segunda-feira, maio 31, 2004

um belisssímo texto da nina, que é o clube das almas inquietas, um belo texto de convite à doce e harmoniosa quietude da rosa ser, que dá pelo nome de A Armadura do Principe.
meus votos amiga curadora de Almas, que todas elas, as armaduras se desfaçam nesta breve gota que aparentemente nos afasta, sabendo nós quão pertos estamos

Saravá Minha Amiga
Imagem na porta da Igreja do Triunfo e do Bom Sucesso

Nos degraus um menino de caracóis, entretido em seu brincar, olhava-o à sua passagem. Certamente seria o Menino Jesus que descera por um instante do colo de sua Mãe, assim Lhe parecera a ele, na sua única validade, a forma do seu sentir e olhar.

Brincava o Menino nos degraus da Ombreira da Porta, com um carro de bombeiros vermelho, como geralmente costumam ser as Rosas, cuja escada se encontrava erguida na direcção do Céu e o menino Ficara a Olhar para ele.

A última vez que encontrara a porta daquela igreja aberta, fora no dia 12 de Maio, e então entrara e como de costume nas vezes que lá entrara, era a Igreja, as Mulheres, ele o único Homem que como das últimas vezes, lá ficara por um tempo com elas a Rezar.

Não que o Homem conhecesse em profundidade aqueles particulares ritos, mas para ele tal não era importante, pois seu sentido de ser, religioso, religar o que na aparência se encontra fragmentado e que no ver do seu coração é Uno, não lhe permitia, rejeitar, quem com ele se dispusesse a rezar, independentemente do Credo que então acontecia, pois ele sabia que o Credo e a Reza, independentemente das variações com que se apresentava, era sempre a Forma de Invocar o Divino, que também residia nele e nos outros e de com ele conversar, assim a resultante da Reza teria mais sentidos, seria mais rica no seu Actuar, pois já não era só daquelas Mulheres mas também dele que aí decidira então mais uma vez Rezar, pois sabia que o Espírito é Universal, isto Lhe tinha o próprio Espírito por algumas vezes, confirmado, pois mesmo não sendo aquele sem Templo, era-o também, e o Espírito Santo tinha-o visitado nas vezes em que em tais, como outros Templos, conversava com o Divino.

E depois com suas Irmãs, as Rezas, saiam sempre mais doces e equilibradas, assim o sabia em seu coração




Manda recado, o criador, o autor, narrador, interprete, simples mão, que ele já não sabe mais o que é, e contudo parece andar cada vez mais feliz, que um texto se está organizar à sua volta, que ele crê, sem o saber ao certo, que estará pronto proximamente e que quando o texto se acabar, o publicará ou pelo menos partes dele. Suspeita ele também, que depois irá tomar algumas decisões de carácter prático na sua vida. Antecipadamente pede paciência aos que o lêem avisando desde já que parece ser um texto, um bocado para o longo.

sábado, maio 29, 2004

no palco da encenação
os homens vestidos de negro
iniciaram a função

ouviram-se vindas dos Céus
os Sopros
modernas composições
que falavam do Caos
Em Multiplas Linhas
Melódicas
que interessante
foram até
a Dissonante
Ter sido a Dominante

o homem estranhava tudo aquilo, enquanto aquele ambiente por ele se entranhava e vira as duas estátuas que seriam para entregar lado a lado, geméas quanto a mão do escultor as teria podido fazer, menos na sua côr, uma branca, outra preta. Não gostava ao longe de seu aspecto e olhava a Muita Amada Poetisa que a Branca Recebeu e pensava em seu pensar, que aos Poetas, sobretudo Aos Muito Crescidos, deveriam dar-se coisas Leves, desenhos amados do espirito, dos passaros, dos meninos, louro, Asas e Amor. deverão ter sido Homens que assim o conceberam, o Impeto Apolíneo versus a Ternura e a Delicadeza da Mãe.


Matilde Rosa Araujo, Poetisa e Amante das Cianças, Pela Poesia, pelo Canto e Pelo Amor

Matilde Rosa Araujo
que agradeceu com seu discurso manuscrito
Todo o Amor que A Vida Lhe Deu
Todo o Amor
Todo o Carinho
Que os que a Amaram
Lhe Deram
e Via-se
Em sua
Sincera
Forma de Ser

A verdade
De Tal Amor
Na Sua
Imensa
Gratidão
Feliz


Salve Matilde Rosa Araujo
Que a Vida Te Seja Longa
Doce e Suave
e Infinito o Amor

Eu Feliz
Por Tu
Existires


...




zzz, zzz, diria o senhor remédios e só ele, então Senhores, em verdade vos digo
não sabem que o rolo da massa do padeiro não é para bater, mesmo que seja semelhante à moca, fim e uso, da de Rio Maior, noutros tempos Idos.

O Rolo da massa do Padeiro Serve para amassar, para pôr a massa toda bem ligadinha, o que por certo concordarão, espero eu de que... não se faz sugerindo a alguem que use o rolo da massa para outro fim. Serve ainda o rolo, para amassar pedras, aparar objectos pontiagudos e coisas que tal, onde os humanos se magoam. e depois sem massa ligadinha não há bom pão, que chegue para todos. Vocês que o pensaram e fizeram tem a barriga cheia, espero eu, mas os que não tem, como se resolve, qual é a vossa proposta especifica e já agora calendarizada na sua execução, acompanhamento e controle por por parte de todos nós, pois não será isto cidadadania plena activa e activante, aquela imensa cidadania que está arredada do sistema, pois espero já não restar dúvidas a ninguém de uma coisa que para alguns já era óbvio há dez anos, que era, o verdadeiro significado daquela massa que vai engrossando daqueles que não votam ou se abstem.

