domingo, junho 06, 2004

Diz a mão que nem mão já o é, pois dedos são, que assim o indicador apontador diz, que o texto que se organiza vai já longo e estendido por 55 páginas. O editor, que é aquele à volta do qual se agrupam as moléculas que fazem a mão, sente-se perdido e encontrado, mas sabe que a procissão nem saiu do adro da igreja, que aquilo escreve-se, em pequenas cascatas múltiplas e unificantes de um mesmo tema.

Mais sabe que aquilo é a história de um Homem, que por vezes, o faz sentir algo estranho, como se o reconhecesse por família, de onde é que eu conheço este Homem, diz-se então nesses momentos, mas também sabe que os limites do Homem não é seu corpo, que como Homem é um bocadinho Todos os Homens, que se é diferente, é igual.

Também sabe o editor que aquilo que por vezes parece ser confuso, ainda sem sentido, são como peças de um puzzle, a encaixar, e que há,sempre um sentido. Assim se fragmenta nesta sua apresentação, o texto, pois essa fragmentação melhor lhe revelará, o Uno sentido, assim o deseja o coração do seu editor.

E se contudo, realidade e ficção parecem ao editor mais dois lados de uma mesma coisa, que duas coisas distintas, aqui o declara recorrendo a formula, que ele é produto da Imaginação, não mais que isso, nem sendo portanto outra coisa.

Qualquer semelhança com um País real é e será mera coincidência, Embora na forma deste imaginar, a vida decorra em múltiplos e paralelos universos, onde a realidade se apresenta entre eles e neles, muito parecida nas suas expressões. Os nomes das personagens, os lugares, as acções, são como que paralelas nesses universos paralelos decorrem de uma aparente mesma maneira e semelhança, e por isso se crêem num primeiro olhar mais superficial, que são iguais. Só, e sempre, existe uma diferença de pormenor, de um outro ponto de vista, de um outro modo de agir, como se por exemplo num desses universos paralelos, os carros se movessem a gasolina e noutro a hidrogénio.

Por outro lado ainda, para que dois universos paralelos se tornassem totalmente simétricos e idênticos, era necessário que o texto fosse escrito a quatro mãos, o que aqui não acontece.

Mas não são, aqui o declara o editor, porque o que cria o texto, isso lhe disse, São só, artifícios narrativos e assim qualquer semelhança, parecença, identificação entre elementos da sua estrutura narrativa, com a realidade, nomes e lugares, onde o editor vive aqui na terra, é mera coincidência. É como eu chamar-me João e Tu que lês, também assim te chamares, ou mesmo João sem Medo como Tu.

Diversas vozes vão aparecendo ao longo do texto, que a revisão na escrita que aqui se revela, é leve, que aqui publica o seu primeiro extracto na forma do seu primeiro acontecer, sabendo como vive, que aqui, neste suporte, como na vida, as revisões se fazem e vem com a coisa, Que a Vida Seja Por Isso Louvada.


I


Oh Mãe Faz Descer
O Manto Protector
Sobre Todos Os
Teus Filhos
O Manto Curador
O Manto do Esquecer
A Luz da Esperança
A Luz da Paz
A Luz do Amor
O Amor
A Verdade
O Amor
A Vontade


Oh Mãe, Inspira-lhes, baixinho, sussurrante em seus sonhos e seu dormir, a lembrança do quente ventre da paz, útero da vida, onde ela quente e nutrida se forma, de onde todos nós viemos, onde todos iremos de novo voltar, a uma Maior, a Mãe Terra, A Mãe que nos suporta a vida e o respirar e nos alimenta e a quem nós tratamos de volta, às vezes, tão mal.

Oh Mãe, chega teu espírito suave, tua Alma Curativa, teu corpo aos homens em seu dormir, para que eles se lembrem assim do calor aconchegante, da pele suave e macia da Mulher, dos seus cabelos, caracóis e tranças, do seu refinado e perfumado odor, da doçura, da imensa doçura de ser da Mãe


Oh Mãe, Guia meu coração nestas palavras, que elas sejam só gotas de amor, de ternura, que elas se tornem o dissolvente de todas as dores, as minhas e as dos meus Irmãos, que eu me aqui me explique a mim mesmo e ao mundo e com ele faça os termos do meu trato, pois este é o Altar onde estou.

