quarta-feira, setembro 29, 2004

alterações e crescimentos no texto anterior.
Meu Amigos que me vem visitar e me deixam pérolas para o meu coração. Eu Vos Agradeço, Celebro Vossa Existência e Vosso Existir e assim Vos Trago em Meu Pensar do Meu Coração. Oh Corte Celestial Sem Corpos, Amores Distantes Mas Sempre próximos, afagos etéreos, fogos só de suaves Amores

Pois eu tenho problemas com o Agradecer, não com o Agradecer em si mesmo e o que o Origina, pois isso é sempre claro ao coração, mas mais de como o faço.

São tantos que eu trago no coração, que se aqui tivesse que escrever Vossos Nomes não haveria folhas que chegassem.

Outras vezes ainda, não fixei vossos Nomes, pois para mim os Nomes parecem andar colados aos Corpos, e fixo bem um nome com corpo, quando se estabelece o encontro e o encontrar, diria mais à luz da minha experiência que, então quando há trocas de corpo, como contactos físicos, com as mãos, palmadinhas nas costas, Abraços, achego entre os corpos, actos maiores em seu tempo de sentir, dar e receber, do que um rápido aperto de mãos.

E então assim parece, quando os corpos se dão que é activada uma espécie de memória que habita neles, como gelatina suave e doce, que associa o Nome ao Corpo de forma mais profunda, mais resistente ao tempo, tipo uma impressão corporal de reconhecimento, uma osmose, uma certa fusão, um pedaço que tenho teu, um pedaço que tens meu, sem ninguém nada perder, mais do campo do ganhar.

Mas isto é variável, pois cada um é como cada qual, e suas formas dominantes de análise, registo e reconhecimento dependem da forma diferenciada com que cada um utiliza os órgãos do ver, os sentidos, o Espírito, e a Alma.

Mas pior é quando não o faço, por pensar que o fazer a alguns melindrará outros, que posso fazê-los sentir menos desejados.

Por outro lado, creio, que quando os trago no pensar do meu coração Aqueles que Celebro, de alguma forma o sentirão, talvez um curto e repentino sopro de vento, um calor, um súbito esvoaçar da percepção da Alma, um dialogo telepático, são tudo imagens de aproximação ao Inefável que a afirmação contém no verbo da Fé.

…..


Meus olhos do coração choraram às cinco da tarde, acompanharam a notícia da Alegria Como a Senhora que a apresentava, a Vivia Ser, expressava pelas ondas do éter, a verdadeira reconhecível emoção, a certa, aquele que corresponde ao dito. Uma Alegria fundada e nascente de piedade e compaixão.

Meus olhos aguaram de Felicidade, ao saber que os quatro tinham acabado de ser libertados, duas Italianas e dois Iraquianos, pois quando uma vida é salva, mesmo que seja uma única, o conto do Amor Aumenta, diminui o do seu Inimigo, a Tirania.

Meus pêlos de meu corpo se põem em pé em êxtase de Amor, bela e quente emoção, que percorre todo meu corpo, e assim a catarse, se faz.

Vamos lá salvar mais vidas, acabar com as guerras para que todos possam viver em paz.

Cada vez que se salva uma vida, vivifica-se a inteira vida e isto é Forte Razão de Celebração e da Alegria, Aquela que por vezes Trás a Bênção das Águas que levam e lavam as mágoas, cujo Irmão Muito Amado Tejo, nos faz o Amor de as transformar em nadas.

Às vezes a Alegria vem nas vestes da lágrima, do choro e do chorar
Chorar de Alegria, Eu Choro de Alegria Nas Vezes

Quase uma suma de dois pólos que se definem por correlação entre si, A Alegria e Tristeza que também Faz o Chorar. Opostos que se tocam numa mesma expressão, circulo fechado da gama da emoção.



…..


In a kind of tribune I see a man, been interrupted, by another in the same circle, if so.

The man in the circle, is than surrounded by others and putted out from the circle

The man in the tribune, them say

Lucky, We all live on a Democracy, All Have The Right To have His own
Point Of View

But I just Heard One.

Missing the Right to Equivalent Expression?
…..


No segundo tempo do pão, do bordão, ou do pau na mão, o homem para guerrear tinha antes de se encontrar com um outro, pelo menos ao alcance da mão, mais o tamanho do bordão.

Assim tinham antes, que se encontrar num espaço físico de proximidade, pelo menos o do alcance do bordão, antes de começaram a bater um no outro. Uma proximidade e implicação na acção directa e no resultado.


Certamente terão nas vezes, aproveitado essa proximidade física e real, para encontrar soluções alternativas ao guerrear, daqueles que abrem as portas da Paz, São Feitas Pelos Que transportam o Coração em Paz, Na Paz do Coração, Criam a Paz em Seu Redor.


Por assim dizer, o homem participava na acção e em seu resultado, que revertia directamente em seu corpo, ou corpo alheio, ou em ambos, tanto num como em outro sentido.

A coisa era a doer e podia mesmo doer, dilema ali todo estendido no espírito dos dois, dilema, daqueles que pede sempre uma resposta quando deixamos as coisas chegar a esse ponto, Opção, opção no momento, como geralmente são as opções, de fazer a paz ou guerrear, duas vias de sentido único numa auto estrada que nesses momentos parece só ter, ou melhor, nos momentos que lhes antecedem, só duas faixas, pois o homem antes de fazer a paz ou guerrear, fez um acordo prévio consigo, antes de combater por um lado ou pelo outro

Dois homens, dois pensares, dois eventuais desejos distintos de acção.

E contudo mais ou menos isto poderia decorrer na cabeça de só um

Eu não quero violência
Eu não acredito nesta via
Pois sei que esta via
Alimenta a besta
É a besta
Eu não quero o combate
Eu só o aceito
se for inevitável
Pois prefiro tentar a Paz
Construir a Paz

o que é inevitável
Evitável
É Ofender A Vida
Seja A Minha
Ou
A
Dele

Posso
Sempre
Ir-me
Embora



Ao
Fundo

Cobarde
Me
Chamam
Mas
Não
Sou
Eu
Não

Outras
Vezes
O
Inevitável
é
Mesmo
Inevitável
Como
Quando
Salvas
Alguém

Porque
Apareceu
Alguem
Cruzado
Para
Ser
Salvado




Isto está feio
O que se passa aqui
O que é que não se está a entender
Como se faz a visão comum
Qual é o problema que está de baixo
Como se pode resolver
Como o explico
Como transformo e
Lavo toda esta negra emoção
Que faz perder
O tino
A
Meu
Irmão
Pois
Podia
Ser
Eu
A
Perdê-lo

Como
Acalmo
Como
Adoço


Basta um pensar assim e consequentemente assim agir para criar a possibilidade de quebrar os elos da violência, da dor, da vingança, de todos os ódios, elos que se criam a eles mesmos, cada vez que acontecem, num desejo, vontade e propensão própria para esse negro encadear, encadeado que se torna cadeado dos homens.

Imagem do ferreiro da besta, ferrador sobre bigorna, em sua mão o poder da mão da bomba nuclear, sua mão de carne fria, insensivel aos maiores calores, bate em precisos instantes o ferro invisivel, que então a cada murro se forma e liga ao anterior, uma corrente de elos batida com sua própria mão.

Quebrai, cavaleiros das sombras perante a Luz, que jorra e que ilumina as coisas, faz o escuro, claro, as coisas nítidas em sua nitidez, os corações compassados no Amor em Amor, Pelo Amor.

Quebrai cavaleiros dos ódios porque os homens são inteligentes em seus corações, sabem-se seres iguais, antes de todas as diferenças

Quebrai cavaleiros da vingança, porque os homens trazem claro em seus corações e pensar, que quebrar, é não ter entendido, é não ter feito o entendimento, e que quando uma coisa se quebra em meu horizonte do olhar, quebra-se uma parte do próprio olhar

E que quando se quebra cola-se, nas vezes em que assim se pode fazer, pois o Amor
É O Que Cola, A Cola e o Colar, e porque nem sempre se pode colar o quebrado, o melhor, é mesmo tentar não partir nada, ou o menor partir.

Basta um em seu acordo interno, para quebrar a corrente da cadeia da besta que se constrói a si mesma, pois ninguém pode combater com um outro, sozinho.

Depois em tempo menos antigo do pão, inventaram as espingardas, mais destruidoras do que a média das bordoadas, que permite ao homem combater mais ao longe, mais afastado entre si, e que pela precisão e letalidade adquirida, lhe dava um maior poder para fazer aquilo que as espingardas fazem quando os gatilhos se apertam e se for boa a visão, e as sortes, fere, mata, morre, ou vive e faz viver o vivo.

Mas a noção de mais poder é de certa maneira falsa, pois uma bordoada bem certeira mata da mesma forma que a bala, ambas tiram a vida, destroem a vida e se a bordoada pode ser tão letal, quanto um tiro, a possibilidade de atirar à distância, dá-nos um bocadinho, uma certa ideia de possível vantagem, um errada ideia de maior distância, igual a maior protecção.

Pois a espingarda, pela possibilidade de quem a usa, a poder usar ao longe, poderá dar a sensação de uma maior segurança, que se estabelece nessa noção de longe, de distância comprida, em intima articulação com a forma como o homem, percepciona, gere e actua a noção da sua segurança em correlação com o espaçotempo.

Mas a noção de mais segurança e de certa maneira falsa, pois dois emboscados ao longe um do outro, por detrás de uma moita, de uma arvore, de umas pedras, quem se vê primeiro, quem aponta e quem primeiro atira, quem acerta, são por vezes, pontinhos ao olhar.

Sensação próxima, salvo o seja, do jogador de futebol, antes de marcar o penalty, naquele momento em que a baliza nas vezes começa a crescer, assim ambos se devem sentir quando ao longe se olhando, se sentem mutuamente olhados, tempo antes do tempo do disparar.

Dois pontinhos de vida ao longe de mais, para primeiro ter a oportunidade de falar, com um instrumento que os homens criaram e que permite de imediato a solução pela via do ferir ou do matar e que afasta em meio a possibilidade do falar, pois meio são as palavras, outro, o dedo no gatilho, outra a Vontade de cada um, a resultante dos dois e das sortes.

Havia contudo um momento, em que a proximidade, que acontece quando estamos ao pé de um outro e podemos ver seu rosto, sua emoção, seu falar, que nas vezes, terá feito com que os paus com os corpos não se encontrassem.

Pois só se pode falar, entender e compreender um homem ao perto e sabendo que os gritos atravessam longas distâncias.

No terceiro tempo do pão, da pistola, e da espingarda o homem inventou uma forma de matar mais à distância, a assim a possibilidade de reconciliação antes possível pela proximidade, mais distante, também ficou.

Depois, mais recentemente o homem ainda se afastou mais do acto e do o concretizar por mão própria, de ter que lá estar em corpo próximo do outro para o combate ou para a Paz.

Um só botão de cada lado de dois lados do mesmo mundo uma só mão, ou duas mãos, ou combinações de quatro mãos, chaves e códigos, um telefone vermelho, dois telefones, uma linha entupida, um que enlouqueceu de repente, e o mundo poderia acabar nas próximas horas, assim sobre este espectro do medo viveram nossos pais grandes partes da vida que todos os filhos, desejam longa, depois de nascerem a seguir à segunda guerra mundial.

Do Tempo de Todas as Esperanças de Todos os Sonhos, no final da 2ª Grande Guerra, para a guerra-fria, foi um passo curto seu espaçar. O tempo da promessa das novas revoluções industriais, novos produtos, emprego e desenvolvimento para todos, o tempo da promessa da abundância, da Felicidade, das regalias e benefícios sociais dos que trabalham, férias e férias pagas.

Os pulos de gigante no campo do conhecimento, da medicina, o sonho da medicina acessível e universal, os programas mundiais de vacinação, a liberalização dos costumes no Amor, a emancipação da Mulher, as grandes lutas pelos direitos das minorias, as grandes lutas pela igualdade e direitos humanos

E as guerras sempre de permeio, a acontecerem.

Hoje o urânio enriquecido, anda de formas descontroladas, traficadas, por aí no mundo, por vezes até se ouve dizer que parece existir em sítios onde depois afinal não existe e fazem-se assim algumas guerras.

O desarmamento nuclear antes combinado, não chegou ainda a seu completo fim, e lembrando que existirão sempre resíduos, activos durante tempos imensos que abarcam gerações.

Desde Menino, que trago em mim a imagem do imenso cogumelo branco que sobe tanto e é tão grande, que atravessa até as nuvens mais altas. Nagasaki e Hiroshima, cidades inteiras pulverizadas, como se construções de fósforo fossem. Uma imagem estranha porque vinha sem som, não se recorda de ouvir algum som.

Um tremendo murro, tremenda energia que num instante se espalha, onda de grande e forte crista que preenche e faz o círculo, uma imensa luz, a paisagem muda, e de repente, num só rapidíssimo sopro.

O homem criara e usara uma tremenda força, uma tremenda mão de escala incomensurável que dava um murro num qualquer local da terra e tudo quanto lá vivia e existia era reduzido instantaneamente a pó.

Depois foi mais longe, inventou a forma de com poder equivalente ou maior, no tremendo murro, só desaparecer em instante toda a vida, as infraestruturas, inteirinhas ao dispôr de quem não vem depois, ou virá?

Depois a imagem da deformação, das deformações, das mutilações, das terríveis mutações, pessoas de todas as idades em lentos processos de agonia, uma imensa dor, e eu, menino, a ver aquilo, a sentir aquilo e a perguntar-me, se aquelas mutações iriam alguma vez parar.

Menino estupefacto com tal poder do que o homem tinha e o que com ele tinha feito e assustado com o que via. Aquilo ressoava estranhamente nas descrições que houvera escutar sobre a Lepra, só que desta vez pelo homem fabricada.

O menino via a terra como um Ser, um ser vivo como ele e então imaginava que em seu centro devia Habitar um coração, pois eram muitos, os Seres vivos que Observava, que traziam um e pensava então como aquele Ser devia Sentir Aquele Tremendo e Negro Murro, pois se os Seres e seus corações se assustavam e ficam em stress por sustos, algo parecido se passaria com a Terra.

