quinta-feira, janeiro 29, 2004

Vivia naquele reino um pintor muito experiente nos assuntos de ver. Um dia começou a conhecer uma rapariga através de uma certa distância, que no fundo é sempre uma mesma distância, que existe mesmo quando estás a meu lado, de corpo presente e começo a conhece-te ao perto, será?

Vivia-se no tempo da Internet e esse pintor começou-a a pintar sem nunca a ver, como quem diz nunca estando perto dela. Todos os dias comunicavam, lendo-se mutuamente e então o pintor com a tela ao lado do seu ecrã lá ia pincelando a imagem que construía dela, tornava-a real, com corpo, ao seu olhar, que era também o olhar do seu crescente desejo.

Desejo que se avolumava, adquiria um certo ar de presença no seu espaço-tempo, porque houvera uma coisa ou coisas, que lhe fizeram pressentir um certo reconhecimento, algo que soava parecido, familiar, uma certa casa onde começava a gostar de viver, onde começava a começar desejar ir mais vezes, mais morar, como quem diz mais estar e também mais estares diferentes.

No fundo não era tão diferente do olhar que se prendera com o daquela outra rapariga no dia anterior ao caminhar naquela rua. Tinha sido um breve momento, fruto do rápido cruzamento dos passos, mas tinham ficado a residir naquele momento dentro de si promessas de diferentes estares. Como na sua relação com aquela que se tornara seu modelo, apenas fugazes vistas, de natureza escrita. Oh como um breve encontro de olhar, pode conter uma miríade de promessas.

Ao passar no seu atelier perguntei-lhe, como é que a sabes pintar?

Sabes, quando por exemplo estou a falar com ela no msm, vejo-a na forma, como que me escrevendo me fala.

Mas as pessoas não são o que falam, não se esgotam naquilo que escrevem, nem a escrita poderá resumir uma pessoa, uma pessoa não é só aquilo que escreve, é muito muito mais que isso, parece-me um caminho perigoso capaz de idealizar muitas coisas numa base falseada e portanto com resultados, cegos, de mau ver, argumentei.

Como sabes que a pintas como ela é, se que é que esta questão tem alguma importância?

Sim tens razão, mas o que te falo é de uma outra natureza, por exemplo, escuto-a, querendo dizer com isto reconheço-a, de certa forma começo a vê-la, nos tempos em que por exemplo, me responde a uma pergunta, vejo-a nos tempos da sua procura do seu pensamento e das palavras para o condensar, é um tempo mais de hesitações, de pausas, e se estiver mesmo muito atento, que é como quem diz, silencioso acompanhante, até sou capaz de lhe ver as palavras a encaixarem-se no seu pensamento, no mesmo tempo que lhe acontece, antes mesmo de seus dedos as teclarem, pois é-me familiar a sua forma de sentir e pensar.

Assim me deito a imaginar-lhe o corpo, uns dias rápida como de corpo leve e emocional, outras lenta, como se pesada fosse por menos sentir, tal qual como eu ou tu na diferença dos dias e depois a mão e o pincel fazem o resto.

Assim se é variável como eu ou tu no passar dos dias a imagem que dela vou pintando que é só outra forma de dizer, vou construindo, fixará dela uma só imagem, embora seja mais correcto dizer forma, que por essa razão será sempre distinta daquilo que ela é. Mas que é importante para mim, tornou-se e contra isto não há escapatória, é a minha vontade que me aprisiona, contudo esse é o grande problema das projecções entre as pessoas, as pessoas chegam umas às outras com um imagem pré definida do outro e quando tentam que o outro se agarre a essa mesma imagem que trazem, está o caldo entornado, é sempre uma operação impossível, que não se coaduna com a realidade do outro, o seu desejo, o seu querer o seu mover-se, por um lado redutora do outro, que roça sempre os limites do desrespeito pelo outro que está à nossa frente e depois é causa da nossa própria desilusão, acrescente-se em boa verdade, relativa a uma ilusão que nós próprios nos oferecemos a nós, e o que fazemos muitas das vezes ainda por cima, é extravasar, como quem diz responsabilizar, julgar e condenar o outro, como a tentar torná-lo responsável da nossa própria auto ilusão, que é um acto nosso.

Ou então quando o amor se torna cansaço, pois um ou os dois deixaram de saber renovar o olhar mútuo. Fixaram o seu olhar e fixam o outro numa determinada imagem, que como passar do tempo, como quem diz sentir, se torna gasta, porque aparentemente não renovada, já não prende mais o nosso próprio olhar.