ou irei ouvir, que por não terem poder não a podem executar. Não tem Poder, porque andam em guerra, ou qualquer coisa próximo disso, vide a energia emocional dos vossos discursos na Assembleia da republica, a Zanga, sempre uma imensa zanga, que a todos zanga. Para quê? Alcançou-se alguma coisa? teve um resultado mais positivo face à realidade? ou foi uma ténue e incerta sensação interior de ousadia, (ousadia para quê?), de anjo com a espada da verdade e julgador em defesa daqueles que não tem voz ( mas o problema não e terem voz, pois tem-na, e contudo consta que os problemas estão relacionados com os locais, tanto se dão nos parlamentos como na casa, se a tiver, do mais humilde cidadão. E depois de cada zanga tem que se fazer a dezanga e gasta-se assim um tempo inútil, metade da vida para ser rigoroso, e não resta mais tempo para então fazer o importante e contudo se se optar por não andar zangado, ganha-se o tempo outrora consagrado a dezanga.

e meus amigos, para haver cidadania tem que haver relações de cidadania,eu por mim não quero que sejam a bater forte, prefero as gentis e acho-as mais produtivas, no sentido de resolver os problemazinhos...

e fico-me por fim a pensar, como avaliarei a vossa proposta de Paz

eu por mim já vos disse e repito, não sou de ninguém, sou de todos, mas espirito de Abril , Verdadeiro espirito Universal de Abril será continuar a dizer o que sinto ou penso, mesmo que isso seja diferente da vossa maneira de ver.

Só vos pedia então, sabendo que tal vos é possivel do mesmo modo que é para mim, para não me porem aquelas caras de ódio e de violência, como às vezes vos vejo no instante afivelar, nos sítios onde o cruzar dos passos determinam o meu dizer e aqui repito, eu pora mim, sou por mim e sou por todos e em sinceridade vos confesso
Se voces lutam, lutaram, como muitas vezes eu vi, algumas lado a lado, pela liberdade de consciência e da acção de cada Homem, como é que compatibilizam isso com tal feio julgamento emocional. E mais interessante ainda, em meu ver, porque é que tal acontece, pois todos concordaremos, espero eu de que...não é bom sentir dentro de nós essas emoções nem elas são sábias companheiras dos nossos andares.
Será que no fundo quererão impor à consciência de outrém o vosso ponto de vista?

em Paz, despedindo-me dos amigos que eu quero assim achar, daqueles que admiro, dos que gosto de seus corações, daqueles com que caminhei e vou caminhando, iguais ao meu, que muito sabe das zangas, mas mais, não a querer.

e depois quando andamos zangados, podemos ir sempre dar um passeio para espairecer, ou então, ir namorar. volta-se com a cabeça mais freca, mais certeira outra vez

acham mesmo que a velha e falsa dictomia de 30 anos de democracia, entre nós , os bons, e os outros os maus, os inimigos, resolve o País e o Mundo, coisa inteira?

quinta-feira, maio 27, 2004

No Céu Azul
Um Risco Doirado
Doirado de quê?
Que importe
No céu Azul
Um Risco Doirado

A Andorinha Volteia à Casa
no quente sentir

...

Surdo
Não Sou
Não
Mesmo Nas Vezes
Em Que A Fala
É Baixa
Ou Diagonal
Eterna Brincadeira
da Prova e do Provar
As Cornetas
Vós as Cantastes
Um bocado Bruto
Como Às Vezes
Nos Deixamos Ser
Pena Pesada
Em Nossos
Corações
Que a Vida
É Pena Leve
Para Deixar Voar

É Contudo
O Tempo é Meu
Sem o Ser
E É Vosso
Também


domingo, maio 23, 2004

Fome Imensa
Não Infinita
Porque
Assim
Não
Poderá
Ser

Oh Carinho
Do Mundo
Porque Partiste
Porque Te
Esqueceram
Os Homens

Porque Tem
Porque Trazem
Seus Corações
Ao Outro
Fechado

Porque Esqueceram
Os Homens
O Gentil Trato
O Claro Pacto
O Firme Acordo

Olhos Nos Olhos
O Outro Olhar
Coração Rosa
Na Mão Palpitante
A Irradiar
A Interior
A Anterior
Verdade


Porque Esqueceram
Os Homens
O Terno Olhar
O Deleitar
O Belo
O Bem
Querer


Porque Esqueceram
Os Homens
O Quente
E Doce Ser



Porque Esqueceram
Os Homens
O Aconchego
Aconchegante
Que Então
Assim
É

Porque Esqueceram
Os Homens
O Tranquilo
Tranquilizante
Afecto
Do Cumprimento
Palmada
Nas Costas
Do Breve Toque
Da Saudação
Do Saudar
Do Cumprimento
E do Cumprimentar

Oh Quando Te
Cumprimento
Oh Quando Assim
Te Encontro
Me Fazes
O Encontro
E o Encontrar

Que Escolho Eu
A Te Desejar
Alegria
Homem Irmão
Que Tristezas
Não pagam
Dívidas
Assim Falou
Este Povo

E Depois
Já Trazemos
Tantas Dentro
Em Cada Um
Assim das Tripas
Faço Coração
Força
Homem Irmão

Porque Esqueceram
Os Pais
Suas Crianças
Em Seus
Colos
Seus
Risos
Sua
Paz


Porque Esqueceram
Os Pais
O Eterno Brincar
O Feliz
Acompanhar
Amparar
Aconchegar

Fome Imensa
Não Infinita
De Ternura
Porque
Assim
Não Será

Oh Carinho do Mundo
Recorda-te
Ouve os risos
Cristalinos de
Todas as Crianças
Do Mundo
Que Se Unem
Em Quente
Trança

Oh Carinho Todo
Do Mundo
Beleza
Da Vida
A Acontecer

Oh Carinho Todo
Do Mundo
Tu És O Viver
Tu És O Proteger
O Criar
O Cuidar

sábado, maio 22, 2004

Hoje Casam-se
Uma Princesa Com um Príncipe

Eu Gosto Muito Daquele Príncipe
Por isso sei que não me leva a mal, ter escrito que uma Princesa que vai ser Princesa vai casar com um Príncipe, pois Ele o É, da mesma forma que Ela sem ainda o Ser, Já o É Em Seu Coração

Eu Gosto Muito Daquele Príncipe
Porque Foi Infante Viajado
Fazedor de Múltiplas Coisas
Por Isso Bem Preparado
Por Isso Bem Formado

Eu Gosto Muito Daquele Príncipe
Onde Vejo Um Grande Coração
Um Estar de Paz
Quente
Inteligente
A Afagar