Oh Irmãs, Oh Irmãos, Oh Irmãs Irmão, Oh Irmão Irmã, Oh Irmãs Irmãs, Oh Irmãos Irmãos, Oh Irmãs e Irmãos, Oh Irmãos Animais, Oh Mãe Terra, Oh Irmã Terra e todo o Infinito e Múltiplo Diferente, aconchegai-vos uns aos outros, na forma que vos agradar, que apareça o espírito feminino das coisas, suave neblina, leve invisível morrinha, que se lembrem então da densidade dos corpos, do quente abraçar, do proteger envolver. Escutem-se, escutem as dores e dissolvam-nas com vossos braços, vossas carícia e ternuras. Depois Inventem no espaço secreto entre vós os leve e abertos laços, as sementes, as raízes e as mútuas protecções de Amor e assim partam para o mundo.

É a Revolução do Espírito, a única eficaz, aquela que muda o interno dentro de cada um. É a Única Revolução Feita Em Paz com os Outros, sem pegar em nenhuma espada, sem fazer correr o sangue por fora das veias, mesmo quando existe uma guerra interior, antes de chegar a essa Paz. E depois a Paz interior Se Faz Paz Exterior, nos dois lados da moeda, nos dois lados da mesma coisa.

O Homem começara por escrever, já não sabia, o homem, quem na verdade escrevia, se ele se um Outro, pois sua Vida passava-se numa dimensão por um lado profundamente humana e por outro, numa realidade profundamente simbólica, também humana, A Alma, a vinha assim encenando no caminhar de seus passos.

Cascatas epifânicas banhavam por vezes seus passos, outros eram, desertos profundos, Mas nas vezes que isso acontecia, a Realidade, que esse Homem considerava o que vivia e que ele gostava de chamar de Real, abria-se-lhe, noutras dimensões de significado e significante.

Sempre se sentira Maravilhado desde sua memória de Infância, quando tais banhos de Luz, da compreensão de si mesmo e das coisas em redor, da revelação, das por vezes, ocultadas naturezas das coisas. Do bem enquadrar, do rigor e da relação entre as coisas, da proporção e do justo, do equilíbrio e da harmonia das coisas. Da regra que mede e do medir, da conta do peso e da medida, oh como as coisas adquirem um outro brilho, se tornam maiores, mais vivas, se tal fosse possível.

Oh como ele se sentia Alegre e Maravilhado nesses dias, a realidade que é o que se vive transcende o nível pessoal, abrem-se as portas para aquilo que é um outro nível de uma mesma realidade, uma realidade que é simultaneamente transpessoal, onde significante e significado se move então, numa dimensão universal.

Escrevera o homem ainda a este propósito, que não era fácil esta via, pois cedo se deparara com diversas dificuldades dentro daquilo que às vezes designava como O Novo Quadro, por cima do outro que então, às vezes, Aparecendo, se Sobreponha, ampliando o primeiro.

Alguns factores concorriam para que aquilo fosse de alguma complexidade.

O primeiro era a necessária consciência de que as coisas deixavam de ser pessoais, de ter exclusivamente implicações no plano da sua própria existência, pois aí se entrava, aparecia como que, um sublinhado superior, um risco que realçava, e isso tendia a criar o que ele próprio designara como estados misturados de ser, como se o seu único ser se encontrasse, meio, meio, em seu corpo, entre duas dimensões, duas finas camadas de cebola, de um mesmo universo.

Aquilo criara-lhe por vezes complexas misturas em seu próprio ser, que lhe levavam muita análise e paciência, a depois separar, o que era imediatamente seu e o mais longe seu.

Não se enganara ao escrevê-lo, pois disso, eu o narrador, lhe perguntei da aparente contradição lógica de seu escrito, ao que ele me deu um longa resposta que não cabe aqui incluir em grande detalhe, mas que basicamente sustentava o axioma, que a ele, quando essas dimensões se lhe abriam, mais descobria semelhanças do que diferenças e ficava mais rico e maior, embora não se sentisse por isso, maior de que qualquer outra coisa e gostava até de o frisar, até de uma formiga.