Talvez o aumento da vibração da terra se devesse a uma espécie de aumento do stress global, que os que nela são criados, nela habitam e dela dependem, lhe vão impondo.
E então, sendo a Terra um Ser vivo, Igual a si Menino, ou Homem, seriam de certa forma semelhantes, as reacções ao stress, como as calotes polares que teimam em se derreter mais rápido do que os cálculos e expectativas dos homens, dos ventos ciclónicos que aparecem.

Assim neste trevo e breve trecho, se contou a evolução do afastamento entre os homens, de como as armas, intermedeiam, cada vez mais ao longe, cada vez com mais poder, cada vez com maiores consequências, as situações de contenda entre os Homens, quando elas existem.

Agora

Estás com um pau na mão com dois metros de distância de Permeio com um outro que também está de pau na sua mão.


Ou estás

Emboscado num qualquer muito ao longe e tens uma espingarda na mão, uma vontade de atirar. E do outro lado está um outro nas mesmas condições


Ou estás sentado numa secretária, carregas num botão e lá vai míssil arrebentar com uma ogiva nuclear aquele pedaço do mundo ali ao lado, porque nunca gostaste deles, ou não faziam comércio contigo, ou porque não o faziam dentro das tuas regras, ou porque suas mulheres andam tapadas, ou porque para nós, a excisão é crime, ou porque não decides não gostar de determinada cor da pele, um som de uma língua, um pensar, ou mesmo um pensamento

Onde te parece que é necessário ter mais coragem para guerrear.

Face ao homem que está ao perto com os paus nas mãos
À distância equivalente para ambos os lados de um tiro de espingarda
Na secretária ao longe da queda e do respectivo bum

E agora pensa se o homem mais longe, está mais ao perto para fazer a paz em vez da guerra

Se o homem que está na distância média tem oportunidade de fazer a Paz

Se o homem ao pé do outro e na iminência do triste acontecer, acorda consigo a paz e assim Pode e Consegue Fazer

Quem é então o mais Corajoso, onde está a Coragem, e o Acto Em Coragem

Um dia no Convento da Arrábida, dois Belos Homens me entreteram com fabulosa conversa, uma tarde de Sol. Dois Amigos muito íntimos daqueles que se vê a cumplicidade em acção, quando se tornam, falam, em montada, ping pong de um para o outro e com os outros.

Descascaram toda a tarde cebolas, peles sobre peles, a ilusão, e iam depositando um pouco em catadupa e por volta do universo quase inteiro, pérolas em semente de ânsias de conhecer, em minhas mãos.

Contaram-me que eram amigos há muitos anos e que estavam juntos muitas vezes. Um era alemão, outro francês e encontraram-se a primeira vez numa guerra num mesmo bosque com uniformes opostos e que um terá deixado o outro ir em paz, em vez de lhe dar um tiro. Assim se foram até de novo a vida os fazer por Acaso encontrar e desde esse dia andavam muitas vezes juntos pelo mundo

Belos homens sabedores e que bela amizade era visível.


Eu Ouço Com Muita Atenção o Que Diz Frei Bento Domingues e Agradeço ao Nilson pela referência que lhe fez a propósito de recente entrevista no Público e ao Público.

Não me recordo neste momento se nossos passos alguma vez se cruzaram e explico esta estranha sensação de familiaridade com muitos com quem me cruzo, como um reconhecer de uma certa forma de estar, de ser, de pensar, de falar e de agir, nalgumas formas semelhante à minha. Assim me fazem ficar certas Mulheres e Homens, vibrando num reconhecimento ainda não conhecido, mas que está sempre lá, no local onde moram os seres do Amor, o Coração.

De Frei Bento Domingues transporto a imagem de um Homem, que pensa com acerto, que se explica bem, conciso e contundente quando é preciso o ser, sem nunca o ter visto zangado, ou emoção mais ténue mas parecida, e Corajoso, e com pontos de vista sobre os tempos e o terror que estes tempos exprimem, bastante próximos, na sua perspectiva a partir do Homem, uma visão Humanista, que se Estende Por Via de Sua Ordem Desde Tempos Remotos, e que quero crer, actuou nas mais das vezes, em defesa dos mais desprotegidos e dos mais necessitados, e Pelo Amor, em profunda comunhão com os homens, como seres Humanos, numa vivência de Amor, Inspirada Pelo Seu Santo, S. Francisco de Assis, Homem que Amava as Crianças e Seus Irmãos Animais.

Muitas vezes já me passaram escritos sobre a Vida do Santo, mas recordo com especial carinho um pequenino livro de Agostinho da Silva, numa colecção que ele decidiu fazer por si mesmo, escrevendo-a e editando-a, sobre grandes personagens da história das Mulheres e dos Homens.

Em seu jeito humano, o livrinho levou-me à vida de um homem que nasce rico e em meio favorecido e que depois pelo Mestre, abdica de suas riquezas materiais para se dedicar ao Amor.

Figurado com o Menino ao Colo, lá vai ele conversando, entretecido e entretedor. Seus Amigos pardais, com eles falam de cimo dos ramos, S. Francisco a Conversar com o Menino sobre o Visto e o Ver, à e na Medida, do Seu Perguntar. O Menino Brincando e Sorrindo Muito Aquecia o Coração de S. Francisco.
Muitas vezes eu me senti e sinto próximo dele, meu Filho tem seu Nome, seguido de Maria.

Seus votos, são três, Castidade, Humildade e Pobreza, Três Ricos Votos, que eu sem sempre os praticar, cada vez melhor e em profundidade os creio entender.

Honro
Respeito
A
Ordem
Franciscana
A
Frei Bento Domingues,
Meu
Apoio
E
Protecção

Pelo
Anjo
Custódio
Que
Protege
Portugal
Em
Amor
Amado
Amante



…..


Abracadabra era uma palavra da infância que associada a outras, tinham o condão de abrir os tesouros secretos da infância, assim brincavam as Crianças em seus enleios.

Eu para aqui a tentar lembrar-me da sequência, pois sumiram-se no éter, sete textos incompletos e textos incompletos são como qualquer pensamento que se estrutura numa linguagem, âncoras de ser, pedras do caminho para saber quem somos, e quando desaparecem incompletos, porque assim o sabemos, é um pouco incompletos que nos sentimos também, mas nada de grave, só breve ferida pseudo narcisista e para além de tudo estava com ideias ainda não buriladas.

E as vezes como se sabe burila-se tanto as ideias que delas só fica mesmo pó, quer isto dizer, entre outras coisas, que se abandonam mesmo e se pensar que pó de ideia, não será uma ideia, pois se o fosse, existira uma só palavra para nomear essas duas coisas.

É curiosa a escrita, como um pincel que desenha numa superfície, um movimento, mais movimentos, até definir uma qualquer figura, só no fim é que se sabe se o desenho faz sentido para quem o fez, algumas vezes ao chegar a esse sentido, percebe-se o erro, que está errado, começa-se de novo noutra folha em branco, se for essa, sua cor, ou se encontrar, sem rabiscos prévios.

Já não é a primeira vez e se calhar não será a última, pois de certa forma volta-se sempre ao ponto de onde se partiu. Digo Abracadabra, zing, toing, pim, plim, dobra a dobra, fecha o verso, troca, troca, enrola a cola ao pc, a ver se eles, de novo aparecem.

Alguém sabe para onde vão os bits, quando eles aparentemente desaparecem?
Para o inconsciente colectivo dos bits?
Para os Deuses?


Um pensamento não tem forma visível, pois as pessoas dizem geralmente, que não os conseguem ver, depois, quando se forma o pensamento e o pensar, pode ser traduzido
por aquele que pensa, ou aquele, onde se processa também o pensar, num texto, num quadro, numa forma visível.

Assim uma coisa invisível se faz visível, o inefável adquire forma, corpo, para si e para outros, visível. Dois em Um, Transmutação e Substanciação a partir de um Terceiro que é Primeiro, e sendo os números inteiros e múltiplos, o primeiro terá pelo menos um bocadinho do segundo, do terceiro até ao número infinito, até onde vou ou irei.

E a formaconteudo que nasce, não é contudo o pensamento, pois entre ele e a criação da forma, muitas outras coisas participam e dão achegas ao processo.

São muitas as coisas que concorrem para o pensamento e para o pensar.
O ver interno e o ver externo, e mesma função desmultiplicada pelos outros sentidos que habitam no corpo e que vêem de outras maneiras.

Há até vezes, que são os narizes a ver, as bocas a cheirar, os olhos a ouvir, as orelhas a degustar, ou vezes, em que os narizes vêem, os olhos cheiram, as orelhas degustam, a boca ouve, o sentir pensa e o pensar sente, e a boca beija a boca.

E se todos os sentidos participam e concorrem para o pensamento e acto de pensar, então o pensamento se estruturará pedaço com pedaço de cada um e assim um pensamento será também olhar, será cheiro, será, frio, morno, quente e o que mais se for capaz de sentir.

E se pensar que olhar é feito pelo olhado e pelo que se olha, pois se o que lá está, quando não está, não se vê, se outros que estão, por vezes, não são vistos, onde está então o pensamento, quando olhamos o fora.

E se pensar que o olhar para dentro é feito pelo que olha, também no fora, pois não há um, sem o dois e o três e todos os números infinitos criados e a criar, onde estão as imagens de dentro, se não, tambem no fora.

e aplicando equivalente racicinio aos outros pedaçinhos obtidos pelos sentidos.

onde fica o local do fora e o local do dentro
e eu em que local estou
qual é o local do Pensar e do Pensamento
revisão de fronteiras, se calhar precisa-se
…..

Aparentemente os homens tinham olhos nas caras e viam, pois todos diziam ver, dizem mais, que eram donos de seu ver, que um carro era um elefante, e que assim sendo, um elefante não podia ser um carro, mas não concordavam na forma de descrever as jantes ou sobre a cor do elefante.

Numa parede da cidade, grafada, dizia-se a quem lá viajasse com seu olhar.

Tu
Não
Vês
Por
Ti
Tu

Te
Esqueceste
O
Que
É
Ver
Como
Vês
O
Que
Vês

Depois foram ao futebol, os dois amigos juntos. Quando o Golo Aconteceu, Disse Ele, estranhamente parado, onde está o Replay, como quem o aguarda na Vida Real.

Condicionalismos no modo de ver, nãaa, Estás a imaginar coisas
Já vejo, como a televisão, nãaa, lá estás tu outra vez

…..


Velocidade e tempo são noções que se definem pelo saber dos homens e pela forma como os homens vivem esta relação. É o tempo lento num dia de verão no campo e apressado num dia de trabalho numa cidade, um apressado, de cansaço, daquele que cansa, que nele se torna, uma pressa cansada, um cansaço que vem apressado.

Todos concordaremos que as Imagens Dominantes em termos de Propostas, São Mais Aceleradas que as de Tempos Anteriores. Vão acelerando nossos modos de viver

Os Corpos Jovens Possuem mais energia física e emocional, são propensos por natureza ao uso dessa energia em diversos modelos de vivência de velocidade, que a chamada sociedade propõem e veicula.

Os Jovens em seu crescimento tem, sempre tiveram e terão necessidade de explorar os seus limites, sejam de natureza física e do potencial do uso do corpo, da sua usabilidade e das suas habilidades e seus dons, medindo suas vontades e coragem e por isso correm nas vezes mais riscos do que os adultos.


Pelo menos até há pouco tempo atrás a Alemanha não tinha limite de velocidade nas auto-estradas, um povo que foi dos primeiros a fazê-las. A possibilidade de cada um circular na velocidade que entendesse, era visto e sentido por adultos como o expoente e afirmação máxima de liberdade individual, curiosa relação entre velocidade, aparente liberdade, risco, adrenalina e Identidade.

E contudo os homens não se definem pela velocidade a que vão, ou talvez não.

As escolas de condução não dão cursos médios para a média dos condutores de fórmula um, ou mais em propósito com a condução citadina, de rally. Provavelmente seria de incluir algumas destas disciplinas e técnicas num futuro breve, pois não me recorde de me terem ensinado na escola a controlar uma derrapagem, se bem que me aconteceram algumas ao conduzir.

Todos creio, estão de acordo que a velocidade a que andamos é alta de mais e causadora de muita mortalidade, sobretudo com a rede viária que temos, vulgos buracos, más sinalizações, coisas construídas com releves ao contrário nas curvas, traçados de baixa visibilidade e outras muitas coisas que tais.

Se os carros de hoje, tem um chip que lhes permite controlar a velocidade máxima, porque é que eles não são todos limitados a uma velocidade mais baixa que se acordar. Talvez 150km, pois também se sabe que às vezes a velocidade e sua mãe potência são amigas, ao ultrapassar.

E sobre os jovens, como alguém sabiamente relembrava, são muitos os locais onde as corridas se podem dar, sua forma de organização e anúncio entre participantes é muito rápida e a resultante é que haverá sempre uma a escapar à vigilância mesmo que seja encarada de modo preventivo.

Talvez fosse mais lógico, abrir e pôr à disposição deles os autódromos, com condições médicas, seguros de cobertura de risco à altura, aulas de condução rápida. Nessa alturas desligava-se o chip limitador, como se faz nas outras corridas.

Existe uma expressão popular que diz, parece que tiraste a carta de condução na Farinha Amparo. Porque será, pois Amparar a coisa seria talvez o melhor a se fazer.

Depois talvez fosse útil e profícuo, reflectir em profundidade sobre os conceitos e apelos de velocidade em que vivemos

Quando vou depressa e depressa também já andei, pensava que chagava mais rápido aos lugares, que me deslocava mais rápido entre o ponto de partida e o ponto onde chegava, parece que me esquecia que ia existindo entretanto no entretanto. Concentração, Excitação, Adrenalina, Controlo, Limites, às vezes nas vezes, quando o teste se torna maior que o testado.

Vejo anúncios de carros com nome de colt, que disparam rápidos mesmo debaixo de agua, mulher que passa pelo marido, corredor de formula 1 e coisas assim para o estranho, mas que me parecem acentuar às vezes o desejo de velocidade, e se assim é, então talvez sejamos levados a concluir, que o desejo nem é de quem o executa, mas de quem o forma.