A Princesa me Perdoe
Porque a Conheço
Há Menos Tempo
Mas Bela A Mim
Me Parece
Se Comigo Jogasse
Ao Jogo dos Amigos
Animais
Diria dela
A Gazela
Rápida
Prenhe de Vida

E O Príncipe
O Afável Urso
Da Minha Infância
Seria

E Assim Desta Boda
Me Despedia
Quando Recordei
Do Que A Princesa
E O Príncipe
Me Segredaram
Pois É isso
A Natureza Real
Felicidades
A Todos
Os Outros
Príncipes e Princesas
Que Hoje No Mundo
No Mesmo Altar
Se Casam

Agora Sim
Me Vou
Neste
Meu
Voto

Felicidades
Princesa
Letizia
Felicidades
Príncipe
Felipe
Que o Amor
Vele Sempre
Vossos
Passos
Vos Inspire
E Vos Guarde



sexta-feira, maio 21, 2004

Sim mas para quê dar, se sabemos que das dez latas de leite em pó que chegam aquele país, só duas chegam a quem delas em verdade necessita. As outras oito, vão parar ao governo que as vende por exemplo para comprar mais armas para continuar a guerra ao seu próprio povo.

Sim, podes ter razão no que dizes, pois infelizmente muitas das vezes assim se passa, mas de qualquer forma chegaram duas, que se calhar salvam duas pessoas, naquele preciso dia de sua fome, mesmo que as oito amanhã sirvam para as matar. E então o que é melhor, salvar duas num dia, ou nenhuma em nenhum dia, porque pela razão que apresentaste te escudaste então não as dar?

E depois se esses governantes fazem isso com latas de leite, certamente farão com outras coisas, aquilo que estiver mais à mão do seu colher, não do seu semear.

E contudo é também importante verificarmos o que se passa na embalagem, se a direcção é a correcta e se os carteiros as entregaram.
certo, parece-me uma boa precaução
mas olha lá
deste 10 latas de leite em pó?
Sim
Bem na realidade deste duas
Sim
E se eu te disser que as restantes oito do mesmo lote, serviram para comprar armas, que mataram nesse mesmo dia outras duas.

a um Amigo meu, ele sabe quem...



Que fique aqui claro e expresso pois é esta a minha vontade, que se entenda que eu não entendo estes problemas como politicamente de circunstância restrita, da responsabilidade deste governo, pois à mim me parece bem melhor em termos de controlo financeiro e em outras matérias do que outros anteriores.

Mas este país em que vivo, mostrava nos rostos de jornal que a nossa Ministra das Finanças tinha-se esquecido de declarar x rendimentos. Poderiam ter posto a tónica, no facto da Senhora ter rectificado a sua declaração ao dar pelo esquecimento e lembrarem-se que assim ficamos todos mais ricos, pois o Estado dessa forma encaixou mais algum em juros de mora, mas com certeza que quem os fez, esses rostos de jornal, que é a forma de se olhar e destacar e enformar as coisas do real, nunca se esqueceu de nada, serão todos perfeitos, e nem lhes pareceu mais importante, de realçar e louvar e usar como exemplo, Alguém que corrige um seu próprio errar, pois não se diz aqui nesta terra Lusa que até ao lavar dos cestos é vindima. Bem Agiu e Bem Haja, é meu voto que Lhe Deixo.

Para mim, para além do facto de a ter conhecido num breve momento em que com ela me cruzei e que me deu dela a Imagem de uma Senhora Inteligente, Doce, Calma e de Bem, fico muito mais tranquilo só pelo simples facto de ser uma Senhora a tratar destas matérias no meu país, pois uma Mãe sabe como governar uma casa e uma família, pois a isso está desde sempre habituada, muitas das vezes, mais que muitos homens.

Mas este meu país é também o país onde em dia bem recente um outro rosto de uma visão do real, era dada num jornal. Tratava-se de uma fotografia onde a Nossa Ministra
Dos Negócios Estrangeiros, num acto de recepção e acolhimento, aparecia com uma malha de suas meias com um pequenino buraco, tão pequenino, que uma outra foto ao lado destacava através de uma ampliação, circulada, este facto. Francamente!
Que raio de pensamento por detrás de uma coisa sem nenhum significado! Tão absurdo que já nem me lembro do escabroso comentário que a acompanhava. E que importância tem isto?

Não é a Vida também, fruto da forma como a olhamos, como a vemos e a retratamos, e não é o nosso ver que condiciona o nosso caminhar?



quinta-feira, maio 20, 2004

Que se passa, às vezes neste país?

Há algumas semanas foi apresentado um estudo que afirmou existirem actualmente cerca de 200 mil portugueses que passam fome e ou vivem, em condições caracterizadas como Pobreza e Miséria.

Nas televisões, da discussão política, pelo que me foi dado a ouvir, ficou-me gravado na memória, a discussão sobre a veracidade de tal número. Houve quem defendesse que eram 150 mil e outros duzentos mil.

Em meu ver, bastava que fosse mesmo só Um. A questão, é, como se resolve, e depois resolvê-lo, pois penso que bastaria saber que há um só, para que nos preocupemos com ele. Por outro lado, sabê-lo, saber, que existem pessoas como eu no meu país a viver, se é que se pode usar de direito esta palavra, nestas condições, entristece-me e põe-me vergonha e tristeza na minha alma e no meu andar.

Sabido é, creio que concordaremos, que quando assim andamos, menos andamos, pois tal ver e sentir, não são aqueles que nos fazem o caminhar alegres, com a energia da motivação e criando felicidade. Posso mesmo dizer ao limite deste raciocínio, que o desenvolvimento e a produtividade almejada têm a ver com estas questões.

Passados alguns dias, o Banco Alimentar Contra a Fome promoveu uma recolha de alimentos juntos dos portugueses e Bom e pelo Bem, Espanto, conseguiram recolher mais 30 toneladas que da última vez, isto numa altura em que quase todos continuam a apertar o cinto e o que isto me diz, que este povo tem Bom Coração e prefere ser solidário.