Um dia até lhe perguntei, porque o frisava com tanta insistência que ele me respondeu, que já tinha reparado que seus irmãos aparentavam um certa tendência de comportamento, para achar que alguém que se dizia rico ou o iria tramar, ou então decidiam invejá-lo, o que também trazia habitualmente, negativas consequências e acrescentou com alguma irritação e desconsolo, que na maior parte dos casos a inveja corria pelas costas do visado, que assim nunca tinham nem a chance de responder em sua defesa, que se inventavam coisas mirabolantes, motivadas pelo fazer mal, pelo destruir, pelo achincalhar, pelo depreciar, por vezes a troco de um negócio, de uma chamada vantagem comercial, que assim se obtinha.

Tudo coisas que ele achava um desperdício de energia, que minavam a harmonia e a possibilidade de desenvolvimento do seu País, uns contra os outros em vez de uns com os outros para assim sermos todos mais fortes, e bem disso em seu sentir, andava precisado, seu Povo, seu País, seu Mundo

Perguntava-se nessas ocasiões, o que aqui está defronte de mim, o que é só meu e o que é universal para com o tempo que durou sua infância ter aprendido que ambas eram faces de uma mesma coisa e que podia de uma ir para a outra em qualquer das duas ordens, se bem que em verdade se diga, aquilo não era em seu entender, duas ordens, mas mais, dois lados, de uma mesma Ordem. E nem dois lados eram, eram mais portas que davam para todos os lados, para qualquer lado.

Explicava o Homem, que nessas alturas a dimensão do vivido, como que se agigantava e que o primeiro passo que dera, para poder começar a fazer a leitura era separar-se, que ele considerava um simultâneo Unir-se, Transcendendo-se a Si Mesmo, sem contudo deixar de Ser Ele Mesmo, pois nessas vivências, a Realidade era mais o seu contrário, a plenitude do Ser, o Homem, a pequena gota que se torna então consciente do Infinito e Grande Mar.

A perfeita e real ligação entre as partes e o todo, o grande que é o pequeno, o pequeno que é grande, não porque se fez maior do que é, mais porque se reduz na consciência e presença do Todo que então se manifesta que estabelece a abertura a compreensão indissociavelmente ligada à sua vivência, da percepção dos Mitemas, as componentes do próprio Mito, e dos Mitologemas, a acção em Si Mesmo e nos Outros, Na Vida.

Mitologemas, quanto saboreava esse homem o gosto daquela palavra que nem ele sabia quem a inventara, da lógica, do caminho, da forma como decorre a acção, do Mito sai uma gema, assim a saboreava poeticamente, pois para ele a vida era um constante acto poético, era a própria poesia e depois todo o seu ver que vinha de um Imaginar, de algo a que ele chamava de Alma que lhe permitia esse mesmo imaginar, e para ele quando a vida assim lhe aparecia, eram cristais de luz que Ela lhe deixava nas mãos e ele então Agradecia-lhe.

Outras eram puzzles de luz e sombra que ele levaria longos anos a encaixar, mas mesmo quando assim o sentia, tinha aprendido a Agradecer à Vida na mesma, coisa que ele uma vez me explicou, quer dizer, fazê-lo com a mesma intenção, com a mesma alegria, com a mesma convicção no coração. Dizia ele, tanto faz como é que venha, o que é importante é que vem, pois se não viesse, não estávamos aqui a falar, gostava de frisar, que estavam vivos com uma certa veemência.

E que tantos as que achávamos boas e as outras que achávamos más e ainda todas as outras que se apresentavam num qualquer assim assim geográfico, numa carta imaginária, uma posição, esquerda, direita, norte, sul em relação ao ponto e centro que cada um é, tinham em seu sentir, igual valor, todas elas nos serviam para aprender alguma coisa de nós e do mundo.

Aquela forma peculiar que aquele Homem, por vezes, Vivia a Vida perturbara-o a si e aos outros ao longo de toda a sua vida de Infante, tanto para o bem como para o mal e fazendo agora uma soma provisória de si mesmo, daquelas que recordava, que o bem e a sua intenção predominara, assim se reflectia a si mesmo.

O Homem sabia, que se vivia ele a vida, também a vida vivia através dele e contudo às vezes o que o seu Ser via da Vida, ou para ser mais preciso, o que às Vezes a Vida Lhe Mostrava, o fazia por vezes muito tremer. Um caldeirão, o criado e o incriado, a sopa primeva onde se agitavam todos os desejos, todas as vontades, em permanente gestação.

