terça-feira, agosto 24, 2004

Um dia encontraram-se dois amigos numa das ruas do Bairro Alto.
Um deles dizia então ao outro, qualquer dia apanham-te
Quem?
O sistema
Apanham-me como?
E o que é o sistema?
Apanham-te, vais ver

Que ideia tão estranha, aquela que o outro lhe dissera, fora em seu caminho a pensar.
Então o sistema existia para apanhar pessoas?
E apanhar pessoas, caso fosse esse o caso, para quê?
Para que serviria apanhar as pessoas?
Para alimentar o próprio, sempre houvera escutar

Seria uma ideia autofágica ou um ver mal, na forma como se apresentava a realidade?

Ou

Infeliz hipótese, seria assim na mais das vezes a realidade?






Meu
Menino
Querido

Tão alvo
Daqueles
Que
Se
Movem
Pelos
Interesses

Próprios
Não
Me
É
Difícil
Imaginar
As
Setas
Teu
Sangrar
Teu
Quase
Ensandecer




Descobre
Meu
Menino
Querido
Transparente
Desejante
Amante
Amado
Verdejante
A Vida
É
Mesmo
Assim

Para
Ser
Amada
Para
Se
Amar
Sem
Fronteira
Sem
Limite
Com
Ou
Sem
Dôr

Descobre
Meu
Querido
Menino
Quanto
Medo

Em
Teus
Irmãos

O
Medo
Que
Assim
Os
Impele
Assim
Os
Torna
Nas
Vezes


Mas
Meu
Querido
Menino
Aprende
A
Tua
Protecção

Coração
Tranquilo
Mente
Aberta
E
Atenta


Não
Deixes
Meu
Querido
Menino
Menino
Querido
Que
Se
Ofusque
Teu
Coração
Nem
Tua
Mente
Escureça


Pois
Tu
És
A
Tua
Própria
Luz

A
Luz
Está
Dentro
De
Ti

É
Fruto
Do
Casamento
Entre
A
Orelha
E
O
Coração


Assim
A
Orelha
Escuta
O
Coração
O
Desejo
A
Vontade
Que
Nasce
No
Saber
O
Querer
O
Que
Querer

E
Como
Fazer
Para
Obter
Esse
Querer

Este
É
O
Desafio
O
Jogo
O
Jogar



São
Muitos
No
Nosso
Povo
Que
Uma
Vez
Te
Sagraram
Vencedor


Meu
Querido
Menino
São
Muitos
Os
Que
Te
Amam
Porque
Se
Reconhecem
Iguais

Ou

Semelhantes
Para
Espíritos
Mais
Sensíveis

Pois
Quem
Em
Ti

A
Beleza
Do
Ser
Da
Vida
E
Do
Viver

Realça
A
Semelhança
Como
Natureza
Da
Igualdade


Mas
Meu
Querido
Menino
Quem
Ama
Não
Se
Impõem

Nem
Tem
Nas
Vezes
Qualquer
Particular
Razão
Para
Perto
Chegar



Meu
Querido
Menino
Meu
Menino
Querido
Procura
Tu
O
Que
Tu
Queres
Averigua-te
Averigua
Tu


Olha
Meu
Querido
Menino
A Vida
Pode
Ser
Sempre
A
Aprender


Fecha
As
Janelas
Pelo
Instante
Do
Retemperador
Descanso
Nós
Aqui
Os
Que
Nos
Sentimos
Iguais
Porque
Semelhantes
Traremos
Em
Nós
O
Amor
Que
Te
Temos
A
Protecção
Um
Mesmo
Ardor


E
Meu
Querido
Menino
Eu
Que
Sou
Pai
Te
Conto
Infeliz
Segredo
Pois
Remete
Ainda
A
Tempo
Futuro?


Um
Dia
A
Terra
Vai
Viver
De
Forma
A
Que
Ninguém
Necessite
De
Pisar
Alguém

Eu
Que
Sou
Pai
Que
Como
Qualquer
Pai
Ensina
A Ser
Verdadeiro
A
Seus
Filhos

Pois
Cabe
Aos
Pais
Que
Assim
Agem
A
Chegada
Desse
Dia



Pois
Como
Pai
Sofro
Na
Tua
Dor



Meu
Querido
Menino
Meu
Menino
Querido
Aqui
Te
Deixo
Este
Colinho



Os que verdadeiramente vencem são autênticos, e como autênticos terão maior propensão para dar mais o flanco, para serem mais facilmente pelos que assim decidem caminhar, abusados ou denegridos.

Os que verdadeiramente vencem são aqueles que procuram o que são, que não preferem viver, sem essa permanente busca de si mesmo que é a vida e o viver

E quando o coração é misto de vermelho da paixão, do sonhar, do querer, do acreditar que é possível e do branco da paz é paz o que então sentimos, quando não, nos sentimos abusados.

