toda a justiça que haja fora Dele é arremedo ou ruim imitação dela, mas não é justiça verdadeira? Que se Temam a si mesmos, pois são morada do mal, e por se condenam pelo peso de tantas condenações injustas e, mais aindam, pela vontade de as fazer e pelo empenho que nisso tem posto.

a maior parte da assistência não movia um só músculo, não fazia um único ruído, não deixando perceber qualquer condenação ou assentimento às palavras que ouvia. Estava claramente entendido que era a inquisição o alvo dos dados penetrantes de Vieira, mas o temor desses cães raivosos que o Papa amordaçara, sabia-se lá por quanto tempo, não permitia a ninguém o atrevimento de mostrar acordo.

os inquisidores presentes, e o mais do Santo Oficio, pareciam vigiá-los a todos com um não disfarçado incómodo de se ouvirem acusados publicamente. O Povo era-lhes submisso, rejubilava nos auto de fé, não condenava nunca a inquisição e até lhe louvava o zelo protector da Fé, mas n~so se sabia quanto de verdadeiro ou falso haveria nisso, pois que o medo de uma acusação e julgamento por odfensas ao Santo Oficio seria decerto maior do que a vontade de falar contra os seus crimes.

António Vieira calara-se por breves instantes.

Que tendes ouvido do modo como foi o Cristo Senhor, nosso julgado e condenado? Quem O acusou? Quem testemunhou contra Ele? Quem Ditou a Sentença? Quem O Fez sofrer o suplício e a morte?

Vieira descreveu longamente os passos de Cristo desde o Jardim das Oliveiras até ser levado à presença de Pilatos. Depois, como se o assunto fosse ainda o mesmo e a personagem principal não tivesse mudado, continuou a pregação.

"Novissimi venerant duo falsi testes"

E finalmente vieram duas testemunhas falsas. E já está o justo, em quem não havia culpa nem traição conhecidas, pronto a ser-lhe feito o processo por que há-de ser condenado. Vede que iniquidade, cristãos! Duo falsi testes. Foi entendido que um homem só não basta para testemunhar, que se requerem ao menos dois para ser aceite como verdadeiro aquilo que testemunham. Desgraçadamente, porém, é mais fácil encontrar dois homens dispostos a mentir postos de acordo, do que um somente a dizer a verdade que não convém. E, poque são duas as testemunhas, ainda que, meus irmãos, duo falsi testes, aí vai o justo levado ao tormento, sem conhecer quem o acusa e sem saber de que o acusam. Rebentam-lhe os ossos na polé ou esmagam-lhos no potro, e o triste não percebe, e o desgraçado não entende com que mentiras o acusam ou que mentiras há-de inventar, nem que arrependimentos fingir que o libertem de ser atormentado, condenado e levado à fogueira.

Havia uma rigidez de cadáveres nos assistentes, escondendo uns o temor, outros a ira.

Quem condenou Cristo?...Os sacerdotes, que eram a religião desse tempo. Quem O setenciou?....Pilatos, que representava o imperador de Roma. Como se despediu Cristo dos Seus amigos? Ceando com eles. E Como se despedem os inquisidores das suas vítimas?... Com grandes banquetes em que nem a pena pelo mal que fizera nem o temor da pena que háo-de sofrer eternamente lhes diminuem a vontade de comer. Cristo ceou com um Judas, e todos estes são Judas à volta da mesma mesa.


Os da inquisição mostravam, claramente agora, a inquietação que lhes causava o pregador, e murmuravam ameaças. Vieira percebeu-o, mas prosseguiu o sermão, indiferente a eles, embora os olhasses de vez em quando.

Temos, pois, que foram sacerdotes os que condenaram Cristo, e sacerdotes são os que condenam os infelizes de que vos tenho vindo a falar. E foi o poder do imperador, que é sememlhante ao poder real, que O setenciou, sendo que quem cumpre a sentençanos ditos infelizes são os representantes de El-Rei. Vedes diferença nisto, irmãos?....Eu não a encontro, por mais que a busque. Condenaram os Judeus, mas não mataram; mataram os romanos, mas não condenaram. Mas será porventura que quem condena não mata e que quem mata não condena? Ou não virá tudo ao mesmo, que é serem uns e outros cúmplices na condenação e na morte de Cristo. Aos sacerdotes do Templo importava calar Cristo, cujas verdades temiam; a Pilatos, convinha evitar levantamentos contra Roma, que era o crime de que perante ele vinha acusado. Mas nem os secerdotes O mataram, ainda que muito o quisessem, nem Pilatos o condenou, ainda que preferisse mandá-lo ao suplício para eviataro risco de deixar em liberdade um revoltoso que pusesse em perigo o poder de Roma e, mais que o de Roma, o dele.

Tenta Pilatos fingir que tem piedade do Galileu, dando em troco de Cristo Barrabás, tenta o inquisidor fingir que espera piedade para aquele que já está condenado, pedindo que seja tratado com misericórdia. Mas já sabia Pilatos o destino que haveria de ter Cristo, e já sabe o inquisidor o fim que há-de ter o seu réu. E é neste passo que são outra vez iguais Cristo e o relaxado pela inquisição ao braço secular; e é neste passo, irmãos, que outra vez é o mesmo pregar de Nosso Senhor e uma condenação do Santo Ofício.

Bem podeis dizer-me que os diminutos agora são eles, os que tão longamente têm servido o mal em nome do mesmo Bem, que é Jesus Cristo. Bem podeis cuidar que lhes não restam forças de mando que muito vos assustem, porque foi clemente para os portugueses o papa que de Clemente tomou nome, proibindo os auto de fé em que tudo se fazia menos defender por eles a verdadeira Fé. Porém eu vos previno,irmãos. Pode acabar a inquisição, mas nunca se hão-de acabar os inquisidores. Pois que sen é uma e a mesma morte a de Cristo e a dos acusados
que eles tanto mataram, uma é, e a mesma, a inquisição que houve e as outras que hão-de vir.

Porque o mal acampou nos corações de muitos homens, e, sentindo-se bem nesse arraial, nesses corações e nesses homens, não os deixa facilmente ou não há-de largá-los nunca. Sempre vos hão-de pedir contas de coisas que não devem, sempre vos hão-de julgar pelos crimes que não cometestes, sempre vos hão-de condenar pela diferença que fazeis deles e não por mais razões que essa. Haveis de ir às prisões, aos tormentos e à morte: por não jejuar em dias de preceito ou por jejeuar em outros que são de festa. Haveis de ir às prisões, aos tormentos e à morte: porque sois negros entre brencos ou brancos entre negros. Haveis de ir às prisões, aos tormentos e à morte: por dizer sim e por dizer não. E, se isto não vos acontecer a vós, há-de acontecer aos vossos filhos, ou aos filhos dos filhos de vossos filhos.

Hão- de mudar-se estes inquisidores e esta inquisição. Hão- de mofar de nós os homens do futuro, tendo-nos por néscios, brutos e insensíveis. Hão- de dizer que fomos como cordeiros ao matadouro, sem culpa alguma, mas eles mesmos hão-de degolar rebanhos.Cristo há-de voltar a morrer mil vezes , muitas vezes mil vezes, em nome do bem do Templo oude Roma, mas nem o Templo nem Roma hão-de ter nunca o direito de matar , porque um só é o Senhor da vida. Hão-de mudar os nomes dos que têm defendido as leis de Roma ou do Templo, e, se os de agora não são Nero, nem Tomás de Torquemada, nem Carlos Quinto, nem João Terceiro, ou Henrique, cardeal, são os mesmos, sendo embora outros e chamando-se com outros nomes. E os que hão-de vir, ditos os seus nomes na nossa ou noutra língua, num lado ou outro da Europa, numa margem ou noutra do mar oceano, em nada hão-de mudar a vossa condição porque será a mesma maldade que os condenará justamente depois de muito injustamente terem perseguido, condenado e matado.

Calou-se um momento. Olhou as assistentes, uma vez mais, um a um, homem a homem e mulher a mulher, como que tentando ler nos seus olhos mais que o espanto, mais que o temor que escondia a satisfação percebida na maior parte deles, e o ódio que via noutros. E, dando um brado não muito forte, anunciou: "Ecce Homo!"


Preparou-se a assistência para as manifestações do costume. Já as mulheres se aprontavem para arrepalar os cabelos, já os homens se despunham a bater no peito, já todos iam levar a cara ao chão, já corriam lágrimas em muitos olhos, já assomavam os gritos às gargantas, já as faces se ofericiam às próprias mãos para serem esbofeteadas.

Mas ao correr a cortina que revelaria a imagem de Cristo como quando Pilatos O apresentou à multidão, não se viu com um manto de escárnio, uma cana por ceptro nem uma coroa de espinhos. A imagem, que era de Crsito, tinha, em vez do manto, um sambenito com chamas pintadas; no lugar da coroa, o barrete vergonhoso dos condenados à fogueira; e, nas mãos, um círio aceso.

Houve um clamor de espanto na assistência, um clamor a uma só voz, mas com diferentes sentidos. Veio, do grupo dos homens da inquisição, o escãndalo e a repulsa, num grito de "herege! herege!" que alguns, mais perto deles, repetiam. António Vieira fixou-os. Os seus olhos pareciam anunciar um castigo divino, pareciam ferir-lhes a própria alma com o ferro em brasa de uma terrivel condenação. Olhou-os desafiador, seguro de si, com a certeza absoluta de que não haveria de arrepender-se por não ter dito o que convinha. Fixou-os até que se calaram. Depois, demoradamente, foi olhando os restantes, temerosos e indecisos entre olharem eles também o pregador ou aquele estranho Cristo condenado do Santo Ofício. Alguns punham os olhos no chão, incapazes de fixarem um e outro.

António Vieira deteve-se no padre Paulo, que sorriu. E, sem desviar os olhos do companheiro, movendo a cabeça e o braço esquerdo a apontar a imagem de Cristo, deu o maior brado que alguma vez se ouvira num sermão da sua boca, a que limpou depois a saliva e o sangue: " Eis o Homem!"


isto se terá passado, ouvido e visto na nossa Amada Lisboa aí por volta de 1600 a caminhar para setecentos, acresecento a laia de até já, se continuar a electrecidade.

Eu Celebro e Honro Aqui Padre António Vieira.

Bem Hajam Todos E Que Surja o Tempo do Quinto Império, sem as duas cruzes, Assim o Ordene o Pai no Seio da Mãe









segunda-feira, novembro 29, 2004


Tinha acabado de consultar o seu horóscopo e lá dera conta da preciosa informação. Não se preocupe, que a situação material está preta, mas vem ajuda em seu caminho.

Telefonara-lhe o jovem e marcara encontro com ele, jovem bem apresentado, com boa educação e um negócio de representação, explicara que por iniciativa própria, se tinha dirigido a quem de direito dentro dessa organização e que o Senhor de um outro país, por o ter bem apreciado, lhe dera aquela oportunidade de trabalhar. Reconhecera-se no outro homem, até na análise do jovem que se apresentava diante de si., pois sempre apreciara e apoiara os que eram jovens e empreendedores, sempre se sentira naturalmente atraído para isso, pois esses são os que transportam as mais elevadas chamas, aquelas que chamam o carinho e o amor.

E sabendo que a chama estava em todos, todas a transportavam e transportam, uns trazem-na mais acesa que outros, mas que todos a podem acender.

Sabendo ele em seu intimo, desde sempre, que todos são artistas, porque a Vida é o Artista que a faz, são, os artistas que nela participam. Todos tem em si a Arte, Todas a Vivem, Todos A Expressam e depois uns são mais reconhecidos que outros, uns podem viver de acordo com esse estatuto e outros ainda, a maior parte, dos que expressa a arte, não.

Olhara o catálogo dos produtos e começara por lhe dizer que havia produtos que ele não gostava e outros que sim. Explicou-lhe de seguida, que em seu ver, havia produtos que ele não queria e portanto não poderia vir a ajudar a vender, e que deviam ser, então, separados.

Depois inventou ali na frente do jovem, diversos caminhos, passíveis formas de concretizar o negócio, a venda da mercadoria, e por assim foram andando, até ao dia que pelos seus contactos, seriam os produtos apresentados a um eventual comprador.

Na véspera teve uma intensa intuição de que algo não estava bem, liga-lhe a confirmar, a saber dele sem sucesso, e quando se dirige para se encontrar com o jovem para depois seguirem os dois para a reunião, é informado por uma colaboradora do jovem, que ele estava no hospital pois tinha tido um problema de saúde, que ela ainda não sabia, os contornos.

Sentiu dentro de si uma inquietação que lhe dizia para ir ter com o rapaz, pois não sabia se ele precisa de auxilio e assim deixando os documentos na portaria lá se dirigiu ao hospital.

Enquanto vai no carro, desfila-se a si mesmo na consciência profunda das questões que estão envolvidas naquele momento da sua vida, da sua relação com o mundo, da sua acção, e dos valores que estão associados às questões das materialidades dos corpos, a comida, a roupa, os negócios, os dinheiros.

Chega ao hospital, procura-o, e afinal a informação era errada, ele não se encontrava lá.

Seu ser era a enorme compaixão que seu corpo luminoso naquele momento gerava, uma compaixão de compreensão, da profunda dor de todos, que se encontrava ali a seu lado, naquela urgência, nas pessoas que chegavam nas macas, da criança que chorava e que ele com o toque e a voz, acalmou.

Parado defronte ao hospital, ia rezando dentro de si ao Pai, para que curasse aquelas gentes e todas as gentes doentes no mundo, que havia muita dor no mundo e pressentia naquele momento, dentro de si, que as razões que ali o tinham levado eram as mesmas e uma outra, diferente daquela que à primeira vista, ele poderia ter pensado.

Como sempre que se anda na vida, começa-se num ponto, com uma certa intenção e depois, vão-se encontrando outros pontos pelo caminho, onde estão as pessoas e os aconteceres, e a riqueza deste, deriva da nossa capacidade de abertura, aceitação, compreensão e integração do que se apresenta, do que vivemos e do como o vivemos.