Olha amanhã vou mesmo conhece-la em carne e osso, vamos tomar café mas melhor seria mesmo tomar chá, porque a imagens, sabes são sempre emocionais, uma imagem que nos chega desperta em nós uma emoção, um sentir, tão certo como dizer que aquelas que não sentimos não chegam.

Espero ir sem pressa, esquecendo previamente todo o desenho que dela fiz, e abrir-me, expor-me para obter dela a reacção, que meu deus, como eu gostaria que acontecesse igual nela como a minha imaginação a pinta, que tudo seja sereno, que ela venha num dos seus dias leves e transparentes, que eu já lhos conheço e que os medos não façam aparições, ia o pintor a pensar nos seus passos para o seu encontro.
Oh muito amiga e querida Paula que deslizas.

Não consigo aceder aos comentários, nem os teus nem os de muitos outros, só os meus e os da Anouk. Grrr, é como me sinto de não poder comentar-vos. Se alguém souber explicar o que se passa, aqui ficam os meus agradecimentos antecipados.


Perguntas se a blogosfera é uma aparente realidade ou uma virtual aparência daquilo que somos? Para mim é uma aparência muito real, tenho o privilégio de te conhecer a ti e a tantos outros, de vos pensar, de vos sentir. Se a nossa aparência é virtual, já a resposta é necessariamente um bocadinho mais longa, assim para simplificar, dir-te-ia no meu ver que a aparência é sempre também um bocadinho virtual, é como sair à rua num dia de chuva, com o guarda chuva aberto na mão e esquecer-me que ele lá está e contudo está, interage com tudo o que eu interajo no mesmo caminhar

gostei do cruzamento que propuseste com a escrita ibérica

beijos

terça-feira, janeiro 27, 2004

Realidade e virtual, duas coisas distintas?

Ou duas faces distintas de uma mesma coisa?
Ou só duas palavras no lugar de uma?

Não é, a realidade virtual, e o virtual real?
Não é a realidade também virtual
Não é o virtual também real
Em relação à minha própria realidade
Simultaneamente real e virtual

E uma palavra?
É real ou virtual?
Tem corpo ou não?
Move-se no real ou no virtual?

E qual é o grau de realidade
Da própria realidade?
Ou o grau virtual da dita?

Quantas realidades existem?
Eu e tu, Vemos a mesma realidade?

E contudo só há uma
Última que a é a Primeira
Real

Se sou eu que me torno eixo
Referencial
Determinando
Em minha função
O que é real e o que é o virtual
Que equivalência
Que analogia
Terá para Ti?

Ficarei por esta operação
Mais perto de Ti?

A realidade é sempre imaginada.

segunda-feira, janeiro 26, 2004

Tudo isto é fátuo, espirro e já foi, se nos lembrássemos disto todos os dias quando nos levantamos, quão diferente o mundo seria
Aí, eu sinto o meu coração a bater. Baque, foi a chegada do Amor e eu não o vi, porque não é essa a cara do retrato que dele trago no bolso. Aí, eu tive um baque no coração e ele parou.

É assim que se sente o Amor chegar e eu que estava tão esquecido disso só me apercebi do baque, depois do baque se dar e quando qualquer coisa se dá e nós só a percebemos depois, é como que já não se tivesse dado, ou por outras palavras, já foi.

Depois fica a saudade do futuro, aquele que se calhar, ia noutra direcção diferente da que fiquei.

E quando estamos com saudades, quando estamos com saudade de alguém, de alguma coisa, entretemo-nos a sonhar aquilo que já fora, ou a sonhar o futuro daquilo que já acabou, e enquanto sonhamos aquilo que já fora, que não chegara a ser, ou virá a ser, não estamos aqui, no momento presente.


Vem até mim
Despida
Sincera
Leal
prolongando o natal...

Perguntaste-me como passei o meu dia de natal não sabendo o que eu sinto em relação a ele e dizendo que pelo teu lado se passou como um dia normal. Que te direi, que o natal não é um dia para mim mas também não é o ano inteiro.

Eu explico, o natal é mais como um trânsito, um encadeado preciso de momentos que se expressam numa certa configuração num determinado compasso de tempo. Como nuvens consteladas de ideias, de sentires, de pressentires, que pairam no ar de todos nós, nos permeiam e nos fazem reviver um sempre mesmo Mistério.