Em termos sensíveis, aquilo reflectia-se na sua sensibilidade de Infante, como uma por vezes hipersensibilidade aos significados e significantes de coisas que aos olhares de outros apareciam como perfeitamente neutras. Vezes se davam, em que uma simples palavra o fazia vibrar internamente em profundidade e que tal não deixava de se expressar em seu exterior e ser sentido pelos Outros a seu lado, que na mais das vezes esse estado percebiam, sem nunca entenderem, seu porquê.

Já se dera conta em mais velho ainda Infante, que se seu nome era um nome forte, a força implicava o conhecimento de sua Irmã, fraqueza, para depois poder erigir seu forte. Sempre sentira que teria que fazer um grande e completo círculo entre estes dois pólos que se exprimiam na razão do seu nome, em sua Vida. Mais tarde sintetizara, o forte implica o conhecimento, vivência, do fraco. E que força e fraqueza eram essas, recapitulava-se assim o Infante, na sua Passagem a Rei, sabendo que se seu nome lhe fora Dado, era também o Seu.

E contudo sempre vira a guerra a seu lado, desde que viera ao mundo, cedo percebeu que a coisa já estava estragada há muito tempo, mesmo antes de se começar a questionar e começar a investigar se já cá teria estado noutras épocas.

Houvera um tempo na Infância daquele Infante, em que o fazer do bem era coisa invisível, de pequeninos gestos, de pequenos ajudares, de por uma moeda no caminho, recados e recadinhos, poemas e flores, uma fazer do Bem sem se dele dar conta, uma consonância com a natureza original antes de qualquer corrupção, antes de qualquer queda. Aquilo não implicava conta, colunas de dar e receber, era só um dar, porque dar era a sua própria natureza, seu nome próprio e assim sendo, nada havia a reter na memória, a coisa acontecia e esfumava-se de seguida como fazem geralmente as coisas depois de se fazerem. Não havia rastro na memória de seu caminhar, era só o caminho a acontecer.

Avisado estava também o Homem, que se isto acontecia com as boas acções, outras coisas se passavam naquelas que não eram tão boas, ou as vezes más, porque as vezes podiam ser tão traumáticas, que por essa razão eram como que apagadas da memória, não deixavam nela nenhum risco aparente, pois sabia o Homem que memória era como sentar-se à pesca, com silêncio à volta e então, lançar o isco, um certo isco com uma certa vontade, que sempre apanha de novo um fio que conduz a essa memória.

Mas teria que concluir, que era difícil fazer essa contabilidade, porque dos gestos bons não se fazia contabilidade e alguns maus, por susto enterrados estavam. Mas Isto, era só a sua contabilidade interna a tentar averiguar, pois o Homem também sabia, que havia, uma Outra, a da própria vida e contudo queria averiguar naquele momento, se em si predominava as acções do bem ou do mal, queria fazer um ponto de situação, dentro de si mesmo no tocante a estas matérias, queria avaliar se tinha agido pelo bem, pelo menos bem, pelo menos mau ou pelo mau, a ausência do bom.

Agora o Infante fazia seu rito de passagem a adulto e ao contrário de tudo o que lhe tinham dito, da medição dos tempos para tal passagem, como ele próprio sempre suspeitara, e depois pelos estudos confirmara, esse tempo era sempre o tempo individual, que paradoxalmente não o é.

Estava na praia ao luar, a lua cheia redonda grávida reflectia o seu manto de prata nas vagas suaves que cantavam, o encantado eterno doce, e suave marulhar.
De cada lado de si, uma árvore, duas, como pilares do Templo, que para si queria dizer, a casa, a sua e a do Mundo, ou seria mais, a sua no Mundo. E observando, como sentido Tudo Aquilo, olhava-se a si mesmo, compassando seu coração com o próprio marulhar.

Sim sabia no interior que era mais da âmbito da sua no mundo, porque da própria sua, ele sempre ia sabendo qualquer coisa, era pelos outros visto como um Infante que exercia ou pretendia exercer a sua Vontade que como ele frequentemente se sentia obrigado a explicar a outros, a vontade de ser, ir sendo, descobrindo-se, mas Podendo e Tentando Sempre Ser Soberano de Si Mesmo.