Bem sei que há desemprego em Portugal, bem sei que os salários são geralmente baixos
Também sei que há neste mesmo mundo,hoje e agora, 30 milhões de crianças que se pensa, não chegarão aos cinco anos de idade
Também ontem alguém me recordava, que por volta de 1900 antes da primeira guerra mundial e portanto não por sua consequência directa, os homens que na altura habitavam no meu e mesmo país e que viviam nos campos, trabalhavam toda a semana sem receber nenhum salário, que às vezes em sábados bons o pagamento era um par usado de botas.
Também sei que há muitos, hoje entre nós, que continuam a achar impossível resolver estes problemas

Casa onde há fome, todos ralham e ninguém tem razão, inventaram os portugueses este ditado. Seguro estou, que pensariam Casa como Mundo, pois sendo ele grande, não deixa de ser, só uma

terça-feira, maio 18, 2004

Estamos Vivos e só esta Vivência Consciência é Convite À Celebração da Própria Vida.

Oh Vida Bela
Oh Vida Inteligente
Oh Vida Amorosa
Oh Vida Toda Feita Carinho
Oh Vida Toda Feita Ternura
Oh Vida Que Me Fazes o Caminho
E o Caminhar
Em Teus Braços Vou
E Eu Te Agradeço
Por Tudo O Que Me Trazes
Por Todo o Aprender
Por Todo o Ser
Pelos Amados
Amigos
Eu Me Sinto Amado
Dessa Forma Tentado
Oh Bela Tentação
A Amar
AMOR

Oh Vida Amada
A Ti Me Retribuo
Mesmo Sabendo
Que Há Horas
Em Que Nem
As Sempre Rosas
Parecem Ser
Em Rosas
As Tornamos
Em Nosso Ser

Oh Vida Amada
A Ti Me Retribuo
Fazendo das Horas
Minutos
Depois
Fazer Segundos
E Chegar
Ao Ponto
Em Que A Rosa
Sempre O É

Oh Vida Amada
Oh Rosa
Oh Ser
O Ser

sábado, maio 15, 2004

Porquê sempre a exclusão, o reducionismo, porque amar e dizes também odiar, como um se fundasse no outro, como se um existisse em função do outro, como se fosse frágil a fronteira, como se a fronteira os tornasse irmãos.

Não, não creio, não creio que o ódio, ou amar algo restrito, corresponda ao que a vida verdadeiramente é

Repara quando caminhas na rua, como os olhares, sendo o teu um deles, se cruzam, uns sim outros não, agora experimenta cumprimentares aqueles que se cruzam e se sustém, nem que seja por um par de segundos, verás então, surpreso, como eles falam nesses olhares, como desse olhar se faz o que quiseres, toda a potência do encontro lá habita, basta ousar, basta ouvir, basta começar a falar, pôr a pergunta que ele te suscitou que é aquilo que sentiste e pensaste, o que o cruzar dos passos alheios nos trazem. Tudo fala com tudo, tudo está ligado entre si, não sejas pequenino, sê grande e a Vida se mostrará em teus olhos e coração grande, imensamente grande e infinita e diversa como ela é.

Só me apetece escrever repetindo, a Vida é imensa e que hoje me parece estúpido, mais do que isso, sem sentido, senti-la como algo em que partes têm que se excluir

Em que acreditas tu, pára um momento, olha dentro de ti, a zanga só que serve, veneno e envenenar, dizes dar-te ao luxo de não gostar de ou de qualquer coisa, e no fundo quando assim se é, tanto faz, hoje porque teus cabelos são diferentes, amanhã porque sonhas-te o que eu não te disse, amanhã por uma unha qualquer.

Agora dizes-me que não, que as tuas razões de zanga e do zangar são sérias, que a razão e a justiça estão ou estavam do teu lado, que tens a certeza, mesmo não conseguindo estar dentro de um outro, que tens a razão, que ele foi maldoso para ti, que te magoou e aí fundas na tua dor, a tua própria zanga.

Já pensas-te que o aqui e agora é breve, tudo se vai nesta forma, não, que a vida não seja eterna, porque o é, mas quererás passar para um outro lado com as mágoas e os rancores que tu próprio adquiris-te?

Achas que eles continuarão a fazer sentidos, como uma espécie de deve e haver, depois do lado da curva que não se vê como o poeta escrevia.

E tem outra coisa mais, a zanga é sempre uma coisa interior, que transportamos nós mesmos dentro dos nossos corpos e do espírito, que embacia o que a Alma dá a Ver da própria vida, às vezes cria-nos mesmo as chamadas doenças de carácter físico.
Assim, quando nos damos ao luxo de trazer dentro de nós esse sentir, a vida cá dentro e lá fora, como que se empobrece, se torna miserável e infeliz. É assim que queres ir andando?

Agora imagina-te ao lado daquele que mais dizes odiar, no momento da morte, coisa que rapidamente me vais dizer pouco provável, mas imagina que assim é, que está ao teu lado, aquele que consideras-te o teu maior inimigo nesta vida, vão morrer os dois e calha que será lado a lado no mesmo momento, o que farás?


Os dois deitados lado a lado em camas, cada um com o seu próprio punhal do ódio pronto à agressão dentro de cada um dos seus corações, pronto a ser enterrado no outro.

Depois vem vindo todos os que vós amaram, para se despediram nesse último instante, e vós, com um olho no cigano e outro no burro, não dizem nada, não ouvem nada, do amor que vem vós visitar, sempre a olhar o outro, aquele que decidis-te tornar tu próprio o inimigo, a ver quem é que puxa o punhal primeiro, e assim, sem ouvir, sem ver, nem sentir, não ouvem, vossos amados, vossos filhos que se vem despedir, triste forma de partir, não?

A vida é retribuição, sê grande
A vida é retribuição, sê gentil
Estalo, mesmo que não seja estalo leva a estalo que é continuidade de estalo anterior
Beijo leva a beijo e ao de novo beijar
Pois se fores grande e gentil, assim a Vida é contigo
Aposta por mim, que eu só quero é a Paz e o Amor
Que quero da Vida todos os segundos que ela decide de me dar, zangas para quê, exclusão para quê, se posso tirar dela tudo o que ela tem para me oferecer, sendo mais correcto escrever tudo o que ele me Oferece, dávida dá a vida e eu que dela faço parte, o que faço? Agradeço-Lhe ficando contente e feliz

Transporta a paz interior e verás a paz, transporta a guerra e guerra estalará e nós, estamos sempre dentro dela, somos nós que a fazemos também, quando assim o queremos, ou acharás que a guerra é sempre coisa lá ao longe, interpretada por marcianos, diferentes do humano que tu próprio és?