Subira de repente ao céu. Decidira dentro de si mesmo que as coisas não se podiam passar assim no mundo como se vinham a apresentar. A ascensão dentro de si operara-se mais uma vez pela sua acção, e fora-lhe claro que o Amor era a sua opção, que o Amor, a vontade de curar era superior a qualquer materialidade, qualquer negócio, qualquer dinheiro.

Perguntara muito, quem para além dos homens apresentava e fazia viver aos homens a divisão, as guerras, as maldades à solta no mundo, perguntara dentro de si, inquirindo quem era aquela força, que se manifestava naquele plano e disposto a terminar a sua acção. Como seu Mestre, caído, se disse e lhe disse, isto para mim é a sério, se perecer meu corpo, que pereça, pois a isto estou eu disposto, se eu poder com o meu desaparecimento resolver estas questões, não hesitarei em fazê-lo, olha dentro de mim, e vê como te falo verdade, se meu corpo se tiver que ir nesta batalha, que se vá, assim me entrego Mestre, pois esse é meu sentido nesta vida e estou a sério, promessa é par cumprir.

Depois voltara de novo à terra, e todas as sensações que vinha a sentir nos últimos dias com os seus semelhantes, que com ele interagiam de formas não usuais e estranhas, voltaram pouco a pouco à normalidade.

Chorara muito nesses dias, bálsamo dos céus que lhe desfazia todos os nós do coração e demorou seu próprio tempo a perceber que se encontrava vivo em corpo aqui. Chorava muito nesses dias por si e por todos os outros, por ver o estado do mundo, por ver todas as violências e maldades que naquela altura se expressavam em níveis como nunca antes se dera conta de existir. Chorava em si também o céu, chorava o céu, lágrimas vermelhas de sangue que pingavam de cima para a terra.


Já há tempo que as questões do rendimento bailavam dentro de si. Quer fechar a sua empresa, mas encontra-se difícil de o fazer, pois parece que o dinheiro não abunda e que não é altura de grandes investimentos.

Por outro lado tem gasto o seu dinheiro, como sempre o fez, na prossecução dos seus projectos e está cansado das regras e das posturas que o tentam a si e a muitos outros diminuir em vida.

Acabara de receber por e mail uma ideia nova para ele, que fizesse uma greve de fome.

Pedindo uma indemnização simbólica por cada ano afectado, e mais algum, para poder comprar um T2, esses eram os termos da ideia, associado a um outro mais político, que reclamava do poder às estruturas básicas da governação no país.

Pesa a ideia em sua consciência, e depois de pesada, contada e medida esta lhe diz, não, não vou pedir uma indemnização, não vou apresentar uma reclamação, tudo isto assim aconteceu e se assim foi, foi para aprender, que assim é injusto para muitos, assim o aprendeste no teu próprio corpo e agora, vê lá, o que queres fazer, vê lá se queres, mudar estes estados das coisas mal feitas em estados de coisas bem feitas, o que se tornara para ele, a segunda e decorrente questão.

Há uns meses atrás, quando andava em sua cidade e ao ser confrontado com uma das muitas situações de miséria humana, decidira a sua consciência, começar a analisar em detalhe a sua relação com o seu próprio rendimento e sua redistribuição em relação aos outros, um bocado em síncrono com os tempos, pois muitos falavam da necessidade de existirem maiores receitas que permitissem resolver problemas como a fome e a miséria.

Esta era para ele, uma questão complexa, primeiro, porque achava que não eram recolhidas todas as receitas devidas e depois, porque não estava seguro, que a forma de se as usar, não fosse em muitas vezes incorrecta, ou mal administrada.

E assim vendo, nem mesmo podia saber em rigor se não existia dinheiro para as coisas que ele e muitos outros achavam de prioridade tratar.

Ainda recentemente, lera uma sugestão da criação de mais um imposto sobre bens culturais para resolver o problema da fome que atravessa o país.

Naquela altura, naquela vivência específica que ocorrera, começou a germinar dentro de si, uma nova postura face a essa questão e que se traduzia, naquilo que ele decidira começar a fazer, relativamente a si mesmo.

Pensou, se o mundo é maior do que eu, se eu só, só sou um, e ao meu lado estão muitos mais que um, então pelos menos será justo, perguntava-se a si mesmo, dar mais ao mundo e aos outros do que a mim mesmo e definiu como metro que mediria daí em diante, o que recebia e o que dava, como 50 mais um para os outros, o todo, e o restante para si. Parecia-lhe a melhor equação a onde tinha chegado, pois tinha obrigações como todos, e precisava de algum rendimento para viver e criar seu filho.

E depois fizera as contas decorrentes, somara o irc ao que daria por administração directa da sua vontade e de repente realizara, que o remanescente era muito curto, para viver. Mas só o saberia, se o experimentasse, pois pensar e fazer contas é uma coisa, e viver é toda uma outra e embora as primeiras se encontrem na segunda.

A situação em que se encontrava face a este novo paradigma que elegera para si mesmo, face a estas matérias, estava por assim dizer em banho-maria, pois está sem rendimentos há muito tempo e tem pouco mais de uma centena de euros na carteira. Não tinha ainda dado os passos necessários, para poder ter de novo rendimentos.

Também sabia certo e seguro em seu coração, que o dinheiro para si mesmo, para a sua vida, nunca seria a primeira e a mais importante das coisas. Também sabia que para ele o mais importante era Ajudar.

Diziam dele que ele tem o toque de Midas, não no sentido original da história, mas num sentido que lhe era atribuído a ele, por via da sua imaginação, o ser capaz, de com pouco fazer muito, o que o levara por vezes a contrapor a brincar, a quem isto lhe dizia, que era mais da natureza do milagre da multiplicação dos pães. O dinheiro custava a ganhar, era sempre pouco e portanto convinha fazer rendê-lo o mais possível, sem sacrificar as intenções e as formas do que se fazia, mas era um facto que se pensasse também e simultaneamente este aspecto com os outros, as coisas tendiam para uma economia.

Também pensava que se tivesse muito dinheiro, saberia onde o aplicar.

Já não fazia ao homem, que tinha sido também um produtor a definição de um lucro, num mundo onde na maior parte das vezes, nem critério de definição de lucro existia, pois cada um, safava-se como podia, o que nas mais das vezes, se traduzia na ânsia e concretização do maior lucro possível, geralmente com suas capacidades de prestidigitação e as amizades de negócios.

E contudo o lucro, a margem do ganho, nunca lhe parecera uma coisa transcendente de ser calculada.

Relembrava o que sabia sobre isto.

Custos de produção. Custo de pessoal, custos dos equipamentos produtivos, custos produtivos e depois a percentagem de mais valia em correlação com a necessidade e limites feitos pelo próprio mercado, nas vezes em que o mercado, verdadeiramente ditava estas regras, o que na sua terra nem sempre era o caso.

E já aqui a coisa também se complicava, pois quase sempre trabalhara para o assim escrever, domínio público, e aí, cada vez mais, à medida que ia crescendo, lhe parecia sem nexo, não existirem ideias e acordos claros nestas matérias, que fossem acessíveis a todos os que fazem negócios com a coisa pública, pois aqui, trata-se do dinheiro de todos e não só do que empreende.

Não lhe passava pela cabeça, limitar a quem quer que fosse, ganhar o que quisesse e o que fosse capaz, tão-somente das regras e práticas que achava necessárias a partir da forma e o jeito com que gastamos o dinheiro, enquanto colectivo e a situação estava preta, bastava-lhe olhar a forma como viviam os mais idosos no seu país.

E o país estava necessitado de muitas receitas.

No sítio onde o homem estava, a água já tinha sido cortada e ele antevia que mais tarde ou mais cedo lhe viessem a cortar a electricidade e consequentemente sabia, que a sua vida ia mudar em breve de forma radical.

Depois conseguira falar ao telefone com o jovem e soube que ele se encontrava bem. Escreveu-lhe as suas considerações, desejando-lhe saúde e sucesso nos seus negócios e até agora, não omais o viu em corpo.



Decidiu fazer uma experiência, na actividade de escrita que então fazia, colocar o seu nib on line e ver se haveria pessoas que se interessassem em mantê-la e a si que a escrevia.


E o autor deste conto, decidiu fazer o mesmo, a ver.

Nib: 003300000001146598693 BCP


Ficou a pensar que se a coisa funcionasse, até podia ser que desse para resolver alguns problemas do Mundo. Talvez criar a UPA, União dos Portugueses em Acção, a tal União do Bem querer e do Bem Fazer, que diversas vezes falava, o Império do Espírito Santo, o único Império que conta, que sempre contou, o Impérito do Espirito, o Quinto.

…..

quarta-feira, novembro 17, 2004



Todo
O Ser
Tem
Um
Corpo

Todo
O
Corpo
É
Um
Espaço


Todo
O Ser
Tem
Um
Tempo


Todo
O Ser
Tem
Uma
Ideia
De
Ser

Todo
O Ser

Sente
E
Pensa
E
Expressa

E

Cada
Um
É
Dono
De
Seu
Próprio
Pensar
Sentir
E
Ver
E
Expressar


A
Lei
É
O
Amor


Sua
Natureza
É
União
Opera
Em
União

Sua
Única
Regra

Separar
Para
Melhor
Unir

O
Mutuo
Consentimento
Ancorado
No
Respeito
Das
Partes
Do
Gentil
Trato
Do
Coração
Aberto
E
Acolhedor
Que
Acolhe


Do
Tempo
Da
Escuta
E
Do
Silêncio
Para
O
Outro
Questionar
E
Entender

Do
Tempo
Do
Falar
E
Do
Dizer
E
Do
Explicar
E
Do
Fazer
Entender


Do
Tempo
Do
Comum
Fazer
O
Ver


Do
Tempo
Das
Mãos
Que
Selam
O
Acordado
Em
Coração
Acertado
Com
A
Palavra
Dada

Pois

Todo
O
Ser
É
Um
Cosmo
Um
Uni
Verso
Inteiro
No
Cosmo
Maior


Todo
O
Ser
Que
Reconhece
Outro
Ser
Sabe
Que
Seres
São
Iguais
E
Diferentes
E
Por
Isso
Vivem

Liberdade
De
Ser
Pela
Liberdade
Do
Ser

Pois
Todos
Os
Seres
Tem
O
Mesmo
Tamanho

Se
Bem
Que
O
Próprio
Seu

E
Ser
Que
Disto
É
Sabedor

Não
Se
Põem
Mais
Pequeno
Nem
Maior
Que
Si

Nem
Que
Um
Outro

Igualdade
É
A
Razão
Mas
Para
A
Razão
Ser
Real
Se
Tornar
Real

É
Preciso
Superar
Uma
Certa
Primeira
Precaução

Pois

Seres
Que
Nas
Vezes
Chegam
E
Agem
De
Outra
Forma

Não
Como
Iguais

O
Aliado
Do
Amor
A
Vontade
Em
Sua
Veste
Amiga
Da
Precaução

Pois
Recorda
Este
Povo
Que
Não
Se

Agua
A
Quem
Não
Tem
Sede
Nem
Se
Dão
Pérolas
A
Porcos
Nem
A
Bilha
Se
Quebra
Ao
Ir
A
Fonte

E
Contudo
Por
Vontade

Caminha
O
Homem
Com
Ela
Em
Seu
Alforge
Que
Para
O
Outro
Abre
Ou
Não

A
Paz
Ou
A
Guerra





Eu
Habito
O
Sistema
Solar

Eu
Habito
A
Terra
Minha
Casa
Que
Me
Cria

Eu
Respeito
A
Terra
Pois
Respeito
Mãe
E
Pai


Assim
Te
Juro
Minha
Mãe
Que
És
Fonte
Da
Vida
Que
Me
Dás
A
Vida

Meu
Amor
Meu
Respeito
Meu
Agir
Em
Teu
Defender

Eu
Te
Vejo
Como
Um
Ser
Vivo
E
Todos
Os
Seres
São
Expressão
Da
Vida


E
Se
Te
Vejo
Como
Ser
Posso
Então
Contigo
Tentar
Falar


Perdoa
Me
Mãe
Terra

Pois
Te
Vejo
Tão
Agitada
Em
Agonia
Em
Sofrer

Nos
Anos
Que
Em
Teu
Colo
E
Seio

Vou
Andando
Dei-me
Conta
De
Como
As
Estações
Se
Alteraram

De
Como
As
Aguas
Sobem
Se
Tornam
Impuras

De
Como
O
Ar
Se
Torna
Cada
Vez
Mais
Sujo
Mais
Mortal

De
Como
A
Tua
Temperatura
Aumenta
De
Como
Assim
Chegam
Mais
As
Doenças


Oh
Mãe
Terra
Em
Ti
Habita
Em
Nós
Teu
Maior
Predador


Oh
Mãe

Eu
Evoco
Em
Minha
Memória

Do
Ventre
O
Amor

Oh
Mãe
Eu
Canto
O
Amor
A
Ti

Oh
Mãe
Que
Por
Nós
Te
Sacrificas

Oh
Mãe
Sabedora
Que
Um
Dia
Os
Homens
Partirão
Para
As
Estrelas

Se
É

Que
Alguma
Vez

As
Não
Fossem


Oh
Mãe
Recorda
Os
Homens
Que
És
Mãe

Porque
As
Mães
São
Para
Ser
Bem
Tratadas
Bem
Queridas

Amadas

Que
Os
Homens
Não
Te
Exaurem
Mais

Que
Os
Homens
Recordem
Seu
Saber
Que
Não
Se
Destrói
Donde
Se
Vem
E
Onde
Se
Vive
E
Parte
Fica



Que
Os
Homens
Contigo
Vivam
Em
Harmonia
A
Harmonia

Tom
Unido
Nota
Solidária
Que
Quebra
A
Solidão
Ao
Abandonado
Ao
Mal
Amado
Ao
Mal
Tratado



Oh
Meu
Irmão
Ar
Pedaço
De
Mim
Sem
Ti
Não
Existo
Como
Sou


Oh
Minha
Irmã
Agua
Pedaço
De
Mim
Sem
Ti
Não
Existo
Como
Sou

Oh
Meu
Pai
Fogo
Do
Espírito
Santo

Fogo
Sagrado
Que
Calcineia
E
Cria
O
Novo

Inspiração
Respiração
Revelação
Irmandade
Fraternidade
De
Amor
Em
Amor
Por
Amor

Permeante
Permeado
Que
Tudo
Permeia


Oh
Mãe
Terra
Que
Tudo
Isto
O
És

Que
Tudo
Isto
Acolhes
Em
Teu
Seio
Nosso
Abrigo
Nossa
Casa
Nossa
Mesa
Nosso
Leito

Em
Casa
Tua

Pois
Eu
Sei
Do
Pequeno
Tempo
E
Tamanho
De
Meu
Corpo
E
Da
Tua
Imensa
Vastidão

E
Depois
Existe
O
Céu
O
Cosmo
Do
Sol
Das
Estrelas
E
Planetas

Somos
Irmãos
Pois
Ser
Irmão
É
Conhecer


O
Céu
Habita
Na
Terra
A
Terra
Habita
O
Céu
E
O
Homem
Habita
Na
Terra
E
No
Céu


…..


