segunda-feira, maio 31, 2004

um belisssímo texto da nina, que é o clube das almas inquietas, um belo texto de convite à doce e harmoniosa quietude da rosa ser, que dá pelo nome de A Armadura do Principe.
meus votos amiga curadora de Almas, que todas elas, as armaduras se desfaçam nesta breve gota que aparentemente nos afasta, sabendo nós quão pertos estamos

Saravá Minha Amiga
Imagem na porta da Igreja do Triunfo e do Bom Sucesso

Nos degraus um menino de caracóis, entretido em seu brincar, olhava-o à sua passagem. Certamente seria o Menino Jesus que descera por um instante do colo de sua Mãe, assim Lhe parecera a ele, na sua única validade, a forma do seu sentir e olhar.

Brincava o Menino nos degraus da Ombreira da Porta, com um carro de bombeiros vermelho, como geralmente costumam ser as Rosas, cuja escada se encontrava erguida na direcção do Céu e o menino Ficara a Olhar para ele.

A última vez que encontrara a porta daquela igreja aberta, fora no dia 12 de Maio, e então entrara e como de costume nas vezes que lá entrara, era a Igreja, as Mulheres, ele o único Homem que como das últimas vezes, lá ficara por um tempo com elas a Rezar.

Não que o Homem conhecesse em profundidade aqueles particulares ritos, mas para ele tal não era importante, pois seu sentido de ser, religioso, religar o que na aparência se encontra fragmentado e que no ver do seu coração é Uno, não lhe permitia, rejeitar, quem com ele se dispusesse a rezar, independentemente do Credo que então acontecia, pois ele sabia que o Credo e a Reza, independentemente das variações com que se apresentava, era sempre a Forma de Invocar o Divino, que também residia nele e nos outros e de com ele conversar, assim a resultante da Reza teria mais sentidos, seria mais rica no seu Actuar, pois já não era só daquelas Mulheres mas também dele que aí decidira então mais uma vez Rezar, pois sabia que o Espírito é Universal, isto Lhe tinha o próprio Espírito por algumas vezes, confirmado, pois mesmo não sendo aquele sem Templo, era-o também, e o Espírito Santo tinha-o visitado nas vezes em que em tais, como outros Templos, conversava com o Divino.

E depois com suas Irmãs, as Rezas, saiam sempre mais doces e equilibradas, assim o sabia em seu coração




Manda recado, o criador, o autor, narrador, interprete, simples mão, que ele já não sabe mais o que é, e contudo parece andar cada vez mais feliz, que um texto se está organizar à sua volta, que ele crê, sem o saber ao certo, que estará pronto proximamente e que quando o texto se acabar, o publicará ou pelo menos partes dele. Suspeita ele também, que depois irá tomar algumas decisões de carácter prático na sua vida. Antecipadamente pede paciência aos que o lêem avisando desde já que parece ser um texto, um bocado para o longo.