Enquanto Infante dera-se conta da enorme confusão que existia sobre a compreensão destas matérias entre seus Irmãos. Muito rapidamente se confundia individualidade, individualização, com egocentrismo, egoísmo ou mesmo arrogância e contudo mais do que na coisa, no seu âmago em si, a resultante está sempre mais no tom, na intenção que transporta em seu coração, pois de um lado, ao outro, leva a certa ou errada emoção.

E depois sabia o Homem que a Individualização era a Meta do Desenvolvimento Humano, que essa Individualização é a melhor forma, a forma que mais facilita estar uns com os outros, que é portanto, o antípoda do acto egoísta ou do acto arrogante.

O Homem que sabe de si é o Homem que está centrado
É o Homem que sabe quem É
Que não se esquece
De quem é
Nas vezes em
Que variado sente

É o Homem Que Sabe
O Que Sente
Que Sabe
O Que Quer

É o Homem Que Sabe
Que O Gentil Trato
É Melhor
Que o Mau Trato
E Que de Mal
Trato em
Mal Trato
Vai O
Mundo
De Mal
A
Piau

É o Homem Que
Sabe Donde Vem
Sabe Onde Está
Onde Se Põem
Como Se Põem
Para Onde Vai
Por Onde Vai


Também sabia o homem, que individualização, pressupõem um centro organizado, uma consciência de si face, face a si mesmo, e ao que podemos rapidamente e talvez de forma um pouco precipitada, como acontece, quando nos deslocamos rápido demais, chamar, o redor ou, o à volta.

Redor coisa complexa, onde residimos, eu e tu e muitas outras coisas, umas visíveis aos olhos, outras não, costumava dizer e acrescentava, que a consciência de si mesmo é uma consciência integrativa, unificadora e unificante, que amplia o ser e o seu ressoar, o ressoar dos seres, os seres que ressoam, que entre si se reconhecem, em seus encontros, quando eles se dão.

Explicara, também por variadas vezes o homem, essa noção de ressoar, como o som, que se move invisível no espaço, que penetra na matéria que vai encontrando em seu caminho e ficara depois a pensar, para onde iria o som, quando acaba, a memória da nota e a memória do instrumento que toca a nota.

E contudo os corações lá estavam a bater de Amor e eram basicamente o mesmo, um mesmo, Bondade seus nomes

O Homem também sabia que tinha um problema. O Homem sabia depois de muito pensar que o maior inimigo dele mesmo, era ele próprio, o Homem sabe que é assim que as coisas se apresentam, pois isso lhe valida seu próprio ser e sabe, que é, então dentro de si que deve averiguar, inquirir do porquê da guerra, pois muitos, o viam e viram como mau, assim o julgaram e o promoveram a inimigo, na mais das vezes em julgado com ausência do acusado, pois para esse efeito ninguém o convocara.

Olhando seu coração, ele lá via, reflectido e brilhante o desejo de Ajudar, e Era-lhe Seguro e Certo que Sempre Quisera ser Fiel ao Amor, e que o Homem que está centrado, é aquele que a Ele se entrega.

Mas o Homem sentia-se ainda preso. Existia algo, nesse momento da sua vida, que não lhe permita ainda essa entrega se tornasse permanente, como outrora fora. O Homem queria viver de acordo com o seu coração e ansiava que a vida se tornasse sua extensão.


O homem está sentado na praia, ao luar e vive a passagem de Infante a Rei

No Conclave
Como Rei
Se Declara
De Todo
Servidor
Como Rei
Transporta
Uma Chave
Que é de Todos
E de Ninguém

Espera a Chegada
Dos Outros Reis
Do Seu Reino

Cinco Serão

Um já o Reconheceu
Esse Lhe dará a Mão
A Descobrir
Seu Rosto

Seu Anel
Seu Poder
Esse Rei
A Todos
Por Dentro
Poderá
Religar

Se For Essa
A Vontade
Acordada
Entre
Os
Cinco

Os Termos do Rei

Conquistar sua Rainha
Poder destapar a cabeça
Alcançar seu Castelo
Do Marear
Fazer os termos
Da Paz

Sua Vontade
Marear
Rotas
Promovendo
Todas as Velas
Todo o Velejar

E Contudo
Sendo Rei
Já Tem
Seu
Próprio
Reino