Oh Minha Amada
Quem te disse a ti
Que os Homens eram bravos sem fim
Que os Homens eram coragem sem fim
Que os Homens estão para além do sofrer
Que os Homens Não choram sem fim

Oh Minha Amada
Deixa-me enrolar meu corpo em teu corpo
Deixa-me aninhar
Faz-me o ninho

Oh Minha Amada
Hoje preciso de ti
Amansa-me
Cuida-me
Ternura-me muito
Fala do teu cuidado antigo
Cura-me as feridas
Oh Minha Amiga
Ampara meu choro
Fá-lo deslizar para o mar sem fim que o dissolve

Oh Meu Amado
Chega aqui ao Meu Colinho
Faço-te Festas no Pescoço
Naquele preciso ponto
Que tudo derrete
Leve carícia que tudo dissolve
E te faz de novo ronronar
Como um gato de pele ao Sol
Tu És Belo Meu Amado
Tu És Gentil Meu Amado
Tu És Carinho Meu Amado
Tu És Cuidado Meu Amado
Tu És Amante, Oh Meu Amado

Oh Meu Amado
Eu Habito em Ti
Oh Minha Amada
Eu Habito Em Ti


Lembra-te do céu
Lembra-te do vale
Lembra-te das águas
Lembra-te do calor
Do encaixe
Oh Ternura
Oh Ternura
Oh Ternura
Meu Amor Amado

Oh Meu Amado
Que para ser bravo
Tens que viver a as quedas
Oh Meu Amado
Que para coragem Ser
Tens que viver a cobardia
Oh Meu Amado
Que para prazer Ser
Tens de viver a dor
Oh Meu Amado
Que para Feliz Ser
Tens de viver
Às vezes a chorar


…..


Sentira de repente o desejo de olhar
E vira-a na janela sobre a varanda

Na praia a ondulação caminhava síncrona
Ao som interno de seu sentir
Umas vezes mais agitado
Umas vezes mais calmo

Esperando e construindo a calma
Seu corpo na areia
Naquele
Preciso ponto da variação entre
A quente e a molhada
Suave declive que aguenta os corpos
Que o sol aquecia naquele luminoso e frio dia
O céu era imenso e todo azul
E os dois se juntavam na linha do mar

Beijou-a com a certeza inteira da eternidade
Quando deu de caras com o espanto do inesperado
Mergulhado estava dentro de seu livro
Ordenando as letras de si mesmo o mar

Assim num longe perto
Demasiado longe
Para se tornar
Corpo perto
Tão perto ficaram
Porque igual e sempre desejado
Eterno e iluminado em si
Então o tornaram

Pousaram as gaivotas
Perdulárias de qualquer ter
Só juntas em ser
Voos livres no céu riscados de branco
Onde naquele preciso momento e instante
A Lua se casava com o Sol

Depois a Beleza partiu
Sem se ter mais aproximado
E ele ficou triste de a ver partir
Rendilhada finamente como Ela
Sua veste revelara-lhe
A imensa ternura
Sua casa quente e aconchegante
Vale fecundo de vida
Onde corre o refrescante leite
Pulsão imensa de vida
Desejo imenso num imenso querer
Tão imenso que lhe tornara o passo curto
Amor que o tornava meio
No meio do momento
Parado sem sequer
Se poder mexer
Como pardal apardalado
Naquele imenso enternecer

O Riso
O Ser
O Entardecer
Dentro de seu coração rasgava a solidão
Que uma gaivota piara ao fundo
Só sua face não ficara Impressa
Na distância
Do seu
Não a ver


Podia parecer
Que mais não
Se encontrassem
Mas assim não iria ser

Aquele momento fechado
Dos dois em cada qual
A partir do tempo
Do seu instante
Nunca mais dentro dos dois
Se perdeu
Nada não podia ser
Tudo
O querer
E o seu
Poder
Ser


(Um momento que expira, inspira um outro)


…..



Meu coração me vinha dizendo há uns dias para ir visitar a Igreja de S. Francisco.

Retornara à consciência aquela noite onde a Teresa Salgueiro, chegava numa carroça puxada por um burro ao largo da praça.

Aquela Praça onde Existiu sempre um Poço, que depois se transformou em Fonte e onde há sempre pela noite flores. Lembras-te, aquelas flores, que cada vez que lá passávamos quando éramos nós e a noite, e eu parava e ia buscar uma rosa para te oferecer, uns dias vermelha, outros, ouro, outros, rosa, como a rosa que tu és.

Uma noite apareceu um polícia, que depois por lá ficou, que guardava a flor e que não me deixou mais ta dar. Recordas-te, a ele chamei-lhe o polícia das flores colhidas, aquelas que transitam para o seu instante de seu falecer, depois que as mãos dos homens as cortam para as oferecer em singelos gestos de Amor.

Lembras-te antes ainda em terras ao norte do Tejo que se estendiam ao longe, e nós os dois, passeávamos a cavalo e a pé por entre lagos de flores, pois era tempo de múltiplas flores, de variados tons, alguns que já deixaram de existir, de que os homens só trazem ténues e mergulhas memórias.

Disseste, tu um dia Senhora, eu não o esquecerei, jamais, que Maior Amor Seria o Meu Por Ela, Se Não As Colhesse Por Gesto de Amor, a Ti, acrescentas-te então, bastava-te seu cheiro, milagre da vida por as poder cheirar, por as poder, ver, por poder dormir uma sesta de ternos amores em meus braços, ao lado delas.

Disseste Tu Um Dia, Senhora, Olhando da Varanda o Douro em Baixo, barcos acima, barcos a baixos, velas quadrangulares, pequeninos pontinhos ao olhar, cujos sons em seu casamento com a forma em delta do profundo vale trás até nossos ouvidos, como se estivessem ao perto, as vezes tão claro, que até faz arrepiar.

Teu cabelo, estendido na luz do entardecer, tua beleza era como a doçura do mundo, inteiro, ali, nós nele e ele em nós. Doirado Avermelhado era o Sol a se deitar, naquele fim de dia todo tranquilo, todo doce que fora, naquele preciso momento do entardecer e das manhãs em que se faz o instante do silêncio, antes das coisas começarem todas e à vez a acordar ou adormecer.

Já pensaste o contra-senso que é oferecer, considerando-o um acto de Amor, uma prova de tamanha rapidez do fenecimento dos corpos.

A não ser que a mensagem cifrada seja, Amo-te Em Espírito e Alma, pois o Corpo Fenece, pois ambos conhecemos os homens e as mulheres e seus jogos e a dança da Atracção do próprio Amor. Tantos uns como os outro sabem ser muito complicados, nas vezes, sobretudo quando tentam falar uns com os outros, uma conversa em muitas vezes, de nabos com bugalhos, sem consciência e em olvido, de que a púcara, é uma mesma.

Oh Minha Amada, retrato do próprio Amor, imagem que complementa, que me faz completo, que me melhora nos dias, tu és Alma, tu és Espírito, Tu ÉS Ser, Tu és Também Teu belo corpo, Teu Rosto que me inspira a serenidade de ser nas horas, tanto numas como noutras, teus cabelos que eu gosto tanto de ter, deitados a meu lado, em nosso travesseiro partilhado, seu cheiro, meu neles mexer, teu rosto amado a dormir, sorrindo como um Anjo Que ÉS.

Oh Minha Amada, que Tamanha e Refinada Alma, Só podia Ter Trono Divino
Como Teu Corpo É, Quando Perfumada de Belos e doces Óleos Me Convidas ao Enleio, Corpo Perfeito a Meus Olhos, no Limite da Imperfeição dos Corpos e dos Seus Próprios Passares

Oh Minha Amada Mais Amada, Então Me Revelas Teus Secretos Mistérios, Me Banhas Com Tua Luz, Me Transportas Aos Céus, Comigo Partilhas Tua Profunda Energia e Teu Enorme Saber, do Curar, do Reparar, do Abençoar, do Proteger, do Dar, do Cuidar, do Compreender e do Aceitar do que Há para Aceitar e Não Aceitar o que é Inaceitável

Minha
Amada
Mais
Amada
Vaso
És
Aguas
Antigas
Mistério
Da
Vida
E
Da
Morte

Mas sim tens razão, como tens muitas vezes, pois é mesmo raro enganares-te, os homens complicam também, muito sua forma de falar com as mulheres.

Assim iam em seus enleios pela vereda caminhando e comendo uvas de todas as castas que iam encontrando, néctares dos deuses, seus risinhos e risos iam subindo de volume à medida que se afastavam no horizonte.


A Teresa Salgueiro descia da carroça em frente ao portão e degraus da Igreja, à sua frente meninos brincavam em roda entretidos com suas cantorias, um outro levava o círculo em aço pela vara a correr à sua frente, jogo de habilidade infantil.

A Vaca de Fogo fazia então sua entrada em cena, ardendo seus fogos presos de artifícios e as crianças corriam em meio susto, meia prova, à sua frente, fazendo sua prova de que emoção de susto por vezes pode ser gostosa.

Falara com algum detalhe daquele pormenor com o Pedro Ayres de Magalhães, Vaca de Fogo, o que é, para que serve, como são, onde se arranjam, e lá definiram uma qualquer nova vaca de fogo, que nem vaca o era, pois era mais da família das girândolas deitadas.


Hoje estava lá de dia, um belíssimo dia de Sol, naquela parte da sua cidade que ele tanto gosta, que quando o tempo está quente, se encontra cheios de turistas, de gente que vem de outras lados do mundo, de todos os lados, e ele sorrindo, contente, degustando toda aquela diversidade que o mundo lhe faz prova em seu caminhar, ah este acolher tão português.


Seus olhos se perderam no rosto e andar de uma bela mulher que vinha subindo a rua e ali ficou um momento absorvido no encantar da beleza que ali lhe manifestava e celebrava a vida, a beleza da vida, oh céus é bom viver, é bom acordar todos os dias e ser assim agraciado pela constante beleza.

Olhava a Igreja de Fora e pensava que se ela for propriedade da Ordem, então seria como um autêntico retrato das coisas, como as coisas geralmente sempre o são, mesmo quando as relações que estabelecemos não são, nas vezes, nem próximas do que sucede no exterior.

Aquela Igreja é pequena e está deslocada para a direita de quem a vê de frente, em sua implementação no espaço que com outros edifícios circunda, como se tivesse sido feita ali por acrescento, de algo que já lá estaria antes, um pouco à Imagem que Trago e Tenho da Ordem em relação e na sua relação com as hierarquias, pois uma Ordem que Tem Tão Ricos Votos, deve ter tido certamente, por assim escrever, seus momentos mais tensos nessa relação por sua responsabilidade e iniciativa, que a mim sempre me pareceu a mais acertada, olhando o tempo em grosso.

Eu Sou Daqueles Que Sabe de Uma dívida Antiga, e Do Seu Agradecer e Quem Isto o Sabe, de Acordo, Age.

Pequena Igreja, Acolhedora Igreja, Plena e Pleno de Imensa Luz. Quem Pensou e Fez Sua Abóbora Celestial e suas janelas, bem sabia o que fazia, artes de homens pedreiros livres em seus ancestrais saberes.

Igrejas que são Locais que alguns vêem como privilegiados do Espírito de Deus. Igreja Que São Casas do Acolhimento e do Acolher, que já foram locais, no passado, até Sagrados no plano concreto dos homens, pois tempos existiram, que os foragidos, os que eram perseguidos pelas diversas autoridades e poderes feudais, ao entrar no círculo do seu domínio, encontravam protecção, ninguém os podia assim continuar a perseguir

Eram essas, nesse tempo, as regras do jogo no velho e caduco jogo dos gatos e dos ratos que os homens vêm protagonizando, desde o tempo em que se perdeu a conta ao próprio tempo.

Curioso tempo onde um criminoso podia nalgumas das vezes alcançar o refugio, a protecção e quem sabe a mudança. Mais lógico do que as prisões e suas virtudes no plano da regeneração Espiritual dos homens.

Regras, regras nos jogos da perseguição de uns aos outros, como a convenção de genebra que regulamentava as regras da rendição, a velha e antiga bandeira branca, a forma do tratamento em respeito dos direitos humanos do prisioneiros. Regras que como a realidade infelizmente tem provado não se aplicam a algumas das novas formas de expressão desta velha e de sempre mesma guerra.