Poderia chamar-lhes dominantes arquétipas de um mesmo cíclico momento, porque ao ser por muitos relembrado e vivenciado se torna eterno repetido momento, ou por outras palavras, um conjunto de questões que sempre nos aparecem num mesmo ponto da mesma volta, a acenar as escolhas que tem de ser feitas, a encenação dos lados das questões e dos seus motivos, o caminho da redenção.

E vejo-te já a fugir para o fundo da sala, escoceante no teu racionalismo a que tenho que relembrar que é necessário o mesmo grau de fé tanto por quem acredita como por quem não acredita, sendo que verdadeiramente a palavra certa não é acreditar, é mais viver, vivê-lo, viver essa dimensão no plano existencial, cada dia, e ao vivê-la, vivificá-la, fazê-la actuar no Mundo ao Redor.

Por isso talvez seja melhor dizer que a diferença se estabelece entre quem o vive e o não o vive, embora a segunda parte da proposição não me pareça sequer verdadeira. Todos o vivem, nem que por breves instantes nos tempos das suas vidas, memórias escondidas, perdidas lá no fundo, por debaixo dos medos e das cicatrizes que o caminho fez.

Alguns são tão profundamente feridos que se esquecem durante eternidades, como princesas e príncipes encantados, que essa luz, que dá sentido à realidade verdadeira, está sempre lá, é só preciso escutá-la e acendê-la e que esse tempo (o tempo tem vontade própria como nós, independente) venha a nós, ou em rota de colisão ou doce abraço à nossa própria vontade de a ir acordar.

Só depende se estamos a jeito, como quem diz nos pomos a jeito dele. Não adianta apressá-lo, como que desejando que ele aconteça, nem atrasá-lo no medo do Novo.

Chame-lhes o que quiseres, Energia, Força, Luz, Deus, Grande Arquitecto, princípio inteligente, Amor ou pássaro a voar, pois são múltiplos seus nomes, mas contudo, a mim afigura-se uno na infinita multiplicidade da sua expressão, casa, casas múltiplas onde reside a sua beleza, espelhando-se na alegria do jogo entre todas as singulares diferenças, expressão infinita do Belo, que é só outra forma de descrever a eterna criança envolvida no belo eterno, a desfiar, a espelhar e espalhar esse mesmo Belo.

Porque a realidade é como um espelho, para que ela se me afigure bela, tem meu olhar de a ver bela, tem de ser o meu olhar a Beleza em Si. E isto não é assunto de religião menor esotérica não sabendo a quê, a que lado de fora, é mais da forma do nosso andar no dia a dia, coisa muito básica, mesmo.

É sair tranquilo para a rua, escutante ao que ao acontece, deixá-lo acontecer, decidir ao sair, sair alegre, ao sair, decidir ser feliz, hoje vou ser feliz, hoje vou estar feliz, hoje eu quero estar feliz, um sorriso ajuda e muito e abre a porta à alegria, este é seu segredo. E tentar não perder o humor porque há dias em que se perde a boa disposição por completo, tal é a feiura do que se nos atravessa ao caminho, e é nesses, precisamente, que é mais preciso tê-lo.

Para que tal aconteça é necessário ter o coração balanceado, em harmonia com a nossa natureza que se torna então o nosso querer, tarefa complicadíssima nos dias que correm, assim como naquele outro tempo antigo em que o Menino Nasceu, pois matavam-se Meninos como hoje se matam.

As flechas estão ai por toda a parte, cravam-se no nosso corpo, fazem o sangue rolar para a terra, não sei se foram 12 os passos da crucificação que neste último natal vivenciei, mas foram muitos, e contudo isto não acaba neste mês, é mais o seu contrário, este é o mês em que o Menino Nasce, depois há toda a vida pela nossa frente.

Como então num tempo tão conturbado, como todos os tempos de outrora, obter a harmonia interior geradora da harmonia exterior?

Parece-me ser este o núcleo do mistério da redenção, a possibilidade interna, que reside dentro de nós, que é simultaneamente parte externa a nós mesmos, por isso comum, única, e então no casar o que nunca esteve separado, gerar o equilíbrio dinâmico interno que se torna externo, o sopro do espírito, do coração, aquele que unifica, faz do longe e do afastado, perto, que pacifica, que dá a certeza ao andar, A luz do caminho.