E é possível

Embora difícil, pois parece que muitos assim decidem andar, e sabes, é como dar um tiro nos nossos próprios pés, nos de todos, pois assim se prefere abater os que vencem, quando vencedores, e vencedores, necessitávamos que fossem todos.

Assim aprenderemos os dois, a ser mais selectivos no dar, que tu tanto gostas de actuar. É como pensar em pérolas e aprender a melhor distinguir os porcos, que nem porcos são, mas às vezes assim se comportam ou os fazem comportar, eu próprio, que grunho.

E pensando que selectividade não é necessariamente uma redução no dar, no que se dá, só pensando a palavra, como um dar, que não nos faça sofrer, que não abra a porta à pisadela alheia que recai sobre nossos próprios pés, quando é caso disso, pois assim se move a intenção alheia, dos que, alheios de si mesmo, andam.

Meu menino querido, meu querido menino
Corações puros têm as portas abertas
E pelas portas abertas entram todos
Os animais
Uns chegam com sorrisos e flores
Outros com medo
A fugir
A se esconder
Uns são leves
Como pássaros
Outros
Com
Medo
E
Dor
Pesados
São
Como
Elefantes
Em Lojas
Exíguas
De
Porcelanas

Partem tudo
Ao poisar
Ao pisar
Os corações
Quentes
E
Abertos

Aqueles
Que
Acreditam
Que
A
Vida
É
Para
Viver
Para
Valer
Para
Bem
Estar
Para
Bem
Passar

Oh Alegria
Da Amizade
Oh Alegria
Do Amor
Oh Desejo
De Vida
Oh
Vontade
De
Luz
Da
Luz

Não
Deixes
Meu
Menino
Querido
Meu
Menino
D´Oiro
Que
A
Dor
Te
Escureça
Teu
Céu

Não
Deixes
Meu
Menino
Querido
Meu
Menino
D´Oiro
Que
A
Dor
Te
Tape
O Sol
Que
Alumia
Que
Guia
Que
Te
Aquece
A pele
Como
Gato
Lento
Em
Doce
Ronronar
Alegre
E
Feliz
Miar


Pois
Essa
É
Lei
Das
Estrelas
Daquelas
Que
Residem
No
Céu
Dos
Nossos
Corações
De
Cada
Coração
Em
Todos
Os
Corações
Por
Debaixo
Do
Mesmo
Único

Outro
Mesmo

Céu




Quem vem assustado, porque não sabe a força que tem dentro de si como suficiente e bastante para alcançar o que se propõem, ou pensando curto na sua ignorância adquirida e lhe dada pelo mundo ao seu redor, de que a única forma de obter o que quer é à custa de um outro, ou ainda míope, como se dois pudessem verdadeiramente querer uma mesmíssima coisa de uma milimétrica mesma maneira, pois haverá espaço para todos, espero, desejo e entendo eu.

Sabes
Meu menino
D´Oiro
Aqui te conto
O que já vi
Me acontecer

Coração
Quente
Aberto
De
Manteiga
Queijo
Da
Serra
Todo
A
Derreter

Porque
Tudo
Derrete
Tudo
Faz
Derreter
Assim
Vêem
Os
Afortunados
A
Vida
No
Seu
Ser
Em
Seu
Ser

Depois
Chegam
Frios
Deslizantes
Em
Todo
Aquele
Derreter
Calor
Inebriante
Outro
Perfume
De
Ser
Do
Ser


E
De
Repente
A
Faca
Fria
Que
Quem
Tem
Medo
Tem
Volteia
No
Ar
Rápida
A
Espetar
O
Coração
Do
Queijo
A
Derreter

Disse
Nas
Vezes
A
Mão
Que
A
Empunha

Oh
Parolo
Não
Pensante
Campo
Todo
Aberto
Verde
Em
Flor
Belas
Rosas
Que
Me
Faltam
Eu
Vou
Poder
Colher


Oh
Não
Parolo
Nem
Não
Pensante

Irmão
Porque
Destróis
Rosas
Alheias

Não
Sabes
Tu
Que
És
Um
Jardim
Uma
Rosa
Um
Jardineiro
?