E esquecendo que quando os homens fazem e vivem as guerras, quando a grande e pequena besta se lhes monta em cima à rédea curta e açaime ferrado, tudo acontece, a mais imaginável barbaridade, é por vezes concretizada, elevando um novo patamar no conhecimento humano do mal que ele próprio pode fazer

E Contudo Eu Respeito Os Acordos, Acho Que os Acordos São Para Ser Respeitados em Seu tempo de Existir ou até, que uma, ou ambas as partes, queira mudar o acordado e assim o apresente ao outro, não para o rasgar, mas para o melhorar, este é meu desejo, minha Fé, Meu Crer, Meu Querer, pois Acordos São Acordos, parte dos Homens Que São Muito Mais. E também mais vale um Acordo Que Nenhum e que Acordo é coisa Precisa e Boa e Bela de Se Fazer.

Acordos, Melhores E Maiores Acordos. Stop. Mundo Precisa-Os. Stop, Acordos Actuais e Actualizados, Dinâmicos como É a Vida, Acordos regrados em regra interna, que respeite, gera e amplifica a própria regra do impermanente no permanente, pois tudo é contínua mutação, tudo evolui.

Amor É Inte ligir, e Inte ligir e In ter ligar, mais no caso, Re-ligar , e Todo Isto é Feito e Operado Pela In te ligência, Capacidade de compreender a relação do um com o dois, se quiseres por outras palavras, entre mim e ti, conseguir eu e tu ver-nos e reconhecermo-nos em profundidade, leves das asas que voam, das asas que o espírito faz então voar, da amizade, do amor, do desejo de bem com o outro fazer, de dar as mãos e as capacidades, de aumentar o agir, e assim melhor e mais belo fazer.

Inteligência é um principio que põem os seres em relação, que lhes dá a capacidade de se reconhecerem pelo menos semelhantes num qualquer pequenino pedaço, pois se não, nem relação se estabelecia ou estabelece, e depois olhando progressivamente, melhor e ao pé, podemos ver essa semelhança a estender-se, a crescer, e chega o ponto em que na consciência é já maior a semelhança que as diferenças.

Inteligência é um principio que opera por criação e remissão ao que é igual reconhecido no distinto, é portanto um principio que opera por união entre distintas partes, que as trás juntas, por reconhecimento da semelhança, que as Une e pode-se então dizer que é um principio unitivo.

Inteligência é e Vive No Amor, Dele vem, para Ele vai, Nele habita, Nele Se Move, Pois o Amor é Unitivo
Trás Para Perto
O
Aparente
Afastado
Porque
Visto
Como
Diferente
Até
Mesmo
O
Zangado

Pois
Amor
Se
Entristece
Se

Alguém
Zangado
A
Seu
Lado

E
O
Amor
È
Coisa
Feliz
Coisa
Da
Felicidade
Da
Alegria
Da
Amizade


Entro na Igreja, pois sei de um lado de uma urgência que ali me conduz. Dentro de mim andam estranhamente misturados dois Homens Santos, suas memórias em evocação interna de mim, sobem-me com frequência aos campos da visão e sei porque o recordo, que acabei de figurar de uma certa forma um com atributos do outro, mas fez sentido ao fazê-lo.

Sento-me num banco de trás a contemplar e absorver a atmosfera, e a magnifica luz que Ilumina os Rostos dos que Ali Estão em suas rezas, e Que Banha a Todos. Mas meu sentir, está inquieto, pois procura algo, e não me deixa estar sentado muito tempo, e assim vou ver e falar com as figurinhas.

As figurinhas são imagens das imagens, tentam condensar de formas visíveis o Invisível e se são feitas pelos homens, mesmo que despotenciadas neste processo de mediação, por condensação num objecto que O Figura, não deixam de ser figurinhas, e então pode-se conversar com elas da mesma forma que com uma pedra, ou um quadro.

Assim experimento a figurinha, ou assim me experimento como pedra, assim a figurinha me experimenta a mim, a ver o que sai, a cada vez que acontece, o mesmo, quando falo com uma árvore, se bem que as arvores são geralmente mais participativas e expressivas em seu falar, mais próximas de um pássaro.

Pode-se falar com o que se quiser, basta olhar e dar-mos o tempo do olhar e se olhar muito a ver, de repente a figurinha anima-se, não que salte do sítio onde está nas mais das vezes, ou que venha dar-me um aperto de mão, mas existe um momento onde ela como que adquire vida em suas feições, de repente é quase como um ser, uma extensão do meu ser e de meu falar, sem contudo deixar ela de ser um outro ser, mesmo que o pense inanimado, pois sua carne diferente da minha, é sujeita a um mesmo baile que a matéria sempre dança.

Sua expressão adquire pela minha escuta significados e cambiantes emocionais, que se alteram com o meu diálogo, mesmo quando é interior e aparentemente só eu a figurinha o ouvimos. Em dialogo surdo ou cantado do pensamento, seu corpo, sua expressão, enriquece o significado e o significante.

Assim terá sido mais ou menos seu começo

Quem és tu
Eu me apresento
Digo-te da ânsia
Que trago em meu
Buscar
Que O Coração Busca
E Aqui
Estou
Que Me dizes
Tu
O que vejo em teu
Rosto
Com que
Emoção me Olhas
Para Além do
Meu Reflexo em Ti
Já não estou
Tão seguro
De ser a mesma
O que te fez mudar
O que eu mudei
Nesse breve instante
Para onde Olhas
Que Me Apontas Tu

E depois vi-o, de três quarto. Reconheci-o primeiro pelo fio com seus três visíveis nós, subiram meus olhos por seu corpo até sua cara e seu olhar e de repente percebi, uma outra faceta daquele Santo Homem, uma faceta que de alguma forma, quando mais pequeno, me afastava, e que de repente compreendo, Assim ficou mais completa a imagem do Santo em mim, mais completa se tornou a imagem dos dois.

Assim vou saindo e quando levanto o veludo vermelho da cortina, antes da breve escada interior, dou de caras com um grupo compacto de Italianos que a vêem visitar.
Mantenho o veludo vermelho em minha mão, e convido-os a entrar. A primeira Senhora a subir, me olha com alegria e me cumprimenta e assim com o olhar e a fala nos cumprimentamos. Das talvez trinta pessoas, só duas ou três é que baixaram o olhar, por mim, a passar, foram tantos os sorrisos.

Oh que bela simpatia, como nossos corações todos se aquecerão naquele, momento, como estava uma Luz Radiosa cá fora no largo, como a temperatura estava amena e doce.


Outras mesmas Igrejas, outros tempos, outros lugares, uma mesma coisa e suas diferenças, em coisas diferentes mas iguais.


O menino, num instante de jogo da apanhada dera conta que suas duas amigas desapareceram, aquilo ia já na contagem 357, quando finalmente percebeu que elas tinham dado, um sumiço.

Olhou à volta e não sabia mais onde estava, pois seu olhar só via os eucaliptos, a clareira com a estrada a seu lado, e assim começou a andar até que avistou uma casa muito alta com uma figura distinta das outras que até então, vira. Entrou pela porta, que dava a um corredor com um tapete vermelho, que apontava um Senhor vestido de branco que se encontrava ao fundo da comprida casa e assim a ele se dirigiu.

O Senhor falava para as pessoas que se encontravam sentadas e o menino em sua frente fazia-lhe gestos para tentar chamar a sua atenção. Por fim o Senhor irritara-se, lá interrompeu sua fala e perguntou-lhe em tom ríspido e zangado o que ele queria.

O menino disse-lhe, desculpe, mas eu estou perdido, perdi as minhas amigas e não sei como voltar a casa e quando acabara de isto dizer, elas reapareceram, pois tinham-no vindo a seguir, sem ele disso se dar conta, pronto está resolvido, desculpe, e lá saíram muito rapidamente daquela casa, pois o Senhor, não tinha gostado nada daquilo.



O homem entrara na Igreja para baptizar seu filho, não que aquele preciso rito de baptismo lhe fizesse mais sentido de que outros que conhecia, mas sua mulher assim o queria e ele decidira não se opor. Para quem não era baptizado naquele rito daquela especifica religião, o facto de o seu filho o vir a ser, era também uma forma de resolver uma velha questão que trazia dentro de si desde que se conhecia, pois a sua anuência resultara disso.

O Homem tinha consciência de si como um ser religioso, tinha uma consciência do Divino muito forte dentro de si, sempre a tivera, e de alguma forma era visível a outros que lhe conheciam um certo pendor para as coisas místicas. Toda a sua vida, era para ele caminho de espiritualização e assim com ele fizera a vida, vinha-o a espiritualizar, assim ele em seus passos se sentia.

O Homem sempre ouvira do melhor e do pior atribuídos àquela religião e sempre viu os homens prontos no julgamento, o que sempre lhe revelara como as feridas eram profundas, antigas e ainda se encontravam a sangrar. Ele próprio viveu episódios de tratamentos menos correctos, mas não guarda rancor por isso.

O Homem não vai julgar dentro de si a igreja, pois decide não o fazer, sabe que sua história está cheia de coisas mal feitas, outras bem feitas, outras ainda, assim assim, como tudo na vida. O Homem está cansado dos machados de guerra, dos esqueletos e do sangue, não quer mais guerras, quer paz, o Homem não quer abrir mais feridas, ou escarafunchar nas que vem de trás, o homem quer entendimento, quer um novo entendimento, um melhor entendimento, da vida, do que é necessário fazer para a proteger e assim agir e nada disto declara que se tornara amnésico.

O Homem acredita que enquanto aqui existe trás em si a possibilidade de ser o que é, e ele é um homem de paz, não quer o punhal, quer a rosa do entender, o Homem quer agir no curar. O Homem não se quer embrenhar na contagem do sangue que já correu, pois sabe que cada vez que o faz, uma mesma coisa acontece, o peso dos corpos mortos puxam-no para o fundo das águas escuras, das trevas, um peso para cima e não para baixo, que o mantêm imerso no triste circulo, circulado a ferro e fogo, pelas ignorâncias, as misérias, a violência e a vingança

Para ele, o facto de seu filho ser assim baptizado é um sinal dentro de si de paz e desejo de boa aventura e assim entra na Igreja, no meio da família alargada, muitos dos quais ainda não tivera nem tido a oportunidade de conhecer. Na penumbra antes da nave,


O Senhor no meio da multidão inquiriu-o com voz a resvalar para o autoritário, já sei que o Senhor não tem fé,

Pois olhe visto que ainda não nos tínhamos falado, informou-se mal ou foi mal informado, eu tenho fé, se calhar não se enquadra totalmente dentro dos vossos cânones.

Se não tem a nossa fé, não tem fé, Sim Senhor, percebo com pesar que assim é, em vosso olhar, pois assim me diz.

A conversa ficara por ali, o Senhor, virara-se bruscamente visivelmente irritado e lá fora entrando resmungando qualquer coisa entre dentes que ele não conseguia, do sítio onde ia, ouvir. Mas pensava, pensava para si, que estranho baptizado se está a preparar, a recepção do Espírito Santo, num ambiente tão pouco Santo.

Quando a Criança começa a chorar, o Senhor, que continuava em sua irritação diz às paginas tantas, oh que diabo, jura o homem assim o ter ouvido, pois mais ninguém ao lado auditivamente o confirma, mas na sua cabeça, nada daquilo era tão extraordinário assim, pois um Senhor que oficia Deus, Quando se zanga ou se irrita deverá falar do Diabo, assim descera o Espírito Santo sobre o Seu Filho e ficara ele a reflectir sobre aquela visão Divina que o Senhor lhe revelara, de Um Deus que vivia com um diabo.

Seus passos o fizeram dirigir para diversas igrejas num espaço curto de tempo, sentia que tinha de falar com algumas pessoas do que o trazia preocupado e queria averiguar se uma ideia recentemente lançada teria tido seu eco ou não.

Dissera-lhe a irmã para entrar pelo Senhor dos Passos, ele espantado pois tal não conhecia dentro daquela igreja e assim quando entrou, deu de caras com a estátua de Cristo, com seu dizer em baixo, a última queda. Gigante aquela imagem de Cristo, olha-o, olha sua cara e agonia numa mesma dor profunda que o atravessa, todo aquele sofrimento que ele espelha é espelhado por seus olhos que o vêem, como se fosse mais uma vez, de certa forma, um mesmo, ai Senhor, última queda, dizes-me tu, que é última queda, como pode ser se seu estou em uma das tuas casas, se és Tu próprio que aqui estás, que queda última é esta que me aguarda, mas que seja, se for essa Tua vontade, pois caído já estou eu, e caído me entrego a cair onde tu ordenes na forma que o ordenes, eu teu irmão, na profunda percepção da dor imensa do mundo, da alma imensa do mundo que escreve em sangue em meu peito, que corre em dor, e se espelha por vezes no céu, Sim Mestre, eu me entrego ao que vier, por Ti o Faço.

Depois em conversa com o Prior, dera conta da sua intenção pela paz, pelo diálogo entre as Igrejas, do que poderia fazer, de que forma podia ajudar, para ouvir em crescendo a sua insatisfação, que dizia, que essas matérias estavam a ser tratadas por quem devia, e que a ajuda que oferecia, mais atrapalhava do que ajudava, que tinha sido assim ao longo dos tempos, que muitos Homens que queriam ajudar só tinham feito trapalhadas, para por suave seu dizer, pois seu dedo indicador muito tremia em sua mão zangada, como culpando-o de tudo o que dizia terem feito os Homens que ao longo do tempo quiseram e agiram no ajudar do outro, na construção do saber, ou na atitude e acção da paz e do respeito entre os homens, independentemente dos seus pensamentos.

Levantaram-se os dois num mesmo ápice, determinado pela acção que não seria ele a julgá-lo, que não lhe dava mais um milímetro de julgamento, pois reparara em seu dedo acusador e julgador, deu-lhe a mão em súbito e breve aperto, para lhe destruir qualquer rancor com que pudesse sair dali, pois sabia que quando os corpos se tocam, tal acontece, e disse-lhe ainda, ainda recentemente o chefe daquela Igreja, tinha apresentado um pedido de desculpas, e que ele pelo seu lado as tinha aceitado e que ele sabia perdoar também.