Não creio que nenhum jovem pense que se vai estampar ou que dai resulte um acidente com consequências para si ou para um outro, há uma ideia de controlo, uma ideia que isso só acontece com o outro, que é mais azelha, porque eu sou o maior condutor, pois quando assim o sente,que pode haver perigo para outros, o comportamento subsequente a essa consciência é não levar ninguém consigo, no momento em que começa a corrida, ou não fazê-la em local que ponha outros em risco.

Mas uma concentração deste género, pela forma como é feita, porque é feita num jogo de rato e gato aumenta sobremaneira os perigos que trás potencialmente associados.

Mas tal não obsta a necessidade de consciencializar quão perigosos se podem tornar estes jogos, pois não são jogos de vídeo, onde o carro depois de cada vez bater, arranca de novo na mesma corrida. No real lá fora das estradas, às vezes acaba para quem conduz, para quem está a ver, ou ao lado a passar.

Na década de 90 levei à DGT uma ideia que tinha, que era deixar nos locais dos acidentes, tipo emoldurados os carros estampados com breves descrições do resultado ou fotografias deles, mas devo-me ter explicado mal, pois se achou aquilo demasiado brutal, e que dava má imagem turística a quem de fora chegasse.

Brutal é o estampar, o que se estampou, quando não é também, ele, o próprio bruto.

Brutal é quem vai tranquilamente a passar ao lado em seu deslocar e leva com um carro em cima

Brutal É o Sentimento de Perder Assim Os Entes Queridos, num repente, um tão grande e estúpido e injusto desperdício

Brutal é Perderem-se Vidas Assim.

…..


A ideia surgiu depois de saber que um jovem tinha morrido num acidente de carro. Erámos jovens os dois, e o facto de ambos fazermos fotografia, nos tinha feito cruzar os passos. Que belo Jovem, Tão exepcionalmente Cheio de Energia, Quão brilhante, Que Coração Grande e Amável, daqueles jovens que quando entram num local, tudo se ilumina, os corações em redor são como que aquecidos. Abriu-me sua casa, ao lado da Igreja ao lado da Qual hoje moro. Era inventivo o moço, estava calculando um chão de calçada com, salvo erro, uma arvore, e eu deslumbrado, a olhar todo aquele imaginar. Não me pareceu ser nas poucas vezes que com ele estive, um rapaz destravado, pois mostrava e agia em bom senso. Um dia disse-me um conhecido que ele tinha morrido, à noite, numa curva que dá para um ponte, que a tinha falhado e eu nem queria acreditar, Tão bela Estrela, Tão Bela Promessa, Assim para Aqui Se Perdera. Que Imensa sensação de desperdício.

Com Ele Foram Tambem Outros Jovens.

Assim Aqui Honro Suas Memórias e a Saudade dos Seus

.....


Razão tem o Presidente a lembrar que é preciso também equacionar a questão sobre o lado das receitas.

Gostei muito da entrevista do Ministro das Finanças.

Gostei de o ouvir dizer o que pensa sobre evasão, sobre off shores, sobre regalias e isenções fiscais que de provisórias tendem nesta terra a se tornarem definitivas, de que teremos de pensar em tornar transparentes os nossos rendimentos.

Gostei de o ouvir dizer que era quase pornográfico a reforma do gestor. Espero caso o Senhor não necessite de tal verba por motivos vários da sua vida, que tal pornografia possa ser encerrada, talvez revendo as tabelas todas destes géneros de salários, reformas doiradas, por vezes demasiado grandes para o serviço prestado, assim sentem as Gentes.

Como se sente quem ganha o salário mínimo, se calhar nada por nem do episódio tem conhecimento

Como se sente quem ganha um salário de 1000 euros, e anda informado
Pois o fosso continua a aumentar, todos os dias
Harmonia Social, com sol nascente ao fundo?

Damos o mais ao que já tem muito, ou damos mais a quem tem pouco.
E se um Senhor, que pelo seu saber, gera por exemplo mil vezes o que se lhe paga, não deverá ter direito a um salário doirado e depois lá vem um outro chamá-lo de Imoral.
E se esse Senhor Trabalhar no Estado que é pago por todos nós
E depois o Estado paga mal aos Ministros
E assim os gestores que ganham muito dinheiro, porque geram muito dinheiro não vão para lá trabalhar.
Mas porque será que há esta relação dominante entre dinheiro e o servir público
É o dinheiro a motivação Coração do Servir

Eu não sou o meu livro de cheques nem o seu saldo, nem me meço assim como Homem e não creio que os Homens Altos se preocupem muito com tais questões.

E porque é preciso começar por um lado, eu aqui declaro que com meu scanner posso por a minha declaração de rendimentos on line.

Haverá por aí uma alma gentil que consiga fazer e faça um blog com senha pública em que cada um possa publicar o que quiser e como entender nestas matérias do rendimento. Eu por mim ponho, dêem-me um endereço onde possa fazer up-load de uma imagem, cinco minutos, já está e não me importo de ser o primeiro.

Sugestões de titulo


Eu não sou dinheiro. blogspot.com
Dinheiro Transparente. blogspot.com
Render o Rendimento. blogspot.com
Torná-lo Transparente. blogspot.com
Strip tease do Rendimento. Blogsopt.com
Os Homens não se medem às moedas.blogsopt.com
As Mulhers não se medem às notas.blogspot.com
Eu não sou o meu livro de cheques.blogspot.com

Je je je que em castelhano é hehehe.

Pensando técnica: os posts que são os jpeg ou tiff tem como nome o nome do declarante, publicante, do claro trato, tratante

Embora lá pintar o quatro.

Sarava Saldanha Sanches pela Imagem, Eu não sou o meu livro de cheques
Um Homem de Bem Pensar
…..

Discutia-se no outro dia educação. No final do programa, alguém dizia que era agora que estava a começar, que era naquele momento que se chegava ao coração do problema, sussurrando começava-se a perguntar o que é educar, para que serve, que projecto temos.

Para a semana que deve já ser esta, vamos conversar sobre saúde. Porquê se ainda não acabamos de tirar o presunto até ao osso no assunto anterior. Excesso de velocidade bem Português, antes de se esgotar o assunto, a poeira assentar, fazer-se a luz e concluir dos necessários tijolos a assentar já nos metemos no carro para uma outra.

Assuntos muitas vezes, nas mais das vezes, inconclusivos. Depois chega um novo e deita fora tudo aquele meio fazer, faz mais um quarto, ou um terço, do fazer, e assim temos uma manta de retalhos sobre as coisas que não tapa totalmente os pés e deixa passar o frio, pois os pontos das costuras são sempre feitos por distintos dedos e dedais, nas vezes por aprendizes desengonçados de alfaiate, mas é assim a vida, Terá que Ser?

A ideia de educação tem a ver com as crianças e se assim é uma forma de percebermos a pouca importância que lhes damos pode ser medida proporcionalmente à atenção, relevo, papel e acção que lhes conferimos na vida e que se reflecte no que é comunicado e suas hierarquias de valor.

Paradoxalmente Portugal é Portador da Ideia do Quinto Império, do Menino Imperador de Espírito que É Coroado pelas suas Qualidades do Imaginar

Nesse mesmo dia, imediatamente antes ou imediatamente depois, uma das talvez mais importantes notícias do mundo nos últimos tempos era destacada como rodapé.

Dava conta em três frases mal medidas, que meninos do outro lado do oceano tinham criado com os adultos um novo modelo de linguagem gestual que abria fascinantes janelas para a compreensão do aparecimento da linguagem, o ponto mágico do aparecimento dos vocábulos a partir das imagens.

Quem mais próximo do Original do que a Criança
Quem são e o que é ser um Cientista
Quem encontrará as palavras perdidas

A importância que lhes damos é a do Rodapé.

Porque não se discute com as crianças em prime time, previamente gravado como é óbvio, tais temáticas, pensamos todos que sairiam baboseiras. Eu de vez em quando vou a minha escolinha antiga falar com as crianças sobre assuntos aparentemente de adultos, ou mesmo de ponta, tipo questões da metafísica da linguagem e venho sempre de lá mais rico do que cheguei, venho também muito bem disposto, como se tivesse limpado porcaria a conceitos.

…..


Não é que apareceram mesmo, metade dos textos

Abracadabra

…..

sábado, setembro 18, 2004

Entre o bordão do norte de meu país e a corte ao sul.

Contou-me meu pai de se recordar de ver homens a resolver seus assuntos à paulada, desvantajosa forma, que menos resolve, mais quebra, mas que permitia o conhecimento directo pelo nome e pelos olhos entre os contendores.

Já na corte, fruto da sofisticação que se desenvolvera, para evitar as situações acima descritas, às vezes as coisas eram ditas tão indirectamente, mesmo quando cheias de gentis floreados, em sobrescritos sem Nome no endereço, que a sensação era por vezes de confusão, ficava-se na dúvida a quem estava a ser dito. Era pena, ou talvez não, mas sempre é melhor que bordoada.

A terceira possibilidade deste conto, era que o destinatário, não lera correctamente o endereço, a sério, que sim, mas só passível de ser sustentado em privado, fora da corte e do bordão, sentados no chão ou numa cadeira de verão, em enleios íntimos dos seres.

O quarto fim, seria a hipótese que os carteiros não tivessem selos, ou não conhecessem morada mais precisa.


Assim na sua consciência, aquela que habita no coração, porque ele na sua eventual presunção que decidiu tomar, ao achar que tais palavras eram para ele ou também para ele, ficou e fica contente, e quando assim está, nasce-lhe a retribuição, fica em ânsia de retribuição pois os actos de Amor com Amor se dão, se nascem, se fundam e se oferecem no Amor e pelo Amor.

E depois não serão as palavras, depois de palavras feitas, sempre para todos.

Duas possibilidades de acção se colocam, finge ele que não as sentiu em seu coração, coisa impossível de ser feita, pois o coração é sempre maior, e a segunda, como nosso povo diz, agua benta e presunção cada um toma a que quer e então aqui por exemplo, visto não vos ter ainda por corpo encontrado, Vos agradeço, mesmo arriscando que este meu agradecer público, não vou aprouve, e por esta razão, o faço através da Iniciais de Vossos Nomes, pois afinal não podiam ser dois, os agires, pois agir é só um, feito por cada um, podem oscilar, mas é só um a cada vez.

A, JLP, MST, PC, PJF, EL, JPP, MV, ZMB, Um Grande Príncipe, e Grandes Reis e Rainhas a minha reverência por Tudo aquilo, que como Homens Sois, Pelos Vossos Grandes e Certeiros Corações, pelos Vossos Pensamentos e Escrita, cuja coincidência e Rostos me foram particularmente significativos nestes últimos tempos, Eu Vos Trago em Meu Coração e Pensar. E na esperança de vos poder abraçar e um dia conversar, deixo Minha Porta Aberta, para Vós.

Mas Estais Certos, se Em Meus Passos Vos Cruzar e Vos Reconhecer, Pois às vezes eles vão muito entretidos com outras coisas, um cumprimento Vos Vou Dar.
Eu padeço do sintoma daqueles que são considerados distraídos e que por vezes é entendida essa distracção como rudeza ou mesmo nas vezes, má educação.

Aqui faço um Agradecimento à RTP e a Todos Os Com Que durante estes anos trabalhei e que me deram a oportunidade de criar o que criei, de aprender o que também sei, Trago-vos em Meu Coração e Pensar e Minha Porta está sempre Aberta.

A Todos Estes e a Todos os Outros, o meu Agradecer e o Meu Amor.

Ah
Que
Bom
Ser
Barco
Ao
Lado
De
Outros
Barcos
Navegar

Com
Outros
Barcos
Navegar

Se
Bem
Que
O
Mastro
De
Cada
Um
É
O
Seu

E
Se
É
Bom
Saber
Da
Fala
Dos
Ventos
Alheios
Quando
Doces
Ou
Não
Se
Sopram

Meu
Mastro
Não
Deixa
De
Ser

O
Meu

Num
Mesmo
Barco
Num
Mesmo
Mar
Num
Mesmo
Vento
A
Navegar
Acompanhado
Alegre
Meu
Mastro
Pela
Amante
Boa
Valente
Companhia
Na
Navegação


Sarava
Bem
Hajam

Oh, Príncipe, porque tu és Príncipe, filho de Um Rei, eu recordo Teu Pai, bom Homem, bom, coração, Amável e Amante como se via em sua maneira terna e gentil de ser, olho vivo, brilhante como é prazer ser, e tão rápido e brilhante pensar, são estas as imagens que dele trago em mim e Tu sais Dele, diferente e no entanto tão parecido. Gosto de Teu Jeito de Ser, gosto da mesma ternura e delicadeza, Hás-de Crescer Forte e Afável. Trago-te Eu, também em Meu Coração do Bem Cuidar.


Oh Amada comigo deitada no leito dos suaves leites das núpcias, beijo-te do dedo mindinho de teu pé até à ponta mais afastada de teu cabelo, por teu todo corpo, receptáculo da tua Alma e da Alma do Mundo, deposito meus beijos, à tua pele, frémita, de doces arrepios de prazer, infinito, sem fim, eterna brincadeira e brincar com que te enlaço e agradeço tua existência.

Oh Amada comigo deitada no leite do leito das núpcias, meus lábios tocam-te todo o teu corpo, teu espírito e tua alma, em lento vaguear, vagueio no Amor, e tua pele se eriça ao seu, meu, tocar.

Oh Amada comigo deitada, núpcias concretizadas, leito, leite, bebo o Amor, porque o Amor tu me dás, eu te dou, nós o somos.

Oh Minha Amada Amada.


Gato preto doce felino, como são os gatos e tudo que a vida cria. Boas ideias me deixaram teus comentários. A que mais me baila é a imagem do Parto.

Imensa Alegria, Imenso Desejo, Imensa Vontade, Imensa Força, Imensa Dor no Acto do Fazer Nascer, Do Interno Fazer de novo o Externo, De Dentro para Fora de Fora para Dentro, como a Vida o É.

Tudo se encontra presente em Tal Sagrado Momento, Todo o Ser.


Tudo o Que a Vida Cria Participa na Alma do Mundo, Faz parte da Alma do Mundo.


