sábado, junho 19, 2004

Perdoem-me todos aqueles que me amam, que eu sei que são muitos, mas há dias e noites assim.

Mãe e Pai, Guia-me, que eu por Ti, só me quero deixar guiar

Escrevera recentemente o homem sobre o Amor e aqueles múltiplos espelhos que o imitam sem nunca o serem, relembrando a si e aos outros, que basta ousar, e quando o ousado consigo vem ter, é ele mesmo, que o deita fora.

Perdoa-me Pai, quando essa Imensa Luz, Esse Imenso Amor, Essa Teia Invisível Que tem como Nome Bondade, é por mim mesmo de alguma forma como que perdida, pois bem sei que nada se perde, sou sou eu a sentir

Oh noites em que Senhora da Solidão me acompanha, mesmo quando caminho no meio de vós, pois sabe e afirma a Senhora, que não há solidão mais chegada, que no meio da multidão.

Sei que então deveria ficar em casa, mas se soubésseis, como um só breve sorriso, um olhar, uma pequena conversa, um toque não intencional dos corpos, se torna tão precioso, como pétalas que me agarram à vida, nas vezes em que nela pareço não estar.

Depois falara com seus Irmãos Pássaros, para levar seu pedido de perdão a todos os que o amavam, acrescentando, que ousassem sempre, e que quando assim o vissem, lhe chegassem muito doce e de mansinho, devagarinho, pois nesses momentos era ele, a própria fragilidade, que se assim se chegassem, seu coração de mansinho se serenava.

Oh Senhora da Solidão
Porque Me tomas
Em Teus Braços

Oh Senhora da Solidão
Porque Me Mostras
O Silêncio



Oh minha amada, se soubesses as vezes que o Amor não me deixou e o quanto então doeu. Chegar, entrar e ver muitos belos seres, disponíveis, sorrindo a abertura que o Amor não É.

Oh minha amada, se soubesses como tudo aquilo me perturbava, meus olhos no chão, o passo e acção estacada, perante tamanha beleza, tanto aparente desejar, tão perturbador, que me tolhia inteiro, pois se a beleza é expressão do Amor, não é o Amor só, essa mesma beleza.

Oh minha amada, se souberes como eu sei que o Amor não se colhe, nem mesmo oferecido, quando dessa maneira, se não oferece

Oh minha amada, se souberes como eu sei que o Amor, não se inventa, não é abertura porque é o Aberto

Oh minha amada, se soubesses, o ódio que eu na cara do meu irmão vi, por não colher, o que não se pode colher. Ódios de violência, funda, pesada e perigosa violência. Como eles não o percebiam e como eles assim me castigavam

Oh minha amada, se soubesses a mortal inveja que em seus olhos do coração, eu vi, quase dispostos por uma raiva imensa a tirar-me de meu corpo e porem lá seu espírito.


Oh minha amada, se soubesses às vezes que eu chorei, ao ver a multidão dos nossos jovens a fenecer, tão ao Lado do Imenso Mar de Amor, numa teia de encenação de estar montada, palco de uma imensa solidão, que a pouco e gratificante lado, leva.



Talvez então
O Aberto
Nos
Encontre
Nos Faça
Encontrar

Vem Doce
Com
Aquele
Olhar
Que
Eu Olharei
E Nele
Me
Reconhecerei

Vem
Dizendo
Afirmando
Que Sabes
Quem És
Quem
Eu
Sou

Finos Brocados
Entrelaçados
Cantantes
Versos
De
Promessas
De
Amor


Tu Que
Sabes
Quem
Sou
Eu
Que
Não
Mais
Me
Conheço


Deixa-me
Então fazer
Ninho
Em Ti
Deixa-me
Oferecer-te
Meu
Ninho

Cálidos
Fundos
Segredos
Secretos
Doces
Juras
De
Amor
Ternuras
Mil
Amor
De
Um

Vem
Livre
Como
Eu
Sou

Que
Eu
Fico
Livre
Como
Tu És

Pois
Livre
É
O
Amor


Minha
Amada
Chega
Feiticeira
Paixão
Sangue
Quente
Finos
E
Elegantes
Brocados
Vaso
Cheio
Da
Boa
Vontade

Quentes
Desejos
Desejados
Quentes
Doces
Afagos
Alados
Amplexos
Bolinhas
De Boa
Disposição
Alegria
Vertical
A Evaporar

E Se
Minha Amada
Trouxeres
Em Teu Peito
Um Certo
Jeito
Do Amor
Universal
Do Certo
País
Minha
Mais
Amada
Serás


O Amor
Em Seus
Braços
Eternos
Seremos

Amor
Seremos
Arquitectos
Servidores
Amor

E Rotas
De Amor
Serão
Então
Desenhadas

Pois
Falarás
De
Sabedorias
Antigas
Que
Trazes
Em
Teu
Peito





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