quinta-feira, maio 06, 2004

não me coube na caixa a resposta aos gentis visitantes que aqui assim fica, nesta caixa maior, hihihi

Não sei se sei de que sequência númerica falas, folgo contudo de saber que não erras-te. Oh marta que a matemática, os números e as sequências também fazem parte disto como todos os outros modos infinitos de ver, de sentir e de pensar, por isso em meu humilde ver é de trazer todos para a mesa que assim a refeição será mais lauta e mais bela. Da lógica, uso-a às vezes, pois é a forma de chegar a um fim, uma vontade, contudo às vezes não vi minha Amada e meu Amado passar a meu lado na rua, por ir demasiado entretido com ela, a lógica, nesses alturas até falo de batatas

Qual é o nosso paradigma, nem sei ao certo se é nosso,no sentido estrito de ser comum aos dois e bem isso gostaria de saber
e contudo os paradigmas residem e habitam no tempo que é o momento em que estamos e assim te transcrevo um dos singelos poemas que um pássaro me deixou

Cantou o pássaro

Em Dezembro era o Mês
Em que encontrei
Um Castanheiro
Suas folhas me disseram
Que o que faltava era

Que a vontade de todos
Seja a vontade de cada qual

Disse-me depois o pássaro antes de partir que lhe parecera o velho castanheiro como que muito triste, a chorar, mesmo sabendo o pássaro do seu enorme tamanho e natureza.
Mãe de diversos pequenos paradigmas, se sobre tal te aprouver pensar


À Marta primeiro em seu chegar, fico também contente que o comentário te contente e que assim por muito o fiques
e com beijos bons me despeço por agora
Zblig, pic, pac, troimmm, pic, pac, pim

Oh querido, porque fixas tão intensamente meu umbigo, dissera-lhe a mulher deitada de costas a seu lado, repousando numa mesma cama, numa noite de mar de verão, sabes, parece-me ver lá dentro qualquer coisa a mexer,

Oh meu querido carpinteiro tudo está a mexer, não são só os textos que se mexem, é a própria vida a anelar-se por si mesma escreveria um poeta, mas sim tens razão, tenho lá acampada uma tenda de circo, vai lá ver, pega lá esta lupa para melhor puderes observar, ao que ele sussurrando-lhe encantados e agradecidos versos de amor a seus ouvidos, assim com o nariz e a lupa fez.

De repente encontrou-se dentro de um campo em flores sobre um céu azul doirado a apareceu-lhe um menino que lhe disse

Cinco são os meninos perdidos
Que tem que se encontrar
Como dedos de uma mesma mão

Como se reconhecerão?
Todos eles virão feridos
Em seu andar

O que farão?
Conversarão
Sobre as Feridas
E o Sofrer
E o Que Fazer

E agora me vou, ala, que vem aí meu amigo touro e combinei ir passear em seu dorso, pois tão bem me sabe a força gentil de seu ser e com ele vou mais longe e a sítios onde sozinho dificilmente poderia ir, deixo-te este livro, se quiseres saber mais das características das feridas dos meninos perdidos e lá foi ele com seu boi, já iam longe quando ele lhe perguntou, olha lá serão só varões, ouvindo como resposta que nem todos, e assim ficou carpinteiro em seus botões a pensar

Chipa, que menino mal-educado, presunçoso e arrogante, acha-se, igual, em força ao boi, que falta de humildade, quando se lhe deu um ai, um ai físico de dor, porque um pássaro que lhe voava em cima deixou nesse momento cair uma pedra que lhe acertara no pé.

É bem feito, disse-lhe o pássaro, então
É bem feito como, eu não te fiz nenhum mal
Estava só para aqui com meus botões
Pois mas estavas a julgar o meu amigo menino e o meu amigo boi
Quem és tu para o fazer?
Se só acabas-te de o ver
Então para que julgá-lo em pensamento
Mas isso não faz mal
Faz, faz, respondeu-lhe o pássaro, germina dentro de ti
Para começar, a irritação que por vezes se pode tornar zanga
E depois achas que o teu pensamento não afecta as coisas em redor
È como quando fazes uma casa, primeiro pensa-la, desenha-la, para depois a construir
Ou se quiseres em versão com etapas reduzidas, pensamento é energia dirigida, porque organizada e como qualquer tipo de organização de energia está e pode viajar no espaço, penetra outros campos.

Sabes um segredo cloreto, aquele menino e seu amigo que ali vão ao fundo, não se ajoelham entre si, pois nem um, nem outro, se vê como maior ou menor do que o outro.
Quando se ajoelham, são os dois, para partilhar uma mesma refeição, embora compreenderás que um boi de joelhos não é o mesmo que um menino de joelhos, os dois à beira mar, prazenteiros em sua grande amizade, pois são gentis e quente gente, quando se os tratam bem, de que arroubos audazes capazes então se tornam.

E depois nem aquele menino é verdadeiramente menino nem o boi é jovem, há dias às vezes onde aparecem os dois na casa dos quarenta, muitos mais sabedores, oh eu, nesses dias, voo ao lado deles e delícia, apreendo tanto, e depois qualquer pássaro atento sabe

Quão fácil o mundo confunde ser, com falta de humildade, arrogância ou mesmo má criação e contudo cabe a quem o é, a si, este, desfazer. Outro dia mais te contarei.

E o carpinteiro sozinho abriu então o livro, ao calhas, como sempre costumava fazer com um livro na primeira vez que o abria.

Leu então

Não há muito tempo atrás, o mundo, a matéria, acelerou em sua vibração que é como a batida de seu coração e o coração do mundo é como o meu, trabalha basicamente da mesma maneira.

A gama de frequências dilatou-se, podendo-se começar a ouvir sons até então inauditos
Como o silencio da Calma de Amor, da Harmonia e da Paz entre as suas gentes e a Terra, A Grande Mãe.

Assim se o pêndulo de cristal, aumentou seu ângulo de movimento, aumentou a gama e potencial energético das próprias emoções que trouxeram inclusive à percepção, algumas até então, invisíveis. Sendo a matéria basicamente a mesma, assim também nos homens se desenvolveu uma maior capacidade e abrangência emocional, operada num ambiente e com um corpo mais rápido, portanto onde o tempo se tende a contrair mais.

Depois deixou o acaso escolher uma outra página através de seus dedos e leu

Os meninos perdidos entre muitas outras coisas, são agora jovens adultos, que são reconhecidos por serem vistos pelos adultos como meninos, por isso os tratam pelo diminutivo carinhoso de seus nomes próprios, e consta que são muito amados por Deus a Quem muito Amam.

Leu ainda, que era característica destes meninos perdidos não se acharem menores que nada, pois grandes sempre querem ser em si mesmos para melhor poder Celebrar e Amar e Defender a própria Vida, que pela diversidade, pela múltipla cor, pelo múltiplo e uno Amor, isso constantemente lhes dizia, eram então, também por isso, vistos pelos outros, como bichos estranhos do mato e consta que isso os fazia sofrer, às vezes muito.

Aí, o carpinteiro estremeceu, pois vira-se a ele de alguma forma aí reflectido. Num baque fechou o livro, que mudou o cenário e deu-se de repente conta outra vez nos braços de sua Amada, que lhe disse, não tenhas medo, que eu te dou o sortilégio de poderes caminhar em segurança por todo o lado, pois não há nenhum lado que seja maior do que tu próprio.