E cada cabeça tem seu chapéu


Oh belos dias de verão, Setembro Muito Amado, Que bela Luz, Que Temperatura Amena em Nossos Corações.


Boas noticias do reino


Sarava Senhor, candidato que afirmou sem papas nas línguas, que seu projecto era claro e nítido, que a Hipocrisia não vingará em seu Andar. Bem Hajas, aqui Te deixo um abraço do Meu Coração em Coração.
Que ganhe o que for melhor para Todos e Tudo.



Think
Local
As
Global
As
Life
It
Self
Think
Local
As
Global
Think
Global
As
Local
Think
Globe

Home
Sweet
Home


As crianças chilreiam contentes lá fora nos pátios


Sobre o encontro dos chefes religiosos

Aplaudo a iniciativa do MNE

Aqui deixo algumas ideias

Que em cada local onde as Igrejas estejam presentes se façam em local Aberto e ao Ar Livre, Homilias conjuntas e Abertas, poderiam as primeiras realizarem-se ainda em Setembro.

Eu como Homem, Gostaria de Conhecer Um Pequeno Texto Onde Cada Um, Apresentasse de forma clara e concisa, os seus pontos de vista sobre a Vida. Mais Completo Seria o Livro, Se respeitando todas as diferenças, se acordasse de forma clara e concisa uma acção conjunta pelo Amor, Pela Paz, Pelo Ser, Pelo Respeito ao Ser.

Eu como Homem em Corpo, gostaria de Comungar numa Homilia em que cada Líder Religioso Orasse à sua Vez, com todos ao que pertencem a todas as Igrejas e também com todos aqueles que nelas não se incluem, pois o Amor, A Luz, A Vida, estão em todas as Igrejas, pois Igreja é Casa de Deus e nela Cabem Todas as Igrejas, de Todos os Tamanhos e em Todas as Formas de O ver.

A Casa É Una e Múltipla e todas as coisas são feitas à sua imagem e semelhança.

Uma Flor, um Homem, uma Pomba, São Também Casas Habitadas, Tamanho Mínimo e Tamanho Máximo de Cada Igreja, em Igrejas Diferentes mas Iguais, Numa Igreja Una Como o Uni Verso Também o É.




Tiago no Midrash, referencia e enviará a quem lho pedir, um texto completo da emancipação laical, cuja introdução me pareceu deveras interessante. Eu por mim vou pedi-lo.


Coisas menos bonitas do reino


O conteúdo das pichagens feitas no Largo do Caldas, tom extremista, que ninguém quer, pois os extremismos costumam fazer partir o fio que a todos nos liga e Une, corroem a segurança e a liberdade individual e chamam à acção, a acção das tiranias.


Demagogia é uma forma subtil de hipocrisia, uma máscara que baila no rosto, na fala, nas palavras ditas, à volta da natureza da coisa, que quase que a desvelam, mas não, pois sua intenção é mais seu contrário, rodopiando, criam a ilusão que encanta, que nos faz como que sonâmbulos, meio a dormir, meio acordado e por tal, mais difícil se torna o nosso ver.

Demagogia é muitas coisas, como todas as coisas o são, demagogia vem às vezes nas vestes do que não é frontalmente dito, mas mais como que sugerido, uma sugestão que de preferência deve lá estar sem estar, foi o que em sentir ao ouvir chamar de salazarista à imagem das Finanças como Casa. Eu por mim Faz-me sentido a Imagem e se Foi Salazar que primeiro a Usou, Dizendo-a, coisa que me parece Improvável pela sua Universalidade e Intemporalidade, Só poderia aplaudir este seu gesto, sem deixar de achar outros menos bons.

Ao fundo, alguém se levanta na sala e chama-me fascista, será?
Também outrora me chamaram de social fascista


Será que tem vergonha de me falar de viva voz, corpo e afectos, pela maneira como eu escrevo?

Oh belo dia de Verão em Setembro

As crianças pararam suas brincadeiras e foram comer

sexta-feira, setembro 17, 2004

O fruto proibido sempre foi o mais tentador, primeiro por ser sempre fruto e depois por ser proibido. E nas vezes, mais tentador ele se torna quanto mais proibido. É também um pouco, como fazem as emas, colocam suas cabeças em buraquinhos na terra para não ver, tudo aquilo que lhes poderá fazer mal. Dois pezinhos muito compridos verticais, seu corpo, um tufo, e seu pescocinho muito delgadinho de igual tamanho às suas perninhas a por a cabecinha no buraquinho, que com o pezinho escavaram. Assim vem quem nas vezes as morde e elas, nas vezes mordidas, nem se dão conta do que aconteceu.


Como se previnem os comportamentos de risco

Escondendo ou desvelando a verdade dos perigos

Educando no sentido de que cada um possa agir em esclarecimento, ou seu contrário

Tentando acabar com as causas dos perigos


Desvelando a realidade dos perigos como eles são, do que se deve fazer para minorá-los e utilizar toda a panóplia de meios de comunicação para o fazer, nomeadamente aqueles que são públicos

Informando e acompanhando nas escolas os jovens, mesmo um pouco antes de seus inícios e recordando que o preço em não o fazer é geralmente alto em vidas.

Explicando a importância da franca e clara abordagem destes assuntos na própria família, bem com particular atenção nas tribos mais susceptíveis.

A terceira prende-se com a investigação e basicamente da questão das políticas de locação de recursos que a ela se faz e dos objectivos e métodos com que se faz.

A quarta, que é primeira visto já existir, é garantir o tratamento a quem dele necessita, numa base de igualdade, pois não haverá critério sustentável em tratar uns e não outros.

E contudo elas progridem de formas distintas em locais distintos da terra, afectando mais as populações com menos recursos e consequentemente menor esclarecimento, e noutros casos por imposição de certas formas de pensar.

As doenças infecto contagiosas são muitas, embora se falem mais de umas de que de outras, por variadas razões, muitas vezes distintas de critérios da sua perigosidade e seu alcance ou progressão.

Vírus é um organismo que destrói um outro e alguns deles foram inventados e produzidos pelos próprios homens, pois já se pensaram as guerras virais no século passado, experiências foram criadas em laboratório e alguns novos vírus apareceram.

Várias epidemias têm atravessado a história dos homens, dizimado milhões em épocas onde era muito mais difícil de combate-las.

Há mesmo quem diga que elas são o plano de uma qualquer entidade para regular a quantidade da vida e ou uma forma de selecção natural, da mesma maneira que um homem escrevia ainda não há muitas décadas atrás, que por motivos semelhantes se faziam as guerras, que elas eram uma forma de acabar com a superlotação e objectivamente teremos que concordar que muitas delas começaram por necessidade de aumentar os rendimentos e os territórios e que elas também justificam os sacrifícios produtivos. Nações inteiras, homens e mulheres trabalharam no esforço de guerra, para as guerras, para ganhá-las e perde-las, pois numa guerra há sempre quem perca e assim perdem todos, perde a Vida.

Os países do mesmo uno mundo, sentados de mãos dadas numa mesma mesa, com suas antenas monitorizam os vírus e conjuntamente agem no sentido de definir os objectivos e métodos desenhados como comuns, para combater um inimigo comum, da vida.
Assim fizeram progressos, cortaram tempos na resposta, ao tempo do inimigo e assim se obtiveram as vitórias

Os países do mesmo uno mundo, sentados de mãos dadas numa mesa, decidiram que as doenças não são direito universal ou localizado, e que todos tem direito à cura, à mais desenvolvida cura que exista e assim agem, no sentido do Ajudar, pois nestes casos ajuda quem mais pode e mais e melhor sabe e mais tem.

Os países do mesmo uno mundo, mulheres e homens iguais a outras mulheres e outros homens, acordaram já há muito tempo atrás, que o lucro não se sobreporá à busca da cura, à cura e ao curar. Também acordaram como direitos universais, o direito à medicina, aos médicos e aos medicamentos.

Os países do mesmo uno mundo, sentados de mãos dadas numa mesma mesa já imaginaram e criaram um sistema financeiro que desse para todos e para as necessidades que vão aparecendo no caminho.

E foram todos de uma vez, perguntou então o filho ao pai, que respondeu, não, foi progressivo, mas bastou juntarem-se os suficientes que criaram a massa critica necessária e depois mudou muito rapidamente, e não te esqueças que cada homem é um país e que os países são constituídos e feitos pelos homens e pelas tribos que se constituem.
E sabes, foi aí que acordaram outros direitos universais, como o direito a ter de comer, o direito de ter um tecto, se assim o quiser, o direito de ter escolas e de ir a elas, pois antes de educação, estão os educadores e as escolas, mesmo que elas não tenham paredes e se façam nos campos à sombra sob o Sol e as Estrelas. Assim se começaram a fazer planos à escala do mesmo Uno Redondo Mundo.

terça-feira, setembro 14, 2004

Sempre
Escrevi
Cartas
De
Amor
Toda
Minha
Vida
Tem
Sido
Dar
É
Criando
E
Dando
Que
Sou
Feliz


Numa
Página
Da
Minha
Vida
Fundei
A
Latina
Europa
Assim
A
Crismei
A
Empresa
Com
Um
Amigo
Que
Depois
Perdi
Sem O
Perder

Salve
Amigo
Hoje
Distante
Perto
Em
Meu
Coração


Meus
Projectos
Não
Eram
Financeiros
Eram
Cartas
De
Amor
Embora
Jovem
Na
Altura
Assim
Também
O
Pensasse
Que
Amor
Poderia
Ser
Compatível
Com
Fortuna

Pois
No
Mundo
Em
Redor
Vi
Sempre
As
Duas
Coisas


Como
95%
Do
Nosso
Tecido
Empresarial
Esta
Empresa
Não
Passou
De
Pequena
Empresa

Criador
E
Dinheiro
Foi
Velha
Equação

Dinheiro
É

Símbolo
De
Produção
Então
Se
Produzo
Porque
Não
O
Posso
Ter

Não

Aqui
Contradição

O
Dinheiro
É
O
Que
Com
Ele
Se
Faz

Como
Tudo
Aliás


Sobre
O
Valor
Da
Minha
Própria
Produção
Sempre
Pensei
Que
Cultura
Deveria
Ser
Grátis

Velha
Trato
Com
Outro
Amigo

Que
Não

Que
As
Gentes

Dão
Valor
Ao
Que
É
Caro
Esta
Era
Sua
Opinião

E
Eu
Olha
Que
Não

Cultura
Devia
Ser
Investimento
Visto
Na
Óptica
Do
Aprender
Tornar
Acessível
A
Mais
O
Saber

Melhor
Crescer
E
Do
Melhor
Viver

Trigo
Limpo
Em
Televisão
Pública
A
Única
Para
Quem
A
Empresa
Criou
Pois
Dinheiro
Comum
Deve
Ser
Mais
Cuidado
Mais
Reprodutor

Assim
A
Empresa
Tinha
Preços
Baixos

Tão
Baixos
Que
O
Chamado
Mercado
Perante
Tal
Baixeza
De
Preços
Versus
Qualidade
Se
Assustou

Sendo
Que
A
Qualidade
Avalia-a
O
Alheio
E
Que
As
Trovas
Do
Sopro
De
Novo
Trás
De
Volta
Onde
Partiu

Quando
O
Sopro
Se
Faz

Por
Isso
O
Posso
Saber

Por
Isso
O
Sei

Assim
O
Recebo
Assim
Recebe
Quem

Pois
Quem
Ama

E
Recebe

Estava
Em
Jogo
A
Mais
Valia
E
Sua
Definição

E
Contudo
Mais
Valia
Vale
A
Todos
Deve
Valer
A
Todos
Pois
Sózinho
Não

Mais
Valia
Nem
Mercado
Haveria
Não

O
Que
Não
É
A
Situação





Decisões

Pressupostos

Há um ano que não tiro salário da empresa e em contrapartida vou entregá-lo ao Estado em suaves prestações mensais através do plano Mateus. Tomei na altura esta medida conjuntamente com outras de redução de custos, na esperança de assim manter a empresa até que melhores dias aparecessem.

Foi também o fim das reservas financeiras investidas na criação de um novo projecto de inovação, que se constitui uma nova janela para o mundo, como o provam os visitantes de países oriundos de mais de 14 países, da música portuguesa em banda larga.

Tem sido dura a crise no meu sector, houve muitas empresas que não resistiram, existem muitos jovens com formação técnica nestas áreas, que se encontram sem fonte de rendimento e o trabalho não tem abundado. Salvo uma Honrosa excepção, e porque as pessoas e as empresas não tinham dinheiro, os prazos de pagamento dilatam-se e quando o dinheiro chega, já se foi.

Durante o seu primeiro ano foram disponibilizadas ouvidas e vistas cerca de 40 bandas e intérpretes portugueses.


Porque está a empresa no plano Mateus?

Pelos Mistérios da Vida, e a necessidade de criação de um quadro de recuperação da situação da dívida tributária acumulado por muitas das pequenas e médias empresas e individuais, que o plano era, como resposta ao contra ciclo que na altura se viveu.

Mas a Latina Europa, não foi só pela razão da circunstância económica, aí parar.
Para isso contribuíram alguns factores mais. Minha não vontade e consequente ignorância nos assuntos contabilísticos, minha confiança mal depositada em mãos alheias e diferentemente ignorantes, e mais do que pelas razões apresentadas, andar Entretido em fazer os programas e séries, com muitos, muitos mais, mulheres e homens, a quem a todos, hoje aqui também, publicamente, mais uma vez agradeço.


Em princípio da década de 90 foi feita uma auditoria externa à empresa que deu conta da existência de verbas não justificadas. No seguimento disso foram dadas instruções a quem tinha responsabilidade executiva nestas matérias, pessoas e entidades, para a correcção e assim foi acordado. Em 1998, quando de novo eu próprio averiguei, não só não tinham sido corrigidas como tinham aumentado muito consideravelmente.

Enviei cerca de 70 cartas com a informação do que não se encontrava justificado, com extractos pedindo verificação e que caso concordasse com o dos próprios, então retornassem os justificativos à empresa. Funcionou com cerca de 15%.