Vai-te embora se não gostares, se a situação te incomoda, mas não faças dentro de ti um inimigo, passa ao lado, não gostas, não tens de comer, e o outro pensará o mesmo de ti, quem tem então, a razão?

Porque me penso mais seguro e certeiro do que um outro. Arrogância, só arrogância em meu pensar, que não é nem o meu, pois eu já não tenho nenhuma dentro de mim, eu já não sou mais seguro do que tu ou um outro e agradeço à Vida por assim mo ter mostrado.

O que sei eu do tamanho da taça do sofrimento do outro? E cuidado, porque às vezes podes mesmo sem intenção ser a gota que faz entornar o copo alheio da vida, pois basta quando está cheio, uma só gota mais. E mesmo quando se diz que foi sem intenção, que é outra forma de às vezes dizer, que não o sabias, que não o pressentiste, que o não viste. Então paro e penso, que intenção é superior à não intenção, que intenção é aquela que não fará nunca me tornar perante outro a gota que o faz transbordar e a resposta clara é a minha vontade de Paz no meu andar, Paz que faz parte do Amor.

Dizes que não podes fazer isto ou aquilo, porque alguém não to deixa?
É tão sempre mais fácil chutar para o alheio, um belo compromisso como o teu não ser. Intrigado, não não fiques, pois é sempre mais simples pôr a responsabilidade em mãos alheias, isto é uma injustiça, é uma injustiça como diria o eterno chorão calimero, chorando como quem chora à espera de consolo. Vítima, mas vítima de mim, que fique claro e depois quem te garante, que o consolo chegará, que o outro virá um dia pedir-te desculpa, dizer-te que te quer de novo Amar e se assim não acontece, onde está a solução, pois há uma, há sempre uma, que está dentro de ti, na alterar do teu próprio ponto de vista, que altera o teu sentir e a consciência desse mesmo sentir. Ou ficarás à espera da vontade alheia?

E até podes ter toda a razão, pois há vezes em que nos aparecem outros e suas vontades de não nos deixarem, ou melhor escrevendo, de pretenderam não nos deixarem fazer o que queremos, mas aqui o que farás? A guerra que podes perder, ou recorres à tua imaginação e a necessária inteligência, de forma a encontrar sem oposição a maneira de te cumprires.

Os limites da minha liberdade acabam onde começa a de um outro, qual, qualquer outro, aquele que no momento está ao teu lado, só isso.

Não me digas então que tens inimigos, não me venhas dizer que odeias e sobretudo não me digas que precisas do ódio para conhecer o Amor

Agora revelo-te o segredo cloreto que encerra em si a esperança

Chegar, aqui pode demorar tempo e sobretudo engenho, sendo o engenho sobretudo estar atento ao sopro do vento, não à minha pretensão de engenho, mas é possível aqui chegar, à paz interior que se faz então externa

Eu Te O Juro

E já concebi em tempos idos em meu coração, fundas inimizades, Oh pretensões avariadas de um peso que a vida não tem
Também eu que te escrevo, já me zanguei, mesmo muito, muitas vezes, e hoje, por tanto sofrer, com tanta força do meu querer, já não há esse primeiro querer

Ódio, porque sem ele não poderia existir o Amor, b, versus a, como forma de definir o a e o b, deixem-me rir, não de escárnio, mas de Amor, pois cada coisa tem o seu tamanho, o tamanho em que se torna, que ela própria se faz, que a Vida a Torna, pobre a coisa que para ser coisa tem que se comparar com coisa alheia, numa vida grande, mesmo muito grande, maior do que a minha imaginação e o meu saber, embora esta afirmação seja paradoxal, pois ela é sempre também à nossa medida, ao nosso tamanho.… E falarei eu, de pássaros?

Sente por ti
Pensa por ti
Age por ti
Não compares nem julgues o alheio
Vai-te sim averiguando a ti mesmo em teus próprios passos
Oh Marta, e não estaremos sempre a falar de Amor, mesmo quando fazemos parafusos. Olha o parafuso, lembra-te da cornucópia, do penetrar, do ligar o que está desligado, do que porquê da invenção do ferro, só para começar…

Oh Marta que o Amor em meu ver, não quer ser interferido, nem violado, nem mesmo sei se pode ser transformado a cada instante, como escreves. Talvez em meu ver te pudesse escrever que Ele interfere, e ainda bem, pois é essa a sua natureza, mas transformado, pergunto-me ou tenho que me perguntar em quê, e fico-me a pensar em que é que o Amor se poderá transformar a não ser no próprio Amor. Violado, já esta palavra não a entendo mesmo, apetece-me súbito, desfazê-la aqui nesta escrita em por exemplo, viola em lá, a nota da Harmonia Natural, mas desculpa-me ou não, tu o saberás e julgarás por ti mesma, mas estes termos, interferido, violado e transformado, parece-me ser mais o seu contrário, como que uma pretensão de Amor, que será a meu ver, sempre falsa, pois em meu sentir, não se pode pretender aquilo que É, aquilo que está simultaneamente por Fora e Dentro de Nós, antes durante e depois de mesmo nós, que aqui nesta forma, estamos e nos cruzamos.

Falas ainda, que quando pretendemos caminhar em linha recta, nos tornamos contrários ao Amor, que dessa forma o subestimamos e que Ele não pode ser subestimado. Não pode ser subestimado porque ele não se deixa por nós subestimar, ele é Grande, Infinito, muito maior do que eu, por isso concordo, só com metade. A outra, metade, desta minha divisão, não, porque, Ele é também a nossa Vontade, ou pode Ser se assim o quisermos, talvez quando isso acontece, caminhemos em linha recta de mão dada e até já houve quem me contasse que já os viram juntos a tornearem curvas.