Mas
Nas
Vezes
A
Faca
Desceu
A
Manteiga
Fendeu
O
Coração
De
Queijo
Sofreu
A
Ferida
Abriu
E
A
Dor
Sentiu

O
Tempo
É
Amigo
Do
Pensamento
Do
Conhecermo-Nos
Da
Cura
Do
Curar
Da
Cicatriz
Que
Resta

Breve
Lembrança
Do
Que

Foi
Do
Que
Então

Não
Mais
Dói
Pois
Não

Nenhuma
Dor
Que
Vença
A
Vida





Se
Bem
Adivinhar
Que
Eu
E
Tu
Somos
Diferentes
A Mim
Quando
Tal
Aconteceu
Passei
Muitas
Vezes
Do
Muito
Calor
Ao
Muito
Frio
Às
Vezes
Quase
Mesmo
Enregelar

Assim
Conheci
Na
Face
De
Meu
Irmão
O
Espanto
Face
O
Olhar
Arregalar
O
Rápido
Recuar
O
Rápido
Retirar
Da
Foice
Com
Que
Vinha
Colher
Mandar
No
Alheio


Assim
Também
Nas
Vezes
Conheci

Na
Língua
De
Meu
Irmão
Que
Pelos
Ouvidos
Ouvi

Ser
Visto
Como
Hipócrita
Frio
Calculista
Bom
Gestor
De
Oportunidades
De
Afecto
Ou
Melhor
Será
Dizer
De
Oportunistas
Afectos


Também
Me
Recordo
Do
Dia
Que

Conta
Disto
Eu
Próprio
Me
Disse
Não
É
Justo
Usar
Os
Que
Outros
Não
Tem
Fazendo
Assim
Minha
Vontade

Tropeçava
Em
Meus
Próprios
Pés

Recordo
Cristalina
A
Questão
Em
Seu
Chegar

Poderia
Usar
Meu
Natural
Charme
Para
Fazer
Negócios?

Visto
O Juízo
Chegado
Soprado
Ser
Aquele
Que
Eu
Ouvi

Não
Tem
Valor
É Só
Charme
E
Sedução
Habilidade
De
Habilidoso
Reles
Prestigi-a-dor

Outros
Ventos
Outras
Dores
Assim
Ele
É
Também
No
Amor
Na
Amizade
No Trabalhar
Variantes
Do
Mesmo
Tema
Original
Que
As
Nuvens
Disseram

Original?

E
Sabes
Meu
Menino
D´Oiro
Doirado
Radiante
Nas
Vezes
Em
Que
Não
É preciso
Muito
Tempo
Ou
Muito
Falar
Para
Um
Homem
Conhecer

Tua
Natureza
É
Plácida
Pacifica
E
Vibrante
Desejante
Conheço
Teu
Desejo
Teu
Desejo
De
Amor
Em
Teus
Olhos

E
Meu
Menino
Querido
Meu
Querido
Menino
O
Amor
Não
Tem
Fim
Não
Tem
Fronteiras
E
O
Problema
E
Às
Vezes
As
Caixinhas
Falsos
Reinos
Em
Que
Às
Vezes
Nos
Metemos

Parece
O
Amor
Não

Bem
Caber



Meu
Menino
D´Oiro
Meu
Menino
Querido
Meu
Querido
Menino

Nos
Salões
Famílias
Apresentam
Dicionários
Que
Traduzem
Coisas
Inexplicáveis
Boas
Maneiras
Em
Boas
Maneiras
Se
Apresentam
Como
É
Ser
Esta
Família
É
Giro
Somos
Giros
Damos
Muitas
Festas
E
Temos
Livros
De
Cheques
Recheados
Corajosa
Correcta
Descrição

Tiro
Meu
Chapéu
A
Tal
Engenho
Tamanhas
Virtudes


Meu
Querido
Menino
Meu
Menino
Querido

A Alma
De
Portugal
Sagrou-te
Uma Vez
Pois
Viu
Nele
A
Alma
Do
Menino
Infante
O Amor
A Paz
O Bem
Querer
E
Uma
Vez
Sagrado
Sagrado
Sempre

Sabes
Meu
Menino
D´Oiro
São
Muitos
Os
Que
Contam
Sempre
Contaram
Desde
Tempos
Antigos
De
Um
Tempo
Antigo
Que
Breve
Voltará
Em
Que
Os
Homens
E os
Animais
As Pedras
As Flores
As Rosas
Hão-de
Viver
Lado
A
Lado
Sem
Receio
Sem
Medo

Esse
Tempo
Essa
Via
Está
Dentro
De
Ti
Assim
O Farás
É
Meu
Desejo
Que
Te
Expresso
Que
O
Farás
A
Bom
Porto


Lembra-te do teu desejo, donde o fundas, daquela fundura e cais onde ancoras a inocência que também és, lembra-te da beleza de ver a beleza numa pedra, a amizade dos animais, os espaços amplos de horizontes largos, a calma do tempo, o tempo calmo, daquele que nos faz apreciar a vida em redor

Tu és um menino homem, coisa de rara beleza, um menino homem que já vive nesse tempo, nesse local, nesse ser, uma inspiração para quem Ama, que por Amor, e em Amor, assim Te Ama.

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