Também podia ter ido resolver este assunto em tribunal, mas no caso dos tribunais com a empresa da qual eu sou sócio gerente, em meu ver, as coisas acontecem de duas formas. Os processos contra a empresa resolvem-se em máximo dois anos. A única queixa que a empresa tem, mantém-se em aberto há 10 anos e portanto seria necessário, fazê-lo de novo.

Equipamento propriedade da empresa e removido dela, e uma sociedade participada, que deixou de existir, da qual foi levado o equipamento que estava a ser ainda pago e que eu na qualidade de fiador, tive como era obrigação, de pagar, minha triste sina no dinheiro e nas coisas materiais, mais uma vez.

Nova auditoria, mudança de contabilidade, pareceres técnicos que me aconselharam o que foi feito, que a única solução seria eu assumir, como sócio gerente essa dívida, o que fiz.

Curiosamente ou não nesse ano a empresa e eu próprio fomos auditados pelas finanças, por denúncia anónima, mas ainda bem, foi forma de saber que as contas estão certas.

Por toda esta experiência pesadamente adquirida, é que tenho pensado e comunicado um conjunto de ideias que permitam que estas situações sejam mais difíceis de tornar a acontecer para quem vem à frente. Aqui fica referência a que creio ser mais significativa e que poderá contribuir para melhorar as coisas.

Eu por mim, tinha gostado ao longo deste tempo todo de que a gestão contabilística fosse por exemplo feita pelas próprias finanças, se elas o pudessem fazer, assim, quem é mais empreendedor que empresário, só se preocuparia com o que tem de se preocupar e talvez as receitas fiscais dessa forma aumentassem. Teria sido para mim a Paz, neste trajecto, ao contrário do que senti e do alto preço que paguei nestes domínios para criar o que criei.

Honro minha Mãe e meu Pai, pela educação que me deram e que me leva a ser responsável de meus actos e das suas consequências, a assumir a responsabilidade dos meus erros, e sei que mais pesado assim anda meu coração, pois pesa-me mais dever a todos, que a um. Se o tivesse, já o tinha pago.

E assim todos os meses sem falha me dirijo à repartição das finanças para entregar a prestação. Sempre que houve folga financeira, ela foi entregue como amortizações maiores.


A Vida faz o Homem e o Homem faz a Vida e cada um tem seu sentido. Agradeço à
Vida me ter assim Ensinado o rigor necessário que é preciso ter nestas matérias do dinheiro com os outros homens e só posso agradecer o Ensino do Rigor nestas matérias e o Homem que me tornei. Olhando para trás, para meus desejos e sonhos materiais, que ridículo, só poeira, só poeiras da ilusão da juventude.


Nos últimos dois anos desenvolvi em parceria com outra empresa, um projecto para banda larga que traduzia uma antiga ideia sobre a evolução tecnológica neste domínio.

Canal Zero, o primeiro conceito de televisão on-line com música nacional, na senda de um compromisso que sempre assumi, da sua divulgação, bem como perante outras disciplinas ou áreas, da nossa criação, Portuguesa e de Portugal.

Mais uma vez, fiz com o dinheiro que tinha ganho, o que sempre fiz, gastá-lo em equipamentos, investir em projectos e o mesmo fez a outra empresa.

Não tenho casa própria nem ando a comprar uma, como muitos outros criadores da minha geração, alguns, porque outros, bastantes mais numerosos em meu ver, não, mas tenho um projecto que tem uma natureza empresarial.

Um investimento num novo projecto e na inovação, num país, onde a pequena empresa se vê em dificuldades para viver, num mundo que também não vive desafogado, quanto mais, para fazer investigação.

E a não consequente criação de produtos tecnológicos inovadores, capazes de criar mais valias por comercialização ao nível mundial, pois como sabemos pouco se pensa aqui ainda nesse sentido e consequente pouco ainda se faz.

Num país, onde projectos de inovação, são olhados como objectos estranhos, de serem enquadrados no real, num mundo, onde fazem falta muitos que andem para a frente de forma, que o que, se deseja do futuro, se torne presente, um mundo melhor, uma melhor humanidade.

Aqui ainda não compensa, nem se torna viável, a antecipação, em termos produtivos mas é aqui, que neste momento estou. E compensar em termos estritos financeiros é no mínimo, tornar viável a actividade produtiva.

Como um Amiga me disse outrora, o Paulo é dos que paga para trabalhar, eu estremunhado perante tal dizer, o que queria dizer, pedi-lhe então para me explicar e aquilo começava a fazer sentido.

Num país onde também muito de bom se fez nestes domínios, nomeadamente no campo da formação, onde se deu, nesta última década, um pulo visível. Há uma nova geração mais preparada, cheia de energia, com muitos conhecimentos num mundo que torna a informação cada vez mais acessível, embora se saiba que acesso à informação não se traduz necessariamente em saber, nem o mesmo se passa sobre critério de maior quantidade. Geração rasca, chamou-lhes, outrora um par.

E o que vemos muitas vezes, a esbater seu brilho pela forma como temos a casa organizada, como se em vez de os tornarmos maiores, os tornássemos mais pequenos.

Era preciso ser um bocado mais corajoso que hoje para arriscar ser empresário, ainda bem, quer dizer que as coisas estão melhores e o dinheiro está mais barato, num pais onde todos perderam poder de compra na troca da moeda, pois diz o povo, que esta moeda é mais fraca, dá para menos.

E depois, fruto da ignorância e do obscurantismo, muitos aqui se dividem em dicotomias primárias de empregado versus patrão, em vez de versos, com em vez de versus, assim se viabiliza a queixa e o eterno queixar, existe outrem em quem podemos descarregar, alguém que personificará o mau da fita.

Foram muitos os jovens da minha geração com espírito de andar, de inovar, de criar, que formaram projectos empresariais, porque este é o modelo dominante que enquadra a produção cultural no país. Segundo recente sondagem a maior parte deles prevê encerrar suas empresas dentro de três anos e fico a pensar que isto traduz um decréscimo significativo de receitas fiscais, no cenário de despezismos, ineficácia em muitas das vezes e elevada evasão.

Esses jovens, hoje homens de meia-idade, não se retirarão do modelo produtivo, pois necessitam de ganhar dinheiro para viver, assim encontrarão outras formas de produzir, sem as estruturas que vinham de trás, num tempo em que pensávamos suas escalas, seu ser, sua comunicação, como viáveis.

Resumidamente vão diminuir em muito os empresários, os que empreendem, sendo ou não sendo criadores, mas num país em que 95% do tecido empresarial português é constituído, essencialmente por pequenas e médias empresas, geralmente os que empreendem, são geralmente ou estão implicados na criação e produção dos seus próprios produtos. Como consequência haverá menos emprego, pois se reduzirá o número de empregadores.

A tendência será aumentar, a realidade já existente, para a concentração da produção em grandes empresas e grupos, e um conjunto de prestadores de serviços em título individual, ou micro empresas altamente especializadas, pela diferenciação das suas ideias.

A imensa maioria, a não especializada, ficará integrada em grandes empresas, se o cenário for de estabilidade económica e no desemprego quando ele, não o é.

Se assim as coisas se apresentarem, será necessário alterar profundamente os conceitos e as praticas da solidariedade social, num modelo de segurança social com sérias questões de viabilidade financeira já, e pela frente, e num pais com a pirâmide vida invertida, a necessitar de novos povoamentos e recuperações do interior, que por consequência da concentração no litoral, contribui em muito para desertificação de grande parte do país.

Muitas outras considerações se seguiriam nestes domínios mas não cabem agora aqui.

Assim, parece que a ideia, que eu tinha da possibilidade de juntar criação, produção, dinheiro, e empresa, não funcionou lá muito bem, e recordo-me que no tempo em que apareceram, os leasings tinham juros na ordem dos 24/ 27% ano.

E Assim sendo, aqui escrevo a minha decisão de encerrar o projecto Latina Europa.

Sei, por experiência própria que para começar algo de novo é necessário, primeiro cortar com o velho, não me decido enquanto balancear entre o conhecido e o que não se pode ainda conhecer por não ter saído do conhecido.

Sei
Que
Vou
Continuar
A
Escrever-Vos
Cartas
De
Amor
Pois
Essa
É
Razão
Da
Minha
Vida

Não sei o que farei, nem importa, se calhar farei milimétricamente o mesmo, de uma outra maneira

Pois sei, que já fiz muitas coisas na vida, já tirei bicas, servi em restaurantes, já cuidei de crianças, já fui jardineiro, já fiz vindimas, já foi estudante e sempre serei, já fui mecânico, já trabalhei na construção, já dei aulas, já escrevi muita coisa, já pensei quando sei pensar, já fui funcionário por três vezes, doces e amargas lições, e assim dito e sendo do que já me aconteceu, não me preocupa o que mais serei, no plano da actividade produtiva, ou em qualquer outro, pois a Vida Tem Sido Também Gentil Para comigo.

Duas promessas ficam, uma relacionada com o Canal Zero, que obteve 1 ovo dos quatro que necessitava para se desenvolver, já por barra curta, mas que permitirá manter e um pouco desenvolver a janela que é enquanto durar e talvez nesse entretanto, as coisas se alterem. A ver vou se assim é possivel.

Salvaguardar à memória da criação artística em diversas áreas que esta casa produtora sempre acompanhou ao longo dos anos e que são 13 000 horas de imagem.
Como saberão já houve tempos em que me apeteceu queimá-la no terreiro do paço, mas a responsabilidade da memória, sempre falou e fala mais alto, e ainda bem que assim foi. Como vou ainda ver.

Em termos práticos, talvez tivesse sido melhor a fogueira, pois aqui parece às vezes nas vezes, que só dando um murro na mesa, nos levam a sério, coisa improvável e impossível para quem É Gentil Por Natureza, por muito bruto que vos pareça.

É que me subiu a memória do Senhor Subtil, entrincheirado numa casa de banho da RTP, ou aquele outro Senhor que se pôs em cima de um guindaste enquanto não lhe fizessem justiça.

Abro as Alas que eu quero passar, A Vida Me Chama, A Ela Me Entrego.

Oh, meu primeiro carro, eu o refiz, e recebi de uma Senhora um capot de 4L com um belíssimo e expressivo dragão verde, que deitava fogo da boca, dizendo, il ne faut pas avaler toute q´on dit.

O meu ultimo carro, um mercedes, grande navio de solidez para grandes viagens físicas, que eu não venho fazendo, mas gastador de gasolina a um nível que minha consciência não me permite mais com ele andar. Está à venda, eu ando com um fiat 500 a cair, mas que ainda anda, é pequenino como eu, gasta muito pouco, tem catalizador e estaciona-se facilmente.

Para ser franco, gostava mesmo nem de precisar de ter dinheiro nenhum e depois a Vida, decidiu-me mostrar de perto como é pouco, no plano material das coisas, o que hoje necessito.

E O que For de Ser Há-de Ser
Eu Me Entrego à Vida como Sempre
Eu Me Entrego Ao Amor Como Sempre

Eu Vos Amo mais do que Vós pensais, e esta é a maior tragédia da Vida, já António Botto, muito bem o explicava em suas cartas que lhe foram devolvidas.

Também sei hoje mais algumas coisas, por isso devo ter aumentado minha ignorância, pois se, como dizia o Poeta, viajar é Perder Países, e quanto mais sei, menos sei, mais sou.

E se tiver que andar rápido haverá outros carros, outras estradas da minha imaginação, ou da criação da Vida.

Não há culpa, não há acusação, a ninguém, a nada, só perdão e cicatrizes que eu quero manter fechadas, há plena aceitação de uma nova etapa no Caminho.


Honro O Mestre Que Deu.

domingo, setembro 12, 2004

Aqui a Todos e em Nome de Todos, eu Te Peço Perdão, Mãe de Todos Muito Ofendida, pois Tua Dor é Grande a Crescer, Mãe Em Fé Te Peço, Em Coração do Mais Profundo Amor, Eu TE Peço, Desce teu Manto Protector Sobre Todos, Recorda-lhe as Aguas Uterinas, em Formas Cristalinas, Radiantes, Quente Embalar, Abençoar, Pois Tu ÉS Fonte de Vida, do Amor. De Ti Com o Pai Vem Toda a Vida, Os Filhos Também.

Para a Tua Dor, põem a Alegria nos corações das Mulheres e dos Homens em Seus Andares, Ilumina de Beleza seus olhos, seus corações tranquilos em Doces Enleios de Paz em Paz como as Andorinhas e a Primavera, em qualquer tempo, em qualquer lugar, para todo o Sempre, Meu, dos Pais, de Todas as Mães do Mundo, de Todos os Filhos, nosso mais profundo desejo, de todos os que Trazem a Paz em Seus Corações. Ambos Irmãos, livres e Amantes.

Eu Venho de Ti
Pois Tu És
Minha Mãe
Tu Me Criaste
Dentro de Ti
Mistério do Sangue
Que Cria o Ovo
Mistério
Da
Transubstanciação
Da
Substanciação
Que
Pela
Tua
Primeira
Vontade
De
Minha
Própria
Semente

Tu
Me
Deste
O
Coração
Antes
Do
Meu
Eu
Próprio
Ter

Pelo
Fio
Que
Dentro
DE
TI
Se
Tece

Por
Isto
Sei
E
Recordo
Que
O
Coração
É
Uno

Por
Isso
Peço
Teu
Perdão
Por
Um
Mesmo
Sangue
Um
Mesmo
Bater
Da
Vida
Quando
Vejo
A
Vida
Ofender
A
Vida


Tempo
Assim
Houve
Que
Teu
Coração
Era
O
Meu
O
Corpo
Onde
Habitas
Minha
Própria
Casa
Tempo
Assim
Houve

E
Assim
Haverá

E

Mesmo
Fora
Dela
A Ela
Muitas
Vezes
Retornei

Retorno
Sempre

Retornei
Nas
Vezes
Em
Que
Para
Mim
Abres
A
Porta.