Depois passando de novo pelo Cristo, ia em seu pensamento, perdoa-lhes Pai, que eles não sabem o que fazem e ajuda-me a perdoar esta violência de que mais uma vez a teu lado foi alvo, eu sei Pai, que é assim que o Mestre também ensina e aceito este seu ensinar e se foi andando em seu pensar até ao jardim serenar, perguntando-lhe ainda dentro de si, foi Pai, esta, a última queda?

E contudo sabia ele em seu coração, certeiro e seguro, ele era Amor.

…..

Saravá Madredeus


…..

Dias de revoltas surdas do cheiro da impotência, como certos dias do cheiro do Tejo.
Dias em que tudo parece vazio sem Sol ao fundo por cima de um monte horizonte.

Dias de frustrações diversas, que sobem por dentro, vagas contra os molhes, e
Tudo na mesma, o tempo passa ou não passa. Os muros, murados e caiados pelos homens ao lado da estrada fecham os horizontes a quem os criou, tentam delimitar os espaços do andar. Sobem os tijolos trepando uns sobre os outros, cabras cegas tristes de montar.

E contudo muitos dos muros sou eu próprio que os crio, pois se sou homem também, como os outros que o são. Metade do problema e da solução terá que estar então em nós mesmos

Vamos para melhor ou para pior. Dizes-me, que depende do ponto de vista da idade em que me encontro, que a partir daqui é a decadência inevitável e acrescentas à laia de conclusão, a partir daqui será sempre a descer, por isso para o paladar dos teus olhos será sempre para pior.

Achas mesmo, resigna-te tu então se assim o queres, pois eu de mim quero a ascensão ao céu na terra, pois é aqui que o vejo, mesmo nos dias longos em que parece que alguns me tentam fechar ao meu olhar, ou naqueles em que sou eu próprio que o fecho.

Alquimia, sempre alquimia, peneira das emoções, roda da água do moinho do Eterno compor do Amor. Eu pescador de mim a ter que desenrolar a linha da transformação, desfazer os nós, permitir que as águas corram fluidas de novo em direcção ao mar.


Será verdade, será verdade que alguns nisso andam. E mesmo que andem, minha passada é a minha própria passada, não choco de frente, não empurro, mas parece que há sempre um a tentar, um, deixa-me rir, muitos e depois, e depois, os passeios são largos, a relva tem muito para caminhar, se não for de mão com a tua, irei com a minha e de muitos outros, daqueles que preferem dar as mãos, e a da Vida Que Me Acompanha

Mas tu não sabes quem eu sou, não sabes se sou louco, se sou impotente, se falo muito e faço pouco, como se fosse só eu a fazer, mesmo que tudo isso fosse eu, pois estou sempre acompanhado.

Eu hoje acordei triste, olhei-me ao espelho e vi a cara do meu País. Fiz a barba ao nevoeiro, e vislumbrei um pálido e distante reflexo de um rei menino, ausente em parte incerta no tempo. Perguntei à lâmina, esta ideia, este reflexo, que o vento me trás, insistir nele, não é contribuir para adensar o próprio nevoeiro.

Império do Espírito Santo, Império do Espírito que É Reconhecido, Espírito do Ver e do Sentir, Que Vê o Visto e Com Ele Acerta, O Torna a Todos Comum.

Pulsa Coração Pulsa Coração Pulsa Coração Pulsa

Nos Homens Irmãos


Onde Estás Império, se não fora de mim, dentro de mim e de ti e ainda no permeio dos dois, respondeu-me então meu próprio sangue, declarando-me que nada mais conta, sangue de mim, a pingar de mim.

Hoje acordei triste, e olhando o espelho, nem mesmo me vi por entre a névoa do vapor das águas, nem sei mais se existo mesmo e contudo mexo em meu corpo.

Depois o vapor do banho, transportou-me a outro lado, outro tempo, parecido em algumas coisas com o tempo e o espaço de agora.

Os Hermínios sentem-se cercados pelo Império, ouço-os ao fundo, descontentes, a calarem suas dores e suas revoltas, perdidos no caminho por não saberem mais quais são os caminhos, como se tivesse subido uma névoa do Douro que cobrira de repente as pedras do chão, ofuscava a memória dos homens, da liberdade e da concretização da Liberdade em seus passos.

Os Hermínios não se reconhecem no sistema político e sua forma de organização, os partidos, pois são na sua maioria homens e mulheres bravos e livres, que acreditam em si mesmos, que conhecem suas forças, não necessitam na mais das vezes da protecção dos clubes, pois põem-se debaixo de Outra Protecção, a do Amor.

São bravos os Hermínios pois preferem dedicar-se aos jogos do Amor com seus Amados de que a reuniões estéreis, grandes confrarias ruidosas, que vão atrás de um só ou poucos pastores, que lhes fazem ámens. Um Hermínio Feliz é um Hermínio à Solta pelos campos, convivendo, rindo, fazendo justiça integral à vida, pois vive-a como uma Continua e Merecedora Festa. São valentes os Hermínios e rijos na festa, um pouco brutos e excessivos às vezes, pois me recordo de querelas na partilha dos despojos, sobretudo no tratamento das mulheres, em tempos idos do terceiro século, mas tem bom coração, como qualquer um que com Ele Ande.

E se os Hermínios são seres livres, que não gostam de entregar a sua protecção a clubes, não deixam eles pelo Amor em que andam, de gostar de andar acompanhados, são felizes assim, entre seus amigos, com seus grupos.

Assim os Hermínios tendem a não fazer em forma e método colectivo e ficam muitas vezes a ver o mal fazer e depois nasce uma impotência por aí acima no corpo, ai, e nos espíritos que se estendem na Alma do Lugar.

E contudo os caminhos da imaginação e do Amor aí estão, como sempre, é só preciso descobri-los e transformar então a raiva impotente e castradora em agir.

Nas últimas eleições apareceu um partido com uma designação muito curiosa se não fosse seu triste conteúdo. O partido da dor.

Porque partido, se a dor é coisa inteira que toca a todos?

Primeiro porque este sistema, esta constituição só permite que se candidatem a eleições, partidos, não se podem chamar outra coisa que partidos e os Hermínios são mais daqueles que acham que as coisas já estão demasiado partidas e o que é importante é colá-las.

Depois porque um grupo de cidadãos achou face a forma dominante como se trata e se vive este assunto, que era necessário criar e fazer concorrer um partido para tentar resolver este problema.

Deitaram em meu ver, também abaixo, um dos pequenos mitos, demonstrando que a inovação vem de qualquer idade e de qualquer lado, pois é fortemente previsível que outros venham a aparecer com expressões similares.

O partido dos engenheiros, o partido dos médicos, o partido dos arquitectos, o partido dos jardineiros, o partido do ambiente, o partido da banca, o partido das crianças, o partido dos jovens, o partido dos idosos, e o que mais se inventar, quando se perceber e acordar que para resolver os problemas é necessário resolve-los com quem os vive, com quem eles, dia a dia trata, sem descurar a harmonização das interdependências e garantido as viabilidades transversais, comuns ou colectivas.

Assim teríamos votos proporcionais e governos e assembleias constituídas por deputados de cada um dos grupos. Teria a vantagem de os cargos serem exercidos por quem deles sabe, ao contrário de muitos políticos de hoje, cujo conhecimento e experiência, na mais das vezes e ao longo das suas vidas, se resume ao do combate político e do tratar dos seus partidos.

Preferia um governo assim que um qualquer ismo, sem grandes sentidos e uma prática como a infelizmente a conhecemos, de isolamento no extremo de um ismo, um estar contra os outros em definição por oposição em vez de um estar com os outros.

Todo o organismo, toda a estrutura é um processo permanente de comunicação, maior harmonização se obtêm se todas as partes que o constituem, participarem, porque assim se o desenha, nesse continuo processo.

Um governo deveria ser de certa maneira uma agencia de comunicação, mais do que ter uma, pois não só é legitimo que ele comunique o que vai fazendo, mesmo nas vezes em que não faz, como governar, deveria ser antes de mais, o assegurar da permanente comunicação entre as partes, da sua fluidez, da existência de mecanismos e processos rápidos, transparentes, passíveis de análise e decisão constante em tempo real, no acordo de princípios transversais e verticais entre todos acordados, ou seja por maioria, dentro do sistema, como o temos.

Imagino todos os tipos de votos que os homens entre si acordarem, princípios que norteiam a navegação do mais pequeno.

Votos pela Terra Onde Todos Habitamos, e Pelo Mundo Onde Estamos
Votos pelo Amor Entre os Homens, as Flores, os Animais e a Terra
Voto pelas Crianças
Voto pela Saúde
Voto pela Educação
Voto Pela Cultura
Voto Pela Ciência
Voto Pelos Idosos
Voto pela Liberdade dos Seres Em Respeito Mútuo
Voto Pela Erradicação de todas as pobrezas
Votos Pelo Pão e Pela Riqueza
Votos Pelo Superavit
Votos Pelo Desenvolvimento auto sustentado
Votos pelo Bem Querer e Bem Agir
Votos pela Paz e Pela Harmonia Social
Voto pelo Repovoamento
Voto pela Criação
Votos de Amor

Imagino um voto, numa ideia de orçamento, um acordo sobre a hierarquia dos gastos e dos investimentos, que meta ordenasse os planos e as ideias sectoriais. Onde gastamos mais, se na Educação, Ciência e Cultura ou por exemplo na guerra, num pais onde é o próprio Estado, grande elefante branco, que consome quase todas as receitas.

Os governantes deveriam ser aqueles que integravam em respeito as partes, no supra respeito dos princípios orientadores acordado por todas as partes. Exemplo, onde vamos semear nos próximos cinco, dez anos, como e com vista a colher o quê.

Os governantes deveriam também actuar nos níveis comuns às partes, no sentido da acção propiciar o cumprimento dos objectivos traçados no nível comum e colectivo decorrentes do acordo entre os homens. Se calhar poderia separar-se em termos de votação as ideias, inclusive, dos homens.



O
Voto
De
Portugal
É
Voto
De
Amor
De
Mão
Na
Mão
Da
Ajuda
Do
Ajudar
Do
Respeito
E
Do
Respeitar

Amor
Amor
Amor


Os Hermínios estão cansados, desgastados e por isso lhes parece mais difícil dar as mãos e para que tal aconteça, tem que acordar cartas régias de princípios que os possam unir em torno de seu respeito.

Os Hermínios não querem protagonismos, querem a coisa pública bem orientada, melhores e maiores frutos, os Hermínios sabem que o verdadeiro poder, é o poder do bem-querer, do bem-fazer, de poder fazer o que se quer em liberdade e respeito e mesmo quando cansados se encontram, sabem que tal se faz dando as mãos, unindo as mãos e o ver dos homens, pelo acordo, que podem acordar com todos os que a ele estejam dispostos.

Também por esta razão, não quererão os Hermínios fazer organizações com vícios idênticos às que existem, se calhar nem quererão fazer um partido da união do bem-querer e do bem-fazer, e por serem inteligentes, farão as alianças que forem necessárias com todos, pois não funcionam em contra poder nas regras de poder, são mais do poder, poder para se fazer o que está certo.

Os Hermínios não tem medo do poder, nem do exercer, nem afirmam que ele sempre corrompe. Sua visão é mais do seu contrário, pois poder é poder Ser, é poder Fazer, É Agir e os Hermínios gostam muito de caminhar, não dão por isso tiros em seus próprios pés, salvo sejam todos dos tiros, não se dizem a si mesmos, que não querem ter poder.

Os Hermínios trazem em si toda uma outra forma de ver, que separa noção de poder das estruturas de poder, pois o poder é potência, capacidade de fazer, e a sua fronteira, sua análise e seu valor, residem no que nos move e o que nos faz mover, nas formas como se o usa, com que fins em vista e do seu acordo com o Real, no sentido de o corrigir e transformar.

Mas meia razão, reconheço na impotência e frustração dos Hermínios, pois é um facto que a aplicação e vivência do poder, nos círculos que se convencionam chamar de acção e consequência políticas, exercidos nos modelos e estruturas de poder, ainda hoje dominantes, traduzem um real contrário, o do corromper, o do pouco brio, o de fazer assim assado, o de fazer menos bem feito, o do fazer sem se saber para quê, suportado em que visão com que distância, ou mesmo o nada fazer, ou ser meros bombeiros do real dos dias, atrás dos fogos e em vez de ir na sua frente, prevenindo-os.

E contudo um Hermínio só é um Hermínio quando trás dentro si algumas certezas claras

Um Hermínio sabe da natureza da palavra, político, entende-a como gestão da Casa e Sabendo Que Como Ser, Ele Próprio É Uma Casa, Una, Que Habita Com Outras Casas, Unas, Numa Mesma Casa Una e Comum e assim diz sempre que todos os actos, públicos e privados são Políticos, todos eles e mesmo a ausência deles se repercutem na Vida das Casas, A Minha, A Tua, A De Todos.


Um Hermínio é mais do Com, do que do Contra, Um Hermínio Busca Parceiros, Cria Aliados, Age Para Os Melhores Consensos Baseados na mais Completa Visão, se os outros se emaranham em discussões sem fim, infrutíferas nas vezes, exercício de egos noutras, vem-se embora e aperta no entretanto o parafuso.

Pois os Hermínios, sabem e gostam de apertar parafusos, para isso olham para ele, vem que chave necessitam e aplicam a sua vontade em fazê-lo e Fazem-no e não é por isso que não deixam igualmente de gostar de conversar sobre as formas abstractas dos parafusos futuros.

Um Hermínio Sabe Que Tem de Exercer A Sua Paciência Na Mais das Vezes, Pois Já Viveu de Tudo à Volta da Questão do Com e do Contra. Já a Olhou de Seus Diversos Lados e Escolheu Um Dos Lados Pois Apercebeu-se Que Não Há Meio-Termo Nesta Matéria, Por Isso Precisa de Uma Paciência Forte, Pois A Vontade do Bom e do Belo, Esbarra Muitas Vezes Ainda, Em Seu Contrário.

