quinta-feira, maio 20, 2004

Que se passa, às vezes neste país?

Há algumas semanas foi apresentado um estudo que afirmou existirem actualmente cerca de 200 mil portugueses que passam fome e ou vivem, em condições caracterizadas como Pobreza e Miséria.

Nas televisões, da discussão política, pelo que me foi dado a ouvir, ficou-me gravado na memória, a discussão sobre a veracidade de tal número. Houve quem defendesse que eram 150 mil e outros duzentos mil.

Em meu ver, bastava que fosse mesmo só Um. A questão, é, como se resolve, e depois resolvê-lo, pois penso que bastaria saber que há um só, para que nos preocupemos com ele. Por outro lado, sabê-lo, saber, que existem pessoas como eu no meu país a viver, se é que se pode usar de direito esta palavra, nestas condições, entristece-me e põe-me vergonha e tristeza na minha alma e no meu andar.

Sabido é, creio que concordaremos, que quando assim andamos, menos andamos, pois tal ver e sentir, não são aqueles que nos fazem o caminhar alegres, com a energia da motivação e criando felicidade. Posso mesmo dizer ao limite deste raciocínio, que o desenvolvimento e a produtividade almejada têm a ver com estas questões.

Passados alguns dias, o Banco Alimentar Contra a Fome promoveu uma recolha de alimentos juntos dos portugueses e Bom e pelo Bem, Espanto, conseguiram recolher mais 30 toneladas que da última vez, isto numa altura em que quase todos continuam a apertar o cinto e o que isto me diz, que este povo tem Bom Coração e prefere ser solidário.

Bem sei que há desemprego em Portugal, bem sei que os salários são geralmente baixos
Também sei que há neste mesmo mundo,hoje e agora, 30 milhões de crianças que se pensa, não chegarão aos cinco anos de idade
Também ontem alguém me recordava, que por volta de 1900 antes da primeira guerra mundial e portanto não por sua consequência directa, os homens que na altura habitavam no meu e mesmo país e que viviam nos campos, trabalhavam toda a semana sem receber nenhum salário, que às vezes em sábados bons o pagamento era um par usado de botas.
Também sei que há muitos, hoje entre nós, que continuam a achar impossível resolver estes problemas

Casa onde há fome, todos ralham e ninguém tem razão, inventaram os portugueses este ditado. Seguro estou, que pensariam Casa como Mundo, pois sendo ele grande, não deixa de ser, só uma