Quando digo que é o meu coração que sente o Amor é também a minha Alma, o meu Espírito e mesmo a Grande Alma do Mundo, que a meu ver não tem assim tanto de dionisíaco como à primeira vista, ou pulsar, o posso assim o pensar e depois, marta, todas estas coisas existem porque existe o Amor e se com isto concordarás, se calhar darás conta que então estas coisas estão todas ligadas entre si, são como diferentes nomes que nomeiam uma só coisa, a Mesma Grande Coisa, o Amor.

Não me venhas dizer, mas di-lo na mesma, tu também, que não dá para falar do Amor, como tantas vezes ouço dizer, que Ele o Amor me confidenciou que gosta muito que nós dele falemos, sabes, fica feliz e contente. Falar de Amor não estraga o Amor, não lhe faz dano nenhum, Amplifica-o e então Vivê-lo…

Até já me contaram histórias em que ele por tanto ser cantado, desceu dos céus em variados corpos para melhor Amar quem Assim o cantava.

Encontrando-o como quem não o procura e continuando buscando como quem o encontrou

Não sei o que se pode pedir em troca ao Amor, pois em meu sentir, a sua natureza não calcula, não possui um deve e haver, não procura um resultado equivalente e estável, ele Dá-se de dentro e de fora, por isso nem tem dentro nem fora, está em toda a parte, é toda a parte, é um todo das partes, de todas as partes
1+1= 3


Constou-me mesmo, que ele se afasta, quando assim o abordamos, quando Lhe pedimos uma troca. Disse-me Ele um dia, porquê me queres Trocar, pelo quê, se eu sou Dar, o Dar, e eu fiquei a meditar sobre estas palavras no deserto onde outrora me encontrava.

Se amar é apenas carne, dizes e eu pergunto-me, uma flor é feita de carne, sim da carne que as flores são feitas, prima da carne das Mulheres e dos Homens, irmã da carne das Nuvens e sei lá mesmo onde acabará a semelhança, se é que acaba, pois parece-me que não acaba, não.

E contudo as carnes existem, então porque pô-las de fora, se uma das faces do Amor é o prazer, que também se obtém no encontro das carnes, como por exemplo quando se faz ou recebe uma festa, sendo contudo cada carne a fazê-lo como entender em concordância, como quem escreve mútuo entendimento num mesmo desejar, com a carne do lado, ou por cima ou por baixo, ou por onde for. Pois se assim não fosse para que existiriam os corpos, que certamente não foram feitos só para usar roupa. Não é nas carnes que reside o espírito e a alma, trono da vida e do Amor nesta forma em que aqui estamos.

E se o Amor é também Humano, porquê estranhar que ele ande associado, ao que comunicamos, ao que consumimos, é só formas de o exprimir e consta-me que ele se dá da forma que o vemos, que o queremos sem querer e quando ele está em nossos corações e passos, quando lhe abrimos o coração onde ele gosta de residir, inventa então as mais belas frases de Amor, de Alegria de contentamento a contentar, a contagiar. Às vezes vai um publicitário a passar e ao ouvir tão belas palavras, as pega para enfeitar um seu produto e contudo os contextos são diferentes, portanto não tendem à sua exclusão, nem um apaga o outro, como se as palavras da verdade do Amor pudessem alguma vez ser apagadas. Mais depressa se acabariam os Amantes e os Poetas, que fazem às vezes bela publicidade e aqui me vem à memória Fernando Pessoa, que concebeu o primeiro lema, quando aqui nestas terras lusas, aportou pela primeira vez a coca-cola.

Imagino-o sentado na brasileira, a provar a primeira, sua cara por um instante estremunhada àquele saber e depois de apreciar com atenção seu sabor, escreveu em seu caderno de apontamentos, primeiro estranha-se, depois entranha-se. Certamente que estaria a falar de Amor.

Como tu, também eu não sei o que é o Amor, só sei mesmo é Amar

sexta-feira, maio 14, 2004

O meu Coração
É um iô-iô
Um Só Breve Movimento
Num Só instante
E lá vai ele
Fio abaixo a desenrolar
Noutro só Instante
Um Breve Movimento
E cá vem ele
Outra Vez
O Fio
É O Mesmo
E entre Os Instantes
De Ir e Voltar
Está Um Instante
Que É Todos os Instantes
E todos os Movimentos
De Toda a Eternidade

Onde Está
Então o Amor
No meu Coração
Que Desenrola
Como Enrola
No Fio que o Une
E lhe Dá o Mover

Ou Será Que o Fio
É Também
Meu Coração
No Instante
Do Seu Pulsar
Mais uma vez os comentários saltam para aqui, hihihi, pois tornam-se grandes, tão grandes que me ponho a pensar como poderei escrever o que eu próprio quero, não invalidando contudo este desejo de conversar

Querido Amigo dodozado, hoje sum1, amanhã o quê, que importa no baile das máscaras.

Sim não quero levar a vida, procurando a razão da que chamas minha infelicidade nos outros e é para mim também real que a forma como me conheço e não conheço não depende como dizes, do que outros crêem de mim ou das suas tentativas de me fazerem crer que seria algo distinto de mim, o que cairia na lógica da tua primeira linha de argumentação.

Sim que tento como qualquer um aceitar-se na forma que se vai descobrindo a si mesmo ser, mas Amigo, quem o disse escrevendo, que eu finjo que me amo ou que odeio tudo o que faço, és tu e não eu.

Não, não vejo o nascer como a condenação a mim mesmo, pois para isso teria que ver a própria vida como condenação, ideia que num certo nível de saber, até poderá ser sustentável, esta vida aqui como passagem, como trânsito, ou pela dor que encerra, mas parece-me Amigo meu, um bocado radical e bruta na sua forma de expressão, perdoa-me tu, de chamar, radical bruta à tua expressão, mas quero por vontade e desejo e vivência Viver a Vida como Celebração.

Sim que tento traçar como tu, creio, a vida no hoje, por isso nos cruzamos e destas coisas ousamos falar. E depois, o hoje não me parece ser uma ilha no meio dos tempos, ou de uma imaginada linha de tempo para facilitar só um pouco o raciocínio.