Um Hermínio Sabe que com o Com, Aumenta e Estende Seu Universo, Dentro do Universo Infinito. Um Hermínio Sabe que com o Com, Aumenta-se a Si, Aos Outros e Ao Redor, Torna-se Assim Mais Consonante Com Sua Natureza Intima, Número Múltiplo e Infinito Até Onde For Seu Olhar.

Também Pelo Com, Um Hermínio Sabe Que Não É Tarefa Simples, Trazer o Aparentemente Longe para o Perto, Ou Desfazer, Transmutando Uma Dor e Uma Raiva, Em Acolher, Acolhimento, Sarar, Reencontrar, Reunir, De Novo, Aunar.


Longe para perto, fragmentado para colado, da sombra para a Luz, da Desarmonia Para a Harmonia, Da Guerra para a Paz e do Guerrear para o AmAr.

Amor É Respeito, Amor É Respeitar, Amor É Respeito Mútuo.

Um Hermínio Sabe que Cada Casa, Cada Ser, Cada Relação Entre Seres, É Um Continuo Processo de Comunicação Entre as Distintas Partes Que Participam na Dança e Sabe que é nos processos de comunicação e do comunicado, nas formas, nos modelos organizacionais, nas formas das estruturas que a suportam e também são, que Habitam os Problemas, pois um Problema com Outrem, é de Certa forma, Algo que não se está comunicando, ou que se está comunicando mal, pois algo deixou de ser reconhecido, por uma, ou ambas as partes.

Resumindo a assim visto e posto de uma outra maneira, um desencontro é sempre um mal entendido, da mesma forma que um confronto, ou aquilo que leva aos confrontos, é um tremendo conjunto de mal entendidos.

Os Hermínios estão vivinhos da Silva, Gostam Muito da Vida, cada Um À Sua Maneira, Alimentam-se do Amor e Assim Fazem-se Poderosos, Felizes e Contentes Em Seus Agires, Espelham de Si, Seus Próprios Corações que Lhes Devolve a Imagem Resplandecente. Assim Se Gostando, Gostam da Vida, e Tornam-se Assim Dínamos, São Inteligentes e Criativos, Trazem em Si o Com, o Aunar, O Imaginar Criar, O fazer das Necessárias Pontes e Respectivos Acordares.

Não Tem Medo os Hermínios De Não Possuírem a Inteligência Necessária Para dar as Voltas Necessárias Ao Assunto Bicudo e Fazê-lo Redondo, Primeiro Desatam os Nós e Depois Pela Descoberta, Pelo Puro Gozo e Prazer de Voar, Aí Vão Onde As Asas Os Levam.

E a aplicação prática disto, é saber que sabemos, porque às vezes, nas vezes, o Poder corrompe e é corrompido, e por disso andar-mos avisados, menos facilmente aí tropeçaremos e saber as coisas decorrentes, que existem estruturas, processos e métodos de Comunicação que os Proporcionam e outras não, pois o Comunicar assenta nas Regras do Comunicar, Daquelas que fazemos nossas.

Manipular é bom, porque se não os Hermínios não nasceriam com mãos. Todos os Hermínios Manipulam e não tem sobre isso a menor, dúvida, seria como duvidar que respiravam. Os Hermínios Usam as Mãos Para Cumprimentar, Abraçar, Acariciar, Ter Prazer, Dar Prazer, Para Apertar Parafusos.

Em Suma Manipular é uma delícia, um Atributo Humano e a questão remete para a forma como se usa a mão, pois ela está no Corpo do Hermínio.

A diferença é basicamente se com ela, pelo meu dizer, pelo meu agir, levo só a água ao meu moinho, ou se reconhecendo, que somos dois, terei que passar a pôr a questão de uma outra forma, pois estão presentes duas águas e dois moinhos e assim sendo, mais real será dizer, onde, como e de que forma, é que as aguas e os moinhos se podem encontrar.

Um Hermínio anda leve nos braços do Com, levado pelo Vento do Aunar e assim sendo, a andar, correr, pular a falar ou sentado em silêncio, Vai Leve e Prestimoso Na grandeza de Seu Coração. Vai Correndo Ajudando à Esquerda e à Direita e ainda em Outras Direcções e Dá-se, Dá-se por vezes, inclusive Aos Que Espremem Os Corações Alheios Em Provimento Só Próprio.

Por Isso Um Hermínio Só É Hermínio Depois de tropeçar. E Então Que tropece, Que tropece O Mais Depressa Possível, Para Mais Rápido de Novo Se Endireitar E ficar Com Mais Tempo Para Caminhar. Para Isso Tem Que Curar Suas Feridas, Se as Houver, Lambê-las Como Fazem os Animais Feridos, à Lupa do Seu Coração, de Seu Sentir, Do Seu Saber E Do Seu Não Saber, Que Se Faz Sabido, Ou Relembrado.

Um Hermínio poderá trabalhar com todos, bater a todas as portas, dizendo, cheguei aqui estou para ajudar, mas são muitas as portas que hoje se fecham aos Hermínios porque os Hermínios, são homens livres, que gostam de andar livres, que acham que é sendo livre, que melhor pertencem e participam e contribuem para o todo, no colectivo.

Um Hermínio poderia ao limite, palavra que o Hermínio não gosta muito de usar, pois evoca a ideia de que as coisas são sempre como são ou se apresentam, pertencer, a todos os partidos, todos os clube de futebol, heresia suprema ao coração, ouço os clamores dos que clamam ao fundo, Pertencer a Todas as Tendências, Englobar Todos Os Modos Diferentes de Ver, Respeitar Tudo.

Um Hermínio radical livre em ascensão poderia Imaginar um governo, ou melhor, uma forma de governo, onde todas as tendências participassem, onde todas as áreas da vida, que necessitam do cuidar dos homens em seu dias, estivessem sempre presentes, no que houvera a cada um de participar, sem com isso perder a Estrela Da Manhã, A Bússola, O Compasso do Mais Geral.

Os Hermínios São de Todas As Cores, Formas e Feitios, Gostos e Sabores e Por Isso Andam Contentes, Oh Diversidade da Vida, Oh Pujante Vida, Oh Exemplo do Distinto E Semelhante de Mim. Os Hermínios nem se chamam em todas as vezes, Hermínios, Tem Outros Nomes E Estão Por Todas As Partes E Amam E Respeitam A Diversidade, o Distinto e o Diferente, Sem Nunca Perder de Vista Seus Corações No Coração.

E depois como é que um sistema que assenta nas regras por ele definidas, pode mudar as regras, dizes, e com alguma razão, pois se mudar as regras, muda o próprio, e seus agentes, seria como retirar a si mesmo o que tem, porque sempre o teve, difícil e improvável abdicação.

Mas a porta está aberta, existe uma porta aberta, a capacidade de grupos de Hermínios, preenchendo alguns requisitos em número e identificação poderem submeter propostas de lei ao parlamento.

Ao limite poderiam apresentar uma lei para mudar a própria constituição no que viessem a acordar necessário, dizes-me então, mas achas mesmo que os partidos a votariam, e eu a responder-te talvez, dependerá do número de subscritores, pois se eles somarem ou ultrapassarem o necessário às revisões, seria coisa curiosa, ver se os partidos não a acabariam por votar, se é que os homens que os constituem, ainda contra se encontrariam, se não se lembrassem no entretanto do fazer todo isto que também são Hermínios como todos o são.

Os Hermínios não são contra ninguém, e são múltiplos em seu Ser, podem mesmo pertencer a partidos, a clubes de futebol, terem ou não terem fé, viverem ou não seu lado divino, ou mesmo dizer que ele não existe, pois se és do partido, podes ser também do Inteiro, pôr o inteiro acima do partido, só isto, não um por exclusão do outro.

Mas isto é o pensar limite, em relação à porta que o sistema tem aberta. Podiam os Hermínios que assim o quisessem, fazer entre si, estados gerais ou novas fronteiras, ou cortes, conferências do casino, ou o que se lhe chamar.

Um por área e outro para fazer uma síntese. Se no grupo existirem especialistas em lei, podia-se então, formular leis axiomáticas, cartas de navegação com as rotas acordadas, com valores e escalas, textos curtos, claros e concisos, pedras basilares, visões partilhadas e feitas comuns, planos de acção, formas de os fazer.


Começando pelo chão, ou mesmo pela raiz do real, das coisas que não estão bem, das que funcionam em seus modelos mal, ou conduzem a maus resultados. Relembrar aquela meia dúzia de básicas regras do relacionamento, que te recordas da tua infância, e que permitiam a felicidade. E transpô-las para o adulto que és no mundo dos adultos que conheces.

Abertura
Gentil
E
Gentil
Abertura
Respeito pelo que Vive
Respeito por todos
Pelos mais novos
Pelos mais crescidos
Pelo mais diferente
Cuidado
Gentil
Ajuda
Protecção
Amparo
Quando
Assim
Preciso
For

Com
Em
Vez
Do E
Não
Eu e Tu
Eu
Contigo
Tu
Comigo




Na legolândia, as cortes eram feitas por iniciativa dos cidadãos, a partir dos seus espaços de saber, não eram como as convenções que hoje conhecemos, demoravam tempo, quando um grupo de homens ao olhar para seu terreno comum, chegava à conclusão que se acumulavam muitas coisas menos bem feitas, o que pressupunha já em sua enunciação, a existência de uma visão nascente de modificação, reunia-se então com outros pelo tempo necessário para resolverem as questões e às vezes aquilo demorava.

Um mês de debates, trabalhos para casa vários de premeio, alargar a troca de olhares a outros actores, ver da integração no resto e no todo do organizado a funcionar, até planos como a chegada a Vénus, que eram acompanhados constantemente por esses grupo de homens ao longo de vários anos, eram as situações que melhor ilustravam o velho ditado, Roma e Pavia, não, se as fez, num dia e ou leglotas, eram gente avisada, não gostavam de correr por cima dos assuntos, pois sabiam das desastrosas consequências de tal agir.

No tempo em que havia ainda partidos como hoje os conhecemos, as primeiras cortes, aprovaram a criação de um fundo que prouvesse à organização e acção dos homens que não pertenciam a nenhum partido, que na realidade era a maioria dos homens. O primeiro valor foi ponderado por média daquilo que os partidos recebiam do estado, ou dos bolsos de todos. Basicamente o fundo destinava-se a ter um pavilhão de congressos em permanente disposição, com as estruturas produtivas que lhe estão associados, alimentação, estada e diária, uma central de comunicação, campanhas e espaço variados de antena nos media.

E contudo havia também outra versão da história dos Herminios que apontava que o primeiro financiamento, tinha sido feito inicialmente por eles mesmos, pois não conseguiram tal apoio obter.

Um dia repararam que entre as cortes e a assembleia já não existia diferença, pois os deputados participavam nas cortes como homens individuais, lado a lado, e assim ficou para a frente um ou outro, pois dois era mais oneroso.

Recordavam com orgulho, aquele dia em que pela primeira vez um secretário-geral de um Partido, lá chegara, sentando-se ao mesmo nível que todos, sem prerrogativa alguma de ter ou de ser em maior espécie ou género, só se representando a si mesmo e a nenhuns outros, e lado a lado, a um mesmo nível de analise, discurso e ser, com outros se sentara. Todos ficaram encantados com o enorme saber que de repente lhe descobriam em áreas que nem suspeitavam, afinal tinha dedos bons para juntar as peças do lego, tão bons como um outro.

Depois aprenderam com os da Potagónia, a fazer rotas, eram exímios mestres do inovar, cruzavam as mais diversas realidades e produziam sincréticas visões que a muitos se tornavam Verdade e quando isso acontecia, então sabiam os leglotas, como os patagónicos e todos os outros homens, o mundo dava um pulo e avançava como um bola colorida nas mãos de uma criança, como escrevera António Gedeão.

Aprendiam a fazer, fazendo e depois de feito lá iam de novo a suas vidas, pois a vida não era só aquilo para eles, e no fundo o que eles gostavam era mesmo de resolver bem e no mais curto de tempo possível.

Tinham os Hermínios antes de tudo isto, acordado num conjunto de formas de saber quem eram, de se reconhecerem, e de comportamento, entre eles acordado.

Não queriam os Hermínios que estas novas forma de fazer e resolver as coisas tornassem a repetir os mesmos erros das anteriores, pois se o homem é homem a propensão para as causas que levam as asneiras, não se erradica de um dia para o outro, é trabalho de muito tempo, seu outro nome, ignorância.

Também sabiam porque bem observavam, que eram precisas definições mais claras do que é servir a causa pública, e das suas consequências pragmáticas na forma de o fazer.


Encontrara uma noite de verão, Viriato e seu Amigo Merlin em Lisboa.

Vira-o mal entrara na porta. Eram seis horas da manhã, entrara na tasca por detrás da Ribeira, onde vão parar, todos os náufragos da noite, e os trabalhadores do mercado que se preparam para um novo dia de trabalho. Há sempre uma sopa, um prego no prato, uma sandes de torresmos.

Lá estava ele com um seu amigo, estranha figura, muito magra e alta, com uma barbicha e um singelo chapéu a seu lado. Eram diferentes, aqueles dois sentados numa mesa ao fundo, como se de algum modo se encontrassem à parte, no meio daquela gente, alguns tão entremelados pelos vinhos, que já roncavam com as cabeças na almofada dos braços cruzados nas mesa.

O Viriato era um chefe sem tribo. Viriato poderia estar ou ter estado em qualquer dos grupos, ou em muito deles, alguns dos quais o desejariam por seu grande valor. Mas Viriato era dele mesmo e de Deus, também se dava com todos e era visto como um homem justo, ou seja, capaz de julgar com justiça, ou seja em verdade e isso granjeava-lhe sua reputação como homem que sabia medir as coisas com peso, conta e medida, em palavras lidas mais recente, que recordam dito antigo, extrair o presunto até ao osso do dito e deixá-lo limpinho, a reluzir

Sentei-me perto de sua mesa e ouvi comentar com seu amigo.