Pois
Não
Posso
Mais
De
Outra
Forma
Ser

Pois
Não
Se
Entra
Em
Casa
Com
Porta
Fechada
E
A
Porta
Habita
A
Casa
Não
É
De
Quem
Quer
Por
Seu
Único
Desejo
Sua
Única
Vontade
Entrar


Tu
És
Rosa
E
Sendo
Rosa
ÉS

Rosa
Que
Com
Seu
Desejo
Sua
Vontade
Se
Abre
Quando
Quer
Cheirar
E
Ser
Cheirada
Pois
O
Desejo
O
Amor
A
Vontade
É
Sempre
Teu

Muy
Aventurados
Somos
Quando
Tu
Assim
O
Ordenas

Oh
Minha
Senhora
Sempre
Por
Mim
Amada

Sabes
Da
Arte
De
Meus
Beijos
Que
Alegrias
Te
Faz
Deleitar

Sabes
De
Meus
Gracejos
De
Espírito
De
Meu
Amável
Ver
Do
Meu
Doce
Tocar
Do
Meu
Doce
Te
Querer

Todas
As
Dores
Derreter
Toda
Te
Oferecer
O
Prazer
Infinito
Doce
Eterno
Em
Ti
E
Em
Mim
A
Desaguar
A
Florir

A
Ternura
Imensa
O
Sorriso
O
Bem
Estar
No
Bem
Ficar

O
Descanso
Merecido
Almejado
Que
Então
Me
Deixas
Oferecer-Te
E Partilhar
De
Ti
Contigo
O
Belo
Amante
Amável
Ser

Oh
Campeã
Do
Amor
Tu
Outrora
Me
Disseste
Do
Mando
De
Teu
Coração


Meu
Estandar-Te
Minha
Lança

É
O
Teu

Pois
Nenhum
Homem
O Tem
Nenhum
Homem
Assim
Como
Tal
Existe
Sem
Por
Ti
Ser
Dado

Oh
Amor
Mais
Amado

Oh
Minha
Amada
Mais
Amada

Quando
Decides
Teu
Delta
Abrir
Por
Deleite
Prazer
E
Vontade

As
Aguas
Apresadas
Que
Moram
Dentro
De
Ti
Escorrem
Vida
Que
Jorra
De
Vida
Da
Tua
Vida
DáVida
Que
Então
Me
Dás

Oferta
Ofertada
Oferenda
De

Ti

Oh
Minha
Amada
Quando
Doce
Assim
Para
Mim
Te
Pões

Quando
Assim
Decides
No
Momento
Em
Que
Me
Convidas

Em
Mim

Teu
A
Ti
Me
Dou

Bem
Sei
Da
Vida
Anelando
Nos
Corpos
Nas
Imagens
De
Corpos
Pedaços
Desnudados
Imagens
De
Pleno
Claro
Convite
Da
Dança
Da
Vida
Anelando
Em
Si
Mesma

Baile
De
Estrelas
Sobre
As
Estrelas
Alegre
Casamento
E
Casar
Que
To
Ordenas
Porque
Tu
Dás
A
Vida
E
Quem

A
Vida
È
A
Fonte
E
O
Fim

A
Vida
Nasce
E
Se
Vai
Em
Ti
Em
Teu
Seio
Nutridor

Quando
Lanças
Tuas
Aguas
Teus
Mistérios
Todos
Os
Campos
Se
Fecundam

Todo
O
Amor
Acontece
Todas
As
Flores
Nascem
Todos
Os
Frutos
Frutificam

E

O
Pão
Com
Que
Nos
Alimentas
Assim
Nasce
Também

Por
Isso
O
Poder
Da
Vida
É
Teu
Como
Até
Agora
Foi
E
Será


Vi
Homens
Puxarem
Tuas
Tranças

Vi
Outros
Trazer-te
Em
Trelas
Mais
Longas
Ou
Mais
Curtas
Outros
Ainda
Te
Magoaram
Outros
Te
Violaram
Outros
Te
Estropiaram
Outros
Ainda
Te
Queimaram

Destruir
Teu
Corpo
Tua
Casa
Nossa
Casa
Por
Vezes
Teus
Filhos
A
Barbárie
Chegou
A
Enterrar-Te
Viva
Ao
Meu
Lado
Morto


A
Seiva
O
Sangue
De
Teu
Corpo
Alimenta
A
Terra
O
Filho
O
Esposo

Sem
Teu
Existir
Seria
Diferente
O
Ser
E
Não
É
Diferente
O
Que
Aqui
Hoje
Existe

Oh
Senhora
Tu
Sabes
Que
Eu
Sei
Pois
Foste
Tu
Que
Outrora
Me
O
Cantaste

Que
Tua
Beleza
É
Infinita
Raio
De
Luz

Luz
Que
Aquece
Meu
Coração

Que
Às
Vezes
Me
Cega
Perante
Tanto
Brilho
Que
Me
Faz
Baixar
Os
Olhos
Enrubescer
Ficar
De
Jeito
Tímido
Que
Sabes
Ser
Prova
De
Respeito

Oh senhores que vos alegrais em ver o outro mal passar, ser enxovalhado pelo que se ouviu dizer dele sem nunca directamente o questionar, por processos traiçoeiros e adulterados, das provas forjadas, e assuntos da urze urdida da negritude da sombra, que tapa a luz dos corações vermelhos da paixão pela vida, em defesa da vida, dos Altos Seres do Amor, Todos aqueles que defendem o Amor, Fonte de Vida e seus Irmãos, Flores e Animais.

Oh senhores, sou só homem e rei como cada um homem o é, em seu próprio território, seu corpo, e se somos iguais e semelhantes, não há dois iguais.

Oh Senhores, que por disto, consequência, cada um vai em seus próprios passos e em nenhuns outros alheios e depois passeamos eu e tu e todos os outros, no tempo em que cá andamos.

E se assim vos aprouver ver o mundo, a realidade e o real, talvez concordais comigo, que não havendo dois iguais é possível é necessário fazê-lo comum, porque se cada homem é uma estrela completa e inteira, também não vive numa ilha deserta só, consigo mesmo.

O único caminho que conheço para tornar uma coisa comum, e a partir de dois, é aproximá-los. Esta é via do conhecimento do outro, da abertura, da tolerância, do conhecer e do aprender, e esta via não se faz por pessoa interposta, faz-se por contacto directo, pois aqui, é preciso ser um pouco como St. Tomé, ver para querer e no contacto e em versão dos nossos tempos, pôr também a mão na massa, mesmo quando isso é só questão de troca de palavras.

Muitos andam entretidos de cima da sua arrogância, dos seus pequenos e rápidos, tão rápidos, como ventos, furacões a furar o furão, nuvens cinzentas e negras em vossas cabeças, parecendo que transportam tempestades, condenações expressas, julgamento à revelia daquele que vós, quando assim andais, nem ouvido, nem achado o foi primeiro, semblantes carregados de expressão de desdém e reprovação, mais rápidas emoções, que se dos olhos, porventura saíssem raios, já me teriam chegados.

Sois assim tão perfeitos naquilo que definem como a vossa normalidade.

Eu a normalidade nunca a encontrei em meus passos, toda a vida se me afigura excepção, excepções para serem preservadas, excepção com excepção, com iguais direitos à vida iguais a outra excepção, com os mesmos direitos e nem sempre com os mesmos deveres, pois não se pede a um homem coxo, que faça as mesmas coisas que outro que não o seja, e contudo é coxo que assim se torna o homem, que o faz, da mesma forma que o homem que com dois pés caminha, deverá ter mais deveres para aquele que é coxo, ou não? Pensa Bem, Pensa Amor, Pensa Ajuda e Ajudar, Age em Ajuda.

Sabem qual é a fronteira entre a loucura e a espírito saudável, só um verdadeiramente louco é que nunca se questionou se seria louco, porque há muitas coisas loucas na vida, dos homens e dos animais, pois é considerado louco, aquele que vê as coisas ao contrário de uma média acordada, sobreposta ao ser único, individuo, unidade total, Estrela.

Não haverá porventura, exemplo tão mais elucidativo da nossa loucura colectiva, o facto de vivermos num mesmo é único mundo e de se andar a deitar a baixo a casa onde se habita e o rol é infindável e as violações à lei da vida infindáveis, tirania, opressões sem fim de uns por outros, de umas ideias por outras, como se pudesse pensar, que cada Ser não pensa por si e se há mais de que um ser, certamente haverá mais do que uma ideia, ideias diferentes, mas dá-nos isso o direito de achar-mos as nossas mais inteligentes, ou melhores que a de um outro e assim dar-mos o passo para a sua anulação, confinamento, redução ou morte do projecto de Ser que ele é como expressão da própria vida.

Assim se reduz a Vida, pois tudo na vida é criado, desenvolvido e depois transforma-se.

Oh Senhores, fala-se muito de doenças mentais, sobretudo daquelas que oscilam entre os pólos, alegria, depressão, mas Senhores, não é assim o mundo na forma como cada vez mais o vivemos? Dir-me-ão que não, que as mortes são só, ali ao longe, mas nem isso podem dizer, pois mesmo ao longe elas enterram-se diariamente nos nossos corações aqui.

Bastava ter ido à praia este ano, e ver as expressões das pessoas, quase nem parece mais férias, o nível de alegria baixara, baixara tão drasticamente que se tornava visível na sua ausência.

Psicociclica é e torna-se a realidade mais que as pessoas. Depressão no desemprego, coisa nunca vista? Depressão nas vidas cinzentas, no tempo a passar sem grandes arroubos, sem grandes audácias das belas recompensas e as alegrias, a voarem baixinho rente à terra medrosa.

Como serão as crianças da nova geração, pois se os mais sensíveis, os com maior capacidade e consciência da esfera do coração, mais capazes de in teligir, de reunir, o que aparentemente se encontra fragmentado, de colar os fragmentos múltiplos em que as imagens estilhaçaram, estão na vossa opinião a enlouquecer, tratamento químico, para os manter numa média do ser, nem demasiado alto, nem demasiado voar para alem das estrelas, nem muito abaixo, nem muito triste, como se da tristeza não nascesse a Alegria, que não existiria como tal definida se não tivesse parceira, triste visão da amputação da diversidade, do diferente e mais novo sentir que o homem universo cria, triste visão redutora, castradora. E nada disto escrito nega que um certo equilíbrio é necessário, que demasiada dor pode ter consequências funestas de suicídio e que sim, lá venha ele, o químico, a normalização, pois a ciência não aceita a alma, não demonstra Deus como também não demonstra seu contrário, é tanto de fé para um lado, como para o outro e como aqui, nesta terra, só há uma palavra para Fé, que é Fé, deve ser então da mesma que se trata.

Mas meditai, de onde vem as dores, se elas vêm mais do que chamamos interno ou externo, é evidente que se a situação assim se manter, atenção as epidemias psíquicas

Ah arrogância do homem pequenino, fazer-se por ela mais pequenino do que ainda é



Não há fim visível à vista enquanto o homem assim não o determinar, e nunca assim o poderá fazer, nem tal ser, porque isso seria pôr-se maior do que é, cada um é um pontinho no meio de infinitos pontinhos, galáxias no mesmo Universo a que o homem não conhece o fim, pois cada vez que torna a olhar o mesmo único céu, encontra lá sempre algo que nunca tinha antes visto.

Seremos assim tão diferentes, não é o que diz o conhecimento mais recente da fé do que convencionamos chamar de conhecimento científico, bem como sempre disseram os homens que transportam o facho da tradição.

Pois uma ideia é sempre um acto de fé, eu acho que vejo ou entendo assim e depois até te posso comprová-lo se seguir esta metodologia, sabendo que o outro se tivesse outra, se calhar o desenho e o resultado seria diferente e depois ainda entre fazê-la e concretiza-la está a vontade e a oportunidade e o saber e o acaso amoroso organizador.

Serão mais precisos os instrumentos que os homens possuem, para perceber a natureza da matéria, se um observador interage com o que observa, pois para observar, está a partir de uma sua ideia de observação, de como vai observar, o observado, que pode estar dentro ou fora de si.

Talvez não sejam assim tão melhores, só permitam novas visões, que servem para abrir o campo das ideias dos homens. Assim que cada qual procure o que quiser da forma que quiser, no harmonioso convívio com todos os que partilham a mesma vida, pois todos são expressões da mesma Vida

Que cada um tenha a sua fé, as suas ideias, os seus costumes, os seus modos, os seus usos, e respeite a que está a seu lado e que desta forma, só confirma e reconfirma a natureza da vida, que se exprime em infinita diversidade, pois antes das ideias dos homens, está a própria vida e quando não tem vida, um homem, uma criança, uma mulher, não pode pensar, pois não vive.

E que não se veja nestas palavras nenhum descrédito à ciência, ao conhecer e sobretudo ao Saber, nem a Arte nem aos artistas, pois tudo isto fez o homem e fará, tudo isto pode servir o homem melhor, sua saúde, sua qualidade de vida, seu tempo de viver, suas formas de viver, mas com atenção necessária e muito pensamento e conversa prévia entre os pares, sobre o porque fazer e o para que fazer, pois o ultimo século, foi pensado com aquele que traria a felicidade, e creio não serem precisas mais palavras neste assunto.

Caiu a sonda que trazia as poeiras invisíveis das nossas Irmãs Estrelas. Não chegou ao laboratório que vê as coisas invisíveis, mas invisíveis chegou e está entre nós o que nunca antes tinha chegado, oh eu já sinto uma alegre comichão, espero eu de que.

E o mesmo se aplica em relação aos animais, ou por uma vaca pensar diferente de um homem, será que ela não pensa em seu jeito, pois não tem a vaca olhos como nós, ouvidos como nós. Estais tão seguros disso, e contudo nós comemo-las.

Brinca com uma vaca, aproxima-te dela no campo, varia a tua forma de aproximação, o que varia a reacção da plácida irmã vaca, vê como ela te olha, vê como ela te sente e Vê então se não há ali um certo e diferente pensar um certo e semelhante sentir. É o meu superior ao da vaca, sim se me sentir maior do que sou, arrogância de que por fazer coisas outras além de viver como a vaca o faz, como os homens vem fazendo no mundo, com os bons e muitos maus resultados é superior à da vaca que durante a sua vida muito menos mal fará, pois a vaca não mata as moscas, enxota-as.
E somos nós que as comemos, não elas a nós.

Pensamento estrutura-se em linguagem e qualquer sistema, qualquer unidade, é um contínuo processo de comunicação, como as orelhas parecidas da vaca com as nossas, parecidas na função e como não há unidades isoladas elas são então e também processos de intercomunicação.