Um caminho, um apontar com que me dizendo como quem me relembra, que a via está aberta, que há uma possibilidade de sair do conflito que parece eternizar-se, que nos apoquenta a todos, como quem diz, nos torna pequenos. Pequenos no ser, pequenos nas acções, pequeninos deuses com pequeninos poderes.

Eu não tenho de Deus nem Imagem nem Experiência de carácter cisionário, de cisão, esquizofrénica que apresenta múltiplas imagens de uma só realidade, que lá está sempre, sempre, por detrás e contudo essa mesma realidade, desdobra-se em múltiplos planos que se abrem proporcionalmente ao ver de cada um.

Eu para mim levo de forma muito literal a afirmação de que nós fomos criados a sua imagem e semelhança e esta consciência faz-me nele participar, ser por ele participado e se assim o for, somos todos seres transcendentes, capazes de nos transcender, capazes de transcender a dualidade, as múltiplas dualidades internas que se projectam na realidade que nos parece externa, colam-se a ela como grude, com que as coisas à volta nos aparecem.

Então estamos no reino da imaginação que acontece, que faz acontecer, uma operação de energia num plano profundamente mágico, fundado no mais velho de cada um dos seres, uma realidade para mim tão real como os milagres que acontecem na minha vida desde que me lembro, pois eles estão sempre a acontecer e digo-vos um segredo, eles são possíveis, eles existem, tornam-se reais

O Menino é coroado Imperador, Aquele que Governa, pelas suas qualidades de Imaginar, pela sua Criatividade.

segunda-feira, janeiro 19, 2004

E depois e depois, aquela dimensão Sagrada do Amor que se Abre, Se Revela na brincadeira dos corpos, quando eu e tu já não somos mais eu e tu e contudo o continuamos a ser, quando o olhar se torna límpido e os sons cristalinos, quando a dimensão do espaço já não é mais dimensão, mas janela do infinito e tudo se Expande como um grande Espanto a Espantar o Mundo Inteiro.

Um outro lugar que reside neste, há um só querer um imenso e forte querer que o Faz Aparecer, o Torna Real, uma coisa vivida que se vive. Sensação energética, bola- casulo- de- luz, ondas concêntricas que se alargam, um lugar do Corpo, dos Corpos, da Emoção, só dela, o resto todo apagado, Só o Imenso desejo, a Infinita Vontade, e os Corpos puros sem qualquer encenação a Falarem.

Almas que quando se encontram no baile dos Corpos participam dessa forma na Alma do Mundo.

Oh doce encantar, Quente Bafo que Tudo Derrete e Tudo Transforma na Amorosa Tremente Atenção do Ser

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Abri os comentários, pois vi 4 em vez de um, que belo número o 4, de quatro patas como os cavalos alados eeiiii
4 beijos, oh, como a vida é bela, oh como eu gosto de vocês, como eu gosto de vos ler, de vos pensar, de me fazerem pensar, e sobretudo de me fazerem sentir, pois como todos o sabemos tambem por aqui nos sentimos.

Queridíssimos, deixem-me tratar-vos assim, porque quem se beija é querido dos corações, do coração de toda a Luz e ao Nela falar, então Que Ela, Tudo e Todos Alumie, no tempo novo em que as estrelas caiem do céu como que a visitar-Nos em Longo Beijo.

Não sei Maxou por onde tenho andado, ou melhor, sei-o vagamente, Os Outonos são sempre estações de múltiplos sonhos, compassos momentâneos de espera, às vezes, nas vezes, noutras gestam Secretas Esperanças, cuja Vivificação Começa com o Retorno do Sol.

São um tempo onde o tempo se torna ele cíclico, uma porta para um eterno retorno que se vivência, se nos deixarmos vivenciar pela Coisa em Si. Tempo de rotação rápida, alterna, com consequentes estados de Alma, um para cima e para baixo, como quem poderia escrever entre Confiança, Alegria, Amor e seus opostos me movo, me enceno alternado, a luz do Amor que é a Lei Universal e as flechas na carne viva da realidade, tantas vezes aparentada como externa, que também sou. Escrevo-te isto porque sei pela tua escrita o quanto o sentes, que é como quem diz, o vives.