Os Hermínios aqui nesta terra, reunindo todas as tribos são pelo menos setenta mil, muita e decisiva boa gente, mas as trombetas do conclave, trouxeram respostas de nãos por parte de alguns chefes, alguns chegaram agitados, tão agitados que eu nem como chefes os reconheci.

E acrescentou,

Percebendo todo o fogo-fátuo que meu ser lança em seu passar, gostava de lhes ter dito, não se tratar de braço de força nem de exacto retrato e recordar-lhes que eles são sempre interactivos, fruto do encontro e da forma do encontro. Que lhes ficasse claro, uma coisa, que ele não tinha nada a reclamar, pois sua natureza é sozinha, chefe sem tribo, que não reclama, pois sua natureza não é do reclamar, que cada um o veja e aceite como quiser, liberdade por ele garantida, nada a convencer ou converter, mais do encontro e da ajuda e do ajudar e se não, adeus, passe bem, até à próxima se a houver e é sempre bom cruzar de novo alguém que bem queremos.


Quando se foi, deixara cair uma folha com sua lavra que então eu li e que assim aqui vos deixo como nela rezava.

Perdoem-me de passar mais uma vez a vossos olhos, como pobre e mal agradecido, pois se pobre sou, com muita honra e pela honra e não pretendo para mim próprio mais do que o necessário, no ponto onde me encontro, sentado a escrever na vida, uma mesma camisa de linho em amor de donzela trançada, me serve até ser conveniente por seu gasto, mudar.

Perdoem-me de ser só aquilo que sou e nada mais, nem aquilo que não sou, porque não o quero assim ser. O que por vezes vós vedes como gestos de ser abruptos, distanciados para o por suave, desinteressado dos outros, da vida, egoísta, egocêntrico, e tantas coisas mais, são só reflexos a vossos olhos de mim, não necessariamente aquilo que sou

Meu amor, meus amores, porque tudo o que vejo amável, é acto de amor, e meu coração que é grande do tamanho do mundo inteiro, como não poderia então amar o amor, a ele se entregar, em seus braços bailar, como se poderia virar de lado, fingir-se desconfiado. Como se fosse cego, coisa que os corações nunca o São.

É também verdade, como sabeis em vosso intimo, o coração radiante, que a vida é infinitamente maior que cada um de nós, e que o Amor que Gera a Vida, Abriga a Vida e que assim Seus passos conduzem alguns por mais invulgares caminhos e por vezes é certo, a mais invulgares comportamentos, a olhos outros.

Homem que é sempre projecto, homemprojecto, seu verdadeiro nome, sempre em expansão, no seu crescer, no seu decidir e no seu agir, como Estrela radiante e à imagem e semelhança de uma, iluminando universos e novos versos sem fim, grandes e inteiros na inteireza de ser de uma Estrela.

Oh encantos dos meus olhos mil, serenos voares em doces palpabrejares, lagos de encantos doces, praias de areia doirada, onde me sento e descanso em teu regato, encanto companhia, companhia encantada, que tecem as mais belas histórias de amor, no recanto que És, Senhora, quando assim a mim te ofereces.

Mas encanto dos meus olhos, às vezes, a vida é cruel, e acrescentava, mas a maior crueldade é, os que Amamos, não poderem saber a Verdade e a Grandeza do Amor que Lhes Temos.

E contudo o manto que cobre o homem é negro também, e lá puseram, mil nomes, que correspondem a mil faces dos homens, coisa que é de não levar muito à letra, porque uma cara, seja de homem ou de um cão, está sempre a variar, como o homem varia, donde não será difícil de deduzir, que serão mais de mil no tempo da vida de um homem, já que o homem se move e interage com o redor e o redor com ele.

São idênticas e diversificadas em todo o comprimento da Beleza, que como todos sabemos é Senhora Muito Alta, Alguns mesmos, que sempre existem, se atrevem a dizer que nem fim terá, quando ela assim o deseja e faz acontecer, ou quando a assim a acarinhamos e transportamos.

Mas se os mil nomes que esse homem transporta são verdadeiros, no sentido em que esse homem os viveu, de alguma forma os experimentou e porque a Vida assim o Quer, então diz-se desse homem, que ele conhece verdadeiramente seus irmãos e se for a intenção de Amor, do Amor que é Justo, como o Amor sempre o É, que lhe norteia seus passos que a Vida Lhe dá a Passar, será esse homem bem aceite e estimado por muitos, muitos solicitam tal homem, suas habilidades, seu saber, oferecendo acolhimento e protecção de suas casas em suas tribos.

E assim acabava o seu escrito papelinho.


…..


Ah
Assim
Fenecem
As
Flores

Não
Se
Desperte
A
Besta
Da
Revolta
Senhores
Pois
É
Isso
Que
Fazem
Sem
O
Saber

Presumo
Eu
Fora
Do
Julgamento
Do
Julgado
Do
Julgar

Assim
O
Espero
Que
Seja

Santa
Ignorância
Daquela
Que
É
Santa
Porque
Não
É

Nem
Mal
Faz

Ignorância
Como
A
Minha
A
Do
Asno
Que
Sou


Brincamos
A
Quê
Com
Coisas
Sérias
A
Brincar


Fala o silêncio, daqueles que não foram fadados pela inteligência, ou não os deixaram aprender, daqueles que não singram nesta vida, nestas formas com estes valores, porque não os aceitam, não querem ser assim, não querem assim viver a vida, estas noções de realização e sucesso, do salve-se quem puder, não importa para o outro, com que custo.

Fala silêncio, daqueles que não são visíveis como aqueles poucos que tornamos visíveis ao olhar comum e que assim se agigantam como sobre eles por vezes queremos fazer, agigantar nossos pedidos, súplicas de desespero, na esperança da confirmação, do que já se sabe, pois assim o tem sido na mais das vezes, arrisco dizer, com face no chão, olhando o chão em vergonha, e sentindo a besta da revolta agitar-se, perigosas águas que não quero despertar, que não são para despertar, como sabem os homens avisados da sua força.

Ah homens que se esqueceram de duas coisas que conduzem os homens à revolta, e que quando assim se tenta submeter alguém, só se cria a semente da revolta que por vezes leva à violência, Como se o pode esquecer em nossos passos no dia a dia, já não é preciso recuar à história, nem dela saber, é assim, os dias de hoje, basta olhar em qualquer direcção e sempre isso se vê. Ah Homens, por que ainda não o apreendeste

A primeira, a mais velha, a asneira mais básica, a pior cegueira, o mais estúpido agir, o mais gago, o mais coxo, o mais burro de brincar.

Tentar calar a consciência alheia, pois a revolta é proporcional ao calcamento, quanto mais pisa a bota, mais se abre a alma, mais grita o espírito.

Poderoso verso, eu aqui te conjuro, podem prender meu corpo mas não podem prender meu espírito e a Alma

A segunda, mais velha ou tão velha como a primeira, filha e pai da primeira é a hipocrisia, pois quando a hipocrisia salta a terreiro, fazendo sua entrada na dança, é como um vento que alerta e se espalha e revolta de pronto os corações dos Homens que andam com os Corações acertados, que pretendem ser justos em seu agir, que pretendem ser justos no seu agir com os outros.

É um fogo que se espelha, que se espalha nos homens acertados que andam com os corações acertados, que leva a que sua pele se erice perante a injustiça ou a prepotência.

Homens que quando com estas situações se cruzam, na mais das vezes actuam, não se enredam em dúvidas do pântano das inacções, e saltam a terreiro, em defesa dos agredidos, pois são homens que conhecem os homens, que vem a diferença das forças em presença e instintivamente se põem do lado dos mais fracos, nas situações em que o forte abusa, tudo isto para alem e aquém dos juízos de valores, que são sempre posteriores a esta reacção instintiva dos homens acertados com seus corações.

Homens que não defendem a via da força, do confronto, do espezinhar com e sem confronto, e de seus consequentes abusos, que a tentam evitar, pois são homens que tendem a mediar, a separar quando é de separar para depois unir, pois esse é seu, rumo, seu Norte em seus passos.

E se estas duas razões são engrenagem universal, dos ventos e fogos, os concretos nos corações dos homens aqui, as coisas são diferentes, pois se a capacidade incendiária é potencialmente uma mesma, mas nem todos acendem o mesmo da mesma maneira e todos tem distintos saberes em seu fazer.

Até onde estendes teu conceito e tua vivência de irmandade, somos de facto todos iguais, ou alguns são mais iguais que os outros

Será que todos têm as mesmas capacidades e oportunidades

Como devemos proceder face àqueles, que tem menos ou nenhuma capacidade de contraditório

Fala silêncio, daqueles que não são poderosos, que não se podem ou não sabem tão bem se defender, porque não tem dinheiro para pagar a sabedores advogados, que o mais que arranjam é um estagiário, quinze minutos antes, a começar a perceber o caso, à luz do que ainda pouco percebe, arriscado número de circo, bem como andar no arame, em que nos pusemos, nós que pugnámos por uma igualdade de tratamento entre os Homens, em que dizemos e afirmamos e dizemos que assim agimos, como poderemos tranquilizar nossas mentes, nossos corações ao saber, que assim vazamos no real dos dias e do tratamento real entre os homens.

Fala o silêncio da pergunta que ficou silenciosa, de que parece que no sistema da justiça, tinha resultado um saldo positivo e se assim foi, porque não se aplicou de imediato esse dinheiro em garantir bons advogados a quem deles precisa e não os pode pagar, pois uma das infelizes traves é a realidade de existirem duas justiças, uma para ricos e outras para pobres, uma para os poderosos, outra para os fracos, assim muitos o percepcionam porque o vivem.

Difícil, a capacidade real de contraditório de um que assim se encontre.

Não é trave da justiça, a igualdade no tratamento, independente da condição ou do dinheiro. Não é a justiça vendada à aparência do homem.

Liberdade e censura são como dois extremos de dois pontos que atravessam os homens, seus pensares e seus agires, quando se vai muito para um lado, quando se estica um o outro costuma vir atrás, até ao dia em que assim não for, porque tanto um como o outro se encontram a bailar em equilíbrio em cada homem e entre eles e os outros seres.


Eu sempre vi situações e acções de censura ao longo da vida em Portugal. Não só as vi antes do 25 de Abril como depois e fui nalgumas vezes confrontado com elas.

Antes de as viver, vi vivê-la a geração de meus pais e sobretudo sempre vi os Hermínios, gente livre e sem clube, como os mais, por ela afectados, pois este Pais está cheio de pequenas retículas sobre retículas de organizações diversas, de todos os tamanhos e feitios, interesses de todos os feitios, que aqueles que preferem andar mais sozinhos, por não sentirem que é assim a vida, são nas vezes marginalizados.

Em termos prosaicos se não és do partido, não progrides na carreira, na empresa, sobretudo se ela for pública, pois aí, a relação e mais próxima, mais envolvente.

E que todas as retículas existam e continuem a existir, mas sem existir para combater a do lado, mais dar a mão, garantir que se respeitam todas, se dão mútuos ares para respirar e viver, para poderem ser, verdadeiramente ser, no que são, não por oposição.

Quantos valores, quantas ideias, quanta energia, nos demos ao luxo de pôr e desperdiçar nas prateleiras ao longo das gerações porque não é cá dos nossos, não nos jurou fidelidade, donde não é confiável, quando a realidade aponta nos mais dos casos, seu contrário, que são esses, os que não tem esse tipo de dependências, que são os mais confiáveis.

Eu sempre vi estranhas dependências entre os poderes políticos e os negócios, quanto mais não seja porque os negócios são feitos por humanos, coisas que os políticos também são, e por essa razão mais separados se calhar deveriam andar.

Talvez se o politico fosse o que serve, mais que, o que é, servido. Talvez se o politico tivesse noção das gentes do País, talvez se o politico como servidor fosse o primeiro a fazer os sacrifícios quando a situação não vai boa, pelo menos assim aumentaria sua credibilidade e adquiriria simultaneamente uma boa motivação para a real correcção.

…..


Na potagónia, a situação está preta, cerca de 20% da população está no limiar da pobreza, o que equivale a dizer, viver com menos do equivalente a dois euros por dia.
Os deputados saíram para a praça no meio do povo e um falou e disse.

Irmãos, esta situação não nos deixa dormir bem a nenhum de nós, nem trazer os corações tranquilos, a visão que os potagónicos tem do outro, é de respeito e de ajuda e não podemos deixar que assim aconteça.

Agora mesmo decidimos, reduzir em 75% os nossos salários, por um período de três meses, que aqui nos comprometemos, os bastante para resolver esta situação e se tal não acontecer, como sabem todos, pois a regra mantém-se, nesse dia, deixamos o cargo à vossa disposição, que sejam por vós nomeados outros e contudo sabemos, que se a situação aqui chegou, não foi só por nossa responsabilidade.

Há algum tempo atrás, numa outra altura do saber e do fazer público, em situações menos desafogadas, um dia, os potagónicos decidiram mudar as coisas e definiram então que os salários dos que serviam os outros, que tinham funções públicas específicas, por assim dizer, pois todos as tinham, era definido pela média de todos os salários do país, nem mais nem menos, e que este mecanismo tinha sido usado para separar as águas, pois seu baixo valor, afastava de imediato os que queriam mais e que assim por vezes, usavam o poder inerente as coisas públicas para, por assim escrever, para mais seu proveito único.

Tinham ficado para servir, aqueles que acham que servir é sua função no mundo.
Tinham ficado para servir aqueles que não queriam para si, aquilo que muitos outros ainda não podiam ter, no plano material das coisas da existência do correr dos dias.
Tinham ficado para servir, os que nisso encontravam sua razão de viver, não os que servindo, mais se serviam, pois para os primeiros, ser servido, é servir

É bom lembrar a quem já se esqueceu, que a Potagónia, é um sítio muito avançado, as pessoas vestem de todas as cores e já não existem adereços dominantes em número como as gravatas que se viam no século passado, os mais altos dignitários andam em pequenos carros não poluentes e económicos, e já há muito tempo que os homens não se julgam nem se auto avaliam em função dos objectos ou do dinheiro que tem.