Existem dois processos elementares de comunicação, unívoca e bi unívoca, uma linha que se estabelece entre dois, que momentaneamente os liga quando falam em que um pode falar sozinho, consigo mesmo, ou com o outro, ou então podem falar os dois, aqui chama-se à primeira, fiquei a falar sozinho, ou comuniquei? Dei e recebi.

Pensa um homem em cima do outro, salvo seja, acima de outro com a linha vertical a sair-lhe da sua boca e a descer para o outro que está cá em baixo. Um fala e outro só ouve. Ou então coisa mais agradável, como todos recordamos e sabemos, falam os dois ao mesmo nível, sendo que o nível de cada um é sempre diferente do outro e portanto necessário encontrar uma linguagem comum, que permita descodificar o discurso. Neste caso a linha que os une é mais horizontal

E depois recorda-te que quando dois falam entre si, estão pelo menos quatro.
O que eu penso que digo, o que eu digo, o que tu ouves e o que tu pensas que ouves, ou se quiseres ir um bocado mais longe, junta-lhe a emoção e a sensação, para cada um dos lados. Comunicar, mesmo quando se pensa que se está fazendo pela palavras e som é muito mais complexo do que pode a primeira vista parecer.

E depois uma palavra representa um pedaço de uma ideia, ou uma ideia e é algo entre o que sabemos da ideia e a imagem de onde nasce a ideia. Palavras são voz, é som humano, que atravessa o espaço, que canta as lentas, tristes, mais belas, vigorosas, alegres, ternas, doces, melodias que encantam os corações. Palavras são símbolos e significados e significantes incompletos, como um pedaço de linguagem sempre o é em relação ao total do seu universo, pois não só falamos, temos mais sentidos a disposição para a expressão e para a leitura.


Civilizações inteiras comem vacas e outras, muitos mais que os primeiros em seu todo, passam e morrem de fome.

Uma cultura come o que come pelas suas tradições, pela forma como se relaciona com o comer e o que é comido, pois sabemos de diferentes valorizações e interdições

Num lado, deitamos comida fora, outros não tem que comer.
Este e o paradoxo do momento agravado, a rasgar, a quebrar-se pela realidade de entretanto e pela primeira vez ter condições técnicas para criar produção excedentária que poderia dar de comer a quem tem fome e nunca o fosso foi maior.

Oh Senhores, será tão difícil imaginar que um dia o homens que habitam o mesmo mundo de seus irmão animais, pelo seu pensar, pelos seu saber, pelo seu agir, já não matem as vacas para as comer, nem fabriquem pintos cegos a nascença em condições mais degradantes, que para os humanos, alguns cenários de morticínio.

Ou, Pensais porventura que seus gritos, não são reais, ou mesmo que os animais não sentem dor como nós.

Oh Senhores, porque então vos assustais, quando se diz que isto é um projecto de transformação dos seres em outros seres, pois o homem é homem e a vaca vaca e sempre creio, desejo e ordeno no que possa ordenar que assim seja, no sentido de que ambos continuem a co-existir.

Não é por acaso a vida um potencial eterno projecto, temos evoluído muito, mas somos muito jovens em comparação com o universo que nos serve de casa e que nos abriga, que é vida, pelo menos assim pensamos o tempo a partir das ideias e das possibilidades que temos, porque as construímos, de avaliar as distâncias, pois parece que de certa maneira tempo e distância são como mulheres e homens em Amor, coisas próximas.

Pois Se a Senhora Mãe, que Com o Senhor Pai Cria o Príncipe Filho, Alguma Identidade que é sempre uma ideia de Entidade, Os Criou, e chamai-lhes os nomes que quiseres, para o nomear, na diferença da paleta com que o vives, vês ou imaginas, pois A força Unitiva é Uma Mesma, É o Amor, que Une, pois se o Amor fez e faz os seres como somos, pensantes e capazes do saber, do imaginar e do criar, será certamente para saber o que viermos a achar necessário saber, essa é potencia do infinito ao alcance e mais ao longe do que agora o possamos conceber, pois os olhos vivem no tempo e por isso vem o que o tempos vêem.

Dávida da Luz, Dávida da Vida, Dávida do Amor.

Oh Senhores, porque me chamais profeta, louco, bruxo ou Zandinga, pois eu isso nada sou, sou só homem a quem A Vontade do Mestre entendeu versar na arte do ver e de algum fazer, que me tem sido dado a fazer, e eu aqui inteiro me confesso, sou cego e assim me sinto em muitas das vezes. Deverei ser duro de ouvido também por não perceber claramente sua Vontade, mas este é assunto íntimo entre Ele e Mim e É Ele Que Ensina e É O Próprio Ensinar. Mas Sua Vontade Eu Respeito, Dou Meu Melhor e Creio, A Mais Não Ele Me Obriga, porque quando o sei, mesmo tropeçando vou indo.

E depois, ver, linguagem que a estrutura e pensar, é das operações mais complexas que o homem faz, pois o homem se tem visão esférica, à medida esférica das coisas que são inteiras, seu ângulo de visão só vê metade.

Assim, grande é o véu grande, cobre e está estendido sobre grandes superfícies, oculta e tapa muito a entrada da Luz, que mais uma Vez Aqui Escrevo, É A Verdade do que se Vê, que É Dado Pelos Nossos Passos, no Ser, em Ser, no Agir, no Cruzar Com os Outros no Mundo e porque como tal Existe e como tal é visto. Sombra é uma Ignorância ainda não conhecida, ainda não desvelada, em sua Verdade.

Oh Senhores, da norma que se põem nas normas, esquecendo que norma é vareta para sondar o Ser, o que somos, o que é a Vida, que cada uma delas, as normas, são equações provisórias na forma do ver, no que vemos, no que não vemos, no que não entendemos e que são as coisas que ainda não se encontram bem resolvidas, seja dentro ou fora de nós, pois o mecanismo da vida é um mesmo para mim, para ti, para a vaca e para a flor.

E se a vida dá vida, cria vida, alimenta a vida, faz crescer a própria vida que quando cresce, como a criança, aumenta o tamanho de seu corpo, em seu crescer, do que vê, que sabe face ao que não via nem sabia, as normas que delas fazem parte, pois somos nós que as fazemos, não poderão escapar à regra do crescimento, por outras palavras de evolução até ao infinito e mais além.

Então talvez seja Bom andar em nossos Passos Recordados,

Ver é sempre imaginar e toda a unidade é um gerador de símbolos, somos todos entidades simbolizantes e a vaca simboliza basicamente o medo da mesma forma que um homem, embora possa em inocência ser conduzida por mão humana e morta por sua faca, sem disso se aperceber.

Tolerância, Abraço, Compreensão, Conhecimento do Outro, perguntar quais são os problemas, como se pode ajudar e ir saindo por ai a ajudar e que cada qual Ajude como Sabe, como Pode e Como Sabe e a Mais Não é Obrigado, Sempre o Disse Este Povo.

Posso pensar que o que define a Identidade de um Ser, é tudo o que ele é e simultaneamente não é, sendo assim, assunto muitíssimo mais vasto, de que o sexo que cada um transporta em seu corpo.

E se em toda a natureza se encontram dois lados eternos, o feminino e o masculino, qualquer que seja o modelo de análise e a escala de observação, poderemos sempre entender as coisas neste ver, nesta linguagem.

Cada ser é uma unidade que existe num conjunto de outras identidades, infinitas, mas que o homem na sua faceta de animal predador, tem vindo a tornar finitas, tendo extintas muitas e continuando todos os dias a fazê-lo e contudo os seres distribuem-se e complementam-se e reproduzem-se por meio daquilo que convencionamos chamar, actividade reprodutora, feita por um certo encaixe através da diferenciação, que assumimos como dominantes, feminino e masculino, como mulher e homem no caso da nossa espécie. Também tal percepção é reforçada pela visão directa e conhecimento dos corpos de cada um, por cada um e pelo outro.

Há contudo na vida uma outra forma, que creio, que Deus Menino quando criou o Mundo usou para nos relembrar eternamente a quem se já esqueceu de o ver, ou nunca o viu, as unidades que tem dentro de si os dois elementos que permitem a reprodução, os dois sexos, tal é o caso de singelas flores que ele deleitado e entretido certamente criou
Porque há meninos na terra, que nunca as viram nem delas ouviram falar, como em Portugal, País Voltado ao Mar da Vida, rosto fitando o mundo, olhando o mundo, um esperando, outro desesperando.

Creio-os infinitas porque quem criou a vida, criou com uma paleta de fino artista, a vida de todas e múltiplas cores, em plumagens distintas em belíssimos seres, pois até o malvado para os humanos, crocodilo, um dia quando um outro animal lhe dava a nova de que segundo ouvira dizer, deus, faria desaparecer os bichos com boca grande, respondeu, com sua boca muito fechadinha falando quase entre dentes, murmurando baixinho, e com cuidado para não morder a sua própria língua, coitadinho do hipopótamo.

Da proximidade das coisas. Falava a Senhora de como se vestiam os jovens adolescentes de hoje e de como essa forma de vestir, poderia ser apetecível e despertador de actos menos próprios ou mesmo de violência por parte de outros, por brutal paixão, por desejo represado não mais contido.

Recorda o adolescente já vivendo a experiência do Amor com os Corpos, da noite, véspera de sua primeira ida à praia naturista, Meco, seu nome.

Tinham combinado um grupo de rapazes e raparigas, aí, irem, quando à noite, lhe surgiu a dúvida. Seria que iria ter uma erecção, no meio de tantas meninas e senhoras nuas? E ficou a pensar como reagiria se tal acontecesse. Estava preocupado com sua eventual vergonha e embaraço alheio. Bem teria sempre uma toalha à mão de semear, para se tapar.

Mas não, o que lhe dera para obter a clara percepção de que a erecção, que viabiliza o acto sexual, não se faz pela visão dos corpos nus, parecera-lhe, ao contrário que os corpos por se encontrarem nus, eram, como se tivessem sido desexuados.

Era diferente do apelo erótico de um corpo de mulher, com umas calças coladas que realçam suas curvas, uns centímetros de pele visíveis por altura das promissoras barrigas, visualização secreta, do apelo e centro da vida, umbigo visível, que remete a todos nós para o principio do nascer, para antes do principio do nascer e assim leva o homem à memória da mulher, mulher por dentro, na qual ele habitou em memórias aquáticas e misteriosas. Esta é uma das sugestões e apelo, da visão do centro.

Compostos andam em modelos os cabelos, toucados regulares, que mudam no sabor de quem imagina as modas das estações. No supermercado, a caixeira, diz-me boa tarde e é já noite lá fora, perdeu a noção do tempo da luz, ritmos e características do trabalho diferentes do que a geração que decide e executa viveu em seu crescimento próprio e antes acompanhando o ver de seus pais.

O mundo hoje como outrora é um mundo de tribos e tribos são pequenos grupos com modelos comportamentais específicos. Oh reino da vida, oh reino da diversidade, oh pujança da própria vida por si mesma anelando, riqueza de ser, ser em patamar depois de subir mais um degrau, com degrau ao fundo já a ver-se ao perto. Tribos famílias, famílias tribos, outras formas de partilhar os espaços mais comuns, muito menos instituída no que vem de trás, a família parental, uma mãe um pai e um filho ou dois, que mais do que isso, são poucos os que condições de vida, tempo e financeiras para tal.
Existirão cada vez maior diversidades de famílias, onde os modelos relacionais de afectividade serão muito mais diversificados dos que hoje conhecemos e vivemos.
Relações triangulares, quadrangulares, ou o que seja a vontade e a paixão humana.
As sociedades e as leis, quanto mais depressa se adaptam aos tempos, menos o forçam, menos peso lhe põem em cima quando ele se move e assim facilitam-no e acolhem-no, sabendo que a Vida é continua e eterna Mudança, Evolução, palavra que remete a gestação e Ovo.


Uma vida que não para 24 sobre 24 horas, num mundo cada vez mais ligado, que se torna mais pequeno sem contudo perder seu tamanho. Tudo comunica, nada para, tudo gira no gritar da própria terra, no girar do espaço dos planetas, no girar do universo conhecido no universo ainda desconhecido. Uma industria automatizada ou quase, quase desaparecimento dos trabalhos manuais, menos o teclar. Ah, como deverá tocar bem guitarra de cordas se as houver, as novas gerações. Uma alimentação de síntese que
retira o prazer que o Ser obtinha com o acto de comer, num mundo que já retira tantos outros e onde assim se reduzindo o prazer dos Seres se reduz também a Vida, pois Ela é Acto e Feita também por ele e para ele.


Em outro lado do mundo as jovens e as mulheres andam de corpos e cara tapada, algumas delas habitam esta Europa do Sul, do calor, dos umbigos à mostra, das alças aladas, dos seios quase visíveis, das calças coladas que desenham com rigor, ou menos rigor, o desenho das ancas enunciação e promessa de abertura e doces enlaces, maior ou menor harmonioso encaixe, do realce do corpo da mulher, de suas curvas e ângulos, Templo e Igreja da Vida, da beleza dos corpos jovens, espelho da vida, jorrante, transbordante da própria vida, e o que nasce?

O desejo que é antes de mais o desejo da vida, pois o umbigo visível, ou qualquer outro pedaço pequenino de uma mulher, que se vê, revela não só a vida mas a mulher como fonte da própria vida.

Umbigos sem percings ou com percings, com ou sem, como cara sem véu, cara com véu.

Ah que me sobe à memória um verso de outro grande Poeta.

Uma mulher tão bela, como a própria lua, tão cheia de pudor que vive nua.
Vinicius de Moraes

Umbigo, centro, corda de ligação à fonte da vida, estrada e rede às nossas mães, no mistério profundo aquático que vivemos e que urge recordar, suave aconchego, doces e agitados balançares, o som abafado e filtrado, numa ausência de olhar, um imenso sentir de participação, de algo que cuida de nós, que vamos percebendo em suas mutações de humores, do riso ao chorar, que também se traduz em diferentes encaixes das células ou não encaixes, em diferentes reacções químicas e eléctricas, umas que sentimos como mais benéficas, outras menos, algumas ameaçadoras. Dois corações que batem num mesmo corpo, num corpo que transporta e nutre um outro, dois corações que tendem a influenciar-se no ritmo em que a cada momento, a cada sentir, batem, sons cavos, baixos, como quando agora o ouves, adulto mergulhado numa banheira.

