quinta-feira, fevereiro 12, 2004

Curioso, ou estranho, como se preferir, é ouvir dizer que Espanha não é um risco, mas uma oportunidade.

O estranho em si mesmo é ouvi-lo dizer, porque se assim acontece com certa frequência, será porque muitos a pensam ainda como perigo.

Se assim não o fosse, tudo e todos, seriam vistos, como quem diz sentidos, como oportunidades e não é mesmo assim, a vida?

Oh, mais um belo dia de sol para aquecer os nossos corações
que bom ser girassol
Com o corpo
todo o dia
a rodar
para melhor
Ser
Seu
Espelhar

Oh, que bela luz
que torna
vivas
Todas as cores

Que fazem
de Teus Olhos
a minha
própria
luz

Oh que bela Luz



Meus amigos, perdi-me de mim, ou melhor tenho pedaços de mim perdidos por ai. Se um de
vós os vir a passar, digam-lhes por favor, que o pai perdoa tudo e que retornem a casa.
Assim, encontro-me sem me encontrar, estou intermitente, como um sinal de trânsito amarelo indeciso.

Razão tem o bichinho do belo contar no seu comentário. Foi de facto tão profundo que o resto do pensamento naufragou mesmo antes de ser aqui publicado.

Psicodrama é só o drama da Psique, nada mais do que isso, a forma como a Alma nos encena, se entender-mos estas palavras de alguma forma como intercambiaveis. São as molas drámaticas que nos aparecem na vida, com o que nós fazemos nela, ao participar nela, sempre com um fim, embora seja melhor dizer, fins hà muitos, pelo menos assim às vezes nos parece a nossos olhos, pois eles não são só dependem da Psique, mas tambem dos egos e seu derivados. Drama é acção, é movimento, possibilidade de mudança.


O contexto especifico desta reflexão era um que ainda é, e que a meu ver não vai desaparecer infelizmente tão cedo. É a forma como alguns intervenientes no nosso futebol e os media que os amplificam, preparam certos climas emocionais. Mais rigoroso será dizer, constroem, antes dos jogos e das consequências que dai advem.

A grande celebração colectiva, onde cada um, transferia para o guerreiro no relvado, o seu próprio desejo de vitória e sublimação das suas frustações, transforma-se hoje, em tempo de stress emocional colectivo, numa retroprojecção onde o celebrante se transforma ele mesmo no herói, da "razão" e do jogo da pancada, acrescente-se.

A grande celebração colectiva é grande, porque a energia colectiva emocional num evento desta natureza é de facto muito grande como sabe quem nele já participou. Uma enorme energia psiquica, toda juntinha a gerar fenómenos de ressonância e a criar direcções emocionais, tal como a onda na bancada, muito propício a contágios psiquicos a partir de um qualquer centro.

Já sobre o teu comentário de.. é assim a vida.., a propósito do texto da repartição, parece que é assim, mas não creio ser.

A mim parece-me que a vida é para viver com consciência espacial e das suas interdependências, nomeadamente com o tempo produtivo. São questões charneira para o desenvolvimento que todos almejam e implicará, a meu ver, visto que as actuais não são satisfatórias, criar novos modelos produtivos, onde estas noções básicas sejam equacionadas a outra luz.

A imagem breve que era o texto, é só a evidência do pouco que se anda desperto para tais assuntos em Portugal no dia a dia, pois esta imagem, recordo-a desde sempre, e então ponho-me às vezes a pensar, será que ainda ninguém reparou, porque é que a realidade continua assim?


hoje
Apetecem-me
Píncaros
Subir
Ao mais
Alto
Céu
E lá ficar
A ver
O teu olhar