É bom também lembrar, que o tempo dos mandatos não era na Potagónia uma questão pertinente, pois os potagónicos gostavam de andar entretidos com muitas coisas e assim o tempo que dedicavam ao bem público era só, o que era necessário e seu tempo era definido pelo tempo necessário para compor e acordar, o que se apresentava imperfeito, inventar as formas que a coisa bem funcionasse ao longo do tempo e depois, e depois, a coisa funcionava quase em piloto automático, cada um cumprindo a sua parte no dia a dia, sem grande necessidade de um controlo central activo e constante no tempo, pois a fluidez e a transparência dos sistemas das coisas dos fazeres e dos afazeres, isso mesmo, a todos e a qualquer momento garantia.

Já os potagónicos tinham compreendido e acordado em seus corações ao longo do tempo, que mais inteligente era fazer com e não contra e portanto estas tristes motivações, que noutro tempo aconteceram, já se tinham de vez ido.

E depois, sendo a Potagónia muito rica, chegara a esta situação, num mundo, onde ao lado, num mesmo tempo, as coisas se apresentavam bem pior.


A mesquinha concorrência entre pares, que em vez de se dedicarem a promover suas naves e a nave maior comum, preferem passar o tempo a torpedear as do lado, das mesmas gentes, seus próprios irmãos, pois a visão e o saber são pequenos, para voos sobre céus mais largos, que por o serem, lhes retiraria em definitivo qualquer sentimento de falta de espaço, de claustrofobia, ah se sonhassem ao menos quão maiores e mais belos se podiam tornar, se sonhassem como seus corações bateriam de felicidade do bem querido e do bem feito. Quão mais fácil seria a vida de todas as gentes, visão da alegria.

Pensa, mas pensa bem, pois do pequeno se faz de mãos dadas o grande, assim se torna mais fácil e o pequeno maior, e nós somos pequenos por natureza e tradição ambiental, por assim dizer, vivemos num país pequeno num mundo grande com muito maior riqueza que nós, e ainda com a agravante de não a usar-mos, nas vezes das melhores maneiras.

E um homem que não pode conduzir seus negócios porque não presta vassalagem por essas razões, não é então um homem censurado, como é burro quem o censurou, pois se esse homem tivesse produzido o que podia ter produzido, uma parte teria revertido para Todos.

Tanto é o contrário a Iniciativa Individual, nos negócios, estruturas ausentes que por mãos dadas lhe aumentem o peso, deficiente comunicação entre diversos níveis do estado e quem empreende, tanto que torna quase impossível tentar ser o que se quer neste domínio, como se a realidade estivesse sempre a fazer tropeçar, a convidar à desistência, soprando incessantemente, desiste, não vês que sozinho não dá, pois isto só dá para os que estão organizados em seus grandes pesos, com múltiplas conexões entre as distintas retículas de poderes vários que espartilham as acções, os territórios e os fiéis.

E organização deveria ser coisa mais do neutro e do activo facilitador, dar para todos, não só para alguns, que assim vivem nas vezes às custas alheias e do alheio.

Este País não tem a vastidão e o número da América, aqui a escala continua mais provinciana, toda a gente se conhece, cabem todos na palma da mesma mão e são muitos os que andam sempre nas palminhas e o mercado tem nas mais das vezes, o nosso tamanho das nossas mãos e das palminhas das mãos em que uns andam, outros às vezes, outros não.

Todo isto são formas de censura e depois, que é mais antes, existem muitas questões em torno e na base destas matérias que nem sempre são hoje claras, fruto da mutação que se opera e se vive.

Acções doiradas, que mesmo em situação de minoria no capital, em concordância com os preceitos que regem as sociedades, permite-lhes grandes poderes, nomeação de administradores, imposição de linhas estratégicas de acção, mas se assim o é, em termos práticos muitas vezes tal não tem sido fácil de fazer, ou não existe noutras mesmo vontade o fazer e ainda noutras se calhar nem ideias orientadoras existiram, para serem avaliadas e prosseguidas.

Se um grupo, ocupa pela dimensão em que se torna, uma fatia considerável do mercado, poderá assim pôr em causa, a liberdade de outros relativa a esse mesmo mercado. A liberdade dos outros pode ser assim afectada, por estrangulamento económico, impossibilidade de vingar financeiramente o seu projecto, porque a quota que resta de fora da alçada de quem tem a maior, já não chega para ele e para os outros que se apresentam a jogo, ou e também porque aquele que tem a posição dominante a utiliza para moldar regras, por exemplo baixar determinado preço de uma mesma oferta, que inviabiliza financeiramente a oferta alheia e consequentemente a sobrevivência dos outros e é por estes considerandos que os estados e os governos produzem legislação e velam sobre o acordado nestas matérias.

Em suma as regras da concentração e do que se acorda como justas regras de concorrência, que pressupõem, como sempre, por detrás, uma visão, uma ideia de caminhar e do que esse caminho valoriza, valorizam uma ideia de liberdade que deve ser garantida.

No outro lado da balança do mesmo paradoxo e sintetizando, pode-se dizer que numa economia e num mercado global, felizes serão os países que tiverem empresas com a dimensão para nesse tabuleiro jogarem, o que no caso do nosso tecido empresarial, corresponde a 5 % desse universo. Se nisto concordar-mos, que serão felizes os países que as tiverem, pois podem ser agentes, motores, ancoras, e fonte significativa de receitas, a gestão da concentração e concorrência, ou liberdade e segurança, se se preferir, tem que assentar numa regra dinâmica entre os grandes e os pequenos, onde nenhum seja atingido em favor de o outro, pois só assim, nenhum se torna mais pequeno, e a ideia, espero eu de que, é que todos se tornem maiores até onde for sua natureza, e maiores assim nos tornemos todos como colectivo, como país.

Pelos vistos a equação não está a funcionar muito bem em diversos níveis e já em meu ver pelo menos há uns doze anos, altura em que se verificaram os primeiros sinais e movimentos tendentes a essa circulação, não é de ontem, nem foi de repente, e não foi um ou outro erro pontual, que permitiu chegar onde hoje se pensa ter chegado. Tem sido mais à mal-portuguesa, do pensamento dos mecanismos das coisas, sua efectiva funcionalidade e impacto, melhor será dizer, da sua in funcionalidade e pouco impacto e das benesses que foram sendo concedidas ao longo dos tempos, por um ou por outro poder politico enquanto governo, e que me recorde, todos os têm feito.


E se bem que temos leis que regulam estas matérias, concentração, liberdade de pensamento e de escrita, temo-las muito imperfeitas, como todos disso se deram conta há já muitos anos e o problema é que não se corrigiram em tanto, aquele que é necessário, para que as coisas funcionem melhores.

Recordo uma vez no senado, década de noventa, século passado, jornadas de reflexão da Alta Autoridade para a Comunicação Social e eu menino em mim de mim, a começar como de costume a ver as coisas pelo se nome, que é aquilo que diz da sua natureza.

Alta Autoridade, Alta porquê, e se havia uma Alta, haveria Outras Baixas, o que apontaria para que umas teriam mais autoridade que as outras? E todas estas questões lá foi inquirindo-as, pois os nomes que os homens põem nas coisas, revelam se bem olhados a natureza das coisas na forma como ela é olhada. Até Hermes em seu dizer, o que está em cima é como o que está em baixo, e o que está em baixo é como o que está em cima, veio ao baile, mas a realidade é que a AACS, como quase todos nesse tempo concordavam, já não se encontrava mais apta para a sua função.

Bem, função havia e há, mas os tempos mudaram e se a função não é adoptada a estes, o que geralmente se obtêm, é um funcionamento parcelar, que não equaciona o todo e por essa razão tende a falhar uma resposta eficaz nesse mesmo quadro ou limite.


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São precisas visões e conversas transdisciplinares e Holísticas, como o Homem o É e não esquecendo que elas visam os sincretismos necessários ao agir e que não se confunda sincretismo como afirmação de uma unidade que se sobrepõem as partes, mas sim seu contrário, aquela que permite entender de forma comum uma mesma questão, com seus múltiplos lados e correlações, que projecta a Luz necessária à visão partilhada, que então acontece e que permite então o entendimento sobre o mais correcto agir

A visão holística é como olhar para uma fotografia que é sempre um pedaço da paisagem em redor que se encontra ausente pela vontade de quem a enquadrou e ver todos os seus elementos da mesma forma, ou para melhor dizer, sem hierarquias, cada qual pelo que é, que valor naquele momento encarna per si e em relação aos outros elementos que constituem a imagem com a sua presença.

E tudo isto não é a visão holística, aquela que então aparece ao entendimento de quem a olha, isto é mais do processo, do método da forma de ver holística.

Pois visão é o que deriva deste método de ver, visão é imagem inteira, quando todos os elementos presentes e ausentes, cada um por si, com seu significado e significante próprio se integram na consciência de quem observa, através de um sentido, uno, que vê as diferenças únicas de cada elemento, mas consegue correlacioná-las num todo, num sentido que todos abarca, por integração em dinâmica correlativa como um sistema sempre o é, mesmo que uma fotografia pareça só ser, redução bidimensional das outras dimensões do espaço humano e figuração de objectos ausentes nas suas forma físicas originais, no todo que a imagem una sempre é, e que quando assim Aparece e assim se Torna.

São precisas visões integradoras que respeitem todas as partes, pois só assim poderemos avançar na solução de realidades que mostram como todo o que o homem criou e cria se encontra ligado entre si, em profundos e confusos emaranhados, no tempo actual, no fim de uma certa noção de império, um império que está a chegar ao fim, um império

Por outras palavras ainda, visão holística, e uma proposta de construção, de sentido, que é atribuído pelo que observa, e como cada qual é como cada qual, único, a partir do momento que são dois, não só existirão inicialmente, dois pontos de vista distintos sobre o observado, como uma ou outra se aproximam mais ou menos da natureza da coisa observada, naquele momento do tempo e do espaço, pois vejo uma coisa com tudo o que sei e simultaneamente não sei e porque esta relação é uno é múltipla, no sentido em o observador está em eterna mudança nesse mesmo paradoxo, pois o que hoje sabe e não sabe é diferente do que sabe e não sabe amanhã e dessa forma por correlação entre o observador e o observado, como sempre se pensou e disse, é ela própria dinâmica, onde o objecto e a imagem que dele temos, a cada momento distinto do tempo em que o observamos, será ela própria distinta, e um objecto, número, númem é indissociável da sua percepção, seja ela qual for e de que forma se apresente, se manifeste ou seja adquirida.

No plano do Agir, aquele que é decorrente dos homens e do seu cruzar de passos
A coisa é de dois pontos de vista e em respeito por cada um, estabelecer uma visão que permita ver o objecto de uma forma comum, sendo aqui o comum, de uma forma que a ambos seja compreensível e para que isso aconteça, tem que se estabelecer a abertura, coisa de natureza oposta ao tipo de abertura que fazem as pistolas, as espingardas e outras coisas assim, pois esse tipo de abertura, não cria o entendimento, pois um partiu, só ficou um outro sozinho depois de ter feito desaparecer o primeiro e assim de grão a grão na terra haveria de ficar só um, triste ideia, cenários a afastar, trús, trús, que se lhe enfie, este capuz.

Pode-se trocar objecto por politica de Irmandade da Terra, ou ecologia se se preferir,
Por politica contra a fome e a miséria, por politica de saúde e educação, por Irmandade do Claro Auto Desenvolvimento Em Sustentação, ou politica energética ou financeira.

Kioto, ainda não é uma imagem comum, sendo comum entre os homens, os necessários para criar acompanhar as súbitas mudanças que tendem a ser as mais tumultuosas, que as coisas provocam por necessidade de expressão de um acumular de tensões não resolvidas, quando as referências anteriores, a diferenciação do Saber de Ontem para o de Hoje, os valores que se estruturam no ver, no modo como vemos em seus limites momentâneos, a pequena peça, primeira, do puzzle, as ideias mestres, as pedras do caminho e os axiomas da acção. Mais do pensamento sincrético do que eterno desdobrar do analítico.

A Imagem de Kioto ainda não é comum e uma Imagem que não é ainda comum, que ainda não se tornou comum é como estar numa clareira com arvores ao fundo, com muitos a volta e de repente tivesse aparecido de permeio uma gigantesco gaze, semi transparente, um bocadinho mais para o escuro, agitado pelo vento, e todos os que olhavam o fundo da paisagem não mais conseguissem vê-la com nitidez, tipo, seria uma arvore, que forma estranha que se move, não sei qual é a sua forma, seu corpo, sua cor, poderia ser a conversa intima de quem assim via, e como todos, naquele momento viam assim, a imagem do fundo da natureza, um belo e quente por do sol, daqueles que promete os verãos do amanhã, não era por todos acordada como tal, como se cada um ficasse numa espécie de nevoeiro solitário ainda que no meio da multidão, e o Sol a pôr-se escondido, pois ele põem-se e levanta-se mesmo que eu não veja seu deitar.

A Imagem tremelica, o acordo não se faz, porque a imagem oscila, entre a noção da Mãe Terra como Casa Comum, Ser Vivo, como Outro, Ser que Nos cria e Acolhe e da relação Amoroso de seus Filhos para Com Suas Mães e o medo imenso de não o saber como fazer, que leva a uma falta de Fé, de que é possível fazê-lo, de que mais, é urgente inverter esta dominante de rei, explorador, conquistador face a um Ser Imensamente Maior e tão complexo como o Homem o É, a Flor o É, o Pássaro o É, a Estrela o É.
E certamente a Terra tem suas línguas, nós é que as vezes, parece que nos esquecemos delas, de as saber escutar.

A Imagem tremelica, porque não é claro, nítido e conciso o caminho por onde se deve ir, porque se tem receio de que a mudança dos modelos produtivos possa levar a males humanos piores, crises financeiras, cenários de depressão, maior desemprego, maior miséria, maior doença.