Quando começa a pensar o feto, em que linguagem estas memórias se exprimem quando são presente, que capacidade temos nós adultos de a reconhecer, e quando não nos damos conta da existência de uma coisa, ou porque a deixamos esquecer, ou porque andamos a ver outras coisas, dentro dos óculos que pusemos e que o crescer nos põem, a dizer que não existe, é o passo, pequenino.

E depois em que dia começa a vida, em que momento a vida se faz, é assunto único do homem e da mulher como das flores e do vento e das abelhas.

Nem sempre que dois sexos se encaixam, nasce uma vida e contudo podem nascer outras formas de vida, que fazem parte dela, que a alimentam, o prazer, a alegria, a paz, o espreguiçar, a ternura, o carinho, a energia, todos nutrientes necessários à vida e ao viver, um viver prazenteiro, que perfuma a vida de cuidado de cuidar, dos dias e das coisas em redor.

O homem e a mulher podem fazer pontaria, mas não conheço nenhum homem que tenha feito uma conferência de estratégia em palavras e diagramas humanos, de forma a criar um espermatozóide vencedor, ou mulher que tenha o equivalente dito, ao ovo, que gera dentro de si.

Qual é participação activa da vontade da consciência? E será que a vontade dos dois ou de um é garante de tal? Duas flores distantes, um metro que seja, dependem do vento para se casar, ou ainda, da mais errática abelha, em seu ziguezague, para e arranca, voar, que se calhar passa ao lado de uma, mas pousará, noutra, como a fecundação, que se faz ou não se faz. Mas sem o encontro, a vida não se faz, a nova vida começa no momento em que o encontro se faz, e da mesma forma que flores com vento e flores, fazem flores, o espermatozóide e o ovo humano, fazem humanos, que não nascem iguais ao momento da sua evolução, que lhes permite ler este texto.

As flores tem a inteligência de se moverem reverenciando o sol, mas não sei, e só isto posso afirmar, se pensam de uma forma equivalente ou reconhecível por nós. Ao utilizar o vento na sua reprodução, talvez sejam mais subtis que os humanos, talvez falem, vento, através do vento, e eu, o vento nunca o ouvi como eu, falar. Talvez sua linguagem seja essa, e a dos gestos dos seus movimentos, a frequência das suas cores, a relação com a gravidade das órbitas, e talvez nem eu imagine que ela possa existir, mas o processo de vida, esse, é o mesmo.

O vento sopra em torno da casa que o origina, da casa grande mãe, a terra, pois sem ela, se existir, seríamos diferentes do que somos e por isso, nem certo seria esta escrita assim acontecer. Escreve a mãe, o pai, o mundo em redor, no feto, dentro de seu aquático universo? Que sim, como se sabe, o falar tranquilo do pai e da mãe acalma o feto, seu contrário perturba, que a qualidade da comida que a mãe come, condiciona o crescimento do filho e que a forma como seu pai e sua mãe entre si se dão nos dias, também.

A terra redonda existe no céu junta com os planetas e as estrelas num jogo de empurra e aproxima e dançam rodando em torno de um centro, um umbigo maior que o nosso humano, o sol e os planetas e as estrelas repetem o mesmo ciclo do nascer, do viver e do desaparecer.

A vida deseja, viver é desejar, viver é concretizar esse desejo.

A vida atrai a vida, a vida reconhece o perfume da vida, atrai-se entre si

Ah, a beleza de um viçoso cabelo entrançado que cai em cachos de promessas de doces uvas, ah a beleza de uma curva de um ombro desnudado, âncora, escorrega de brincar e cais, redondo, como todas as promessas do Amor e do encaixe são,

Ah a beleza de um tremelicar do caule pescoço, promessa de movimentos anelares e das doces ascensões, à casa do espírito, ao encontro dos corpos, riso e ternura, cumplicidade do espírito e da almas no regaço dos corpos cruzados, encaixados, que se abraçam, que se tocam, se fazem num mesmo instante, mesmo corpo. Dois princípios complementares que se reúnem em harmonia, maior ou menor.

Corpo, instrumento de preservação, veículo de reprodução da vida, oferenda da vida que os criou em toda a sua infinita beleza e contudo a beleza não são só os corpos, e contudo como não se pode ficar extasiado perante tal beleza.

O Belo, a Beleza, harmonia de todas os conteúdosformas ou formasconteúdos, pois não há conteúdo sem forma, nem forma sem conteúdo, mesmo quando não consigo ver um, e seu intimo outro lado ou mesmo os dois que são sempre um.

Beleza é coisa infinita, múltipla semfim de expressões únicas. Beleza chega como brisa suave de verão, luz crua por vezes ofuscante que quase pode cegar, e âmago da terra.

Beleza
É
Voo
Asa
Voar
E
O
Voo

O
Faz
Quem
Voa

O
Voo
É
Luz
E
Brisa
Do
Amor

E
A
Asa
É
De
Quem
A

E
De
Quem
A
Tem
De
Quem
A
Abre
Para
Voar

Quem
Voa
Quem
Assim
Se
Torna
Também
O
Voar




Beleza é
Profundidade
Profundeza
Do Próprio
Mar.
Beleza
É
Tudo
Beleza
É
Vida
Se
Assim
A
Fizer
Pois
Eu
Vou
Passar
Mas
A
Beleza
Não

A beleza de seu gesto animal, e os códigos convencionados para exprimir essa mesma realidade que é a própria vida, anelando em si mesma, por si mesma; código de oferta e retracção, por cima de uma intima realidade, a que chamaria natureza, como a lua que se deita para o sol se levantar, como um vai e vem de uma maré, como a flor que se abre e se fecha, com o mesmo intrínseco pulsar animal no mais depurado e cru desejo, pois em sua primária natureza, uns são iguais aos outros, os homens e as mulheres e as flores e todos são a vida, essa imensa realidade que tudo transcende, engloba, cria e em muito determina.

Poderia dizer-te que nem os homens nem mulheres existem, que sim, que tem corpos diferentes, cada um com suas funções, seus sentires, seus veres, seus pensamentos, mas que, em cada um vive e habita seu oposto que é seu complementar e parte nuclear, que cada homem é uma mulher, que cada mulher é um homem, acrescentando a palavra a ambos, também, para que fiques tranquilo, pois uns são homens, outros mulheres, não te confundas, continuas certamente a ser um homem, não tenhas medo, que não se trata de risco de identidade, pelo menos, a sexual, acrescento ao que te digo, pois a identidade não se baseia no sexo, mas em tudo que cada Ser é e simultaneamente não é.

E contudo uns e outros não nascem para o mesmo mundo, se entre eles não se fizer o encontro, o encontrar e o assim estar.

Podia-te dizer, que o mesmo se passa entre os gatos e quem sabe, e quem conhece que eu não, entre as flores, bem sei que há umas até andróginas, mas em termos comportamentais e seus códigos, tal não to posso afirmar, porque ainda não o vi e lembro-me que por não ver uma coisa não quer dizer que ela exista, mas enfim, também como pensamos, as flores não sentem, não pensam, que sim, mas têm um qualquer mecanismo de vontade que as faz girar ao sol durante sua correria no céu, que as faz fechar à noite e de manhã abrir, sentem de outra maneira, pensam de outra maneira certamente, ou talvez não, se pensares que o pensamento se ancora e suporta na carne e que o pensamento são reacções químicas, eléctricas, encaixes de formas, receptores e receptáculos que se encaixam, que são informação, que ao se encaixar se transforma, dá origem a algo novo, seja a estrada feita pela conexão, sejam os carros que por lá passam e não negando que a estrada, coisa aparentemente estática e asfaltada, é também ser e que até os carros, que transportam a informação, não a poderiam transportar se as estradas não existissem. Tudo ligado, tudo interdependente, até à redução máxima do próprio existir, pois um não existe sem o outro, do mesmo modo que os filhos não se fazem sem os pais, que o pólen não voa e fecunda uma outra flor, sem ser pelo vento e pelas abelhas.

Podia-te dizer, que as flores não tem alma, ou que não participam na alma do mundo, mas nem isso sei, seria a arrogância do limite do meu próprio pensamento, do meu próprio conhecer, pois é tão fácil, negar uma coisa, sobretudo se nem nos dermos ao trabalho de a tentar perceber, ou tão difícil se me deitar a imaginar, como te demonstrar de forma cabal a teus olhos e pensar cientifico, nem que seja e para começar, a construção de uma equação que permita averiguar a resposta.

E contudo tudo tem um dado em comum, qualquer que seja o corpo, tem um percurso similar, nasce, vive, reproduz-se ou não e desaparece do mundo visível. Tudo isto é base da igualdade, ciclo que se repete, seja na planta, no homem ou na mulher, da mesma forma que o sangue corre nas veias e a seiva na flor, a uma chamamos seiva, a outro sangue, mas ambas são seiva da mesma vida, e são as flores, as plantas e as arvores que nos fornecem o que respirar, algo que sem elas não poderíamos fazer. Poderíamos existir sem elas, na forma como nos conhecemos?

Pode a fecundação do óvulo acontecer ou não, mas certo é, que sem a vontade da mulher e do homem que se juntam, não há vida criada, o que sustenta a ideia de a mulher e o homem tem em si uma parte do poder e da opção de criar a vida.

Como também têm o poder e opção de destrui-la
Comemos animais, plantamos sementes para colher plantas, matamos homens, mulheres e crianças. As mulheres e os homens exercem o poder de dar a vida e a morte.
A própria vida exerce seu poder de criar e destruir, e o criar cria, da mesma forma, o destruir, destrói.

Quem é dono de seu corpo? Quem é o dono dos corpos? Quem é dono da vida?
Dono não tem aqui nenhuma intenção pejorativa, que fique claro.

A flor é dona de si até que alguém a pise, a colha num gesto de oferenda de amor, ou que a vida a faça fenecer em seu próprio tempo. Se o Vento se puser de feição ou a abelha for certeira em sua diligência, a flor cria flor, se o Vento se puser de feição a mulher e o homem criam e frutificam a vida, se o homem ou a mulher quiserem, podem a vida, própria ou alheia, ceifar.


Sobre
O
Tempo
Actual
Das
Flores
Não
Serão

Duas
As
Coisas
Do
Fundamento

A
Primeira
Decorre
De
Que
A
Vida
É
Sagrada
E
Assim
Para
Sempre
Defender

A
Outra
Que
A
Vida
Se
Regra
Manda
A
Si

Assim
Vendo
Todo
O
Feminino
Todo
O
Masculino
Todo
O
Ser

É
Seu
O
Poder
De
Criá-la
Nutri-la
Ou
Não


Como
Quem
Decide
Quando
Chega
Quando
Fica
E
Quando
Parte
Quando
Calha
Ao
Próprio
Seu
Dilema
Sua
Opção
Sua
Própria
Escolha

E depois se como eu acreditas em Deus, sabes que o seu conhecimento, é coisa interna através de tudo, o externo também. Falas com Ele e Ele Fala contigo e assim a decisão e a acção é conjunta mas também de reflexo individual naquilo que tu és como ser, pois o Deus que creio não retira a vontade dos homens, a sua liberdade enquanto aqui estão também como corpo. Ele deu-lhes os corpos e Quem Dá, não tira o que Deu.

Recorda ter acompanhado diversas mulheres a interrupções voluntárias de gravidez, Umas em que participou na criação de novos seres, outras porque lhe pediram companhia. Uma não acompanhou. Nunca acompanhou nenhuma mulher, que o fizesse de ânimo leve, para não falar numa imensa tristeza, que viu nas vezes ir muito além no tempo. Também ele sempre chorou na tristeza da imensidão e perguntou nessas alturas ao Pai, porque não o podes por na minha barriga.

Não uso a palavra aborto, pois já vi homens chamarem aborto a muitas coisas vivinhas da silva, como por exemplo a um homem com uma bossa nas costas ou outras diferenças, aborto trás consigo na nossa língua, conotações de desprezo para aqueles com algumas diferenças. Até se diz abortar um projecto, para se referir à vontade de acabar com ele, e vontade, é basicamente aqui o que se trata, vontade e seu respeito.

Antes há a Lei de que a vida é sagrada
Depois há a vontade das mulheres e dos homens

E quando se conversa sobre esta matéria, seria igualmente de falar sobre a eutanásia, visto parecerem ser próximas na vontade que as une, o decidir humano sobre a vida e a morte, tal como quando fazemos guerras.

Depois aqui em Portugal, há a Lei dos Homens, que é para respeitar, como será para respeitar a nova que se venha acordar sobre estas matérias e nosso Povo está como sabemos muito dividido sobre esta questão. Talvez seja de conversarmos todos muito sobre o assunto, mas talvez mais importante, fosse enquanto conversamos que nenhuma Mulher sofresse, ou tivesse em perigo sua vida como às vezes acontece ao faze-lo por falta de condições médicas, pois assim se ofende a vida em duplo, e nunca o pior é melhor que o menos pior, e também não criminalizar as Mulheres por isso.

Eu não sou adepto da IVG, mas sempre me curvo à vontade da Senhora, pois sei da impossibilidade de o gerar em mim e se fosse Mulher se calhar pensava de outra maneira e contudo sou mulher também, através do meu próprio lado feminino, o que os homens têm.

Oh
Mães
D´Oiro
Dourado
A
Luz
Em
Seus
Ventres
Mistério
Da
Vida

Quem

Vida
Sofre
Ao
Dá-la
Mais
Sofre
Ao
Tirá-la
Seja
Ela
Seja
Outro

Por
Amor
À
Vida
A
Própria
Vida
Por
Si
Anelando

Por
Amor
De
Tudo
O
Que
Frutifica

Por
Amor
Ao
Perto
Do
Amado
Chegar

Por
Amor
Por
Muito
Querer
Viver
Por
Muito
Querer
Amar
Por
Muito
Ter
Prazer
Por
Muito
Poder
Ser
Feliz
Ser
Aquilo
Que
É
Cada
Mulher
Cada
Homem
Seu
Único
Ser
Diferente
EIgual