Contudo a Porta está ai, eu sei, ao alcance de quem a procura, numa procura que não é procura e encontrando-a como quem continua buscando-a

A porta do Tau Tau Mágico, que cria a nossa própria realidade, não no sentido de pisar as alheias, mas sim, corpo cria, nossa vontade e desejo, e o que é mais curioso, então, é que quando tal acontece, todo o mundo em redor, dá habitualmente um grande e instantâneo pinote

Um tempo de Paz interior, que é sempre também exterior, actua nesse exterior, um ouvido atento ao nosso coração, aos segredos que ele nos segreda, a Vontade, o passo torna-se então leve, nascem as asas e está-se na harmonia do bem, do belo, do quente, do calor, doce beijo, do quente afecto.

Dadoda gadada

razão tem Nina ao escrever que o que importa é a partilha sem lutas, porque o Amor está em toda a parte, as suas partículas residem em todos os interstícios, tudo penetram, tudo fazem penetrar, tudo se ama se se quiser, porquê escolher então a não inteli-gência de querer um só bocadinho, como se todo o bocadinho, não fosse sempre menor que o pão Todo inteiro.

Ah, como isto seria tão simples e tão belo de se viver se não andassem alguns a brincar de cowbóis, aqueles que preferem resolver as coisas à pistolada, seja ela qual for, trús, trús pelo seu não sentido literal, contudo ainda ontem depois do futebol, aconteceram as facas e estará neste momento, um Jovem, entre a vida e a morte.

O mundo se aquieta, quando nossos corações estão aquietados, e então essa quietude actua em todo o mundo, todas as rosas que são a mesma, todas as pétalas da rosa interior de cada um, desabrocham e Fazem desabrochar, viram Pólem Mágico, Radiante e Irradiante.

É preciso sair para a rua Armado com o coração Aberto e Quente, ter o nosso Pequenino e Grande Coração a residir na casa do Grande Coração do Mundo, a Única Arma, A Melhor Arma, a da Paz.

Que a Paz acompanhe os nossos passos, os meus, os teus e os com quem caminhas

Que a Paz te traga a Ti e aos que Amas
Os doces Odores
As Mais Ternas Flores


Perguntas-me bichinho de conta, onde eu estou e a fasquia da resposta tau tau mágica imediatamente se eleva.
Em Dezembro estive na Terra como no Céu e no Céu como na Terra, basicamente isto, que basicamente é também sempre o que se passa, sei, que concordarás.
É um sitio que é este mesmo sítio, está neste sítio, e entra-se e sai-se dele.
Os mais felizes no sentido de
inte-lir gentes, vivem-no ou melhor, será mais correcto dizer, são vividos por ele na maior parte daquilo que se convenciona chamar o tempo, porque é mais como um sítio, como naqueles jogos de infância onde o tempo se perdia, tal a alegria e o entreter e tornavam-se assim sítios sem tempo.

É o Sítio
Das Cascatas
Epifânicas
Que Tudo
Orvalham
Cujas gotas
Úmidas de Vida
Deslizam
Por todas
As folhas
Se tornam
Toda a Seiva
O nosso
Corpo
O nosso
Sentir

É um Sitio Quente e Luminoso
Luminosa Iridescente

Oh querida Paula, como os teus ais me aconchegam o coração, tu que vens do sul aconchego de teus pais, da terra da tua meninice, que também foi por vezes a minha no tempo em que os verões eram ainda grandes. Porque será que às vezes os deixamos encolher? Será a precipitação produtiva de uma forma de produzir que é e será sempre endemicamente ferida de morte no seu desidério de aumentar, pois se assim é, como suspeito, será burrice suprema, pois tem como resultado a redução do tempo de verão no curto verão que são nossa vidas nestes corpos. Suspeito mesmo que quanto mais verão, mais produção…hihhi

Saia Vermelha de cetim
Rosa Carmesim
Sim
No 4
No 5
Vou Usar
A Rodipiar
Alegria
E
As Maças
Ficarão
Sempre
Sumarentas

Também eu, muitas saudades de ti e já agora a todos, Vós e muitos outros,
Que este ano todos os que amamos e nós mesmos nos corporifiquemos sem pedras na mão e de coração aberto

Beijo-vos a todos reparando naquilo que já tinha reparado, que o facto de estarmos ligados, de nos ler-mos uns aos outros, de escrevermo-nos, de pensarmo-nos só existe porque assim o queremos e é tão bom que exista. Estamos aqui porque gostamos uns dos outros, nos apreciamos mutuamente em infinitas formas e cheiros, por isso digo-vos, gosto de vocês

e euq ele es evlas