Do 4 pouco tenho a dizer-te, talvez só uma dúvida sobre o método e natureza da própria memória, pois onde está ela? Onde reside, estaremos assim tão seguros que ela está só, dentro de nós?

Gosto da frase tua, Vivo da Vida e não de coisas Mortas, sem esquecer aquelas que daqui entretanto se foram, pois isso seria perder também a memória do que foi bom, ou assim assim, ou mesmo mal, da capacidade de aprender se é que há alguma coisa a aprender para Além de Amar, mas sem dúvida, de uma forma que não retire a Vida, do Viver.

Dos lugares ainda não visíveis, não será uma ideia e a sua expressão, por exemplo na escrita, uma já forma de visibilidade? Olhando dentro de mim, parece-me que foram muitos mais, que cinco, os minutos de felicidade, o que não nos deve em meu ver levar a demissionar de mais minutos alegres querer. Que te sejam todos os minutos felizes, aqui te escrevo meu voto a ti.

Do 6, é tua a afirmação e não minha, contudo, a sua base, me parece o que verdadeiramente é, a Vida

Do 7, as franjas e o dar tudo, ou melhor todo me dar, ainda hoje relembrei, Vieira, Amo porque Amo e Amo para Amar, contudo a noção de todo e franja no contexto que a usas, parece-me a mesma, eu explico, o tempo do Amor é o tempo da sua expressão, pode ser rápido num olhar e ter o mesma substância e valor. Olha ainda hoje me cruzei com um Senhor com quem me cruzo muitas vezes na mesma rua, desde há muito tempo. Ele é como nós, Humano e Vida sem o ser da mesma maneira que eu e tu somos distintos sendo esta, a diversidade única um dos motivos da minha celebração da Vida.

É um Senhor, que nós sociedade, consideramos atrasado mentalmente, Vê-se no seu físico, e nas poucas palavras que fala, mas eu conheço-o e ele conhece-me, ainda agora, ele viu-me primeiro, e sua cara que espelha a sua alma se iluminou num sorriso, num sentir todo ele de Amor, Bondade e Paz e assim também eu lhe respondi sem responder. Uma franja de expressão numa franja de tempo e contudo Amigo, em meu coração sentido, todo o Amor Puro e infinito Estava Lá.

Aceito Todo o Amor que a Vida me dá, que eu creio ser relacionável com o Amor com que a ela, a Amo, seja através de alguém que chega ou de um cão, que me olha com meiguice, ou um canto de um pássaro, mas o Amor não finge, É, e quem Ama e se deixa Amar, sabe certamente do que eu falo. Tu sabes que eu sou uma pessoa quente, que transborda o corpo sobre o outro corpo, um abraçar, um aconchegar, uma festa.

Sim é bom acreditar, ter sempre algo que acreditar, sem pressa de chegar ao fim, que me parece em meu ver nem mesmo existir, ou não deixando de passar de novo pelo velho princípio, como disseste, sendo o velho acrescento meu, à luz deste meu sentir.

Que Tal, Acreditar no Amor, na Vida e bailar com ela até ao final destes pés.

E porque a pergunta da mesma família da mesma afirmação, continuou-a o gentil Gato Tobias, dando ele mesmo aquilo que a mim me parece a resposta no intervalo que posso imaginar infinito,… o mundo sempre foi mais ou menos o que é…, que diz que não é sempre igual, e depois em meu ver, a Matéria que é a Casa do Espírito no Mar da Alma, parece-me que está sempre em crescimento, em mudança, tal qual meu próprio pé e se disto não me for esquecendo, talvez se possa aqui fundar Toda a Nova e Eterna e Renovada Esperança

Ou como escreveu a Alma da Marta, Assim É, ou ainda como escreveu a Marta que Ataca sem atacar, a Vida floresce de uma mesma fonte criativa e inteligente e incondicionalmente Amorosa, geometria sagrada de Todo O Ser

Beijos a todos com Amor da mesma Una Fonte que Todo Auna e sem pensar como escreveu o Gato Tobias que existirá alguma intenção de Arrasar, mas mais de Ajudar a Construir.

E Nilson, não te preocupes não, pega lá um Abração, que já me disseste que não gostas de beijos de homens, e fico-me a recordar que se vivesses por exemplo em França, se poderia tornar complicado, hihihi, eu próprio que sou Mulher, também, mas enfim…

sexta-feira, maio 07, 2004

Que a Vontade do Todo
E de Tudo Respeitar
Una A Vida
Anelada Pelo Amor

Do Amor sem Exclusão
Do Amor sem Reclusão
Da Alegria e do Amor
Da Paz e do Perdão
Da Infinita Compaixão

Seja a Vontade de Cada Qual
Que assim o Creia
E Que Essa Vontade
De Cada Qual
O Torne Real
Em Seus Corações
Pois Toda a Vida
É Vida Sagrada
Igual
E diferente

quinta-feira, maio 06, 2004

não me coube na caixa a resposta aos gentis visitantes que aqui assim fica, nesta caixa maior, hihihi

Não sei se sei de que sequência númerica falas, folgo contudo de saber que não erras-te. Oh marta que a matemática, os números e as sequências também fazem parte disto como todos os outros modos infinitos de ver, de sentir e de pensar, por isso em meu humilde ver é de trazer todos para a mesa que assim a refeição será mais lauta e mais bela. Da lógica, uso-a às vezes, pois é a forma de chegar a um fim, uma vontade, contudo às vezes não vi minha Amada e meu Amado passar a meu lado na rua, por ir demasiado entretido com ela, a lógica, nesses alturas até falo de batatas

Qual é o nosso paradigma, nem sei ao certo se é nosso,no sentido estrito de ser comum aos dois e bem isso gostaria de saber
e contudo os paradigmas residem e habitam no tempo que é o momento em que estamos e assim te transcrevo um dos singelos poemas que um pássaro me deixou

Cantou o pássaro

Em Dezembro era o Mês
Em que encontrei
Um Castanheiro
Suas folhas me disseram
Que o que faltava era

