sábado, março 20, 2004

Oh Mãe
Que Trazes no Regaço
Portugal

Que aqui se dá conta
As gentes de Teres Aparecido

O Mãe Santa de Portugal
Cujo Nome
É Oriente e Ocidente
Todo Reunido
Seja Outra Vez

Oh Mãe que te Preocupas
Com os Teus Filhos
Olha para Mim
O Que te Peço

Oh Mãe Vida
Oh Mãe Que Dás a Vida
Oh Mãe Que Geras a Vida
Oh Mãe Carinhosa
Oh Mãe Toda Feita Carinho
Oh Mãe Que Enterneces
Oh Mãe Que Embalas
Oh Mãe Que Amamentas
Oh Mãe Que Cuidas
Oh Mãe Que Vigias
Oh Mãe Que Amparas
Oh Mãe Toda Perdão

Perdoa-me das ofensas
Que te faço
Mesmo quando
Não sou eu
Que as faço
Mas deixo fazer
Porque aquele
Que Assim deixa Acontecer
É Tão Responsável
Como aquele que faz

Perdoa-me de Andar Cego
À Tua Imensa Beleza
Perdido na ilusão infinita
Das múltiplas formas e apelos
Fragmentos que me agarram
Fragmentos eu deixo
Que me agarrem
E em fragmento de mim
Me torno
Sem Ti em Mim

Perdoa-me de Não Saber
Proteger
Todos os Teus Filhos
E fechar meus olhos
À Morte de um Filho
De Outro Pai
Que Morre ao Lado

Oh Mãe não
Me olhes
Não mo dês
Que Eu Sei
Razões de Sobra
Tens
Para Comigo
Te Zangares

Rogo-te
Ouve Só
Aquela Mãe
Que Em Madrid
Entre os comboios
Torcidos
Clamava
Como Grafava
Naquele
Preciso
Instante
Toda
A Estupefacção do Mundo
Naquele Tom
Tão irreal
Quanto neutral
Tão Por Isso
Fortemente
Real

Isto não pode ser assim.

Oh Mãe
Lembra-te que
Aquela Mãe
É também Mãe
Como Tu Própria
O És

Oh Mãe, Santa, Teu espírito é o Espírito de Todo o Infindável Amor, Teu espírito é o espírito do Infindável Perdão. Faz correr teu uterino leite na memória dos homens à noite quando adormecerem, faz-lhes recordar o doce sorriso, o quente colo, a luz da paz, o doce afago da Vida, Imensa Aventura, Ventura, do Viver.
Recorda-lhes com teu peito os alvos leites jorrantes, amamentantes e aconchegantes.
Recorda-lhes com Teu Ventre a Dança do Doce Amor Eterno

Oh Mãe Santa
Reconhecida
Pára
A Dor
Amanhã
Ontem
e
Depois