sexta-feira, maio 14, 2004

O meu Coração
É um iô-iô
Um Só Breve Movimento
Num Só instante
E lá vai ele
Fio abaixo a desenrolar
Noutro só Instante
Um Breve Movimento
E cá vem ele
Outra Vez
O Fio
É O Mesmo
E entre Os Instantes
De Ir e Voltar
Está Um Instante
Que É Todos os Instantes
E todos os Movimentos
De Toda a Eternidade

Onde Está
Então o Amor
No meu Coração
Que Desenrola
Como Enrola
No Fio que o Une
E lhe Dá o Mover

Ou Será Que o Fio
É Também
Meu Coração
No Instante
Do Seu Pulsar
Mais uma vez os comentários saltam para aqui, hihihi, pois tornam-se grandes, tão grandes que me ponho a pensar como poderei escrever o que eu próprio quero, não invalidando contudo este desejo de conversar

Querido Amigo dodozado, hoje sum1, amanhã o quê, que importa no baile das máscaras.

Sim não quero levar a vida, procurando a razão da que chamas minha infelicidade nos outros e é para mim também real que a forma como me conheço e não conheço não depende como dizes, do que outros crêem de mim ou das suas tentativas de me fazerem crer que seria algo distinto de mim, o que cairia na lógica da tua primeira linha de argumentação.

Sim que tento como qualquer um aceitar-se na forma que se vai descobrindo a si mesmo ser, mas Amigo, quem o disse escrevendo, que eu finjo que me amo ou que odeio tudo o que faço, és tu e não eu.

Não, não vejo o nascer como a condenação a mim mesmo, pois para isso teria que ver a própria vida como condenação, ideia que num certo nível de saber, até poderá ser sustentável, esta vida aqui como passagem, como trânsito, ou pela dor que encerra, mas parece-me Amigo meu, um bocado radical e bruta na sua forma de expressão, perdoa-me tu, de chamar, radical bruta à tua expressão, mas quero por vontade e desejo e vivência Viver a Vida como Celebração.

Sim que tento traçar como tu, creio, a vida no hoje, por isso nos cruzamos e destas coisas ousamos falar. E depois, o hoje não me parece ser uma ilha no meio dos tempos, ou de uma imaginada linha de tempo para facilitar só um pouco o raciocínio.

Do 4 pouco tenho a dizer-te, talvez só uma dúvida sobre o método e natureza da própria memória, pois onde está ela? Onde reside, estaremos assim tão seguros que ela está só, dentro de nós?

Gosto da frase tua, Vivo da Vida e não de coisas Mortas, sem esquecer aquelas que daqui entretanto se foram, pois isso seria perder também a memória do que foi bom, ou assim assim, ou mesmo mal, da capacidade de aprender se é que há alguma coisa a aprender para Além de Amar, mas sem dúvida, de uma forma que não retire a Vida, do Viver.

Dos lugares ainda não visíveis, não será uma ideia e a sua expressão, por exemplo na escrita, uma já forma de visibilidade? Olhando dentro de mim, parece-me que foram muitos mais, que cinco, os minutos de felicidade, o que não nos deve em meu ver levar a demissionar de mais minutos alegres querer. Que te sejam todos os minutos felizes, aqui te escrevo meu voto a ti.

Do 6, é tua a afirmação e não minha, contudo, a sua base, me parece o que verdadeiramente é, a Vida

Do 7, as franjas e o dar tudo, ou melhor todo me dar, ainda hoje relembrei, Vieira, Amo porque Amo e Amo para Amar, contudo a noção de todo e franja no contexto que a usas, parece-me a mesma, eu explico, o tempo do Amor é o tempo da sua expressão, pode ser rápido num olhar e ter o mesma substância e valor. Olha ainda hoje me cruzei com um Senhor com quem me cruzo muitas vezes na mesma rua, desde há muito tempo. Ele é como nós, Humano e Vida sem o ser da mesma maneira que eu e tu somos distintos sendo esta, a diversidade única um dos motivos da minha celebração da Vida.

É um Senhor, que nós sociedade, consideramos atrasado mentalmente, Vê-se no seu físico, e nas poucas palavras que fala, mas eu conheço-o e ele conhece-me, ainda agora, ele viu-me primeiro, e sua cara que espelha a sua alma se iluminou num sorriso, num sentir todo ele de Amor, Bondade e Paz e assim também eu lhe respondi sem responder. Uma franja de expressão numa franja de tempo e contudo Amigo, em meu coração sentido, todo o Amor Puro e infinito Estava Lá.

Aceito Todo o Amor que a Vida me dá, que eu creio ser relacionável com o Amor com que a ela, a Amo, seja através de alguém que chega ou de um cão, que me olha com meiguice, ou um canto de um pássaro, mas o Amor não finge, É, e quem Ama e se deixa Amar, sabe certamente do que eu falo. Tu sabes que eu sou uma pessoa quente, que transborda o corpo sobre o outro corpo, um abraçar, um aconchegar, uma festa.

Sim é bom acreditar, ter sempre algo que acreditar, sem pressa de chegar ao fim, que me parece em meu ver nem mesmo existir, ou não deixando de passar de novo pelo velho princípio, como disseste, sendo o velho acrescento meu, à luz deste meu sentir.

Que Tal, Acreditar no Amor, na Vida e bailar com ela até ao final destes pés.

E porque a pergunta da mesma família da mesma afirmação, continuou-a o gentil Gato Tobias, dando ele mesmo aquilo que a mim me parece a resposta no intervalo que posso imaginar infinito,… o mundo sempre foi mais ou menos o que é…, que diz que não é sempre igual, e depois em meu ver, a Matéria que é a Casa do Espírito no Mar da Alma, parece-me que está sempre em crescimento, em mudança, tal qual meu próprio pé e se disto não me for esquecendo, talvez se possa aqui fundar Toda a Nova e Eterna e Renovada Esperança

Ou como escreveu a Alma da Marta, Assim É, ou ainda como escreveu a Marta que Ataca sem atacar, a Vida floresce de uma mesma fonte criativa e inteligente e incondicionalmente Amorosa, geometria sagrada de Todo O Ser

Beijos a todos com Amor da mesma Una Fonte que Todo Auna e sem pensar como escreveu o Gato Tobias que existirá alguma intenção de Arrasar, mas mais de Ajudar a Construir.

E Nilson, não te preocupes não, pega lá um Abração, que já me disseste que não gostas de beijos de homens, e fico-me a recordar que se vivesses por exemplo em França, se poderia tornar complicado, hihihi, eu próprio que sou Mulher, também, mas enfim…