Que a vontade de todos
Seja a vontade de cada qual

Disse-me depois o pássaro antes de partir que lhe parecera o velho castanheiro como que muito triste, a chorar, mesmo sabendo o pássaro do seu enorme tamanho e natureza.
Mãe de diversos pequenos paradigmas, se sobre tal te aprouver pensar


À Marta primeiro em seu chegar, fico também contente que o comentário te contente e que assim por muito o fiques
e com beijos bons me despeço por agora
Zblig, pic, pac, troimmm, pic, pac, pim

Oh querido, porque fixas tão intensamente meu umbigo, dissera-lhe a mulher deitada de costas a seu lado, repousando numa mesma cama, numa noite de mar de verão, sabes, parece-me ver lá dentro qualquer coisa a mexer,

Oh meu querido carpinteiro tudo está a mexer, não são só os textos que se mexem, é a própria vida a anelar-se por si mesma escreveria um poeta, mas sim tens razão, tenho lá acampada uma tenda de circo, vai lá ver, pega lá esta lupa para melhor puderes observar, ao que ele sussurrando-lhe encantados e agradecidos versos de amor a seus ouvidos, assim com o nariz e a lupa fez.

De repente encontrou-se dentro de um campo em flores sobre um céu azul doirado a apareceu-lhe um menino que lhe disse

Cinco são os meninos perdidos
Que tem que se encontrar
Como dedos de uma mesma mão

Como se reconhecerão?
Todos eles virão feridos
Em seu andar

O que farão?
Conversarão
Sobre as Feridas
E o Sofrer
E o Que Fazer

E agora me vou, ala, que vem aí meu amigo touro e combinei ir passear em seu dorso, pois tão bem me sabe a força gentil de seu ser e com ele vou mais longe e a sítios onde sozinho dificilmente poderia ir, deixo-te este livro, se quiseres saber mais das características das feridas dos meninos perdidos e lá foi ele com seu boi, já iam longe quando ele lhe perguntou, olha lá serão só varões, ouvindo como resposta que nem todos, e assim ficou carpinteiro em seus botões a pensar

Chipa, que menino mal-educado, presunçoso e arrogante, acha-se, igual, em força ao boi, que falta de humildade, quando se lhe deu um ai, um ai físico de dor, porque um pássaro que lhe voava em cima deixou nesse momento cair uma pedra que lhe acertara no pé.

É bem feito, disse-lhe o pássaro, então
É bem feito como, eu não te fiz nenhum mal
Estava só para aqui com meus botões
Pois mas estavas a julgar o meu amigo menino e o meu amigo boi
Quem és tu para o fazer?
Se só acabas-te de o ver
Então para que julgá-lo em pensamento
Mas isso não faz mal
Faz, faz, respondeu-lhe o pássaro, germina dentro de ti
Para começar, a irritação que por vezes se pode tornar zanga
E depois achas que o teu pensamento não afecta as coisas em redor
È como quando fazes uma casa, primeiro pensa-la, desenha-la, para depois a construir
Ou se quiseres em versão com etapas reduzidas, pensamento é energia dirigida, porque organizada e como qualquer tipo de organização de energia está e pode viajar no espaço, penetra outros campos.

Sabes um segredo cloreto, aquele menino e seu amigo que ali vão ao fundo, não se ajoelham entre si, pois nem um, nem outro, se vê como maior ou menor do que o outro.
Quando se ajoelham, são os dois, para partilhar uma mesma refeição, embora compreenderás que um boi de joelhos não é o mesmo que um menino de joelhos, os dois à beira mar, prazenteiros em sua grande amizade, pois são gentis e quente gente, quando se os tratam bem, de que arroubos audazes capazes então se tornam.

E depois nem aquele menino é verdadeiramente menino nem o boi é jovem, há dias às vezes onde aparecem os dois na casa dos quarenta, muitos mais sabedores, oh eu, nesses dias, voo ao lado deles e delícia, apreendo tanto, e depois qualquer pássaro atento sabe

Quão fácil o mundo confunde ser, com falta de humildade, arrogância ou mesmo má criação e contudo cabe a quem o é, a si, este, desfazer. Outro dia mais te contarei.

E o carpinteiro sozinho abriu então o livro, ao calhas, como sempre costumava fazer com um livro na primeira vez que o abria.

Leu então

Não há muito tempo atrás, o mundo, a matéria, acelerou em sua vibração que é como a batida de seu coração e o coração do mundo é como o meu, trabalha basicamente da mesma maneira.

A gama de frequências dilatou-se, podendo-se começar a ouvir sons até então inauditos
Como o silencio da Calma de Amor, da Harmonia e da Paz entre as suas gentes e a Terra, A Grande Mãe.

Assim se o pêndulo de cristal, aumentou seu ângulo de movimento, aumentou a gama e potencial energético das próprias emoções que trouxeram inclusive à percepção, algumas até então, invisíveis. Sendo a matéria basicamente a mesma, assim também nos homens se desenvolveu uma maior capacidade e abrangência emocional, operada num ambiente e com um corpo mais rápido, portanto onde o tempo se tende a contrair mais.

Depois deixou o acaso escolher uma outra página através de seus dedos e leu

Os meninos perdidos entre muitas outras coisas, são agora jovens adultos, que são reconhecidos por serem vistos pelos adultos como meninos, por isso os tratam pelo diminutivo carinhoso de seus nomes próprios, e consta que são muito amados por Deus a Quem muito Amam.

Leu ainda, que era característica destes meninos perdidos não se acharem menores que nada, pois grandes sempre querem ser em si mesmos para melhor poder Celebrar e Amar e Defender a própria Vida, que pela diversidade, pela múltipla cor, pelo múltiplo e uno Amor, isso constantemente lhes dizia, eram então, também por isso, vistos pelos outros, como bichos estranhos do mato e consta que isso os fazia sofrer, às vezes muito.

Aí, o carpinteiro estremeceu, pois vira-se a ele de alguma forma aí reflectido. Num baque fechou o livro, que mudou o cenário e deu-se de repente conta outra vez nos braços de sua Amada, que lhe disse, não tenhas medo, que eu te dou o sortilégio de poderes caminhar em segurança por todo o lado, pois não há nenhum lado que seja maior do que tu próprio.